Questões de Concurso Comentadas sobre uso da vírgula em português

Foram encontradas 5.016 questões

Q2669730 Português

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.

.....

Poluição do ar

.....

01---------A poluição do ar é a contaminação do ambiente interno ou externo por qualquer agente

02--químico, físico ou biológico que modifique as características naturais da atmosfera. Dispositivos

03--de combustão doméstica, veículos motorizados, instalações industriais e incêndios florestais são

04--fontes comuns de poluição do ar. Poluentes de grande preocupação para a saúde pública incluem

05--material particulado, monóxido de carbono, ozônio, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre. A

06--poluição do ar externo e interno causa doenças respiratórias e outras e é uma importante fonte

07--de morbidade e mortalidade.

08---------A poluição do ar mata cerca de sete milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano. Os

09--dados da OMS mostram que quase toda a população global (99%) respira ar que excede os limites

10--das diretrizes da OMS contendo altos níveis de poluentes, com países de baixa e média renda

11--sofrendo as maiores exposições. A OMS está apoiando os países a lidar com a poluição do ar.

12---------Desde o smog* que paira sobre as cidades até a fumaça dentro de casa, a poluição do ar

13--representa uma grande ameaça à saúde e ao clima. Os efeitos combinados da poluição do ar

14--ambiente (exterior) e doméstico causam milhões de mortes prematuras todos os anos, em grande

15--parte como resultado do aumento da mortalidade por acidente vascular cerebral, doença cardíaca,

16--doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e infecções respiratórias agudas.

17---------As crianças, idosos e gestantes são mais suscetíveis às doenças relacionadas à poluição do

18--ar. Genética, comorbidades, nutrição e fatores sociodemográficos também afetam a

19--suscetibilidade de uma pessoa à poluição do ar.

20---------Os poluentes não apenas afetam severamente a saúde pública, mas também o clima e os

21--ecossistemas da Terra em todo o mundo. A maioria das políticas para reduzir a poluição do ar

22--oferece uma estratégia “ganha-ganha” tanto para a saúde quanto para o clima. Níveis mais baixos

23--de poluição do ar resultam em melhor saúde cardiovascular e respiratória das populações, tanto

24--a longo quanto a curto prazo.

25---------A OMS fornece suporte técnico em nível nacional sobre as melhores práticas para reduzir

26--a poluição do ar e implementar estratégias de mitigação, e emprega uma série de ferramentas

27--para avaliar a eficácia e viabilidade dos esforços de redução.

....

*Termo usado para definir a poluição que se acumula na atmosfera. (Disponível em: https://www.who.int/health-topics/air-pollution#tab=tab_1 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a frase que apresenta pontuação correta.

Alternativas
Q2606578 Português
TEXTO I

Aonde vai a humanidade?

    A humanidade atravessa atualmente várias crises. A primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos, substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse? Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o grande estadista da atualidade? Não se conhece.
    A segunda é decorrente da sacralização da economia, uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como nunca, numa escala exponencial e universal.
    A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta, com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria, na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico Stephen Hawking.
    A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições, instituições e valores socialmente agregadores, como a família e a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”, no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos países e as músicas que se ouvem).
    Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e aponta para o abismo.
    Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte, não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem nós, mas a nossa própria.

João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
Em “Tudo isso se resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e aponta para o abismo.”, a vírgula foi empregada para
Alternativas
Q2408244 Português

Texto para responder às questões 1 a 8.


Ucrânia e o mundo civilizado


Cobertura ocidental sobre Ucrânia. Na CBS: "Este não é um lugar como o Iraque ou o Afeganistão. Esta é uma cidade relativamente civilizada, relativamente europeia". Na ITV britânica: "O impensável aconteceu. Esta não é uma nação em desenvolvimento do terceiro mundo-esta é a Europa!". Na BBC: "É muito emocionante para mim porque vejo europeus com olhos azuis e cabelos loiros sendo mortos".

Há quase meio milhão de refugiados da Ucrânia, metade deles para a Polônia, a mesma que há pouco mandava tropas para bater em refugiados. Há relatos de africanos e de brasileiros barrados em trens fugindo da Ucrânia. Enfatizar que nossa dor é seletiva -geográfica e racialmente -não apaga a realidade da dor (na Ucrânia, é real e cruel); apenas ressalta que nossa empatia é proporcional à humanidade que concedemos a quem sofre.

Raça é uma fronteira, nos lembra Achiume em "Racial Borders". Regimes formais (status de refugiado) e informais (ser aceito em um trem) conferem privilégios raciais a uns e imobilidade a outros. A quem chamamos civilizados, a compaixão. Aos bárbaros, a penúria. O maior campo de refugiados do mundo, no Quênia, continua ameaçado de fechar. Sanções econômicas dos EUA continuam a levar o Afeganistão à fome.

No livro "History of White People", Painter nos lembra que o reconhecimento de povos do Leste Europeu como igualmente brancos no Ocidente foi objeto de disputa. Foi por ter admirado a beleza de um crânio oriundo das montanhas do Cáucaso na Rússia, aliás, que Blumenbach, em 1795, classificou o grupo europeu como caucasiano.

A anedota persiste e nos lembra que raça é, ao mesmo tempo, arbitrária e poderosa. No mesmo século 18, o termo "civilização" era inventado para separar europeus dos bárbaros colonizados (nós, no caso). Por baixo do derramar de sangue da guerra, desumano e inútil, reside paradoxalmente a chave para compreender a nossa humanidade: todos sangramos, nós que somos seletivos no olhar.

Thiago Amparo Folha de São Paulo, 03/03/2022

O emprego da vírgula marca a elipse de um verbo em:

Alternativas
Q2408179 Português

Texto 1


Clonar para biodiversidade


Em dezembro de 2020, o Centro de Conservação de Vida Selvagem do Colorado, nos EUA, foi palco de um nascimento histórico. Elizabeth Ann é o primeiro clone de uma espécie de furão ameaçada de extinção: o furão-de-patas-pretas. Ela é cópia de um ancestral que morreu na década de 1980 e teve suas células congeladas, uma fêmea chamada Willa. À primeira vista, o fato não impressiona. Afinal, quem não se lembra da ovelha Dolly, em 1996? Nas últimas décadas, a clonagem de mamíferos tornou-se lugar comum, utilizada constantemente para clonar animais de criação, esporte e domésticos. O que tem de tão especial neste novo clone?

A novidade não está na técnica, mas no uso. Elizabeth Ann foi criada com uma técnica muito similar à da ovelha Dolly. Óvulos de uma fêmea doméstica doadora foram coletados e tiveram seus núcleos removidos. O material genético de Willa foi então inserido neles, e um estímulo elétrico fez com que começassem a se dividir. O embrião foi implantado em uma fêmea doméstica, dentro de um esquema "barriga de aluguel”. Mas Elizabeth Ann não é um animal de criação ou de corrida, nem um pet. Ela é o primeiro mamífero clonado para um programa de conservação ambiental.

A espécie — furão-de-patas-pretas (Mustela nigripes) — já foi considerada extinta nos EUA na década de 1970, provavelmente devido à caça desenfreada do cão-da-pradaria, que era seu prato preferido. Na década de 1980, no entanto, foi descoberta uma pequena colônia destes animais, e teve início um programa de conservação. Não foi fácil, porque apenas sete animais conseguiram se reproduzir, o que diminui muito a diversidade genética dos descendentes, aumentando inclusive a suscetibilidade a doenças.

Uma estratégia para aumentar a diversidade é introduzir genes de populações diferentes, mas como fazer isso em uma espécie em extinção, onde todos os indivíduos são geneticamente muito próximos? Elizabeth Ann vem para resolver este problema. Ela traz genes de um animal que morreu há 35 anos, com uma diversidade genética três vezes maior do que a encontrada na população existente. É como se todos os furões-de-patas-pretas fossem primos de primeiro grau, e ela, uma estrangeira de um país distante.

Elizabeth Ann, agora sexualmente madura, após seu primeiro aniversário, aguarda a escolha do parceiro, que está sendo cuidadosamente selecionado entre os machos da espécie. E preciso, segundo os tratadores, escolher o macho mais “cavalheiro”, porque não se pode correr o risco de um namorado mais brutamontes machucar a única fonte de genes diferentes. Se ela conseguir se reproduzir e ter descendentes saudáveis, seu caso pode marcar o início de novos programas de conservação e reintrodução de genes para outras espécies em extinção.

O sucesso do programa em furões pode beneficiar muito mais do que os furões em si. Pode ser uma prova de conceito e atrair interesse e financiamento para repetir o processo com outras espécies. Clonar animais selvagens sempre foi um desafio muito maior do que animais domésticos, até porque as técnicas de criação e reprodução em cativeiro não são tão bem estabelecidas para espécies com as quais a Humanidade não convive tanto. O Zoológica de San Diego, por exemplo, está nos primeiros estágios para tentar o mesmo processo com o rinoceronte-branco-do-Norte, espécie da qual existem hoje só dois indivíduos. O sucesso de Elizabeth Ann pode servir para impulsionar programas como esse.

Clones normalmente nos levam a pensar em cópias e redução de diversidade. Elizabeth Ann vem para nos lembrar que clonagem e modificação genética são apenas ferramentas. O que fazemos com elas depende de nossa criatividade, ética e recursos. Clones podem ser usados para promover biodiversidade, e quem sabe, resgatar mais espécies em extinção.


Natália Pastenak

(O Globo, 31 de janeiro de 2022)

O emprego da vírgula introduzindo comentário da autora com valor de possibilidade ocorre em:

Alternativas
Q2404708 Português

Texto para as questões de 01 a 12.

s

TEXTO 1

s

Atalhos

s

Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.

O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.

A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.

s

MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.{adaptado)

Marque a opção em que a virgula foi empregada para separar a oração subordinada adverbial anteposta à principal.

Alternativas
Q2403622 Português

Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.


1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,


-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim

-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São

4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu

-----fã.

-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do

7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu

-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.

-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila

10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei

-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir

-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão

13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no

-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.

-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por

16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a

-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos

-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como

19---já aconteceu.

-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.

-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a

22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e

-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu

-----nem sei qual é, pensando bem.

25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,

-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,

-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e

28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá

-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,

-----Ronaldo?

31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.

-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero

-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me

34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,

-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade

-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro

37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso

-----pra ele.

-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi

40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para

-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de

-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo

43---carta, ele me disse.

-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um

-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque

46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem

-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida

-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha

49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu

-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,

-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca

52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem

-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu

54---realmente não sei, é um mistério.


CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------

São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------

Com relação à pontuação, seria mantida a correção caso, no trecho “Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo carta, ele me disse.” (linhas de 39 a 43), fosse inserida(o)

Alternativas
Q2403391 Português

Texto 1 para responder às questões de 1 a 5.

-

1-----------A violência e as violações de direitos de meninas e

meninos perpassam de muitas maneiras a escola, que pode

tanto ser produtora desse fenômeno como pode ser

4---impactada por ele.

-------Mais de 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a

17 anos de idade estavam fora da escola no País, em 2015.

7-- Essa exclusão tem rosto e endereço: trata-se de meninas e

meninos que vivem em domicílios com renda per capita de

até meio salário mínimo (53%), cuja maioria é negra e

10--possui direitos violados também em outras áreas, tais como

saúde, assistência social e proteção.

-------A exclusão escolar faz com que muitas dessas

13--crianças e adolescentes, quando conseguem retornar para a

escola, estejam em situação de atraso escolar. Quase 6,5

milhões de estudantes da educação básica pública estavam,

16--em 2018, em distorção idade-série no País, ou seja,

possuíam dois ou mais anos de atraso escolar. O perfil de

vulnerabilidade se fortalece, e milhões de crianças e

19--adolescentes ficam atados ao ciclo do fracasso escolar.

-------Estudo do Unicef a respeito dos homicídios de

adolescentes no estado do Ceará verificou que mais de 70%

22--dos adolescentes que foram assassinados em 2015, nas sete

cidades cearenses pesquisadas, estavam fora da escola há

pelo menos seis meses.

25-----------A evasão escolar e o baixo número de anos de estudo

colaboram para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes,

o que aumenta suas chances de vitimização.

28-----------Esses dados indicam a importância do papel da

educação na proteção de crianças e de adolescentes contra

as violências. Contudo, a educação por si só não consegue

31--enfrentar a complexidade desse fenômeno, que reivindica a

participação de diversas políticas públicas, tais como as de

assistência social, saúde, segurança pública, cultura, entre

34--outras.

-

Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/relatorios/educacao-que

protege-contra-violencia>. Acesso em: 30 jul. 2022 (fragmento),

com adaptações.


Com relação ao texto, no que diz respeito à pontuação, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2401417 Português

Texto 2.


Inimigos


O apelido de Maria Tereza, para Norberto, era ‘Quequinha’. Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava na sua mão, carinhosamente, e começava:

— Pois a Quequinha…

E a Quequinha, dengosa, protestava:

— Ora, Beto!

Com o passar do tempo o Norberto deixou de chamar a Maria Tereza de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:

— A mulher aqui…

Ou, às vezes:

— Esta mulherzinha…

Mas nunca mais Quequinha.

(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca o silêncio. O tempo usa armas químicas.)

Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por Ela.

— Ela odeia o Charles Bronson.

— Ah, não gosto mesmo.

Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer ‘essa aí’ e a apontava com o queixo.

— Essa aí…

E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.

(O tempo, o tempo. Tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois cura.)

Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:

— Aquilo…


Luis Fernando Veríssimo


Sobre o uso da vírgula, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2400107 Português

Atenção: Para responder às questões de números 11 e 12, examine a tirinha do cartunista André Dahmer.



(DAHMER, André. Malvados. Rio de Janeiro: Desiderata, 2008)

Verifica-se o emprego de vírgula para assinalar a elipse de um verbo APENAS no

Alternativas
Q2398939 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


Gigantes da tecnologia se preparam para crise econômica


O congelamento das contratações no setor de tecnologia e as previsões pessimistas representam um forte contraste à reputação tradicionalmente protegida das empresas de tecnologia. Durante a última década, essas companhias cresceram bastante, contratando dezenas de milhares de trabalhadores e acumulando enormes reservas financeiras. Os preços das ações de empresas como Amazon, Microsoft, Apple e Google seguiram em direção ao céu, dominando as bolsas de valores e enriquecendo muitos investidores.

Como algumas das empresas mais valiosas do mundo, elas também exercem grande influência nas percepções da economia, em parte devido à natureza de suas atividades, que dependem de cliques e gastos do consumidor. Qualquer queda na demanda de produtos vendidos pela Amazon, pela Tesla, ou pela Apple, assim como menos anúncios comprados no Instagram ou na pesquisa do Google, causa temores em outras esferas da economia.

Há meses o setor de tecnologia dá sinais de que os tempos de prosperidade chegam ao fim. A Amazon foi uma das primeiras gigantes da tecnologia a alertar, no início deste ano, que tinha contratado trabalhadores demais para seus armazéns e construído instalações em excesso ao antecipar uma maior demanda dos clientes que, em vez disso, começou a diminuir logo após o fim do lockdown provocado pela pandemia.


Gigantes da tecnologia se preparam para crise econômica (estadao.com.br). Adaptado.

Durante a última década, essas companhias cresceram bastante, contratando dezenas de milhares de trabalhadores.


Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação, de forma que não altere o sentido original da frase.

Alternativas
Q2398903 Português

Aponte a alternativa que justifica corretamente o emprego das vírgulas na seguinte frase:


"Não, meu caro amigo, você precisa melhorar sua postura"

Alternativas
Q2398804 Português

Na frase: "Ainda logo de manhã, a menina já estava preparada para ir para a escola", a vírgula foi empregada para:

Alternativas
Q2398603 Português

As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.

(Texto)

Cultivo de azeitonas para produção de azeite cresce no Brasil

1 O cultivo de azeitonas para a produção de azeite está

crescendo no Brasil. Em Minas Gerais, mesmo em

áreas pequenas, os agricultores estão investindo em

tecnologia para garantir mais qualidade. E alguns têm

5 ganhado até prêmios em concursos internacionais. O

município de Maria da Fé (MG) é pioneiro na produção

de azeitonas no Sudeste do país. As primeiras mudas

chegaram no município através de imigrantes

portugueses em 1935. Hoje, a região tem quase 200

10 produtores que, este ano, esperam produzir 100 mil

litros de azeite, o que corresponde a um terço da

produção do país. A maior parte vem da região Sul.

Apesar disso, a Serra da Mantiqueira tem se destacado

pelo turismo gastronômico. O consumidor que quer

15 provar um bom azeite tem ido até a região degustar a

iguaria. O clima da Mantiqueira também é ideal para as

oliveiras. Por ser uma árvore frutífera de clima

temperado, elas precisam do frio para ter uma indução

floral e produzir frutos. Cada oliveira produz, em média,

20 20 quilos de azeitonas. A colheita é feita uma vez por

ano entre final de janeiro e início de abril. E pode ser

manual e mecanizada. O transporte para O

beneficiamento é feito no mesmo, pois a rapidez no

processo de extração é um dos fatores que garantem a

25 qualidade do azeite. Além disso, para ser considerado

extravirgem, o processo de extração do azeite precisa

ser 100% físico, ou seja, sem uso de nenhum produto

químico, com controle de temperatura, e o produto final

ter baixa acidez.

(Fonte adaptada: https//ww.g1.com>Acesso em 30 de Junho de 2022)

Analise o período a seguir retirado do Texto:


“Hoje, a região tem quase 200 produtores que...” (linhas 9 e 10).


A vírgula foi empregada pelo autor para:

Alternativas
Q2398281 Português

Assinale a alternativa em que o acréscimo de uma vírgula promoveria a inclusão de outro interlocutor ao trecho de diálogo apresentado, bem como afetaria o sentido da frase.

Alternativas
Q2397822 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.



      Entre as sugestões que vieram da editora sobre meu novo livro, havia a de trocar “índios” por “indígenas”. Sempre fui um defensor do politicamente correto. Algumas mudanças na ética verbal, porém, me parecem contraproducentes. Em certos momentos dos anos 90, “favela” virou “comunidade”. “Favelado” era um termo pejorativo e é compreensível que os moradores dessas áreas não quisessem ser chamados assim, mas mudar para “morador de comunidade”. Mas embora a mudança amacie na semântica, não leva água encanada, esgoto e luz para ninguém. Pelo contrário.

     A gente ouve “comunidade” e dá a impressão de que aquelas pessoas estão todas de mãos dadas fazendo uma ciranda em torno da horta orgânica, não apinhando-se em condições sub-humanas, sem esgoto, asfalto, educação, saúde. Talvez fosse bom deixarmos o incômodo nos tomar toda vez que disséssemos ou ouvíssemos “favela” ou “favelados”. Nosso objetivo deveria ser dar condições de vida decente para aquela gente, não nos sentirmos confortáveis ao mencioná-la.

    O mesmo vale para “morador em situação de rua”. Parece que o cara teve um problema pra voltar pra casa numa terça, dormiu “em situação de rua” num ponto de ônibus e na quarta vai retornar ao conforto do lar. É mentira. A pessoa que mora na rua tá ferrada, é alguém que perdeu tudo na vida, até virar “mendigo”. “Mendigo” é um termo horrível não porque as vogais e consoantes se juntem de forma deselegante, mas pelo que ele nomeia: gente que dorme na calçada, revira lixo pra comer, não tem sequer acesso a um banheiro. Mas quando a gente fala “morador em situação de rua” vem junto o mesmo morninho no coração de “comunidade”: essa situação, pensamos, é temporária. Vai mudar. Logo, logo, ele estará em outra.

     Não, não estará se não nos indignarmos com a indigência, e agirmos. Algumas palavras têm que doer, porque a realidade dói. Do contrário, a linguagem deixa de ser uma ferramenta que busca representar a vida como ela é e se torna um tapume nos impedindo de enxergá-la. Sobre “índios” e “indígenas”, li alguns textos. Os argumentos giram em torno do fato de “índio” ter se tornado um termo pejorativo, ligado aos preconceitos que os brancos sempre tiveram com os povos originários da América: preguiçosos, atrasados, primitivos. Tá certo. Mas o problema, pensei, não está no termo “índio”, mas no preconceito do homem branco.



(PRATA, Antonio. As palavras e as coisas. Folha de São
Paulo, 03.07.2022. Adaptado).
Assinale a alternativa cuja reescrita do texto emprega a vírgula de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q2394098 Português
Analise a frase abaixo para responder à questão.


Sob potente tsunami emocional revivi lutos acumulados e buracos por décadas fragilmente acobertados foram escancarados de uma só vez.

(www.semprefamilia.com.br. Adaptado).
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2393753 Português

Analise o parágrafo abaixo para responder à questão.



A pesquisa revelou que enquanto 46% das mulheres que têm melhores condições para manter o aleitamento o oferecem como único alimento aos seus bebês até o quarto mês de vida apenas 34% das mães com ocupações manuais semiespecializadas que enfrentam jornadas de trabalho de oito ou mais horas diárias conseguem oferecê-lo exclusivamente.


(www.semprefamilia.com.br. Adaptado).

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2384951 Português
        David Bennet Sr. tornou-se, no último dia 7, a primeira pessoa a receber um coração de porco geneticamente modificado. Até este sábado (29), ele estava vivo – já superando os 18 dias do primeiro humano a receber um transplante cardíaco, em 1967. Será que este caso inaugura a era dos xenotransplantes, em que utilizaremos rotineiramente órgãos, tecidos e células de outras espécies?

       Para os puristas, a resposta é negativa. No início do século 20, quando o fenômeno da rejeição não era bem conhecido, cirurgiões experimentaram um pouco de tudo, com resultados pífios. Mais modernamente, a substituição de válvulas humanas defeituosas por válvulas de porcos é há anos procedimento padrão da cardiologia.

          Mesmo a implantação de um coração inteiro não representa exatamente um fato inédito. Em 1984, uma menina recém-nascida, que sofria de grave anomalia congênita, sobreviveu por três semanas com um coração de babuíno. A grande novidade na cirurgia de Bennet, nos EUA, é que o porco doador teve o seu coração geneticamente manipulado para tornar o órgão propício ao transplante.

         Nesse processo, três genes suínos foram silenciados para impedir a produção dos açúcares que deflagram a rejeição pelo sistema imune humano, seis genes humanos foram adicionados e um gene de crescimento foi alterado.

          Se tudo funcionar como a empresa que fabrica esses porcos pretende, o principal obstáculo à massificação dos transplantes cardíacos, que é a carência de órgãos, terá sido suprimido. Incontáveis vidas serão salvas. Porém, intervenções como essa sempre impõem questões bioéticas. A grande questão está em se é ético utilizar outros seres vivos como repositório de órgãos para humanos.

       Num planeta que sacrifica 1,5 bilhão de porcos a cada ano para alimentação, é difícil sustentar que não podemos matar mais alguns milhares com objetivo eticamente mais relevante de salvar vidas. Houve alguma grita com a escolha de Bennet, pois ele cumpria pena por ter esfaqueado uma pessoa. Essa, porém, não deve ser uma preocupação da bioética, que julga procedimentos, não indivíduos. 



(Coração de porco. Folha de São Paulo,
30.01.2022. Adaptado).

Assinale a alternativa cuja reescrita do texto emprega a pontuação de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q2339662 Português
Texto CG1A1-I


      O estreitamento das relações entre instituições policiais e comunidade como um todo, em determinado espaço geográfico, se coloca como uma forma eficaz de enfrentamento do sentimento generalizado de medo, de insegurança e de descrédito em relação à segurança pessoal e coletiva. Esse modo de responder ao problema da violência e da criminalidade de forma preventiva e com a participação da sociedade tem recebido denominações diferenciadas, tais como polícia comunitária, policiamento comunitário, polícia interativa, polícia cidadã, polícia amiga, polícia solidária, não havendo consenso quanto à melhor nomenclatura. No entanto, há o reconhecimento de todos que adotaram essas experiências quanto à sua efetividade na prevenção da violência; prova disso é que seu uso tem sido muito corrente nos dias atuais.

       Podemos definir polícia comunitária como um processo pelo qual a comunidade e a polícia compartilham informações e valores de maneiras mais intensas, objetivando promover maior segurança e o bem-estar da coletividade. A Constituição Federal de 1988 foi a primeira a apresentar um capítulo específico sobre segurança pública, no qual se encontra o artigo 144. Nessa perspectiva, ao incorporar a segurança pública na Carta Magna, o legislador instituiu um status de direito fundamental a essa matéria. Assim, o Estado é o principal garantidor da segurança pública, mas a responsabilidade recai sobre todos; consequentemente, em observância aos conceitos e aos princípios da filosofia de polícia comunitária, o cidadão passa a ser parceiro da organização policial, envolvendo-se na identificação de problemas, apontando prioridades e indicando soluções com relação à segurança pública, em uma perspectiva cidadã.


Severino da Costa Simão. Polícia comunitária no Brasil: contribuições para democratizar a segurança pública. Internet:<http://www.cchla.ufpb.br/>  (com adaptações). 
Sem prejuízo da coerência, da coesão e da correção gramatical do texto CG1A1-I, poderia ser eliminada a vírgula empregada no trecho 
Alternativas
Q2267767 Português

       Texto II





FERREIRA, M. J. Disponível em http://martinhodavila.com.br. Acesso em 04 abr. 2022. 

Dentre as alternativas a seguir, a que apresenta uma vírgula utilizada em função de um deslocamento sintático é 
Alternativas
Respostas
1461: A
1462: C
1463: B
1464: D
1465: D
1466: C
1467: D
1468: E
1469: B
1470: E
1471: B
1472: D
1473: A
1474: A
1475: D
1476: C
1477: A
1478: B
1479: D
1480: B