Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

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Q2051682 Português
Usou máscaras e cuidou dos outros? Isso é para você

Desde março de 2020 você tem se cuidado. Evitou sair sem necessidade, usou máscara até mesmo antes de ser obrigatório, praticou distanciamento social, protegeu colegas de trabalho e/ou funcionários. Não foi um período fácil. A você só tenho a dizer o seguinte: muito obrigada! Graças a você muitos de nós ficamos seguros, sem Covid19, sem chorar o sofrimento nem a morte de nenhum amor.

Não é pouca coisa, sabe? Claro que nesse período todo você deve ter se sentido pequeno, especialmente ao ver os números de contaminados e mortos aumentando todos os dias. Houve também o escárnio. Dos que não usam máscaras ou insistem em usá-las de forma inadequada. É um festival de máscara no queixo, com o nariz para fora. Gente que tira a máscara para falar ao telefone, para tossir, conversar de perto.

E o escárnio das autoridades, que nada fizeram para conter a epidemia de desinformação, para convencer as pessoas de que o simples ato de usar máscara corretamente salva vidas. Algumas até insistiram em minimizar a pandemia, desprezar os mortos, os doentes, a vacina.

Não foi fácil, né? Não está sendo fácil. A sensação é de estar nadando contra a maré, usando toda sua energia para dar braçada atrás de braçada sem sair do lugar. Mas você fez a coisa certa. Você gastou um dinheiro precioso em máscaras até para quem não queria usar. Migrou para a PFF2 quando isso passou a ser recomendado entre os especialistas, porque você lê os especialistas, aqueles de verdade, com mestrado, doutorado, Ph. D, e resistiu à tentação de se acomodar no conforto das mentiras convenientes.

Nesse mais de um ano você descobriu que não existe prêmio para quem faz a coisa certa. Pelo contrário, todo dia, toda hora, a decisão de se cuidar e cuidar dos outros enfrentou todo tipo de oposição, desde o familiar que insiste em visitas até o simples cansaço.

No entanto, saiba que nós vimos o que você fez e seremos eternamente gratos. Graças a você as coisas não foram piores, não estão piores. É difícil quantificar quantos sobreviveram graças a você. Mas sim, muitos sobreviveram por sua causa, porque você seguiu firme quando era mais fácil ceder.

Enquanto, para muitos, três mil, cinco mil mortes não chocavam, para você cada luz a se apagar foi uma perda pessoal. E você fez tudo ao seu alcance para não aumentar essa conta. Nós sabemos disso. Nós te reconhecemos na rua, na internet. Na marca da máscara no rosto, no seu cuidado com o outro, no olhar de esperança e de preocupação.

Quando tudo isso acabar, a gente te deve um abraço. A gente te deve muitos abraços. Mas por enquanto receba nossa gratidão. Devemos nossa vida a você. Obrigada. Muito obrigada.

Rosiane Correia de Freitas. Texto disponível em: https://www.plural.jor.br/artigos/usou-mascara-cuidou-dos-outrosisso-e-para-voce. Acesso em 16/05/22. Adaptado
No que se refere à tipologia textual, é CORRETO afirmar que, no Texto, predominam os trechos:
Alternativas
Q2051130 Português
TEXTO 1

O cientista e o 'inimigo do povo'

Peça de Ibsen encenada em SP traz embate entre ciência, política e negócios

       Um médico da comunidade, sanitarista e cientista, descobre que as águas da estação balneária da cidade estão contaminadas. As amostras são analisadas nos microscópios da universidade, já que os micróbios não eram visíveis a olho nu. Frequentadores do balneário, em busca de saúde, estavam ficando doentes. O médico coleta a água e em sigilo envia para a universidade fazer as análises. Com a evidência científica em mãos, pede que o alerta seja dado a todos e que providências públicas sejam tomadas. Ele envia a notícia para ser publicada no jornal local, o que evitará que novos turistas se contaminem. O balneário, que é uma empresa privada S.A., deverá fazer novas obras para captar águas limpas noutro ponto e então reabrir as portas. O diagnóstico e a solução parecem corretos e exequíveis. Mas a posição pró-esclarecimento, favorável à saúde pública e baseada em evidência científica, irá sofrer um forte revés.

        A peça de Henrik Ibsen, escrita há 140 anos, é assombrosamente atual. Em cartaz em São Paulo no Teatro Aliança Francesa nos últimos dois meses, a montagem, dirigida por José Fernando de Azevedo, professor da ECA-USP, tem como protagonista um ator negro, Rogério Brito, que interpreta com paixão (e razão) o sanitarista Doutor Thomas Stockmann, e o traz para os dias atuais – o que introduz ao texto de Ibsen uma nova dimensão de raça, tempo e lugar.

[...]

       O médico/cientista negro é o portador da liberdade de pensamento, do esclarecimento, da defesa da vida e da dignidade humana – contra os interesses dominantes. Personagem e ator que se entrelaçam com o Brasil atual, seja com a missão de médicos cubanos, seja com a ampliação de negros nos cursos de medicina, graças às políticas afirmativas e de acesso por cotas. Se a empatia com o protagonista aumenta, por ele ser negro, não há dúvida de que o discurso científico do sanitarista e o jaleco branco são raramente associados no Brasil a peles negras – o que produz uma dissonância de partida. As leituras de raça e gênero são diversas na montagem, com metade do elenco negra, incluindo um dos antagonistas, evitando maniqueísmos étnicos.

      O médico é o protagonista imbuído da verdade, mas despreparado para entender o jogo de poder e interesses que o cercam, daí certa ingenuidade idealista que o torna um herói quixotesco diante das forças da ordem e dos negócios que farão frente à sua descoberta. No texto dramático, Ibsen não apenas faz o elogio à ciência, mas ao livre pensamento e à capacidade de defender causas e posições novas, levadas à frente por minorias e que ainda não foram compreendidas pelas multidões, quase sempre manipuladas pelos donos do poder, do dinheiro e da mídia. [...] A reação conservadora é rápida e atua em bloco: domina as notícias, recusa as evidências científicas (como acreditar no que "não se vê a olho nu"?), trata o médico como louco: ele paga com linchamento moral, apedrejamento de sua casa, demissão e despejo.

       A montagem de José Fernando, no entanto, inverte o jogo, sem desrespeitar o texto original. Em uma das últimas cenas, Ibsen constrói uma assembleia, convocada pelo doutor Stockmann, uma vez que o jornal local e as associações de comerciantes não lhe dão voz, para convocar a população e falar a verdade. Ibsen imaginou a cena em palco, com atores formando a assembleia que vocifera, interrompe e ataca o médico. Mas, na montagem brasileira, a assembleia passa a ser composta pelo próprio público da peça. Atores sentados no meio da plateia tentam seguir o texto de Ibsen, de linchamento moral do médico, mas o público de fato reage e o defende, contracenando e invertendo o resultado: a plateia no Aliança Francesa vota ao final pela verdade e em defesa do cientista negro. Resta ao prefeito e ao presidente da associação de proprietários manipular o resultado da votação, voltando a condenar o médico como "inimigo do povo", para que a peça possa seguir o texto original.

      O momento, contudo, traz o aprendizado da plateia sobre o que vê e sua capacidade de se indignar, reagir e escolher o lado certo – que é derrotado no texto, mas não na vida. De algum modo, esse levante do público, não para aderir, mas para se insurgir contra o negacionismo e as forças do atraso, traz mais uma vez Ibsen para a atualidade. Afinal, a arte segue iluminando a vida. Quem será o verdadeiro "inimigo do povo"?


Pedro Arantes, Soraya Smaili, Maria Angélica Minhoto. Andres Sandoval/SoU_Ciência. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/sou-ciencia/2022/05/o-cientista-e-o-inimigo-do-povo.shtml Acesso 06/05/22. Adaptado.
Considerando o primeiro parágrafo do Texto 1 quanto ao aspecto da tipologia textual, é CORRETO afirmar que, nesta parte do texto, predominam as sequências:
Alternativas
Q2050486 Português
Leia.
“Para John Locke (1632-1704), filósofo inglês, o ser humano é como uma tábua rasa, ou seja, quanto mais experiências vive, mais conteúdo terá para preencher a folha. Locke é famoso por sua comparação da mente humana com uma folha em branco, tábua rasa, na qual as experiências derivadas das impressões dos sentidos são impressas. Desta forma, existiriam duas formas de surgimento de ideias, pela sensação e pela reflexão, com ideias podendo ser simples ou complexas.”
Adaptado https://en.wikipedia.org https://www.infoescola.com
O fragmento de texto acima apresenta a seguinte característica:
Alternativas
Q2045715 Português
Texto I


Texto II

Um condomínio é uma pequena cidade. Seus moradores são os cidadãos dessa unidade de vivência comum. Geralmente nessa configuração acontecem duas coisas:
- Os que não se envolvem de maneira nenhuma, absortos em suas tarefas rotineiras, usam suas residências para tocar suas vidas corridas e, muitas vezes, nem percebem o quanto de beleza existe ao seu redor, tanta riqueza e diversidade humana.
- Outro grupo são os mais “envolvidos” com as questões do condomínio, que, ao fazerem parte da gestão, partem do pressuposto que suas ideias são as melhores possíveis e, ao exercerem o poder, administram como se fosse seu, e não um bem coletivo e, como tal, sujeito a opiniões diversas e diálogos para descobrir a melhor forma de gerar uma economia solidária a todos os envolvidos. As assembleias, via de regra, tem pequena participação e são um grande “bate-boca”, porque ninguém está disposto a ouvir o outro realmente, mas sim firmar seu ponto de vista. Na era contemporânea, sofremos de um individualismo exacerbado, com uma grande dificuldade de sermos empáticos e nos colocarmos no lugar do outro. Se algo não sai como gostaríamos, já nos sentimos no direito de “meter a boca” e nem nos passa pela cabeça que a tolerância e gentileza são uma premissa do bem viver em comunidade.

Buscamos as mais variadas formas de fazer valer nossos direitos, mas não paramos para pensar nos nossos deveres e direitos coletivos, na singularidade de cada um, nas dificuldades e limitações do próximo. Pensar que nada vai mudar é de certa forma uma falta de fé no melhor das pessoas, pois estamos sempre prontos a apontar o dedo, sem nos dar conta que também não somos perfeitos e também erramos, muitas vezes sem nos dar conta.

Como podemos exigir dos governos (seja ele qual for), se não temos a consciência dentro do nosso pequeno mundo? Honestidade e ética são um pressuposto de toda e qualquer vida coletiva.


(Caumo, Paola. Disponível em: http://obviousmag.org/percepcoes/2016/o-coletivo-que-nos-separa. Acesso em: 27/05/22. Adaptado.)
Sobre os textos I e II, analise as afirmativas.
I - O texto I constitui uma charge, composta por um único quadro, em linguagem verbal e não verbal, cujo assunto retrata situação da atualidade.
II - O texto II constitui uma crônica, em que é narrada uma situação do cotidiano, cujo objetivo é provocar uma reflexão sobre tal situação, com linguagem simples e descontraída.
III - Ambos os textos remetem a fatos cuja comprovação depende da opinião de cada pessoa, ou seja, aquilo que o entrevistado (texto I) e a autora (texto II) acham.
IV - O texto II pode ser considerado uma crônica dissertativa, escrita na primeira pessoa, que reflete o ponto de vista da autora sobre o assunto abordado.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q2044972 Português
Leia o texto seguinte e responda a questão.

O presente artigo aborda a realidade social e respectivo campo normativo de regulamentação das relações conjugais na sociedade contemporânea, global, plural e complexo, tudo ao mesmo tempo. Partindo da ideia geracional passada de quase modelo único de família para o sistema de variadas formas de associação e convívio conjugal e suas consequências com o Direito em vigor, expectativas de câmbios ou manutenção de status jurídicos, o estudo apresenta o problema em meio à realidade que ferve por respostas mais seguranças e garantistas de tamanha diversidade cultural, não necessariamente absorvida por leis e códigos. Ao final algumas considerações formais são postas à prova do leitor com a certeza única de que a regulação das relações conjugais demanda mais do que simples análise de correspondência cultural ou jurídica aos modelos tradicionalmente ofertas pelos países no mundo.

(Lucas, I. P. “o problema da regulamentação das relações conjugais na atualidade”. In: Revista da Graduação em Direito Estácio, nº1 Vº1 ANO 2019)
Sobre o texto lido, assinale a alternativa CORRETA, no que se refere às características linguístico-discursivas de sua composição:
Alternativas
Q2044149 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Um remédio eficaz contra covid-19?

Desde que a covid-19 assolou o mundo no início de 2020, a busca por alternativas eficazes para combater a pandemia foi intensa. Em tempo recorde, foram desenvolvidas vacinas, responsáveis por tirar o planeta do estado de emergência e salvar milhões de vidas. Esse feito, no entanto, não eliminou a necessidade de um medicamento capaz de tratar as pessoas já acometidas pela doença, como ocorre com tantas outras enfermidades. A química medicinal, finalmente, atingiu o objetivo e criou um antiviral eficaz e sem riscos para os humanos.

A imagem do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tomando o Paxlovid®, medicamento antiviral recentemente aprovado contra a covid-19, foi notícia nos principais meios de comunicação, no final do mês de julho deste ano. O fato, realmente, merece destaque, pois, independentemente do vírus, a ciência é objetiva em enumerar o trio de armas disponíveis para o controle bem-sucedido e a erradicação de doenças pandêmicas: a combinação de medidas de higiene, adesão em massa às campanhas de vacinação e desenvolvimento de antivirais eficientes.

Ao longo da história, antivirais vêm desempenhando um papel fundamental no controle de diferentes doenças, como a hepatite C, enfermidades causadas por herpesvírus e a Aids, para as quais esses fármacos ainda se caracterizam como a única forma de controle da transmissão e a garantia de mais qualidade de vida aos que convivem com a doença.

Em relação à covid-19, é indiscutível a importância das vacinas para a prevenção da doença em sua forma grave e para reduzir o número de mortes. Mas essa outra frente de batalha, o desenvolvimento de antivirais para o tratamento das pessoas já infectadas pelo SARS-CoV-2, vem sendo travada por diferentes grupos de pesquisa desde o início da pandemia.

O que acontece em um organismo infectado?

É preciso explicar o que acontece ao longo do ciclo de replicação do SARS-CoV-2. Uma vez no organismo humano, esse vírus usa sua famosa proteína Spike (S) para se ligar a receptores presentes na superfície das nossas células, conhecidos como enzima conversora de angiotensina tipo 2 (ACE2). Assim, o vírus consegue adentrar a célula, onde libera o seu material genético (no caso do SARS-CoV-2, uma molécula de RNA), o qual é traduzido, ou seja, a informação contida nessa molécula de RNA é utilizada pela célula para a síntese de proteínas, o que possibilita a produção de novas partículas virais. O organismo responde à invasão do vírus produzindo anticorpos, que se ligam à proteína Spike e impedem a infecção de outras células. Além disso, são produzidas células especializadas (linfócitos T citotóxicos) que identificam e destroem células humanas já infectadas pelo vírus.


COTRIM, Bruno Almeida.; GONÇALVES, Raoni Schroeder Borges.; BARROS, José C. Um remédio eficaz contra covid-19? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/um-remedio-eficaz-contra-covid-19/ Acesso em: 04 nov., 2022
A partir da leitura cuidadosa de "Um remédio eficaz contra covid-19?", assinale a alternativa que corretamente apresenta o tipo textual do texto:
Alternativas
Q2039307 Português
Conforme Platão e Fiorin: “Seja a argumentação considerada em sentido mais amplo ou mais restrito, o que é certo é que, quando bem feita, dá consistência ao texto, produzindo sensação de realidade ou impressão de verdade”. Sendo inúmeros os recursos linguísticos usados com a finalidade de convencer, analise os tipos de argumento listados a seguir, conforme descritos pelos citados autores, assinalando o que NÃO é descrito por eles.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Colíder - MT Provas: IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Clínico Geral - 30 Horas | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Advogado | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Jornalista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Contador | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Engenheiro Florestal | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Analista Administrativo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Controlador Interno | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Gerente de Projetos | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Veterinário | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Analista de Informática | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Biólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Arquiteto | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Fisioterapeuta | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Assistente Social | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Fonoaudiólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Enfermeiro | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Nutricionista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Odontólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Psicólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Cardiologista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Ginecologia | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Ortopedista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Otorrinolaringologista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Pediatra |
Q2037569 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.

Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados, brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022

Pedir demissão no meio de uma crise econômica e sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês, mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos, majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa estabilidade no número de pedidos de demissão voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores se seguraram nos seus empregos – até porque as empresas estavam demitindo a rodo à medida que fechavam as portas de forma temporária ou definitiva. Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano, os pedidos de demissão representam uma rotatividade de 15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior, já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de 2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e também trabalhadores que decidiram pedir as contas em meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes. Mas essas motivações são mais frequentes quando existem mais vagas disponíveis do que gente para trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o advento do home office deu uma força para quem sonha com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto] especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número de pedidos de demissão representa 18,7% do total de vagas formais ao final de 2020. [...]

https://vocesa.abril.com.br/economia
O texto lido faz parte do gênero reportagem, por isso apresenta a seguinte característica:
Alternativas
Q2036429 Português

TEXTO 3


Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na da folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


 2.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.

Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a com o risco.


MELO NETO, J. C. educação pela pedra. São Paulo: Alfaguara, 2008.

O texto de João Cabral de Melo Neto é 
Alternativas
Q2036360 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


                                                                                    

             

O texto se classifica, pelo seu aspecto tipológico, eminentemente como
Alternativas
Q2036330 Português

Texto para a questão


                          

A fim de expor ideias acerca da nova cara da covid-19, o texto se estrutura inicialmente com elementos
Alternativas
Q2036262 Português

Texto para a questão   


                     

                         

Como texto jornalístico, a tipologia textual é eminentemente
Alternativas
Q2034145 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A VIDA ON-LINE

O home office e a rotina pela internet são tendências sem volta.

Walcyr Carrasco


Uma das vantagens da vida de autor sempre foi trabalhar em casa. Acordo a hora que eu quero, escrevo de meias e pijama, se quiser. É uma vida confortável. Agora, o home office está com tudo. Era uma tendência, mas com a quarentena tornou-se comum. É um caminho sem volta.

As empresas gastam menos com um funcionário remoto. Não precisam investir em escritórios, fornecer cafezinhos… Em home office, trabalha-se todo o tempo, praticamente. Uma conhecida estava no esquema fazia tempo em uma multinacional. Vivia em São Paulo. Certa época, teve uma chefe em Nova York e um funcionário em Singapura. Os três conciliavam o tempo e o fuso. É óbvio que num sistema assim não existe horário para parar. A produtividade é maior.

Em janeiro deste ano, uma pesquisa do Instituto Ipsos mostrou que 49% das pessoas gostariam de trabalhar em casa. Hoje, o número deve ter crescido muito. Quem trabalha on-line não gasta tempo no trânsito, pode morar numa cidade menor, sem se apavorar com congestionamentos. Só como exemplo.

Não se vive absolutamente isolado. A gente vê menos pessoas, mas se diverte com o comércio on-line, por exemplo. Nada mais atraente que entrar em um site e comprar algo que pareça fundamental, como uma máquina de fazer pão. Bem, pelo menos de repente eu achei que não poderia mais viver sem uma. Foi uma saga. As empresas exigem cadastros chatíssimos, que eu demorava séculos para preencher. Pior. No final, diziam que eu já tinha cadastro! No passado, devo ter feito alguns. Não tenho a menor ideia da antiga senha e e-mail — já troquei muitos. E aí não vendem, sou expulso das compras como um vigarista. Já me aconteceu no Magazine Luiza, no Shoptime, no Mercado Livre… Finalmente, um amigo comprou para mim, em seu cartão. A máquina de fazer pão está chegando. Já tenho um saco de farinha e a sensação de que estou livre da devastação. As empresas têm de se adequar à nova demanda. É fato. Mas a compra on-line está se solidificando. Grandes grifes já vendem roupas. Livrarias, nem se fala. No futuro, assim como agora, não irei tanto a lojas físicas.

Muita gente que conheço está tomando aulas. De dança, de voz, de inglês… Pessoalmente, vou voltar ao pilates. E, quem sabe, estudar literatura francesa, que adoro. Tudo por Skype! E haja lives! Todo mundo quer fazer! Já não tenho mais agenda nas próximas duas semanas! Também adoro vê-las! Estou viciado nas lives!

As relações humanas crescem. Velhos amigos e amigas me procuram. Troco receitas de comida. Porque uma das consequências da quarentena é que todo mundo vai engordar! E, se o amigo estiver tossindo, ainda dou bons conselhos para se cuidar. De longe… Talvez venha a atuar como coach (sou formado, sim!), de tanto que dou conselho para ninguém pirar — nem eu mesmo, aliás. Eu me aconselho o tempo todo!

Há menos contato físico, mas voltaremos a tê-lo? A plataforma tecnológica já existia. O coronavírus veio acelerar uma mudança total no comportamento. A vida, de agora em diante, será definitivamente on-line.

Publicado em VEJA de 15 de abril de 2020.
Sobre o tipo de narrador presente no texto, é correto afirmar que se trata de um: 
Alternativas
Q2033166 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Agência Espacial Europeia lançará projeto para que deficientes se tornem astronautas



(Daniel Lawler. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/11/ agencia-espacial-europeia-lancara-projeto-para-que-deficientes-se-tornemastronautas.shtml)

O texto, pela sua tipologia, se insere no campo do gênero
Alternativas
Q2030211 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

Enquanto as respostas não vêm, vale a pena aprender com os lobos: nunca subestime os poderes de um parasita microscópico. (L.63-65)

O segmento sublinhado no período acima apresenta natureza 
Alternativas
Q2030200 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

Com tom jornalístico, certamente a fim de gerar maior proximidade com o leitor, o texto apresenta tipologia eminentemente 
Alternativas
Q2028108 Português

Texto para a questão



(https://estudio.folha.uol.com.br/unico/2022/05/identidade-digital-e-chave-parauma-vida-conectada-e-mais-segura.shtml?utm_source=taboola&utm_medium= native&tblci=GiC7ppy_ekQKDPTJqh71VNnnUM_exCL0Bn4Hc9JOPOGi-SDK81 QoiNq0pfCtgsF8#tblciGiC7ppy_ekQKDPTJqh71VNnnUM_exCL0Bn4Hc9JOPOGiSDK81QoiNq0pfCtgsF8)

O texto se caracteriza por apresentar tipologia eminentemente
Alternativas
Q2026141 Português
Texto 1

A Importância da Ciência, Tecnologia e Inovação


A ciência tem implicações para as questões que enfrentamos todos os dias, e embora a ciência não determine qual opção é a mais acertada, ela nos dá conhecimento e informação importantes para as nossas decisões. Lavar ou não lavar. Cento e setenta anos atrás, a lavagem das mãos não era um ritual de todos os dias — mesmo para os médicos que trabalhavam na morgue ou na maternidade! No entanto, desde então, os biólogos desenvolveram a teoria microbiana da doença, e a investigação mostrou que a lavagem das mãos evita a propagação de infeções. Um estudo de 2005 descobriu que promover a lavagem das mãos entre as crianças em regiões de baixos rendimentos poderia reduzir a incidência de doenças como a pneumonia em cinquenta por cento. Apesar de lavar as mãos poder parecer hoje em dia um simples hábito, é tão comum apenas porque o conhecimento científico tem realçado os seus benefícios.

     Tal como molda o seu processo pessoal de tomada de decisão, o conhecimento científico também influencia a formação de decisões políticas de regulamentação — e os resultados dessas decisões estão por toda a parte. A ciência não nos diz que devemos prevenir doenças, dar aviso prévio em caso de desastre, ou mesmo proteger o nosso planeta. As pessoas tomam essas decisões com base nos seus próprios valores, mas a partir do momento em que uma decisão é tomada, podemos usar o conhecimento científico para descobrir como atingir esse objetivo e quais serão as suas ramificações prováveis.
      A ciência toca muitos aspectos das nossas vidas: desde o corriqueiro (por exemplo, o saco de plástico onde se colocam as compras) até desenvolvimentos que mudam o mundo (por exemplo, a erradicação da varíola). E enquanto alguns dos impactos da ciência na sociedade podem não ser bênçãos evidentes, muitos são. Sem ciência, não teríamos conhecimentos básicos sobre promoção da saúde, segurança e gestão ambiental. Este conhecimento influencia o nosso processo de tomada de decisão tanto nosso pessoal como social. O conhecimento científico também é a base para o progresso tecnológico. Desde uma simples lâmpada até um computador complexo e o arroz geneticamente modificado — tudo isso são tecnologias feitas pelo homem baseadas no conhecimento científico básico.


NOVO, B. N. Disponível em: https://benignonovonovo.jusbrasil.com. br/artigos/845978281/a-importancia-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao-para-a-sociedade. Publicado em 2020. Acesso em: 02 de nov. 2022. Fragmento adaptado.
Assinale a alternativa correta
Alternativas
Q2025665 Português

Texto 02


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 Disponível em: https://bichinhosdejardim.com. Acesso em: 4 maio 2022.

Texto 01


Nem toda zona de conforto é ruim


    Um dia, não sei quando nem sei quem, alguém inventou em algum lugar que, para conseguir qualquer coisa na vida, é preciso “sair da zona de conforto”. A frase ganhou o mundo e se tornou um símbolo do anticonformismo, do esforço desmedido, da superação pessoal e profissional e até do empreendedorismo. Segundo sua lógica peculiar, só entra no reino dos céus quem sai da zona de conforto.       Como todo símbolo, esse clichê também caiu na armadilha de encerrar uma verdade. E verdades encerradas não se abrem para a saúde exuberante das dúvidas. Não são afeitas à liberdade infantil do pensamento. De tão óbvia, uma verdade absoluta não admite questionamentos.     É claro que toda conquista requer algum tipo de esforço, que todo sucesso é resultado do empenho de cada um, de sua capacidade de vencer dificuldades. Ninguém contesta que o movimento gera força e, com força, a gente cresce. Inegável que ficar parado, esperando cair do céu o que se deseja, nunca vai dar em nada. Daí a condenar o conforto como algo de que se deve fugir, classificá-lo como uma zona fantasma onde se arrasta uma comunidade de preguiçososB Isso sempre me pareceu um pouquinho demais. Porque o significado de conforto não pode ser reduzido àquele que vem do latim, da palavra cumfortare, vinda por sua vez de cum-fortis, de alívio da dor. [...]      Essa tal zona de conforto, pegajosa e limitante, talvez traduza o que seja a suposta segurança da casa dos pais, de onde uma hora os filhos devem sair para construírem suas próprias vidas, suas histórias, suas carreiras, suas famílias. É o tal emprego que já não oferece mais nada além de mera subsistência e, por isso, gera angústia e infelicidade. É o relacionamento amoroso que de amor já não tem mais nada. [...] O que se convencionou chamar de “zona de conforto” é todo canto físico e mental dos quais alguém não consegue sair por conveniência, por inércia, por falta de ambição, por medo ou por tudo isso junto. Isso é estar parado. Acontece que nem todo conforto paralisa. Compreendo o propósito de quem continua apregoando que é preciso sair da zona de conforto. Mas acho que passou da hora de virar esse disco. A tão temida zona de conforto não é um lugar de onde se deve sair. É o lugar para onde todos devemos voltar! [...] 
     Será que essa obrigação desmedida de escapar de um lugar que nem todo mundo sabe o que é, a qual é repetida sem filtro nem reflexão nas escolas, nas empresas, nas famílias, não formou uma geração inteira de pessoas desconfortáveis com o que fazem, com o que têm, com o que são? Será que, em meio a tantas palestras, livros, filmes e cursos sobre sair da zona de conforto, não sobram três minutinhos para pensarmos com honestidade sobre o que queremos das nossas próprias vidas antes que alguém repita que é preciso sair da zona de conforto? E será possível que toda pessoa boa desejando um cadinho de conforto nesse mundo, um pouquinho de aconchego e descanso, um mínimo percentual de tranquilidade em meio à rotina de trabalho intenso a que todos estamos sujeitos, seja gratuitamente eleita como simplesmente acomodada? [...]        Honestamente, eu acho que pessoas motivadas a trabalhar duro para merecerem seu espaço no mundo, e que esse espaço seja bonito, aconchegante e espaçoso para todos os seus sonhos, são verdadeiras fábricas de felicidade e realização. Não sei você, mas eu quero mesmo é voltar à minha zona de conforto. Eu mereço e trabalho muito para me sentir confortável com minhas escolhas, com minha família, com meu jeito de estar no mundo, com todos os desafios que a vida me apresenta todos os dias. E com todo o trabalho intenso que tudo isso representa.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/. Acesso em: 11 jun. 2022. Adaptado. 




Sobre o texto 02, é CORRETO afirmar que
I. apresenta pontos de contato com a temática desenvolvida no texto 01. II. pertence ao mesmo gênero textual em que foi desenvolvido o texto 01. III. faz uso também da linguagem não verbal, diferentemente do texto 01. IV. tem como principal objetivo, informar, conforme se verifica no texto 01. V. usa reiteradamente a linguagem figurada como se observa no texto 01.
Estão CORRETAS as afirmativas  
Alternativas
Q2023516 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo do texto apresentado anteriormente. 
Alternativas
Respostas
1561: D
1562: E
1563: E
1564: C
1565: E
1566: A
1567: B
1568: B
1569: D
1570: C
1571: A
1572: C
1573: B
1574: D
1575: B
1576: C
1577: C
1578: E
1579: A
1580: C