Questões de Concurso
Comentadas sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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Com base no quadro clínico e nos princípios fisiopatológicos envolvidos, assinale a alternativa correta.
Exame físico sem alterações relevantes. Colesterol total: 255 mg/dL; HDL: 50 mg/dL; LDL: 166 mg/dL; triglicerídeos: 140 mg/dL. Índice de massa corporal: 26 kg/m². Pressão arterial: 124/78 mmHg.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – SBC 2025, a conduta mais adequada para essa paciente é
Ao exame físico: frequência cardíaca 92 bpm, pressão arterial 126/78 mmHg, ritmo irregular, sem sopros.
Ecocardiograma transtorácico: átrio esquerdo 38 mm, fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Função tireoidiana, renal e eletrolítica normais. ECG confirma fibrilação atrial com resposta ventricular média de 90 bpm.
Considerando o quadro clínico e os achados complementares, a conduta inicial mais apropriada no manejo da fibrilação atrial, entre controle de ritmo e controle de frequência, é
Durante alguns episódios, realizou eletrocardiograma que documentou fibrilação atrial. Possui smartwatch que registrou múltiplos episódios de frequência cardíaca irregular acima de 120 bpm, durando entre 45 minutos e 5 horas, totalizando aproximadamente 6% do tempo monitorado no último mês.
Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg/dia, obesidade grau I (IMC 32 kg/m²). Nega diabetes, dislipidemia, insuficiência cardíaca, tabagismo, doença vascular ou eventos tromboembólicos prévios. Não apresenta sangramentos prévios nem contraindicações à anticoagulação.
Exame físico: frequência cardíaca 76 bpm, ritmo regular; pressão arterial 128/82 mmHg. Exames complementares: eletrocardiograma atual em ritmo sinusal; ecocardiograma transtorácico com átrio esquerdo 32 mL/m² (VR até 34), fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Calculados os escores: CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto (hipertensão) e HAS-BLED = 1 ponto (hipertensão controlada).
Considerando os achados clínicos e os escores de risco apresentados, a conduta mais apropriada em relação à anticoagulação oral é
• Losartana (100 mg/dia);
• Anlodipino (10 mg/dia);
• Hidroclorotiazida (25 mg/dia).
A média das três últimas aferições da Pressão Arterial (PA) no consultório, registradas em visitas separadas nos últimos 6 meses, foi de 158 x 98 mmHg.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025, a primeira conduta diante da suspeita de hipertensão resistente neste paciente é
Ao exame físico: peso 88 kg, altura 1,75 m, IMC 28,7 kg/m2 . Aferição da pressão arterial no consultório, após repouso de 5 minutos, com esfigmomanômetro automático de braço validado, em três medidas com intervalo de 1 minuto: 148/94 mmHg, 146/92 mmHg e 144/90 mmHg. Frequência cardíaca 76 bpm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 102 mg/dL, hemoglobina glicada 5,6%, creatinina 1,0 mg/dL, clearance de creatinina estimado 85 mL/min/1,73m2, potássio 4,2 mEq/L, colesterol total 210 mg/dL, LDL 140 mg/dL, HDL 42 mg/dL, triglicerídeos 160 mg/dL, ácido úrico 6,8 mg/dL. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, sem alterações.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a conduta apropriada para confirmação diagnóstica e avaliação complementar inclui
Durante a consulta, o médico discute os exames laboratoriais necessários para a avaliação inicial do quadro.
De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a avaliação inicial completa do paciente hipertenso é
Diante deste quadro clínico, a conduta terapêutica imediata mais apropriada é
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão e com base nesse quadro clínico e laboratorial, a conduta terapêutica inicial mais adequada para o tratamento da hipertensão consiste na prescrição de
Com base nesses achados clínicos, a hipótese diagnóstica mais provável é de
A conduta indicada nesse caso é realizar
O fármaco introduzido no tratamento da paciente foi
O fármaco introduzido no tratamento da paciente foi
(__)Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA), como enalapril e perindopril, são recomendados como fármacos de primeira linha, especialmente em pacientes com diabetes e doença renal crônica com proteinúria.
(__)Os bloqueadores dos canais de cálcio, como anlodipino e nifedipino, podem causar edema periférico como efeito adverso, sendo úteis especialmente em idosos e população negra.
(__)Os betabloqueadores, como metoprolol e atenolol, são considerados medicamentos de primeira escolha para todos os pacientes hipertensos, independentemente de comorbidades.
(__)Os diuréticos tiazídicos, como hidroclorotiazida e clortalidona, podem aumentar ácido úrico e glicemia, devendo ser evitados em pacientes com gota ou diabetes.
(__)Os bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA), como losartana e telmisartana, são alternativas adequadas quando ocorre tosse seca induzida pelo uso de IECAs.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Mulher, 62 anos, com histórico de esclerodermia, apresenta dispneia progressiva aos esforços. No ecocardiograma recente, a pressão sistólica estimada da artéria pulmonar foi de 58 mmHg, com aumento discreto do átrio direito e insuficiência tricúspide leve. Fração de ejeção preservada. Ela não apresenta doença cardíaca esquerda, doença pulmonar crônica ou tromboembolismo conhecido. O exame físico mostra estertores ausentes, turgência jugular normal e saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente.
O próximo passo mais apropriado na investigação dessa paciente é:
Mulher, 65 anos, com histórico de diabetes mellitus e hipertensão, é avaliada por dor torácica aos esforços. Foi realizada cintilografia do miocárdio associada ao estresse físico (teste ergométrico), que evidenciou isquemia induzida no ápice e na parede anterior do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção de 45%. Suas medicações atuais incluem: aspirina, lisinopril, atorvastatina, metformina, metoprolol e mononitrato de isossorbida. Ao exame físico: afebril, PA 130 × 72 mmHg; FC 72 bpm; FR 16 irpm. Função renal normal.
Qual é o próximo passo mais apropriado na investigação diagnóstica dessa paciente?
Mulher, 28 anos, portadora de cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva confirmada (ressonância sem obstrução significativa em repouso/provocação). Relata história de síncope inexplicada há 6 meses. Holter 24 h com taquicardia ventricular não sustentada (TVNS). Ressonância com realce tardio difuso >15% da massa ventricular. Espessura septal máxima = 32 mm. FEVE 60%. Sem história pessoal de TV/FV. Cálculo de risco (HCM Risk-SCD) estimado em 7,8% em 5 anos.
Qual é a melhor conduta neste momento para prevenção de morte súbita?
Homem, 42 anos, previamente hígido, é avaliado após episódio de síncope durante exercício moderado. Não faz uso de medicações. Antecedentes familiares: irmão falecido subitamente aos 29 anos, sem causa definida.
Exames complementares:
• ECG basal: ondas T negativas profundas em V1–V3, QRS normal.
• Holter 24 h: extrassístoles ventriculares frequentes com morfologia de BRE e eixo superior, além de 2 episódios de TVNS (máximo 9 batimentos).
• Ecocardiograma transtorácico: função ventricular direita discretamente reduzida, aneurisma focal em parede anterior do VD.
• Ressonância magnética cardíaca (CMR): realce tardio fibroadiposo no VD subtricuspídeo e região infundibular anterior.
• Testes laboratoriais normais. Não há doença arterial coronariana.
Qual é a conduta mais apropriada para prevenção de morte súbita nesse paciente?
Homem, 68 anos, portador de insuficiência cardíaca direita por hipertensão pulmonar e insuficiência tricúspide funcional grave, interna por distensão abdominal e edema. Exame Físico: turgência jugular a 45º; refluxo hepatojugular positivo; hepatomegalia dolorosa e ascite moderada. Exames laboratoriais: AST 52 U/L; ALT 58 U/L; FA 180 U/L; GGT 220 U/L; bilirrubina total 2,1 mg/dL (direta 1,1); albumina 3,2 g/dL; INR 1,4, BNP 1450 pg/mL. US-Doppler: veia cava inferior dilatada e pouco colabável; veias hepáticas com fluxo reverso sistólico/pulsátil; portal com marcada pulsatilidade. Paracentese diagnóstica: SAAG = 1,4 g/dL; proteína do líquido ascítico = 3,5 g/dL; cultura negativa.
Qual é a conduta prioritária para abordar a disfunção hepática desse paciente?