Questões de Concurso Comentadas sobre redação oficial

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Q1170063 Redação Oficial
Chamamos de ____________________ a correspondência dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, essa correspondência deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos.
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Q1170061 Redação Oficial
A correção ortográfica é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata de textos oficiais. Nos enunciados a seguir, marque a alternativa que está DE ACORDO com as normas ortográficas explicadas pelo Manual de Redação da Presidência da República.
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Q1170060 Redação Oficial

Leia as informações abaixo sobre a linguagem da redação oficial recomendada pelo Manual de Redação da Presidência da República e analise as proposições, colocando (V) para verdadeiro e (F) para falso.


( ) Por ser um país continental e com grandes diferenças regionais, a linguagem deve se adequar à região a que se destina, possibilitando uma melhor comunicação a todos os brasileiros.

( ) Devido ao seu caráter público e sua finalidade, os atos oficiais requerem o uso da língua culta do idioma.

( ) Impessoalidade discursiva, linguagem clara e objetiva são essenciais para que a administração pública aja sem prejudicar ou privilegiar ninguém.

( ) Jargões e gírias podem ser usados com moderação para tornar o texto oficial mais atrativo.


Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.

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Q1170059 Redação Oficial

O correio eletrônico (e-mail) tornou-se um meio de comunicação barato e muito útil, sendo por sua dinamicidade e rapidez, a principal ferramenta para a transmissão de documentos. Analise as informações abaixo sobre o uso do e-mail nas correspondências oficiais.


I- Como há flexibilidade em relação à linguagem, não se deve atentar para o uso dos pronomes adequados.

II- Acertificação digital é necessária para atestar a identidade do remetente.

III- Mesmo tendo uma estrutura flexível, a linguagem deve ser compatível com a comunicação oficial.

IV- Por ser um recurso novo, não é aceito na redação oficial.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

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Q1169338 Redação Oficial

Cem anos de perdão


    Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas.

      Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. “Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” “Mas esse não é totalmente branco, tem janelas verdes.” Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.

      Começou assim. Numa das brincadeiras de “essa casa é minha”, paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.

      Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques. Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.

      Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.

      Eis-me afinal diante dela. Paro um instante, perigosamente, porque de perto ela ainda é mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos.

      E, de repente – ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.

      O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.

      Levei-a para casa, coloquei-a num copo d’água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.

       Foi tão bom.

      Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas. O processo era sempre o mesmo: a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava.

      Também roubava pitangas. Havia uma igreja presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão da igreja. Nunca cheguei a vê-la, além de uma ponta de telhado. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas são frutas que se escondem: eu não via nenhuma. Então, olhando antes para os lados para ver se ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades, mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga madura demais com os dedos que ficavam como ensanguentados. Colhia várias que ia comendo ali mesmo, umas até verdes demais, que eu jogava fora.

      Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.

LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016. p. 408-410.

O Manual de Redação da Presidência da República recomenda que, na comunicação oficial, os e-mails NÃO devem:
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Q1169337 Redação Oficial

Cem anos de perdão


    Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas.

      Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. “Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” “Mas esse não é totalmente branco, tem janelas verdes.” Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.

      Começou assim. Numa das brincadeiras de “essa casa é minha”, paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.

      Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques. Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.

      Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.

      Eis-me afinal diante dela. Paro um instante, perigosamente, porque de perto ela ainda é mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos.

      E, de repente – ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.

      O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.

      Levei-a para casa, coloquei-a num copo d’água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.

       Foi tão bom.

      Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas. O processo era sempre o mesmo: a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava.

      Também roubava pitangas. Havia uma igreja presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão da igreja. Nunca cheguei a vê-la, além de uma ponta de telhado. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas são frutas que se escondem: eu não via nenhuma. Então, olhando antes para os lados para ver se ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades, mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga madura demais com os dedos que ficavam como ensanguentados. Colhia várias que ia comendo ali mesmo, umas até verdes demais, que eu jogava fora.

      Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.

LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016. p. 408-410.

Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, um dos atributos da redação oficial é a CONCISÃO, pois a comunicação nesse âmbito deve:
Alternativas
Q1169196 Redação Oficial
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República a “redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige as comunicações oficiais e os atos normativos” (p.16, 2018). Pelas suas características e finalidades, a composição textual da redação oficial é diferente, por exemplo, da correspondência particular ou do texto literário.
São atributos da redação oficial:
Alternativas
Q1168640 Redação Oficial
Redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações oficiais. É utilizada na Administração Pública Direta e Indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Assim sendo, enquanto o Poder Público emite ofícios, as empresas privadas e os cidadãos em geral elaboram cartas. Quando a divulgação de conteúdo das informações pode comprometer a segurança, as relações e os interesses do ente público, exigindo para isso sigilo absoluto, diz-se que tal correspondência é:
Alternativas
Q1168639 Redação Oficial
“É um aditamento a ato anterior criado por Lei. Utiliza-se também para retificar e atualizar dados funcionais, como nomeação, promoção, ascensão, remoção, dispensa, readaptação, etc. Não pode ser utilizada para criar direitos, mas apenas para reconhecer a existência de direito criado por norma legal” (LEDUR, 2015). O conceito apresentado refere-se a qual tipo de Documento da Administração Pública?
Alternativas
Q1168168 Redação Oficial
O documento oficial que consiste em translado, cópia autênticas de leis, decretos ou posturas para se publicar pela imprensa, ou por meio de fixação em lugares públicos para que não se alegue desconhecimento de seu conteúdo, é o documento denominado:
Alternativas
Q1168167 Redação Oficial
As formas de tratamento utilizadas na correspondência oficial quando dirigida ao coronel comandante de um batalhão de polícia militar e ao prefeito municipal são as seguintes , respectivamente:
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Q1168166 Redação Oficial
A qualidade da linguagem na comunicação oficial é uma exigência da relação de consumo do mundo moderno, com a mesma intensidade da qualidade ofertada pela organização nos seus produtos e serviços. A qualidade do texto que é expressada quando se escreve apenas as palavras que são necessárias, buscando encerrar um pensamento com o menor número possível de palavras, refere-se à:
Alternativas
Q1168008 Redação Oficial
São qualidades a serem observadas na redação de correspondências oficiais:
Alternativas
Q1167891 Redação Oficial

Declaração feita por escrito, objetivando comprovar ato ou assentamento constante de processo, livro ou documento que se encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro teor - transcrição integral, também chamada traslado - ou resumidas, desde que exprimam fielmente o conteúdo do original.


O trecho acima faz referência a qual documento?

Alternativas
Q1167890 Redação Oficial

É o documento de valor jurídico, que consiste no resumo fiel dos fatos, ocorrências e decisões de sessões, reuniões ou assembleias, realizadas por comissões, conselhos, congregações, ou outras entidades semelhantes, de acordo com uma pauta, ou ordem-do-dia, previamente divulgada. É geralmente lavrada em livro próprio, autenticada, com as páginas rubricadas pela mesma autoridade que redige os termos de abertura e de encerramento.


O trecho acima faz referência a qual documento?

Alternativas
Q1167513 Redação Oficial
Acerca de seus conhecimentos em redação oficial, pode-se afirmar que o pronome de tratamento adequado a um texto, no padrão ofício, destinado a um diretor de escola é
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Q1167382 Redação Oficial

Dentro de um recinto estavam conversando três personalidades: um marechal; um embaixador e; um secretário de Estado. Analise o texto abaixo que retrata parte do diálogo e a seguir aponte a alternativa correta.


... e assim o marechal virou-se para o secretário e disse:

— Meu prezado secretário, vossa senhoria acha que devemos então interceder militarmente no caso em pauta?

— Depende muito da nossa condição de negociação, respondeu o secretário. O que acha disso o nosso excelentíssimo embaixador?

E num certo instante de dúvida, o embaixador respondeu:

— Acho que precisamos esgotar inicialmente todos os recursos necessários a uma boa negociação e, se depois de esgotada essa condição o caso não se resolver, partiremos para a ação mencionada pelo excelentíssimo marechal.


Dentro do uso correto de pronomes e de locuções pronominais de tratamento que possuem larga tradição na língua portuguesa, pode-se afirmar:

Alternativas
Q1167031 Redação Oficial
Ofício é uma carta formal destinada a alguma autoridade pública, empresa ou mesmo pessoa física, para solicitar, reivindicar ou comunicar algo. Sobre a estrutura de um ofício, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1167030 Redação Oficial
Documento de valor jurídico, que consiste em registro narrativo fidedigno do que passou em uma assembléia, sessão ou reunião. Pode ser lavrada em livro próprio, autenticado, com páginas numeradas e rubricadas pela autoridade que redigiu os termos de abertura e de encerramento. Pode ser também elaborada em folhas soltas, digitadas, com páginas numeradas, rubricadas e assinada pelo relator. Não pode ter modificações posteriores a sua aprovação. Deve conter a assinatura de todos os participantes. Trata-se da
Alternativas
Q1167029 Redação Oficial

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.


_______________ é o texto que consegue transmitir o _______________ de informações com o _______________ de palavras. Não se deve, de forma alguma, eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de reduzi-lo em tamanho. Trata-se de excluir palavras inúteis, redundâncias e passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.

Alternativas
Respostas
4241: D
4242: B
4243: C
4244: B
4245: C
4246: D
4247: B
4248: E
4249: A
4250: C
4251: D
4252: B
4253: D
4254: C
4255: C
4256: B
4257: A
4258: D
4259: C
4260: A