Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

Foram encontradas 5.456 questões

Q4243870 Português


Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/723109283940262353/. Acesso em: 27 abril 2023.

Em É, hoje em dia não saco nada mesmo. Mas, quando eu era jovem, sacava muito bem no vôlei. E no tênis também!, os conectivos sublinhados, enquanto manifestações de coesão textual por encadeamento, estabelecem, entre as sentenças que articulam, respectivamente, relações de
Alternativas
Q4243418 Português

        Uma das melhores e mais antigas formas de se ensinar e aprender é por meio de histórias e experiências vividas. Histórias, mitos ou contos, essas preciosas bagagens da experiência humana com a vida, são coisas que podem e devem nos ajudar. Por sobre esses nossos tempos líquidos, como os chama Bauman, as literaturas podem atravessar, ilustrando os anseios das eras, revelando o que de constante ressoa na alma humana. Ainda mais se falarmos dos clássicos, diria Ítalo Calvino, esses livros que relemos e que nos releem.


PEREIRA, André Rodrigues. A porta sem trancas nem fechaduras.

Brasília: Editora IFB, 2016, p 29.



De acordo com os aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

A conjunção condicional “se” em “Ainda mais se falarmos dos clássicos” pode ser substituída por caso sem que haja alteração na frase e no sentido.
Alternativas
Q4238687 Português

Texto para a questão.






Tendo por base os conectivos destacados nos períodos

[1] “É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza.”;
[2] “Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções.”.

Respectivamente, afirma-se que as conjunções destacadas introduzem
Alternativas
Q4237339 Português
Texto IV


    A solidão não é por estar só.

    Todavia ela se faz presente quando você percebe que se tornou ausente.

    Será que é por que sou “imperfeito”?

    O que é ser perfeito?

    Fingir, talvez, morrer por dentro, mas corresponder aos interesses de outrem.

    Talvez ser um bêbado não equilibrista, ou um "marginal", contudo sem perder o padrão.

    Ser o "esquisito", o "anormal", seu abraço já não importa, seu sorriso não faz diferença, seu amor tornou-se desamor. Por quê? Simplesmente porque você deixou sua alma gritar e ecoar o seu eu distorcido pronto a sofrer o nocaute de uma sociedade hipócrita.


("Desabafo da madrugada" – Mendonça, T.)


Q35_39.png (222×177)
No texto há a predominância de modalizadores, sendo alguns desses: todavia, contudo, mas. Tais modalizadores exprimem:
Alternativas
Q4237335 Português
Texto III


“Nós somos o que fazemos repetidamente, portanto a primazia não é um feito, é um hábito”.

(Aristóteles)
Ainda em relação ao pensamento de Aristóteles, o conectivo “portanto” pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q4237332 Português
Texto II


“Se você ouvir uma voz dizendo ‘não faça’, isso significa que você deve fazê-lo, acima de tudo. A voz vai se calar.”


(Vicent Van Gogh)
A oração destacada exprime em relação à posterior um(a):
Alternativas
Q4237163 Português
Texto II


"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".

(Paulo Freire) 
"Por isso aprendemos sempre". A palavra destacada exprime uma: 
Alternativas
Q4237160 Português
Texto II


"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".

(Paulo Freire) 
"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".
A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por: 
Alternativas
Q4237156 Português
Texto I

Razão x consciência


    Os valores humanos podem ser definidos como os princípios morais e éticos que conduzem a vida humana. Eles fazem parte da formação de sua consciência e da maneira como vivem e se relacionam na sociedade.
    Muitas vezes queremos justificar nossas condutas como se fôssemos vítimas de algo ou alguém que nos impulsiona a agir impulsivamente. Pautamos em frases que só servem para nos direcionar à margem de uma sociedade mais harmônica. Frases, estas do tipo:
    "Não levo desaforo pra casa."
    "Assim nasci, assim vou ser."
    E daí vai. Sempre buscamos razão para qualquer tipo de atitude. E a consciência, onde fica? Afinal, qual a diferença entre a consciência e a razão?
   A razão sempre ocorre como uma justificativa para nossas atitudes, boas ou ruins. Agora, já a consciência é a sensatez em discernir se realmente certas atitudes carecem de razão. Por quê?
    Conscientizar é refletir, é saber qual o melhor ato, é solucionar questões sem se prejudicar nem prejudicar o outro. É contar até dez... 100... 1000, se fizer necessário.


(Texto adaptado)
"Os valores humanos podem ser definidos como os princípios morais e éticos que conduzem à vida humana." Em relação à palavra destacada, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4228813 Português
A natureza do homem – Um Demônio?

- Anjo e demônio, o Homem vive a epopeia de uma cultura assombrosa. Faz poesia, música, monumentos, máquinas, computadores, veículos espaciais. Descobre o âmago da matéria, explode o átomo, formula teorias, códigos e religiões. Multiplica-se agora até os quatro bilhões e meio. Ocupa ansiosamente toda a Terra. Um Anjo, então?

- Anjo e demônio, feliz e desgraçado, rico e paupérrimo, o Homem ameaça hoje a estabilidade de seu planeta, põe em risco sua própria sobrevivência. Por milênios, ele tem ignorado as condições de manutenção da vida em seu mundo. Embora lute duramente pela liberdade, ainda não soube construir uma sociedade realmente livre. Edifica uma portentosa civilização, mas corre o risco de destruí-la em alguns minutos. Ou em alguns decênios, pela impiedosa devastação da Natureza.

Contudo, qual é a verdadeira face do Homem?

- Animal contraditório, o Homem pesquisa vacinas durante anos e depois fabrica armas que matam milhões num segundo. Média entre São Francisco e Hitler, ele cria um inferno para cada milagre de sua inteligência. É capaz de amar ardentemente tanto quanto odiar até o extermínio de raças e povos irmãos. No ápice de uma evolução de bilhões de anos, ele age como se não dependesse mais da Natureza.

Mas o Homem é feliz?

- No coração e na mente do Homem, Deus se torna abstrato e distante, separado do mundo real, refúgio desesperado de sua desgraça.

Mas, afinal, esse é o Homem?

- Esse é o Homem que habita essa esfera azul que gira lentamente sob nossos olhos. Veja: é um frágil planeta. Mas, ao mesmo tempo, maravilhoso, não acha? É uma pena que todos os Homens não possam ver sua Terra daqui. E pensar na sinfonia grandiosa que já existe, no mar, nas florestas, nas montanhas, nos campos, numa pequena lagoa, no voo de um pássaro, no canto da baleia, nas cores de uma borboleta, na interdependência de milhões de espécies de seres microscópicos e gigantes. Na sinfonia da ecosfera, tão complexa quão delicada. Talvez, então os Homens pudessem descobrir que têm uma Terra somente.

Ethevaldo Siqueira – O Estado de São Paulo – p.135
“[...] a moda é do “trash”, mas a gente tem que, mesmo assim, ter cuidado para não estragar o estragado.”
A conjunção destacada pode ser trocada sem prejuízo de sentido por todas as apresentadas abaixo, EXCETO:
Alternativas
Q4227627 Português

Texto-base para as questão



Momento Num Café

(Manuel Bandeira)


Quando o enterro passou

Os homens que se achavam no café

Tiraram o chapéu maquinalmente

Saudavam o morto distraídos

Estavam todos voltados para a vida

Absortos na vida

Confiantes na vida.


Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado

Olhando o esquife longamente

Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade 

Que a vida é traição

E saudava a matéria que passava

Liberta para sempre da alma extinta.



Disponível em:

https://mosqueteirasliterarias.comunidades.net/momento−numa− biblioteca Acesso em: 10 jan. 2023 08



“Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado / Olhando o esquife longamente”


O elemento coesivo “no entanto” carrega, com relação à estrofe anterior, uma ideia de: 

Alternativas
Q4226803 Português

Leia o texto para responder à questão.


Caju indigesto


A bordo de uma empresa aérea brasileira, serve-se uma “castanha de cajú”, assim mesmo, com acento agudo no caju. Escrevendo a palavra errada na embalagem, há o perigo de indigestão. Relembrando: as palavras oxítonas terminadas em “i” e “u” não são acentuadas.


(Arnaldo Niskier, Na Ponta da Língua, 2001. Adaptado)

Trabalhando a reescrita, com a passagem – Escrevendo a palavra errada na embalagem, há o perigo de indigestão. –, o aluno que faz a versão do trecho destacado em conformidade com a norma-padrão e com o sentido do texto deve apresentar o seguinte enunciado:
Alternativas
Q4226793 Português

Leia o texto para responder à questão.


Papel civilizatório do ensino integral


    Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.


    Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


    A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.


    Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.


    O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?


    Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)

De acordo com Koch e Elias (2011) e Marcuschi (2008), na passagem do primeiro parágrafo – Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade... –, o termo destacado estabelece entre as sequências textuais relação de sentido de
Alternativas
Q4226792 Português

Leia o texto para responder à questão.


Papel civilizatório do ensino integral


    Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.


    Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


    A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.


    Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.


    O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?


    Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)

Kleiman (1993) observa que “os elementos que relacionam as diversas partes do texto são também instrumentais na construção de significado global para o texto.” Com base nesse entendimento, é correto que há reforço no posicionamento defendido pelo jornal com o emprego da expressão destacada em:
Alternativas
Q4226420 Português
Leituras têm impacto especial quando estamos doentes

Ficar acamado nunca é divertido,mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda

10 jan.2023 às 8h00

    Longos períodos de convalescença são ideais para quem deseja colocar a leitura em dia. Sempre que estou doente, busco a companhia de um livro. Agora mesmo, enquanto me recuperava de uma infecção por Covid em plena temporada de festas, a primeira coisa que fiz foi encher uma mochila com material de leitura e carregá−la comigo para a cama.

    Este é um hábito que me acompanha desde menina, quando os meus pais procuravam algo para me entreter nos momentos em que eu não estava bem. Assim, lembro de receber muitos livros e revistas de quadrinhos quando precisava ficar de molho, me recuperando de algum processo alérgico, de uma gripe ou mesmo de um acidente.

    A leitura, nessas circunstâncias, nos ajuda a combater o tédio e a inquietação. Não sei se isto também acontece com vocês, mas é justamente quando estou doente que paro para questionar a vida e refletir sobre o que preciso fazer para ser uma pessoa minimamente satisfeita.

    Não sou, nem nunca fui uma doente fácil. Bastam dois dias de cama para me deixar angustiada. Sou inquieta, gosto de trabalhar e de me mexer, e fico de mau humor quando percebo que o meu corpo pede arrego.
    
    A impossibilidade de realizar tarefas simples e corriqueiras como tomar banho de cabeça, cozinhar ou ir ao supermercado para comprar frutas faz com que a minha imaginação antecipe cenários em que não terei mais condições de viver sozinha e de fazer as minhas coisas por conta própria.

    Assim, ao constatar a fragilidade e o desconforto causados pela doença, é bastante comum que eu me pergunte se estou levando uma boa vida, se realmente estou a fazer o melhor para mim e para as pessoas que, de alguma forma, contam comigo e apostam na minha felicidade. Nesses momentos, a leitura me resgata e ajuda a superar a angústia.

    A convalescença, como toda quebra de rotina, faz com que a nossa relação com o tempo seja alterada. Quando estamos acamados, perdemos a noção da hora. Acordamos tarde, dormimos cedo e passamos as noites entre o sono e a vigília, a querer adiantar os ponteiros do relógio.

    Toda essa confusão faz com que acabemos voltando a nossa atenção para nós mesmos, em uma tentativa de mantermos a ilusão de que temos controle sobre algo. Assim, doentes, achamos que não nos resta outra coisa a não ser pensar compulsivamente sobre as nossas vidas.

    Ler — o ato de tomar um livro nas mãos e virar as suas páginas uma por uma, em uma sequência crescente e determinada, pacientemente acompanhando o desenrolar de uma história e me esforçando para entender as implicações do que está no papel — é algo que sempre me ajuda a sair de um estado de obsessiva preocupação comigo mesma.

     [...]

    Tenho para mim que a disciplina inspirada pela leitura, ao permitir com que nos tornemos mais atenciosos e pacientes para acompanharmos uma trama do começo ao fim, também seja capaz de restaurar certa impressão de rotina na vida de quem está acamado, ajudando−o mais uma vez a emprestar ordem, ritmo e propósito às suas reflexões.

    Talvez seja por isso, não tenho certeza, que as leituras feitas durante os nossos períodos de convalescença acabam se tornando tão determinantes para nós, como se elas possuíssem uma dimensão transformadora. Consultando a memória, identifico alguns dos livros que me marcaram ao longo dos anos e percebo que muitos foram lidos justamente quando eu estive de cama. Mas será que eles teriam tido o mesmo impacto em minha vida caso eu os tivesse encontrado em outro momento?

    Penso que não. Ao menos no meu caso, os longos períodos de convalescença têm o efeito de suavizar algumas das minhas resistências, fazendo com que eu me sinta um pouco mais disposta a conhecer a obra de autores que normalmente não encontrariam lugar entre as minhas preferências.

   Essa é provavelmente uma dasrazões pelas quais a gente tenha a impressão de que essas leituras de alguma maneira operam uma transformação em nossas vidas. Pois, se estamos lendo algo interessante, porém diferente de quase tudo aquilo a que geralmente temos acesso, então, realmente faz sentido achar que algo em nós esteja mudando graças àquela leitura.

    [...]

   Ficar doente nunca é divertido, mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda, principalmente quando ela nos empresta novas ferramentas para enfrentar os desafios que nos são impostos pela vida.


Albuquerque, Juliana de. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana−de− albuquerque/2023/01/leituras−tem−impacto−especial−quando− estamos−doentes.shtml Acesso em 12 jan. 2023.
“mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda” Em qual das opções abaixo o elemento coesivo sublinhado NÃO apresenta a mesma significação do conectivo “mas”? 
Alternativas
Q4225195 Português
“Enquanto tocavam a música, Scrooge lembrou todas as coisas que o Fantasma havia lhe mostrado, e foi se enternecendo aos poucos. Pensou que, se tivesse tido a oportunidade de escutar aquela canção há mais tempo, poderia ter cultivado com suas próprias mãos as doçuras da vida, para sua própria felicidade, sem ter precisado da pá do sacristão que enterrara Jacob Marley” (Um conto de Natal - Charles Dickens). Neste trecho, ao todo, há quantas orações?
Alternativas
Q4225029 Português
Texto I

    Ainda que a madrugada pareça longa, não há aquele que não pense na possibilidade de um novo amanhecer. Acreditar que um novo dia está por vir é reconhecer que nada pode estar eternamente estagnado.
    Até a pedra mais pesada e enorme pode mudar de posição em algum momento deste infinito tempo. De acordo com o dia que se fez no passado, e a tarde que se encontra no presente, a noite pode ser longa...Talvez uma madrugada mais fria. Logo, eventualmente surgirá uma neblina de incredulidade. No entanto, nunca haverá uma noite e uma madrugada infinita. O retorno da luz em um brilho de esperança.

(Tulius Mendonça)
“De acordo com o dia que se fez no passado, e a tarde que se encontra no presente, a noite pode ser longa… Talvez uma madrugada mais fria. Logo, eventualmente, surgirá uma neblina de incredulidade. No entanto, nunca haverá uma noite e uma madrugada infinita.”
Os modalizadores destacados, podem ser substituídos, respectivamente, sem prejuízo de sentido por: 
Alternativas
Q4225028 Português
Texto I

    Ainda que a madrugada pareça longa, não há aquele que não pense na possibilidade de um novo amanhecer. Acreditar que um novo dia está por vir é reconhecer que nada pode estar eternamente estagnado.
    Até a pedra mais pesada e enorme pode mudar de posição em algum momento deste infinito tempo. De acordo com o dia que se fez no passado, e a tarde que se encontra no presente, a noite pode ser longa...Talvez uma madrugada mais fria. Logo, eventualmente surgirá uma neblina de incredulidade. No entanto, nunca haverá uma noite e uma madrugada infinita. O retorno da luz em um brilho de esperança.

(Tulius Mendonça)
“Ainda que a madrugada pareça longa”. Essa oração exprime, em relação à posposta uma:
Alternativas
Q4211958 Português
Atente-se para o cartaz a seguir.

“Fé é confiar que ela se abrirá.” Pode-se afirmar que a palavra destacada está como:
Alternativas
Q4211256 Português
Leia, com muita atenção, o poema abaixo:


Lembranças do mundo antigo


Clara passeava no jardim com as crianças.

O céu era verde sobre o gramado,

a água era dourada sob as pontes, outros elementos eram azuis, róseos e alaranjados.

O guarda-civil sorria, passavam bicicletas,...

A menina pisava a relva para pegar um pássaro...



O mundo inteiro, a Alemanha, a China,

tudo era tranquilo em redor de Clara.



As crianças olhavam o céu!

Não era proibido.

A boca, o nariz, os olhos estavam abertos!

Não havia perigos.

Os perigos que Clara temia eram

a gripe, o calor, os insetos...

Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,

esperava cartas que custavam a chegar,

Nem sempre podia usar vestido novo.

Mas passeava no jardim pela manhã!!!

Havia jardins, havia manhãs, naquele tempo!!!


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Lembranças do mundo antigo. In: _ Sentimento do Mundo, 1940.)
“Nem sempre podia usar vestido novo.
Mas passeava no jardim pela manhã!!!”

A palavra que pode ser substituída pela destacada sem prejuízo de sentido é:
Alternativas
Respostas
1121: C
1122: E
1123: C
1124: C
1125: D
1126: B
1127: C
1128: D
1129: D
1130: C
1131: A
1132: A
1133: C
1134: D
1135: D
1136: D
1137: C
1138: A
1139: D
1140: A