Questões de Concurso
Comentadas sobre uso dos conectivos em português
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TEXTO 3
Muitos de nós já ouvimos falar do antissemitismo, em nome de que o regime nazista legitimou e justificou o genocídio de cerca de 7 milhões de judeus e 300 mil ciganos durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos sabem da história de Nelson Mandela, que passou 27 anos de sua vida ativa na prisão, por ter desafiado o apartheid, regime de segregação racial implantado na África do Sul a partir de 1948. Muitos já escutaram histórias sobre a discriminação racial nos Estados Unidos, particularmente no sul desse país, onde também existiu um regime de segregação racial comparável ao da África do Sul.
Sem dúvida, essas manifestações do racismo são as mais conhecidas, pois são mais noticiadas e popularizadas em nosso país e em nossa educação. Mas a maioria de nós, brasileiras e brasileiros, temos ainda bastante dificuldade para entender e decodificar as manifestações do nosso racismo à brasileira, por causa de suas peculiaridades que o diferenciam das outras formas de manifestações de racismo acima referidas. Além disso, ecoa dentro de muitos brasileiros uma voz muito forte que grita: “não somos racistas, os racistas são os outros”.
Essa voz forte e poderosa é o que costumamos chamar de “mito da democracia racial brasileira”, que funciona como uma crença, uma verdadeira realidade, uma ordem. Assim fica muito difícil arrancar do brasileiro a confissão de que ele é racista. Até as manifestações esportivas mais populares nos campos de futebol não ficaram isentas de preconceitos dos próprios jogadores e do público torcedor, que xingam outros de macacos, porque são negros. Essas manifestações não acontecem apenas nos campos de futebol europeus, mas também aqui na terra brasileira, dita sem preconceito racial.
Há alguns anos, surgiu também no Brasil um movimento de jovens de origem operária denominado skin heads, ligado ao movimento neonazista. Esse movimento, cujo vento soprou a partir do Ocidente, proclama seu ódio contra judeus, negros, homossexuais e nordestinos. Quem nunca escutou piadas racistas contra negros, japoneses, judeus, até contra portugueses? Onde estão os ameríndios e qual é a imagem que temos deles?
Fatos corriqueiros colocam em dúvida a declarada existência das relações harmoniosas entre negros e brancos, índios e brancos e outros portadores de diferenças no Brasil da “democracia racial”. Cada um poderia direta e interiormente se perguntar por que essas coisas acontecem no nosso mundo, contrariando os princípios da solidariedade humana, ou seja, da humanitude. Se tivéssemos respostas fáceis, creio que teríamos também facilidade para encontrar soluções.
O fenômeno chamado racismo tem uma grande complexidade, além de ser muito dinâmico no tempo e no espaço. Se ele é único em sua essência, em sua história, características e manifestações, ele é múltiplo e diversificado, daí a dificuldade para denotá-lo, ora através de uma única definição, ora através de uma única receita de combate. […]
Kabengele Munanga. Excertos do texto Teoria social e relações raciais no Brasil contemporâneo. Disponível em: https://www.mprj.mp.br/documents/20184/172682/teoria_social_relacoes_sociais_brasil_conte mporaneo.pdf. Acesso em 12 set. 23. Adaptado.
No final do segundo parágrafo, lemos o seguinte enunciado: “Além disso, ecoa dentro de muitos brasileiros uma voz muito forte que grita: ‘não somos racistas, os racistas são os outros’.”. Sobre o conectivo destacado, é correto afirmar que ele
Leia o texto abaixo para responder as questões 1,2,3 e 4:
NO TEMPO DA PANDEMIA
E as pessoas ficaram em casa
E leram livros e ouviram música
E descansaram e fizeram exercícios
E fizeram arte e jogaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram mais fundo
Alguém meditou
Alguém rezava
Alguém dançava
Alguém conheceu a sua própria sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma
diferente.
E as pessoas curaram.
E na ausência de gente que vivia
De maneiras ignorantes
Perigosos, perigosos.
Sem sentido e sem coração,
Até a terra começou a curar
E quando o perigo acabou
E as pessoas se encontraram
Eles ficaram tristes pelos mortos.
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas visões
E criaram novas maneiras de viver
E curaram completamente a terra
Assim como eles estavam curados.
(Catherine O'Meara - (Título adaptado. Original: Curar)
Qual a única alternativa que não demostra o sentido correto para o uso da conjunção “e” no início da maioria dos versos:
Julgue o item que se segue.
Na frase “Ajudou a todos quando pôde, portanto era
respeitado por qualquer pessoa”, o conectivo destacado
pode, sem alteração de sentido, ser substituído por
“conquanto”.
Julgue o item subsequente.
Na frase “Ajudou a todos quando pôde, portanto era
respeitado por qualquer pessoa”, o conectivo destacado
pode, sem alteração de sentido, ser substituído por
“conquanto”.
( ) Os moradores perderam tudo o que tinham com as enchentes. ( ) Amanhã sairei com amigos. ( ) A menina chorou de raiva.
Julgue o item a seguir.
Leia o seguinte trecho de Clarice Lispector: “Os filhos de
Anna eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta.
Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados,
instantes cada vez mais completos. A estouros. O calor
era forte no apartamento que estavam aos poucos
pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela
mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar
e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um
lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não
outras, mas essas apenas.” (LISPECTOR, C. Laços de
família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.). No trecho em
análise, a autora emprega por duas vezes o conectivo
“mas” no fragmento apresentado. Observando aspectos
da organização, estruturação e funcionalidade dos
elementos que articulam o texto, o conectivo “mas”
contém uma ideia de sequência temporal que direciona a
conclusão do leitor.
Entenda como funciona a remoção do servidor público Caio Tirapani e Karina Machado
Saiba sobre as possibilidades de remoção do servidor público e também como garantir os seus direitos nesses casos.
Sexta-feira, 23 de junho de 2023 Atualizado em 11 de julho de 2023 13:29
O que é a remoção?
Bem, de forma inicial, é importante dizer que a remoção nada mais é do que uma forma de deslocamento do servidor público dentro do mesmo quadro pessoal que está vinculado, ou seja, trata-se apenas de uma alteração do local de trabalho, seja com ou sem mudança de ou seja sede. Isso quer dizer que, a remoção nada está relacionada a demissão ou exoneração do serviço público.
Além disso, tal procedimento está legislado através da lei 8.112/90, que regulamenta o regime jurídico dos servidores públicos e prevê, expressamente, sobre 03 (três) possibilidades de remoção do servidor, nos termos do artigo 36, da seguinte forma: de ofício, no interesse da Administração; a pedido, a critério da Administração; e a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração.
Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/388763/entenda-como- funciona-a-remocao-do-servidor-publico. Acesso em: 03 out. 2023. (trecho adaptado, sublinhados nossos).
O uso dos conectivos promove a coesão por meio da:
“A picada da aranha-armadeira (Phoneutria nigriventer) injeta um veneno que, em homens jovens, pode causar uma ereção involuntária, persistente e dolorosa chamada priapismo. Com base no mecanismo de funcionamento da toxina, um grupo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pela bióloga Maria Elena de Lima, identificou a parte da proteína que causa esse efeito colateral e sintetizou uma molécula para tratar a impotência sexual. O trabalho é importante porque uma proporção da população masculina tem doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, que tornam contraindicados os medicamentos existentes contra esse problema. O peptídeo, denominado BZ371A, já foi testado em roedores e em pessoas (homens e mulheres) e se mostrou capaz de ativar a circulação sanguínea da região genital, sem efeitos tóxicos relevantes. Agora será aplicado a homens com disfunção erétil causada pela retirada da próstata, no estudo clínico de fase 2 conduzido pela empresa brasileira Biozeus Biopharmaceutical. Se avançar, esse composto poderá ser usado na forma de gel. A aplicação tópica tende a ter menos efeitos indesejados, além de atuar mais rapidamente (Notícias UFMG, 13 de setembro).”
ARANHAS, aliadas dos homens. Pesquisa Fapesp, novembro de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/aranhas-aliadas-dos- homens/.
I. No primeiro período do texto, o conectivo “que” se classifica como um pronome relativo que antecipa a informação “homens jovens”.
II. No trecho “O trabalho é importante porque uma proporção da população masculina tem doenças crônicas [...].”, a conjunção “porque” introduz uma explicação.
III. No trecho “uma proporção da população masculina tem doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, que tornam contraindicados os medicamentos existentes contra esse problema.”, o conectivo “que” é uma conjunção integrante que retoma “doenças crônicas”.
IV. Em “Se avançar, esse composto poderá ser usado na forma de gel.”, o conectivo “se” veicula um sentido de condição.
Está(ão) correta(s)
“Macabéa é personagem de A Hora da Estrela, novela que Clarice Lispector (1920-1977) publicou em 1977, e que traz como principal novidade a tentativa de fuga da autora de uma escrita intimista que a perseguiu desde sempre. Clarice é reconhecida por construções de diálogos interiores, por filosofar sobre o mundo dos homens e dos bichos; uma escrita que muitas vezes não quer e não pode chegar a lugar algum, dado que seu projeto estético era também essa indefinição de fim; no entanto, Macabéa tem seu final garantido pelo narrador, que, neste caso, é um homem, porque talvez uma mulher que narrasse a vida dessa pobre datilógrafa nordestina, teria hesitado em lhe dar o fim que lhe coube. [...]”
MARTINS, Georgina. A cartomante de Clarice. Ciência Hoje, setembro de 2023. Coluna Literária.
O conectivo grifado pode ser substituído, sem que haja alteração no sentido do enunciado, por
A frase em que isso foi feito de forma adequada, é: