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Questões de Concurso Comentadas sobre uso da vírgula em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 5.061 questões

Q3408952 Português
A prova do tempo

        Uma polêmica suposição, sustentada desde 1978 pelo arqueólogo francês Bernard Vandermeersch, acaba de ser confirmada por uma técnica de última geração. Ele vinha dizendo que o homem de Neandertal, hominídeo cujo primeiro fóssil foi encontrado há 132 anos no vale do rio Neander, na Alemanha, era contemporâneo do Homo sapiens sapiens, o homem moderno. Isso contraria a hipótese tradicionalmente aceita de que este teria surgido depois daquele. Segundo o cientista, o homem do vale de Neander teria se originado na Europa há cerca de 350 mil anos, desaparecendo por razões ainda desconhecidas há 42 mil anos. Já o homem moderno teria surgido no Oriente Próximo numa época em que os neandertais ainda viviam.
        A teoria foi comprovada recentemente graças ao método da termoluminescência, que permite saber quando um mineral foi manipulado para a confecção de instrumentos. Identificando-se, por exemplo, quando uma pedra foi lascada para fazer-se uma ponta de lança, pode-se saber a idade do fóssil encontrado no mesmo local. Ao fim dos estudos, os pesquisadores concluíram que o homem moderno é mais antigo do que se pensava, tendo surgido há 94 mil anos. As duas espécies, portanto, teriam coexistido no planeta por 500 séculos, pelo menos. Resta saber se foram apresentados uns aos outros alguma vez.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
Se retirássemos todas as vírgulas das orações a seguir, haverá ERRO em: 
Alternativas
Q3408951 Português
A prova do tempo

        Uma polêmica suposição, sustentada desde 1978 pelo arqueólogo francês Bernard Vandermeersch, acaba de ser confirmada por uma técnica de última geração. Ele vinha dizendo que o homem de Neandertal, hominídeo cujo primeiro fóssil foi encontrado há 132 anos no vale do rio Neander, na Alemanha, era contemporâneo do Homo sapiens sapiens, o homem moderno. Isso contraria a hipótese tradicionalmente aceita de que este teria surgido depois daquele. Segundo o cientista, o homem do vale de Neander teria se originado na Europa há cerca de 350 mil anos, desaparecendo por razões ainda desconhecidas há 42 mil anos. Já o homem moderno teria surgido no Oriente Próximo numa época em que os neandertais ainda viviam.
        A teoria foi comprovada recentemente graças ao método da termoluminescência, que permite saber quando um mineral foi manipulado para a confecção de instrumentos. Identificando-se, por exemplo, quando uma pedra foi lascada para fazer-se uma ponta de lança, pode-se saber a idade do fóssil encontrado no mesmo local. Ao fim dos estudos, os pesquisadores concluíram que o homem moderno é mais antigo do que se pensava, tendo surgido há 94 mil anos. As duas espécies, portanto, teriam coexistido no planeta por 500 séculos, pelo menos. Resta saber se foram apresentados uns aos outros alguma vez.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
No trecho: “Identificando-se, por exemplo, quando uma pedra foi lascada para fazer-se uma ponta de lança. [...]” (2º parágrafo), as vírgulas foram empregadas para marcar: 
Alternativas
Q3405670 Português
Como as bicicletas transformaram o mundo

        Se a história não se repete, ela certamente rima. O coronavírus provocou um boom no transporte sobre duas rodas em muitas partes do mundo. Mas essa não é a primeira vez que as bicicletas são as máquinas protagonistas do mercado: o advento da bicicleta no final do século 19 transformou as sociedades em todo o mundo.
        Foi uma tecnologia extremamente revolucionária, facilmente equivalente ao smartphone de hoje. Por alguns anos inebriantes na década de 1890, a bicicleta era o que havia de mais moderno — um transporte rápido, acessível e elegante, que podia levá-lo a qualquer lugar que você quisesse ir, a qualquer hora que quisesse, de graça.
        Quase todo mundo podia aprender a andar de bicicleta, e quase todo mundo aprendia. O sultão de Zanzibar começou a andar de bicicleta. O mesmo aconteceu com o czar da Rússia. O emir de Cabul comprou bicicletas para todo o seu harém. Mas foram as classes média e trabalhadora de todo o mundo que realmente se apropriaram da bicicleta.
        Pela primeira vez na história, as massas tinham mobilidade, podendo ir e vir quando quisessem. Não havia mais necessidade de cavalos e carruagens caras. O “cavalo do povo”, como era conhecida a bicicleta, não era apenas leve, econômica e de fácil manutenção, mas também era rápida nas estradas.
        Com isso, a sociedade foi transformada. As mulheres ficaram especialmente entusiasmadas, descartando suas incômodas saias vitorianas, adotando roupas mais leves e pegando a estrada em massa. Com uma bicicleta, tudo parecia possível, e pessoas comuns partiam em jornadas extraordinárias.

(Fonte: National Geographic — Adaptado.)
Sobre o emprego da vírgula no pensamento abaixo, assinalar a alternativa CORRETA:
“Quando souber quem são os amigos dele, saberá quem é ele.” (provérbio africano) 
Alternativas
Q3404982 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão 


  •                                        Pesquisa mede emissão de óxido nitroso na Amazônia e no Pantanal 


       Com experimentos realizados em campo e em laboratório, pesquisa do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (UFF) avalia a variação de emissão de óxido nitroso (N2O) na Amazônia e no Pantanal. O óxido nitroso é capaz de agravar a destruição da camada de ozônio e sua principal forma de emissão nos dois biomas brasileiros é pelo solo de áreas alagadas.

      De acordo com o último relatório da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), a temperatura do planeta pode aumentar até 2,6ºC até o fim do século. Na Amazônia, a diminuição do nível de chuva nos períodos de estiagem, somada ao avanço do desmatamento, pode levar à ampliação da seca em algumas áreas, enquanto o aumento das chuvas em outras regiões da floresta pode provocar o alagamento de locais nunca antes alagados.

       Esses eventos são intensificados pelo efeito estufa, um fenômeno natural que impossibilita a vida na Terra já que gases presentes na atmosfera, chamados de gases do efeito estufa (GEE), passam a reter parte da radiação emitida pelo Sol. Entre esses gases está o óxido nitroso, capaz de agravar a destruição da camada de ozônio, uma camada de proteção da atmosfera.

       Gabriela Cugler, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geociências (Geoquímica) da UFF, explica que a agricultura e as indústrias são grandes fontes de produção do gás, mas que existe uma lacuna de informações ao tentar entender qual o impacto das emissões de N2O pelas florestas naturais. “Seja uma floresta tropical ou temperada, onde elas se encaixam dentro desse cenário?”, questiona.

       O estudo destrincha como a produção de N2O funciona em diferentes cenários do bioma amazônico, considerando a presença ou não de água e de árvores, em quatro trabalhos: dois de campo, na Amazônia e no Pantanal, para avaliar o que acontece com o ambiente com o aumento ou diminuição do nível de água, e dois experimentos em laboratório apenas na Amazônia, buscando entender o impacto desses eventos extremos de seca ou alagamento.

       “As plantas amazônicas, além de metano, que é um gás do efeito estufa, emitem também o N2O que é um outro gás de efeito estufa”, explicou Alex Enrich Prast, orientador da pesquisa. “Historicamente, as áreas amazônicas já emitiam esse gás do efeito estufa, mas existia um equilíbrio na natureza e no planeta onde os trópicos emitiam mais metano ou mais óxido nitroso e isso ajudava a manter a temperatura da Terra numa temperatura aceitável. No que o homem passa a emitir pelas atividades antrópicas mais metano e mais N2O com mais agricultura e fertilizantes, como consequência disso, emitem mais N2O. É importante acompanhar as emissões naturais”, detalhou.

       “O óxido nitroso é 310 vezes mais potente na retenção de calor do que o CO2 [gás carbônico] e o tempo que ele fica na atmosfera é maior que o CO2. O N2O aumenta os efeitos da mudança do clima, isso já está bem estabelecida na literatura”, disse Gabriela.


(Fonte: Adaptado. Agência Brasil, porwww.romanews.com.br/sustentabilidade/pesquisa-mede-emissao-de-oxido-nitroso-na-amazonia-e-no-pantanal/ Acesso em 02/01/2024.)


Qual alternativa abaixo melhor exemplifica o uso adequado da pontuação no trecho fornecido?
Alternativas
Q3402783 Português
Os efeitos da guerra no desenvolvimento infantil

        A guerra, inegavelmente, instaura repercussões profundamente devastadoras, sobretudo em crianças. Esta situação é caracterizada por uma extrema violência que acarreta danos de ordem física, emocional, psicológica, sexual, além de privações e o abandono, configurando um ambiente de profunda angústia para todos os que nela se veem envolvidos.
        A exposição à guerra, por sua vez, traz consigo severas consequências de natureza emocional, notadamente marcadas pela manifestação de quadros de ansiedade, medo e depressão, os quais, com frequência, resultam em comportamentos de índole agressiva, no isolamento social e, ainda mais alarmante, na regressão do desenvolvimento de habilidades previamente adquiridas pelas crianças.
        Cabe ressaltar, de forma enfática, que é absolutamente impraticável preparar uma criança para as vicissitudes da guerra, uma vez que o crescimento saudável demanda desafios, ao invés de ameaças. No caso de crianças em tenra idade, torna-se imperativo evitar a exposição a conteúdos violentos disponíveis nos meios de comunicação, com especial atenção para as notícias de guerra que frequentemente retratam cenas de agressões e morte.
        Não obstante, para crianças mais maduras, situadas na faixa etária entre quatro e seis anos, é recomendável adotar uma abordagem prudente diante da inevitabilidade da exposição a conteúdos violentos. Nesse contexto, a discussão acerca das notícias de guerra deve ser conduzida de maneira sensível, propiciando uma oportunidade para explorar os pensamentos, sentimentos e conhecimentos da criança a respeito do conflito armado, permitindo, igualmente, uma reflexão sobre valores humanos fundamentais, tais como solidariedade e empatia.
        Abordar o tema da guerra e suas nefastas consequências apresenta, portanto, uma oportunidade ímpar para o ensino de valores como a empatia, a partilha, a colaboração e a participação em atividades de cunho comunitário, mesmo em meio à brutalidade do contexto bélico.

(Fonte: Recreio — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que a pontuação está corretamente empregada: 
Alternativas
Q3402268 Português
A supressão das vírgulas ocasionará um problema de ambiguidade, isto é, duplicidade de sentido, em:
Alternativas
Q3398154 Português
Leia o texto a seguir:


Deixar de seguir alguns perfis nas redes sociais pode ajudar a reduzir a ansiedade


Fazer uma limpeza na lista de quem seguimos pode diminuir sentimento de frustração e comparação


Com pessoas postando suas vidas de forma maquiada nas redes sociais, fica fácil achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. A cada minuto são vídeos e fotos de viagens, carros caros, sucesso no trabalho, na vida fitness e no amor.


Comparar a vida e as conquistas com a dos outros pode levar a baixa autoestima, sentimentos de inadequação e ansiedade em relação à imagem e status social. É o que diz a psicóloga Vanessa Gebrim, pós-graduada em psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).


Era o que sentia a estudante de cinema Hadassa Maciel, 22, que decidiu eliminar quem não a influenciava de forma positiva por causa de sua ansiedade. Ela diz que seu quadro piorou muito durante a pandemia. "Quando eu olhava as redes sociais, tanto o Instagram quanto o TikTok, e via as pessoas que faziam parecer ter uma vida perfeita, todo mundo magro, que vai para a academia todos os dias, que tem uma dieta saudável e pele perfeita, eu ficava muito mexida."


Um estudo de 2017 da Royal Society for Public Health chamada #StatusofMind — algo como status da mente —, examinou os efeitos positivos e os negativos das redes sociais na saúde dos jovens. A pesquisa mostrou que o YouTube é a plataforma que tem o melhor impacto e o Instagram é a mais prejudicial para a saúde mental. Naquela época, o TikTok ainda não era uma febre como hoje, o que poderia tornar os resultados diferentes. "Eu cheguei a desinstalar o TikTok e o Instagram porque eu me cobrava muito", afirma Hadassa.


Gebrim, a psicóloga, afirma que as redes sociais podem, sim, gerar algum tipo de gatilho ou frustração, principalmente com essa onda das pessoas ficarem mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral. "Isso é algo bem improvável de ocorrer o tempo todo e acaba afetando muito as pessoas. O ideal é parar de seguir o que te faz mal e ficar somente com aquilo que te faz bem", diz.


Hadassa conta que se sentia mal ao ver aquelas pessoas terem uma vida aparentemente perfeita. "Hoje em dia eu tenho discernimento e sei que não é uma vida perfeita, mas mexe muito com a cabeça da gente", diz. "Eu gosto de seguir pessoas normais, que mostram que a vida não é tudo isso."


A virada do ano é uma época propícia para revisar metas e repensar atitudes. Para começar o ano com uma relação mais saudável com as redes sociais, Gebrim, a psicóloga, dá algumas dicas. Ela afirma que trocar o que é tóxico por emoções e comportamentos positivos contribui para a saúde mental.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/01/deixar-de-seguir-algunsperfis-nas-redes-sociais-pode-ajudar-a-reduzir-a-ansiedade.shtml. Acesso em: 09 jan. 2024. 
Em “Gebrim, a psicóloga, afirma que as redes sociais podem, sim, gerar algum tipo de gatilho ou frustração, principalmente com essa onda das pessoas ficarem mostrando um estilo de vida sonhado por muitos” (5º parágrafo), o termo em destaque foi empregado entre vírgulas porque é um:
Alternativas
Q3395022 Português
De acordo com a norma-padrão, assinalar a alternativa com a pontuação INCORRETA:
Alternativas
Q3385902 Português
Considerando-se o emprego da vírgula, analisar os itens abaixo:

I. Não gosto de frutas, mas, como porque é saudável.
II. João, você não está escutando a chamada do seu telefone?
III. Ao longo do dia de hoje Ana esteve muito cansada, e continuou estudando para o concurso.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q3381680 Português
Os sinais de pontuação estão devidamente empregados em:
Alternativas
Q3381135 Português
Leia o fragmento a seguir:
Diante de sua postura infantil só me resta fazer uma coisa Providenciar seu desligamento de nossa instituição
A ausência da pontuação correta interfere na construção de sentido nesse período. Indique qual alternativa apresenta a pontuação adequada para estabelecer o sentido correto. 
Alternativas
Q3381015 Português
A vírgula foi devidamente empregada com o propósito de construir o sentido desejado pelo autor em:
Alternativas
Q3379866 Português
Uma das normas para o uso correto da vírgula é:
Alternativas
Q3379832 Português
Assinale a alternativa incorreta sobre o uso da virgula:
Alternativas
Q3379796 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
“Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade.” 2º§
A vírgula nessa frase separa 
Alternativas
Q3379584 Português
Uma das incorreções no emprego da vírgula é isolar uma oração subordinada adverbial consecutiva. Verifica-se tal incorreção em:
Alternativas
Q3377707 Português
Sobre as funções da vírgula num texto, é correto afirmar que se emprega vírgula para: 
Alternativas
Q3354690 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O dia em que os médicos aprenderam a lavar as mãos

 

    Na década de 1840, o húngaro Ignaz Semmelweis chefiava a maternidade do Hospital Geral de Viena, na Áustria. E algo o intrigava: as grávidas internadas na ala A contraíam mais infecções do que as que ficavam na ala B do hospital. Por quê? Ignaz percebeu que, na ala A, quem atendia as pacientes eram doutores e estudantes que passavam boa parte do dia no necrotério. Na ala B, por outro lado, quem cuidava das mulheres eram enfermeiras que não tinham contato com os cadáveres. 

   Semmelweis supôs que os médicos transmitiam as doenças dos mortos para as pacientes, mas não sabia explicar exatamente como isso acontecia. Por garantia, exigiu que os funcionários passassem a lavar as mãos durante o expediente. E as infecções logo diminuíram. [...] Semmelweis perdeu o emprego e nunca mais conseguiu se encaixar na área. Publicou suas descobertas em 1861 – e morreu quatro anos depois.

    Ignaz Semmelweis foi um dos pioneiros da revolução sanitária que tomou forma na segunda metade do século XIX. Nessa época, o francês Louis Pasteur – que, junto com o alemão Robert Koch, foi um dos arquitetos da teoria dos germes – começou a disseminar a ideia de que existem microrganismos por todo canto e que eles são responsáveis por diversas doenças. Pasteur estudou como essas bactérias e fungos estragavam comida e desenvolveu o método que leva o seu nome: a pasteurização (um choque térmico que mata bactérias e aumenta a validade dos alimentos). [...]

   Inspirado pelas ideias de Pasteur, o cirurgião inglês Joseph Lister começou a estudar infecções em fraturas ósseas. Lister dava aulas em Glasgow, na Escócia, e gastava horas mergulhado em microscópios [...]. Lister percebeu que fraturas expostas infeccionavam mais do que as que não rasgavam a pele. “A culpa deve estar em algo suspenso no ar”, pensou. O  médico, então, procurou por desinfetantes que pudessem ser aplicados em humanos. Em 1865, ele experimentou uma versão diluída do fenol, um químico usado para tratar esgotos, e a usou para higienizar mãos, equipamentos, feridas e curativos. Lister havia acabado de criar o primeiro antisséptico, que reduziu drasticamente as infecções pós-operatórias. O médico estabeleceu um rígido protocolo de higienização para cirurgias e desenvolveu também sabonetes e sprays desinfetantes.

   Lister publicou suas descobertas em 1867. Nos anos 1880, a teoria dos germes já era amplamente aceita, e a assepsia tornou-se o padrão-ouro em procedimentos cirúrgicos. Lister virou cirurgião particular da Rainha Vitória, e seu nome serviu para batizar um enxaguante bucal lançado em 1895: o Listerine.

    Semmelweis, Pasteur e Lister não são os únicos personagens desta história, claro. A revolução sanitária é também mérito dos profissionais de saúde que desafiaram o status quo e implementaram métodos mais higiênicos. [...] Em meados do século 19, a expectativa de vida mundial era de 30 anos, em média. Hoje, é de 72. Um salto que começou graças a sabonetes e antissépticos. Valeu, Merthiolate.


Revista Superinteressante. Disponível em 
<https://super.abril.com.br/historia/o-dia-em
que-os-medicos-aprenderam-a-lavar-as-maos/> 
A razão para o emprego das vírgulas anteposta e posposta ao trecho —um químico usado para tratar esgotos —, no excerto “Em 1865, ele experimentou uma versão diluída do fenol ,um químico usado para tratar esgotos,e a usou para higienizar mãos, equipamentos, feridas e curativos.”, é a mesma do emprego das vírgulas em:
Alternativas
Q3354239 Português
Observe as orações abaixo, destaque a alternativa que apresenta um erro de pontuação.
Alternativas
Q3336504 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

Assinale o trecho do texto em que a vírgula foi empregada para isolar o adjunto adverbial antecipado.
Alternativas
Respostas
501: A
502: C
503: C
504: A
505: A
506: C
507: A
508: B
509: B
510: C
511: C
512: B
513: B
514: C
515: D
516: D
517: D
518: D
519: E
520: C