Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q1815790 Português

Tempo incerto


    Os homens têm complicado tanto o mecanismo da vida que já ninguém tem certeza de nada: para se fazer alguma coisa é preciso aliar a um impulso de aventura grandes sombras de dúvida. Não se acredita mais nem na existência de gente honesta; e os bons têm medo de exercitarem sua bondade, para não serem tratados de hipócritas ou de ingênuos.

    Chegamos a um ponto em que a virtude é ridícula e os mais vis sentimentos se mascaram de grandiosidade, simpatia, benevolência. A observação do presente leva-nos até a descer dos exemplos do passado: os varões ilustres de outras eras terão sido realmente ilustres? Ou a História nos está contando as coisas ao contrário, pagando com dinheiro dos testamentos a opinião dos escribas?

    Se prestarmos atenção ao que nos dizem sobre as coisas que nós mesmos presenciamos – ou temos que aceitar a mentira como a arte mais desenvolvida do nosso tempo, ou desconfiaremos do nosso próprio testemunho, e acabamos no hospício!

    Pois assim é, meus senhores! Prestai atenção às coisas que vos contam, em família, na rua, nos cafés, em várias letras de forma, e dizei-me se não estão incertos os tempos e se não devemos todos andar de pulga atrás da orelha!

    A minha esperança estava no fim do mundo, com anjos descendo do céu; anjos suaves e anjos terríveis; os suaves para conduzirem os que se sentarão à direita de Deus, e os terríveis para os que se dirigem ao lado oposto. Mas até o fim do mundo falhou; até os profetas se enganam, a menos que as rezas dos justos tenham podido adiar a catástrofe que, afinal, seria também uma apoteose. E assim continuaremos a quebrar a cabeça com estes enigmas cotidianos. Mas agora, além dos criados, pensam os patrões, as patroas, os amigos e inimigos de uns e de outros e todo o resto da massa humana. E não só pensam, como também pensam que pensam! E além de pensarem que pensam, pensam que têm razão! E cada um é o detentor exclusivo da razão!

    Os pedestres pensam que devem andar pelo meio da rua. Os motoristas pensam que devem pôr os veículos nas calçadas. Até os bondes, que mereciam a minha confiança, deram para sair dos trilhos. Os analfabetos, que deviam aprender, ensinam! Os ladrões vestem-se de policiais, e saem por aí a prender os inocentes! Os revólveres, que eram considerados armas perigosas, e para os quais se olhava à distância, como quem contempla a Revolução Francesa ou a Guerra do Paraguai – pois os revólveres andam agora em todos os bolsos, como troco miúdo. E a vocação das pessoas, hoje em dia, não é para o diálogo com ou sem palavras, mas para balas de diversos calibres. Perto disso, a carestia da vida é um ramo de flores. O que anda mesmo caro é a alma. E o Demônio passeia pelo mundo, glorioso e impune.


(MEIRELES, Cecília, 1901-1964. Escolha o seu sonho: Crônicas – 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. Com adaptações.)

No segmento Mas agora, além dos criados, pensam os patrões, as patroas, os amigos e inimigos de uns e de outros e todo o resto da massa humana.” (6º§), o termo destacado pode ser substituído, sem perda de sentido, por, EXCETO:
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Q1814566 Português
A diversidade cultural brasileira

    De modo geral, o atual povo brasileiro é oriundo de quatro continentes: América, Europa, África e Ásia. Quando os primeiros portugueses pisaram nesta terra em 1500, eles encontraram no local um mosaico de centenas de nações ou grupos nativos a quem denominaram indistintamente “índios”.
    Todos: indígenas, estrangeiros (oriundos de outros países) e africanos deportados eram representantes de diferentes culturas e civilizações. Eles trouxeram em suas bagagens e memórias coletivas elementos representativos dessas culturas. É por isso que o Brasil, como país e como povo, oferece o melhor exemplo de encontro de culturas e civilizações. Cada um destes componentes étnicos ou culturais trouxe a sua contribuição para a formação do povo e da história dos brasileiros; na construção da cultura e de nossa identidade.
    Por esta razão, aprender a conhecer o Brasil é aprender a conhecer a história e a cultura de cada um desses componentes para melhor captar sua contribuição na cultura e na história do país. Para entender “nossa” história e “nossa” identidade é preciso começar pelo estudo de todas as suas matrizes culturais: indígena, europeia, africana, árabe, judia e asiática. Infelizmente, não é isso que acontece na história do Brasil que foi ensinada tradicionalmente na escola e sistematizada pela historiografia oficial.

(Munanga, K.; Gomes, N. L. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2006. Fragmento.)
Em relação ao terceiro parágrafo do texto está correto o que se afirma em:
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Q1814317 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

Caravelas-portuguesas são flagradas em praias
do litoral de SP e assustam banhistas
Animais foram flagrados nas praias de Praia Grande e Guarujá neste sábado (28)

Disponível em https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2019/12/28/caravelas-portuguesas-sao-flagradas-empraias-do-litoral-de-sp-e-assustam-banhistas.ghtml
Acessado em 28 de dezembro de 2019
A palavra indicada poderia substituir a que está grifada em
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Q1810626 Português
Leia o texto para responder a questão.

Em busca de engenheiros, Nubank faz sua primeira
aquisição
Fintech brasileira anuncia nesta segunda-feira a compra
da consultoria Plataformatec; segundo a cofundadora Cristina
Junqueira, time de 50 desenvolvedores vai reforçar setor na
startup afetado por mão de obra escassa no País
   A fintech brasileira Nubank anuncia nesta segundafeira, 6, a primeira aquisição de sua história: a consultoria Plataformatec, especializada em engenharia de software e metodologias ágeis. A partir desta data, o time de 50 profissionais da Plataformatec será integrado à equipe de desenvolvimento do Nubank, em notícia revelada com exclusividade ao Estado. Segundo Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, a aquisição se deve especialmente à qualidade do time da empresa – prática conhecida no mercado como “acqui-hiring” (aquisição por contratação, em tradução literal).
  “Nosso maior gargalo hoje é na área técnica e o time da Plataformatec já vinha prestando consultoria para nós há algum tempo, com um nível muito bom de talentos”, explica Cristina. Além do Nubank, a consultoria Plataformatec tinha clientes como a fintech Creditas, a corretora de investimentos Easynvest e a editora Abril. A empresa foi fundada em 2009, em São Paulo, por Marcelo Park.
   Segundo Cristina, o Nubank não descarta outras aquisições no futuro, mas este será um recurso utilizado criteriosamente pela startup. "Aquisição é ferramenta, não pode ser estratégia de negócios. Não adianta adquirir uma empresa que tenha um produto que não seja tão bom quanto o nosso", diz a executiva.
   [...]
Disponível em https://link.estadao.com.br/noticias/inovacao,em-busca-deengenheiros-nubank-faz-sua-primeira-aquisicao,70003146278
Analise: “Segundo Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, a aquisição se deve especialmente à qualidade do time da empresa – prática conhecida no mercado como “acqui-hiring” (aquisição por contratação, em tradução literal).” E assinale a alternativa correta.
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Q1808857 Português
A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fungo-que-evoluiu-em-chernobyl-e-testado-comoescudo-de-radiacao-na-estacao-espacial-internacional/ – texto adaptado especialmente para esta prova).


Na frase “Os resultados da pesquisa foram divulgados na última semana, mas ainda não passaram por revisão por pares”, retirada do texto, o termo sublinhado, sob risco de alterar o sentido empregado no texto, NÃO pode ser substituído por: 
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Q1805316 Português
No título do texto, inexiste a virgulação antes do conectivo “que”, porquanto:
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Q1805076 Português

A questão refere-se ao texto abaixo. 



Assinale a alternativa que indica a correta reescrita do período a seguir, mantendose o mesmo significado do trecho original: “Quando deixo minha filha em casa, a culpa vem.” (l. 12- 13).
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Q1804837 Português
Um Band‐Aid na alma

   Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por sentimentos positivos e negativos quanto a essas festas que para muitos são tormento.
  Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os que nos traíram, os que foram embora, os desejos frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa, a situação do país, do mundo, de tudo.    Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado, a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais. Não é preciso encarar a juventude, os primeiros sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
 Em lugar de detestar estes dias, podemos inventar e até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família. Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a família, as amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
   Não precisa ser com champanhe caro nem presentes que vão nos endividar pelo ano inteiro: basta algum gesto afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande aquelas feridas da alma que sempre temos.
   Quanto aos projetos, é melhor evitar aquela lista de impossíveis. Importa cuidar mais da relação, ser mais gentil com os pais e menos crítico com os filhos, falar mais com os amigos, sair da redoma da amargura e abrir‐se para o outro.
   Ser fiel, ser sincero, ser bondoso: a primeira coisa num namorado ou namorada, eu dizia sempre a meus filhos e hoje digo aos netos, é que seja uma boa pessoa, leal, gentil. O grosseiro é inadmissível. O ignorante é uma tristeza. O falso, cínico ou infiel, é bom manter longe. Mas ainda que sem brilho, um bom amor, um bom amigo, um bom pai e mãe, um bom filho, fazem a festa.
   Que faça sorrir. Mesmo para os descrentes, nestes dias algo mágico circula por este mundo nem sempre bonito nem bom. Mas, se nosso projeto for o eterno perder 10 quilos, conseguir (isso não se consegue, acontece…) uma namorada gostosa ou um marido rico – ou, quem sabe, uma parceira carinhosa –, ganhar na loteria, vingar‐se dos desafetos e mostrar quem é o bom, é melhor esquecer: não valerão a pena a festa nem o novo ano, pois vai ser tudo mentira, oco e vazio.
  Vale mandar um pensamento, e, se for o caso, uma oração, aos que vivem privações emocionais ou materiais, que trabalham além do humanamente suportável, que perderam o amor de sua vida ou um filho amado, que foram esquecidos e decepcionados, que nesta data não vão escutar nem uma voz cálida ao telefone.
   Vamos nos permitir, sobretudo, a alegria perdida no cansaço de tanta correria. Ela ainda existe: sabendo procurar, a gente a encontra.

(Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo‐setti/tag/lya‐ luft/. Acesso em: 09/01/2019. Com adaptações.) 
No fragmento “Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio.” (2º§), a expressão “ou” expressa ideia de:
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Q1804836 Português
Um Band‐Aid na alma

   Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por sentimentos positivos e negativos quanto a essas festas que para muitos são tormento.
  Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os que nos traíram, os que foram embora, os desejos frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa, a situação do país, do mundo, de tudo.    Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado, a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais. Não é preciso encarar a juventude, os primeiros sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
 Em lugar de detestar estes dias, podemos inventar e até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família. Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a família, as amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
   Não precisa ser com champanhe caro nem presentes que vão nos endividar pelo ano inteiro: basta algum gesto afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande aquelas feridas da alma que sempre temos.
   Quanto aos projetos, é melhor evitar aquela lista de impossíveis. Importa cuidar mais da relação, ser mais gentil com os pais e menos crítico com os filhos, falar mais com os amigos, sair da redoma da amargura e abrir‐se para o outro.
   Ser fiel, ser sincero, ser bondoso: a primeira coisa num namorado ou namorada, eu dizia sempre a meus filhos e hoje digo aos netos, é que seja uma boa pessoa, leal, gentil. O grosseiro é inadmissível. O ignorante é uma tristeza. O falso, cínico ou infiel, é bom manter longe. Mas ainda que sem brilho, um bom amor, um bom amigo, um bom pai e mãe, um bom filho, fazem a festa.
   Que faça sorrir. Mesmo para os descrentes, nestes dias algo mágico circula por este mundo nem sempre bonito nem bom. Mas, se nosso projeto for o eterno perder 10 quilos, conseguir (isso não se consegue, acontece…) uma namorada gostosa ou um marido rico – ou, quem sabe, uma parceira carinhosa –, ganhar na loteria, vingar‐se dos desafetos e mostrar quem é o bom, é melhor esquecer: não valerão a pena a festa nem o novo ano, pois vai ser tudo mentira, oco e vazio.
  Vale mandar um pensamento, e, se for o caso, uma oração, aos que vivem privações emocionais ou materiais, que trabalham além do humanamente suportável, que perderam o amor de sua vida ou um filho amado, que foram esquecidos e decepcionados, que nesta data não vão escutar nem uma voz cálida ao telefone.
   Vamos nos permitir, sobretudo, a alegria perdida no cansaço de tanta correria. Ela ainda existe: sabendo procurar, a gente a encontra.

(Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo‐setti/tag/lya‐ luft/. Acesso em: 09/01/2019. Com adaptações.) 
No excerto “Vamos nos permitir, sobretudo, a alegria perdida no cansaço de tanta correria.” (10º§), a expressão assinalada pode ser substituída, sem perda semântica, por:
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Q1799364 Português
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

ESCOLHA O SEU SONHO

(1º§) Devíamos poder preparar os nossos sonhos como os artistas, as suas composições. Com a matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos poder construir essas pequenas obras-primas incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa, duram apenas o instante em que vão sendo sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que a nossa memória.
(2º§) Assim, tudo seria como quem resolve uma viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas excursões sem veículos nem companhia - por mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros, onde moram desde sempre heróis e deuses de todas as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E estaríamos abstraindo de um mundo de problemas, contemplando sempre a nossa imaginação.
(3º§) Devíamos, à vontade, passear pelas margens do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo cantando e chorando. - Ou habitar uma tarde prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas famílias de mármore... - Ou contemplar nos Açores hortênsias da altura de uma casa, lago de duas cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com águas frias de um lado e, do outro, quentes... - Ou chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela menina que estuda piano há duzentos anos, hesitante e invisível - enquanto o cavalo branco escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas que vai comer...
(4º§) Quantos lugares, meu Deus, para essas excursões! Lugares recordados ou apenas imaginados. Campos orientais atravessados por nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas de sol, onde os camelos de perfil de gôndola estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa, por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes coches policromos... E lugares inventados, feitos ao nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos que tocam sozinhos; livros que se desarmam, transformados em música... Rios que vão subindo por cima das ilhas... meninos transparentes, que deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo... gente com cabeça de pássaro... flechas voando atrás de sombras velozes... moças que se transformam em guaribas... canoas... serras... bando de beija-flores e borboletas que trazem mel para a criança que tem fome e a levantam em suas asas... 
(5º§) Devíamos poder sonhar com as criaturas que nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados em nossos sonhos!!!
(6º§) E sonhar com os que amamos e conhecemos, e estão perto ou longe, vivos ou mortos... Sonhar com eles no seu melhor momento, quando foram mais merecedores de amor imortal. Você pode e dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer bons sonhos.
(7º§) Ah! Sabemos que sonhar faz parte da vida, portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o que aparece no seu sonho. A propósito, você gostaria de sonhar o que esta noite?

(Cecília Meireles)
Marque o parágrafo que inicia com palavra que tem o sentido de: "Desta forma".
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Q1794836 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Prevenir ou remediar – envelhecimento e saúde

Envelhecimento e saúde são temas que atraem os pesquisadores. A população brasileira envelhece cada vez mais, mas traz preocupações para os sistemas de saúde. 



Considerando-se a relação semântico-discursiva que se estabelece entre as ideias que veiculam, os enunciados que compõem o último parágrafo do texto poderiam ser ligados pelo conectivo
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Ano: 2020 Banca: FUNDATEC Órgão: CIGA-SC Prova: FUNDATEC - 2020 - CIGA-SC - Programador |
Q1794344 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/10/09 (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa cujos termos podem substituir “já que” (l. 09) e “sobretudo” (l. 11) sem que haja alteração no sentido ou na estrutura do texto.
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Q1791099 Português
Leia o texto para responder à questão.

Queixo duplo

   Psicólogos, pedagogos e linguistas advertem: o smartphone é antissocial - ao mesmo tempo em que parece conectar as pessoas, na verdade as afasta e faz com que se confinem individualmente na mediocridade de uma telinha de três polegadas. Pode-se estar num restaurante, teatro, praia ou até passeando em Paris - se o sujeito estiver empalmando um smartphone, nada e ninguém mais existirá. A badalhoca abole a vida ao redor.
   Apesar disso, raros se habilitam a tentar equilibrar essa servidão com a riqueza da vida real, onde as coisas têm forma, volume, peso, cheiros e cores. Neste momento, já há dezenas de milhões de crianças que não conheceram o mundo antes do smartphone. Mais um pouco e não acreditarão que esse mundo um dia existiu.
  Se as pessoas insistem em ignorar as conclusões de tais estudiosos e não se importam de reduzir suas mentes à condição de apêndice de um aparelho, talvez se assustem ao saber que o smartphone também as atinge em algo que ainda devem valorizar: o corpo.
  Cidadãos habituados a usar o smartphone enquanto caminham pela rua tendem a torcer o pé em buracos no calçamento, ser tragados por bueiros, tropeçar no meio-fio e abalroar-se uns aos outros. Os mais compenetrados não estão livres de ser atropelados pelo pipoqueiro.
  Se isto não basta para que as pessoas deem um pouco de sossego ao smartphone, resta informar que, para alguns fisioterapeutas, a postura curvada - a cabeça em ângulo reto em relação ao pescoço, exigida para se ler ou escrever na telinha - pode vergar a coluna mais ereta à forma de um ponto de interrogação. E o queixo cravado ao peito tantas horas por dia está levando as pessoas mais bonitas a desenvolverem queixo duplo.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 12.05.2014. Adaptado) 
Sabendo-se que o termo destacado em - ... se o sujeito estiver empalmando um smartphone, nada e ninguém mais existirá. - estabelece uma condição, assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta do trecho, de acordo com a norma-padrão da língua.
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Q1787371 Português
Leia o texto para responder à questão.

São Paulo revive mesmas enchentes há 91 anos
  Em uma de suas principais obras, Benedito Calixto retratou, em 1892, a inundação da área do atual Mercadão, no centro de São Paulo. A região foi atingida também em 1929, numa das primeiras grandes enchentes da capital e submergiu novamente, quase 130 anos depois do quadro histórico.
  Urbanistas afirmam que uma das principais explicações para as repetidas inundações foi a decisão de expandir a cidade para as áreas próximas às várzeas dos rios Tietê e Tamanduateí, a partir de meados de 1890. O quadro de Benedito Calixto capta o início dessa expansão da cidade. A cheia histórica de 1929 também foi registrada em uma série de fotografias que viraram sinônimo das inundações paulistanas, por ter deixado a cidade debaixo da água por sete dias.
  Há suspeita de que os efeitos da forte chuva que atingiu São Paulo naquele fevereiro de 1929 tenham sido potencializados por ações da então onipresente Light. O acordo com o poder público previa que a Light poderia desapropriar áreas atingidas por enchentes naquele ano.
  Pesquisa da professora da USP Odette Seabra indica que a Light abriu suas represas para aumentar a área inundada pelos rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí. Essas áreas inundadas passaram para as mãos da Light, que depois as comercializou.
  Os fatos recentes mostram que a história se repete: 63% dos alagamentos neste ano de 2020 estão na mesma região atingida pela cheia de 1929, que corresponde à da subprefeitura da Sé. Mas desta vez, os locais inundados não se restringem à área do Mercadão. Áreas das subprefeituras da Lapa e de Pinheiros também foram atingidas.
  As obras e intervenções para conter as cheias dos rios nessas áreas não foram suficientes. Um outro agravante é que o solo da cidade tem ficado cada vez mais impermeável, com aumento das áreas construídas e ocupadas.
(Folha de S. Paulo.15.02.2020. Adaptado)

Assinale a alternativa que substitui o trecho em destaque, sem alteração de sentido.

Conforme os urbanistas afirmam, uma das explicações...

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Q1787274 Português
Marque a alternativa que apresenta a frase escrita da maneira correta segundo as regras formais da Língua Portuguesa.
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Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Ilhabela - SP Provas: VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Administração de Empresas - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Engenheiro Sanitarista | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Especialista Ambiental | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Farmacêutico | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Administração Pública - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Biblioteconomia - Documental | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Arquivologia - Documental | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Ciências Sociais - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Direito - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Economia - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Estatística - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Gestão de Políticas Públicas - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Jornalismo - Comunicação | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Publicidade e Propaganda - Comunicação | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Recursos Humanos | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Relações Públicas - Comunicação | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Transporte e Trânsito | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Arquiteto e Urbanista | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Biólogo | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Engenheiro Civil | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Engenheiro Elétrico | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Tecnologia da Informação e Comunicação |
Q1787186 Português

Leia o texto de Ruy Castro para responder à questão.


Beijos proibidos 


    Manier Sael, um imigrante haitiano em São Paulo, por meio de tocante entrevista ao jornal, contou que, ao chegar ao Brasil, e ao começar a namorar a brasileira que se tornaria sua mulher e mãe de sua filha, disse-lhe que tinha um desejo: beijá-la em público, na rua. “No Haiti, isso não existe”, ele explicou. “É uma coisa que eu nunca tinha visto na vida real, só na televisão. Ela falou que tudo bem. Como eu me senti nessa hora [ao beijá-la]? Me senti brasileiro”.
    É interessante como, às vezes, precisamos de que alguém de fora venha nos revelar quem somos ou como somos. Haverá coisa mais corriqueira no Brasil do que beijar em público? Pelo menos, é o que pensamos e – considerando quantas vezes fizemos isso sem o menor problema – será preciso um exercício intelectual para nos lembrar de que pode ter havido exceções à regra.
    Duas cidades do interior de São Paulo já tiveram juízes que proibiram beijos em praça pública. E isso não foi no século 19, mas nos anos loucos de 1980 e 1981. Até a proibição ser revogada por ridícula, vários casais foram parar na cadeia.
    Um dos restaurantes mais antigos do Rio, a Adega Flor de Coimbra, até hoje ostenta na parede um quadro dos velhos tempos: “Proibido beijos ousados”. O quadro continua lá pelo folclore, claro – mesmo porque, tendo pedido sua farta e deliciosa feijoada à Souza Pinto, quem pensará em dar beijos, mesmo ousados?
    E uma querida senhora que conheci, ao ver um casal se beijando na novela da TV, deu um profundo suspiro e, do alto de seus 90 anos, exclamou, talvez sem se dar conta de que todos na sala podiam escutá-la: “Eu nunca fui beijada!”. Ali, naquele momento, todos nos conscientizamos da nossa tremenda fragilidade.

(www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/10/beijos-proibidos.shtml
Publicado em 28.10.2019. Adaptado)

Houve duas cidades no país que proibiram, ____________em meio aos anos loucos de 1980 e 1981, beijos em praça pública; ____________, ____________ ficou evidente o absurdo dessa imposição, a proibição foi revogada.
Para que a frase mantenha o sentido original do texto, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por
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Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Ilhabela - SP Provas: VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Administração de Empresas - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Engenheiro Sanitarista | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Especialista Ambiental | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Farmacêutico | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Administração Pública - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Biblioteconomia - Documental | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Arquivologia - Documental | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Ciências Sociais - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Direito - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Economia - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Estatística - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Gestão de Políticas Públicas - Gestão Pública | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Jornalismo - Comunicação | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Publicidade e Propaganda - Comunicação | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Recursos Humanos | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Relações Públicas - Comunicação | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Transporte e Trânsito | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Arquiteto e Urbanista | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Biólogo | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Engenheiro Civil | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Engenheiro Elétrico | VUNESP - 2020 - Prefeitura de Ilhabela - SP - Analista - Tecnologia da Informação e Comunicação |
Q1787180 Português

Leia o texto de Luis Fernando Verissimo para responder à questão.


2020


    E lá fomos nós para o ano vinte-vinte, na esperança de que a repetição dos números significasse alguma coisa...
    Vivemos sempre com a expectativa que uma anomalia ou qualquer ruptura com o normal – como um ano com números reincidentes – seja um sinal. E há pessoas que procuram nos astros esse sinal de que algo guia seus passos e orienta sua vida.
    Quando comecei a trabalhar na imprensa, há 200 anos, fazia de tudo na redação, depois de passar o dia no meu outro emprego de redator de publicidade. Um dia me pediram para fazer o horóscopo, já que o astrólogo profissional insistia em ganhar um aumento, uma reivindicação irrealista, dadas as condições do jornal. Como eu já fazia de tudo na redação, comecei a fazer o horóscopo também. Todos os dias inventava o destino das pessoas e distribuía as previsões e os conselhos pelos 12 signos do zodíaco.
    O horóscopo era a última coisa que eu fazia no jornal antes de ir me encontrar com a Lucia e, se tivéssemos sorte, ir a um cinema, de modo que meu horóscopo era sempre feito às pressas, e com a escassa energia que sobrava depois de um dia fazendo de tudo. E então bolei uma solução genial para liquidar o horóscopo em pouco tempo e ir embora. Como era óbvio que as pessoas só querem saber o texto do seu próprio signo, comecei a fazer um rodízio: mudava os textos de signo e de lugar. O que um dia era o texto para libra no dia seguinte era para sagitário, etc. Ninguém iria notar a trapaça sideral, os deuses me perdoariam.
    Não demorou para que o editor do jornal me chamasse. Tinha muita gente reclamando do horóscopo. O que eu pensava que era óbvio não era. Minha pseudoesperteza tinha sido descoberta, aparentemente todo o mundo lê todo o horóscopo todos os dias. Minha breve carreira de astrólogo terminou ali. Mas eu só queria dizer que, mesmo quando era eu que escrevia os textos, nunca deixava de ler o que libra reservava para meu futuro. Fazer o quê? Precisamos de uma direção na vida, venha ela de onde vier. 

(O Estado de São Paulo, 05.01.2020. Adaptado) 

No quarto parágrafo, em – Como era óbvio que as pessoas só querem saber o texto do seu próprio signo, comecei a fazer um rodízio: mudava os textos de signo e de lugar. –, os dois-pontos introduzem uma
Alternativas
Q1781729 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Maria Firmina dos Reis, a abolicionista negra que se tornou a primeira romancista do Brasil 


(Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/11/politica/1570793304_499201.htm
– texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre elementos de coesão no texto.
Alternativas
Q1772991 Português

O livro didático como professor


    A ideia de substituir os livros didáticos escolares por material retirado diretamente da internet suscitou reações variadas. Editores de livros escolares e livrarias veem no projeto uma ameaça mortal para uma indústria que dá trabalho a milhares de pessoas. Por mais solidário que me sinta em relação a editores e livrarias, é possível dizer que, pelas mesmas razões, muitas outras classes de trabalhadores poderiam protestar. Se a história avançar inelutavelmente nessa direção, esta força de trabalho teria de reciclar-se de alguma forma.

    Outra objeção é que a iniciativa prevê um computador para cada aluno e é duvidoso que o Estado possa arcar com essa despesa, e, se os pais tivessem que arcar com ela, gastariam mais do que gastam com livros didáticos. Por outro lado, se cada turma tivesse somente um computador para todos, cairia o aspecto de pesquisa pessoal que poderia constituir o fascínio dessa solução.

    Mas o problema é outro. É que a internet não se destina a substituir os livros, mas é apenas um formidável complemento a eles e um incentivo para ler mais. O livro continua a ser o instrumento príncipe da transmissão e disponibilidade do saber e os textos escolares representam a primeira e insubstituível ocasião de educar as crianças ao uso do livro. Além disso, a internet oferece um repertório fantástico de informações, mas não os meios para selecioná-las, e a educação não consiste apenas em transmitir informações, mas também em ensinar critérios de seleção.

    Esta é a função do professor, mas é também a função do texto escolar, que oferece exatamente um exemplo de seleção realizada no grande mar de toda informação possível. Se as crianças não aprendem isso, ou seja, que cultura não é acúmulo, mas seleção e discriminação, não há educação, apenas desordem mental.

(Humberto Eco. Pape Satàn Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida.

Rio de Janeiro: Record, 2017. Adaptado)

Na articulação das informações do texto, o termo destacado na frase do 1º parágrafo – Se a história avançar inelutavelmente nessa direção... – estabelece relação com sentido de
Alternativas
Q1772522 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Limpando nosso caminho
    Limpar é uma atitude que traz consequências saudáveis – ainda que tenha gente que precise de uma bagunça em volta, de crostas no chão e na alma, de se perder em meio a embalagens de comida, toalhas sujas e outras tranqueiras.
   A casa de todos nós é cheia de toxinas. Objetos e roupas que não usamos mais, coisas quebradas ou lascadas, plantas mortas, papelada sem sentido, jornais e revistas antigos, remédios vencidos, meias furadas, eletrodomésticos estragados. Guardá-los é uma ilusão de que trarão de volta a época em que serviram para alguma coisa. Uma resistência à passagem do tempo. Resistência ineficaz, lógico. Está mais do que na hora de dizer: xô, tranqueiras!
   É uma terapia rápida e de baixo custo: desapegar-se das tralhas a fim de aliviar a rotina. Abrindo espaço, podemos nos sentir mais leves e tudo em volta clareia, inclusive as ideias. Até a saúde melhora.
   Existem fios invisíveis que nos ligam a tudo aquilo que possuímos. Está explicado: como não se sentir deprimido num ambiente cheio de entulho? Como não acordar cansado estando interligado a uma tonelada de peso inútil? Vale para o que é material e, é claro, para o coração, aquele pequeno músculo que bate dentro do peito e que não merece hospedar tanto sentimento que não serve para nada, a não ser para obstruir as artérias. Seria tão bom não sentir tanta mágoa, tanto rancor, tanto ressentimento. É difícil, mas é preciso começarmos o quanto antes a limpar nosso caminho, para que a vida possa fluir com mais leveza e saúde.
(Martha Medeiros. Quem diria que viver ia dar nisso.
9ed. Porto Alegre: L&PM, 2019. Adaptado)
No trecho do último parágrafo – É difícil, mas é preciso começarmos o quanto antes a limpar nosso caminho, para que a vida possa fluir com mais leveza e saúde. – as palavras destacadas estabelecem, respectivamente, sentidos de
Alternativas
Respostas
1981: C
1982: D
1983: B
1984: A
1985: E
1986: A
1987: D
1988: A
1989: C
1990: B
1991: B
1992: A
1993: E
1994: B
1995: B
1996: A
1997: A
1998: C
1999: A
2000: E