Questões de Concurso
Comentadas sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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O diagnóstico dessa intercorrência é
Para esse quadro, o marcador mais indicado para avaliar lesão miocárdica é
Assinale a opção que explica corretamente um desses mecanismos.
Considerando essas fases, assinale a afirmativa correta.
Assinale a opção que relaciona, corretamente, os elementos do ECG com eventos cardíacos específicos.
Segundo as diretrizes propostas pela Sociedade Europeia de Cardiologia (2024) para o manejo da hipertensão, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A hipertensão é definida por uma medida de pressão sistólica em consultório ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg.
( ) Considera-se pressão arterial não elevada, quando os níveis medidos em consultório estão abaixo de 120/70mmHg.
( ) Realizar rastreamento/triagem oportunista por meio da aferição da pressão arterial em serviços primários de saúde não é uma estratégia efetiva para identificar pacientes com pressão alta.
As afirmativas são, respectivamente,
Paciente masculino, 72 anos, foi admitido no pronto-socorro com queixa de inchaço, dor e sensação de peso progressivos na perna direita, há 48 horas. Há três semanas, foi submetido à cirurgia para correção de fratura de fêmur direito, tendo alta hospitalar há uma semana e mantendo-se com mobilidade restrita.
Ao exame físico, a perna direita apresentava edema de 3+/4+, eritema discreto, aumento da temperatura local e dor à palpação da panturrilha. O restante do exame físico era normal, sem sinais de sangramento ativo. Exames laboratoriais revelaram D-dímero elevado (1200 ng/mL, valor de referência < 500 ng/mL), hemograma sem alterações significativas (hemoglobina 14,0 g/dL, plaquetas 250.000/mm³), coagulograma normal e função renal preservada (creatinina 0,9 mg/dL). O ultrassom com doppler venoso do membro inferior direito confirmou a presença de trombose venosa profunda oclusiva no segmento femoropoplíteo, estendendo-se até a veia femoral comum.
Diante do diagnóstico de trombose venosa profunda e das características do paciente, a conduta terapêutica inicial mais apropriada é
Roberto, 68 anos, é internado eletivamente para ressecção anterior baixa de reto por adenocarcinoma, com tempo cirúrgico estimado de 3 horas sob anestesia geral. Apresenta hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana e Diabetes Mellitus tipo 2 em uso de metformina, com hemoglobina glicada de 7,1%.
Ao exame físico, encontra-se estável, normocorado, com pressão arterial de 140/85 mmHg e frequência cardíaca de 78 bpm. Nega dispneia aos esforços habituais e refere conseguir subir dois lances de escada sem limitação. Não apresenta história de doença coronariana, insuficiência cardíaca ou doença cerebrovascular. Eletrocardiograma mostra ritmo sinusal sem alterações isquêmicas.
A conduta mais apropriada para avaliação pré-operatória do risco cardiovascular nesse paciente é
O próximo exame mais adequado para confirmar o diagnóstico é
Exame físico: peso atual 4.100 g (< p3), frequência respiratória 56 ipm, frequência cardíaca 158 bpm, perfusão periférica preservada. Ausculta cardíaca revela sopro holossistólico em borda esternal esquerda baixa, intensidade +3/6, sem frêmito. Pulsos periféricos amplos e simétricos. Ausculta pulmonar com estertores finos bibasais. Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito. Radiografia de tórax: cardiomegalia e aumento da vascularização pulmonar. Oximetria: 97% em ar ambiente.
Diante do quadro clínico, o diagnóstico mais provável é
Em mulher com cardiopatia, o diagnóstico de síndrome metabólica múltipla pode ser firmado quando
Paciente de 82 anos apresenta estenose aórtica crítica. Possui fibrilação atrial e amiloidose cardíaca, por ATTR-wild type (forma selvagem) e possui múltiplas internações por insuficiência cardíaca descompensada, nos últimos 6 meses. O paciente é portador de déficit cognitivo avançado, doença renal crônica estágio 4, doença pulmonar crônica-GOLD estágio 4 (2024) e possui importante sarcopenia. Encontra-se restrito a cadeira de rodas. O paciente foi definido de alto risco para cirurgia de troca valvar aórtica.
O time cardiológico (heart team) esteve reunido e estabeleceu a seguinte abordagem:
Paciente de 45 anos com diagnóstico de hipertensão pulmonar apresenta dispneia progressiva e sinais de insuficiência cardíaca direita. Foi solicitado cateterismo cardíaco.
O seguinte parâmetro confirma hipertensão arterial pulmonar pré-capilar:
Paciente de 17 anos, masculino, “pessoa em situação de rua”, foi encaminhado pelo SAMU com forte dor torácica, em aperto há 4 horas. Apresenta quadro de falta de ar e na emergência observa pulso radial de 112 bpm e PA 90 x 70 mmHg. Frequência respiratória: 33 incursões respiratórias, por minuto. SAPO2: 88%, temperatura axilar: 37,8 oC. Painel respiratório viral positivo para adenovírus. Foi vacinado para Gripe e Covid-19, há 3 meses. Pressão venosa jugular elevada. Ausculta cardíaca: ritmo cardíaco regular, 3 tempos bulha protodiastólica. Ausculta pulmonar: estertores bibasais. Restante do exame físico normal. ECG: ritmo sinusal. Supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm – derivações DI e aVL e V1-V6. Fragmento do QRS derivações DI e aVL. Eco/POCUS – acinesia da parede ântero-lateral. Linhas B 10 por campo, no ultrassom pulmonar. No cateterismo coronário, artérias sem obstrução. Na Ressonância cardíaca, edema miocárdico na parede ântero-lateral, acinesia na parede lateral e hipocinesia ântero-apical. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo: 30%.
O cardiologista chamado para avaliar o caso apresentou corretamente o diagnóstico principal de
Paciente feminina de 55 anos, obesidade grau 3 e hipertensa. Tem acordado toda manhã com cefalalgia nucal e tem verificado a sua pressão, no posto de saúde, sempre às 11 h, horário em que vai buscar os filhos na escola, sempre com valores dentro da normalidade. O médico de família pediu uma monitoração arterial ambulatorial. Verificam-se níveis controlados com enalapril e amlodipina no período da vigília e valores anormais, com pressões elevadas, à noite, durante a madrugada.
Os achados identificados no mapa, conectados ao quadro clínico da paciente, conduz à investigação de
Mulher, 72 anos, durante uma viagem ao exterior, ganhou, no cassino, o equivalente a 300 mil reais e apresenta forte dor no peito. Foi levada ao hospital de helicóptero e, ao chegar, apresentava supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm, nas derivações do plano horizontal; ao fazer o cateterismo, as artérias estavam normais.
A ventriculografia mostrou grave disfunção global do ventrículo esquerdo, hipercontratilidade das porções basais e acinesia das paredes ântero-apicais do ventrículo esquerdo. A ressonância cardíaca apresentava paredes miocárdicas com igual padrão contrátil da ventriculografia contrastada e ausência de edema ou captação tardia do gadolínio.
A paciente apresentava pequena elevação da troponina I e valor de 15.000 pg/dL do BNP, evoluindo com insuficiência respiratória e choque cardiogênico, sendo instalado o ECMO. A paciente foi tratada com medidas de suporte e, após 10 dias, recuperou completamente a função ventricular esquerda e teve alta hospitalar.
O correto raciocínio clínico da equipe da cardiointensiva foi de provável quadro de