Questões de Concurso Comentadas sobre uso da vírgula em português

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Q2425685 Português

Texto – Tecnologia e educação

A busca pelo instantâneo é, sem dúvida, um dos sinais da nossa cultura digital. A um clique ou comando de voz, tem-se instantaneamente informações, imagens, contatos pessoais e, por que não dizer, a própria realidade em sua representação digital. Na educação, a sala de aula pode estar conectada com o mundo, permitindo que alunos e professores acessem instantaneamente informação e conteúdo que antes limitavam-se a meios impressos ou a espaços como a biblioteca.

Em tempos de conectividade, estudantes podem, em qualquer lugar e a qualquer momento, assistir a videoaulas, recorrer a professores online ou contar com a ajuda de programas de computador que respondem às suas dúvidas. A oferta variada e instantânea de informação e estímulos, além dos novos formatos e linguagens da interação nas redes, faz com que ouvir um professor por mais de 20 minutos pareça impossível para estudantes considerados nativos digitais. Interatividade e instantaneidade a um toque da tela do celular parecem não combinar com práticas de aprendizagem que requerem investimento de tempo em leituras, escutas participativas e diálogos que admitem, inclusive, o silêncio da reflexão.

Mas se o instantâneo virou bem de primeira necessidade, não se pode esquecer que a vida e a aprendizagem acontecem na duração. Não se trata de negar que instantes marcam nossa trajetória e muita informação nos esclarece a mente como que repentinamente. A vida, porém, é mais do que amontoado de instantes e a aprendizagem é mais do que consumo rápido de informações. Uma imagem visualizada, um texto lido ou uma aula assistida precisam da duração, da vivência no tempo, da experiência construída pelo retrabalho, pelas articulações ou pelas retomadas que se dão no processo de aprendizagem.

Caso aceitemos que educação é mais do que instrução e não se reduz a preparar crianças e jovens a ir de uma fase a outra no jogo da vida, cada vez mais em menos tempo e com mais produtividade, precisamos então aceitar o desafio de integrar as tecnologias digitais na escola, sem desrespeitar os diferentes ritmos dos processos de aprendizagem.

Autor: Luís Cláudio Dallier Saldanha - Doutor em Educação 10/01/2018. Acessado em 07 mai. 2023 em: <https://ndmais.com.br/opiniao/artigo/tecnologia-e-educacao/>

As questões, 04 e 05 referem-se ao parágrafo reproduzido abaixo.


“A oferta variada e instantânea de informação e estímulos, além dos novos formatos e linguagens da interação nas redes, faz com que ouvir um professor por mais de 20 minutos pareça impossível para estudantes considerados nativos digitais. Interatividade e instantaneidade a um toque da tela do celular parecem não combinar com práticas de aprendizagem que requerem investimento de tempo em leituras, escutas participativas e diálogos que admitem, inclusive, o silêncio da reflexão.”


Sobre outra possibilidade de pontuação do parágrafo, em conformidade com as relações sintático-semânticas da língua portuguesa da Nomenclatura Gramatical Brasileira, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2387055 Português
“... quando o barco abre as fendas, o fim torna-se inevitável.”


A vírgula da última linha do trecho foi utilizada para 
Alternativas
Q2370562 Português
No interior de uma oração, o uso da vírgula serve para separar e isolar termos. Entre orações, a vírgula é usada para separar diferentes ideias, tornando os textos mais claros e estruturados. Sabendo disso, em qual das frases abaixo a vírgula é usada para isolar um elemento pleonástico que vem antes do verbo, ou seja, um termo que se repete na frase e é antecipado para ter mais ênfase? 
Alternativas
Q2352711 Português
Instrução: Leia o texto as seguir e responda à questão.

Alunos espertos

Dizem que o fato narrado abaixo é real e aconteceu em um curso de Engenharia da USJT (Universidade São Judas Tadeu), tornando-se logo uma das “lendas” da faculdade…
Na véspera de uma prova, quatro alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar. Faltaram à prova e resolveram dar um “jeitinho”: voltaram à USJT na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda.
Então dirigiram-se ao professor:
– Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas, e por conta disso tudo nos atrasamos, mas gostaríamos de fazer a prova.
O professor, sempre compreensivo:
– Claro, vocês podem fazer a prova hoje à tarde, após o almoço.
E assim foi feito. Os rapazes correram para casa e racharam de tanto estudar, na medida do possível. Na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente e entregou a prova.
Primeira pergunta, valendo 1 ponto:
“Escreva sobre a ‘Lei de Ohm’.”
Os quatro ficaram contentes, pois haviam visto algo sobre o assunto. Pensaram que a prova seria muito fácil e que haviam conseguido se dar bem.
Segunda pergunta, valendo 9 pontos:
“Qual pneu furou?”
(Autor desconhecido. Disponível em: www.refletirpararefletir.com.br/textos de humor. Acesso em: 20/01/23.)
Tome os trechos a seguir.


1. Os quatro ficaram contentes, pois haviam visto algo sobre o assunto.
2. Na véspera de uma prova, quatro alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar.
Sobre o uso da vírgula nos trechos, analise as afirmativas.

I.  A vírgula isola a expressão adverbial quando usada no início ou no meio de uma oração, como ocorre no trecho 2.
II. No trecho 2, a vírgula separa orações intercaladas.
III. A vírgula separa orações reduzidas quando equivalem a orações adverbiais, como no trecho 1.
IV. No trecho 1, a vírgula separa orações coordenadas ligadas por conjunção.


Estão corretas as afirmativas 
Alternativas
Q2351731 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

A galinha do vizinho

Bota ovo amarelinho? Bota um, bota dois, bota cem, bota mil!!! A musiquinha da minha infância fala de um Brasil rural há muito soterrado por um país urbano, envergonhado de suas origens.
Esta vergonha de tudo que vem da roça me entristece. Quem somos nós se não a soma de nossa raiz, caule, flores e frutos? Que futuro teremos como nação se dermos as costas às nossas origens caboclas, ao nosso passado indígena, negro, imigrante europeu?
No entanto, é isso que fazemos, que fazem as mídias, estes tentáculos de um capitalismo mais que selvagem, pós tudo, este escravo/ do capital internacional, das megaempresas fundidas e refundidas, o verdadeiro centro do poder!
Quem vive no campo está louco pra se mudar pra cidade, esquecer num segundo as cantigas, as lendas, os mitos, os laços de sangue e amizade, as festas religiosas e pagãs, a vizinhança, a avó desdentada e enrugada. Pra trás ficam as cantigas, os pores de sol, o duro trabalho no campo. As frutas maduras no pé, os galos correndo atrás das galinhas, o burro de carga, as flores silvestres.
Pela frente, a periferia de uma grande cidade. Vizinhos craqueiros, encrenqueiros, escolas violentas, ruas violentas. Quatro horas sacudindo nas conduções. A medida diária de ilusão da TV e o sono intranquilo do progresso. Progresso?

(MUCCI, R. Disponível em: viveragora.com.br/crônicas-rápidas. Acesso em: 08/09/23.) 
Qual regra gramatical da escrita culta justifica o uso das vírgulas em esquecer num segundo as cantigas, as lendas, os mitos, os laços de sangue e amizade, as festas religiosas e pagãs, a vizinhança, a avó desdentada e enrugada.?
Alternativas
Q2347233 Português

Curiosidades que tornam o tomate um vegetal único

    O tomate, um delicioso alimento, foi revalorizado ao longo de centenas de anos e agora é considerado um dos vegetais mais benéficos para a saúde das pessoas, informa a Encyclopedia of Life (EOL).

    Sem o tomate não _________ pizza, lasanha ou espaguete à bolonhesa. O gaspacho (sopa fria espanhola) não _______ tomates nem qualquer uma das centenas de pratos que incluem esse vegetal vermelho entre seus ingredientes. Entretanto, nenhum desses alimentos _________ sem a chegada dos colonizadores à América no final do século 15, explica a EOL.

    Embora atualmente seja encontrado em todo o mundo, acredita-se que as primeiras plantações de tomate tenham surgido no oeste da América do Sul, no que hoje é a região do Peru e do Equador. A EOL afirma que, no século 16, quando os europeus chegaram ao México, os povos nativos também já cultivavam tomates há muito tempo.

     No século 19, o tomate havia sido incorporado à dieta dos europeus, assim como sua agricultura, diz a Encyclopedia of Life. No entanto, os livros de botânica franceses de 1600 descreviam a planta como "mais agradável aos olhos do que ao paladar e ao olfato, porque comer a fruta causa nojo e vômito". Não se sabe se os tomates daquela época eram realmente ruins ou se o paladar europeu não aceitava seu novo sabor. 

     O tomate foi usado na medicina após sua aceitação como alimento. A EOL diz que, em 1770, o médico inglês William Salmon começou a usar o vegetal como loção para tratar queimaduras, coceiras, úlceras, feridas, dores nas costas, dores de cabeça, gota e até ciática.


(Fonte: National Geographic — adaptado.)

Qual a função das vírgulas presentes em “O tomate, um delicioso alimento, foi revalorizado ao longo de centenas de anos [...]”?
Alternativas
Q2346874 Português
TENTAÇÃO


(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.


(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.


(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.


(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.


(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.


(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.


(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.


(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".

(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -

(armazemdetexto.blogspot.com)
Marque o que não se comprova na estrutura do (1º§).
Alternativas
Q2346371 Português
       Você com certeza conhece algo de marketing. Como consumidor, está sujeito à propaganda e outras formas de promoção de vendas, de inúmeros fornecedores dos produtos e serviços. Como vendedor, está sempre disputando a atenção dos consumidores, tentando convencê-los a escolher seus produtos e serviços e não os da concorrência. Certamente, é um consumidor mais informado e exigente que os consumidores de meados do século passado. Tem, inclusive, mais escolhas que eles. Provavelmente, está acostumado a ler rótulos para verificar a data de validade do produto e sabe que, se tiver algum problema, o Código de Defesa do Consumidor está ao seu lado. Tudo isso é marketing — e muito mais. A função de marketing vai muito além da propaganda ou da promoção de vendas e compreende todas as formas de relacionamento com os clientes.

           O conceito de cliente é central em marketing, assim como o de transformação para operações e o de dinheiro para finanças. A base das transformações que se processaram na função de operações, enfatizando a qualidade e a eficiência, foi o interesse do cliente. Para acompanhar essa mudança, a função de marketing passou a desempenhar papel de fornecedora de inputs para outras funções — projeto de produto não é mais apenas uma questão de engenharia, mas também de trazer para dentro da empresa a voz do cliente. Os fundamentos de marketing, como a ênfase no cliente, integram agora o conteúdo da formação dos profissionais e dos dirigentes de outras áreas.

       O trabalho em marketing é diferenciado dentro da empresa. Tem muito mais conteúdo relacional que as outras áreas — marketing é uma questão de relacionamento, de persuasão, de inteligência emocional, de entendimento dos mecanismos do comportamento humano. Essa ênfase no estudo do cliente reflete-se no componente técnico nas competências profissionais, especialmente no uso das ferramentas da estatística na pesquisa de marketing. Mesmo quando essa competência é terceirizada, os profissionais de marketing precisam dialogar com os fornecedores. Marketing é uma área essencialmente externa — os profissionais vão a campo participar de eventos, fazer promoções, estudar os pontos de vendas, distribuir peças promocionais, fazer entrevistas com representantes de grupos de consumidores etc. É uma atividade frequentemente realizada ao ar livre e por meio de projetos — empreendimentos por encomenda, como eventos promocionais, contrastando com as atividades funcionais, contínuas e internas, de produção e finanças.


(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
“Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem.” (Peter Drucker)

Nesse pensamento, as vírgulas foram empregadas para: 
Alternativas
Q2346369 Português
       Você com certeza conhece algo de marketing. Como consumidor, está sujeito à propaganda e outras formas de promoção de vendas, de inúmeros fornecedores dos produtos e serviços. Como vendedor, está sempre disputando a atenção dos consumidores, tentando convencê-los a escolher seus produtos e serviços e não os da concorrência. Certamente, é um consumidor mais informado e exigente que os consumidores de meados do século passado. Tem, inclusive, mais escolhas que eles. Provavelmente, está acostumado a ler rótulos para verificar a data de validade do produto e sabe que, se tiver algum problema, o Código de Defesa do Consumidor está ao seu lado. Tudo isso é marketing — e muito mais. A função de marketing vai muito além da propaganda ou da promoção de vendas e compreende todas as formas de relacionamento com os clientes.

           O conceito de cliente é central em marketing, assim como o de transformação para operações e o de dinheiro para finanças. A base das transformações que se processaram na função de operações, enfatizando a qualidade e a eficiência, foi o interesse do cliente. Para acompanhar essa mudança, a função de marketing passou a desempenhar papel de fornecedora de inputs para outras funções — projeto de produto não é mais apenas uma questão de engenharia, mas também de trazer para dentro da empresa a voz do cliente. Os fundamentos de marketing, como a ênfase no cliente, integram agora o conteúdo da formação dos profissionais e dos dirigentes de outras áreas.

       O trabalho em marketing é diferenciado dentro da empresa. Tem muito mais conteúdo relacional que as outras áreas — marketing é uma questão de relacionamento, de persuasão, de inteligência emocional, de entendimento dos mecanismos do comportamento humano. Essa ênfase no estudo do cliente reflete-se no componente técnico nas competências profissionais, especialmente no uso das ferramentas da estatística na pesquisa de marketing. Mesmo quando essa competência é terceirizada, os profissionais de marketing precisam dialogar com os fornecedores. Marketing é uma área essencialmente externa — os profissionais vão a campo participar de eventos, fazer promoções, estudar os pontos de vendas, distribuir peças promocionais, fazer entrevistas com representantes de grupos de consumidores etc. É uma atividade frequentemente realizada ao ar livre e por meio de projetos — empreendimentos por encomenda, como eventos promocionais, contrastando com as atividades funcionais, contínuas e internas, de produção e finanças.


(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
Sobre o emprego da pontuação, analisar os itens abaixo:

I. Saiba, minha querida, que, enquanto eu for o presidente desta organização, você sempre terá liberdade para trabalhar.
II. A fim de conseguir um bom emprego Pedro fez diversos cursos, muitos deles fora do país, mas mesmo assim, permanece desempregado.
III. Sem que tenha disciplina, será impossível conseguir uma promoção na empresa, ou seja, terá de levantar ainda mais cedo, antes do raiar do sol, se deseja realmente uma condição de vida melhor.
IV. Numa noite quente de verão encontramos Maria Lúcia, esposa do meu primo Augusto, a qual procurava a chave que perdera na beira da praia.

Estão CORRETOS: 
Alternativas
Q2346324 Português
Analisar as duas frases abaixo:

I. Não, respeite o pedestre! II. Não respeite o pedestre!

É CORRETO afirmar que as duas têm:
Alternativas
Q2346159 Português
Analisar as duas frases abaixo:

I. Não, corra! II. Não corra!

É CORRETO afirmar que as duas frases têm:
Alternativas
Q2344486 Português
TEXTO I


O estudo da leitura, da escrita, do uso de livros e da circulação da informação no universo monástico requer uma observação histórica, já que tais práticas sempre foram centrais entre monges, seja no Medievo até a contemporaneidade, ainda que caracterizadas por momentos de menor ou maior predominância.

A leitura fomenta a cultura monástica desde as suas origens, pois por meio dessa prática são realizadas orações, estudos e o contato direto com as Sagradas Escrituras.

Já a mediação da informação também esteve e está presente no contexto monástico, uma vez que o mosteiro é um espaço informacional por excelência, notadamente a sua biblioteca: coleções são constituídas, inventários e catálogos são desenvolvidos e a informação é disponibilizada para os diferentes tipos de usuários, desde o noviço até o monge.

A biblioteca monástica possui uma característica comum às bibliotecas: é um espaço mediador na medida em que, por meio de uma intervenção intencional, busca promover o contato entre aquilo que está separado: as pessoas e os registros do conhecimento. [...]

Com base na multiplicidade de textos que passaram a compor as bibliotecas monásticas e levando em conta a sua relação com os objetivos institucionais e as atividades por elas pressupostas, distinguem-se vários núcleos de leitura: a leitura oficial, correspondente à lectio divina, constituída sobre os textos que se dirigem especificamente à celebração do ofício divino e à formação espiritual, como são os textos bíblicos, os comentários patrísticos, as obras dos mestres de espiritualidade; a leitura escolar ou instrumental, que atende ao estudo como objeto e ocupa um lugar alternativo ao trabalho; a leitura recreativa, deixada à iniciativa individual, facultativa e própria para os tempos de ócio, sobre a qual tem prevalecimento a necessidade do trabalho e a leitura transgressiva, que, sendo ou não furtiva, é minimamente caucionada, pois só a condescendência relativamente a ela permite explicar a existência de textos que reputaríamos, de alguma maneira, marginais, por não corresponderem à finalidade específica da instituição monástica ou por estarem mesmo em oposição aos seus objetivos, e que, por não serem clandestinos, teremos de considerar como ‘reservados’ quanto ao uso. Por mais estranho que pareça, este último tipo de leitura não era inteiramente excluído, já que os monges, eventualmente, buscavam para sua formação textos fora dos mosteiros, como em instituições universitárias.


ARAUJO, André. Leitura e mediação na cultura monástico-medieval. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013). Rio de Janeiro: UFRJ, 2013. Disponível em: https://www.academia. edu/6941443/LEITURA_E_MEDIA%C3%87%C3%83O_NA_ CULTURA_MON%C3%81STICO_MEDIEVAL?email_work_ card=thumbnail. Acesso em: 7 ago. 2023.
No trecho “O estudo da leitura, da escrita, do uso de livros e da circulação da informação no universo monástico requer uma observação histórica.”, as vírgulas separam
Alternativas
Q2342257 Português
Leia o texto a seguir:


Rio de Janeiro ganhará museu olímpico


Cronograma é que ele seja inaugurado no ano que vem, em
comemoração aos oito anos dos jogos na cidade



A cidade do Rio de Janeiro ganhará um museu olímpico no ano que vem. A ideia da prefeitura e da Secretaria de Esportes, que toca o projeto, é que ele seja inaugurado em agosto, em comemoração aos oito anos da realização das olimpíadas na cidade, em 2016.


O museu ficará no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, no mezanino do Velódromo, que fica no 3º andar. O espaço será oval (a pessoa entra, dá a volta e sai do outro lado).


A Secretaria de Esportes fez duas licitações. A primeira delas para a construção de um acervo olímpico e de obras e de peças interativas. Surpresas estão previstas.


A outra licitação foi para as obras, que começaram no mês passado. Será reformado o arco do mezanino e o sistema de ar-condicionado passará por reforma.



Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/panorama-esportivo/post/2023/10/rio-de-janeiro-ganhara-museu-olimpico.ghtml. Texto adaptado. Acesso em: 19 out. 2023.
No trecho “O museu ficará no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, no mezanino do Velódromo” (2º parágrafo), as vírgulas foram empregadas para:
Alternativas
Q2340297 Português
Texto CB1A1-I


           A governança pública é discutida em torno de determinados pressupostos sobre componentes estruturais como gestão, equidade, transparência, responsabilidade corporativa, accountability (prestação de contas) e legalidade do setor público. Esses elementos são considerados necessários ao desenvolvimento das sociedades, segundo os modelos idealizados por organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), e pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

         Sob a ótica da ciência política, a governança pública está associada a uma mudança de gestão política, tendendo, cada vez mais, à autogestão nos campos social, econômico e político, como também a uma nova composição de formas de gestão. Complementarmente, a governança relaciona-se a fatores como tomada de decisões gerenciais, desempenho, controle, com direcionamento global para o órgão ou a entidade, e necessidade de prestação de contas para seus controladores.

          Nesse sentido, o conceito de accountability é pautado na relação de interesse do Estado e nas necessidades do cidadão. Assim, a accountability é plena quando as informações públicas de prestação de contas dos governantes, auditadas pelos órgãos de controles internos e externos, geram confiança a uma sociedade participativa das decisões públicas.

     O grau de accountability de uma burocracia deve ser explicado pelas dimensões do macroambiente da administração pública: a textura política e institucional da sociedade, os valores, os costumes tradicionais partilhados na cultura, a história, o desenvolvimento político na trajetória para tornar as burocracias responsáveis, a baixa contribuição dos diversos esforços de reformas da administração pública e a precariedade dos controles formais.


Blênio Cezar Severo Peixe et al. Governança pública e accountability: uma análise bibliométrica das publicações científicas nacionais e internacionais. 2018. Internet: <redalyc.org>  (com adaptações)

Julgue o próximo item, referentes aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.



A correção gramatical e os sentidos do primeiro período do segundo parágrafo seriam preservados caso se deslocasse a expressão “cada vez mais”, com as vírgulas que a isolam, para imediatamente depois do vocábulo “também”.


Alternativas
Q2340295 Português
Texto CB1A1-I


           A governança pública é discutida em torno de determinados pressupostos sobre componentes estruturais como gestão, equidade, transparência, responsabilidade corporativa, accountability (prestação de contas) e legalidade do setor público. Esses elementos são considerados necessários ao desenvolvimento das sociedades, segundo os modelos idealizados por organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), e pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

         Sob a ótica da ciência política, a governança pública está associada a uma mudança de gestão política, tendendo, cada vez mais, à autogestão nos campos social, econômico e político, como também a uma nova composição de formas de gestão. Complementarmente, a governança relaciona-se a fatores como tomada de decisões gerenciais, desempenho, controle, com direcionamento global para o órgão ou a entidade, e necessidade de prestação de contas para seus controladores.

          Nesse sentido, o conceito de accountability é pautado na relação de interesse do Estado e nas necessidades do cidadão. Assim, a accountability é plena quando as informações públicas de prestação de contas dos governantes, auditadas pelos órgãos de controles internos e externos, geram confiança a uma sociedade participativa das decisões públicas.

     O grau de accountability de uma burocracia deve ser explicado pelas dimensões do macroambiente da administração pública: a textura política e institucional da sociedade, os valores, os costumes tradicionais partilhados na cultura, a história, o desenvolvimento político na trajetória para tornar as burocracias responsáveis, a baixa contribuição dos diversos esforços de reformas da administração pública e a precariedade dos controles formais.


Blênio Cezar Severo Peixe et al. Governança pública e accountability: uma análise bibliométrica das publicações científicas nacionais e internacionais. 2018. Internet: <redalyc.org>  (com adaptações)

Julgue o próximo item, referentes aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.



No último período do primeiro parágrafo, a vírgula empregada logo após “internacionais” poderia ser eliminada, sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Alternativas
Q2339202 Português
TEXTO I



Tema de redação do Enem evoca invisibilidade do trabalho de cuidado das mulheres no Brasil

Para o presidente do TST, o tema é atual e relevante e está na pauta da Justiça do Trabalho

06/11/2023 - O tema da redação do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, realizado neste domingo (5), trouxe à tona uma importante reflexão: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”. Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Lelio Bentes Corrêa, o tema é “atual e relevante para nossa sociedade”. Segundo o ministro, a exclusão social abrange fenômenos culturais como a invisibilização social e o não reconhecimento. “Ao repetirmos padrões culturais impregnados de preconceito, de misoginia e de desvalorização do trabalho e da figura do outro, somos levados a invisibilizar”, afirma.


Problema estrutural

A invisibilidade desse tipo de trabalho está na pauta da Justiça do Trabalho. Em outubro deste ano, o TST promoveu o evento “Ver o Invisível - Seminário de Trabalho Doméstico e de Cuidado”, em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e apoio da Embaixada da França no Brasil. A iniciativa buscou dar visibilidade e valorizar a importância individual e coletiva do trabalho doméstico e de cuidados, realizados predominantemente por mulheres, em especial mulheres negras.


Mulheres

O tema também foi tratado em artigo publicado na revista Carta Capital, assinado pelo ministro Lelio Bentes e por Helena Martins de Carvalho, mestra em Direito, Estado e Constituição pela UnB e assessora no TST. Eles analisam os dados do estudo “Gênero é o que importa: determinantes do trabalho doméstico não remunerado no Brasil”, publicado em outubro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, as mulheres seguem sendo as protagonistas do trabalho doméstico não remunerado no país, com jornadas de trabalho não pago duas vezes mais longas que as dos homens. Também são as mulheres as principais cuidadoras de idosos nos contextos familiares.


Equidade

Em outubro, o CSJT aprovou a resolução que institui o programa de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho, que integra a Política Judiciária Nacional de Trabalho Decente da Justiça do Trabalho. A iniciativa amplia o escopo de atuação institucional da Justiça do Trabalho para além dos limites dos processos judiciais, alcançando também a qualificação e a formação para lidar com esses fenômenos. A ministra do TST Kátia Arruda é a coordenadora nacional do programa.

Fonte: https://www.tst.jus.br/
Considerando o Texto I em sua integralidade, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE uma característica tipológica relacionada ao emprego dos sinais de pontuação.
Alternativas
Q2338178 Português

Leia o texto abaixo para responder o que se pede.



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.caldeiraogrande.ba.gov.br/ver_noticias.php?note=194. Acesso em: 23 out. 2023. (adaptado)



O uso da vírgula na propaganda se justifica pela ocorrência de:

Alternativas
Q2337234 Português

Leia o poema a seguir, de Manuel Bandeira.



A Onda


a onda anda

aonde anda?

a onda?

a onda ainda

ainda onda

ainda anda

aonde?

aonde?

a onda a onda




A partir do contexto, analise as afirmações abaixo:


I- A função da linguagem predominante no texto é a poética.


II- A repetição do substantivo “onda”, seguido dos advérbios “ainda” e “aonde”, geram um efeito de sentido que alude ao som das vagas na areia.


III- A ausência da vírgula no último verso permite que o leitor atente para a continuidade das ondas.


IV- A leitura do poema procura reproduzir o som do mar através do funcionamento discursivo das classes de palavras substantivo e advérbio, protagonistas na matéria linguística do poema.


V- A repetição de palavras no poema não é redundante. Ela tem a função de ênfase.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2336466 Português
A arte de envelhecer


     Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem.

     Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.

     O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias.

     Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.

     Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos.

     A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias, o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.

     A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.

     Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem “cabeça de jovem”. É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de 10.

     A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária, tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.

     A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém, sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos. No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer, nos países da Europa mais desenvolvida, não passava dos 40 anos.

     A mortalidade infantil era altíssima, epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice, quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.

     Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá, aos 60, o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.

     Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude, é torná-la experiência medíocre. Julgar aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento as inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.

     Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.


(Dráuzio Varella. Acesso em: 01/10/2023.)

Analise o uso da vírgula em: “Nas comunidades agrárias, o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.” (6º§) A vírgula foi usada para
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