Questões de Concurso Sobre uso da vírgula em português

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Q3151115 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Divórcios reduzem a desigualdade em relação às crianças na Suécia



Mães solteiras são um dos grupos mais vulneráveis nas sociedades ao redor do mundo. Na Suécia, no entanto, o número de mulheres arcando sozinhas com as responsabilidades de cuidado diminuiu quase pela metade ao longo das últimas duas décadas.


O que causou essa mudança? Seria uma exceção à tendência global de aumento de separações e divórcios?


Não, o número de dissoluções de uniões na Suécia ainda está entre os mais altos do mundo. O que se observa é uma mudança nas separações.


A Suécia não apenas lidera em termos de taxas de divórcio, mas também é líder mundial quando se trata de dividir a guarda das crianças igualmente. Quase metade das crianças com pais separados agora dividem seu tempo idêntico entre os dois lares.


Em novo estudo, publicado na revista Social Forces, os pesquisadores queriam descobrir em qual medida essa mudança notável nos arranjos de vida alterou a divisão de trabalho de cuidado entre os ex-cônjuges.


Eles partiram da hipótese de que o efeito de tais dissoluções de união leva a uma maior igualdade de gênero do que quando as crianças viviam apenas com suas mães.


Ultimamente, a guarda meio a meio requer que os pais assumam integralmente a responsabilidade pelo cuidado da criança metade do tempo — algo que poucos pais em parceria fazem. Portanto, isso impulsiona os pais a uma divisão mais igualitária do trabalho de cuidado com as crianças.


Como medida de trabalho de cuidado, examinou-se uma das desigualdades mais persistentes entre mulheres e homens nos países de alta renda hoje: tirar licença do trabalho remunerado para cuidar de uma criança.


Dados de registros administrativos foram usados para cobrir toda a população da Suécia — com medidas de licença tanto da mãe quanto do pai de cada criança antes e após o divórcio.


Os resultados mostram que, na Suécia, o divórcio levou a um aumento na participação dos pais nos dias de folga do trabalho para cuidado.


Concluiu-se que, enquanto os divórcios nas últimas décadas haviam atrasado a revolução de gênero na Suécia — com as mães tradicionalmente assumindo toda a responsabilidade — agora, têm efeito contrário.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nglpl2gjwo.adaptado. 

Na Suécia, no entanto, o número de mulheres arcando sozinhas com as responsabilidades de cuidado diminuiu.

Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3150993 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Carlos Chagas: há 90 anos morria o único cientista a descrever completamente uma doença



Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas foi a primeira e até hoje única pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa.


Ele, com suas pesquisas, detalhou o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas — em sua homenagem.


Nesse processo de pesquisa, ele descobriu o protozoário causador da patologia e o batizou de Trypanosoma cruzi — em alusão laudatória ao seu amigo, o também médico Oswaldo Cruz.


"Ao longo de sua vida, tornou-se membro de prestigiadas instituições médicas e científicas de vários países, especialmente no campo da medicina tropical, e foi agraciado com importantes prêmios e honrarias." 


Mas o não recebimento do Nobel, para o qual foi indicado em 1913 e 1921, ainda é visto por muitos como uma injustiça histórica. "Acho que foi uma fratura, uma mágoa para a ciência do Brasil. Porque ele tinha chance de conseguir, mas uma série de conflitos internos, invejas e algumas coisas nesse sentido fez com que seu nome não fosse o escolhido", comenta à BBC News Brasil a historiadora Rita de Cássia Marques, professora titular na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


"Ele tinha chances de ganhar porque é muito difícil fazer o que ele fez: a identificação de uma doença em todo o seu ciclo, desde o animal até o seu desenvolvimento. Isso é muito raro e uma coisa muito importante", completa Marques.


"A descoberta dele foi única e mereceria um prêmio Nobel, obviamente", diz à BBC News Brasil a historiadora Ana Nemi, professora na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


Ela atribui ao contexto hierárquico consolidado entre o norte global e o sul global o fato de ele jamais ter sido laureado com o prêmio.


"Na época eram outros termos, eram países modernos versus países atrasados. O fato é que existe essa hierarquia de produção de saberes e conhecimentos e é muito difícil quebrar esta barreira sendo pesquisadores do sul global", analisa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yp9re49m8o.adaptado.

A descoberta dele foi única e mereceria um prêmio Nobel, obviamente.

Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3149980 Português
Leia com atenção as alternativas abaixo e assinale a afirmativa verdadeira quanto ao emprego de vírgulas: 
Alternativas
Q3148949 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão,


A fila do mineiro



Um comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.


O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país.


Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.


De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar.


A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.


Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina.


Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício.


 É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências.


É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.


Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento.


Fabrício Carpinejar


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro

Com base no texto "A fila do mineiro", de Fabrício Carpinejar, analise o uso da pontuação e assinale a alternativa correta em relação à função das vírgulas na frase abaixo:

"Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo."

Qual a justificativa para o uso das vírgulas na frase destacada?
Alternativas
Q3148422 Português
    O híbrido tem por finalidade nomear algo ou alguém cuja formação é múltipla, derivada de fontes heterogêneas. Tal termo passa a ser empregado nos estudos da cultura a partir dos deslocamentos e das migrações acentuadas do século XX. Na literatura, com mais propriedade nos estudos pós-coloniais, é abordado por Homi Bhabha, que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de “hibridismo linguístico”. O híbrido constitui a identidade do duplo, dinâmica, flexível, plurivocal e multimodal em contraposição à concepção hierárquica da identidade pura, única, autêntica, univocal, monolítica e uniforme que, além de infecunda, é anticomunitária. Como termo amplamente usado por vários críticos e estudiosos, gera polêmica e controvérsias, atingindo patamares de significação positiva ou negativa de acordo com a nuança que lhe seja empregada. Stelamaris Coser afirma que, ao se reverter “o movimento do centro para a periferia que caracterizou a era colonial e fez das colônias ‘o local dos sincretismos e hibridismos’, os grandes ‘centros globais’ são agora internacionalizados e hibridizados neste novo momento histórico pós-(neo)colonial”.

    Nesse caso, não se trata de enaltecer ideologicamente os encontros culturais, tampouco de anular os conflitos e choques que resultam das diferenças, mas, acima de tudo, de perceber o hibridismo que forma a realidade interamericana e a força criativa que dele resulta. Ainda segundo Coser, “uma inevitável transformação cultural é resultante da entrada, circulação e crescente poder dessa multiplicidade de vozes, visões e estilos que renovam e modificam a face da nação”. Igualmente, para Stuart Hall, a ocorrência do hibridismo (cultural, linguístico e literário) permite que o “novo” entre no mundo inscrito pelas forças hegemônicas e as modifique, passando a ser uma condição necessária à modernidade das comunidades construídas entre os impasses de perdas e ganhos sócio-históricos.


Leoné Astride Barzotto. Deslocamento e memória em “La mano em la tierra”, de Josefina Plá. In: Elena Palmero González e Stelamaris Coser (orgs.). Entre traços e rasuras: intervenções da memória na escrita das Américas. Rio de Janeiro: 7Letras; FAPERJ, 2013, p. 52 (com adaptações). 

Em relação às ideias e propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item seguinte.  



No terceiro período do primeiro parágrafo, o segmento “que, por sua vez, o trouxe da concepção de Bakhtin de ‘hibridismo linguístico’” tem sentido explicativo, o que justifica o emprego da vírgula imediatamente após o nome “Homi Bhabha”.

Alternativas
Q3148413 Português
    A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022, houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil.

     Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%, respectivamente. 

    Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012. Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022.

     Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes. “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório.

     A cada edição, o PISA escolhe um tema para fazer um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais suas posturas em relação à vida.


Letícia Mori. A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE. Internet: (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.



No último parágrafo, o trecho introduzido pelo travessão permaneceria coerente e correto caso fosse reescrito da seguinte forma: no ano de 2022, estudo focou na compreensão das formas como os estudantes abordam as estratégias de aprendizagem e em como vêem a vida.

Alternativas
Q3147821 Português
        Ela me incomoda tanto que fiquei oco. Estou oco desta moça. E ela tanto mais me incomoda quanto menos reclama. Estou com raiva. Uma cólera de derrubar copos e pratos e quebrar vidraças. Como me vingar? Ou melhor, como me compensar? Já sei: amando meu cão que tem mais comida do que a moça. Por que ela não reage? Cadê um pouco de fibra? Não, ela é doce e obediente.
         Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava.
         Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida. Os que me lerem, assim, levem um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago.

Clarice Lispector. A hora da estrela.
Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, a respeito de aspectos linguísticos e semânticos do texto apresentado anteriormente.


Em “Como me vingar? Ou melhor, como me compensar?” (primeiro parágrafo), a substituição do primeiro ponto de interrogação por vírgula prejudicaria a coerência das ideias veiculadas no texto e a sua correção gramatical, mesmo que feitos os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas no novo período resultante. 

Alternativas
Q3147654 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

No que se refere à pontuação e ortografia no texto 19A1, bem como a aspectos fonológicos de vocábulos nele empregados, julgue o item que se segue.


A supressão da vírgula após “texto” (primeiro período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto, visto que, naquele período, o emprego da vírgula é obrigatório para separar o adjunto adverbial antecipado.

Alternativas
Q3145845 Português
    Um cientista empenhado em pesquisa — no campo da física, por exemplo — pode atacar diretamente o problema que enfrenta. Pode penetrar, de imediato, no cerne da questão, isto é, no cerne de uma estrutura organizada. Com efeito, conta sempre com a existência de uma estrutura de doutrinas científicas já existentes e com uma situação-problema que é reconhecida como problema nessa estrutura. Essa é a razão por que pode entregar a outros a tarefa de adequar ao quadro geral do conhecimento científico a sua contribuição.
     O filósofo vê-se em posição diversa. Ele não se coloca diante de uma estrutura organizada, mas, antes, em face de algo que semelha um amontoado de ruínas (embora, talvez, haja tesouros ocultos). Não lhe é dado apoiar-se no fato de existir uma situação-problema, geralmente reconhecida como tal, pois não existir algo semelhante é possivelmente o fato geralmente reconhecido. Com efeito, tornou-se agora questão frequente, nos círculos filosóficos, saber se a filosofia chegará a colocar um problema genuíno.
     Apesar de tudo, há quem acredite que a filosofia possa colocar problemas genuínos acerca das coisas e quem, portanto, ainda tenha a esperança de ver esses problemas discutidos, e afastados aqueles monólogos desalentadores que hoje passam por discussão filosófica. Se, por acaso, se julgam incapazes de aceitar qualquer das orientações existentes, tudo o que lhes resta fazer é começar de novo, desde o princípio.

Karl Popper. A lógica da pesquisa científica.
Tradução: Leonidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota.
São Paulo: Editora Cultrix, 2008, p. 23 (com adaptações). 
Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsequente.

No segundo período do segundo parágrafo, a eliminação das vírgulas que isolam o vocábulo “talvez” não prejudicaria a correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q4422804 Português

Assinale a sequência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas __ da frase abaixo:


São três os motivos para adiar a comemoração __ dificuldade de contactar os participantes __ principalmente por ser época de férias__ falta de local adequado ao tipo de evento e insuficiência de recursos financeiros. 


A sequência é: 

Alternativas
Q4422803 Português
Dos trechos abaixo, aquele em que se introduziu uma ou mais vírgulas indevidamente é: 
Alternativas
Q4422802 Português
Assinale o item que apresenta a pontuação correta: 
Alternativas
Q4419264 Português

Texto para a questão.



Combate à evasão escolar exige compromisso público






(Kelly Baptista. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/desigualdades/2024/03/combate-aevasao-escolar-exige-compromisso-publico.shtml.16.mar.2024)

Observe o trecho:

“Entre os possíveis prejuízos decorrentes dessa alta taxa de evasão estão desde o despreparo profissional – e consequente dificuldade para arrumar emprego – até problemas de saúde mental, complementa a pesquisa”. (linhas 14 e 15)
Assinale a alternativa em que a pontuação, para o período acima, tenha sido feita igualmente em respeito à norma culta e às regras de boa discursividade.
Alternativas
Q4401574 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Identifique a alternativa em cujo trecho a(s) vírgula(s) sinalizada(s) NÃO funciona(m) para isolar uma estrutura de aposto. 
Alternativas
Q4400594 Português

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


Guardar rancor pode fazer muito mal ao coração


Estudos apontam a conexão entre a raiva e doenças cardíacas, derrame e outros problemas cardiovasculares


Anna Marina | 30/11/2024 


Sabia que guardar rancor afeta o coração? Estudo recente liderado por Adam O'Riordan e Aisling M. Costello [______] que a maneira como expressamos raiva pode impactar diretamente nossa saúde cardiovascular.


Já ouviu falar que “fulano engole sapo e faz a digestão”? Na verdade, quem engole sapo não faz digestão alguma. Guarda todas as raivas que passa na vida, um dia explode[,] ou melhor[,] implode – e o estudo vem comprovar isso. 


Há algumas semanas, uma amiga passou mal e foi levada ao hospital pelo filho. Fiquei preocupada e liguei dois dias depois para saber a causa das fortes dores. O diagnóstico da médica foi síndrome de burnout, que nada mais é que estresse elevado devido a1 pressão exagerada de trabalho.


Eu já tinha cantado a pedra para ela. Essa amiga é workaholic [viciada em trabalho], extremamente exigente consigo mesma, além de perfeccionista. Não consegue se impor limites, e o resultado foi o problema de saúde.


Estudos anteriores encontraram ligações entre a raiva e doenças cardíacas, derrame e outros problemas cardiovasculares. Uma dessas pesquisas foi realizada com 669 participantes do conjunto de dados Midlife Development in the United States, que passaram por teste de estresse controlado. A pressão arterial e a frequência cardíaca do grupo [______].


As2 pessoas foram divididas em três categorias, com base em suas reações: “raiva reprimida”, “direcionando a raiva” e “regulando o temperamento e a raiva”. Pessoas que frequentemente sentiam raiva apresentaram menor aumento dos níveis de frequência cardíaca e pressão arterial, enquanto aquelas que reprimiam esse sentimento demonstraram aumento ainda menor nos níveis de pressão arterial e frequência cardíaca. Pessoas rápidas em responder a3 gatilhos apresentaram ligeiro aumento da pressão e frequência cardíaca. Já os participantes com alto controle da raiva apresentaram aumentos maiores da pressão arterial e da frequência cardíaca durante o teste.


Esse estudo veio reafirmar como a4 expressão da raiva pode ter impacto significativo no coração. De acordo com o que declarou o autor Adam O'Riordan, [______]-se claramente o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca em pessoas que costumam reprimir a raiva.


Fica o alerta.


MARINA, Anna. Guardar rancor pode fazer muito mal ao coração. Estado de Minas, 30 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/annamarina/2024/11/7000537-guardar-rancorpode-fazer-muito-mal-ao-coracao.html. Acesso em: 01 dez. 2024. Adaptado para esta avaliação.

Qual é a função do par de vírgulas destacado entre colchetes no segundo parágrafo do texto?
Alternativas
Q4378651 Português
Feminicídio


    Profissional das palavras, amante das palavras e da linguagem, curiosa pela comunicação entre pessoas, animais, pessoas e animais (sim, isso existe), de vez em quando sei que implico com alguma novidade. Não deveria: ex-professora de linguística, conhecendo a língua como ser vivo, em constante mutação, essa realidade me apaixona.
    Porém, aqui e ali sei que implico, sim, com algum vocábulo que me soa modernoso, nem sempre útil, pouco interessante, tipo "moda efêmera". Assim, escrevi alguma coisa criticando esse novo termo: feminicídio. Supérfluo, pois homicídio já incluiria assassinato de mulheres.
     Prestando mais atenção nos horríveis noticiosos sobre assassinatos de mulheres especialmente, argumentei comigo mesma que, se já havia infanticídio, matricídio, parricídio, poderíamos bem usar feminicídio. Pois o crime se expande e se afirma de maneira espantosa.
     Homens sempre mataram mulheres mais do que mulheres mataram homens? Possivelmente, sim. Gosto de antropologia, de história, da história da humanidade, a nossa história tão intrincada, esquisita, às vezes gloriosa, outras vergonhosa. Já entre os trogloditas (uso o termo generalizando homens da pré-história), o macho, dominante pelo tamanho e força, saía a caçar comida para a família – para perpetuação da espécie – e para colocar no maior número de fêmeas jovens e saudáveis a sua semente – também para perpetuação da espécie. Então, segundo meu bom-senso (na vida, como nas leis e no mundo, o bom-senso nem sempre predomina), desde sempre mais homens maltrataram fisicamente mulheres. Tamanho às vezes é documento.
     Mas quando leio e vejo notícias desses crimes específicos, mulheres mortas diariamente a pau, a faca, a tiro, pela frente, pelas costas, jogadas de andares altos, afogadas em banheira e tudo o mais, pergunto por que isso parece tão fácil, tão trivial. Quase sinistramente natural, pois a toda hora se matam mulheres por ciúme, loucura, droga, frustração, maldade mesmo, simplesmente vontade de acabar com ela.
      E por que nós, mulheres, ainda tornamos isso tão fácil para o macho criminoso? Por que tão raramente – embora já com mais frequência – fazemos queixa às delegacias? Por que temos tanto medo dos nossos homens? Ou vergonha dos filhos, da família, da dita "sociedade" e preferimos apanhar, e um dia morrer, em escandaloso e gritante silêncio?
    Há cursos, estudos, seminários, psiquiatras e médicos que analisam essa questão, e as respostas são muitas. Acho que nenhuma muito satisfatória. Ainda há muitas franjas de sombra nesse assunto. Sei apenas que depende de nós, mulheres, não permitir que nada, nunca, passe do primeiro gesto da primeira mão levantada, porque depois virão o tapa, o soco, a surra, a repetição desses abusos vergonhosos e a nossa melancólica resignação. Quando vamos ver, estamos na lista dos feminicídios neste país, e no mundo inteiro, em todas as classes sociais, raças, religiões, culturas, humanidades diversas.
      Então, com tristeza e sem mais comentários, incluo feminicídio no meu vocabulário.
Analise as afirmativas abaixo quanto ao uso da vírgula, com base em excertos do texto de Lya Luft:

I. Em "Profissional das palavras, amante das palavras e da linguagem, curiosa pela comunicação entre pessoas, animais, pessoas e animais [...]" (parágrafo 1), as vírgulas são utilizadas para separar elementos com a mesma função sintática, caracterizando uma enumeração.

II. Em "Porém, aqui e ali sei que implico, sim, com algum vocábulo que me soa modernoso [...]" (parágrafo 2), o advérbio sim está corretamente isolado por vírgulas, destacando-se como uma expressão enfática intercalada.

III. Em "O macho, dominante pelo tamanho e força, saía a caçar comida para a família [...]" (parágrafo 4), as vírgulas isolam uma expressão explicativa, mas poderiam ser omitidas sem prejuízo ao sentido principal da frase e sem violar normas gramaticais.

IV. Em "E por que nós, mulheres, ainda tornamos isso tão fácil para o macho criminoso?" (parágrafo 6), as vírgulas isolam o termo mulheres, que exerce a função de vocativo.

V. Em "[...] quando leio e vejo notícias desses crimes específicos, mulheres mortas diariamente a pau [...]" (parágrafo 5), a vírgula é usada corretamente, pois separa a oração subordinada adverbial da oração principal.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas:
Alternativas
Q4377204 Português

LÍNGUA PORTUGUESA



TEXTO


Monteiro Lobato 


(José de Nicola)



Analise as informações a seguir sobre a pontuação e assinale a alternativa CORRETA.

I – Em "a descrição e a análise do tipo humano característico da região, o caboclo Jeca Tatu," (linhas 91-93), as vírgulas separam um aposto.
II – Em "Só mais tarde, o autor toma consciência da realidade daquela população subnutrida, socialmente marginalizada, sem acesso à cultura, acometida de toda sorte de doenças endêmicas." (linhas 94-98), todas as vírgulas separam expressões adverbiais de tempo.
III – Em "O preconceito racial e a situação dos negros após a abolição foi outro tema abordado pelo autor de Negrinha." (linhas 98-100), o ponto final encerra uma frase declarativa.  
Alternativas
Q4377203 Português

LÍNGUA PORTUGUESA



TEXTO


Monteiro Lobato 


(José de Nicola)



Analise as informações a seguir sobre a pontuação e assinale a alternativa CORRETA.

I – Em "o autor nos dá a dimensão exata do Vale do Paraíba no início do século XX, sua decadência após a passagem da economia cafeeira, seus costumes e sua gente" (linhas 84- 87), as vírgulas separam elementos de mesma natureza sintática.
II – Em "E nesse aspecto – a gente do Vale do Paraíba –" (linhas 89-90), os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas, sem prejuízo ao significado do texto.
III – Em "está o traço mais importante da ficção lobatiana: a descrição e a análise do tipo humano característico da região" (linhas 90-92), os dois-pontos poderiam ser substituídos por um ponto final, sem prejuízo ao significado do texto.
Alternativas
Q4372002 Português
Releia um trecho do conto A casa mal-assombrada.
Um mordomo trajado de terno preto abriu a porta, que emitiu um rangido de dar arrepios. Era um homem muito alto, magro e de pele amarelada, quase cor de cera. Sua voz ressoou como um eco dentro de um buraco fundo: Queiram entrar, por favor. No interior da casa, a família percebeu que os móveis eram muito antigos e exalavam um cheiro muito forte de mofo. ____ A decoração está um pouco fora de moda ___ observou o senhor Berg. 
Assinale a alternativa correta que indica a pontuação certa usada no texto acima. 
Alternativas
Q4367975 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cientistas defendem livros didáticos em papel 

Dá para abrir mão de livros físicos e estudar só nas telas? Como isso afeta o desempenho dos alunos em idade escolar e a sua capacidade de leitura?

Essa discussão foi alimentada pelo anúncio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, de que alunos da rede pública nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio contariam apenas com livros didáticos digitais, e não mais em papel.

O Ministério Público Estadual abriu uma apuração do caso e o governador Tarcísio de Freitas afirmou que tanto livros didáticos impressos quanto digitais serão ofertados.

Diferentes acadêmicos e entidades debatem o quanto do material didático deve ou não migrar ao ambiente digital, mas evidências científicas sugerem que o papel ainda é o meio mais eficiente para ensinar a habilidade de leitura aprofundada e crítica - particularmente em países com tantas desigualdades como o Brasil. 

Ao mesmo tempo, há pesquisadores que lamentam que questões igualmente importantes - como a qualidade dos livros - têm sido ofuscadas pela mera oposição entre papel e digital.

Alguns dados importantes nessa discussão vêm do Pisa, o principal exame internacional a comparar o aprendizado em vários países.

No ano passado, a entidade organizadora do exame, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), identificou que estudantes de quinze anos que tinham o hábito de ler livros em papel fizeram, em média, quarenta e nove pontos a mais na prova de leitura do Pisa 2018, em comparação com os jovens que raramente ou nunca liam livros.

Além disso, estudantes com o hábito de ler em papel também costumavam demonstrar mais prazer com a leitura do que aqueles que liam textos digitais.

"Os resultados do Pisa confirmam que o acesso a capital cultural, como livros, é um forte preditor do desempenho dos estudantes", aponta a OCDE.

A leitura digital tem vantagens importantes, como rapidamente buscar fontes de informação e checar dados. Mas uma preocupação dos cientistas é de que, nas telas, nossa leitura seja mais superficial do que no papel, ou seja, de que "passamos os olhos", em vez de ler de verdade.

"As pesquisas dos últimos dez anos mostram que, se você medir a compreensão - quantas pessoas se lembram do que leem -, ela é quase sempre melhor no texto impresso, especialmente para textos longos", diz à BBC Brasil a pesquisadora Naomi S. Baron, professora emérita de Linguística da American University em Washington (EUA).

O texto impresso convida a uma leitura mais lenta e concentrada do que o texto em tela, que geralmente é ditado pelo ritmo das redes sociais, agrega Baron. 

"Muito do que fazemos no mundo digital é veloz: olhar para um post no Facebook, uma foto no Instagram, os resultados de jogos de futebol, e daí seguir adiante. Com o texto impresso, presumindo que você não vai checar o seu telefone, você tende a focar mais." 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cq52xyr0l92o. Adaptado. 
No ano passado, a entidade organizadora do exame, a OCDE, identificou estudantes de quinze anos.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Respostas
861: D
862: A
863: A
864: D
865: C
866: E
867: E
868: C
869: C
870: A
871: D
872: A
873: E
874: B
875: B
876: C
877: B
878: C
879: A
880: A