Questões de Concurso Sobre tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre em português

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Q1005866 Português

TEXTO 1


                                  Os detalhes no dia a dia


      EUGENIO MUSSAK

      DATA: 15/11/2018

      O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava. É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.

      Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.

      [...]

      O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.

Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19. 

No trecho “Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance...”, há um exemplo de discurso
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Q1001364 Português

                                            Iracema


                                                                                                            José de Alencar

Capítulo 2

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.

[...]

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e nas matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo, a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. [...]

[...]

Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.

Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.

Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.

De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu. [...]

O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.

A mão que rápida ferira, estancou mais rápido e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.

O guerreiro falou:

- Quebras comigo a flecha da paz?

- Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem dos meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?

- Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.

- Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema.

[...]

                      ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Ciranda Cultural, [s.d]. p. 5-7

No fragmento:


“O guerreiro falou:

- Quebras comigo a flecha da paz?

- Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem dos meus irmãos?...”.


Há a predominância de um discurso:

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Q989749 Português

Na teoria da comunicação, linguagem é a expressão individual e social do ser humano e, ao mesmo tempo, o elemento comum que possibilita o processo comunicativo entre as pessoas que vivem em sociedade. Essa expressão pode acontecer de forma verbal (uso de palavras), não verbal (sem palavras) ou mista.


A esse respeito, leia a tirinha.


Imagem associada para resolução da questão


Segundo os tipos de linguagem presentes na tirinha, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.


( ) Em todos os quadrinhos, há a linguagem não verbal.

( ) A personagem utiliza a linguagem oral para se expressar.

( ) Na hierarquia das linguagens, a verbal predomina na tirinha.

( ) Na tirinha, a construção de sentido se estabelece pela linguagem mista.

( ) A repetição da onomatopeia “CHOMP” refere-se à linguagem não verbal.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é

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Q989041 Português

De acordo com o texto, julgue o item a seguir.


O emprego do sinal de dois pontos à linha 21 justifica‐se por introduzir discurso direto.
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Q977971 Português
Considerando-se a organização do texto, a autora utiliza
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Q976149 Português
O Texto 1, a seguir, é referência para as questões 01 a 03 e 05. 

   O dia 1º de outubro foi dedicado ao idoso e o próximo dia 12 é a data das crianças. A proximidade das duas comemorações não foi planejada: o Dia da Criança é comemorado há quase 50 anos e lembra uma promoção de duas empresas que fabricam mercadorias para o público infantil e que criaram, dessa maneira, uma boa circunstância para o aumento de seu lucro. Aliás, é bom dizer que o índice de vendas para esse dia só é menor que o de outras duas datas exploradas comercialmente: o Natal e o Dia das Mães. 
  O Dia do Idoso, por sua vez, é comemorado no dia 1º há pouco tempo, e a data foi escolhida porque lembra a criação do Estatuto do Idoso. Ainda não há exploração, tampouco efeito comercial, mas creio que não demorará para que isso ocorra. 
  Esse fato não planejado, entretanto, nos dá a oportunidade de pensarmos a respeito das duas fases da vida que são extremidades de um percurso. O que há em comum entre elas? 
  Em primeiro lugar, a negação de ambas. A infância, tanto quanto a velhice, tem perdido seu lugar neste mundo. Já nascemos jovens e continuamos assim até o fim de nossa vida. É interessante perceber que adaptamos até a linguagem coloquial de modo a esconder essas condições da vida. Em relação às crianças, passamos a nos referir a elas como “baixinhos”, “pequenos” e seus correlatos, inclusive em textos jornalísticos, que usam e abusam de tais substitutos. Por certo você já ouviu a frase que afirma que a criança não é a miniatura de um adulto, não é? Mas essas palavras, que são usadas para suprimir a outra criança, apenas confirmam a tese negada na frase. 
  Para o velho, reservamos a palavra idoso para situações formais – avisos de atendimento preferencial, por exemplo –, mas elegemos expressões como terceira idade ou melhor idade para ocultar a velhice. Aliás, li um texto escrito por um advogado recentemente que afirmou que ser chamado de velho hoje permite até processo por reparação de dano moral. Isso quer dizer que a palavra velho transformou-se em xingamento grave, veja só! [...] 
  Temos orgulho de crianças que se comportam como jovens e de velhos com “espírito jovem”. Deveríamos é ter empatia e respeito com nossa infância e nossa velhice, isso sim. Por tudo isso, e por tudo aquilo que não coube neste texto dizer, poderíamos transformar as duas datas em uma, apenas: o dia dos excluídos. 

(Rosely Sayão, Extremidades da vida, FSP, 08/10/09) 


O Texto 2, a seguir, é referência para a questão 05. 

   O conceito de idoso está velho, de acordo com Ana Amélia Camarano, especialista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em envelhecimento populacional. “Hoje quem tem 70 anos é como quem tinha 50 anos tempos atrás. Uma pessoa de 60 anos, mesmo na classe mais baixa, não é idosa como foram nossos avós”.
   Segundo a pesquisadora, mais do que estabelecer um novo corte, é necessário igualar as idades exigidas nas diversas políticas públicas para os idosos. Ela aponta, ainda, que o Brasil está fora do caminho no que se refere à garantia de boas condições para o envelhecimento. 

(Trecho extraído da matéria “Conceito de idoso ficou velho, diz pesquisadora do Ipea”, FSP, 26/06/18)  

Embora os textos 1 e 2 abordem o tema da velhice e de seu julgamento social, pertencem a gêneros distintos. Em relação às suas características, considere as seguintes afirmativas:
1. O texto 1 é um texto de opinião e traz marcas verbais de 1.ª pessoa. 2. O texto 2 apresenta o tema de forma impessoal. 3. A opinião da especialista citada no texto 2 é apresentada em suas próprias palavras, motivo pelo qual está entre aspas.
Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q976064 Português
O sinal de aspas, utilizado no texto do terceiro quadrinho, serve para indicar
Alternativas
Q969962 Português

Considerando os textos 3 e 4, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.


I. O texto 3 produz intertextualidade com o texto 4.

II. O texto 4 produz intratextualidade com o texto 3.

III. Os textos 3 e 4 são ambos construídos fazendo uso de linguagem verbal e não verbal.

IV. Os textos 3 e 4 são exemplares do mesmo gênero e da mesma tipologia.

Alternativas
Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: BANRISUL Prova: FCC - 2019 - BANRISUL - Escriturário |
Q969560 Português

Imigrações no Rio Grande do Sul

        Em 1740 chegou à região do atual Rio Grande do Sul o primeiro grupo organizado de povoadores. Portugueses oriundos da ilha dos Açores, contavam com o apoio oficial do governo, que pretendia que se instalassem na vasta área onde anteriormente estavam situadas as Missões.

        A partir da década de vinte do século XIX, o governo brasileiro resolveu estimular a vinda de imigrantes europeus, para formar uma camada social de homens livres que tivessem habilitação profissional e pudessem oferecer ao país os produtos que até então tinham que ser importados, ou que eram produzidos em escala mínima. Os primeiros imigrantes que chegaram foram os alemães, em 1824. Eles foram assentados em glebas de terra situadas nas proximidades da capital gaúcha. E, em pouco tempo, começaram a mudar o perfil da economia do atual estado. 

        Primeiramente, introduziram o artesanato em uma escala que, até então, nunca fora praticada. Depois, estabeleceram laços comerciais com seus países de origem, que terminaram por beneficiar o Rio Grande. Pela primeira vez havia, no país, uma região em que predominavam os homens livres, que viviam de seu trabalho, e não da exploração do trabalho alheio. 

        As levas de imigrantes se sucederam, e aos poucos transformaram o perfil do Rio Grande. Trouxeram a agricultura de pequena propriedade e o artesanato. Através dessas atividades, consolidaram um mercado interno e desenvolveram a camada média da população. E, embora o poder político ainda fosse detido pelos grandes senhores das estâncias e charqueadas, o poder econômico dos imigrantes foi, aos poucos, se consolidando.


(Adaptado de: projetoriograndetche.weebly.com/imigraccedMatMdeo-no-rs.html)

Atente para a seguinte construção em discurso direto:

Perguntou-me ele: - Não terá sido essencial a contribuição dos meus antepassados?

Transpondo-a para o discurso indireto, iniciando-se por Ele me perguntou, deve seguir-se, como complementação adequada,

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Q2380657 Português
INSTRUÇÕES: A questão diz respeito ao seguinte TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-la.


(1) “O soldado magrinho, enfezadinho, tremia. E Fabiano tinha vontade de levantar o facão de novo. Tinha vontade, mas os músculos afrouxavam. Realmente não quisera matar um cristão: procedera como quando, a montar bravo, evitava galhos e espinhos. Ignorava os movimentos que fazia na sela. Alguma coisa o empurrava para a direita ou para a esquerda. Era essa coisa que ia partindo a cabeça do amarelo. Se ele tivesse demorado um minuto, Fabiano seria um (5) cabra valente. Não demorara. A certeza do perigo – e ele estava indeciso, de olho arregalado, respirando com dificuldade, um espanto verdadeiro no rosto barbudo coberto de suor, o cabo do facão mal seguro entre os dois dedos úmidos. Tinha medo e repetia que estava em perigo, mas isso lhe pareceu tão absurdo que se pôs a rir. Medo daquilo? Nunca vira uma pessoa tremer assim. Cachorro. Ele não era dunga na cidade? Não pisava os pés dos matutos, na feira? Não botava gente na cadeia? Sem-vergonha, mofino.”


Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 29ª Edição: São Paulo, Martins, 1971. P. 144-145.
Este texto foi retirado do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Nele, são relatados os pensamentos de Fabiano. Há, então, duas vozes no texto: a do narrador, que conta o encontro de Fabiano com o soldado, e a de Fabiano, por meio da qual ficamos sabendo seus pensamentos.

A técnica usada pelo narrador para mostrar o que a personagem estava pensando é chamada de: 
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Q2058025 Português
A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que[1] reúne os fabricantes, explica que[2], atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para[3] prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.
No parágrafo, há
Alternativas
Q2052671 Português
No sexto parágrafo, as formas verbais disse e conta, destacadas, introduzem
Alternativas
Q1750602 Português
Analise o parágrafo a seguir. O atleta disse que estava feliz e que eu merecia. E disse também que queria ver-me em breve. Portanto, temos uma boa relação. Nota-se que o discurso utilizado no contexto acima poderá ser compreendido como:
Alternativas
Q1726768 Português

Atenção: considere o texto abaixo para responder a questão.



O texto apresentado, no que tange à sua tipologia, pode ser caracterizado como predominantemente narrativo. Nesse sentido, há uma série de elementos linguísticos nele presentes que contribuem para essa caracterização. De acordo com o texto, julgue verdadeira ou falsa cada assertiva listada abaixo e, em seguida, aponte a opção CORRETA, levando em consideração a ordem em que elas aparecem.
I- As formas verbais no pretérito perfeito/imperfeito enfatizam a (in)completude das ações no desenvolvimento da narrativa. II- Elementos como “quando” e “agora” auxiliam no processo de ancoragem do texto no eixo do tempo. III- A presença do discurso direto explicita a interação entre as personagens.
Alternativas
Q1384977 Português

A questão desta prova é  baseada no texto abaixo.


Salas de aula transformando o sertanejo

1º Ao longo de anos, o sertão do Rio Grande do Norte foi subjugado às intempéries da seca que expulsou milhares de sertanejos de suas origens em busca de água e sobrevivência. Numa revolução inimaginável para a maioria dos moradores das terras mais áridas do estado, cujas precipitações médias anuais são inferiores a 800 milímetros, a educação se tornou o meio de transformação social, cultural e econômica. Hoje, por entre os cactos que povoam a caatinga, surgem institutos federais, faculdades, universidades e a primeira Escola Multicampi de Ciências Médicas do Brasil. Em uma década, o número de instituições de ensino superior no estado cresceu 33,3% e expandiu o número de vagas em 125,38%. O sertão do flagelo da seca se transformou no chão das oportunidades e do resgate de sonhos.

2º “Não existia perspectiva. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN-Campus Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não fez o estudante esmorecer, como se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

3º A UERN, na qual Anderson Fernandes se formou, abriu os cursos de Odontologia e Enfermagem, em Caicó, em 2006. “A UERN tem papel crucial na interiorização do ensino superior. Ela foi pioneira na instalação de cursos da área da Saúde no Seridó”, destaca Álvaro Lima, diretor do Campus da UERN em Caicó. Desde então, os alunos que antes migravam para outras cidades potiguares ou até mesmo para a Paraíba passaram a permanecer em Caicó.

4º Na mesma década, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, o IFRN, multiplicou por 10,5 o número de unidades instaladas no estado. Em 2006, eram apenas duas – uma em Natal e outra em Mossoró. Hoje, 21 institutos oportunizam a entrada de milhares de alunos no ensino médio, no técnico, na graduação e na pós-graduação. 

5º No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo de interiorização do ensino superior remonta à década de 1970, com a abertura dos cursos de Letras, Administração, Estudos Sociais, Pedagogia, História e Engenharia de Minas em Caicó. Naquela época, os cursos eram ministrados num prédio cedido pela Diocese de Caicó. Anos depois, com a inauguração do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), com três blocos de aulas num terreno de 10 hectares, ocorreu a ampliação do número de graduações e de professores e a expansão das atividades para a cidade vizinha, Currais Novos.

6º No Oeste do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) iniciou um processo de expansão com a transformação em universidade federal em 2005. Antes, funcionava como Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM). Desde então, criou novos cursos e abriu três campi avançados em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Na atualidade, a UFERSA oferece 22 cursos de graduação e 24 de pós -graduação. A comunidade estudantil é de 10.345 alunos somente nos cursos presenciais. “A interiorização  do ensino superior pode ser considerada o maior programa de inclusão do Governo Federal, na medida em que tem levado pesquisa, ensino e desenvolvimento a locais que antes estavam longe de grandes centros universitários. A UFERSA é um profícuo exemplo disso”, declara o reitor José de Arimatea de Matos.

7º Expandir a interiorização do Ensino Superior, principalmente nos cursos da área da Saúde, deve ser uma meta prioritária da UFRN. Um dos objetivos da Escola Multicampi de Ciências Médicas é ter, em seu quadro, 86 docentes. Para isso, alguns desafios deverão ser vencidos. Um deles é o financeiro. Em comum, a UERN, a UFERSA e a UFRN sofrem com a falta de recursos. O custeio para o Curso de Medicina de Caicó, por exemplo, foi zerado em 2018. Por ano, de acordo com George Dantas de Azevedo, a UFRN repassa R$ 1,3 milhão para pagamento de despesas básicas. O desafio deste ano será financiar o internato dos estudantes da primeira turma, iniciada em 2014, que migrarão para a prática acadêmica no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz. Na UERN, o orçamento aprovado para este ano é R$ 71 milhões menor que o previsto para 2017. 

Disponível em: <http://blog.tribunadonorte.com.br/umnovosertao/>. Acesso em: 05 jul. 2018. [Excerto adaptado]

Para responder à questão, considere o excerto transcrito abaixo.

“Não existia perspectiva[1]. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra[2] Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN -Campus Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não fez o estudante esmorecer, como[3] se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


No trecho, há

Alternativas
Q1313152 Português
Assinale a alternativa onde temos um discurso indireto.
Alternativas
Q1304614 Português
Assinale a alternativa correta, considerando os Gêneros do Discurso
Alternativas
Q1304611 Português

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).


( ) A língua chega ao nosso conhecimento a partir de dicionários, gramáticas e fontes sistematizadas de usos da linguagem.

( ) As formas da língua e as formas típicas dos enunciados, isto é, os gêneros do discurso, chegam à nossa experiência e às nossas consciências em conjunto e estreitamente vinculadas.

( ) A leitura de gêneros discursivos na escola nem sempre pressupõe a produção escrita. Esta, no entanto, pressupõe sempre atividades de leitura para que os alunos se apropriem das características dos gêneros que produzirão.

( ) A redação de textos deve considerar suas condições de produção, quais sejam: finalidade, especificidade do gênero, lugares preferenciais de circulação e interlocutor eleito.

( ) As atividades de ouvir e de ler implicam uma interpretação ativa e, embora haja regras sociais para os eventos da comunicação pública, não é papel da escola avaliá-las, mas sim exercitá-las.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q1288577 Português
Leia o texto a seguir e responda.
O diamante – Crônica de Fernando Sabino

  Em 1933 Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia, concluiu que ali não havia mais nada a garimpar. Os filhos viviam da mão pra boca, Jovelino já não via jeito de conseguir com que prover o sustento da família. E resolveu se mandar para Goiás, onde Anápolis, a nova terra da promissão, atraía a cobiça dos garimpeiros de tudo quanto era parte, com seus diamantes reluzindo à flor da terra. Jovelino reuniu a filharada, e com a mulher, o genro, dois cunhados, meteu o pé na estrada.
   Longa era a estrada que levava ao Eldorado de Jovelino: quase um ano consumiu ele em andança com a sua tribo, pernoitando em paióis de fazendas, em ranchos de beira caminho, em chiqueiros e currais, onde quer que lhe dessem pasto e pousada.
   Vai daí Jovelino chegou aos arredores de Anápolis depois de muitas luas e ali se estabeleceu, firme no cabo da enxada, cavando a terra e encontrando pedras que não eram diamantes. Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem, Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia — e não podia. Vivia ao deus- dará — e Deus não dava. Quem me conta é o filho do fazendeiro de quem Jovelino se tornou empregado:
  — Ao fim de dez anos ele concluiu que não encontraria diamante nenhum, e resolveu voltar com sua família para a Bahia onde a vida, segundo diziam, agora era melhorzinha. Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar.
Jovelino reuniu a família e botou pé na estrada, de volta à terra de nascença, onde haveria de morrer. Mais um ano palmilhado palmo a palmo em terra batida, vivendo de favor, Jovelino e sua obrigação, de vez em quando perdendo um, que isso de filho é criação que morre muito. Foi nos idos de 43:
 — Chegou lá e se instalou no mesmo lugar de onde havia saído. Governo deu emprego não. Plantou sua rocinha e foi se aguentando. Até que um dia…
Até que um dia de noite Jovelino teve um sonho. Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa enxadada certeira, a terra escorreu… A terra escorreu e aos seus olhos brilhou, reluziu, faiscou, resplandeceu um diamante soberbo, deslumbrante como uma imensa estrela no céu — como uma estrela no céu? Como o próprio olho de Deus! Jovelino olhou ao redor de seu sonho e viu que estava em Anápolis, no mesmo sítio em que tinha desenterrado a sua desilusão.
   E para lá partiu, dia seguinte mesmo, arrastando sua cambada. Levou nisso um entreano, repetindo pernoites revividos, tome estrada! Deu por si em terra de novo goiana. Quem me conta é o filho do fazendeiro:
— Você precisava de ver o furor com que Jovelino procurou o diamante de seu sonho. A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele. De vez em quando desmoronava, Jovelino ia ver, não era um diamante, era um calhau. Até que um dia…
— Encontrou? — perguntei, já aflito.
— Encontrou nada! Empregou-se na fazenda de meu pai, o tempo passou, os filhos crescidos lhe deram netos, a mulher já morta e enterrada, livre dos cunhados, os genros bem arranjados na vida. Um deles é coletor em Goiânia.
O próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho.
 http://contobrasileiro.com.br/o-diamante-cronica-de-fernando-sabino/
Assinale a alternativa CORRETA que corresponde um discurso indireto livre.
Alternativas
Q1251818 Português
Quanto às características do discurso indireto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Respostas
401: C
402: A
403: A
404: E
405: B
406: E
407: B
408: D
409: B
410: D
411: D
412: B
413: A
414: B
415: D
416: D
417: A
418: D
419: A
420: B