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Questões de Concurso Comentadas sobre uso da vírgula em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 5.055 questões

Q2061090 Português
Aprendizagem nas redes sociais virtuais: o potencial da conectividade em dois cenários

   Temos vivido, nos últimos tempos, uma nova forma de comunicação em função do ciberespaço. Os computadores se tornaram mecanismos importantes para tal advento e através dele um ciberespaço tem sido construído pelas pessoas. A partir destas mudanças, surgiu o fenômeno das redes sociais virtuais. O fenômeno tem sido estudado por uma série de teóricos, entretanto o conceito de redes é pesquisado há muito mais tempo do que possa parecer. Além do âmbito virtual, todos nós vivemos em redes ou comunidades, como nosso vínculo familiar, trabalho, escola, igreja e qualquer outro grupo que nos relacionemos. Pelas redes virtuais, nos deparamos com uma nova realidade de manifestação de opinião e rapidez na divulgação das informações.

(Disponível em: ˂https://revistacontemporaneidadeeducacaoetecnologia02.files.wordpress.com/2012/04/pucsp_2012.pdf˃. Acesso em: 16 jan. 2019. Adaptado.)
No último período do texto, há uma colocação pronominal. Na sintaxe da língua portuguesa, é possível determinar que o pronome oblíquo átono assume três posições em relação ao verbo, isto é, a enclítica, a proclítica e a mesoclítica.
A esse respeito, e considerando o que propõem alguns gramáticos, entre eles Cunha e Cintra (2017, p. 327), observe a frase “Pelas redes virtuais, nos deparamos com uma nova realidade de manifestação de opinião...”, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A colocação pronominal “nos deparamos” é um caso em que o pronome oblíquo antecede o verbo
PORQUE 
II. nessa estrutura, a vírgula, por constituir uma pausa, exige que se aplique a próclise e não a ênclise.
Sobre as asserções, é correto afirmar que

Alternativas
Q2060696 Português
Quanto à pontuação, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2057906 Português
Em relação à pontuação, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2053998 Português
Para responder a questão, considere o excerto transcrito abaixo.

Penso que o Apache ilustra uma das características mais estranhas da época em que vivemos. Temos mais confiança em máquinas do que em seres humanos . Criaturas humanas têm fraquezas, são influenciáveis e subornáveis. Muitas pessoas acreditam que, se uma máquina desempenhasse as funções de um juiz de direito, teria a vantagem de ser incorruptível.
Sobre a pontuação empregada, afirma-se corretamente:
Alternativas
Q2052122 Português

Texto 2


    Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.

     Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.

     Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.

     O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.

  Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”

(O Povo, 16/04/32).

(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014. p. 119-121).

Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente.” Acerca dos sinais de pontuação presentes nesse trecho do texto, é correto afirmar somente que: 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: FSA-SP Prova: IBFC - 2019 - FSA-SP - Vigilante Patrimonial |
Q2049785 Português
Observe o enunciado:
   “Paulo abandonou-me Ana Júlia encontre-me às 8h e contar-te-ei como foi isto.”
Assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta de acordo com a sua justificativa.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: FSA-SP Prova: IBFC - 2019 - FSA-SP - Vigilante Patrimonial |
Q2049783 Português
Leia os enunciados nas alternativas abaixo e assinale o que não possui erro de pontuação.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: FSA-SP Prova: IBFC - 2019 - FSA-SP - Vigilante Patrimonial |
Q2049779 Português
Os sinais de pontuação garantem boa parte da coesão e coerência dos escrita. Assinale a alternativa incorreta quanto ao uso da vírgula.
Alternativas
Q2044886 Português

RIO — Compreender, utilizar e criar tecnologias de forma crítica, reflexiva e ética. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que define o conteúdo mínimo que os estudantes de ensino médio do Brasil deverão aprender, essa é a missão das escolas no que se refere a tecnologia. Mas, para Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), a utilização de ferramentas tecnológicas ainda é um desafio no mundo inteiro. Lúcia participou da primeira mesa de debate do Educação 360 Jovem Tech com Lee Magpili, designer da Lego Education, e diversos jovens interessados. O tema era “Tecnologia no ensino médio”.[...]

Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/educacao-360/tecnologia-a-grande-promessa-mas-ainda-nao-sabemos-usa-laem-sala-diz-especialista-23524759?sfns=mo. Acesso em: 15/mar/2019. [adaptad

 O trecho “documento que define o conteúdo mínimo que os estudantes de ensino médio do Brasil deverão aprender” está entre vírgulas para: 
Alternativas
Q2043114 Português
Bons salários e frequentes cursos de aprimoramento para os educadores são a prioridade do governo canadense para manter o alto nível da educação no país.[...]
O Canadá está entre os dez países do mundo com os melhores desempenhos no Programa para Avaliação Internacional de Alunos (Pisa, na sigla em inglês). O programa mede o rendimento dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciência e interpretação de texto em diferentes partes do mundo. Em 2015, último ano em que a prova foi realizada, o Brasil caiu para a 63ª posição dentre 70 países avaliados. [...]

Disponível em https://g1.globo.com/educacao/noticia. Acesso em 06/02/2019. [adaptado] 
Na oração “Em 2015, último ano em que a prova foi realizada...”, a vírgula está corretamente empregada, pois separa: 
Alternativas
Q2041435 Português
Psicóloga explica as causas e os sintomas da Síndrome do Regresso

A Síndrome do Regresso acontece quando você volta para casa após estudar no exterior, trabalhar ou qualquer outro tipo de estadia prolongada. Criado pelo neuropsiquiatra Dr. Décio Nakagawa, o termo serve para dar nome a este período de readaptação. E ele é mais comum do que pode se imaginar: “A Síndrome do Regresso acontece com a maior parte das pessoas que retorna ao seu país de origem”, diz Juliana Polydoro, psicóloga e mestre em Psicologia da Saúde. A profissional, que também é colunista do site e-Dublin, explicou as causas da Síndrome e como lidar com o período para amenizar os sintomas.
Fonte: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/estudar-no-exterior/psicologa-explica-as-causas-os-sintomas-sindrome-regresso.htm
Com relação ao texto 7, analise as proposições a seguir e atribua V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) No período: “Criado pelo neuropsiquiatra Dr. Décio Nakagawa, o termo serve para dar nome a este período de readaptação.”, a oração destacada é reduzida de particípio. ( ) Aoração “que também é colunista do site e-Dublin” intercala a oração principal do período, por isso aparece entre vírgulas. ( ) No período: “A Síndrome do Regresso acontece com a maior parte das pessoas que retorna ao seu país de origem”, a oração destacada explica o grupo que mais é atingido pelo Síndrome do Regresso. ( ) De acordo com a gramática normativa, a oração “que também é colunista do site e-Dublin” se classifica como uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses: 
Alternativas
Q2038183 Português

No que se refere às regras prescritas pela norma-padrão a respeito do emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta que justifique o uso da última vírgula no período: “No tempo em que residiu no Palácio da Alvorada com os filhos Denize e João Vicente, entre setembro de 1961 e março de 1964, sua imagem revestiu de encanto o mito do marido, o presidente João Goulart (1918-1976)”. 
Alternativas
Q2033307 Português
Assinale a alternativa cuja frase está pontuada conforme a norma-padrão da língua no tocante ao emprego da vírgula. 
Alternativas
Q2033016 Português
Em qual das opções a seguir, a vírgula foi usada para separar palavras de mesma função sintática?
Alternativas
Q2031817 Português
    Fui me aproximando incomparavelmente sem vontade, sentei no chão tomando cuidado em sequer tocar no vestido, puxa! também o vestido dela estava completamente assustado, que dificuldade! Pus a cara no travesseiro sem a menor intenção de. [...]
    Fui afundando o rosto naquela cabeleira e veio a noite, se não os cabelos (mas juro que eram cabelos macios) me machucavam os olhos. Depois que não vi nada, ficou fácil continuar enterrando a cara, a cara toda, a alma, a vida, naqueles cabelos, que maravilha! até que meu nariz tocou num pescocinho roliço. Então fui empurrando os meus lábios, tinha uns bonitos lábios grossos, nem eram lábios, era beiço, minha boca foi ficando encanudada até que encontrou o pescocinho roliço. Será que ela dorme de verdade?... Me ajeitei muito sem-cerimônia, mulherzinha! e então beijei. Quem falou que este mundo é ruim! só recordar... Beijei Maria, rapazes! eu nem sabia beijar, está claro, só beijava mamãe, boca fazendo bulha, contato sem nenhum calor sensual.
     Maria, só um leve entregar-se, uma levíssima inclinação pra trás me fez sentir que Maria estava comigo em nosso amor. Nada mais houve. Não, nada mais houve. Durasse aquilo uma noite grande, nada mais haveria porque é engraçado como a perfeição fixa a gente.

(Fragmento do conto “ Vestida de preto”, de Mário de Andrade)
Observando-se os aspectos do texto, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q2031150 Português
Paisagem com figuras

          Em meados dos anos 60, o poeta João Cabral de Mello Neto jantava na cantina Fiorentina, no Leme, com seus colegas Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, pernambucanos como ele. Em certo momento, ouviu-se um rumor na varanda e João Cabral perguntou o que estava acontecendo. “É o Chacrinha, que acabou de chegar”, informou Fernando. 

        “Chacrinha? Quem é Chacrinha?”, quis saber João Cabral. “É um apresentador de tevê, muito famoso”, disseram. Cônsul do Brasil em Barcelona, com raras vindas ao Rio e famoso por não se interessar por música e tomar dez aspirinas por dia para a dor de cabeça, o poeta estava por fora do que acontecia por aqui.

       E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João Cabral. Na sua poesia grave e desidratada, altamente cerebral, as palavras eram de pedra; os cães, sem plumas; e as facas, só lâminas. Já Chacrinha, o divino palhaço, era o barroco em Technicolor, embora a tevê ainda fosse em preto e branco. Em seu programa, apresentava os piores cantores do Brasil, atirava bacalhau para a plateia e promovia concursos de comer barata. Os comunicólogos ainda não o tinham descoberto como símbolo do “mau gosto genial”.

       Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina, cercado de dez ou quinze aspones. Ao passar pela mesa de João Cabral, estacou e olhou-o fixamente. Então, abriu os braços e exclamou: “Cabral!!!”. O poeta levou um susto, mas não deixou a bola cair: “Abelardo!!!”, respondeu. Levantou-se no ato e os dois se jogaram nos braços um do outro, aos soluços. O poeta João Cabral de Mello Neto e o apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa, colegas de curso primário no Colégio Marista, do Recife, e que não se viam havia mais de 30 anos, tinham acabado de se reencontrar, reconhecer e abraçar. É o Brasil. (Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018) 
Assinale a alternativa em que a passagem do texto fica pontuada corretamente, conforme a norma-padrão da língua, após o acréscimo das vírgulas.
Alternativas
Q2028912 Português
Amor e sexo na era digital


        É na escola, no trabalho ou entre amigos que a maioria dos franceses acha sua alma gêmea. A essa lista agora se somam os sites de encontro. Acusados de enganar o amor com a frieza do cálculo econômico, esses casamenteiros da web permitem especialmente a procura por parceiros ao abrigo do olhar de quem é próximo – uma discrição que altera o modo de viver a sexualidade. O último que surgiu se chama Dating. Lançado pelo Facebook no outono de 2018, veio se juntar a uma longa lista de aplicativos especializados em colocar em contato parceiros amorosos e sexuais.
        Lançadas nos Estados Unidos em meados da década de 1990, essas plataformas foram rapidamente difundidas em outros países, entre eles a França. Os primeiros sites destinados ao público francês foram o Netclub.fr (1997) e o Amoureux.com (1998). Rapidamente depois deles surgiram outros: um recenseamento realizado em 2008 enumera pelo menos 1.045 serviços franceses de encontros. Essa multiplicação de oferta é prova do seu sucesso. Uma pesquisa realizada em 2013 avaliou que 18% de quem tem de 18 a 65 anos de idade já haviam utilizado um desses sites, o que representava cerca de um terço das pessoas solteiras, divorciadas e viúvas. Desde então, esses números sem dúvida aumentaram com a popularidade crescente dos aplicativos para celulares, tablets e notebooks. A mesma pesquisa mostra que, entre as pessoas de 26 a 65 anos de idade que encontraram um(a) parceiro(a) entre 2005 e 2013, pouco menos de 9% o(a) tinham conhecido por meio de um site especializado. Isso coloca esses serviços na quinta posição nas classificações dos espaços de encontro, depois dos locais de estudo e trabalho (24%), das noitadas entre amigos (15%), em lugares públicos (13%) e em casa (9%). Sem ter se tornado o modo dominante para formar um casal, o recurso a essas plataformas é, desde então, uma maneira usual de estabelecer relações.
         A emergência dessas ferramentas suscitou vivas reações. Elas foram acusadas de estimular o “zapping relacional” e até mesmo de alimentar uma “fobia do engajamento”. Expostos a uma grande oferta de parceiros possíveis, os usuários seriam levados a adotar uma atitude consumista e constantemente tentados a procurar “melhores”, em vez de construir uma relação. Os encontros on-line teriam, assim, dado origem a um verdadeiro mercado sexual e afetivo.
Essas críticas não surpreendem os historiadores. No final do século XIX, o surgimento das agências e dos anúncios matrimoniais suscitou inquietações idênticas. Os comentaristas daquela época os acusavam de fazer do casamento um comércio lucrativo e se perguntavam sobre “a legalidade e a moralidade  do “proxenetismo em vista do casamento”. O periódico mensal Le Chasseur français, destinado ao mundo rural, publicou seu primeiro anúncio matrimonial em 1892. Em seguida, ele se tornou um dos principais jornais a abrir suas páginas para solteiros (as) em busca da alma gêmea. No entanto, o descrédito com relação a esse novo modo de encontro o condenou à marginalidade. Ainda em meados da década de 1980, menos de 1% dos(as) franceses(as) tinham conhecido seu par via esse canal, e a grande maioria das pessoas se negava totalmente a usá-lo como recurso para isso. (...)
         Embora recente, esse modo de encontro se inscreve em uma longa evolução. Desde a segunda metade do século XX, constata-se uma migração das práticas de sociabilidade dos lugares públicos para espaços privados e círculos mais estreitos. Os bailes de outrora, por exemplo, deram lugar a noitadas em estabelecimentos particulares. Uma mesma tendência nas classes populares foi bem detalhada e é observada também entre os jovens de todas as classes, com a passagem tendencial de uma “cultura da rua” a uma “cultura de quarto”. Longe de representar novas “festas eletrônicas”, os encontros on-line acentuam esse movimento.

Fonte: Marie Bergström. Jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Abril, 2019, páginas 34 e 35.
No que se refere às regras prescritas pela norma-padrão a respeito do emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa na qual o uso da vírgula é justificado pelo mesmo motivo do seu uso no período: No final do século XIX, o surgimento das agências e dos anúncios matrimoniais suscitou inquietações idênticas: 
Alternativas
Q2027645 Português

BNCC: ferramentas digitais para levar para sua turma


                 A chegada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deixa evidente a necessidade de trazer a tecnologia para dentro da sala de aula. Segundo a BNCC, os estudantes devem desenvolver ao longo da Educação Básica a competência para: “Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.” (BNCC p. 9)

            Diante disso, que tal inserir em suas aulas ferramentas que dialogam com a BNCC e permitem que o aprendizado seja mais colaborativo, envolvente e significativo? Sem dúvida, o uso de ferramentas digitais na Educação possibilita inovação e mudança efetiva no processo de ensino e aprendizagem. É possível usar celulares e tablets e ferramentas de modo offline, trazendo esses aparelhos para fins pedagógicos – o que permite que sua sala de aula se transforme em um ambiente inovador.

                    Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias, gerar colaboração e empatia. Não basta esperar que a transformação chegue até a sala de aula. A mudança precisa ter um ponto de partida dentro do ambiente escolar e o planejamento é o ponto chave para que isso ocorra e pode ser construído de forma colaborativa com os estudantes, criando desta maneira, o pertencimento nas ações desde o início pela comunidade escolar.[...]


Débora Garofalo, 26 de Março de 2019

Assinale a alternativa em que a frase – “Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias, gerar colaboração e empatia”. – está reescrita corretamente, quanto ao uso da vírgula, e sem que se altere o sentido.
Alternativas
Q2026788 Português

Leia o texto para responder à questão.


   Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram a descoberta do vírus mayaro, no Estado do Rio.

     O vírus é uma espécie de ‘primo’ da chikungunya e provoca as mesmas reações nos pacientes: febres e intensas dores musculares e articulares que podem se prolongar por muitos meses. De forma semelhante ao que transmite a febre amarela, o mayaro é um vírus que, pelo menos até agora, existia apenas em áreas silvestres amazônicas.

      No entanto, sua presença no estado do Rio não surpreendeu os cientistas da UFRJ – há quase quatro anos, eles já alertavam sobre a possibilidade da existência do vírus em território fluminense, por meio de uma adaptação ao ambiente urbano.

      Segundo a pesquisa, com o passar do tempo, o mayaro pode se adaptar ainda mais e também ser transmitido tanto pelo Aedes aegypti quanto pelo pernilongo Culex – bastante comum no RJ, o que, segundo os pesquisadores, pode aumentar o risco de epidemia.

(https://g1.globo.com.ghtml. Adaptado)

Quanto ao uso dos sinais de pontuação, o sentido do trecho original do texto é alterado com a reescrita que o segue em:
Alternativas
Q2014359 Português
A questão refere-se ao excerto a seguir.

No ensino fundamental, [1] predominam as interpretações de texto trazidas pelo livro didático, [2] usualmente feitas a partir de textos incompletos, [3] e as atividades extraclasses, constituídas de resumos dos textos, [4] fichas de leitura e debates em sala de aula, [5] cujo objetivo maior é recontar a história lida ou dizer o poema com suas próprias palavras. Isso quando a atividade, que recebe de forma paradoxal o título de especial, não consiste simplesmente na leitura do livro, sem nenhuma forma de resposta do aluno ao texto lido, além da troca com o colega, depois de determinado período para a fruição. As fichas de leitura, condenadas por cercear a criatividade, são no geral para a identificação ou classificação de dados, servindo simples confirmação da leitura feita.

Cosson, Rildo. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2006.
Considere as justificativas para utilização das quatro vírgulas em destaque no excerto.
I. A primeira vírgula está separando um adjunto adnominal deslocado. II. A segunda e terceira vírgulas estão separando uma oração adjetiva explicativa reduzida. III. A quarta vírgula está separando termos coordenados. IV. A quinta vírgula está separando um aposto.
Considerando o português escrito padrão, são procedentes as justificativas
Alternativas
Respostas
2521: C
2522: E
2523: C
2524: B
2525: B
2526: B
2527: A
2528: B
2529: B
2530: A
2531: D
2532: B
2533: A
2534: B
2535: C
2536: E
2537: B
2538: A
2539: B
2540: C