Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.260 questões

Q2588646 Português

Em apenas um ano, Rio Grande do Sul enfrentou dez episódios de chuvas extremas, analisa especialista em recursos hídricos da Unesp.

Rodrigo Manzione diz que construção de cidades próximas a rios teve por base sensação de segurança da população que se revelou equivocada, e explica os fatores atmosféricos e geográficos que contribuíram para os estragos que as chuvas e as cheias têm causado no estado desde 2023. "Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres”, diz.

Em 08/05/2024

Renato Coelho

[...]

O governo do RS afirmou que 790 escolas de 216 municípios foram afetadas: 388 sofreram danos e 52 servem de abrigo. Também foram registrados problemas de transporte e de acesso, e estima-se que 273 mil estudantes foram impactados. As regiões de Porto Alegre, São Leopoldo, Estrela, Guaíba, Cachoeira do Sul e Canoas não têm previsão de retomada das aulas.

O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Dessa forma, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais. A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação.

Rodrigo Lilla Manzione, professor e especialista em gestão de recursos hídricos da Unesp em Ourinhos, faz um panorama do estado de devastação que o Rio Grande do Sul enfrenta, e aponta aspectos geográficos, climáticos e administrativos que geram desastres dessa magnitude.

Manzione relata que o Rio Grande do Sul, especificamente, sofreu dez eventos de chuvas extremas apenas no último ano, entre junho de 23 e maio de 24, sendo um em junho, um em julho, dois em setembro, um em outubro, dois em novembro, um em janeiro e outro agora em abril / maio. Porém, as centenas de municípios afetados na última semana equivalem a três vezes o montante impactado pelo evento ocorrido em setembro, que já foi catastrófico.

"Existem cidades que estão passando pela quarta vez consecutiva por eventos como esse, de chuvas extremas e consequentes alagamentos. Os eventos citados primeiro ocorreram em regiões específicas, alguns mais concentrados. Mas, o que chama atenção nesse evento que está ocorrendo agora é a dimensão. Ele se espalhou por vários municípios. Já são, infelizmente, quase 100 óbitos segundo números oficiais, e muitos desaparecidos. Esses óbitos são por diferentes razões: soterramento, afogamento, choque elétrico. É realmente uma barbaridade o que está acontecendo no RS. Sem contar as 12 barragens sob pressão, duas em estado de emergência, cinco em estado de alerta e cinco em atenção. Uma delas, a Barragem 14 de Julho, rompeu parcialmente, e houve necessidade de evacuar dez municípios.”

De acordo com o pesquisador da Unesp, a calamidade ocorre porque a região possui muitos rios meandrantes e também muitos rios de serra. Essas características acabam dando uma velocidade para essas águas maior do que rios de planície. E quando eles encontram a planície, ali próximo da Baía dos Patos, na região de Porto Alegre, a água para, pois os rios de planície têm uma vazão menor. E quando a água para, a tendência é que ela se espalhe.

"Vários municípios do Rio Grande do Sul acabaram sendo criados nas curvas desses rios. Com as barragens e as benfeitorias ao longo do tempo, foi passada uma falsa sensação de segurança para a população. E esses municípios foram aumentando sem que medidas próprias e adequadas para a contenção das cheias fossem feitas. E, nesse evento específico, é possível ver um daqueles cenários em que vários componentes se unem para aumentar sua potência”, explica. [...]

O pesquisador compara os acontecimentos no estado gaúcho à destruição ocasionada pelo furacão Katrina nos EUA, em Nova Orleans, em 2005. "Só que o Katrina teve em torno de 2000 óbitos oficiais e foi concentrado numa região. Esse evento no Rio Grande do Sul, embora não tenha causado tantas vítimas fatais, acabou destruindo a infraestrutura do Estado. Devido ao imenso impacto gerado na economia, agricultura e indústria, as cidades vão demorar para serem reconstruídas, e o custo será muito alto", diz.

[...]

Adaptado - https://jornal.unesp.br

"Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres." (subtítulo)


A tipologia textual predominante nesse fragmento do texto é:

Alternativas
Q2588045 Português

Os tipos de texto são normalmente definidos por meio de cinco tipologias. Assim, destaque a alternativa que se refere à tipologia marcada pela identificação ou apresentação de elementos na estrutura enunciativa.

Alternativas
Q2588044 Português

Qual dos enunciados a seguir foi construído corretamente?

Alternativas
Q2588041 Português

Há diferentes teorias que procuram contextualizar os gêneros e tipos textuais. Assim, das alternativas a seguir, qual não corresponde assertivamente | a uma das possíveis características que os definem.

Alternativas
Q2588038 Português

Conforme Marcuschi, “os gêneros textuais são caracterizados como práticas sociais, históricas e discursivas que organizam as atividades comunicativas de uma sociedade. Produzidas por um esforço coletivo, tais ações discursivas nos fornecem pistas do processo comunicativo em determinado contexto social”. Nesse sentido, são características dos gêneros textuais, salvo:

Alternativas
Q2588024 Português

Por meio dos diferentes gêneros e tipos textuais, é possível trabalhar diferentes atividades que oportunizam a reflexão de vários aspectos. Em relação aos aspectos textuais, é possível trabalhar as variáveis destacadas por meio das alternativas a seguir, exceto:

Alternativas
Q2587512 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 3.


O sono desempenha uma função vital que vai além do ato de fechar os olhos. De acordo com pesquisas, o sono tem impacto profundo na aprendizagem e na memória. Por esse motivo, devemos estar atentos a esse detalhe na saúde das crianças.

Durante a vida escolar, o pequeno deve conseguir se concentrar para absorver diversas informações e conseguir reter o conhecimento. Logo, se um estudante apresenta dificuldades para se manter acordado e atento, seu desempenho pode ser prejudicado. Isso pode ser um sinal de que o sono não está desempenhando o papel crucial que deveria.

Portanto, quando as crianças não dormem o suficiente, sua capacidade de aprendizado é afetada de forma significativa, pois o sono é como o combustível que alimenta o cérebro. Quando falta, o desenvolvimento pode ser afetado e o desempenho acadêmico pode sofrer.


Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/a-importancia-do-sono-para-a-aprendizagem-infantil-1.1011302. Acesso em: 3 maio 2024. [Fragmento]

O texto pode ser considerado um artigo de opinião porque

Alternativas
Q2587003 Português

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER AS QUESTÕES 9 e 10.


O corvo e a raposa


Um corvo, empoleirado sobre uma árvore, segurava em seu bico um queijo. Uma raposa, atraída pelo cheiro, dirigiu-lhe mais ou menos as seguintes palavras:

- Olá, doutor corvo! Como o senhor é lindo, como o senhor me parece belo! Sem mentira, se sua voz se assemelha a sua plumagem, então o senhor é a fênix dos habitantes destes bosques.

Diante dessas palavras, o corvo, não cabendo em si de contente, para mostrar sua bela voz, abriu um grande bico e deixou cair sua presa. A raposa apoderou-se dela e disse:

- Meu caro senhor, aprenda que todo bajulador vive às custas de quem lhe dê ouvidos. Esta lição vale, sem dúvida, um queijo.

O corvo, envergonhado e confuso, jurou, um pouco tarde é verdade, que ele não cairia mais nessa.

(La Fontaine. Fables, 918.)

O texto de La Fontaine é exemplo de:

Alternativas
Q2586125 Português

Os gêneros textuais podem conter mais de um tipo textual. Os tipos textuais são estruturas fixas, imutáveis.


Assinale a alternativa que apresenta tipos textuais.

Alternativas
Q2584910 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 07 a 09.

TROCO UM FUSCA BRANCO

por um cavalo cor de vento

um cavalo mais veloz que o pensamento.

Quero que ele me leve para bem longe

e que galope ao deus-dará

que já me cansei deste engarrafamento...

MURRAY, Roseana. Classificados poéticos. 4.ed. São Paulo: Moderna, 2010.

Apesar de ser um poema, o texto apresentado possui função similar, porém lúdica, de um (a)

Alternativas
Q2584905 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 01 a 03.

Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/

mais-saude/noticia/2023/10/02/pinos-se-soltam-de-coluna-e-ameacam-furar-corpo-de-jovem-no-litoral-de-sp.ghtml>.

Acesso em: 16 de abril de 2024.

O texto apresentado é parte constituinte de uma

Alternativas
Q2584735 Português

Texto 1 para as questões 1 a 8.


O que é água?


A água é uma substância química. Um elemento da natureza, transparente, sem sabor e odor, composto por dois gases: duas partes de hidrogênio (símbolo H) e uma parte de oxigênio (símbolo O). Sua fórmula química é H2O.

A água pode ser doce ou salgada. A água do mar é salgada porque os rios carregam para o mar cloro e sódio que se desprendem na erosão das rochas dos seus leitos. Como os rios recebem mais água doce das chuvas que evaporam, sua água continua doce.

Com o mar é diferente: ele perde mais água por meio da evaporação do que ganha com a chuva. Assim, como o sal não evapora com a água, essa substância vai se acumulando e se concentrando no mar. A repetição desse fenômeno durante centenas de milhões de anos aumentou a concentração de cloreto de sódio nos oceanos, tornando-os salgados como são hoje.

A água pode se apresentar em diversos estados: líquido, sólido (gelo) e gasoso (vapor d’água).


(GARCEZ, Lucília; GARCEZ, Cristina. Água. São Paulo: Callis, 2010. p. 5. Coleção Planeta sustentável. Disponível em: https://acessaber. com.br/atividades/atividade-de-ciencias.)

O texto pode ser classificado em:

Alternativas
Q2584704 Português

Acredito que a produção de arte está diretamente

ligada a quem você é, ao local que ocupa no mundo. Neste sentido, os objetos que me rodeiam e que, muitas vezes, estiveram presentes durante minha formação – e estão, ainda hoje, em minha vida – são importantes para pensar quem eu sou, qual minha relação com a sociedade na qual eu vivo. Sendo assim, objetos como pequenas garrafas, tecidos, linhas, agulhas e atos como costurar me ajudam a construir uma narrativa. E posso ampliar essa narrativa se penso que os objetos, simbolicamente falando, têm histórias próprias. Um exemplo: minha mãe foi bordadeira quando eu era criança. Isso ajudava a pagar nossos estudos. Além disso, ela fazia nossos vestidos, nossas roupas, para economizar. O bordado ou a costura, como trabalho, nunca foram profissões valorizadas e estão historicamente ligados às mulheres e a determinadas camadas sociais, geralmente as mais baixas. Eleger a costura como um dos elementos da minha poética fala muito sobre quem eu sou e de onde eu vim.

[…]

Entrevista com Rosana Paulino. Revista do centro de pesquisa e Formação, São Paulo, SESC, n. 5, p. 232-233, set. 2017. (fragmento)

O texto é:

Alternativas
Q2584530 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 26.


Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia.


Agência Brasil

23/04/24


Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo Fronteiras da Informação — Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém.

O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa.

Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20).

Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022.

Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país.

“Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção — de ter um número de casos maior naquela região — para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia.”, disse Galli à Agência Brasil.

O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. [...] “Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli.

Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral.


Adaptado

https://istoedinheiro.com.br

De acordo com a tipologia textual, a intenção do autor foi:

Alternativas
Q2584496 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 26.


Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia.


Agência Brasil

23/04/24


Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo Fronteiras da Informação — Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém.

O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa.

Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20).

Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022.

Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país.

“Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção — de ter um número de casos maior naquela região — para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia.”, disse Galli à Agência Brasil.

O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. [...] “Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli.

Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral.


Adaptado

https://istoedinheiro.com.br

Analisando as características do texto, podemos classificá-lo como:

Alternativas
Q2579848 Português

Leia o texto a seguir:


Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok


Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história


Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.

Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.

— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.

Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.

O texto anterior apresenta ou explica um assunto, com o intuito de informar o leitor. Do ponto de vista da organização do discurso, esse texto caracteriza-se como predominantemente:

Alternativas
Q2579847 Português

Leia o texto a seguir:


Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok


Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história


Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.

Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.

— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.

Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.

O texto anterior apresenta um fato inusitado, bastante raro, publicado em veículo jornalístico. A linguagem é objetiva e acessível. Esse texto enquadra-se como um exemplo de:

Alternativas
Q2579472 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.


Timidez


Sou um tímido veterano e posso dar conselhos aos que estão recém descobrindo o martírio de enfrentar esse terror, os outros, e a obrigação de se fazer ouvir, ter amigos, namorar, procriar e, enfim, viver, quando preferia ficar quieto em casa. Ou, de preferência, no útero.

Algumas coisas não funcionam. Já tentei várias maneiras de conviver com minha timidez e nenhuma deu certo. Decorar frases, por exemplo. Já fui com uma frase pronta para impressionar a menina e na hora saiu “Teus verdes são como dois olhos, lagoa”. Também resista à tentação de assumir um ar superior e dar a impressão de que você não é tímido, é misterioso.

Eu sou do tempo em que se usava chaveiro com correntinha (além de tope e topete, tope de gravata enorme e topete duro de Gumex) e ficava girando a correntinha no dedo, enquanto examinava as garotas na saída das matinês (eu sou do tempo das saídas de matinês). Um dia uma garota veio falar comigo, ou ver de perto o que mantinha meu topete em pé, foi atingida pela hélice da correntinha e saiu furiosa. Melhor, porque eu não tinha nenhuma fala pronta, o que dirá misteriosa, que correspondesse à pose.

Evite manobras calhordas, como identificar alguém tão tímido quanto você no grupo e quando, por sacanagem, lhe passarem a palavra, passar a palavra imediatamente para ele. O mínimo que um tímido espera de outro é solidariedade. E não há momento mais temido na vida de um tímido do que quando lhe passam a palavra.

Tente se convencer de que você não é o alvo de todos os olhares e de todas as expectativas de vexame quando entra em qualquer recinto. Porque, no fundo, a timidez é uma forma extrema de vaidade, pois é a certeza de que, onde o tímido estiver, ele é o centro das atenções, o que torna quase inevitável que errará a cadeira e sentará no chão, ou no colo da anfitriã.

Convença-se, o mundo não está só esperando para ver qual é a próxima que você vai aprontar. E mire-se no meu exemplo. Depois que aposentei a correntinha e (suspiro) perdi o topete, namorei, casei, procriei, fiz amigos, vivi e hoje até faço palestras, ou coisas parecidas. Mesmo com o secreto e permanente desejo, é verdade, de não estar ali, mas quieto em casa.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Além dos relatos de experiências com sua timidez, o narrador fornece diversos conselhos, com verbos no modo imperativo, que conferem ao texto caráter:

Alternativas
Q2579275 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 06


Sonda chinesa identifica mineral inédito na Lua


As crateras lunares são resultado da colisão entre a Lua e objetos celestiais, como asteroides e cometas. O impacto é rápido, envolvendo alta velocidade, pressão e temperatura. O fenômeno, além de alterar o relevo da superfície do satélite natural da Terra, também é responsável por mudanças na composição mineral do solo lunar, chamado de regolito. Por isso, uma das formas de estudar o passado da Lua consiste em analisar os minerais que compõem a sua superfície. Recentemente, a missão chinesa Chang’e-5 retornou para a Terra com 1,73 kg de regolito, fornecendo novos materiais para a investigação da história do nosso satélite natural.

Os pesquisadores identificaram um novo mineral lunar, o Changesite-(Y), bem como minerais do grupo dos silicatos em uma combinação considerada “desconcertante”. As amostras foram coletadas em uma região denominada Oceanus Procellarum. Tais descobertas foram descritas em artigo publicado na revista Matter and Radiation at Extremes na última terça-feira (6).

De acordo com as estimativas dos cientistas, a colisão de objetos celestiais que resultou nas amostras teve uma pressão máxima entre 11 e 40 GPa e uma duração de 0,1 a 1 segundo. A cratera gerada na Lua pode ter entre 3 e 32 km de largura.

O novo mineral Changesite-(Y) pertence ao grupo dos fosfatos e é caracterizado por colunas de cristais transparentes, sem cor. A combinação dos silicatos, por sua vez, inclui a seifertita e a estishovita – ambas quimicamente similares ao quartzo, mas com estruturas cristalinas distintas.

O fragmento que contém seifertita e estishovita surpreendeu os pesquisadores, uma vez que esses minerais, teoricamente, só coexistiriam em pressões muito mais elevadas do que as da amostra. “Embora a superfície da Lua esteja coberta por dezenas de milhares de crateras de impacto, minerais de alta pressão são incomuns em amostras lunares”, afirma a pesquisadora e autora do estudo Wei Du em nota. “Uma das possíveis explicações para isso é que a maioria dos minerais de alta pressão são instáveis em altas temperaturas.”

No caso da amostra coletada pela missão Chang’e-5, levantou-se a hipótese de que a presença de um terceiro polimorfo dos silicatos, a α-cristobalita, pode ter sido importante para viabilizar a combinação de seifertita e estishovita.

“A seifertita pode ter se formado a partir da αcristobalita durante o processo de compressão, e uma parte da amostra se transformou em estishovita durante o subsequente processo de elevação de temperatura”, propõe Du.


Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/n oticia/2024/02/sonda-chinesa-identifica-mineralinedito-na-lua.ghtml>

Analise as sentenças a seguir quanto à forma em que se apresentam. Assinale a alternativa em que a sentença dada se apresenta em discurso indireto livre.

Alternativas
Q2578248 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 06 a 10:

Ao despontar a aurora, faça estas considerações prévias: encontrarei com um indiscreto, com um ingrato, com um insolente, com um mentiroso, com um invejoso, com um não-sociável. Tudo isso lhes ocorre por ignorância do bem e do mal. Mas eu, que observei que a natureza do bem é o belo, e que a do mal é o vergonhoso, e que a natureza do próprio pecador, que é meu parente, porque participa, não do mesmo sangue ou da mesma semente, mas da inteligência e de uma porção da divindade, não posso receber dano de nenhum deles, pois nenhum me cobrirá de vergonha; nem posso me aborrecer com meu parente nem odiá-lo. Pois, nascemos para colaborar, como os pés, as mãos, as pálpebras, os dentes, superiores e inferiores. Agir, pois, como adversários uns para com os outros é contrário à natureza. E é agir como adversário o fato de manifestar indignação e repulsa.

(AURÉLIO, Marco. Meditações. Tradução de Thainara Castro. – Brasília: Editora Kiron, 2011. Com adaptações)

A leitura do texto, sua estrutura e conteúdo permitem concluir que ele possui traços de:

Alternativas
Respostas
681: C
682: D
683: C
684: E
685: E
686: B
687: A
688: D
689: E
690: B
691: B
692: C
693: A
694: D
695: A
696: C
697: A
698: E
699: C
700: A