Questões de Concurso
Sobre termos integrantes da oração: predicativo do sujeito e predicativo do objeto em português
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A especialista destaca que acordar sentindo-se cansado, irritado, com dificuldade de concentração ou com esquecimento frequente são sinais claros de má qualidade do sono."
Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação e à função sintática das palavras destacadas.
Leia o texto a seguir.
Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma cousa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas nos morros do Livramento e da Conceição, ou simplesmente arruar, à toa, como dous peraltas sem emprego.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 1998. p. 94.
Releia o trecho “A mãe, viúva, com alguma cousa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás”. Nesse trecho, considerando a construção em torno da forma verbal “trazia-o”, o pronome oblíquo “o” e os termos “amimado, asseado, enfeitado” exercem, respectivamente, as funções sintáticas de
Coluna I
1.Complemento nominal.
2.Adjunto adnominal.
3.Predicativo do objeto.
4.Predicativo do sujeito.
Coluna II
(__) "A avaliação da professora foi criteriosa." (leitura em que a professora é quem avaliou)
(__) "A avaliação da professora foi criteriosa." (leitura em que a professora é quem foi avaliada)
(__) "Os pais consideraram inovadora a proposta da escola."
(__) "A coordenadora saiu da reunião preocupada."
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
K ENTRE NÓS
Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?
Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.
Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.
Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.
Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.
Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.
“[...] hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata.”
O termo demarcado se trata de um:
Nesse contexto, a palavra brando desempenha função sintática de:
Analise os itens sobre o que se afirma acerca da morfossintaxe do excerto: “Mas, também, que o carbono nela estocado agravaria o efeito estufa se a destruição continuasse galopando e sua biomassa virasse fumaça.”
I. “se” é um elemento coesivo formal, classificado como conjunção subordinativa integrante.
II. A vírgula foi omitida, inadequadamente, entre as expressões “continuasse galopando” e “e sua biomassa”.
III. “Fumaça” é, sintaticamente, classificada como predicativo do sujeito.
IV. “Mas, também” pode ser substituído, sem modificar o sentido no contexto, por “e”.
Estão corretos os itens:
“[...] (Ardoca) queria viajar com o mesmo descuido de alguns que jogavam porrinha ou dormiam durante o percurso, mas permanecia sempre desesperadamente acordado.[...]”
Observe o emprego dos verbos em destaque nas frases indicadas em cada uma das alternativas. Depois, assinale a alternativa que traz CORRETAMENTE um verbo que faz o mesmo tipo de exigência feita pelo verbo “PERMANECER”.
I- “Assistiu inúmeras vezes, como testemunha CEGA e MUDA, a assaltos, assassinatos, tráfico e uso de droga nos vagões superlotados”.
II- “Estava sempre ATENTO, TENSO, como se o trem, a qualquer momento, pudesse autocolidir”.
III- “Ele se sentia CANSADO por todos os dias, todos os trabalhos, e por toda a vida”.
Os adjetivos em destaque têm, respectivamente, as funções de:
Com base na predicação verbal e nas funções sintáticas presentes no trecho, associe os elementos da Coluna 1 às respectivas análises da Coluna 2.
Coluna 1
1."sejam simples"
2."simples"
3."emprega"
4."apresentam"
Coluna 2
(__)Verbo transitivo direto que integra predicado verbal e apresenta como complemento "alta complexidade".
(__)Predicativo do sujeito "algumas codificações antigas" em estrutura formada com verbo de ligação.
(__)Estrutura que constitui predicado nominal, formada por verbo de ligação e predicativo do sujeito.
(__)Verbo transitivo direto que integra predicado verbal e apresenta como complemento "a substituição direta de cada símbolo por uma única letra romana".
Assinale a alternativa com a associação correta, de cima para baixo.

(Disponível em: cnnbrasil.com.br/comportamento/cultura/quando-jogar-videogame-deixa-de-ser-so-diversao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. “O ponto de atenção” exerce a função de sujeito simples da oração, tendo o substantivo “ponto” como núcleo.
II. A forma verbal “é” atua como verbo de ligação, e “o jogo em si” exerce a função de predicativo do sujeito.
III. O segmento “não é o jogo em si” constitui um predicado verbal, cujo núcleo significativo se encontra no verbo.
IV. Por estar ligado ao verbo sem preposição, a expressão “o jogo em si” pode ser classificada como objeto direto de “é”, concomitantemente à sua função de predicativo do sujeito.
Quais estão corretas?
Analise a citação a seguir para responder a questão.
“Mas a paródia é inevitável.”
Texto CB1A1
Admito que a tendência do progresso mecânico é realmente tornar a vida segura e agradável. Isso pode ser questionado, pois, a qualquer momento, o efeito de alguma recente invenção mecânica pode parecer seu exato oposto. Vejamos, por exemplo, a transição do cavalo para o veículo a motor. À primeira vista, poderíamos dizer, considerando o número enorme de mortes no trânsito, que o carro a motor não tende a fazer a vida mais segura. Mais ainda, é preciso ser tão durão para ser piloto de corridas off-road quanto para ser campeão de rodeios ou montar um puro-sangue no Grande Prêmio. Mesmo assim, a tendência de todas as máquinas é se tornarem mais seguras e mais fáceis de manejar.
O perigo dos acidentes desapareceria se decidíssemos atacar seriamente nosso problema de planejamento das estradas, o que faremos mais cedo ou mais tarde; e, enquanto isso, o carro a motor evoluiu até o ponto em que qualquer pessoa que não seja cega é capaz de dirigi-lo depois de algumas aulas. Mesmo agora, é preciso muito menos coragem e habilidade para dirigir um carro razoavelmente bem do que para montar a cavalo razoavelmente bem; daqui a vinte anos, talvez não seja necessária nenhuma coragem ou habilidade. Portanto, deve-se dizer que, considerando-se a sociedade como um todo, o resultado da transição do cavalo para o carro tem sido tornar a humanidade mais frouxa, flácida.
E agora alguém apresenta outra invenção — o avião, por exemplo, que não parece, à primeira vista, tornar a vida mais segura. Os primeiros homens que voaram em aviões eram superlativamente corajosos, e até hoje é preciso ter nervos excelentes para ser piloto. Mas aqui entra em ação a mesma tendência que acabo de mencionar. O avião, tal como o carro, se tornará à prova de erros; pois um milhão de engenheiros estão trabalhando, de maneira quase inconsciente, nessa direção. E por fim — é este o objetivo, embora talvez nunca seja atingido — teremos um avião cujo piloto não precisa de mais habilidade ou coragem que um bebê em seu carrinho. E todo o progresso mecânico segue, e deve seguir, nessa direção. Uma máquina evolui tornando-se mais eficiente, isto é, mais à prova de erros; portanto, o objetivo do progresso mecânico é um mundo à prova de erros e à prova de tolos — o que pode, ou não, significar um mundo habitado por tolos.
George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Tradução: Isa Mara Lando.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 [primeira publicação: 1937] (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1.
Sobre o predicado da oração acima, analise os itens a seguir.
I. Apresenta dois complementos verbais.
II. Trata-se de predicado verbo-nominal.
III. É composto por verbo de ligação.
IV. Apresenta predicativo.
Está correto o que se informa em:
Leia o texto e responda as questões:
Como é a bola mais antiga do mundo — que viajou até Miami para Brasil x Escócia
A bola, que se acredita ter sido produzida entre 1540 e 1570, foi encontrada em castelo Stirling, na Escócia, na década de 1970
A bola de futebol mais antiga de que se tem notícia no mundo viajou de Stirling, na Escócia, para a Flórida, nos Estados Unidos, para participar das atividades em torno da partida decisiva da Escócia contra o Brasil pela Copa do Mundo.
A bola, que se acredita ter sido produzida entre 1540 e 1570, foi descoberta na década de 1970, presa entre vigas no Castelo de Stirling.
Ela ficará em exposição no Museu Coral Gables até sábado (27/06) e também será exibida durante a partida entre Brasil e Escócia nesta quarta-feira (24/06), a partir das 19h (horário de Brasília).
A peça foi emprestada ao museu pela Stirling Smith Art Gallery and Museum, onde é a principal atração de uma coleção com mais de 40 mil itens.
A bola, reconhecida pelo Guinness World Records, o livro dos recordes, como a mais antiga do mundo, tem aproximadamente o tamanho de um melão pequeno.
Ela é feita de gomos de couro espesso que envolvem uma bexiga de porco.
A peça foi datada do período de James 5º da Escócia e da jovem Mary Stuart, rainha da Escócia no século 16, que viveu nos aposentos do castelo durante a infância. "Alguém na década de 1540 deve ter chutado a bola tão alto que ela ficou presa no teto. A cronologia coincide com o período em que Mary, rainha dos escoceses, vivia no castelo e, claro, a bola foi encontrada nos aposentos da rainha", explica Aiofe McKenna, curadora do Stirling Smith.
"Não podemos afirmar isso com certeza, mas gostamos de imaginar que Mary brincou com esta bola", acrescenta McKenna.
Registros históricos mostram que uma versão antiga do futebol já era popular na Escócia desde o século 15.
"As pessoas gostavam de jogar futebol tanto quanto hoje, mas o esporte era bem diferente e muito mais violento", conta McKenna.
(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/24/como-ea-bola-mais-antiga-do-mundo-que-viajou-ate-miami-para-brasil-xescocia.ghtml)