Questões de Concurso Comentadas sobre variação linguística em português

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Q2458529 Português
Assinale a frase que não mostra marcas de linguagem popular.
Alternativas
Q2452098 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

O autoclismo da retrete

Em 1973, fui trabalhar numa revista brasileira editada em Lisboa. Logo no primeiro dia, tive uma amostra das deliciosas diferenças que nos separavam, a nós e aos portugueses, em matéria de língua. Houve um problema no banheiro da redação e eu disse à secretária: “Isabel, por favor, chame o bombeiro para consertar a descarga da privada.” Isabel franziu a testa e só entendeu as quatro primeiras palavras. Pelo visto, eu estava lhe pedindo que chamasse a Banda do Corpo de Bombeiros para dar um concerto particular de marchas e dobrados na redação. Por sorte, um colega brasileiro, em Lisboa havia algum tempo e já escolado nos meandros da língua, traduziu o recado: “Isabel, chame o canalizador para reparar o autoclismo da retrete.” E só então o belo rosto de Isabel se iluminou.

CASTRO, Ruy. O autoclismo da retrete. Folha de São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 21 fev. 2024.
No excerto da crônica de Ruy Castro, o narrador descreve uma situação em que a falha na comunicação decorre de diferenças de uso da língua que exemplificam a variação linguística
Alternativas
Q2452096 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão. 




Disponível em: <https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-

                               de-texto-tira-garfield>. Acesso em: 27 jan. 2024.





Nessa tira, além da expressão “tô nem aí”, o emprego da linguagem coloquial se faz presente na
Alternativas
Q2450448 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sanduíche-íche-íche

É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que me irritam demais

Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”, do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do Sérgio Rodrigues.

Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o leitor ou pra ostentar erudição [...].

Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez não seja tão generoso. Há certos modismos que me irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita! LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições, não SANDUÍCHE!

[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas com o SANDUÍCHE.”

Fico imaginando como se deu essa transição semântica. A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto, dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho, em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica, estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota, mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?


PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo. Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com. br/colunas/antonioprata/2023/06/sanduiche-iche-iche.shtml. Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
Releia este trecho:
“Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota, mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?”
A multiplicidade de nomes da fruta, citada pelo autor, está relacionada a um fator de variação linguística do tipo
Alternativas
Q2449114 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma música a seguir para responder à questão.

Se for pra crer no terreno

Só no que nóis tá vendo memo

Resumo do plano é baixo, pequeno

Mundano, sujo, inferno e veneno

Frio, inverno e sereno

Repressão e regressão

É um luxo ter calma, a vida escalda

Tento ler almas pra além de pressão

[...]

Cale o cansaço, refaça o laço

Ofereça um abraço quente

A música é só uma semente

Um sorriso ainda é a única língua que todos entende

EMICIDA. Principia. Disponível em: https://www.letras.mus.br/
emicida/principia-part-fabiana-cozza-pastoras-do-rosario-e-pastor-
henrique-vieira/. Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
Assinale a alternativa em que ocorre desvio de concordância verbal, segundo a norma-padrão da língua.
Alternativas
Q2449113 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma música a seguir para responder à questão.

Se for pra crer no terreno

Só no que nóis tá vendo memo

Resumo do plano é baixo, pequeno

Mundano, sujo, inferno e veneno

Frio, inverno e sereno

Repressão e regressão

É um luxo ter calma, a vida escalda

Tento ler almas pra além de pressão

[...]

Cale o cansaço, refaça o laço

Ofereça um abraço quente

A música é só uma semente

Um sorriso ainda é a única língua que todos entende

EMICIDA. Principia. Disponível em: https://www.letras.mus.br/
emicida/principia-part-fabiana-cozza-pastoras-do-rosario-e-pastor-
henrique-vieira/. Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]

Acerca do fragmento da música apresentado, analise as afirmativas a seguir.


I.   O verso “Só no que nóis tá vendo memo” revela o uso da variação linguística social.


II.  Os versos se pautam na variação situacional da língua, com predomínio da formalidade.


III. A variação regional predomina pela menção de aspectos relacionados à origem do eu lírico.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: AL-PR Prova: FGV - 2024 - AL-PR - Procurador |
Q2448916 Português
Observe o seguinte texto, retirado do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo:

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. [....] A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto acre de sabão ordinário. As pedras do chão, esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns pontos azuladas pelo anil, mostravam uma palidez grisalha e triste, feita de acumulações de espumas secas.
Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas.

Sobre esse fragmento textual, assinale a afirmativa incorreta.
Alternativas
Q2447991 Português
É tempo de pós-amor


       Cansei de amor! Quantos filmes, entrevistas, artigos, livros sobre amor cruzaram seu caminho ultimamente? Em uma semana, assisti a um vídeo, vi um filme, li meio livro e participei de um debate na televisão. Tudo sobre amor. E ouvi as pessoas – provavelmente também eu própria – dizerem coisas pertinentes e bem ditas que, de tão pertinentes e repetidas, já se tornaram chavões comportamentais, e parecem fichas de computador dissecadas de qualquer verdade emocional. E de repente está me dando uma urticária na alma, um desconforto interno que em tudo se assemelha à indigestão.
        Estamos fazendo com o amor o que já fizemos com o sexo. Na década passada parecia que tínhamos reinventado o sexo. Não se pensava, não se falava, não se praticava outro assunto. Toda a nossa energia pensante, todo o nosso esforço vital pareciam concentrados na imensa cama que erguíamos como única justificativa da existência humana. Transformamos o sexo em verdade. Adoramos um novo bezerro de ouro.
            Mas o ouro dos bezerros modernos é de liga baixa, que logo se consome na voracidade da mass media. O sexo não nos deu tudo o que dele esperávamos, porque dele esperávamos tudo. E logo a sociedade começou a olhar em volta, à procura de um outro objeto de adoração. Destronado o sexo, partiu-se para a grande festa de coroação do amor.
          Agora, aqui estamos nós, falando pelos cotovelos, analisando, procurando, destrinchando. E desgastando. Antes, quando eu pensava numa conversa séria, direita, com a pessoa que se ama, sabia a que me referia. Mas agora, quando ouço dizer que “o diálogo é fundamental para a manutenção dos espaços”, não sei o que isso quer dizer, ou melhor, sei que isso não quer dizer mais nada. Antes, quando eu pensava ou dizia que amor é fundamental, tinha a exata noção da diferença entre o fundamental e o absoluto. Mas agora, quando eu ouço repetido de norte a sul, como num gigantesco eco, que “a vida sem amor não tem sentido”, fico com a impressão de estar ouvindo um slogan publicitário e me retraio porque sei que estão querendo me impor um produto.
         A vida sem amor pode fazer sentido, e muito. É bom que a gente recomece a dizer isso. Mesmo porque há milhões de pessoas sem amor, que viveriam bem mais felizes se de repente a voz geral não lhes buzinasse nos ouvidos que isso é impossível. O mundo só andou geometricamente aos pares na Arca de Noé. Fora disso, anda emparelhado quem pode, quando pode. E o resto espera uma chance, sem nem por isso viver na escuridão.
       Antes que se frustrem as expectativas, como aconteceu com o sexo, seria prudente descarregar o amor, tirar-lhe dos ombros a responsabilidade. Ele não pode nos dar tudo. Nada pode nos dar tudo. Porque o tudo não existe. O que existe são parcelas, que, eternamente somadas e subtraídas, multiplicadas e divididas, nos aproximam e afastam do tudo. E a matemática dessas parcelas pode ser surpreendente: quando, como está acontecendo agora, tentamos agrupá-las todas em cima de uma única parcela – o amor –, elas não se somam, pelo contrário, se fracionam, causando o esfacelamento da parcela-suporte.
        Amor criativo é ótimo, dizem todos. E é verdade. Mas melhor ainda é pegar uma parte da criatividade que está concentrada no amor, e jogá-la na vida. Solta, ela terá possibilidades de contaminar o cotidiano, permear a vida toda e voltar a abastecer o amor, sem deixar-se absorver e esgotar por ele. Dedicar-se à relação é importante, dizem todos. E é verdade. Mas qualquer um de nós tem inúmeras relações, de amizade, vizinhança, sociais, e anda me parecendo que concentrar toda a dedicação na relação amorosa pode custar o empobrecimento das outras.
             Sim, o amor é ótimo. Porém acho que vai ficar muito melhor quando sair do foco dos refletores e passar a ser vivido com mais naturalidade. Quando readquirirmos a noção de que não é mais vital do que comer e banhar o corpo em água fria nem mais tranquilizador do que ter amigos e estar de bem com a própria cara. Quando aceitarmos que não é o sal da terra, simplesmente porque a terra é seu próprio sal, e é ela que dá sabor ao amor.


(COLASANTI, Marina. 1937- Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996.)
A linguagem coloquial é uma linguagem falada, descontraída e espontânea, que responde a necessidades de comunicação imediata, acontecendo em tempo real. A linguagem popular surge diante das múltiplas relações comunicativas entre os indivíduos de diferentes espaços e núcleos sociais. Essa comunicação compõe o senso comum, tende a ser coloquial e, muitas vezes, impulsiona o surgimento de termos comuns que descrevem situações pertinentes às relações estabelecidas, como gírias, jargões e figuras de linguagem, dentre outras manifestações e expressões linguísticas. Abrange um exemplo de linguagem coloquial:
Alternativas
Q2427461 Português

        O primeiro aspecto em que se concebe um texto é exatamente aquilo que parece significar à primeira vista, nada mais que sua impressão primeira. Por primeira que é, tem foros de ser a única; inscreve-se como tal, produz a ilusão de ser única. Mas não o é. Sua pretensa clareza é ilusória. O segundo aspecto em que se concebe um texto é o das possibilidades de sentido que faculta, desde sua criação, desde a constituição de sua expressividade. Sua presença de texto, não obstante ser sempre a mesma, faz-se diferente a cada novo enfoque, a cada novo uso, a cada mudança de perspectiva, a cada reiteração de sentido, a cada fusão de práticas de sentido, enfim, dentro de circunstancialidades. Essa é a abertura de profundidade que exsurge do remanso abissal das malhas de um texto. O que paira sobre o texto não pode ser mais que o que se inclui em sua profundidade.


        Deve-se esclarecer, no entanto, que a chave para a abertura dessa perspectiva de profundidade reside não no texto-em-si, e por si, mas na potencialidade interpretativa e no manejo que cada utente faz do texto. Aqui, faz-se, explicitamente, apelo a uma noção de sentido pragmático, contextualizado, histórico e intersubjetivo do texto. Quer-se mesmo dizer que o texto vive em dialética com seu meio. A pragmática textual simplesmente se depara com o texto tendo-o por unidade de sentido, de onde o sujeito-da-interpretação retirará elementos de muitas origens (circunstanciais, históricos, objetivos, subjetivos, idioletais etc.) para a composição do sentido. O texto, portanto, não pode ser entendido como objeto inerte, estanque, acabado e primigenamente intencionado de maneira a ingenuamente excluir qualquer possibilidade de modificação interpretativa. Todo texto, nessa medida, permite sentidos. O sentido não lhe é imanente; no entanto, excluir da corporeidade de um texto a subjacência necessária da interpretação é privar-lhe de alma e de movimento.


        Ainda assim, quando aqui se anuncia que o sujeito-da-interpretação é capaz de forjar-lhe um sentido, não se quer dizer que a prática da significação está submissa à arbitrariedade. Muito antes de se poder dizer que o ato compreensivo se constitui em mero ato arbitrário do intérprete, pode-se dizer que limites há para a significância, dentro dos quais atua o sujeito-da-interpretação. Em verdade, esse sujeito age livremente, mas dentro de um campo de forças. Dizer o contrário é aceitar que o discurso é uma realidade sem fronteiras.


Eduardo C. B Bittar. Linguagem jurídica. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 101 e ss. (com adaptações). 



Acerca do texto precedente, julgue o item que se segue. 


O autor do texto emprega mecanismos retóricos como a exemplificação e o uso de repetição de estruturas linguísticas.

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Q2403251 Português
Texto II


UNE: O que é um erro de português?


Bagno: Na concepção do senso comum, o “erro de português” é qualquer uso linguístico que não esteja previsto nos instrumentos normativos tradicionais, a gramática e o dicionário. No entanto, não existe uma concepção única e homogênea do que seja o português “correto” nesses instrumentos normativos, porque os gramáticos e dicionaristas têm posturas diferentes diante dos usos da língua: alguns gramáticos admitem certas formas inovadoras, enquanto outros ainda as rejeitam, por exemplo. Além disso, a noção de “erro” está muito vinculada à posição que uma pessoa ocupa na pirâmide social. Os usos já bem fixados entre as classes sociais privilegiadas, mesmo quando contradizem as prescrições tradicionais, passam despercebidos e não provocam reações extremadas: ao contrário, a atitude mais geral é do tipo “pode até estar errado, mas todo mundo fala assim”. Por outro lado, se o uso vem das camadas inferiores, nenhuma relativização é possível: é erro e ponto final. Como tudo em sociedade, o que é certo e errado depende de quem utiliza esses rótulos contra o quê e contra quem.


Confira a entrevista especial com o professor Marcos Bagno para a 9ª
Bienal da UNE.
Disponível em https://www.une.org.br/2014/11/marcos-bagno-a-linguacomo-instrumento-de-poder/

De acordo com o trecho da entrevista concedida à UNE pelo professor-pesquisador Marcos Bagno, reproduzido no Texto II, a caracterização de um erro de português, normalmente, apresenta um viés 
Alternativas
Q2403249 Português
Texto I


 O Poeta da Roça


Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio 


Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô


Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu seio o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estudá


Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito


Patativa do Assaré
Disponível em https://mst.org.br/2021/03/05/parabens-patativa-7-poemasde-assare-neste-especial-de-aniversario/
As variações linguísticas são as diferenças que uma língua apresenta mediante fatores como a região e as condições culturais ou sociais, onde ela é usada. Por exemplo, no Texto I, do Patativa do Assaré, predomina a variação linguística 
Alternativas
Q2395024 Português

Leia o texto a seguir. 




Texto 2




No uso de uma língua, será permissível sempre uma variação. Dependendo da situação, uma pessoa pode usar diferentes variedades de uma só forma da língua. A língua portuguesa não se apresenta de maneira uniforme em todo o território brasileiro. [...] A língua, em nenhuma circunstância, pode permanecer a mesma, ou seja, ela sempre está apta a variações, pois apresenta suas diferenciações; e essas variedades são de ordem geográfica, de ordem social e individual, pois procura-se utilizar o sistema linguístico de forma que melhor sejam exprimidos o gosto e o pensamento. Elas não prejudicam a unidade superior da língua nem a consciência que têm os que a falam. [...] É preciso entender que as diversas variedades linguísticas coexistem no tempo e no espaço, sendo utilizadas numa mesma época e numa mesma região. Todas as variedades linguísticas são consideradas corretas desde que cumpram com eficiência o papel fundamental da língua, que é permitir a interação verbal entre as pessoas do discurso.




Disponível em: <https://www.construirnoticias.com.br/lingua-portuguesa-a-comunicabilidade-da-lingua-atraves-das-variedades-linguisticas/>. Acesso em:

18 dez. 2023. [Adaptado].




Acerca da noção de variedade linguística, o texto defende que

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Q2394151 Português
         Às três da manhã parecia não caber mais ninguém na Via Ápia, o baile tava entupido de gente. Na onda máxima, Douglas palmeava Gleyce e Wesley dançarem, cada um do seu jeito, inventando seus passinhos. Ele viajava em como a vida era capaz de se transformar em tão pouco tempo, mudando coisas que pareciam impossíveis de serem mudadas. Douglas olhava pros amigos, se lembrava do jeito como Biel e Murilo foram embora, e sentia que nunca mais teriam a relação que já tiveram um dia, mas, ao mesmo tempo, carregava a certeza de que nunca poderiam cortar aquele laço. Como numa tatuagem, estavam marcados por tudo aquilo que viveram juntos. Cada sorriso, perrengue, tragédia. Estavam marcados pela história daquele morro e daquela cidade.


(MARTINS, Geovani. Via Ápia. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p.336-337)
Tomando como referência as discussões sobre variação linguística, a professora Maria Vernácula elegeu o texto para uma aula de língua portuguesa. A professora, para estar coerente com a visão teórica escolhida, deverá
Alternativas
Q2394149 Português
         Às três da manhã parecia não caber mais ninguém na Via Ápia, o baile tava entupido de gente. Na onda máxima, Douglas palmeava Gleyce e Wesley dançarem, cada um do seu jeito, inventando seus passinhos. Ele viajava em como a vida era capaz de se transformar em tão pouco tempo, mudando coisas que pareciam impossíveis de serem mudadas. Douglas olhava pros amigos, se lembrava do jeito como Biel e Murilo foram embora, e sentia que nunca mais teriam a relação que já tiveram um dia, mas, ao mesmo tempo, carregava a certeza de que nunca poderiam cortar aquele laço. Como numa tatuagem, estavam marcados por tudo aquilo que viveram juntos. Cada sorriso, perrengue, tragédia. Estavam marcados pela história daquele morro e daquela cidade.


(MARTINS, Geovani. Via Ápia. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p.336-337)
O trecho é ilustrativo da variação linguística
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Q2387693 Português
A linguagem que empregamos nos textos que produzimos pode ser do registro formal ou do registro informal, segundo o ambiente comunicativo.

A frase abaixo que se enquadra no registro informal, é:
Alternativas
Q2384339 Português
O maiúsculo e o minúsculo








Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
“Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.” (linhas 11 e 12) O trecho entre aspas legitima o processo de variação linguística, o qual está corretamente tipificado e descrito como
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Q2378822 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta


Giovana Madalosso


Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.


Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.


Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.


Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.


De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.


Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.


FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado). 

INSTRUÇÃO: Leia, a seguir, um trecho do texto I e o texto III para responder à questão 10.


“Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar...”

TEXTO III


Imagem associada para resolução da questão


      Disponível em: https://arquivosturmadamonica.blogspot.                 com/2020/02/hq-chico-bento-e-o-velho-cao.html.                                                              Acesso em: 4 set. 2023.



Sobre a variação linguística, analise as afirmativas a seguir.


I.   No texto III, predomina a linguagem regional na fala do personagem.
II.  No texto I, a palavra “pra” caracteriza o uso mais formal da linguagem.
III. No texto I, os termos “Caramba” e “a gente” exemplificam o registro informal.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
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Q2372422 Português
Texto para a questão:


Qualidade de vida é destaque da maior feira de tecnologia do mundo


Valéria França


Anteriormente, a Consumer Eletronic Show (CES) era conhecida pela grande quantidade de produtos direcionados ao consumidor, com lançamentos de aparelhos celulares, televisores e carros. No ano passado, a apresentação de robôs domésticos e corporativos transformaram-se em vitrines do evento. Havia um modelo, por exemplo, que ajudava a recolher flores e outro a limpar a neve do solo. Além de funcionais, eram bem bonitinhos. Mas ao longo dos anos, a feira ampliou gradativamente o enfoque e passou a olhar também para a saúde digital. Assim, “segurança humana” será o tema da edição de 2024, que promete inovações para ajudar a resolver os maiores desafios mundiais, como acesso aos cuidados da saúde e despoluição do meio ambiente.


Com 3.200 empresas participantes, a feira acontece de 9 a 12 de janeiro, em Las Vegas, e como tem o privilégio de abrir o calendário de eventos do setor, costuma ditar tendências para o mercado. Steve Koening, vice-presidente da Associação de Tecnologia do Consumidor (CTA), grupo que organiza a CES, fala sobre o objetivo de apresentar “tecnologia com propósito” de tornar a vida melhor.


2 jan 2024, 14h27
Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/qualidade-de-vida-e-destaque-da-maior-feira-de-
tecnologia-do-mundo/. Acesso em: 3 jan. 2024.
O registro linguístico usado no texto de Valéria França, publicado na Revista Veja,
Alternativas
Q2370346 Português
Cada frase abaixo foi escrita na forma negativa; assinale a opção que mostra a forma de reescrevê-la de modo a se tornar positiva de forma adequada. 
Alternativas
Q2359482 Português
Quanto aos tipos de variações linguísticas, marque a alternativa da sequência que enumera o trecho à sua respectiva classificação, respectivamente. 

I – Sacolé, Dindim, Geladinho; II – Vossemecê, vosmecê, vossa mercê, você; III – Não peixe com meu peixe, ô playboy; IV – Muito obrigada, Luísa!

( ) Variação diatópica ( ) variação histórica ( ) variação diastrática ( ) variação diafásica
Alternativas
Respostas
221: B
222: D
223: D
224: B
225: B
226: A
227: D
228: D
229: C
230: C
231: D
232: C
233: A
234: A
235: E
236: B
237: C
238: A
239: E
240: B