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Questões de Concurso Sobre uso da vírgula em português

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Q2059529 Português
A QUESTÃO ESTÁ RELACIONADA AO TEXTO ABAIXO


Com referência aos mecanismos linguísticos usados no texto, é correto afirmar: 
Alternativas
Q2058642 Português

                                   

Considerando os aspectos linguísticos do texto e as ideias nele expressas, julgue o item subsequente. 



A omissão das vírgulas que separam a oração com o conectivo “onde”, “onde pessoas solitárias deslizam discretamente para a morte” (linhas 39 e 40), modificaria a informação do texto.
Alternativas
Q2056121 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.

TEXTO I

Na fala do último quadrinho, há um desvio da norma-padrão explicado
Alternativas
Q2053047 Português
O uso adequado da pontuação é fundamental para o bom entendimento do texto. Nos casos abaixo, a vírgula está usada de forma inadequada em: 
Alternativas
Q2052680 Português
Considere o trecho.
Com apenas sete anos de idade, Durval Fernandes da Silva, de uma família com mais dez filhos, começou a trabalhar.

Mantendo-se o sentido e obedecendo-se às convenções de pontuação do português escrito padrão, a opção em que a reescrita do trecho está correta é: 
Alternativas
Q2052178 Português

Mitos da criminalidade juvenil no Brasil

Marília Rovaron


Propostas de emenda à Constituição que reduzem a maioridade penal e projetos de lei que ampliam o tempo de internação de adolescentes envolvidos em crimes hediondos têm reaparecido nas pautas do Senado brasileiro. A análise dessa complexa questão demanda, porém, um conhecimento mais objetivo da realidade dos atos infracionais praticados por adolescentes em relação ao problema da violência no Brasil. Muitos mitos circundam o debate acerca da autoria de jovens na criminalidade urbana, sendo três deles mais ce ntrais nas discussões.

O primeiro mito aponta uma criminalidade crescente e descontrolada, praticada por crianças e adolescentes, contrariando as estatísticas oficiais que, na verdade, revelam um hiperdimensionamento na apresentação das violências praticadas por jovens, se comparadas às praticadas por adultos. No ano de 2012, por exemplo, só 8,4% dos homicídios registrados no país foram cometidos por adolescentes. E, no ano de 2010, das 8.686 crianças e adolescentes assassinados no Brasil, 2,5% das mortes foram cometidas por adolescentes, segundo o estudo Porque dizemos não à redução da maioridade penal, de 2013, da Fundação Abrinq. Portanto, ao contrário do que afirma a opinião pública, é baixa a proporção de jovens que cometem atos infracionais graves, como os homicídios. E o mesmo se observa em roubo e tráfico.

O segundo mito associa a pobreza à criminalidade, determinando o risco que as crianças e os adolescentes pobres oferecem à sociedade, como criminosos em potencial. Diversas pesquisas comprovam a participação de jovens de diferentes classes sociais em atos infracionais. O que importa considerar, nesses casos, são os encaminhamentos dados: a diferenciação entre dependente químico e traficante é um exemplo claro dos tipos de tratamento possíveis aos sujeitos a partir de recortes de cor, classe social e região de moradia.

O terceiro mito sustenta que há uma passividade do Estado frente às ações consideradas criminosas praticadas por jovens, reforçando o desejo de grande parte da sociedade por uma menor tolerância no trato com crianças e adolescentes autores de ato infracional, desconsiderando, assim, os índices crescentes das medidas socioeducativas no país, sobretudo das medidas privativas de liberdade.

As simplificações das justificativas normalmente empregadas na defesa por mais punição aos jovens envolvidos (ou em risco de se envolver) em atos criminais parecem sempre mover a atenção para os indivíduos e não para as estruturas sociais. É quando o papel da punição na política criminal contemporânea adquire força e capilaridade no tecido da sociedade, afetando um público-alvo específico e legitimado por uma sociedade conivente com o recrudescimento de um sistema que se mostra seletivo em suas punições. Apesar da gravidade de acontecimentos violentos no país, deve-se ressaltar que, do total de adolescentes em conflito com a lei, apenas 8,4% cometeram homicídios. A maioria dos delitos juvenis é roubo, seguido por tráfico. Sabemos também que a maioria dos adolescentes em conflito com a lei já abandonou a escola ainda no Ensino Fundamental e que é imensa a dificuldade daqueles que estão cumprindo medidas socioeducativas, principalmente em liberdade assistida, em retomar seus estudos.

Ao mesmo tempo, não existem indícios suficientes de que aumentar a repressão e o rigor das medidas socioeducativas em si seja o bastante para reduzir a criminalidade e os homicídios. Ao contrário, dados do Conselho Nacional de Justiça atestam que 70% dos egressos do sistema prisional retornam a ele por reincidirem. Assim, a extensão dessa situação às infrações juvenis 

— ou seja, mais encarceramentos de adolescentes — não amenizará os índices de crimes cometidos por eles no país.

É dever do Estado aprimorar e ampliar as políticas sociais que amparam a juventude vulnerável. E é, sobretudo, a ausência dessas políticas que gera as condições de vulnerabilidade, empurrando os adolescentes para a criminalidade. Desse modo, a simples ausência de universalidade de direitos fundamentais, como o direito à moradia, à educação, à saúde, à inserção produtiva qualificada, já se constitui em violência contra a infância e a adolescência.

Nos sistemas judiciário, executivo e legislativo, ainda está bem presente a “lógica menorista” (visão antiga que ainda considera crianças e adolescentes “objetos do direito”, assujeitados, em situação irregular, e não sujeitos em desenvolvimento, que demandam proteção, respeito e autonomia), e pouco avançamos em leis que permitem saltos nessa visão. Debatemos a ineficácia de um Estatuto da Criança e do Adolescente que nem sequer foi implantado por completo e opinamos sobre a redução da maioridade penal, esquecendo -nos de que as causas da questão social continuam intocáveis em praticamente todas as esferas.

A efetivação da mudança de paradigma no sistema de justiça juvenil exige uma transformação coletiva na mentalidade da sociedade para que a opinião pública aprofunde as reflexões acerca da cultura punitiva e possa, assim, vislumbrar novas formas de sociabilidade, pautadas na liberdade. Da mesma forma que à lei não pode ser atribuído o papel de salvar a humanidade, o cárcere não resolverá as desigualdades sociais que marcam tão profundamente as vidas dos jovens e sua busca por sobrevivência, expressão, visibilidade e ascensão social.


Disponível em: <www.cartaeducacao.com.br>. Acesso em: 14 dez. 2017. [Adaptado]

Considere os períodos:

I As simplificações das justificativas normalmente empregadas na defesa por mais punição aos jovens envolvidos (ou em risco de se envolver) em atos criminais parecem sempre mover a atenção para os indivíduos e não para as estruturas sociais .
II Assim, a extensão dessa situação às infrações juvenis — ou seja, mais encarceramentos de adolescentes — não amenizará os índices de crimes cometidos por eles no país.
III Desse modo, a simples ausência de universalidade de direitos fundamentais, como o direito à moradia, à educação, à saúde, à inserção produtiva qualificada, já se constitui em violência contra a infância e a adolescência.
IV O que importa considerar, nesses casos, são os encaminhamentos dados: a diferenciação entre dependente químico e traficante é um exemplo claro dos tipos de tratamento possíveis aos sujeitos a partir de recortes de cor, classe social e região de moradia.

Considerando a tradição gramatical relativa ao uso dos sinais de pontuação,
Alternativas
Q2049632 Português

Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo. Se essa ainda é a situação de Portugal e era, até bem pouco, a do Brasil, havemos de convir em que no Brasilcolônia, essencialmente rural, com a ojeriza que lhe notaram os nossos historiadores pela vida das cidades - simples pontos de comércio ou de festividades religiosas -, estas não podiam exercer maior influência sobre a evolução da língua falada, que, sem nenhum controle normativo, por séculos “voou com as suas próprias asas”. (Celso Cunha, in A Língua Portuguesa e a Realidade Brasileira) 



No trecho: “, até bem pouco,” o uso das vírgulas se justifica pelo fato de se tratar de:

Alternativas
Q2048875 Português

Considere a charge e responda à questão. 

14_- 15.png (360×290) 

(Jean Galvão. Folha de S. Paulo, 22.04.2018.)

A frase elaborada a partir da charge está em conformidade com a pontuação estabelecida pela norma-padrão em:
Alternativas
Q2047874 Português
Para responder a essa questão, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.   


A expressão cuja vírgula foi usada para marcar a elipse de um termo é
Alternativas
Q2046434 Português
Quanto ao uso de vírgulas no texto, são feitas as seguintes afirmações:

  I. As quatro vírgulas da linha 03 justificam-se, aos pares, pela aplicação da mesma regra.  II. As duas vírgulas da linha 07 poderiam ser suprimidas sem causar incorreção ao período em que estão inseridas. III. Os termos que se encontram entre parênteses, nas linhas 16 e 17, são separados por vírgulas, cujo uso se justifica pela mesma regra que determina a utilização das quatro vírgulas ao final da linha 17.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2046065 Português
Em relação à oração ‘que permaneça em estado gasoso nas condições atmosféricas normais’ (l. 01-02), avalie as seguintes afirmações:

  I. A frase citada restringe o termo que a antecede, “hidrocarboneto” (l. 01).  II. Essa oração poderia ser isolada por vírgulas, sem que isso provocasse erro ou alteração de sentido. III. O nexo “que” poderia ser substituído por “o qual”, sem que isso implicasse erro ou mudança de significado.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q2045858 Português
Analise as assertivas abaixo sobre pontuação no texto:

   I. As três vírgulas da linha 07 são usadas para separar orações de mesma classificação.  II. As vírgulas utilizadas no fragmento ‘indústrias, residências, automóveis’ (l. 18-19) são usadas pela mesma razão que as vírgulas das linhas 01 e 02.  III. A segunda vírgula da linha 19, a vírgula da linha 20 e a primeira da linha 21 separam adjuntos adverbiais deslocados.

Quais estão INCORRETAS? 
Alternativas
Q2041755 Português
As vírgulas presentes na frase “Pois eu caçava, visgava, alçapava.” (Luandino Vieira, JV, 74.) são utilizadas pelo autor com o objetivo de:
Alternativas
Q2041722 Português
   Aprendam a brigar do jeito certo

           Casais _______ e casais infelizes brigam. Não dá para compartilhar seu dia a dia com alguém sem nunca ter brigado com essa pessoa. A questão é saber lidar com os conflitos do ______ certo. Segundo o psicólogo e pesquisador John Gottman, ofender seu parceiro, culpá-lo por ações suas, colocá-lo para baixo e até mesmo fugir das brigas ignorando o que ele diz são atitudes comuns entre casais mais propensos ao divórcio.
           Em vez disso, tenha o cuidado de nunca insultar seu parceiro, por mais bravo que esteja. Não ressuscite brigas anteriores e desencane do impulso de querer estar sempre certo. Não adianta nada “ganhar” uma discussão se a pessoa que você ama sai se sentindo para baixo ou não amada. E, embora seja importante sair para respirar um pouco se as coisas ficarem muito pesadas, não fuja das brigas. É preciso ter conversas desconfortáveis e estar aberto para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir – mas tendo sempre o objetivo de resolver a situação.


https://super.abril.com.br/...- adaptado.
 Assinalar a alternativa que apresenta a frase pontuada CORRETAMENTE:
Alternativas
Q2041691 Português
            Aprendam a brigar do jeito certo

           Casais _______ e casais infelizes brigam. Não dá para compartilhar seu dia a dia com alguém sem nunca ter brigado com essa pessoa. A questão é saber lidar com os conflitos do ______ certo. Segundo o psicólogo e pesquisador John Gottman, ofender seu parceiro, culpá-lo por ações suas, colocá-lo para baixo e até mesmo fugir das brigas ignorando o que ele diz são atitudes comuns entre casais mais propensos ao divórcio.

           Em vez disso, tenha o cuidado de nunca insultar seu parceiro, por mais bravo que esteja. Não ressuscite brigas anteriores e desencane do impulso de querer estar sempre certo. Não adianta nada “ganhar” uma discussão se a pessoa que você ama sai se sentindo para baixo ou não amada. E, embora seja importante sair para respirar um pouco se as coisas ficarem muito pesadas, não fuja das brigas. É preciso ter conversas desconfortáveis e estar aberto para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir – mas tendo sempre o objetivo de resolver a situação.


https://super.abril.com.br/...- adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta pontuação CORRETA: 
Alternativas
Q2039843 Português
O salto da terapia genética

Saudamos o fato de a ciência avançar rapidamente para aplicar técnicas que impeçam a transmissão de doenças hereditárias

    Depois de décadas de hesitações e reveses, a terapia genética está em condições de cumprir suas promessas e dar o salto à prática clínica. Em agosto foi aprovado nos EUA o primeiro tratamento comercial para um tipo de leucemia com mau prognóstico e em 2018 são esperados os resultados das primeiras terapias experimentais para eliminar ou modificar os genes envolvidos em outras patologias e tipos de câncer, entre eles o de pulmão.
    Os primeiros experimentos tiveram de ser abandonados por causa dos efeitos adversos, uma vez que não havia nenhuma maneira segura de extrair os genes alterados e substituí-los por outros normais. A morte de vários pacientes retardou a investigação e as expectativas criadas. O grande salto que aconteceu agora se deve à descoberta — em 2013 — de uma nova técnica de edição genética, chamada CRISPR, que não só permite copiar e colar genes ou porções do genoma como fazê-lo facilmente e a custos muito mais baixos do que as técnicas anteriores. Seu desenvolvimento foi vertiginoso. Depois de demonstrar eficácia em animais, os primeiros testes em humanos foram autorizados em 2016.
    Devemos saudar o fato de a ciência avançar rapidamente para poder aplicar essa técnica de maneira segura em patologias que hoje não têm tratamento ou para evitar a transmissão de doenças hereditárias. Mas também devemos abrir um debate sobre como isso deve ser aplicado. O mesmo procedimento útil para curar pode servir para outros propósitos, como a modificação de determinadas características da pessoa. Ainda estamos longe de ter os conhecimentos necessários para tornar isso possível, pois existem muitos genes e muitas interações entre eles. Mas é conveniente avançar para canalizar a aplicação desses avanços, exigir a máxima transparência nos resultados e garantir que esses tratamentos estejam disponíveis para todos e não apenas para aqueles que eventualmente puderem pagar por eles.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/28/opinion/1514482006_309077.html
A partir da leitura do trecho: “Em agosto foi aprovado nos EUA o primeiro tratamento comercial para um tipo de leucemia com mau prognóstico e em 2018 são esperados os resultados das primeiras terapias experimentais [...]”, considerando os critérios para o emprego da vírgula, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2039727 Português
Considere o seguinte fragmento do texto para responder a questão:

    Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e à escrita no País, há três perspectivas para as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar.
Considere o que se afirma sobre a pontuação do período:
I. A primeira vírgula separa um termo deslocado, e a segunda vírgula separa termos de mesma função. II. Os dois-pontos separam um aposto. III. Por se tratar de um período longo, seria correto substituir a primeira vírgula por ponto e vírgula.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q2037193 Português
MEU VALOR

    Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a fraselema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe. 
    Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar. 
    As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.
    Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.
   Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.
    Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

Luis Fernando Veríssimo
Disponível em: http://contobrasileiro.com.br/meu-valor-cronica-de-luis-fernando-verissimo
A expressão destacada na frase “Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado”, foi posta entre vírgulas:
Alternativas
Q2035526 Português
As ciências e as humanidades

    Os grandes pensadores do Iluminismo eram tanto cientistas, muitos com grandes contribuições à matemática, às ciências da natureza e à física, como filósofos que refletiam sobre nossa condição humana compartilhada. Posteriormente, dentro de uma lógica instrumental, por razões didáticas e para possibilitar maior profundidade nas abordagens, optamos por especializar os domínios de saber e pesquisa.
     Isso nos trouxe inúmeras vantagens e permitiu que avanços importantes ocorressem em áreas mais diversas. Mas foram igualmente relevantes as perdas: o mundo real não é separado em disciplinas, ele apresenta problemas a desafiar nossa inventividade e senso de justiça.
     Precisamos ter mecanismos para religar os saberes, tanto na prática profissional e de pesquisa como na educação das novas gerações que terão que enfrentar um mundo muito distinto do nosso. Mas, mesmo dentro do que é específico de cada domínio de saber, parece que há distâncias intransponíveis para que se faça uso de ferramentas próprias de qualquer ciência, como o raciocínio matemático.
    Steven Pinker, psicólogo cognitivista e linguista, ressalta em seu livro recente, “Enlightenment Now” (Iluminismo já), a importância de análises quantitativas e do uso de evidências científicas nas humanidades.
    Isso me fez lembrar das nossas dificuldades para formar analistas de políticas sociais que não tiveram, no ensino superior, um aprendizado sólido de estatística e um raciocínio matemático bem desenvolvido. Afinal, políticas públicas devem ser avaliadas em seus resultados e em seu impacto. Dizer que determinado programa educacional é instigante, apaixonante não quer dizer necessariamente que funciona para assegurar aprendizado em alto nível para todos.
    Um dos grandes erros em educação é nos basearmos só em impressões ou adotarmos abordagens em escala sem testarmos projetos num número menor de escolas para verificar se causam bons resultados de aprendizagem.
    Isso não quer dizer que as aulas devam ser monótonas ou não engajadoras. Hoje sabemos, graças a boas pesquisas educacionais que contam com dados qualitativos e quantitativos, que aulas em que alunos participam mais, aplicando conhecimentos adquiridos em problemas concretos, com bons professores orientando, tendem a dar mais certo.
(Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 03.08.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as vírgulas estão corretamente empregadas, de acordo com a norma-padrão da língua.
Alternativas
Q2034626 Português
Analise as orações a seguir e assinale a alternativa em que ocorre ERRO por falta ou uso incorreto da vírgula. 
Alternativas
Respostas
4001: A
4002: C
4003: A
4004: A
4005: B
4006: D
4007: A
4008: D
4009: A
4010: C
4011: A
4012: A
4013: D
4014: A
4015: C
4016: D
4017: C
4018: C
4019: E
4020: E