Questões de Concurso Sobre as comunicações oficiais em redação oficial

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Q2238804 Redação Oficial

Luz de lanterna, sopro de vento


       Tendo o marido partido para a guerra, na primeira noite da sua ausência a mulher acendeu uma lanterna e pendurou-a do lado de fora da casa. “Para trazê-lo de volta” murmurou. E foi dormir.

    Mas, ao abrir a porta na manhã seguinte, deparou-se com a lanterna apagada. “Foi o vento da madrugada” pensou olhando para o alto como se pudesse vê-lo soprar.

       À noite, antes de deitar, novamente acendeu a lanterna que a distância deveria indicar ao seu homem o caminho de casa.

      Ventou de madrugada. Mas era tão tarde e ela estava tão cansada que nada ouviu, nem o farfalhar das árvores, nem o gemido das frestas, nem o ranger das argolas da lanterna. E de manhã surpreendeu-se ao encontrar a luz apagada.

      Naquela noite, antes de acender a lanterna, demorou-- se estudando o céu límpido, as claras estrelas. “Na certa não ventará” disse em voz alta, quase dando uma ordem. E encostou a chama do fósforo no pavio.

     Se ventou ou não, ela não saberia dizer. Mas antes que o dia raiasse não havia mais nenhuma luz, a casa desaparecia nas trevas.

      Assim foi durante muitos e muitos dias, a mulher sem nunca desistir acendendo a lanterna que o vento, com igual constância apagava.

     Talvez meses tivessem passado quando num entardecer, ao acender a lanterna, a mulher viu ao longe recortada contra a luz que lanhava em sangue o horizonte, a silhueta escura de um homem a cavalo. Um homem a cavalo que galopava na sua direção.

     Aos poucos, apertando os olhos para ver melhor, distinguiu a lança erguida ao lado da sela, os duros contornos da couraça. Era um soldado que vinha. Seu coração hesitou entre o medo e a esperança. O fôlego se reteve por instantes entre lábios abertos. E já podia ouvir os cascos batendo sobre a terra, quando começou a sorrir. Era seu marido que vinha.

      Apeou o marido. Mas só com um braço rodeou-lhe os ombros. A outra mão pousou na empunhadura da espada. Nem fez menção de encaminhar-se para a casa.

    Que não se iludisse. A guerra não havia acabado. Sequer havia acabado a batalha que deixara pela manhã. Coberto de poeira e sangue, ainda assim não havia vindo para ficar. “Vim porque a luz que você acende à noite não me deixa dormir” disse-lhe quase ríspido. “Brilha por trás das minhas pálpebras fechadas, como se me chamasse. Só de madrugada depois que o vento sopra posso adormecer.”

    A mulher nada disse. Nada pediu. Encostou a mão no peito do marido, mas o coração dele parecia distante, protegido pelo couro da couraça. “Deixe-me fazer o que tem de ser feito, mulher” disse sem beijá-la. De um sopro apagou a lanterna. Montou a cavalo, partiu. Adensavam-se as sombras, e ela não pode sequer vê-lo afastar-se contra o céu. 

      A partir daquela noite, a mulher não acendeu mais nenhuma luz. Nem mesmo a vela dentro de casa, não fosse a chama acender-se por trás das pálpebras do marido.

      No escuro, as noites se consumiam rápidas. E com elas carregavam os dias, que a mulher nem contava. Sem saber ao certo quanto tempo havia passado, ela sabia, porém, que era tanto.

     E, passado num final de tarde em que a soleira da porta despedia-se da última luz no horizonte, viu desenhar-se lá longe a silhueta de um homem. Um homem a pé que caminhava na sua direção. Protegeu os olhos com a mão para ver melhor e, aos poucos, porque o homem avançava devagar, começou a distinguir a cabeça baixa, o contorno dos ombros cansados. Contorno doce, sem couraça, retendo o sorriso nos lábios – tantos homens haviam passado sem que nenhum fosse o que ela esperava. Ainda não podia ver-lhe o rosto, oculto entre a barba e o chapéu, quando deu o primeiro passo e correu ao seu encontro, liberando o coração. Era seu marido que voltava da guerra.

      Não precisou perguntar-lhe se havia vindo para ficar. Caminharam até a casa. Já iam entrar. Quando ele se reteve. Sem pressa voltou-se, e, embora a noite ainda não tivesse chegado, acendeu a lanterna. Só entrou com a mulher. E fechou a porta.


(COLASANTI, Marina. Luz de lanterna, sopro de vento. In: Um espinho de marfim e outras histórias. Porto Alegre: L&PM. p. 39, 1999. Adaptado.)

A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e nos expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Considerando que a clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, são características deste atributo da redação oficial, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2023 - FUB - Músico |
Q2234578 Redação Oficial
Com base nas Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília, julgue o próximo item.
Os tratamentos Digníssimo(a) e Ilustríssimo(a) foram abolidos das correspondências oficiais, tendo sido ambos substituídos, nas comunicações internas da Universidade de Brasília, pela forma de tratamento genérica Doutor(a), independentemente da formação acadêmica do destinatário. 
Alternativas
Q2221978 Redação Oficial
De acordo com o estabelecido no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item que se segue.
Nas correspondências oficiais, o vocativo adequado à autoridade que ocupa o cargo de Vice-Presidente da República é Senhor Vice-Presidente da República, devendo a expressão ser seguida de vírgula. 
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Q2218032 Redação Oficial
O emprego dos pronomes de tratamento para as autoridades obedece a tradição secular. Quando trata-se de autoridade do Poder Legislativo, como Senadores e Deputados, o pronome de tratamento será:
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Q2218028 Redação Oficial
O vocativo é uma invocação ao destinatário e nas comunicações oficiais, o vocativo será sempre seguido de vírgula. Dessa forma, quando um documento é destinado ao Presidente do Congresso Nacional, o vocativo para o destinatário será:
Alternativas
Q2209787 Redação Oficial
Segundo o Decreto nº 9.758/2019, o único pronome de tratamento que deve ser utilizado na comunicação com agentes públicos federais, independentemente do nível hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião, é: 
Alternativas
Q2209700 Redação Oficial
Nos documentos Padrão Ofício, o endereçamento é o local no qual é informado quem receberá o expediente. Entre os elementos que compõem o endereçamento, qual das alternativas abaixo indica o elemento que deve ser o primeiro componente do endereçamento? 
Alternativas
Q2206769 Redação Oficial

Assinale a alternativa correta sobre os padrões de redação oficial utilizados na forma de tratamento e de endereçamento nas comunicações na Administração Pública e com agente públicos.

Alternativas
Q2203636 Redação Oficial
Na correspondência oficial para um Ministro de Estado, qual forma de tratamento é correta? 
Alternativas
Q2202480 Redação Oficial
Dentre as características que os documentos oficiais seguem, destacamos clareza e precisão, que constam na redação oficial. O ofício é uma correspondência oficial e, assim:
Fonte: Manual de Redação da Presidência da República.
Alternativas
Q2201157 Redação Oficial
Suponha que em algum documento a ser redigido por você, a autoridade que a receberá seja um reitor de uma universidade. O pronome de tratamento adequado a ser utilizado é: 
Alternativas
Q2201066 Redação Oficial
Em relação á redação oficial, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q2200817 Redação Oficial
De acordo com o português padrão, em um texto dirigido ao Presidente de uma Câmara Municipal, o pronome de tratamento correto que deve ser utilizado no vocativo e no corpo do texto, respectivamente, são 
Alternativas
Q2200126 Redação Oficial
Pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos. A respeito da grafia do local e data do documento no Padrão Ofício, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) Na composição do campo local e data do documento, deve existir obrigatoriamente apenas o local, sendo a data opcional para o redator.
(_) O nome da cidade deve ser acompanhado pela sigla da unidade da federação em que ela está localizada.
(_) Com relação à pontuação do campo, sempre se deve colocar o ponto final após a data.
Alternativas
Q2199619 Redação Oficial
Em relação ao e-mail, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2198504 Redação Oficial
De acordo com o Manual da Presidência da República, no corpo do texto padrão “Ofício”, é necessário atenção para o uso de pronomes de tratamento em três momentos distintos: no endereçamento, no vocativo e no corpo do texto.
Relacione as colunas a seguir:
1 - Endereçamento 2 - Vocativo 3- Tratamento no corpo do texto
( ) Senhor Secretário-Executivo ( ) Vossa Excelência  ( ) Senhor Ministro ( ) A Sua Excelência o Senhor ( ) Excelentíssimo Senhor Presidente da República
A sequência correta é
Alternativas
Q2189539 Redação Oficial
O fecho das comunicações objetiva saudar o destinatário. Em relação a essa utilização em comunicações oficiais, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2189538 Redação Oficial
Quanto à grafia de local e data do documento no Padrão Ofício, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2188424 Redação Oficial
Na redação oficial, é necessário atenção para o uso dos pronomes de tratamento em três momentos distintos: no endereçamento, no vocativo e no corpo do texto.
Fonte: Manual de redação da presidência da república.
Disponível em:<http://www4.planalto.gov.br/centrodees tudos/assuntos/manual-de-redacao-da-presidencia-da -republica/manual-de-redacao.pd>
Observe as opções abaixo e assinale a opção CORRETA. 
Alternativas
Q2187426 Redação Oficial
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, nas comunicações oficiais enviadas aos Deputados Federais, deve-se observar:
Alternativas
Respostas
461: B
462: E
463: C
464: B
465: A
466: B
467: D
468: E
469: A
470: C
471: C
472: B
473: B
474: B
475: B
476: A
477: A
478: D
479: A
480: D