Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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(1) Em tempos de desemprego e de mercado altamente competitivo, “estabilidade" é a palavra mágica, quase um sinônimo de “concurso público". Trabalhar em um órgão federal, estadual ou municipal é também a solução que milhares de brasileiros encontram para resolver outros problemas, como receber o salário em dia e garantir uma boa aposentadoria. Mas pensar nesse caminho é apenas o primeiro passo. Para cumprir esse objetivo, o percurso é longo: significa abandonar uma carreira, planejar outra, encontrar tempo e disposição para estudar, fazer sacrifícios e estar disposto a enfrentar muita concorrência.
(2) Com a onda de abertura de concursos, vejamos os prós e os contras de ser funcionário público, e as diferenças dessa área para a iniciativa privada.
(3) A primeira vantagem é a estabilidade. Quem passa em um concurso público tem de cumprir três anos de estágio probatório, uma espécie de período de avaliação, mas depois disso é efetivado e passa a ter estabilidade: não pode ser demitido sem justa causa. Só perde o emprego se for considerado culpado em algum processo administrativo ou sindicância. Já na iniciativa privada, o trabalhador pode ser demitido sem justa causa. A lei, no entanto, dá algumas compensações para esse “risco": o trabalhador pode sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e receber seguro-desemprego.
(4) No serviço público, estabilidade não se resume apenas à garantia do emprego; é, também, garantia do salário. Por outro lado, a estabilidade pode se converter em acomodação, e terminar em estagnação profissional. Para evitar isso, é importante que a pessoa faça uma escolha consciente, ao decidir que quer se tornar um servidor público, já que, nessa esfera, são poucas as carreiras que incentivam o servidor a se aperfeiçoar e premiam o desempenho - duas receitas de estímulo para qualquer profissional.
(5) A aposentadoria é a vantagem do concurso público que é mais citada. A grande diferença é em relação ao valor. Quem trabalha na iniciativa privada pode se aposentar recebendo no máximo R$ 2.894,00, independente do salário que recebeu durante toda a vida. Já no setor público, a lei permite a aposentadoria integral, ou seja, ao se aposentar, o servidor passa a receber valor igual ao salário que recebia quando trabalhava.
(6) Além disso, no serviço público, não é vetado o ingresso dos aposentados: o servidor pode se aposentar e prestar concurso novamente, passando a receber a aposentadoria integral e o salário.
(7) A igualdade de acesso também está no topo da lista de pontos positivos do setor público. Em um concurso, as condições são iguais para todos. Os critérios de avaliação são objetivos: não há discriminação de sexo, cor ou crença. E a lei obriga que um percentual de vagas seja destinado a portadores de deficiência física, o que geralmente é cumprido nos editais.
Maria Angélica Oliveira. Texto disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos.html. Acesso em 22/03/2013. Adaptado.
As vírgulas após “2006” (l.7) e após “2011” (l.10) são empregadas para isolar adjuntos adverbiais antepostos.

Em relação ao texto acima, assinale a opção correta.

Editorial, O Estado de S.Paulo, 17/3/2013 (com adaptações).
O emprego de vírgula logo após “econômico" ( l.11) justifica-se porque a oração subsequente é subordinada adverbial reduzida de gerúndio.

Internet: < https://www4.serpro.gov.br/inclusao > (com adaptações).
O emprego de vírgulas nas linhas 19 e 20 tem justificativas gramaticais diferentes.

Internet: < https://www4.serpro.gov.br/inclusao > (com adaptações).
O segmento “maior empresa de TIC da América Latina" ( l.6) está entre vírgulas porque constitui um aposto.
Não haveria alteração sintática do texto nem prejuízo à sua correção gramatical, caso o ponto-final imediatamente antes do conectivo “Mas”, no trecho “protegidos por lei. Mas esses dias” (l.13) fosse substituído por vírgula, da seguinte forma: protegidos por lei, mas esses dias.
(Faltai, em suma, à vossa palavra, se vos convier, mas não avilteis o Rio Grande na ignomínia do saque. Fazei a guerra, se quiserdes, mas guerra honesta, se honesta pode ser uma guerra sem ideais e sem princípios. Ficai certo de que o Brasil inteiro se levanta, nesta hora, representado nos seus valores, como um só homem, para defesa e sustentação da ordem constitucional em todo o território da República.)
II. Não regateemos ao Brasil o nosso auxílio desinteressado. Nos momentos de crise nacional, a soma de todas, as pequenas e grandes, renúncias, suportadas estoicamente pela totalidade do país, dá o valor de uma pátria. A nossa salva de um regime de opróbios e de mentiras, graças à abnegação de seus filhos, é uma nobre pátria, dadivosa e boa, merecedora de todos sacrifícios.
(Não regateemos ao Brasil o nosso auxílio desinteressado. Nos momentos de crise nacional, a soma de todas as pequenas e grandes renúncias, suportadas estoicamente pela totalidade do país, dá o valor de uma pátria. A nossa, salva de um regime de opróbrios e de mentiras graças à abnegação de seus filhos, é uma nobre pátria, dadivosa e boa, merecedora de todos os sacrifícios.)
III. Não preciso indicar nem ampliar os perigos os quais nos rodeiam. Os povos fracos, herdeiros de base territorial vasta e rica, são, naturalmente, presa cobiçada. E não é apenas pela invasão manu- militari, que podem perder a sua independência e sofrer ameaças à sua soberania. Também isso acontece quando pela alienação das indústrias-chave se cedem os materiais estratégicos e se confia a mãos alheias os fatores capitais da defesa nacional.
(Não preciso indicar nem ampliar os perigos que nos rodeiam. Os povos fracos, herdeiros de base territorial vasta e rica, são, naturalmente, presa cobiçada. E não é apenas pela invasão manu militari que podem perder a sua independência e sofrer ameaças à sua soberania. Também isso acontece quando pela alienação das indústrias-chave se cedem os materiais estratégicos e se confiam a mãos alheias os fatores capitais da defesa nacional.)
(Textos disponíveis em:
. Acesso em 28 jul. 2013.) As intervenções propostas pelos revisores para os trechos acima, registradas nas transcrições entre parênteses, são ACEITÁVEIS em:
“O ar que respiramos tem sido contaminado por uma mistura de substâncias que provoca câncer", afrmou Kurt Straif, chefe da seção de monografas da IARC. “Agora sabemos que a contaminação do ar exterior não apenas é um risco maior para a saúde em geral, mas também uma causa ambiental de mortes por câncer"
“Os especialistas concluíram que existem provas suf- cientes de que a exposição à poluição do ar provoca câncer de pulmão. Também notaram uma associação com um risco maior de câncer de bexiga", destacou a IARC em um comunicado.
Apesar da possibilidade de variação considerável na composição da contaminação do ar e dos níveis de exposição, a agência destacou que suas conclusões se aplicam a todas as regiões do mundo. Os dados mais recentes da agência mostram que, em 2010, mais de 223 mil pessoas morreram de câncer de pulmão relacionado à poluição do ar.
Fonte: < http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/10/ poluicao-do-ar-e-classifcada-como-cancerigena-pela-oms.html> acesso em 17.10.2013.
Assinale a alternativa que apresenta o correto uso da vírgula.

Cristiane de C. R. Abud. Internet: < www.uems.br > (com adaptações).
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
A substituição dos travessões das linhas 10 e 11 por vírgulas ou por parênteses preservaria a correção gramatical do período.
As vírgulas empregadas logo após “procedimentos" (l.9) e “carência" (l.10) isolam elementos de mesma função sintática componentes de uma enumeração de termos.
Carlos, pegou a cópia do contrato?
I. Se a vírgula fosse retirada, não haveria alteração de sentido.
II. A pontuação está incorreta.
Está correto o que se afirma em
[...]
O mínimo, numa democracia, é ter dois lados opostos, divergentes, mas, respeitados. Porém, se eu aplicar o modelo da Ética à Política, entenderei que um lado é o bem, e o outro, o mal; e portanto, tentarei impedir “o mal” até mesmo de concorrer. Assim, foi a perseguição ao comunismo, no Brasil, mesmo quando não tínhamos uma ditadura escancarada. Assim foi a perseguição aos partidos liberais nos regimes comunistas. [...]
Há saída? O mais óbvio é: a Ética é um pré-requisito. Queremos, de todos os candidatos, que sejam honestos. Que não sejam antiéticos. E, entre os postulantes decentes, optaremos por critérios políticos. [...] É preciso grandeza de espírito para sair dessa incapacidade de pensar o que desejamos construir. Porque propor a Política é formular o futuro.
(Ribeiro, Renato Janine. Filosofia. Setembro de 2012. Adaptado.)






