Questões de Concurso
Sobre partes do documento no padrão ofício em redação oficial
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Texto 1
O preconceito linguístico deveria ser crime
(01) Basta ser homem, estar em sociedade e estar rodeado de pessoas falantes que a língua – esse sistema de comunicação inigualável – emerge. Ela se instaura e toma conta de todos nós, de nossos pensamentos, de nossos desejos e de nossas ações. Falar faz parte do nosso cotidiano, de nossa vida. A troca por meio das formas linguísticas é a nossa dádiva maior, nossa característica básica. É por meio de uma língua que o ser humano se individualiza, em um movimento contínuo de busca de identidade e de distinção. É isso, enfim, que nos torna humanos e nos diferencia de todos os outros animais.
(02) Não existe homem sem língua. Mesmo as pessoas com deficiências diversas adotam um sistema de comunicação. Quem é surdo, por exemplo, usa a linguagem de sinais. Sendo assim, não existe razão para que tenhamos preconceito com relação a qualquer variedade linguística diferente da nossa. Preconceito linguístico é o julgamento depreciativo, desrespeitoso, jocoso e, consequentemente, humilhante da fala do outro ou da própria fala. O problema maior é que as variedades mais sujeitas a esse tipo de preconceito são, normalmente, as com características associadas a grupos de menos prestígio na escala social ou a comunidades da área rural ou do interior. Historicamente, isso ocorre pelo sentimento e pelo comportamento de superioridade dos grupos vistos como mais privilegiados, econômica e socialmente.
(03) Então, há críticas negativas em relação, por exemplo, à falta de concordância verbal ou nominal (“As coisa tá muito cara”); ao "r" no lugar do "l" (“Eu torço pelo Framengo”); à presença do gerúndio no lugar do infinitivo (“Eu vô tá verificano”); ao "r" chamado de caipira, característico da fala de amplas áreas mineiras, paulistas, goianas, mato-grossenses e paranaenses – em franca expansão, embora sua extinção tenha sido prevista por linguistas. Depreciando-se a língua, deprecia-se o indivíduo, sua identidade, sua forma de ver o mundo.
(04) O preconceito linguístico – o mais sutil de todos os preconceitos – atinge um dos mais nobres legados do homem, que é o domínio de uma língua. Exercer isso é retirar o direito de fala de milhares de pessoas que se exprimem em formas sem prestígio social. Não quero dizer com isso que não temos o direito de gostar mais, ou menos, do falar de uma região ou de outra, do falar de um grupo social ou de outro. O que afirmo e até enfatizo é que ninguém tem o direito de humilhar o outro pela forma de falar. Ninguém tem o direito de exercer assédio linguístico. Ninguém tem o direito de causar constrangimento ao seu semelhante pela forma de falar.
(05) A Constituição brasileira estabelece que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. Sendo assim, interpreto eu que qualquer pessoa que for vítima de preconceito linguístico pode buscar a lei maior da nação para se defender. Até porque, sob essa ótica, o preconceito linguístico se configura como um tratamento desumano e degradante – uma tortura moral. Se necessário for, poderíamos até propor uma lei específica contra esse tipo de preconceito, apenas para ficar mais claro que qualquer pessoa tem o direito de buscar a justiça quando for vítima de qualquer iniciativa contra o seu modo de se expressar.
(06) Sei que muitos devem achar que isso é bobagem, que todos devem deixar de falar errado. Mas todo mundo tem direito de se expressar, sem constrangimento, na forma em que é senhor, em que tem fluência, em que é capaz de expressar seus sentimentos, de persuadir, de manifestar seus conhecimentos. Enfim, de falar a sua língua ou a sua variante dela.
Marta Scherre. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI110515-17774,00-
O+PRECONCEITO+LINGUISTICO+DEVERIA+SER+CRIME.html. Acesso em: 17/07/17. Adaptado.
Acerca de comunicações oficiais, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e a circular.
( ) Nos documentos do padrão ofício, deve ser utilizada, preferencialmente, fonte do tipo Times New Roman de corpo 20 no texto em geral, 16 nas citações e 12 nas notas de rodapé.
( ) O ofício é expedido exclusivamente por Ministros de Estado para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o aviso é expedido para e pelas demais autoridades.
As afirmativas são, respectivamente, de cima para baixo:

A partir da comunicação hipotética apresentada, Memorando n.º 22/2017 – JAL/IFA/2017, julgue as afirmativas a seguir:
I. O redator acertou ao identificar o destinatário pelo cargo que ocupa, e não pelo nome, já que se trata de um memorando.
II. Por questão de polidez, o redator do memorando em questão deveria ter registrado o primeiro parágrafo da seguinte forma: “Vimos, pelo presente, solicitar, por gentileza, que Vossa Excelência nos informe os nomes dos docentes do Campus Paraíso do Araguaia que possuem habilitação em Química e Filosofia, para que possamos emitir convite para elaboração de questões destinadas ao próximo vestibular do Campus Jalapão, do IFA”.
III. Para demonstrar seu reconhecimento quanto à informação a ser-lhe prestada, o redator, no memorando em questão, deveria ter arrematado o texto com a seguinte redação: “Em agradecimento, externamos votos de estima e apreço”.
IV. O emprego do fecho “Atenciosamente” indica que o destinatário do memorando em questão ocupa cargo de hierarquia equivalente ou superior à do cargo ocupado pelo signatário.
V. No segundo parágrafo do memorando, em vez de utilizar o pronome “desse”, o redator deveria ter empregado o pronome “deste”, já que tal pronome remete ao Campus Paraíso do Araguaia, onde se encontra o destinatário da comunicação.
Considerando as afirmativas I, II, III, IV e V desta
questão, e com base nos atributos da redação
oficial, assinale a alternativa correta.
Sobre memorandos, considere as seguintes afirmativas:
1. Por ser uma modalidade de comunicação eminentemente interna, a linguagem do memorando não precisa ser formal.
2. Havendo espaço, os despachos aos memorandos devem ser feitos no próprio documento.
3. Memorandos são uma modalidade restrita à comunicação entre unidades administrativas de mesma hierarquia.
Assinale a alternativa correta.
A redação de um documento oficial, como um ofício, deve:
I. caracterizar-se pelo uso do padrão culto de linguagem, pela clareza, concisão, formalidade e uniformidade;
II. usar, nos pronomes de tratamento, o gênero gramatical coincidindo com o sexo da pessoa a que se refere e não com o substantivo que compõe a locução;
III. usar Vossa Santidade para referir-se aos padres e demais sacerdotes.
Das afirmativas, verifica-se que está(ão) correta(s)
Em relação à correspondência oficial, julgue o próximo item.
O memorando segue, quanto à forma, o modelo do
padrão ofício, devendo o destinatário daquele
documento ser mencionado pelo cargo que ocupa.
Em relação à correspondência oficial, julgue o próximo item.
Sendo a flexibilidade um dos atrativos da comunicação
por correio eletrônico, não há necessidade de se evitar a
informalidade da linguagem nesse tipo de documento
oficial, como o uso de gírias e jargões.
No que se refere à correspondência oficial, julgue o próximo item.
Nos memorandos, que constituem correspondência
interna nos órgãos públicos, admite-se o emprego de
gírias e jargões, desde que característicos da área de
atuação do setor ao qual se destine o documento.
A respeito dos gêneros Ofício e Memorando, considere as afirmativas a seguir:
I. Memorandos e Ofícios seguem uma única diagramação, denominada de padrão ofício.
II. Uma diferença entre Ofício e Memorando é de circulação. O Memorando, por exemplo, tem abrangência eminentemente interna.
III. Os ofícios e os memorandos são documentos oficiais que privilegiam determinadas qualidades, como: clareza, coerência, coesão, correção linguística e prolixidade.
IV. No Memorando, não há identificação da pessoa a quem se destina esse documento, sendo esta mencionada por meio do cargo que ocupa.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas corretas.
