Questões de Concurso Sobre redação oficial
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( ) Por se tratar de um documento de valor jurídico, deve ser lavrada de tal maneira que não lhe possam introduzir modificações posteriores.
( ) Na ata não se fazem parágrafos ou alíneas, escreve-se tudo seguidamente, para evitar que nos espaços em branco se façam acréscimos.
( ) A ata é lançada, unicamente, em livros próprios, devidamente autenticados, cujas páginas são rubricadas por quem redigiu os termos de abertura e encerramento, o que lhes dá cunho oficial.
( ) Como a ata deve ser um registro fiel dos fatos ocorridos em determinada reunião, sua linguagem deve ser simples e despretensiosa, clara, precisa e concisa.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O aviso consiste em modalidade de comunicação oficial expedida por ministro de Estado para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior.
Memorandos são expedientes utilizados para a realização de rápida comunicação interna, podendo ser remetidos unicamente a unidades de mesma hierarquia dentro de um mesmo órgão.
O formato adotado para os expedientes ofício e aviso é o mesmo. Ambos se diferenciam, entretanto, em relação ao remetente e destinatário. O aviso é expedido exclusivamente por ministros de Estado a autoridades da mesma hierarquia; o ofício é expedido pelas demais autoridades da administração pública a empresas privadas, para tratar de assuntos oficiais.
Analise os itens abaixo:
• Dia, mês, ano, hora e local da reunião (por extenso).
• Pessoas presentes devidamente qualificadas.
• Declaração do Presidente e secretário (a).
• Ordem do dia (pauta).
• Fecho.
Os dados acima constituem um (a):
Classifique a coluna 2 de acordo com a coluna 1:
Coluna 1
I – Ofício II – Memorando III – Relatório IV – Edital
Indique abaixo a CORRETA sequência assinalada na ordem de cima para baixo:
TEXTO I
Utilize o texto I para responder a questão abaixo.
Trabalhar e sofrer
"Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade"
“O trabalho enobrece” é uma dessas frases feitas que a gente repete sem refletir no que significam, feito reza automatizada. Outra é "A quem Deus ama, ele faz sofrer", que fala de uma divindade cruel, fria, que não mereceria uma vela acesa sequer. Sinto muito: nem sempre trabalhar nos torna mais nobres, nem sempre a dor nos deixa mais justos, mais generosos. O tempo para contemplação da arte e da natureza, ou curtição dos afetos, por exemplo, deve enobrecer bem mais. Ser feliz, viver com alguma harmonia, há de nos tornar melhores do que a desgraça. A ilusão de que o trabalho e o sofrimento nos aperfeiçoam é uma ideia que deve ser reavaliada e certamente desmascarada.
O trabalho tem de ser o primeiro dos nossos valores,
nos ensinaram, colocando à nossa frente cartazes
pintados que impedem que a gente enxergue além
disso. Eu prefiro a velha dama esquecida num canto
feito uma mala furada, que se chama ética. Palavra
refinada para dizer o que está ao alcance de qualquer
um de nós: decência. Prefiro, ao mito do trabalho
como única salvação, e da dor como cursinho de
aperfeiçoamento pessoal, a realidade possível dos
amores e dos valores que nos tornariam mais
humanos. Para que se trabalhe com mais força e
ímpeto e se viva com mais esperança.
O trabalho que dá valor ao ser humano e algum sentido à vida pode, por outro lado, deformar e destruir. O desprezo pela alegria e pelo lazer espalha-se entre muitos de nossos conceitos, e nos sentimos culpados se não estamos em atividade, na cultura do corre-corre e da competência pela competência, do poder pelo poder, por mais tolo que ele seja.
Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade, roubar nosso tempo, saúde e possibilidade de crescimento. Na verdade, o que enobrece é a responsabilidade que os deveres, incluindo os de trabalho, trazem consigo. O que nos pode tornar mais bondosos e tolerantes, eventualmente, nasce do sofrimento suportado com dignidade, quem sabe com estoicismo. Mas um ser humano decente é resultado de muito mais que isso: de genética, da família, da sociedade em que está inserido, da sorte ou do azar, e de escolhas pessoais (essas a gente costuma esquecer: queixar-se é tão mais fácil).
Quanto tempo o meu trabalho – se é que temos escolha, pois a maioria de nós dá graças a Deus se consegue trabalhar por um salário vil – me permite para lazer, ou o que eu de verdade quero, se é que paro para refletir sobre isso? Quanto tempo eu me dou para viver? Quanto sobra para meu crescimento pessoal, para tentar observar o mundo e descobrir meu lugar nele, por menor que seja, ou para entender minha cultura e minha gente, para amar minha família?
E, se o luxo desse tempo existe, eu o emprego para ser, para viver, ou para correr atrás de mais um trabalho a fim de pagar dívidas nem sempre necessárias? Ou apenas não me sinto bem ficando sem atividade, tenho de me agitar sem vontade, rir sem alegria, gritar sem entusiasmo, correr na esteira além do indispensável para me manter sadio, vagar pelos shoppings quando nada tenho a fazer ali e já comprei todo o possível – muito mais do que preciso, no maior número de prestações que me ofereceram? E, quando tenho momentos de alegria, curto isso ou me preocupo: algo deve estar errado?
Servos de uma culpa generalizada, fabricamos caprichosamente cada elo do círculo infernal da nossa infelicidade e alienação. Essas frases feitas, das quais aqui citei só duas, podem parecer banais. Até rimos delas, quando alguém nos leva a refletir a respeito. Mas na verdade são instrumento de dominação de mentes: sofra e não se queixe, não se poupe, não se dê folga, mate-se trabalhando, seja humilde, seja pobre, sofrer é nosso destino, darás à luz com dor – e todo o resto da tola e desumana lavagem cerebral de muitos séculos, que a gente em geral nem questiona mais.
FONTE: LUFT, Lya. In. VEJA, nº 2148, de 20/01/2010.
Dada a seguinte situação:
Um chefe de departamento solicita a outro departamento da mesma instituição que faça a cessão de notebooks e projetores de slides para um evento interno.
A situação acima pede que se faça o seguinte
documento:
De acordo com as orientações do Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item a seguir, com relação à correspondência oficial.
A identificação do signatário deve ser feita pelo nome seguido do
cargo, devendo-se evitar que a assinatura do documento fique em
página isolada.
De acordo com as orientações do Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item a seguir, com relação à correspondência oficial.
A redação oficial é qualidade da comunicação feita em nome do
serviço público, admitindo-se, entretanto, que os documentos
internos a determinado órgão contenham impressões individuais
características de quem assina o expediente.
Em cada um do item seguinte, é apresentado fragmento de texto de redação oficial que deve ser julgado com base nos princípios da comunicação oficial (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso da linguagem formal) e conforme orientações do Manual de Redação da Presidência da República.
Em atenção ao ofício acima referenciado, encaminho as informações
solicitadas, acompanhadas da respectiva documentação
comprobatória.
Em cada um do item seguinte, é apresentado fragmento de texto de redação oficial que deve ser julgado com base nos princípios da comunicação oficial (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso da linguagem formal) e conforme orientações do Manual de Redação da Presidência da República.
Sem mais para o momento, aproveito o ensejo para reiterar a Vossa
Senhoria protestos de elevada estima e distinta consideração.
Em cada um do item seguinte, é apresentado fragmento de texto de redação oficial que deve ser julgado com base nos princípios da comunicação oficial (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso da linguagem formal) e conforme orientações do Manual de Redação da Presidência da República.
Por oportuno, informo que a documentação ora encaminhada ainda
requer complementação, situação que enseja a este Tribunal, por
meio de sua auditoria interna, permanecer promovendo gestões em
suas áreas técnicas no intuito de buscar mais informações e
documentações acerca da execução do referido contrato.
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:
I. da ausência de impressões individuais de quem comunica;
II. da impessoalidade de quem recebe a comunicação, tanto o cidadão quanto um órgão público;
III. do caráter impessoal do próprio assunto tratado.
Completa(m) o enunciado corretamente
Relativamente caras, custarão R$ 0,19 cada uma. (L.30‐31)
Assinale a alternativa em que se tenha alterado o trecho sublinhado no período acima em consonância com a norma culta e com as recomendações de boa redação contidas no Manual de Redação da Presidência da República. Não leve em conta alterações de sentido.
