Questões de Concurso Comentadas sobre vícios da linguagem em português

Foram encontradas 457 questões

Q3023199 Português
No que está relacionado a vícios de linguagem, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3016561 Português
Identifique a alternativa que contém o vício de linguagem nomeado como solecismo:
Alternativas
Q2658004 Português
POR QUE GATOS SÃO MAIS INDEPENDENTES QUE CACHORROS?


E mais: por que eles se esfregam em nós? Por que dormem tanto? A ciência ainda não conseguiu solucionar mistérios do
comportamento felino – mas há algumas pistas.



Texto: Gabriela Portilho 



         Por causa da história, da socialização e até da genética dos felinos. Enquanto cães já convivem com os seres humanos há 50 mil anos, os gatos nos acompanham há apenas 8 mil, o que demonstra que eles ainda não passaram por um processo completo de domesticação. Além disso, cachorros têm uma predisposição natural a aceitar ordens, “herdada” de sua vida selvagem, já que os caninos evoluíram em bando, com uma hierarquia bem estruturada.

      Os gatos silvestres, por outro lado, sempre foram caçadores solitários. Sua relação com outros indivíduos – seja um gato, seja um humano – é uma parceria entre iguais. Por fim, nos cães, cientistas identificaram 41 genes ligados à domesticação. Nos gatos? Apenas 13.


 Por que eles se esfregam na gente?



           Grandes felinos roçam uns nos outros quando voltam da caça, o que pode ser uma demonstração de companheirismo. Também pode ser uma forma de demarcar território, já que esse contato espalha o cheiro do gatinho nos seus “alvos”. Assim, ele está determinando que nós (e nossas coisas), na verdade, somos dele. Além disso, com esse ato, o bicho pode estar reconhecendo que somos maiores, mas não superiores.



Por que eles dormem tanto?



      Uma teoria é de que os gatos são, por natureza, caçadores. Assim, instintivamente, poupam o máximo de energia para o momento de buscar uma presa. Em média, eles dormem de 16 a 18 horas por dia, mas é um sono leve, interrompido rapidamente ao primeiro sinal de perigo. Talvez por isso eles tirem pequenos cochilos, e não durmam pesado por longos períodos, como os humanos. 



E eles sonham? 



         Alguns especialistas dizem que eles alternam o sono leve (cerca de 70% do tempo) com períodos de sono profundo. Nestes últimos, podem ser observados os movimentos rápidos dos olhos (REM, em inglês), que também ocorrem quando os humanos estão sonhando, além de atos involuntários, como a agitação das patas e das unhas ou a rotação das orelhas. Tudo isso faz alguns especialistas acreditarem que, sim, eles sonham! 


[...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/por-que-gatos-sao-mais-independentes-que-cachorros/. Acesso em: 13 jun. 2024. 



Com base na leitura do texto, assinale a alternativa CORRETA:
Através da análise do registro linguístico do texto, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2630712 Português

O funileiro


O funileiro que se instalou à sombra de uma árvore, na minha rua, é um italiano do sul. “Nós somos quase todos italianos – diz ele. Mas tem de tudo. Tem muito cigano. Aí para Engenho de Dentro tem cigano que faz até tacho de cobre.”

– O senhor não faz?

Abana a cabeça. Trabalha entre Copacabana e Ipanema, onde ninguém quer tacho de cobre. Sinto, por um instante, a tentação de lhe encomendar um tacho de cobre. Mas percebo que é um desejo pueril, um eco da infância.

O grande e belo tacho de cobre que eu desejo, ele não poderia fazê-lo; ninguém o poderia. Não é apenas um objeto de metal, é o centro de muitas cenas perdidas, e a distância no tempo o faz quase sagrado, como se o fogo vermelho e grosso em que se faziam as goiabadas cheirosas fossem as chamas da pira de um rito esquecido. Em volta desse tacho há sombras queridas que sumiram, e vozes que se apagaram. As mãos diligentes que areavam o metal belo também já secaram, mortas.

Inútil enfeitar uma sala com vasilhame de cobre; a lembrança dos grandes tachos vermelhos da infância é incorruptível, e seria transformar uma parte da própria vida em motivo de decoração. Que emigrado da roça não sentiu uma indefinível estranheza e talvez um secreto mal-estar a primeira vez que viu, pregada na parede de um apartamento de luxo, um estribo de caçamba? É como se algo de sólido, de belo, de antigo, fosse corrompido; a caçamba sustenta, no lugar da bota viril de algum alto e rude tio da lavoura, um ramalhete de flores cor-de-rosa...

A beleza, suprema bênção das coisas e das criaturas, é também um pecado, punido pelo desvirtuamento que desliga o que é belo de sua própria função para apresentá-lo apenas em sua forma. O antique tem sempre um certo ar corrupto e vazio; é como se a sua beleza viesse de sua função e utilidade; e desligada destas assume um ar equívoco... O antique é sempre falso; é uma coisa antiga que deixa de ser coisa para ser apenas antiga. A caçamba de teu apartamento jamais é autêntica. Pode tê-lo sido, não é mais: é apenas um vaso de metal, para flores.

A tua caçamba, homem do apartamento, pode estar perfeita e brilhante; falta-lhe a lama dos humildes caminhos noturnos por onde teu cavalo não marchou; nunca terás por ela a amizade inconsciente mas profunda do homem que a usou longamente como estribo, que a teve na sua função, e não como vaso de flores.

O velho italiano conversa comigo enquanto bate, sabiamente, contra o ferro do cabeceiro, com um martelo grosso, o fundo de uma panela de alumínio. Mas são longas as conversas do funileiro; são longas como as ruas em que ele anda, longas como os caminhos da recordação.


(BRAGA, Rubem. In: 200 Crônicas Escolhidas – Círculo do Livro S.A.)

Assinale o fragmento textual que expressa ideia de comparação.

Alternativas
Q2630089 Português

CASA ARRUMADA.


Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Arrume a casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela... E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drummond de Andrade

Há um exemplo de uma personificação (figura de linguagem) em:

Alternativas
Q2629606 Português

Texto para responder às questões de 06 a 10. Leia-o atentamente.


Celular é o novo cigarro: como o cérebro reage às notificações de apps e por que elas viciam tanto


Conferir notificações, curtidas e o feed de redes sociais já são hábitos comuns para quem tem um smartphone na mão. O simples som de uma notificação pode trazer uma sensação boa, mas, ao mesmo tempo, afetar o controle dos nossos impulsos. E, assim como o cigarro ou outros vícios, o uso constante do celular também pode se tornar uma dependência.

Tudo isso é um processo químico, que ocorre dentro do nosso cérebro através da dopamina. Estimulado por comentários e curtidas, o neurotransmissor é liberado, provocando prazer e satisfação.

Só que a dopamina vicia. Checar o celular o tempo todo, clicar em notificações, ficar rolando infinitamente as timelines sem buscar algo determinado, pode gerar um looping altamente perigoso para a saúde.

Julia Khoury, que fez mestrado e doutorado em dependência digital, afirma que o mundo digital é uma fonte inesgotável de estímulos rápidos, capaz de nos dar pequenas doses de alívio frente à vida real. “As pessoas vão em busca desses estímulos rápidos que geram prazer para se livrar de sentimentos ruins ou para ter pequenos prazeres ao longo do dia”, diz a médica psiquiatra.

Você pode não perceber, mas, ao receber uma mensagem do “crush” ou um elogio inesperado em uma foto postada, um neurotransmissor começa a correr dentro do cérebro: é a dopamina.

A dopamina, então, se desloca até a parte central do cérebro e, ao ser liberada ali, causa imediatamente sensações como prazer e satisfação na pessoa.

Mas ela também vai até a parte da frente do cérebro. Liberada, inibe as funções dessa região, chamada de córtex pré-frontal e responsável pelo controle dos impulsos, moderação do comportamento e tomada de decisões.

Com isso, pode causar impulsividade e afetar o controle do uso – nesse caso, uso do celular.

O processo é o mesmo em outros tipos de vícios, como em jogos ou drogas.

“O vício em smartphones é causado por causa desse tipo de recompensa rápida”, afirma a psiquiatra. “Como temos estímulos rápidos no celular, o cérebro não treina mais para se concentrar por um tempo maior. E isso diminui a capacidade de concentração”, diz Julia.


(Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/. Acesso em: 08/12/2023.)

As figuras de linguagem dão ao texto um sentido que vai além do significado literal. No trecho “E, assim como o cigarro ou outros vícios, o uso constante do celular também pode se tornar uma dependência.” (1º§), a figura de linguagem utilizada trata-se de:

Alternativas
Q2629495 Português

Texto para as questões 9 e 10.


Exigências da vida moderna


Luís Fernando Veríssimo


Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.

Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.

Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem.

O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.

E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia… E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.

Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.

Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

[...]

Com relação ao texto pode-se afirmar que:


I. Em: “O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber”, o narrador faz uso de ironia.

II. Em: “E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada”, o verbo esquecer é transitivo indireto.

III. Exigências da vida moderna é uma crônica em que o autor faz uso de muitas metáforas.

Alternativas
Q2628524 Português

Mais de 70% dos novos alunos do ensino superior privado optaram por estudar à distância, diz Inep


Por Luiza Tenente


  1. Dados do Censo da Educação Superior de 2022 foram divulgados e os números revelam
  2. que 1 a cada 5 jovens, de 18 a 24 anos, não concluiu o ensino médio nem vai ___ escola no
  3. Brasil. Além disso, 72% dos alunos que foram aprovados no ensino superior privado optaram
  4. por estudar à distância, conforme a divulgação feita pelo Instituto Nacional de Estudos e
  5. Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Nas licenciaturas (cursos de formação de
  6. professor), o índice foi ainda maior ▲ 93,2%.
  7. O crescimento da Educação à Distância (EaD), tendência presente nos últimos anos, gera
  8. preocupação de especialistas por conta da regulação frágil do setor e da dificuldade de mensurar
  9. a qualidade dessas graduações. Os mecanismos atuais de avaliação de cursos não consideram,
  10. por exemplo, o tipo de plataforma online usada pelas instituições de ensino e o tempo dedicado
  11. ___ aulas “síncronas”, em que os alunos podem interagir em tempo real com os professores. A
  12. tendência é que as faculdades gravem o material didático apenas uma vez e o vendam para um
  13. número cada vez maior de interessados.
  14. “O papel do MEC é regular isso. É um sinal vermelho aceso para a gente tomar medidas
  15. importantes diante desse cenário”, afirmou Camilo Santana, ministro da Educação, durante o
  16. evento de divulgação dos dados. Segundo ele● por decisão do governo federal, 16 cursos
  17. superiores não poderão ser feitos à distância: 4 já estão suspensos (Enfermagem, Direito,
  18. Odontologia e Psicologia) e outros 12 ainda estão em debate, por meio de consulta pública.
  19. Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras
  20. de ensino superior no Brasil, explica que a modalidade à distância “tem sido mais atrativa por
  21. trazer flexibilidade em termos de local e horário [para o aluno estudar], mas, principalmente,
  22. por ser oferecida com mensalidades muito, muito mais baratas”. Ele complementa dizendo que
  23. “80% do alunado brasileiro têm renda per capita de até 3 salários-mínimos, ou seja, não têm
  24. condição de pagar mensalidades [dos cursos presenciais]. ___ cobertura do Prouni e do Fies é
  25. baixa e o número de vagas no ensino público também”.
  26. O número de novos alunos que escolheram fazer faculdade à distância cresceu 20% entre
  27. 2021 e 2022: saltou de 3,9 milhões para 4,7 milhões. Desde 2020, a EaD ultrapassou o ensino
  28. presencial no quesito “ingressantes”. A quantidade de cursos EaD no ensino superior triplicou
  29. em 4 anos: foi de 3.177 graduações, em 2018, para 9.186, em 2022. Os índices do Censo,
  30. referentes a professores ◆ alunos e instituições de ensino, servem para embasar novas políticas
  31. públicas e desenhar um panorama da educação brasileira.


(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um fragmento retirado do texto que pode ser compreendido como uma metáfora.

Alternativas
Q2609921 Português

Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida


Por Fabrício Carpinejar


  1. A morte atin...e toda uma vida.
  2. Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
  3. que não estivessem juntos há muito tempo.
  4. A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
  5. da partida, o que não é justo.
  6. O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
  7. A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
  8. e idades pregre...as.
  9. Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
  10. versões, do passado por completo.
  11. Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
  12. legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
  13. _______ hierarquia.
  14. Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
  15. inviolável da cumplicidade.
  16. É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
  17. Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
  18. desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
  19. se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
  20. Perderá o ar, o chão, as palavras.
  21. Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
  22. que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
  23. Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
  24. mentira.
  25. Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
  26. Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
  27. em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
  28. de uma vida.
  29. Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
  30. significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
  31. O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
  32. voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
  33. Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
  34. extraordinária comoção pela história em comum.
  35. Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
  36. Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
  37. Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
  38. dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
  39. protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
  40. silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
  41. formação da saudade.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento retirado do texto “Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor que agora bate a sua porta”, assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem predominante.

Alternativas
Q2609482 Português

“Vamos meter o pé”


Por Leandro Prazeres e João da Mata


  1. Odila tem pouco mais de um metro e meio de altura e o cabelo liso e grisalho, preso para
  2. trás. O corpo parece frágil, num contraste com as mãos, grossas e fortes da vida na roça nos
  3. tempos da juventude. Ela diz viver com a pensão equivalente a pouco mais de um salário mínimo,
  4. advinda da morte do marido, há 21 anos.
  5. Ela chegou ___ cidade de Estrela há 30 anos, depois que se casou. Teve quatro filhos 🔷 o
  6. mais novo é Elizandro, que ainda vive com ela. A casa onde criou a família levou décadas para
  7. ficar como ela queria. “Nós tínhamos uma casinha velha, de madeira, que ganhamos da
  8. Prefeitura. Nós fomos construindo. Juntamos uns troquinhos daqui e dali e fizemos uma parte
  9. da casa, em alvenaria”, contou. “A gente foi botando telhado. O piso, fomos pagando em
  10. prestações. Por último ▲foi feita uma área numa parte para fora, com churrasqueira” e, assim,
  11. Odila ia descrevendo a casa.
  12. O bairro Moinhos, onde a casa está localizada, era habitado, em sua maioria, por
  13. trabalhadores de baixa renda, como Odila. ___ ruas eram, inicialmente, cobertas com
  14. paralelepípedos, acentuando o ar bucólico do local. As casas eram cercadas por pequenos jardins
  15. de grama verde e baixa e, nos últimos anos, a prefeitura asfaltou algumas ruas do local. Elizandro
  16. disse ter uma relação especial com a vizinhança: “Ajudei a construir metade dessa vila”, contou
  17. com a voz embargada. O bairro já havia sido severamente atingido pela enchente de setembro
  18. do ano passado. Na ocasião, o Vale do Taquari também foi afetado e, no total, o Rio Grande do
  19. Sul registrou 54 mortes. O trauma de setembro deixou os moradores da região em estado de
  20. alerta. “A gente tem medo. O pessoal começou a dizer: ‘Á água está vindo. Á água está vindo’.
  21. Aí eu disse 🔵 ‘Vamos meter o pé’”, relembrou Odila. Após a decisão de partir, começou outra
  22. fase de angústia. Como sair de um lugar quando todos querem sair ao mesmo tempo?
  23. “Quando começou a enchente, nós começamos a reunir as coisas e esperamos o caminhão.
  24. Ligamos para os caminhões, mas não tinha mais porque eles não podiam socorrer todo mundo.
  25. Estávamos numa aflição porque sabíamos que a água ia tomar conta”, disse ela. Com a ajuda
  26. de vizinhos e dos filhos, Odila conseguiu reunir alguns poucos pertences e documentos e foi
  27. levada para um abrigo improvisado. Elizandro só chegou no abrigo no dia seguinte, pois tentou
  28. ajudar os vizinhos ___ levar móveis para os pisos superiores das casas. Não adiantou. A água
  29. encobriu todas as casas, ele contou.


(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cj554e3zgmyo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir, de acordo com o texto:


I. O pronome “eles” (l. 24) retoma a palavra “caminhão” (l. 23).

II. A expressão “A gente” (l. 09) pode indicar um vício de linguagem.

III. Ao falar “meter o pé”, Odila deu a entender que era preciso sair do seu bairro o mais rápido possível.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2589089 Português

Assinale a alternativa que não contém um exemplo de vício de linguagem:

Alternativas
Q2589088 Português

“Meu pai viu um Da Vinci em sua última visita”. Nesta frase, temos a seguinte figura de linguagem:

Alternativas
Q2579715 Português

Os vícios de linguagem são padrões linguísticos que se tornam frequentes em nossas falas e escritas, muitas vezes de forma automática e inconsciente. Eles podem prejudicar a clareza, a objetividade e a elegância do discurso.


Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações, sobre os vícios de linguagem:


(__)Solecismo é o erro de sintaxe, muito comum nas linguagens orais. Reúne os erros de concordância (singular e plural), regência verbal ou nominal e a utilização de termos no lugar de outros corretos gramaticalmente.

(__)Barbarismo é o uso incorreto da palavra ou do enunciado. Ele ocorre nos níveis fonéticos (erros de pronúncia), morfológicos (irregularidade na palavra) e semânticos (significados) da língua.

(__)O cacófato ou cacofonia ocorre a nível fonético da língua. Ele apresenta uma construção sintática onde surgem sons engraçados, desagradáveis ou mesmo que confundem o ouvinte.

(__)O gerundismo é o uso exagerado do gerúndio. Isso acontece quando essa forma nominal é utilizada no lugar de uma conjugação mais adequada em termos gramaticais.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2577770 Português

Leia com atenção as afirmativas abaixo:


I.O moço portava-se galhardamente, como um verdadeiro cavalheiro.

II.Subir para cima é uma opção que está sempre disponível no elevador.

III.O senhor solicitou que a jovem dama comparecesse ao seu gabinete imediatamente.

IV.O aluno entrou para dentro da sala rapidamente para pegar seus pertences.

V.O político fez um discurso cheio de repetições redundantes durante a sua campanha.


Em quais das afirmativas lidas há a presença de um vício de linguagem conhecido como pleonasmo?

Alternativas
Q2577756 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 26.


O que está por trás da genialidade em crianças


Você certamente já conheceu — na própria família, na vizinhança ou em programas de televisão — crianças que têm habilidades extraordinárias e surpreendentes para a idade delas.

Algumas são excelentes em Matemática, outras nasceram com uma aptidão excepcional para tocar um instrumento musical.

Há também aquelas que superam todas as expectativas num esporte ou fazem desenhos com a habilidade de um mestre das belas artes.

Mas quais são os fatores que influenciam na formação de um "pequeno gênio"? E será que é possível estimular a inteligência — ou ao menos determinadas capacidades — desde cedo?

Para encontrar respostas a essas e outras perguntas, a BBC News Brasil conversou com a médica Magda Lahorgue Nunes, professora titular de Neurologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e pesquisadora do Instituto do Cérebro (InsCer), em Porto Alegre.

A especialista, que também coordena o Departamento de Neurologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, aponta que o conceito de genialidade infantil passou por uma série de transformações nos últimos anos — e hoje há mais maneiras de entender e avaliar a inteligência nos primeiros anos de vida.

Ela também alerta para o risco de determinados dons e habilidades se tornarem um peso, caso a criança passe a ser reconhecida e cobrada em excesso por eles.

Nunes lembra que, durante muitas décadas, o teste de QI (quociente de inteligência) era a principal — senão a única — maneira de medir a capacidade cognitiva de alguém.

Vale destacar aqui que o QI é uma espécie de prova que avalia uma série de habilidades. Ela é aplicada em centenas ou milhares de indivíduos de diferentes faixas etárias. A partir daí, é possível definir um resultado médio para cada idade e destacar aqueles que fogem da curva — ou seja, se saem melhor ou pior no teste.

"Mais recentemente, começamos a observar a genialidade em indivíduos que possuem habilidades criativas e inovadoras, que são fora do comum", diz ela.

"O teste de QI segue como uma das ferramentas, mas a definição dessa genialidade ficou mais ampla e um tanto mais ambígua.

" Mas de onde vem e como surge essa inteligência fora do comum?

As evidências científicas mais recentes apontam que há uma série de fatores que, juntos, explicam esses casos, segundo a neuropediatra.

"Evidentemente, deve existir alguma base genética para isso, embora ainda não tenhamos encontrado genes específicos relacionados a essa questão", pontua ela.

"Em segundo lugar, precisamos levar em conta o ambiente em que a criança é criada, que tem um impacto direto nas questões comportamentais e cognitivas dela", complementa a neuropediatra.

Em termos práticos, se o indivíduo recebe desde cedo estímulos intelectuais adequados à idade, isso ajuda a estimular o cérebro e determinadas capacidades.

"Um ambiente favorável não é necessariamente lotado de brinquedos caros. O mais importante é crescer em uma casa onde essa criança é estimulada, cuidada e amada", ensina Nunes.

Um estudo feito por instituições finlandesas, suecas, austríacas, espanholas e alemãs publicado em 2022 tentou explicar quais eram os determinantes de uma performance cognitiva avançada de crianças e adolescentes.

Os autores concluem que um mix de atividades traz benefícios em termos de inteligência, especialmente quando elas são desafiadoras do ponto de vista cognitivo.

"A leitura está positivamente associada ao desempenho cognitivo, independentemente da idade, e deve ser promovida", destacam eles.

Ainda na seara dos fatores externos, não dá para ignorar o impacto da boa alimentação e da prática de atividade física. Estudos sugerem que ambos influenciam no desenvolvimento cognitivo em qualquer faixa etária.

Por fim, há também o papel do reforço positivo. Pais que observam nos filhos uma certa aptidão para a música ou o futebol, por exemplo, tendem a presenteá-los com instrumentos ou bolas de futebol e prestam mais atenção em como essas habilidades se desenvolvem.

Mas existe alguma área do cérebro que está super desenvolvida nesses pequenos gênios?

Nunes aponta que, durante muito tempo, acreditava-se que a inteligência acima da média estava relacionada ao nível de maturação de uma região da massa cinzenta chamada córtex pré-frontal, que fica na região próxima à testa.

"Mas, hoje em dia, graças aos estudos com ressonância magnética funcional e outras técnicas, sabemos que esse local relacionado à inteligência é muito mais amplo", explica a médica.

"Na verdade, não se trata de um lugar específico. O mais relevante aqui é a rede de neurônios e como essas células se conectam e interagem entre si", complementa ela.

Uma das pesquisas a detalhar esses aspectos foi publicada em 2014 por especialistas do Centro Basco de Cognição, Cérebro e Linguagem, na Espanha, e das universidades da Califórnia em Berkeley e Davis, nos Estados Unidos.

"As melhoras nas funções cognitivas superiores desde a infância até a idade adulta refletem a integração de sistemas cerebrais complexos e amplamente distribuídos", escrevem os cientistas.

Ou seja, a forma como os neurônios — responsáveis por transmitir impulsos nervosos relacionados ao raciocínio e à memória, entre outras funções — "conversam" e criam conexões fortes parece ser determinante por aqui.

Aliás, a formação de uma rede neuronal sólida desde a infância é algo importante por toda a vida, segundo pesquisadores — e pode até retardar o aparecimento dos sinais de demência na velhice.

Nunes acrescenta que, durante a nossa formação, existe uma janela valiosa, em que os estímulos cognitivos trazem impactos ainda mais profundos.

"Essa plasticidade cerebral está no seu máximo de ação até os três anos de idade", aponta ela.

Nesse contexto, o termo plasticidade se refere justamente a essa capacidade das células nervosas de se modificarem e firmarem conexões fortes por meio do aprendizado e dos estímulos externos.

Nunes destaca os trabalhos do economista americano James Heckman. Ele defende a ideia de que investir na primeira infância, nesses primeiros anos de vida, é a principal estratégia para formar cidadãos com mais habilidades e capacidades.

"E isso tem um fundamento na neurociência, porque estamos falando do período de maior habilidade cerebral", diz ela.

"Portanto, se o indivíduo receber esse apoio inicial, fica mais fácil para ele ter um melhor desempenho e uma maior qualidade de vida lá na frente."

E, para alguém que já possui naturalmente uma inteligência fora do comum ou uma habilidade específica excepcional, esses estímulos podem representar o salto necessário para alcançar um certo status de genialidade numa determinada área do conhecimento.

"Por outro lado, a pessoa pode até possuir uma determinada habilidade, mas, se ela cresce num ambiente desfavorável, ela não a desenvolve", observa Nunes.

Vale ponderar aqui que, por mais que os três primeiros anos de vida representem de fato essa janela valiosa, exercitar o cérebro em qualquer faixa etária é fundamental para manter a memória e o raciocínio afiados.

Nunes alerta que, a depender de como a inteligência fora da curva da criança é vista pelos mais velhos, ela pode se tornar uma fonte de aflição para os mais jovens.

"É positivo que os pais reconheçam as habilidades dos filhos e a estimulem", pontua ela.

"Mas a criança não pode se tornar apenas aquela habilidade. Podemos estar diante de um gênio da Matemática, mas ele ainda é uma criança. "

Isso acontece quando o menino ou a menina são apenas reconhecidos pelo dom que possuem, e não podem mais fazer outra coisa ou são até desencorajados a explorar outras áreas do conhecimento.

"Nesse momento, aquilo deixa de ser algo que a criança gosta, se alegra em fazer, para virar um fardo", destaca a neuropediatra.

"A função dos pais aqui é buscar um equilíbrio e nunca jogar em cima de crianças pequenas responsabilidades ou expectativas tão grandes", conclui ela.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czdlv50445po

Assinale a alternativa com a presença de um vício de linguagem conhecido como barbarismo:

Alternativas
Q2576373 Português
Assinale a alternativa que contém um exemplo de cacofonia: 
Alternativas
Q2566511 Português
Um dos problemas da escrita é o emprego desnecessário de palavras.
Assinale a frase a seguir em que não ocorre esse problema.
Alternativas
Q2553481 Português
Julgue o item que se segue.


A repetição intencional de informações, como no uso de pleonasmos, sempre contribui para a efetividade da comunicação em discursos persuasivos e argumentativos.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2024 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar |
Q2533654 Português
Observe o seguinte trecho:

“Que é isso, meu irmão!!! Não vem com essa, não... Os gringos gostam sim de nossa cidade... mesmo que a gente cobremos caro as camisas aqui na praia... o importante é a gente mostrar alegria, que é a nossa marca... não desiste, não, que a coisa vai melhorar!!!”

Abaixo estão cinco características mais especificamente ligadas à língua falada, mas uma delas é também marca da linguagem popular.

A opção que mostra sinais simultâneos da língua falada e da linguagem popular é:
Alternativas
Respostas
61: A
62: A
63: A
64: D
65: B
66: D
67: C
68: A
69: D
70: B
71: C
72: A
73: B
74: D
75: D
76: C
77: E
78: E
79: E
80: C