Questões de Concurso Comentadas sobre variação linguística em português

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Q2075977 Português
Leia o excerto a seguir:
Minhas parcas experiências com a escrita já me convenceram de algumas coisas – e gostaria que ajudassem a convencer outros, o que não é fácil. De todos os passos do processo que vai do batucar das teclas a um escrito que circula, um dos que mais aprendi a apreciar e respeitar é o da revisão. [...] A maior vantagem da profissão é ganhar uma grana lendo. A maior desvantagem é que um revisor deve ler de tudo e, por isso, deve ler para caçar impropriedades. (POSSENTI, S. A dupla face das revisões. Malcomportadas línguas. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.] 
Quanto ao registro linguístico utilizado pelo autor do excerto anterior, pode-se dizer que
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Q2075972 Português

Considere o texto a seguir para responder ao que se pede:


Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade linguística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos. Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal. Antes de mais nada, um texto é uma unidade de linguagem em uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa.


    (VAL, Maria da Graça Costa. Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 2016. p. 3-4)

Ainda em relação ao excerto anterior, analise as afirmações a seguir sobre suas características textuais, identificando-as com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas:
( ) A sequência textual é elaborada sob a forma de um conceito. ( ) A variedade linguística técnica é empregada. ( ) A enunciação em 3ª pessoa apaga a presença do enunciador.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
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Q2075010 Português


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/163269348904/tirinha-original Acesso em 18 dez. 2022

Nas falas da tirinha de Armandinho, percebe-se uma diferença na forma de se referir à mandioca. A essa variação linguística dá-se o nome de

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Q2074677 Português
TEXTO 2

INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo para responder à questão

Conversinha mineira
Fernando Sabino

— É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
— Sei dizer não senhor: não tomo café.
— Você é dono do café, não sabe dizer?
— Ninguém tem reclamado dele não senhor.
— Então me dá café com leite, pão e manteiga.
— Café com leite só se for sem leite.
— Não tem leite?
— Hoje, não senhor.
— Por que hoje não?
— Porque hoje o leiteiro não veio.
— Ontem ele veio?
— Ontem não.
— Quando é que ele vem?
— Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.
— Mas ali fora está escrito “Leiteria”!
— Ah, isso está, sim senhor. 
— Quando é que tem leite?
— Quando o leiteiro vem.
— Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
— O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
— Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
— Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
— E há quanto tempo o senhor mora aqui?
— Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.
— Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
— Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
— Para que Partido?
— Para todos os Partidos, parece.
— Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
— Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...
— E o Prefeito?
— Que é que tem o Prefeito?
— Que tal o Prefeito daqui?
— O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
— Que é que falam dele?
— Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
— Você, certamente, já tem candidato.
— Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
— Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?
— Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13152/conversinha-mineira Acesso em: 03 jan. 2023
Em: “Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.”, pode-se perceber características de uma variação linguística
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Q2074602 Português

Milly Lacombe


Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.


    Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.

    Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.

    Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.

    Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.

    Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.

    Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.

    Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.

    O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.

    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Há traços de oralidade em: 
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Q2065860 Português
O conhecimento das diferentes concepções de linguagens é relevante para a prática docente, especialmente, para o ensino da língua materna. Relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta:
(1) Os signos são utilizados para transmitir uma mensagem de um emissor a um receptor em papeis estáveis, ou seja, um receptor não se transforma em emissor, pois nesta concepção a visão da língua é monológica. (2) Esta concepção tem como maior nome Mikhail Bakhtin, que vem contrapor as demais concepções, pois defende a língua viva, dinâmica. (3) O domínio da escrita está relacionado ao raciocínio lógico, por expressar o que está no campo interno da mente, sendo que o processo linguístico é individualizado e não altera no contato com contexto social sendo necessário seguir regras para organizá-los.
( ) a linguagem como expressão do pensamento ( ) linguagem é instrumento de comunicação. ( ) linguagem como interação 
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Q2065858 Português
Considerando as variações linguísticas, dentro da sala de aula é incorreto afirmar que: 
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Q2064197 Português
Dois amigos diplomatas encontraram-se no balcão de um bar, antes de chegar ao Ministério.
Tendo em vista o conhecimento das variações linguísticas, a forma mais conveniente de cumprimento inicial seria:
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Q2064196 Português
Em situações de comunicação formal, é conveniente evitar o uso de linguagem informal.
Assinale a opção que apresenta a frase cuja linguagem é inteiramente formal. 
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Q2064193 Português
As variações linguísticas são resultantes das modificações constantes da língua, que se relacionam a fatores geográficos, sociais, profissionais e situacionais.
Em relação a variedades linguísticas, assinale a afirmativa inadequada.
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Q2062240 Português
O paradoxo de Polanyi impede
a inteligência artificial?

Marcelo Viana*

Em Djursholm, subúrbio elegante da cidade de Estocolmo, fica a sede do Instituto Mittag-Leffler. O palacete foi construído na década de 1890 pelo matemático sueco Gösta Mittag-Leffler (1846–1927), cujo casamento com a rica herdeira Signe af Lindfors dotara-o com os meios necessários para se permitir e a sua família uma residência refinada.

Em 1916, o casal doou a propriedade, incluindo sua excelente biblioteca, à Academia de Ciências da Suécia, para que nela fosse constituído um instituto de matemática. A doação incluía uma boa quantia em dinheiro, mas essa se desvalorizou durante a 1ª Guerra Mundial, o que inviabilizou o projeto. O instituto só viria a ser criado em 1969, tornando-se um polo de atração para matemáticos do mundo todo.

No térreo do instituto, há uma sólida lareira em granito cinza-chumbo. Gravada na pedra, uma inscrição em escrita antiga que um amigo sueco decifrou para mim com alguma dificuldade: "A mente não alcança além da palavra". Uma forma elegante de afirmar que aquilo que não conseguimos explicar aos demais não sabemos realmente.

É uma ideia importante para alguém que, como eu, treina estudantes para descobrir, compreender e comunicar ideias matemáticas. Por isso, repito a frase de Mittag-Leffler com frequência a meus alunos. Maneira de dizer que, se a sua tese não está bem escrita, é porque você não entendeu o assunto direito ou ainda não o dominou.

Mas nem todo mundo concorda. No livro "Dimensão Tácita", publicado em 1966, o filósofo britânico de origem húngara Michael Polanyi (1891–1976) apontou que o conhecimento humano do mundo e de nós mesmos está, em grande medida, além da nossa capacidade de expressão. "Sabemos mais do que conseguimos dizer", afirmou.

Saber dirigir é muito mais do que seguir as instruções básicas (soltar freio de mão etc.) que todo cidadão recebe do instrutor de autoescola: se não fosse assim, bastaria escutar. Mas esse muito mais, que adquirimos fazendo, não somos capazes de descrever. Reconhecer um rosto, jogar xadrez, falar uma língua estrangeira são outros exemplos de coisas que sabemos fazer, mas somos incapazes de expressar como fazemos. Na época, o "paradoxo de Polanyi" foi visto como um golpe profundo na ideia de inteligência artificial.

Isso constituiria um obstáculo sério à ideia de inteligência artificial. Programas de computador consistem, assim se pensava na época, de um conjunto de instruções que descrevem de modo completo e preciso o que deve ser feito. Se não sabemos explicar como reconhecemos uma face ou escolhemos uma jogada no xadrez, como podemos escrever os códigos explicando a um computador como executar essas tarefas? __________ superioridades intrínsecas da inteligência humana sobre a inteligência artificial: a sua capacidade de fazer coisas que não consegue descrever.

No entanto essas são algumas das muitas tarefas em que a inteligência artificial tem feito progressos espetaculares nos últimos anos, a partir do advento dos métodos de aprendizagem de máquina. Descobrimos como computadores podem aprender a realizar tarefas complexas com base em exemplos, em dados reais, sem que tenhamos que explicitar exatamente o que devem fazer.

* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.

Folha de São Paulo, 23 ago. 2022. (Adaptado).
A linguagem utilizada pelo autor do texto é 
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Ano: 2023 Banca: MSConcursos Órgão: Prefeitura de Patrocínio - MG Provas: MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Advogado | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Professor P2 (Geografia) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Cardiologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Gastroenterologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Proctologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Professor P2 (Educação Física) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Professor P2 (Artes) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Professor P2 (Ciências) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Professor P2 (Inglês) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Professor P2 (Matemática) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Fiscal Tributário | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Nefrologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Pneumologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Medicina do Trabalho) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Infectologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Urologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Cirurgia Geral) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Assistente Social | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Engenheiro de Segurança do Trabalho | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Enfermeiro | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Farmacêutico | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Pedagogo Supervisor | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Engenheiro Florestal | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Biólogo | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Engenheiro Civil | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Secretário Escolar | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Terapeuta Ocupacional | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Nutricionista | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Psiquiatra) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Geriatra) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Ginecologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Otorrinolaringologista) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Especialista (Pediatra) | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Fonoaudiólogo | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Médico Veterinário | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Pedagogo | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Psicólogo | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Engenheiro Ambiental | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Engenheiro Agrônomo | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Arquiteto | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Bibliotecário | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Geólogo | MS CONCURSOS - 2023 - Prefeitura de Patrocínio - MG - Odontólogo |
Q2061511 Português
Referindo-se à Língua falada e língua escrita, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa devida.
( ) Não devemos confundir língua com escrita, pois são dois meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. A língua falada é mais espontânea, abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.
( ) No Brasil, por exemplo, todos falam a Língua Portuguesa, mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. Dentre eles, destacam-se: Fatores regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. Dentro de uma mesma região, também há variações no uso da língua. No Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do Estado.
( ) Fatores culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola.
( ) Fatores contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos, não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura.
( ) Fatores profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros, químicos, profissionais da área de direito e da informática, biólogos, médicos, linguistas e outros especialistas.
Alternativas
Q2055354 Português
Leia o texto a seguir e assinale a alternativa correta em relação à produção textual nos fatores de textualização. Esses fatores têm por enfoque linguístico: coerência, coesão, pragmáticas, intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade e intertextualidade. Agora, observe a definição e escolha a qual fator ela se refere: “ Esse fator está relacionado ao texto para estabelecer um discurso coeso e coerente a fim de cumprir seu objetivo comunicativo, uma vez que o texto é um instrumento da intenção do produtor para alcançar seu objetivo o receptor. (Adaptado de MARCUSCHI, 2008).
Alternativas
Q2053316 Português
Seguindo o documento do MEC, 2006, p. 236 de Marcos Maio, há “três fatores relacionados às políticas linguísticas que são importantes para o campo da ecolinguística, com intuito de contribuir para desenvolver a consciência política, discutindo a relação entre linguagem e ideologia, além de fornecer elementos para a formação de leitores e escritores mais críticos”.
(disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=down load&alias=646-vol15vias04web-pdf&Itemid=30192 - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; LACED/Museu Nacional, 2006).
A partir da leitura feita, identifique a alternativa INCORRETA em relação às políticas linguísticas. 
Alternativas
Q2048581 Português
Leia o fragmento a seguir.
Foi no Instituto de Letras da UFF, há alguns anos. Convidado, fez lá conferência um ex-Ministro de Angola. O assunto já não me lembra... Em todo caso, o tema é de somenos. Terminada a fala, com as palmas rituais, pôs-se o orador às ordens, para perguntas. À questão das línguas respondeu que, desgraçadamente, a oficial era a do colonizador, acreditando ele que essa anômala situação ainda duraria um século.
Assinale a opção que apresenta o tipo de preconceito linguístico a que esse fragmento textual se refere. 
Alternativas
Q2044858 Português
Analise o texto a seguir.
“Na linguística atual considera-se só a língua falada ‘primária’ (espontânea ou usual) como “natural” e livre, ao tempo que a língua exemplar (ou “língua padrão”) e a forma literária desta se consideram como “artificiais” e “impostas”. Por conseguinte, considera-se também só a gramática descritiva “objetivista” como realmente científica e a gramática normativa como expressão sem fundamento científico duma atitude antiliberal e dogmática”. Eugenio Coseriu.
Considerando os conhecimentos linguísticos atualmente dominantes, esse segmento
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Q2044853 Português
A linguagem dos escritores modernistas em muitos casos contrariava a norma culta da língua tradicional; estudos mostram uma série de pontos em que essa “revolução” foi praticada.
Assinale a opção cujo exemplo não corresponde à modificação indicada no início.
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Q2044841 Português
A questão deve ser respondida a partir do Texto.

Como ensinar a ler

    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

     Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda. Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.

ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola.
Ed. Planeta do Brasil Ltda. São Paulo. 2021.
Entre as opções a seguir, assinale aquela que mostra uma modificação inadequada da língua culta para a linguagem informal.
Alternativas
Q2044840 Português
A questão deve ser respondida a partir do Texto.

Como ensinar a ler

    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

     Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda. Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.

ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola.
Ed. Planeta do Brasil Ltda. São Paulo. 2021.
Leia o trecho a seguir.
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.
Sobre esse primeiro parágrafo do Texto, assinale a opção em que está presente uma marca de oralidade.
Alternativas
Q2044807 Português
Todas as opções a seguir trazem fragmentos textuais retirados de jornais conhecidos.
Assinale a opção que apresenta o fragmento que traz exemplo de linguagem coloquial.
Alternativas
Respostas
381: A
382: D
383: A
384: B
385: B
386: B
387: A
388: A
389: E
390: D
391: C
392: A
393: C
394: E
395: D
396: A
397: D
398: D
399: E
400: E