Questões de Concurso
Comentadas sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
Foram encontradas 12.425 questões
Um paciente, de 75 anos, ex-tabagista, diabético tipo II, dislipidêmico, hipertenso em controle adequado das comorbidades, foi operado de apendicite quando jovem e fez colecistectomia videolaparoscópica há quinze anos, endarterectomia carotídea direita há oito anos e angioplastia femoral direita e catarata bilateral há seis anos. Além disso, submeteu-se a revascularização miocárdica há quatro anos com uma ponte de safena para coronária direita e uma com mamária para coronária esquerda. Há seis meses, queixa-se de claudicação intermitente pior no membro inferior esquerdo, de início para 300 metros, agora 150 metros. Faz atividades físicas leves regulares desde que revascularizou o miocárdio, época em que também interrompeu o tabagismo. Traz claras as queixas de claudicação dos membros inferiores (mais à esquerda) e do membro superior esquerdo quando faz suas atividades com seu treinador pessoal, além de um desconforto ou dor precordiais também quando levanta os pesos de seu exercício com bíceps esquerdo ou sobe escadas na sua casa. Nega dispneia a esforços, edema ou nictúria.
Em vista do quadro desse paciente, é necessário investigar:
Um homem de 62 anos, hipertenso em uso de losartana e hidroclorotiazida, chega a seu polo de espuma densa referenciado pela unidade básica, com dor, edema, varizes e dermatite ocre em membros inferiores, já classificado como CEAP IV, com exame de doppler venoso mostrando safenas magnas e parvas dilatadas e insuficientes. É indicado para tratamento por espuma densa ecoguiada como rege o fluxo da instituição local. Apesar da conduta já determinada, o residente plantonista hipocraticamente colhe a história do paciente e o examina, descobrindo que, além de hipertenso, ele é diabético e tabagista e que suas dores são típicas de claudicação intermitente com uma distância de marcha não maior que 100 metros. Seus pulsos poplíteos e tibiais são diminuídos e os pediosos, ausentes.
Diante do quadro clínico em questão, é esperado que o residente:
O mesmo paciente Ricardo, em vista dos resultados de seus exames, deve ser submetido ao tratamento da hipertensão arterial.
Em relação a esse tratamento, é correto afirmar que:
Em uma consulta de retorno, Ricardo, 52 anos, desempregado, traz os resultados de exames e o resultado do MRPA (PA média = 135 x 85 mmHg).
Na consulta, PA = 150 X 90 mmHg. O exame de ECG está normal; raio X de tórax normal; colesterol total = 330; HDL = 30; LDL = 167; triglicerídeos = 290; glicemia em jejum = 109; K = 4; Cr = 0,9; EAS = sem alterações.
A partir dos exames, conclui-se que:
Nesse caso, a terapia hipolipemiante mais indicada é:
Nesse caso, é correto afirmar que:
Em relação a esse caso, é correto afirmar que:
Com tudo isso, concluímos que há:
A droga mais indicada é:
Está entre os exames complementares de rotina:
Resolvemos então partir para o exame físico de abordagem, completando com o traçado de ECG e glicemia capilar, num raciocínio diagnóstico que vai buscar:
No que se refere a essa diferenciação, é correto afirmar que:
Uma paciente de 25 anos apresentou o quadro de covid-19 há 4 meses. Vem cursando com mal-estar na posição ortostática e palpitação. Exame físico: normal. Observou-se pressão arterial de 110 x 70 mmHg, deitada, com frequência cardíaca de 65 bpm; imediatamente ao se levantar, após 10 minutos, na posição ortostática, a pressão esteve inalterada e a frequência cardíaca foi de 134 bpm. A paciente se queixava de mal-estar. Hemograma completo e bioquímica normais.
Ao consultar o cardiologista, ela foi diagnosticada com uma possível manifestação de covid denominada:
Nesse contexto fisiopatológico, mulheres na menopausa podem apresentar:
Um homem de 75 anos foi encaminhado a atendimento especializado pelo médico de família com história de falta de ar aos pequenos esforços e inchaço nas pernas. Portador de DPOC e hipertensão arterial, usava verapamil e enalapril, porém, no momento, ficou hipotenso, tendo que suspender os medicamentos. Exame físico: pressão venosa elevada a 45 graus e pressão arterial 90 X 70 mmHg. Ausculta cardíaca: bulhas hipofonéticas. Ausculta respiratória: estertores finos bibasais. ECG: ritmo sinusal. Eixo do QRS: 30 graus e com amplitude de 4 mm no plano frontal e de 7 mm no plano horizontal. Presença de área inativa V1 até V4. Repolarização ventricular normal. Ecocardiograma: hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo e fração de ejeção global e segmentar normais. BNP elevado. Creatinina plasmática: 1,1 mg%; glicose: 100 mg%.
O cardiologista confirmou o diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada e suspeitou corretamente da seguinte etiologia:
Mulher com 60 anos, diabética, hipertensa e portadora de hipercolesterolemia, abandonou seu tratamento farmacológico durante a pandemia do covid-19. Apresentou quadro súbito de perda de visão do olho esquerdo e disartria; o quadro durou 15 minutos e foi associado a forte palpitação. Na admissão no setor de emergência, apresentava pressão arterial de 158 x 98 mmHg e pulso radial de 120 bpm, irregular. Na ausculta cardíaca, ritmo cardíaco estava irregular, com frequência cardíaca de 140 bpm e ausência de sopros. No ECG, ritmo irregular – 140 bpm, ausência de onda P e com QRS de voltagens variáveis e eixo e duração normais. Repolarização estava normal. A tomografia computorizada do cérebro foi sem anormalidades.
Em relação ao quadro de acidente vascular cerebral isquêmico transitório, a possível etiologia está associada a:
Uma paciente de 78 anos procurou o ambulatório de uma clínica médica pois vinha apresentando dispneia aos esforços. Estava em uso de olmesartana 40 mg ao dia e hidroclorotiazida 12,5 mg ao dia. Negava outros sintomas. Ela levou para consulta os exames laboratoriais realizados no último mês. Os resultados de glicemia, sódio, potássio, ureia, creatinina e hemograma estavam dentro da normalidade. O ecocardiograma recente estava sem alterações significativas. O exame físico constatou ritmo cardíaco regular e bulhas normofonéticas. O restante do exame não apresentava alterações. A pressão arterial era de 162 x 80 mmHg e a frequência cardíaca, de 41 batimentos por minuto. A paciente levou um eletrocardiograma realizado 4 semanas antes da consulta, em que foi evidenciado um bloqueio atrioventricular do 2º grau Mobitz II. Esse exame foi repetido no dia do atendimento, quando o bloqueio atrioventricular foi confirmado.
Nesse caso, a conduta mais indicada é:
Sobre a fisiopatologia dessa doença, assinale a alternativa correta.
Sobre essa doença, é correto afirmar:
Sobre a anatomia cirúrgica da região cervical, assinale a alternativa correta.