Questões de Concurso Comentadas sobre uso dos conectivos em português

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Q1153345 Português

Ansiedade pode ser agravada com a chegada do fim do ano

Camila Tuchlinski


      Quando a folha do calendário virou para novembro, bateu o desespero. Não é raro ficarmos mais ansiosos nessa época do ano. Alguns estabelecimentos comerciais já começam a colocar os enfeites natalinos, os supermercados já vendem panetone e a família já começa a se organizar para saber como serão realizados os festejos da virada de ano.

      Alguns sentimentos como angústia, desânimo e frustração podem surgir nesse período. Mas por que isso ocorre?

      A psicóloga Marcia Tabone responde: “A sensação de ansiedade aumenta conforme o estresse gerado por fatores associados a cobranças externas e internas. No trabalho, o medo ou insegurança em conseguir cumprir metas exigidas, o trabalho que deve ser concluído antes das festas e das férias. No plano emocional/afetivo, frustração ou carência não preenchidas durante o ano. Na dimensão existencial, objetivos de vida não alcançados que não puderam se cumprir”, explica.

      O neuropsicólogo Fábio Roesler lembra que o aumento da ansiedade pode ser sazonal. “Assim como em alguns países temos, durante o inverno longo, o que chamamos de depressão sazonal, em outros, como aqui no Brasil, temos um aumento da ansiedade na época final do ano. O cansaço, o sentimento de não ter completado todos os planos pensados no começo do ano, aspectos financeiros e outros fatores individuais são os motivos mais comuns”, afirma.

      No nosso cérebro, uma série de atividades começa a ocorrer também com a proximidade do Natal e do réveillon, como explica o especialista: “As áreas do cérebro responsáveis pelo aumento da ansiedade são, a princípio, a amídala, que seleciona e designa o tipo inicial de temor e sua amplitude, o hipotálamo e a hipófise funcionam de forma a controlar os hormônios que atuam no corpo acionando os sintomas somáticos tais como tremores, aumento da frequência cardíaca, dilatação da pupila e respiração suspirosa”. No começo do ano, nossos pensamentos estão repletos de expectativas pelos meses que virão. Listas de metas são comuns: conquistar uma vida mais saudável, praticar exercícios físicos, mudar de emprego ou começar novos cursos.  

      No entanto, as cobranças do cotidiano podem fazer com que o indivíduo não perceba uma eventual mudança de objetivos no meio do caminho e tenha a sensação de que o tempo passou tão rápido que não foi capaz de realizar tudo o que queria.

      Por que nos sentimos frustrados no fim do ano?

      Será que nos cobramos demais e colocamos metas pouco factíveis todo o início de um ano novo? O neuropsicólogo Fábio Roesler tem outra percepção. “O mais comum, na verdade, é a impressão pessoal do paciente que lhe diz o quão pouco ele fez, durante o ano, por si e por suas metas. Ou seja: ‘Até onde me impliquei naquilo que eu desejava?’.

      Algumas dicas podem ser úteis para quem se sente assim com a proximidade do fim de um ano. “Refletir sobre o que é realmente essencial para a tranquilidade e a paz consigo mesmo e com o próximo. Desapegar dos valores consumistas, ver que um ano termina e outro se inicia, viver o fluir da vida”, na opinião da psicóloga Márcia Tabone.

      “Uma reflexão possível para aplacar um pouco da ansiedade é pensar que, ainda que simbolicamente, o final do ano representa um final de ciclo, talvez com um toque de incompletude e irrealização. O começo de outro ano abre uma chave nova, na qual pode ser possível relacionar-se consigo mesmo e com o mundo, de modo mais pessoal, autorizando-se a não ser no mundo só a expectativa que os outros têm sobre você”, conclui o neuropsicólogo Fábio Roesler.

Adaptado de https://emais.estadao.com.br/noticias/comportament o,ansiedade-pode-ser-agravada-com-a-chegada-do-fim-do-ano,70003081631 

Analise: “a família já começa a se organizar” e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1153185 Português
Leia o texto e responda:



CUIDADO COM QUE COMPRA!

    
           Para os moldes atuais, Magdalena Schöttlin não tinha feito nada de errado, na realidade. Mas em uma vila alemã de 1708, seu comportamento era ultrajante. A esposa de 34 anos de um tecelão vivia usando um “lenço exagerado no pescoço que não condizia com sua condição de vida, sendo um flagrante de violação das ordens do governo sobre vestuário”.
     Os censores locais, responsáveis por fazerse cumprir as leis, já haviam alertado Magdalena duas vezes. Então o pastor dirigiu um sermão de domingo castigando a elegância da alfaiataria, se referindo especialmente ao lenço de Magdalena. Finalmente, os censores convocaram a pobre mulher diante de todo o conselho da igreja e ordenaram que ela se explicasse.     
       Quando ela protestou contra a proibição de seu acessório, alegando que havia sido presenteada com o objeto e que outras pessoas também usavam adornos parecidos, a paciência dos censores acabou. Magdalena foi ordenada a parar de usar seu lenço “ostentação” para sempre. Ela também foi sentenciada a pagar 11 Kreuzer quase o equivalente a quatro dias de trabalho.                     Magdalena é apenas uma entre milhares de moradoras das quais as práticas de consumo foram reconstruídas pelo time de historiadores econômicos da Universidade de Cambridge. As mudanças nos hábitos de consumo são interessantes não só por suas próprias finalidades, mas também porque podem ter efeitos muito mais amplos.



Revista BBCHistory Brasil, ANO 2 –Nº 8,2015

Para que a oração que inicia o período acima seja caracterizada pela circunstância de concessão, a lacuna somente poderá ser preenchida por:


“_______________ o direito de viver livre da fumaça alheia seja garantido por lei, psicólogos e especialistas no combate ao fumo afirmam que os incomodados estão certos ao substituir um confronto direto pela intervenção de um mediador.”


Para que a oração que inicia o período acima seja caracterizada pela circunstância de concessão, a lacuna somente poderá ser preenchida por:

Alternativas
Q1153182 Português
Leia o texto e responda:



CUIDADO COM QUE COMPRA!

    
           Para os moldes atuais, Magdalena Schöttlin não tinha feito nada de errado, na realidade. Mas em uma vila alemã de 1708, seu comportamento era ultrajante. A esposa de 34 anos de um tecelão vivia usando um “lenço exagerado no pescoço que não condizia com sua condição de vida, sendo um flagrante de violação das ordens do governo sobre vestuário”.
     Os censores locais, responsáveis por fazerse cumprir as leis, já haviam alertado Magdalena duas vezes. Então o pastor dirigiu um sermão de domingo castigando a elegância da alfaiataria, se referindo especialmente ao lenço de Magdalena. Finalmente, os censores convocaram a pobre mulher diante de todo o conselho da igreja e ordenaram que ela se explicasse.     
       Quando ela protestou contra a proibição de seu acessório, alegando que havia sido presenteada com o objeto e que outras pessoas também usavam adornos parecidos, a paciência dos censores acabou. Magdalena foi ordenada a parar de usar seu lenço “ostentação” para sempre. Ela também foi sentenciada a pagar 11 Kreuzer quase o equivalente a quatro dias de trabalho.                     Magdalena é apenas uma entre milhares de moradoras das quais as práticas de consumo foram reconstruídas pelo time de historiadores econômicos da Universidade de Cambridge. As mudanças nos hábitos de consumo são interessantes não só por suas próprias finalidades, mas também porque podem ter efeitos muito mais amplos.



Revista BBCHistory Brasil, ANO 2 –Nº 8,2015
Assinale a alternativa em que as relações semânticas estabelecidas pelos conectivos em destaque está CORRETA:

I. Como a chuva estava muito forte, não foi possível continuar o show.
II. Eu não consegui apresentar o trabalho porque estava muito nervosa!
III. Os manifestantes terão suas reivindicações atendidas, exceto se usarem de violência.
IV. Estava doente, mas foi trabalhar.
V. Os brasileiros são tão trabalhadores quanto os norte-americanos.
Alternativas
Q1151928 Português

O mundo daqui a uma década


      Em dez anos, olharemos para trás e morreremos de vergonha do festival de selfies, das fotos dos pratos de comida, da postura perfeita na ioga, do exibicionismo sem fim, da ostentação sem limite que desfilamos nas redes sociais.

      Reclamamos que o Facebook entrega de bandeja nossos dados, mas todos os dias servimos sem parcimônia, depois de uma mãozinha de verniz, claro, uma versão melhorada do que somos.

      A superexposição transformou pessoas sem talentos em celebridades. Vivemos numa época em que somos o que postamos, não o que fazemos. Nossa individualidade virou produto para consumo externo.

      Mas essa onda já começa a dar sinais de decadência. Por que passamos tanto tempo vivendo experiências que não são nossas ou escancarando nossas vidas à espera de likes?

      A empresa de tendências Box1824 detectou um novo comportamento entre jovens de 18 e 24 anos, o de deixar as redes sociais ou decretar uma grande mudança em como elas funcionam.

      Contas fechadas, poucos amigos, posts efêmeros e o fim da busca pelo feed perfeito. É a geração Exit (saída), que vai abrir mão de ser seguida para viver a liberdade de ser anônima. Privacidade será o novo cool*. Tomara que essa moda pegue.

(Mariliz Pereira Jorge. https://bit.ly/2ZajulS. Adaptado)

* atitude que será considerada a melhor, a mais avançada, a ideal.

Considere a frase reescrita com base nas ideias do texto.


Nossa individualidade virou produto de consumo externo, ________ essa atitude está perdendo espaço, ________ a nova geração, chamada Exit, valoriza a liberdade advinda do anonimato, _______ privacidade será a nova onda.


Para que a frase esteja em conformidade com a norma-padrão e preserve o sentido do texto, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:

Alternativas
Q1151675 Português

Leia a tira, para responder à questão.


(Bill Watterson. Disponível em:<luisasandes.wordpress.com>. Acesso em 18.10.2019)

A relação de sentido estabelecida pelos termos destacados na passagem do 2° quadrinho – Se os ignorantes é que são felizes, então esta aula é uma tentativa deliberada de sua parte de privar-me da felicidade... – é de
Alternativas
Q1150412 Português

LEIA O TEXTO PARA RESPONDER À QUESTÃO.


Rosely Sayão: “Educar é apresentar a vida e não dizer como viver” 


   Educar não é fácil, muito menos nos tempos atuais. A sociedade tem passado por muitas transformações, e os pais se veem, tantas vezes, completamente perdidos. É o que evidencia a psicóloga Rosely Sayão em seu recém-lançado livro Educação sem blá-blá-blá ( Ed. Três Estrelas, 2016).

   Mas porque os pais e professores estão tão perdidos? Para começar, diz a especialista, complicamos o que é muito simples e simplificamos o que tem grande complexidade. E, para completar, somos muito egoístas. “Não queremos que elas [as crianças] sofram, como se fosse possível evitar que isso ocorra, não queremos sofrer com a dor delas, não queremos que elas vivenciem frustrações, não queremos que sejam excluídas de grupos sociais. Para nós, o que conta são esses nossos sentimentos, mesmo que, para elas, passar por todas essas experiências “negativas” seja algo muito benéfico”, explica na introdução da obra.

   Em conversa com Carta Educação, Rosely falou sobre os principais temas abordados no livro como a relação entre família e escola, a dificuldade dos pais de dizer “não”, como apresentar a tecnologia às crianças, entre outros assuntos essenciais para um convívio familiar e escolar mais saudável. Carta Educação: O mundo tem passado por muitas transformações em um espaço de tempo relativamente pequeno. A educação vem acompanhando essas mudanças? Quais são os ensinamentos de nossos avós, pais ainda pertinentes e quais aqueles que precisam ser revisados?

Rosely Sayão: Os ensinamentos que precisamos manter são aqueles gerais, relacionados aos princípios e valores. Independentemente das mudanças que ocorreram no mundo, do estilo de vida que as crianças e jovens levam hoje, é preciso ensiná-los a ser honesto, ético, justo, respeitar o outro. O que muda é a maneira de ensinar: acho que hoje a mediação funciona bem. Então usar um filme para discutir uma determinada situação ou uma notícia que está tendo repercussão nas mídias pode ser um ponto de partida para conversar sobre os temas. Antes os pais só mandavam, era “ faça isso, não faça aquilo, isso pode aquilo não”. Hoje, dever haver a conversa junto com a atitude. Não é só conversa também, são os dois juntos.

CE: No seu livre, a senhora fala em crise da autoridade dos pais e com isso tem dificultado a relação deles com os filhos. Poderia explicar melhor?

RS: A crise da autoridade começou faz tempo, mas estamos vendo os efeitos disso na educação só agora. E não é só a autoridade dos pais que está sendo contestada, é geral. Se analisarmos o nosso panorama político nas últimas décadas, percebemos que nem as autoridades políticas são respeitadas mais. Em relação aos pais, dizer não para o filho é apresentar a vida como ela é e essa é a dificuldade dos pais, pois eles querem criar um mudo perfeito para seus filhos, só que esse mundo não existe. Mas educar é isso: apresentar a vida e não dizer como viver

CE: Porque é tão difícil dizer “não”?

RS: Muitos pais me perguntam isso, como dizer “não” ao filho, e eu viro e respondo: “Olha para ele e diz não”. A verdade é que os pais não querem bancar o que vem depois do não. A birra, o choro, a revolta. Mas tem que bancar, pois é função dos pais fazer com que a criança faça aquilo que é bom para ela. Porque ela não sabe, a criança só sabe o que ela gosta e não gosta.

CE: Muitos pais têm sobrecarregado seus filhos com atividades extraclasse na ânsia de moldá-los dentro do currículo perfeito desde muito cedo. Como a senhora enxerga essa tendência?

RS: O individualismo e a competição estão no seu auge em paralelo com o poder de consumo. Há uma geração educada dessa maneira e percebe-se que isso não está ajudando a melhorar o mundo, pelo contrário. Então está na hora de a gente repensar isso tudo. Se o mundo ensina a gente a ser competitivo, a gente tem que dar uma vacina para nosso filho, isto é, ensinar a ser cooperativo. O mundo ensina que é importante consumir, tenho que dar uma vacina e mostrar que se pode consumir de maneira crítica. Isso que é importante e não ensinar mais do mesmo. Se o mundo já ensina isso, a gente não precisa ensinar de novo.


PAIVA, Thais. Rosely Sayão: “Educar é apresentar a vida e não dizer como viver”. Carta Capital, 2018 [adaptado]. Disponível em: http:/www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/Rosely-sayao-educar-e-aresentar-a-vida-e-não-dizer-como-viver/. Acesso em: 24 fev. 2019.

Há correspondência entre o operador discursivo destacado e a explicação de sua função em:
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Q1144533 Português

Leia a charge para responder à questão

(Bob Thaves. Frank & Ernest. O Estado de S.Paulo, 02.07.2019. https://cultura.estadao.com.br. Adaptado)

No trecho – … quanto mais avançamos, mais rápido parece. –, a expressão destacada estabelece relação de proporcionalidade e pode ser substituída por
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Q1143081 Português

                          Os três pássaros do Rei Herodes


      Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.

      Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:

      - Para onde vais, Maria?

      - Fugimos da maldade do rei Herodes – respondeu ela. Mas como naquele momento se ouvisse o tropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou assustado.

      Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.

      Finalmente, encontrou-se com uma cotovia que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.

      Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos. Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.

      Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia. Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?

      - Vi sim – respondeu o pequenino pássaro. Foram por ali.

      E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus malvados perseguidores.

      Deus castigou o pombo e a codorniz.

       O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.

      A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador inexperiente.

      E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.

[...] que se tornou presa fácil para qualquer caçador inexperiente, encerra uma circunstância de
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Q1143078 Português

                          Os três pássaros do Rei Herodes


      Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.

      Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:

      - Para onde vais, Maria?

      - Fugimos da maldade do rei Herodes – respondeu ela. Mas como naquele momento se ouvisse o tropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou assustado.

      Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.

      Finalmente, encontrou-se com uma cotovia que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.

      Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos. Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.

      Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia. Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?

      - Vi sim – respondeu o pequenino pássaro. Foram por ali.

      E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus malvados perseguidores.

      Deus castigou o pombo e a codorniz.

       O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.

      A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador inexperiente.

      E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.

Em [...] assim que soube do perigo... a circunstância é de
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Q1141389 Português

      Produção e Consumo Sustentáveis


       Produção e consumo sustentáveis é uma abordagem holística aplicada para minimizar os impactos ambientais negativos dos sistemas de produção e de consumo, ao mesmo tempo em que promove melhor qualidade de vida para todos; estimula a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos e insumos; e fomenta a geração de trabalhos decentes e o comércio justo. Ademais, contribui para a conservação dos recursos naturais e dos ecossistemas, dissociando crescimento econômico da degradação ambiental.

       A agenda PCS constitui um novo paradigma para a gestão ambiental. Ela vai além dos tradicionais mecanismos de comando e controle, pois sua abordagem e internalização requerem um novo olhar sobre o modelo de desenvolvimento. Um modelo no qual todos os atores – governos, empresas, instituições, sociedade – têm responsabilidades e papéis a cumprir se desejarmos um País onde todos tenham direito a uma melhor qualidade de vida, sem comprometer nosso meio ambiente e nosso futuro, e o das gerações que virão.

         Com esse propósito, o Departamento de Desenvolvimento, Produção e Consumo Sustentáveis (DPCS) tem como principal competência fomentar no País práticas de produção e de consumo sustentáveis (PCS) com vistas à promoção de um desenvolvimento socialmente mais justo, ambientalmente mais responsável e economicamente mais equilibrado.

       O DPCS atua na implementação do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) desde 2010, e na disseminação e apoio à implementação da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, com vistas ao alcance das metas estabelecidas em 2015, sobretudo do ODS 12, de assegurar os padrões de produção e consumo sustentáveis.

     Buscamos, por meio da articulação institucional e com o apoio do Comitê Gestor de

    Produção e Consumo sustentáveis, e dos parceiros, a promoção de sinergias entre políticas, ações e programas voltados a produção e consumo sustentáveis, visando a implementar e fortalecer ações em PCS, e o cumprimento das metas e compromissos assumidos no contexto das convenções e acordos internacionais. Padrões mais sustentáveis de produção e de consumo são o caminho mais seguro e justo para combater as mudanças climáticas, conservar e usar sustentavelmente os recursos hídricos, a biodiversidade, as florestas, todos os recursos. Para alcançarmos esses objetivos, acreditamos na cooperação, no intercâmbio de experiências e de boas práticas, e no trabalho conjunto.


(Disponível em: <http://www.mma.gov.br/responsabilidadesocioambiental/producao-e-consumo-sustentavel> Acessado em 22 de fev. de 2019)

A palavra destacada em: “ADEMAIS, contribui para a conservação dos recursos naturais e dos ecossistemas, dissociando crescimento econômico da degradação ambiental.” traduz uma relação semântica de:
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Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de São Bento do Sul - SC Provas: INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Administrador | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Farmacêutico | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Farmacêutico Bioquímico | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Engenheiro Civil | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Biólogo | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Engenheiro Cartográfico | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Contador | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Engenheiro Agrônomo | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Advogado | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Arquiteto e Urbanista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Bioquímico | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Psicopedagogo | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Odontólogo | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Odontólogo - ESF | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Fonoaudiólogo | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Fisioterapeuta | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Odontólogo Endodentista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Nutricionista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Fiscal Ambiental |
Q1141092 Português
Ser de casa

Yuri Al'Hanati

     O processo de mudar de cidade se completa quando a urgência de visitar um lugar novo que abriu se impõe sobre o desejo de aclimatação. Até então o que há é um estranhamento cotidiano que pede reconhecimento para se desestranhar. Caminhar por um bairro novo ao qual de repente se precisa ir – para uma consulta médica ou outra frivolidade qualquer – é uma novidade ao qual o migrante está acostumado. O oximoro parece inadequado, mas o migrante o reconhece. Ter, a cada dia na nova urbe, algo diferente a se explorar é um fato que descamba para a banalidade antes que se perceba. Ainda assim, continua-se um explorador da própria terra, na esperança de que possa chamá-la de própria terra o quanto antes.
     Alguém que se mude para uma cidade nova precisará, necessariamente e em primeiro lugar, encontrar âncoras em ruas desconhecidas. Lugares de conveniência e refúgio da estranheza, úteis tanto para fixar a geografia quanto para não ser soterrado pela indiferença do espaço. Um bar, um banco, um mercado, uma farmácia, alguns comércios benfazejos à manutenção da rotina, por mais aquebrantada que se encontre, enfim. Em tais âncoras a vida nativa começa a se desenvolver, em seu gérmen, no interior do migrante. É lá em que ele descobre idiossincrasias locais, estabelece relações comerciais duradouras, esboça suas primeiras conversas fiadas e registra, para os locais, sua estrangeirice. Afixa sua biografia parcial para o improvisado parceiro de cerveja, confessa suas necessidades aos atendentes da farmácia, passa itens domésticos básicos pelos caixas do mercado, enfim, diz ao mundo sobre de onde veio e para onde vai. Arruma alguns amigos, experimenta os mesmos caminhos em direção às mesmas instituições e enfim, sente-se aclimatado. Ainda não.
     É quando, portanto, parte para a situação descrita no começo do texto que a operação o acomete. Agora não é mais a cidade que o examina, partícula invasora da mesmice, mas o contrário. A novidade deixa de ser um enfrentamento diário e passa a ser um acontecimento a ser celebrado, um fenômeno buscado voluntariamente por quem já superou a repetição das gentes, a rigidez do mapa e agora precisa de mais. Tem tempo de urbe o suficiente, inclusive, para experimentar um lugar novo como uma novidade de fato, e não apenas como mais um dos tantos ainda não visitados. Vivencia o novo de forma coletiva, junto aos nativos e, ao examinar em vez de ser examinado, se torna, ele também, um nativo. Ao fim, eis o que o torna uno com o todo: o tédio que exige notícia, a avaliação que o torna parte do conclave tácito de cidadãos.

Disponível em: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/serde-casa/>. Acesso em: 16 jul. 2019. 
A palavra em destaque no trecho “Arruma alguns amigos, experimenta os mesmos caminhos em direção às mesmas instituições e enfim, sente-se aclimatado.” configura uma circunstância de
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Q1140439 Português

Leia a tira, para responder à questão.



As expressões “direcionado aos” e “Até porque” podem ser substituídas, de acordo com a norma-padrão e com sentido compatível com o da tira, respectivamente, por:
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Q1139723 Português
Leia o texto para responder à questão.


     Em primeiro lugar, a Educação trata de conhecimento, mas é preciso fazer a pergunta: o que significa conhecer? Porque conhecer pode ser uma armadilha, que guarda ilusões, equívocos, erros. Devemos ensinar aos jovens todas as dificuldades do conhecimento, todas as possibilidades de erro. Por exemplo, uma percepção visual não é uma fotografia, é uma reconstrução com os olhos. As pessoas que estão longe de mim parecem pequenas aos meus olhos, mas na minha mente estão normais, ou seja, todo conhecimento é uma tradução e uma reconstrução. E, em cada tradução, há possibilidade de erro. É muito importante ensinar a enfrentar o erro.
       O segundo problema da Educação é a compreensão humana. Não se ensina a compreender o outro. Quando falo do outro, não falo de estrangeiros, de pessoas que falam outra língua ou que são de outro país. Falo de quem está ao seu lado. É muito importante para a vida compreender esse outro. Então, tem a questão da crise. A crise é um momento de muito mais incertezas que em tempos normais. Há angústias e dificuldades. Na Educação, em tempos ditos normais, ensinam-se certezas, e não incertezas. Por exemplo, quando a França era um país ocupado pelos alemães, havia uma situação de incerteza, e era preciso encontrar possibilidades de enfrentar isso. Resistir à incerteza é importante.

(Edgar Morin, Qual é o papel da Educação hoje?
Depoimento para Audrey Furlaneto, 07.06.2019 – O Globo. Adaptado)

Leia as frases a seguir:


•  … a Educação trata de conhecimento, mas é preciso fazer a pergunta: o que significa conhecer?

•  Porque conhecer pode ser uma armadilha, que guarda ilusões, equívocos, erros.

•  As pessoas que estão longe de mim parecem pequenas aos meus olhos, mas na minha mente estão normais…

•  …, ou seja, todo conhecimento é uma tradução e uma reconstrução.


Os termos em destaque estabelecem, respectivamente, as seguintes relações de sentido com os demais elementos:

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Q1139673 Português
Benefícios da “AMIGOTERAPIA”: cura
depressão, alivia ansiedade e boicota a
solidão e muito mais


       A amizade é um bálsamo para a alma. Ao lado de um amigo, o peso da nossa existência fica atenuado e a alegria tende a brotar mais facilmente. Quando a nossa mente e as nossas emoções nos parecem desconexas, a “amigoterapira” pode nos mostrar o caminho.
      Não raro, nesses dias de aflição e de muita pressa, sentimos falta de um amigo. Alguém que esteja disposto a ouvir a nossa alma, a decifrar o nosso semblante, a nos dar aquele “tapa com luva de pelica” necessário ou aquela palavra de ânimo providencial. É por isso que, em casos de alma adoecida, sem embargo das demais terapias, uma amizade tem poder curador.
      Um amigo é alguém disposto a nos mostrar a verdadeira face do nosso espírito, despindo-nos de nossas máscaras, de nossas falsas certezas sobre nós.
      Um amigo é capaz de ouvir sem julgar. De orientar sem querer impor a sua vontade ou verdade. Um amigo é capaz de nos fazer rir de nós mesmos. Está apto a refazer o nosso projeto de vida, a reler o nosso passado, a reavaliar o presente.
       Um amigo é capaz de guardar as suas angústias no bolso, quando percebe que a sua dor requer um curativo mais emergencial.
      Um amigo não é aquele que está ao seu lado quando você cai, tão somente. Mas, aquele que também estará na primeira fila quando você triunfar. Um amigo o afastará da solidão. Será uma ponte a levá-lo, juntamente com outros cuidados necessários, para longe da depressão. Ele fará menor a sua ansiedade e atenuará os seus medos da solidão.
       A “amigoterapia” é o exercício da amizade verdadeira e pura e só pode ser realizada quando dois corações alados se encontram e um coração serve ao outro, sem nada exigir, mas ciente de que também será servido depois.


Adaptado de: <https://www.revistapazes.com/beneficios-da-amigoterapia-cura-depressao-alivia-ansiedade-e-boicota-a-solidao-e-muito-mais/>.
Acesso em: 18 out. 2019. 
Assinale a frase em que a expressão destacada tenha a mesma função e o mesmo sentido que a palavra em destaque no excerto “[...] um coração serve ao outro, sem nada exigir, mas ciente de que também será servido depois.”.
Alternativas
Q1139592 Português

Depois que as legiões romanas conquistavam um território, ele recebia o nome de “província”. Para essa província eram enviados muitos cidadãos romanos: pequenos funcionários públicos, soldados, agricultores, comerciantes, artesãos... enfim, gente do povo que ia colonizar as novas terras conquistadas para o Império. Ora, essa gente do povo não falava o latim clássico, o latim dos grandes oradores, dos poetas e dos filósofos. Falava, sim, um latim simplificado, com regras mais flexíveis, mais práticas que as do latim clássico. Esse latim do povo recebeu o nome de “latim vulgar”. Foi esse latim vulgar que os habitantes originais das províncias conquistadas aprenderam, pois seu contato era muito maior com os romanos simples do que com as camadas sociais mais altas do Império. E foi desse latim vulgar que surgiram, com o passar do tempo, todas as línguas “românicas”, entre as quais o português.

(Adaptado de: BAGNO, Marcos. A língua de Eulália: novela sociolinguística. 12a ed. São Paulo, Contexto, 2003, p. 41) 

... pois seu contato era muito maior com os romanos simples do que com as camadas sociais mais altas do Império.


Mantém-se o sentido do trecho acima substituindo-se o termo sublinhado por:

Alternativas
Q1139575 Português

      Uma águia perseguia uma lebre que estava longe de qualquer proteção. Mas, assim que a lebre avistou um escaravelho, o único protetor que a ocasião lhe oferecia, foi até ele e suplicou ajuda. O escaravelho a amparou e, quando viu a águia se aproximando, pôs-se a pedir-lhe que não levasse embora sua protegida. A águia, porém, esnobou a pequenez do escaravelho e devorou a lebre diante dele. Ressentido, o escaravelho passou a espreitar os ninhos da águia e, cada vez que ela punha ovos, subia lá no alto e os fazia rolar e quebrar, até que a águia, encurralada, buscou refúgio junto de Zeus, que a tem como sua ave sagrada, e pediu-lhe que arrumasse um lugar seguro para a ninhada. Zeus lhe deu permissão para botar os ovos no colo dele. Ao ver isso, o escaravelho fez uma pelota de esterco, voou até alcançar o colo de Zeus e soltou-a lá. Foi aí que Zeus se levantou para sacudir o esterco e, sem se dar conta, deixou cair os ovos. Desde então, dizem que, na época em que os escaravelhos aparecem, as águias não fazem o ninho.

(ESOPO. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 42) 

Ao ver isso, o escaravelho fez uma pelota de esterco, voou até alcançar o colo de Zeus e soltou-a lá.


O trecho em negrito pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido, por

Alternativas
Q1139231 Português
Nas frases abaixo, para se alcançar coerência e coesão, foram utilizados operadores linguísticos para se estabelecerem relações. A alternativa cuja conexão foi identificada CORRETAMENTE entre as proposições é:
Alternativas
Q1139060 Português
A temperatura despencou nesta sexta-feira (17/05/2019) em Ibaté, e a mínima chegou aos 13º. Desde a madrugada, o frio predominou e se estendeu pela manhã. Apesar de a temperatura ter aumentado um pouco na hora do almoço, o vento gelado ainda predominava, e a máxima não ultrapassou os 23º.
(http://rotadasnoticias.com.br. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as expressões destacadas indicam, respectivamente, sentido de
Alternativas
Q1138264 Português

Programa detecta 90% de precisão se a autoria de um texto é falsa


      Pense bem antes de considerar colar no seu próximo trabalho escrito. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, combinaram uma grande base de dados com inteligência artificial para criar um sistema que determina se um texto é original ou foi copiado da internet.

     A pesquisa coletou 130 mil redações de estudantes de 10 mil escolas dinamarquesas, e o sistema adivinhou, com 90% de acerto, quais eram falsos. Já existem programas capazes de identificar se um texto foi plagiado de um artigo previamente publicado. Um exemplo é o Lectio, usado nas escolas da Dinamarca. As coisas complicaram quando os alunos começaram a contratar outras pessoas para fazer seus textos, os ghostwriters. A situação é muito expressiva principalmente no último ano do colegial, quando os alunos precisam entregar um trabalho final – como se fosse um TCC do Ensino Médio.

      No caso de a redação ter sido escrita por um ghostwriter, os programas utilizados atualmente não são tão eficientes. A técnica criada pelos cientistas identifica diferenças no estilo de escrita do aluno comparando seus textos anteriores. Alguns aspectos que o programa procura são tamanho das palavras, estrutura das frases e como as palavras são usadas. Um exemplo é a própria palavra “exemplo” — ela pode ser escrita inteira ou usando uma abreviação, como ex.

      Por enquanto, o novo programa, chamado Ghostwriter, ainda está em fase de pesquisa. Os autores do estudo acreditam que em breve ele poderá ser levado para dentro das escolas, mas antes disso é preciso existir um debate ético. O programa não deve ser o único recurso utilizado para identificar a falsidade do texto. Ele pode indicar ou suspeitar da legitimidade do autor, mas quem deve dar a palavra final são seres humanos.

        O Ghostwriter também pode ser útil em outras áreas. Ele pode analisar grandes quantidades de documentos e ajudar a polícia a identificar quais deles são falsificados. Ele também contribui para separar os tweets de usuários verdadeiros daqueles que foram pagos ou feitos por robôs. No Brasil – em que até receita de miojo recebe nota boa no Enem – a tecnologia será muito bem-vinda.


Maria Clara Rossini. Disponível em: https://super.abril.com.br. Acesso em 5/7/2019


No trecho “ele poderá ser levado para dentro das escolas, MAS antes disso é preciso existir um debate ético.”, o termo destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q1138256 Português

Programa detecta 90% de precisão se a autoria de um texto é falsa


      Pense bem antes de considerar colar no seu próximo trabalho escrito. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, combinaram uma grande base de dados com inteligência artificial para criar um sistema que determina se um texto é original ou foi copiado da internet.

     A pesquisa coletou 130 mil redações de estudantes de 10 mil escolas dinamarquesas, e o sistema adivinhou, com 90% de acerto, quais eram falsos. Já existem programas capazes de identificar se um texto foi plagiado de um artigo previamente publicado. Um exemplo é o Lectio, usado nas escolas da Dinamarca. As coisas complicaram quando os alunos começaram a contratar outras pessoas para fazer seus textos, os ghostwriters. A situação é muito expressiva principalmente no último ano do colegial, quando os alunos precisam entregar um trabalho final – como se fosse um TCC do Ensino Médio.

      No caso de a redação ter sido escrita por um ghostwriter, os programas utilizados atualmente não são tão eficientes. A técnica criada pelos cientistas identifica diferenças no estilo de escrita do aluno comparando seus textos anteriores. Alguns aspectos que o programa procura são tamanho das palavras, estrutura das frases e como as palavras são usadas. Um exemplo é a própria palavra “exemplo” — ela pode ser escrita inteira ou usando uma abreviação, como ex.

      Por enquanto, o novo programa, chamado Ghostwriter, ainda está em fase de pesquisa. Os autores do estudo acreditam que em breve ele poderá ser levado para dentro das escolas, mas antes disso é preciso existir um debate ético. O programa não deve ser o único recurso utilizado para identificar a falsidade do texto. Ele pode indicar ou suspeitar da legitimidade do autor, mas quem deve dar a palavra final são seres humanos.

        O Ghostwriter também pode ser útil em outras áreas. Ele pode analisar grandes quantidades de documentos e ajudar a polícia a identificar quais deles são falsificados. Ele também contribui para separar os tweets de usuários verdadeiros daqueles que foram pagos ou feitos por robôs. No Brasil – em que até receita de miojo recebe nota boa no Enem – a tecnologia será muito bem-vinda.


Maria Clara Rossini. Disponível em: https://super.abril.com.br. Acesso em 5/7/2019


A conjunção destacada em: “As coisas complicaram QUANDO os alunos começaram a contratar outras pessoas” expressa ideia de:
Alternativas
Respostas
1461: B
1462: A
1463: A
1464: A
1465: C
1466: B
1467: C
1468: C
1469: B
1470: C
1471: C
1472: A
1473: D
1474: D
1475: A
1476: B
1477: B
1478: A
1479: C
1480: D