Questões de Concurso
Sobre aspectos gerais da comunicação oficial em redação oficial
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O e-mail é o meio de comunicação mais utilizado nas empresas, na atualidade. Por meio dele são transmitidas informações para clientes internos e externos. Quando a informação dirigir-se a um cliente externo, o email deve ser bem redigido, procurando manter a formalidade e a elegância da mensagem.
(GOLD, Miriam. Redação Empresarial. Editora Pearson. Companion Website (C.B) 4ªed. São Paulo.)
Marque a afirmação incorreta.
I. A redação oficial caracteriza-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. II. As comunicações oficiais podem permitir mais de uma interpretação, ser imparciais e rigorosamente uniformes, bem como exigir o uso de certo nível de linguagem. III.Um ato normativo de qualquer natureza não deve ser redigido de forma obscura, que dificulte, impeça ou impossibilite sua compreensão.
São CORRETAS
Ao Senhor Nome Cargo Endereço
Aponte, entre as opções, a quem ela se destina.
Como a finalidade precípua da redação oficial é servir de instrumento de comunicação à administração pública, de maneira impessoal e objetiva e com máxima clareza, o uso de gírias e clichês deve ser evitado na linguagem empregada nesse tipo de comunicação.
A escolha do fecho a ser usado nas correspondências oficiais é determinada pela hierarquia que existe entre o destinatário e o remetente do documento.
Como fecho de comunicações oficiais dirigidas ao presidente da República e a autoridades de hierarquia superior à do remetente, deve-se empregar a expressão Respeitosamente.
Marque a alternativa que completa corretamente a lacuna do trecho acima.
Analise os itens abaixo:
• Dia, mês, ano, hora e local da reunião (por extenso).
• Pessoas presentes devidamente qualificadas.
• Declaração do Presidente e secretário (a).
• Ordem do dia (pauta).
• Fecho.
Os dados acima constituem um (a):
TEXTO I
Utilize o texto I para responder a questão abaixo.
Trabalhar e sofrer
"Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade"
“O trabalho enobrece” é uma dessas frases feitas que a gente repete sem refletir no que significam, feito reza automatizada. Outra é "A quem Deus ama, ele faz sofrer", que fala de uma divindade cruel, fria, que não mereceria uma vela acesa sequer. Sinto muito: nem sempre trabalhar nos torna mais nobres, nem sempre a dor nos deixa mais justos, mais generosos. O tempo para contemplação da arte e da natureza, ou curtição dos afetos, por exemplo, deve enobrecer bem mais. Ser feliz, viver com alguma harmonia, há de nos tornar melhores do que a desgraça. A ilusão de que o trabalho e o sofrimento nos aperfeiçoam é uma ideia que deve ser reavaliada e certamente desmascarada.
O trabalho tem de ser o primeiro dos nossos valores,
nos ensinaram, colocando à nossa frente cartazes
pintados que impedem que a gente enxergue além
disso. Eu prefiro a velha dama esquecida num canto
feito uma mala furada, que se chama ética. Palavra
refinada para dizer o que está ao alcance de qualquer
um de nós: decência. Prefiro, ao mito do trabalho
como única salvação, e da dor como cursinho de
aperfeiçoamento pessoal, a realidade possível dos
amores e dos valores que nos tornariam mais
humanos. Para que se trabalhe com mais força e
ímpeto e se viva com mais esperança.
O trabalho que dá valor ao ser humano e algum sentido à vida pode, por outro lado, deformar e destruir. O desprezo pela alegria e pelo lazer espalha-se entre muitos de nossos conceitos, e nos sentimos culpados se não estamos em atividade, na cultura do corre-corre e da competência pela competência, do poder pelo poder, por mais tolo que ele seja.
Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade, roubar nosso tempo, saúde e possibilidade de crescimento. Na verdade, o que enobrece é a responsabilidade que os deveres, incluindo os de trabalho, trazem consigo. O que nos pode tornar mais bondosos e tolerantes, eventualmente, nasce do sofrimento suportado com dignidade, quem sabe com estoicismo. Mas um ser humano decente é resultado de muito mais que isso: de genética, da família, da sociedade em que está inserido, da sorte ou do azar, e de escolhas pessoais (essas a gente costuma esquecer: queixar-se é tão mais fácil).
Quanto tempo o meu trabalho – se é que temos escolha, pois a maioria de nós dá graças a Deus se consegue trabalhar por um salário vil – me permite para lazer, ou o que eu de verdade quero, se é que paro para refletir sobre isso? Quanto tempo eu me dou para viver? Quanto sobra para meu crescimento pessoal, para tentar observar o mundo e descobrir meu lugar nele, por menor que seja, ou para entender minha cultura e minha gente, para amar minha família?
E, se o luxo desse tempo existe, eu o emprego para ser, para viver, ou para correr atrás de mais um trabalho a fim de pagar dívidas nem sempre necessárias? Ou apenas não me sinto bem ficando sem atividade, tenho de me agitar sem vontade, rir sem alegria, gritar sem entusiasmo, correr na esteira além do indispensável para me manter sadio, vagar pelos shoppings quando nada tenho a fazer ali e já comprei todo o possível – muito mais do que preciso, no maior número de prestações que me ofereceram? E, quando tenho momentos de alegria, curto isso ou me preocupo: algo deve estar errado?
Servos de uma culpa generalizada, fabricamos caprichosamente cada elo do círculo infernal da nossa infelicidade e alienação. Essas frases feitas, das quais aqui citei só duas, podem parecer banais. Até rimos delas, quando alguém nos leva a refletir a respeito. Mas na verdade são instrumento de dominação de mentes: sofra e não se queixe, não se poupe, não se dê folga, mate-se trabalhando, seja humilde, seja pobre, sofrer é nosso destino, darás à luz com dor – e todo o resto da tola e desumana lavagem cerebral de muitos séculos, que a gente em geral nem questiona mais.
FONTE: LUFT, Lya. In. VEJA, nº 2148, de 20/01/2010.
Dada a seguinte situação:
Um chefe de departamento solicita a outro departamento da mesma instituição que faça a cessão de notebooks e projetores de slides para um evento interno.
A situação acima pede que se faça o seguinte
documento:
Em cada um do item seguinte, é apresentado fragmento de texto de redação oficial que deve ser julgado com base nos princípios da comunicação oficial (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso da linguagem formal) e conforme orientações do Manual de Redação da Presidência da República.
Sem mais para o momento, aproveito o ensejo para reiterar a Vossa
Senhoria protestos de elevada estima e distinta consideração.
( ) O parágrafo a seguir constitui um exemplo de introdução de um ofício recomendado pelos manuais de redação oficial: “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste."
Esses documentos são, respectivamente:


