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Questões de Concurso Sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.550 questões

Q4111063 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos", os verbos "passam", "deixam" e "fala" apresentam regências que obedecem a regras específicas da norma-padrão. Assinale a alternativa que analisa corretamente a regência desses verbos em seu contexto.
Alternativas
Q4099972 Português
TEXTO

ARMAS EM TEMPOS DE GUERRA, PESTICIDAS EM TEMPOS DE PAZ

    Em maio de 2024, o noticiário mundial destacou a acusação dos Estados Unidos contra a Rússia pelo suposto uso de cloropicrina como arma química na guerra da Ucrânia. Descoberta em 1848 pelo químico escocês John Stenhouse (1809-1880), a cloropicrina foi patenteada como pesticida, em 1908. Durante a Primeira Guerra Mundial, no entanto, sua aplicação tomou outro rumo, sendo amplamente utilizada como agente químico sufocante. Embora menos letal que outros compostos da mesma categoria, a cloropicrina induz náuseas, forçando as vítimas a removerem seus equipamentos de proteção para vomitar, deixando-as vulneráveis a outros agentes mais perigosos. Embora seu uso como arma química seja proibido atualmente, a substância continua sendo amplamente empregada como pesticida, especialmente para a desinfecção de solos.

        A Primeira Guerra Mundial marcou um ponto de inflexão na relação entre guerras e o uso de pesticidas. No início do conflito, a Alemanha já contava com uma indústria química diversificada e avançada, em grande parte graças às contribuições de cientistas renomados como Walther Nernst (1864- 1941) e Fritz Haber (1868-1934). Mediante incentivo direto do Kaiser, eles desempenharam papeis fundamentais na consolidação da guerra química. Haber, em particular, é reconhecido como o idealizador do primeiro ataque com uma arma de destruição em massa da história, quando 150 toneladas de gás cloro foram lançadas sobre o campo de batalha em Ypres, na Bélgica. Enquanto isso, do outro lado das trincheiras, os Estados Unidos ainda apresentavam um setor químico incipiente, produzindo apenas compostos químicos simples, muitas vezes com matérias-primas importadas da Alemanha.

        Na época, a produção alemã de compostos químicos superava a estadunidense em 21 vezes. Mas logo aconteceria uma transformação drástica nesse cenário: enquanto a Alemanha emergiu devastada e empobrecida pela Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos aproveitaram a oportunidade para impulsionar o desenvolvimento de sua indústria química. Em 1917, começaram a fabricar corantes para preencher o vácuo deixado pelo colapso da indústria alemã. As empresas DuPont e a National Aniline & Chemical (posteriormente renomeada como Allied Chemical) se tornaram líderes de mercado. Já a Hooker Company, que inicialmente produzia apenas água sanitária e soda cáustica, diversificou significativamente seu portfólio até o final da guerra, assumindo a liderança na produção de clorobenzeno, composto essencial para a fabricação de corantes, explosivos e armas químicas. Poucos meses após o final da guerra, os EUA produziam uma quantidade de gases tóxicos suficiente para despejar diariamente 200 toneladas dessas substâncias no campo de batalha.

       A pesquisa impulsionada pelo avanço industrial levou ao desenvolvimento do primeiro pesticida orgânico sintético. Aqui, alguns leitores devem estar se perguntando: “como assim pesticida orgânico, se alface orgânico é justamente aquele produzido livre de pesticidas?”. Bem, na química, compostos orgânicos são aqueles formados por cadeias de carbono, e a química orgânica é a área que estuda esses compostos.

    Então, voltando aos pesticidas, ao longo da Primeira Guerra, indústrias químicas produziram grandes quantidades de ácido pícrico, usado em explosivos. Como subproduto da sua fabricação, formava-se o para-diclorobenzeno (PDB), cuja toxicidade foi testada frente a diferentes insetos, obtendo-se resultados promissores. Rapidamente o PDB conquistou seu lugar no mercado de pesticidas e, nas décadas seguintes, toneladas dessa substância foram comercializadas. Armas químicas também passaram a ser estudadas para esses fins. Cientistas testaram, por exemplo, diferentes agentes frente ao piolho do corpo, vetor responsável pela transmissão do tifo. O objetivo era desenvolver um gás que pudesse ser liberado em uma câmara de desinfecção, sendo letal para os piolhos, mas seguro para seres humanos equipados com máscaras de proteção.

    Nessa época, já estava consolidado o paradigma do uso de substâncias químicas para a eliminação do “outro”, fosse esse outro um inimigo no campo de batalha ou um inseto capaz de destruir plantações e transmitir doenças. Em ambos os contextos, a produção dessas substâncias estava alinhada aos interesses de um mercado em expansão e altamente lucrativo. Assim, empregar determinados compostos como armas químicas em tempos de guerra e como pesticidas em tempos de paz era considerado uma possibilidade bastante lógica.

    No livro ‘A Era Química: Como os químicos combateram a fome e as doenças, mataram milhões e mudaram nossa relação com a Terra’, o biólogo Frank Hippel destaca uma visão emblemática de William Sibert (1860-1935), o primeiro diretor do Serviço Norte-Americano de Armas Químicas. Sibert foi categórico ao afirmar que um empreendimento eficaz de guerra nunca deveria ser abandonado até que se tornasse obsoleto. Além disso, defendia que a “genialidade e o patriotismo” demonstrados por químicos e engenheiros durante os tempos de conflito não deveriam ser desperdiçados em períodos de paz. Em outras palavras, enquanto fosse possível encontrar aplicações para as substâncias químicas desenvolvidas durante a guerra, essas inovações deveriam ser aproveitadas.

    Deixo claro que meu intuito não é demonizar o uso de substâncias químicas na agricultura. A necessidade do uso de agrotóxicos é um debate aberto e extremamente complexo. Entretanto, essas histórias nos levam a refletir: será que o uso de determinadas substâncias na agricultura foi inicialmente motivado pela necessidade de resolver o problema da fome, que afeta muitos, ou serviu principalmente para criar mercados lucrativos para uma indústria emergente, beneficiando o enriquecimento de poucos?


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armas-emtempos-de-guerra-pesticidas-em-tempos-de-paz/>. Adaptado. Acesso em: 10 de outubro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta uma oração destacada com função de complemento nominal. 
Alternativas
Q4094375 Português
“Um amigo é aquele que nos faz fazer aquilo que podemos fazer.” (Ralph W. Emerson)

Em relação à estrutura do período acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4091816 Português
TEXTO

HANS STADEN, O AVENTUREIRO QUE APRESENTOU O BRASIL À EUROPA


   Era um tempo em que o lado americano do mundo era um universo misterioso, novo e instigante para o povo europeu. Então foi publicado um livro em que o autor-protagonista não só conta sobre fauna, flora e geografia dessas terras desconhecidas como ainda descreve o dia a dia, os costumes e as tradições de pessoas canibais, relatando ele próprio ter sido prisioneiro delas por nove meses.

  Não é à toa que o aventureiro mercenário alemão Hans Staden (1525-1576) se tornou tão importante. “Seu livro se tornou a única fonte de informação sobre esta parte do mundo”, diz a tradutora e editora Vanete Santana-Dezmann, pesquisadora colaboradora do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

   Isto porque, embora o escrivão Pero Vaz de Caminha (1450-1500) tenha registrado as primeiras impressões portuguesas no hoje território brasileiro, seus escritos ficaram por muito tempo restritos, sem terem sido publicados ao público em geral. Isso, aliás, torna a obra do aventureiro alemão ainda mais original. Conforme pontua o brasilianista alemão Franz Obermeier, em artigo acadêmico publicado em 2011, “o acesso de Staden a manuscritos sobre o Brasil é improvável”.

   A Verdadeira História dos Selvagens, Nus e Ferozes Devoradores de Homens, Encontrados no Novo Mundo, a América – também conhecida como Duas Viagens Ao Brasil – foi publicada em 1557 na antiga versão da Feira do Livro de Frankfurt e logo despertou a atenção do incipiente mercado editorial europeu.

  Esses “selvagens, nus e ferozes” antropófagos eram os tupinambás, também chamados de tamoios, grupo indígena que acabou completamente exterminado pelos colonizadores. Assim como a carta de Caminha, o relato de Staden traz a “marca de um relato inaugural, de notícia primeira, de abertura de um mundo de novas e até então inimagináveis possibilidades”, define a historiadora Miriam Elvira Junghans, doutora pela Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz.

  “As leituras feitas atualmente [da obra] procuram entendê-la a partir do contexto em que foi produzida: tratava-se de um homem do século 16, envolvido na empresa de expansão dos horizontes geográficos e do conhecimento sobre o mundo na qual o Ocidente se empenhou [na época]”, contextualiza a pesquisadora. “As expectativas sobre esse ‘novo mundo’ se traduziam, em especial, em formas de diferenciação, de estranhamento muito fortes.”

    É por isso que, explica ela, a narração dos “rituais de canibalismo praticados pelos tupinambás […] ressoaram intensamente no mundo europeu”.

   “O livro tornou-se um best-seller. No primeiro ano já teve uma segunda edição, lembrando que a impressão de livros em grande escala ainda era uma novidade na época”, afirma a historiadora Daniela Rothfuss, coordenadora cultural do Instituto Martius-Staden. “É preciso lembrar que as experiências vividas por Staden eram, até então, completamente desconhecidas na Europa do século 16.”

    De acordo com Rothfuss, entre 1625 e 1736, o relato do aventureiro foi publicado 16 vezes, “com traduções para várias línguas europeias”. Em português, a primeira tradução só foi publicada no século 19. “Este relato era interessante não só para dirigentes de nações europeias que tinham interesse comercial e econômico nessa parte do mundo, mas também a qualquer pessoa que tivesse curiosidade em saber sobre esse local então desconhecido”, diz Santana-Dezmann.

   Nascido há 500 anos em Homberg, hoje Alemanha – a data exata é desconhecida; sabe-se apenas o ano –, Staden esteve na então América portuguesa duas vezes entre 1548 e 1555. Na primeira, lutou junto a portugueses contra indígenas no Nordeste e, em seguida, contra franceses a bordo de um navio.

    Na outra viagem, o plano era chegar ao Rio da Prata, mas dois naufrágios sucessivos alteraram o destino. O primeiro fez com que Staden e o grupo ficassem por dois anos no atual litoral catarinense. De lá, embarcou com destino a São Vicente – um novo naufrágio ocorreu na região de Itanhaém.

   Staden acabou contratado pelos colonos portugueses para atuar como guarda artilheiro no Forte de São Filipe da Bertioga. “Ele manobrava canhão”, conta a pesquisadora Santana-Dezmann. Foi por conta desse trabalho de defesa que o aventureiro acabou capturado e aprisionado por indígenas tupinambás, que pretendiam devorá-lo em um ritual antropofágico.

   Durante nove meses foi prisioneiro dos nativos, que o preparavam para o ato canibal. Depois de diversas tentativas infrutíferas ao longo de mais de nove meses, conseguiu escapar: foi resgatado por um navio pirata francês. “Além de Hans Staden, ninguém nunca coletou informações tão precisas sobre os hábitos de uma tribo canibal”, afirma Santana-Dezmann.

    Na interpretação da pesquisadora, Staden só conseguiu escapar porque durante o período em que esteve preso demonstrou que não tinha as características desejadas pelos tupinambás – que acreditavam que a antropofagia era uma maneira de absorver qualidades do inimigo. Ele chorava quando rezava pedindo ajuda de Deus e em diversos episódios deu demonstrações de covardia, medo e fraquezas morais como o exercício da mentira. “Os tupinambás simplesmente perderam o interesse pela carne e pelas características de Staden”, resume ela.

  Suas experiências, únicas sob a perspectiva europeia da época, acabaram dando origem ao impressionante relato. Que, segundo o professor Augusto Rodrigues, arquivista e pesquisador no Instituto Martius-Staden, se tornou “importante referência da época” porque conta com “informações antropológicas, sociológicas, linguísticas, culturais e biológicas sobre indígenas da costa do Brasil, assim como dados geográficos da região, e foram relatos pioneiros, por assim dizer”.

   Curiosamente, a ideia inicial de Staden não era vir para o Brasil colonial. “Foi completamente por acaso. Ele queria aventura, mas estava pensando nas Índias Orientais, encantado pelas histórias daquela civilização milenar”, conta Santana-Dezmann. Mas quando ele soube que naquele ano todas as expedições para esse lugar já tinham partido, acabou embarcando na primeira oportunidade que lhe parecesse interessante o suficiente.

   “O relato de Staden não é visto em termos de verdadeiro ou falso, mas sim de significados. Dos significados do que descreveu para o mundo no qual vivia e para o mundo no qual vivemos agora”, pondera Junghans.

   O fascínio despertado pelo livro de Staden acabou criando no imaginário uma ideia de Brasil. O que precisa ser entendido com muitas ressalvas, é verdade. Primeiro porque o Brasil nem existia como nação – Staden esteve na colônia portuguesa localizada na América, um embrião do Brasil. Além disso, suas experiências foram localizadas, não compreendendo a diversidade dos povos indígenas que viviam no território. Por fim, era uma perspectiva que partia exclusivamente do ponto de vista de um homem branco europeu.

   Na avaliação de Rothfuss, a obra se popularizou justamente por falar “sobre um mundo novo e desconhecido para eles [europeus], tão exótico e primitivo, por isso fascinante”. No contexto da contrarreforma religiosa, também pesou o apelo protestante da obra – Staden atribui à ajuda de Deus a sua sobrevivência e, sendo ele um luterano, seu discurso não deixava de funcionar como uma propaganda cristã não-católica. “São descrições em primeira mão sobre a vida, as crenças e os costumes dos indígenas da época, feitas por um europeu eurocentrista. Isto, entre outras coisas, suscita uma análise crítica do discurso ‘europeu civilizado vs. indígena selvagem’”, comenta Rodrigues.

   O legado está presente até hoje, o que justifica Staden ser lembrado cinco séculos após seu nascimento. Além de diversos estudos acadêmicos, a obra foi adaptada para o público infanto-juvenil pelo escritor Monteiro Lobato (1882-1948). Junghans lembra ainda que essa narrativa ecoou em movimentos como o modernismo e o tropicalismo.

   “O livro traz Brasil no nome, embora Brasil como nação ainda não existisse. Mas ficou a impressão, no mundo inteiro, de que aquilo que o Hans Staden narrava se referia aos hábitos do Brasil”, analisa Santana-Dezmann. “Historicamente, acabou se tornando referência dos hábitos brasileiros.”

   Em seu doutorado, defendido em 2007 na Universidade Estadual de Campinas, a pesquisadora estudou justamente esse imaginário criado. Para ela, o livro acabou contribuindo para a construção “da identidade nacional brasileira” na perspectiva do europeu. “Até hoje somos vistos como selvagens puros […]. Não é uma definição desejável para a sociedade dita civilizada, porque somos canibais, ainda que hoje só metaforicamente. O brasileiro ainda é visto na Europa como essa coisa carnavalesca, cheia de plumas coloridas na cabeça […], esse ser meio em estado infantil que não tem muita noção das coisas, que não tem muita instrução.”


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/hans-stadeno-aventureiro-que-apresentou-o-brasil-à-europa/a71617647>. Adaptado. Acesso em: 08 de setembro de
2025.
Na oração “Staden atribui à ajuda de Deus a sua sobrevivência”, o verbo destacado tem como complemento(s):
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CONSULPAM Órgão: Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE Provas: CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Psicólogo | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Psicólogo - CAPSI | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Clínico Geral - Plantonista Noturno | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Clínico Geral - SAD | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Psiquiatra - CAPS Geral | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Psiquiatra - CAPS Álcool e Drogas | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Psiquiatra - NACA | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Ginecologista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Ortopedista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Assistente Social | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Fisioterapeuta | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Veterinário (Geral) | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Cirurgião Dentista - Bucomaxilofacial | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Assistente Social CAPS | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Cirurgião Dentista - CD - Radiologista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Veterinário - Cirurgião | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Biomédico | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Cirurgião Dentista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Veterinário - Anestesista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Auditor | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Auditor - Regulação | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Clínico Geral - UBS | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Cirurgião Dentista - Atendimento Noturno e Final de Semana | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Cirurgião Dentista - Endodontista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Educador Físico | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Enfermeiro | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Enfermeiro CAPSI | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Farmacêutico | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Orientador Ambiental (Educador Ambiental) | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Pedagogo - CRAS | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Psicopedagogo NACA/CAPSI | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Analista de Sistemas | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Engenheiro Civil | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Engenheiro Eletricista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Terapeuta Ocupacional | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Pediatra | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Neurologista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Médico Ultrassonografista | CONSULPAM - 2025 - Prefeitura de Limoeiro do Norte - CE - Nutricionista |
Q4090576 Português
TEXTO


COMO DRONES SE TORNARAM UMA AMEAÇA ÀS COMUNIDADES RURAIS


  Os agricultores familiares de Limoeiro do Norte, no Ceará, preparavam-se para mais uma feira agroecológica mensal quando foram surpreendidos pela notícia de que o governador Elmano de Freitas (PT) havia prometido autorizar, até o fim de 2024, o uso de drones agrícolas para pulverização no estado.

   O anúncio reacendeu um medo já inexistente na cidade, palco histórico da luta contra a pulverização aérea de agrotóxicos no Brasil. Treze dias depois, a medida foi concretizada e o Ceará deixou de ser o único estado brasileiro a impedir totalmente essa modalidade de uso de pesticidas. “A história de veneno na nossa região já ultrapassa os limites. Vivemos numa situação delicada, o progresso chegando, o agronegócio dominando e a gente acuado”, lamenta Lucas Brito, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras familiares de Limoeiro.

   A reviravolta cearense não aconteceu por acaso. Os drones têm sido cada vez mais utilizados para pulverização de agrotóxicos no Brasil, vendidos como uma alternativa mais precisa e tecnológica aos aviões. Em dois anos, a quantidade de drones registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para fins de pulverização aumentou em mais de dez vezes, saltando de 674 para 7.312 entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025.

   Antes, os registros se concentravam em 18 estados, agora já há presença de drones agrícolas cadastrados em 26 unidades da federação. O Ceará, que não tinha nenhum, já tem quatro cadastros. Além dele, passaram a figurar registros no Acre, Amazonas, Paraíba, Piauí, Roraima, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Já localidades onde há forte presença do agronegócio sofreram os aumentos mais expressivos. O Maranhão viu saltar os cadastros de um para 104, enquanto o Mato Grosso do Sul teve um aumento de dois para 103 drones.

   O avanço dos drones agrícolas no Brasil vem acompanhado da criação de normativas. Em 2021, a portaria 298/21 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu regras para os operadores e equipamentos. Para manejá-los, é preciso cadastrar os drones na Anac e realizar um curso, chamado de CAAR. Além disso, não é permitida a aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a menos de vinte metros de povoações. Em estados como o Ceará e Maranhão, entretanto, a realidade é outra, denunciam movimentos sociais. Os drones se transformaram em uma ameaça.

  Um levantamento divulgado pela ONG Repórter Brasil no início deste mês mostra que 228 comunidades em 35 municípios do Maranhão denunciaram contaminação por pesticidas até outubro de 2024. Dessas, em 94% dos casos a pulverização foi feita por drones. “O problema dos drones no Maranhão se relaciona com a expansão do agronegócio [...] Há uma demanda excessiva pelo uso de agrotóxicos”, explica o advogado Diogo Cabral, da Federação dos Trabalhadores Rurais do Maranhão (Fetaema), uma das entidades que fez o levantamento.

  Segundo Cabral, os drones começaram a ser vistos na paisagem nos últimos quatro anos e estão relacionados à contaminação dos rios e nascentes, ao adoecimento agudo da população, que têm apresentado problemas de pele, enjoos e dificuldades respiratórias, e à perda de produção agroecológica. Alguns agricultores denunciam que os equipamentos têm sido utilizados a menos de 20 metros das residências e plantações. “Eles geralmente colocam muito cedo pela manhã ou no fim do dia. Sem contar que as famílias não têm mais privacidade. [...]

  De acordo com a Fetaema, todas as denúncias recebidas afirmam que os drones estão pulverizando diretamente o plantio das comunidades. Em São Mateus, a cerca de 200 quilômetros de São Luís, moradores de territórios quilombolas têm perdido a plantação de milho, abóbora e feijão por causa das pulverizações. “Está sem controle, e só quem perde somos nós, os pequenos”, reclama um representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de São Mateus.

   As ações são consideradas pelas entidades que defendem os agricultores como tentativas de expulsão das comunidades tradicionais. Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostram que a contaminação por agrotóxicos nas comunidades rurais aumentou quase dez vezes no primeiro semestre de 2024. Na maioria dos casos de conflitos de terra registrados pela entidade, foi relatado uso de drones. “Eles fazem parte de um conjunto de ameaças. É uma tecnologia usada em conjunto a seguranças armados, que vigiam os caminhos, a movimentação no território”, explica Lenora Rodrigues, da coordenação da CPT Maranhão.

 “Os drones entraram como mais uma ferramenta para ajudar no processo de inviabilização da vida tradicional dessas comunidades”, afirma Alan Tygel, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O modelo de drone agrícola mais utilizado no país é o Agras T40, da empresa DJI, que representa 34,5% de todos os equipamentos cadastrados na Anac. De acordo com o site da fabricante, o drone pode carregar até 40 quilos de carga útil de pulverização e espalhar 1,5 tonelada de fertilizante por hora.

   Em seu último relatório anual, a DJI afirma que a indústria global de drones agrícolas está em expansão e destaca o Brasil, ao lado dos Estados Unidos e da China, como país que está na vanguarda da regulamentação desses equipamentos. No Brasil, há uma tendência em tornar os processos de registro mais fáceis. Em outubro de 2024, o Mapa anunciou uma consulta pública para desburocratizar cadastros de operadores e entidades de ensino. Em 2023, a Anac já havia simplificado as regras para cadastro dos drones agrícolas.

   “Para os pilotos de drone, as exigências são muito menores do que para os pilotos de avião, em termos de técnica e conhecimento para fazer essa atividade. Basta fazer um pequeno curso”, questiona Tygel. Na internet, é possível encontrar cursos totalmente online que prometem aulas do básico ao avançado por valores entre R$ 1 mil e R$ 4,5 mil.

   Cerca de 70% dos drones cadastrados em janeiro de 2023 para pulverização estavam em nomes de empresas. Esse percentual diminuiu para 48% em dois anos, ou seja, agora a maioria dos drones usados para pulverizar no país estão em nome de pessoas físicas. “A pessoa pode ter um certificado oficial do ministério sem nunca ter visto um drone”, afirma o deputado estadual Renato Roseno (PSOL-CE), um dos autores da lei que proibiu a pulverização aérea no Ceará em 2019.

    No começo de 2024, representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Timbiras (STTR), no Maranhão, chegaram a ser procurados por representantes de empresas interessadas em ofertar cursos semelhantes. Em Açailândia, a própria prefeitura da cidade chegou a oferecer, em 2023, um curso de pilotagem de drone. “Muitos jovens têm procurado [esses cursos] porque dizem que é uma forma de ganhar dinheiro, que está em alta. Mas [as empresas] não socializam o que tem sido a questão do drone para a nossa vida, para o meio ambiente”, reclama uma agricultora local.

  De acordo com Cabral, as lojas de drones também passaram a ser vistas com mais frequência em pequenos e médios municípios onde há presença do agronegócio nos últimos dois anos. Apesar do crescimento do setor, entidades como Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Fiocruz e a Cáritas, já se posicionaram contra a pulverização por drones.

  A Fiocruz e a Abrasco alegam que, apesar do discurso que posiciona os drones como menos contaminantes e mais precisos que aviões, faltam estudos para provar isso. “Os estudos sobre o impacto do uso de drones para a aplicação de agrotóxicos na saúde e no ambiente ainda não conseguiram acompanhar a velocidade do mercado”, diz uma nota técnica conjunta publicada em dezembro.

   A pulverização aérea é proibida na União Europeia desde 2009 e concentra críticas sobretudo pela deriva – quando a aplicação não atinge o local adequado e acerta alvos circunvizinhos. Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostra que, mesmo com ventos ideais, apenas 32% dos agrotóxicos pulverizados por via aérea ficam retidos nas plantas.

   Para o pesquisador Fernando Carneiro, da Fiocruz Ceará e do grupo temático de Saúde e Ambiente da Abrasco, o avanço dos drones na agricultura está ligado à redução de custos das operações. Segundo o especialista, trocar a pulverização manual pelo drone impede que um trabalhador contaminado acione a Justiça por danos, bem como reduz o valor investido na logística de operação de aviões.

   Os parâmetros estabelecidos para a aplicação dos agrotóxicos e a capacidade dos governos de fiscalizar o cumprimento dessas regras também são alvo de críticas. “Pode-se estabelecer uma distância segura para aplicar o que chamamos de veneno? Não se pode ter controle do vento, da altura, do ângulo dos jatos”, afirma a advogada e coordenadora de projetos da ONG Esplar, Magnólia Said.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/comodrones-se-tornaram-uma-ameaça-às-comunidadesrurais/a-71512506>. Adaptado. Acesso em: 14 de
setembro de 2025.
No trecho “Na maioria dos casos de conflitos de terra registrados pela entidade, foi relatado uso de drones”, o termo destacado exerce a função sintática de:
Alternativas
Q4090072 Português
TEXTO

CORRIDA DO OURO NA AMAZÔNIA FAZ DISPARAR TRÁFICO DE MERCÚRIO


    De abril de 2019 a junho de 2025, foram traficadas aproximadamente 200 toneladas de mercúrio na América Latina, segundo a ONG internacional Agência de Investigação Ambiental (EIA). Trata-se do maior fluxo de mercúrio ilegal já reportado a nível mundial, suficiente para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro.

    O dado consta do relatório “Traffickers Leave No Stone Unturned” (“Traficantes não deixam pedra sobre pedra”, em tradução livre), que denuncia a produção de mercúrio em minas dentro da área protegida de Sierra Gorda, no estado mexicano de Querétaro. Reconhecido como reserva da biosfera pela Unesco, o local é associado pela ONG ao tráfico de ouro e ao crime organizado no México e na Colômbia.

    “O México é um dos poucos lugares no mundo que continua produzindo mercúrio. Desde as minas começamos a seguir a cadeia de produção, o transporte, o tráfico do México à Bolívia, Colômbia e Peru, o uso nesses países”, explica Julia Urrunaga, diretora da EIA no Peru.

    Os dados compilados pela ONG apontam que algumas das minas são controladas pelo cartel Jalisco Nueva Generación, e que o mercúrio extraído do México abastece garimpos de ouro controlados por cartéis na Bolívia, Colômbia e Peru. A mercadoria escoa em pequenas remessas, por rotas que chegam a incluir até mesmo os Estados Unidos; na Colômbia, parte importante dessas rotas é controlada pelos cartéis de droga.

    “Nossa investigação comprova que a cada ano toneladas de mercúrio são extraídas do México e logo traficadas para fora do país, para serem utilizadas no garimpo artesanal em toda a Amazônia”, afirma Urrunaga. “Levamos cerca de quatro anos para poder revelar o modus operandi de uma das redes transnacionais criminais que operam nesse setor.”

     Em junho de 2025, autoridades aduaneiras no Peru apreenderam aproximadamente 4 toneladas de mercúrio mexicano – a maior quantidade de que se tem notícia em um país amazônico. “O tráfico de mercúrio está associado a atores ilegais sobre os quais os países não têm o controle que deveriam ter. Esse tráfico tem muito a ver com a mineração ilegal na Bolívia, na Colômbia e no Peru, e que é abastecido ilegalmente com mercúrio”, explica Jimena Nieto, professora de tratados ambientais e ex-negociadora do governo colombiano.

    Segundo o relatório da EIA, desde maio há uma “febre do mercúrio” na região, com o insumo sendo vendido pelos traficantes a um valor recorde de 330 dólares por quilo (cerca de R$ 1,8 mil) devido ao aumento do preço do ouro. “Em média, no contexto amazônico, estima-se que sejam necessárias entre 1,5 e 2,5 gramas de mercúrio para a produção de um grama de ouro”, explica Urrunaga.

    Por esse cálculo, segundo ela, as 200 toneladas de mercúrio traficado foram usadas para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro, em valores atuais. O mercúrio é essencial para o garimpo ilegal de ouro na Amazônia, apesar de ser altamente poluente.

    “O mercúrio usado na mineração de ouro penetra nos corpos d’água quando chove – e, uma vez ali, entra facilmente no ecossistema”, afirma a Aliança Amazônica para a Redução dos Impactos de Mineração do Ouro (Aarimo). “Dado que o mercúrio se une às moléculas orgânicas, acumulando-se nos organismos e se biomagnificando (ampliando sua presença) cada vez que sobe na cadeia alimentar, esse poluente está colocando em risco a sobrevivência de centenas de povos únicos.”

    “O comércio ilegal de mercúrio na América Latina é uma prática que se acentuou nos últimos anos, particularmente desde a adoção da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, pois este acordo internacional proíbe ou restringe o comércio entre determinadas fontes e usos de mercúrio, e estabelece rígidos protocolos sobre isso”, pontua Jordi Pon, coordenador regional de contaminação e produtos químicos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na América Latina e no Caribe.

    O tratado internacional citado por Pon visa proteger o meio ambiente e a saúde humana das emissões e liberações do metal tóxico. Em vigor desde agosto de 2016, ele regulamenta o fornecimento, comércio, uso, emissões, liberações e armazenamento de mercúrio, bem como a gestão de resíduos e locais contaminados pelo metal pesado.

    O tratado foi ratificado pelo México em setembro de 2015 e em 2018 pela Colômbia. Ainda assim, a Aarimo afirma que o mercúrio “é traficado por nossas fronteiras sem muitas dificuldades devido aos grandes desafios de segurança territorial que a governança enfrenta, especialmente nas paisagens amazônicas”.

    “A eficácia dessas medidas depende da vontade política dos países e dos recursos que destinam para implementar suas leis nacionais em matéria de uso do mercúrio”, ressalta Nieto. A especialista é também membro do Comitê de Implementação e Cumprimento da Convenção de Minamata para o período de 2022-2025, um dos poucos existentes em tratados ambientais.

    Em março de 2025, o Pnuma lançou uma iniciativa para “acelerar o cumprimento da Convenção de Minamata” mediante “melhor compreensão e controle do comércio de mercúrio na América Latina”. A ação, segundo Pon, visa fortalecer a troca de informações e a cooperação regional entre os países mais afetados pelo comércio e uso do mercúrio.

    Entre as primeiras ações do projeto, que será realizado ao longo de três anos em Bolívia, Colômbia, Equador, Honduras, México e Peru, estão a análise das fontes de suprimento de mercúrio, principalmente no México. Mas para solucionar mesmo o problema, segundo Urrunaga, é preciso erradicar a produção contínua de mercúrio no México. “São necessárias ações urgentes para fechar essas minas e garantir uma transição justa para as comunidades mineiras, que na realidade são as primeiras vítimas desse metal tóxico”, aponta.

    Posição semelhante é adotada pela Aarimo – que, apesar de reconhecer a Convenção de Minamata com “um grande passo para agir globalmente frente às consequências do mercúrio”, reclama que “diante dos grandes impactos à saúde e à biodiversidade, as ações deveriam ser mais contundentes e rápidas, já que, devido aos preços e à crescente demanda por ouro, é mais difícil controlar o aumento do uso do mercúrio”.


Disponível em:<https://www.dw.com/pt-br/tráfico-demercúrio-dispara-em-meio-a-corrida-do-ouro-na-amazônia/a73704134>. Adaptado. Acesso em: 18 de setembro de 2025. 
Assinale a alternativa que destaca no trecho um verbo transitivo indireto. 
Alternativas
Q4089694 Português
TEXTO



COMO O BRASIL CONSEGUE TRAZER FÓSSEIS NO EXTERIOR DE VOLTA

    A paleontóloga brasileira Taissa Rodrigues, professora na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), dedicava-se à sua principal pesquisa dos últimos 20 anos quando se deparou com anúncios suspeitos na internet. Especialista em pterossauros que viveram onde hoje é o Brasil, ela percebeu que os fósseis que estavam à venda em determinado site internacional de leilões muito provavelmente eram fruto de contrabando.

    Entre os exemplares, um réptil alado da espécie Anhanguera santanae, que viveu há cerca de 110 milhões de anos e estava com lance inicial de quase R$ 1 milhão. Rodrigues apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF).

     A questão se arrastou, entre investigações, perícias e tratativas entre autoridades. Em dezembro de 2023, nove anos depois da descoberta da professora, 998 fósseis brasileiros que estavam na França foram repatriados. Oriundas da bacia que corta a Chapada do Araripe, no Ceará, as peças foram incorporadas ao acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, da Universidade Regional do Cariri, na mesma região. São fósseis de pterossauros, peixes, plantas, insetos e outras espécies que viveram há mais de 90 milhões de anos.

    O Anhanguera e outros 45 fósseis, contudo, ainda não têm o veredito para retornarem ao Brasil. Em 2019, a Justiça francesa entendeu que cabe a repatriação. Contudo, a empresa que tentava comercializar esse conjunto de fósseis entrou com recurso e o caso ainda não foi concluído.

    “Muitos fósseis do Araripe estão em coleções particulares do mundo todo. Isso é um problema muito bem conhecido”, diz a cientista. O caso do Anhanguera não é isolado, mas não se sabe ao certo quantos fósseis foram retirados do país. Especialistas argumentam que isso é algo difícil de quantificar.

    Fósseis foram declarados patrimônio da União num decreto-lei de 1942. São, portanto, patrimônio público, do povo brasileiro e, por isso, segundo especialistas, não podem ser vendidos.

     “Assim, há mais de 80 anos, qualquer fóssil brasileiro só pode ser extraído, guardado, transportado e exportado com autorização expressa do governo federal”, esclarece o procurador da República Rafael Rayol, que atua desde 2009 no MPF pela repatriação de fósseis do Ceará e já conseguiu trazer de volta milhares deles, tanto da Europa quanto da América do Norte.

    Rayol diz que o caso dos 998 fósseis foi o mais emblemático no qual ele trabalhou. “Eles foram contrabandeados dentro de um carregamento de quartzo com destino à França e a carga, adquirida por uma empresa francesa especializada na comercialização de fósseis”, conta ele, lembrando que foram vários anos de discussão na Justiça francesa e reuniões com autoridades.

     Segundo a Agência Nacional de Mineração, autarquia federal que faz a gestão dos recursos minerais brasileiros, há 39 sítios paleontológicos no país. O levantamento é feito por uma comissão, fundamentado por artigos científicos elaborados por especialistas, e pode ser consultado.

    De acordo com Rodrigues, os fósseis do Ceará são os mais cobiçados no mercado internacional. “Existem muitas outras regiões no Brasil com fósseis. Essencialmente, o país quase todo é muito rico em fósseis. Mas existem alguns locais em que há uma convergência de fatores que contribuíram para a ilegalidade: abundância de fósseis, facilidade de coleta e transporte, e valor comercial nesse tráfico”, afirma. “Os do Araripe atingem preços maiores nesse mercado ilegal, porque são bem preservados. Alguns fósseis são de espécies mais raras... E eles são fáceis de transportar”, completa.

     Os cientistas argumentam que há várias razões para lutar pela repatriação dos fósseis brasileiros. Rodrigues atenta para o fato de que pesquisadores precisam ter acesso ao material para avançar nas pesquisas. “Se estão em coleções privadas, é praticamente impossível para qualquer cientista”, comenta. “Se estão em instituições estrangeiras, o acesso se torna muito caro para pesquisadores brasileiros.”

     Ghilardi ressalta que iniciativas assim estão dentro do que se chama de “decolonialismo científico” – ou seja, uma reparação histórica, sob o debate internacional acerca da manutenção, em coleções estrangeiras, de artefatos levados de outros países em circunstâncias morais ou eticamente questionáveis. Um marco dessa luta ocorreu no ano passado, quando um museu dinamarquês devolveu ao Brasil um manto tupinambá do século 17 que estava lá há 300 anos.

    Repatriar fósseis exige uma articulação entre cientistas e autoridades. Mas, em tempos de redes sociais, um empurrãozinho da opinião pública também parece ajudar. Foi o que aconteceu com um fóssil que até ganhou apelido: Bira.

    Trata-se de um exemplar de Ubirajara jubatus, fóssil descoberto no Brasil e que foi levado, em condições desconhecidas, para a Alemanha no início dos anos 1990. Estava no Museu de História Natural de Karlsruhe. Em 2020, a paleontóloga Aline Ghilardi, professora na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), encabeçou uma campanha para trazê-lo de volta. “Além de professora e pesquisadora, eu trabalho há 15 anos com divulgação científica nas redes, por meio de um blog, um canal no YouTube, minhas redes pessoais, etc.”, conta ela.

    A mobilização transcendeu o meio acadêmico e acabou pressionando o Ministério da Ciência, Pesquisa e Artes do estado de Baden-Württemberg. Depois de uma longa queda de braço, em 2023, o fóssil retornou ao Brasil. Ghilardi explica que fósseis como esse são importantes porque, além de raro, é um holótipo — ou seja, o exemplar definido como o primeiro para a descrição de uma nova espécie.

     “Tenho me envolvido em ações para o levantamento de fósseis holótipos brasileiros que estão fora do Brasil e trabalhado para sua repatriação de diferentes maneiras”, conta Ghilardi. Ela integra um grupo, chamado de Observatório de Repatriações, que une pesquisadores de diversas instituições. “A repatriação do Ubirajara foi um marco importante sob diferentes pontos de vista. A campanha teve forte contribuição para o seu retorno, mas principalmente para a popularização do tema e sensibilização da população e de autoridades com poder para tomadas de decisão”, avalia a cientista. [...]


VEIGA, Edison. Como o Brasil está conseguindo trazer fósseis no exterior de volta. Artigo publicado na página da Deutsche Welle Brasil. Disponível em: <https://www.dw.com/ptbr/como-o-brasil-está-conseguindo-trazer-fósseis-no-exteriorde-volta/a-73540395. Acesso em: 18 de agosto de 2025. (Texto adaptado) 
No trecho “pesquisadores precisam ter acesso ao material para avançar nas pesquisas”, o termo oracional destacado exerce a função sintática de:
Alternativas
Q4089534 Português
Considerando o trecho “A gente ama sim os restaurantes mais sofisticados”, reescreva a sentença utilizando a passiva analítica CORRETAMENTE, inserindo o agente da passiva.
Alternativas
Q4089530 Português
TEXTO



    Dizer geladeira, ladeira ou rapariga no Brasil tem um sentido diferente em Portugal. Para os lusitanos, esses termos equivalem a frigorífico, ficar de lado e moça. São apenas alguns dos muitos exemplos das diferenças entre o português falado nos dois países. Essas variações se aprofundaram ao longo de cinco séculos desde a colonização, e para alguns se aproximam de uma bifurcação.

     É o que defende o linguista português Fernando Venâncio. Ele prevê que no prazo de duas gerações o “brasileiro” será uma língua independente do português europeu. “Estamos a nos afastar de maneira irreversível, não é profecia nenhuma. A cada dia que passa, é a realidade da norma brasileira se afastar da europeia, isso é um fato”, disse durante evento de lançamento em 2024 do livro Assim nasce uma língua, editado pela Tinta da China.

     Para ele, o mito de uma lusofania, em que todos os povos usem o idioma da mesma forma, é irreal. “A realidade é de uma separação que está cada dia mais firme e cavada”. Venâncio reforça que as variações avançam e vão desde a pronúncia e a gramática até a construção das frases de forma diferente. Mas sua avaliação sobre uma futura separação não é unânime entre os especialistas.

   O português está presente em nove países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, GuinéBissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), e também é um dos idiomas oficiais de Macau, uma região administrativa especial da China. O grupo soma 280 milhões de pessoas, que fazem da língua a quarta mais falada no mundo, segundo o Instituto Camões. O Brasil, com uma população de 212,6 milhões de pessoas, detém o maior número de falantes.

     A língua escrita é uma forma de uniformizar o uso do português nos vários lugares que o adotam como língua oficial. Gladis Massini, professora do departamento de linguística da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diz que essa padronização é uma forma de higienização linguística, à qual a língua falada é menos suscetível. “A oralidade traz marcas dessas identidades geográficas, etárias, sociais e das nossas maneiras de se colocar no mundo. O fato de o português ser diferente nos lugares onde ele é falado é índice de vitalidade”, afirma.

    Por isso, o português brasileiro passou a acumular os chamados brasileirismos, termo usado para apontar qualquer peculiaridade do idioma usado no país em relação ao uso em Portugal. Os debates sobre o desmembramento do português europeu e brasileiro remontam à época da independência da colônia portuguesa. O linguista Ataliba de Castilho afirma que em 1822 ter um idioma próprio era considerado mais um passo para desvencilhar o novo país da antiga metrópole.

     A variação do português trazido ao Brasil no século 16 não seguia a norma culta do idioma falado na Europa. “Estava longe desse ideal, porque os primeiros falantes de português que foram transplantados para cá eram degredados, não tinham prestígio político nem social”, explica Gladis Massini. A Coroa portuguesa enviava às colônias os degredados, pessoas condenadas por diversos crimes.

     As diferenças se aprofundaram a partir do contato com as línguas indígenas. A estimativa é de que até a chegada dos portugueses havia cerca de mil línguas autóctones, faladas por uma população estimada entre dois e cinco milhões de pessoas. Hoje há 1,7 milhão de indígenas do país, de acordo com o IBGE, que falam mais de 160 línguas e dialetos originários.

     Esse encontro resultou em diferentes formas de variação linguística ao longo do território brasileiro. “Hoje nós não podemos falar do português do Brasil como uma unidade única, porque há muita variação. Há marcas de, por exemplo, pensando, no ‘r’ caipira, específicas de cada região”, afirma Clara Pinto, professora da Universidade de Lisboa. A herança indígena ainda deixou marcas como nas palavras que se referem à fauna e flora e que não eram conhecidos pelos portugueses: mandioca, tietê e tatu.

     Outro grande contingente populacional que modificou o uso do português foi o contato com povos africanos escravizados. Ao longo de mais de 300 anos, estima-se que pelo menos quatro milhões de africanos foram traficados ao país. Esse contato com povos africanos, sobretudo os de origem banto, que abrange a atual Angola, alterou a forma do português falado no Brasil, que vão desde o vocabulário (cafuné, fofoca, banguela) à pronúncia.

    “Eles adquiriram o português em uma situação bastante desfavorável, de violência, imposição e subordinação”, frisou Gladis Massini. Com isso, o português só se tornou a língua majoritária e oficial no século 18. Até então, a chamada Língua Geral, de base Tupi e que incorporou influências do português, era a predominante. [...]

    Diante desse acúmulo de diferenças entre a variação europeia e a brasileira é que o linguista Fernando Venâncio antecipa uma possível separação entre os dois idiomas. Mas nem todos concordam. Gladis Massini reforça que “o que define o que é uma língua não passa só por inteligibilidade”. Ela diz que as diferenças de vocabulário entre as variações do idioma não são suficientes para uma separação, ainda que já existam diferenças gramaticais.

   “Não são tão distantes assim que causem um movimento cultural e político que justifique esse afastamento. Também se reivindica nas práticas escolares uma unidade em relação ao português padrão, que é muito europeu”, avalia. “O processo de mudança linguística é muito lento e gradual e sofre diversas influências. Se vamos ter um segundo idioma? Só daqui muitos séculos para saber.”

     Clara Pinto diz que “não existe um comitê formado por linguistas que avaliam quais os parâmetros para se considerar uma língua como independente. Aquilo que existe são os mecanismos políticos, geralmente são ajudados pela necessidade ou pelas questões econômicas, sociais, o que um determinado país pode se beneficiar em ter uma língua considerada independente”. [...]



MOURA, Jéssica; CANCILIERI, Maurício; MELO, Thiago. O “brasileiro” pode virar um idioma separado do português? Artigo publicado na página da Deutsche Welle Brasil. Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/o-brasileiro-podevirar-um-idioma-separado-do-português/a-72323042. Acesso em: 23 de abril de 2025. (Texto adaptado)
No trecho “A Coroa portuguesa enviava às colônias os degredados, pessoas condenadas por diversos crimes”, o termo oracional destacado deve ser classificado como:
Alternativas
Q4053387 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

O que são "pessoas cortisol" e como se proteger delas? 


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticja/2025/05/08i/o-que-sao-pessoas-corlisol-e-como-se-proteger-delas.ghtml (adaptado).
Considerando o trecho Lucila Bergonzi, psicóloga clínica especializada em terapia de adultos, casais e famílias e criadora de conteúdo sobre saúde mental, explica que (l.49-51), pode-se afirmar que o segmento sublinhado exerce, no período, a função sintática de:
Alternativas
Q4050203 Português

A revolução discreta da cidade italiana que virou alternativa ao turismo excessivo de Veneza


O ar está impregnado de sal e manteiga quando uma tigela de tagliatelle com anchovas e ovas de bacalhau chega à mesa junto ao canal. A garçonete serve vinho branco e elogia a Primiero Botìro, manteiga alpina feita com leite cru, "mais saborosa nesta época".

É setembro em Treviso, cidade encantadora e discreta do norte da Itália, muitas vezes apenas ponto de passagem rumo à vizinha Veneza. Cercada por muralhas e cortada por canais, é berço do tiramissu e símbolo do vinho pró seco.

Recentemente, Treviso tornou-se a primeira cidade italiana a conquistar o European Green Leaf Award, da União Europeia, que reconhece o compromisso ambiental de cidades médias. Com cerca de noventa e quatro mil habitantes, transformou um aterro em parque solar, recuperou canais e criou projetos de biodiversidade que melhoraram a qualidade do ar. 

A iniciativa se estende às Colinas de Prosecco, tombadas pela Unesco, onde produtores adotam práticas sustentáveis. O contraste com Veneza é evidente: enquanto a vizinha ainda sofre com turismo excessivo e poluição, Treviso cresce com equilíbrio. A taxa cobrada de visitantes em Veneza arrecada milhões, mas não reduziu significativamente o fluxo diário de turistas.

"Temos muito orgulho da nossa cidade", afirma o vice-prefeito Alessandro Manera. "O prêmio mostra quem está melhorando, não quem é mais bonita." Desde o início da missão sustentável, há sete anos, Treviso ampliou ciclovias, implantou reciclagem escolar e plantou seis mil árvores — essenciais para purificar o ar do Vale do Pó. O sistema de esgoto, antes restrito a 27% da população, já atende 64% e deve alcançar 80%. 

Conhecida como "pequena Veneza", Treviso tem nos canais sua alma. "Eles são os protagonistas", diz a guia Ilaria Barbon. "A água moldou a cidade desde o século 16." Hoje, a qualidade hídrica é excelente, e o aplicativo Free Aqua permite monitorar o abastecimento. A prefeitura distribui garrafas de alumínio nas escolas para atingir a meta de plástico zero.

Antigos moinhos do século 16 voltaram a gerar energia, e um deles abastece o mercado central de peixes. Outro projeto, de vinte e cinco milhões de euros, substituirá toda a iluminação pública por LED, reduzindo o consumo em 70%.

A guia Annalisa De Martin conduz passeios de bicicleta pelos canais e termina com tiramissu, sobremesa criada ali no século 18. Treviso também é famosa pelo radicchio, usado em risotos, molhos, doces e até em uma versão inusitada da sobremesa durante a "Copa do Mundo do Tiramissu".

Nas colinas de Prosecco, o enólogo Sandro Bottega relata os efeitos das mudanças climáticas: verões secos e granizo fora de época reduziram as colheitas. Para reagir, os produtores adotam adubação verde, energia solar e climatização geotérmica.

Assim, Treviso consolida-se como exemplo de harmonia entre tradição e inovação — uma cidade que une história, sustentabilidade e os prazeres simples da boa comida, da água limpa e da consciência ambiental.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgk71mjnz2o.adaptado.

Treviso consolidou-se como exemplo de harmonia entre tradição e inovação.


Em se tratando de colocação pronominal, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3929509 Português
Lideranças indígenas e ativistas ambientais navegam rios da América Latina em flotilha até a COP 30


   Lideranças indígenas e ativistas ambientais de diferentes países da América Latina seguem em uma pequena frota de embarcações que percorre mais de 3 mil quilômetros pelo rio Amazonas, com chegada em Belém, para participarem da COP 30.

    O objetivo da jornada é chamar a atenção para a proteção da biodiversidade e dos povos indígenas, e garantir que suas demandas sejam ouvidas nas negociações sobre a crise climática.

   O grupo, formado por 60 representantes de organizações indígenas da América Latina e da Indonésia, partiu da cidade de Coca, no Equador, no dia 16 de outubro, em uma viagem que atravessa o rio Napo até o Peru, depois segue pelo Amazonas rumo à Colômbia e, finalmente, ao Brasil.

   São 20 dias de um percurso que faz o trajeto inverso ao dos colonizadores, em uma jornada que começou a mais de 4 mil metros de altitude, com uma cerimônia na Cordilheira dos Andes.

   “Viemos até a nossa mãe, a floresta amazônica, que é uma selva bisavó, a mãe de todas as selvas do mundo. Viemos apoiá-la, acompanhar seus filhos nascidos neste território. Viemos exigir que as demandas dos povos indígenas sejam implementadas porque somos as soluções vivas para a destruição climática. A resposta somos nós”, declarou Lucía Ixchiu, liderança do povo maya k’iche.

  Durante a travessia, o grupo troca experiências com comunidades locais, evidenciando que os impactos ambientais ultrapassam fronteiras e têm efeitos globais.

   Cerca de 360 indígenas brasileiros farão parte da delegação que estará na Zona Azul da COP, local onde ocorrem as negociações entre os países.

  Ângela Kaxuyana, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), ressaltou que a experiência de vida tradicional dos povos indígenas é fundamental para o enfrentamento da crise climática.

  “Temos seis pontos importantes. Um deles é que a demarcação dos territórios indígenas seja reconhecida como ação climática nas negociações da COP, e outro é que os estados se comprometam a tornar os territórios indígenas zona livre de exploração de petróleo, gás e outras atividades”, explica Ângela.


Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).

Acerca de aspectos estruturais e linguísticos do texto Lideranças indígenas e ativistas ambientais navegam rios da América Latina em flotilha até a COP 30, julgue o item a seguir. 

No trecho “explica Ângela” (final do texto), o nome “Ângela” funciona como complemento da forma verbal “explica”.  
Alternativas
Q3854157 Português
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a função sintática que cada termo sublinhado tem em cada oração. 

Coluna 1 1. Objeto indireto. 2. Adjunto adverbial. 3. Adjunto adnominal.
Coluna 2 ( ) Meu irmão viajava sempre de motocicleta. ( ) Ouvimos um barulho de motocicleta bem próximo a nós. ( ) Meu irmão só falava das motocicletas que via pelas redes sociais.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3753912 Português

Dado o fragmento a seguir, marque a opção que classifica sintaticamente o termo em destaque: As enchentes que acometeram o Rio Grande do Sul no ano passado causaram o descumprimento da meta de alfabetização do país.

Alternativas
Q3751742 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC 



A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz KelseyVoltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
Assinale a alternativa que apresenta a função sintática de “a respeito do valor da escrita à mão” no período: “Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão”.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CRC-AM Prova: Quadrix - 2025 - CRC-AM - Contador |
Q3741750 Português
XIV Fórum Estadual da Mulher Contabilista do Amazonas acontece nesta semana em Manaus

        O Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRC‑AM) realiza nesta semana, nos dias 10 e 11 de outubro, o XIV Fórum Estadual da Mulher Contabilista do Amazonas, no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping.

        O evento reunirá profissionais e estudantes de Ciências Contábeis em dois dias de palestras e debates sobre temas atuais e inspiradores, como inteligência artificial na contabilidade, carreira, maternidade, saúde da mulher e tendências de mercado.

        Entre os destaques da programação estão o presidente da Câmara de Comércio do Brics Mercosul, Nelson Hoppe, que participa pela primeira vez de um evento em Manaus, a palestra magna com Zenaide Carvalho e a palestra motivacional com Andrea Saad, além de outros renomados profissionais da área contábil e de gestão.

        Os ingressos ainda estão disponíveis e a entrada é solidária para acadêmicos de Ciências Contábeis, mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis. A programação completa pode ser conferida em: www.crcam.org.br/eventos.

        O CRC‑AM convida a imprensa amazonense e toda a classe contábil a prestigiar esse importante evento, que celebra o protagonismo da mulher na contabilidade e promove conhecimento, networking e valorização profissional.

Internet:<jaraquinarede.com>  (com adaptações).

Com base no texto e na consideração das suas características de forma e conteúdo, julgue o item a seguir. 


No trecho “O CRC‑AM convida a imprensa amazonense e toda a classe contábil a prestigiar esse importante evento, que celebra o protagonismo da mulher na contabilidade”, a oração “que celebra o protagonismo da mulher na contabilidade” funciona sintaticamente como complemento nominal de um núcleo substantivo anteriormente citado.

Alternativas
Q3737778 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


PROCEDIMENTOS PARA A ATIVIDADE DE VIDEOMONITORAMENTO DO IASES


A atividade de Videomonitoramento do IASES − AVM/IASES tem por objetivo acompanhar a dinâmica e o cotidiano das Unidades Socioeducativas, com ênfase nos eventos e na vigilância de pontos estratégicos, por meio de câmeras receptoras de imagens.


Propõe-se identificar e analisar as imagens captadas no subsídio da tomada de decisões, auxiliar no planejamento estratégico da segurança e do funcionamento geral do Instituto bem como garantir o cumprimento da rotina socioeducativa a priorização da vida, dos Direitos Humanos e da efetividade do processo socioeducativo.


Os casos omissos referentes a este Manual serão decididos pela Presidência da Instituição ou a quem ela designar.


INSTITUTO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO DO ESPÍRITO SANTO (IASES). Extrato − Procedimentos para a atividade de videomonitoramento do IASES. Vitória: IASES, [s.d.].


https://iases.es.gov.br/Media/iases/Arquivos/EXTRATO%20DO%20GUI A%20VIDEOMONITORAMENTO.pdf


No texto "Procedimentos para a Atividade de Videomonitoramento do IASES", diversos trechos apresentam estruturas que envolvem o uso de complementos e adjuntos ligados a nomes.


Considerando as regras da análise sintática da norma culta da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que o trecho destacado exerce função de complemento nominal.

Alternativas
Q3638077 Português
        O nome atribuído às línguas não é uma definição aleatória. As línguas precisam ser nomeadas para poder existir. Línguas são batizadas a partir do momento histórico em que é necessário afirmar sua posição ou conferir identidade aos seus falantes. Assim, a língua dos portugueses chamamos português. Além disso, territórios etnicamente diversos podem apresentar línguas que se relacionam com as populações ali pertencentes. Desse modo, à língua falada no País de Gales dá‑se o nome de galês, e a língua mais falada no sudeste da China chamamos cantonês.

        Parece simples, mas nem tanto. Há diferentes modelos de povoação linguística, que representam a complexidade dos modelos de povoação humana. Mas o que todas as línguas naturais conhecidas compartilham é justamente o fato de servirem à comunicação de seus falantes e terem, por isso, um nome. No que se refere ao Brasil, a língua majoritariamente utilizada em seu vasto território é a que se costumou chamar português. Usar o português no Brasil é fruto de uma herança de colonização e dominação de Portugal, país cuja língua tem esse mesmo nome.

        O português falado no Brasil e o utilizado em Portugal não compartilham as mesmas características. Diferenciam‑se em relação ao vocabulário, à maneira de falar e de entoar as frases, à posição das palavras na frase e assim por diante. Convém questionar, portanto, no que se refere à nomenclatura, se seria necessário modificar o nome pelo qual a língua falada no Brasil é chamada. Há quem continue se referindo a ela tão somente como “português”. Outros propõem o uso consciente de “português brasileiro”, com nome e sobrenome. Já alguns poucos assumiram uma postura mais diferente de chamar “brasileiro” a língua utilizada no Brasil. 

        Chamar apenas “português”, na perspectiva histórica da língua, é um anacronismo. Não corresponde aos fatos históricos. Desconsidera as noções de desenvolvimento independente e contínuo que a língua portuguesa teve no Brasil, especialmente após o século XIX. Chamar apenas de “brasileiro” também evidencia anacronismo. Desconsidera toda a herança linguística trazida para o Brasil, que é inegavelmente portuguesa. O nome “português brasileiro” representa ruptura e continuidade. É um nome apropriado não apenas nos contextos de pesquisa acadêmica, mas uma importante ferramenta para que os falantes se reconheçam diante de sua língua.

OLIVEIRA JUNIOR, R. Português ou brasileiro – qual é o nome da nossa
língua? Revista Roseta, v. 5. n. 1, 2022. Abralin, 2022.
Internet:<roseta.org.br>  (com adaptações).

Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte. 


A oração “Chamar apenas de ‘brasileiro’” funciona como complemento da forma verbal “evidencia”. 

Alternativas
Q3638063 Português

Com base nas propriedades do texto e nas estruturas gramaticais nele presentes, julgue o item a seguir.


Em termos da sua transitividade, no texto, as formas verbais “fortaleça”, “contribua” e “saiba” selecionam um complemento cada um.

Alternativas
Q3618916 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comportamento: Mais da Metade dos Brasileiros Têm Hábitos Noturnos de Compra Online


A pesquisa da Octadesk, em parceria com a Opinion Box, revelou que 56% dos brasileiros compram online à noite ou de madrugada, um avanço de 17 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024. O levantamento que contou com 200 entrevistados mostrou que 88% dos deles preferem comprar pela internet. Na tentativa de encontrar o melhor preço, 59% dos participantes optam fazer essa pesquisa pelo Google e, ao terem a combinação ideal, na hora de pagar, eles optam por utilizar o cartão de crédito e parcelar a compra. 


Segundo Mahara Scholz, head de receita da Octadesk, o e-commerce foi impulsionado pela pandemia de covid-19. "Durante o período em casa, as pessoas aprenderam a comprar mais online e, mesmo com a volta do presencial, os números continuaram altos". Na opinião dela, a maior preferência por horários da noite ou da madrugada é motivada não só pela volta do presencial, mas também por serem períodos mais tranquilos do dia.


Um outro ponto curioso do levantamento é que oito em cada dez brasileiros fazem suas aquisições pelo celular. O aparelho também é muito utilizado para buscar atendimento, isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso. Em meio a essas mudanças, a inteligência artificial (IA) vem ganhando cada vez mais espaço na vida de lojistas e consumidores, influenciando as decisões de consumo.


IA em ação


Diante do aumento das compras em períodos fora do horário comercial, os chatbots são uma forma dos estabelecimentos não deixarem esses consumidores desassistidos. Tanto que 86% dos entrevistados disseram que já foram atendidos pela ferramenta, embora apenas 22% tenha avaliado o atendimento de forma positiva.


Para Scholz, a grande questão é que a tecnologia nem sempre é empregada ou treinada da forma mais adequada. Por outro lado, ela ressalta que, quando ambos são bem executados, o cliente sequer nota que está falando com um robô.


Já em termos de experiência de compra, 39% dos entrevistados afirmaram que a inteligência artificial melhora essa vivência. Parte disso pode ser atribuída à personalização, já que é cada vez mais comum lojas usarem a IA para oferecerem produtos com base nas preferências do usuário. Tanto é que 26% foram influenciados a comprar graças às ofertas exibidas com o auxílio da ferramenta, e 42% admitem que se sentiriam mais inclinados a comprar com a ajuda da IA.


Em contrapartida, essa jornada mais personalizada não seria tão atrativa para 46% dos entrevistados. Uma outra questão é em relação à credibilidade, já que 23% disseram ficar inseguros ao perceberem que a descrição de um produto foi gerada pela tecnologia.


Rodrigo Ricco, diretor geral da Octadesk, avalia que, se bem utilizada, a IA é um diferencial para as marcas. "O consumidor pode até não confiar plenamente hoje, mas espera ser compreendido e atendido com precisão, seja por humanos ou algoritmos", explica.


A pesquisa ainda revelou que uso da tecnologia não se restringe apenas aos vendedores. Em torno de 26% dos clientes também fazem pesquisas de preço com o auxílio de ferramentas como o ChatGPT e o Gemini.


Outros caminhos


Os anúncios em redes sociais também estão abrindo caminho para novas vendas. Ao menos 55% dos participantes afirmaram que ao verem o conteúdo no Instagram, resolveram comprá-lo. Na sequência, estão Facebook (31%) e YouTube (30%). Há também outros incentivos para isso, como frete grátis, prazo de entrega, cupons de desconto e promoções. Respectivamente, eles foram considerados um motivador para compra para 72%, 46%, 42% e 60%.


Na hora de pagar, o parcelamento via cartão de crédito é seguido pelo Pix, com 22% dos respondentes optando por ele, enquanto o terceiro mais utilizado é também o cartão de crédito, mas à vista (15%).


https://forbes.com.br/forbes-money/2025/07/mais-da-metade-dos-brasil eiros-compra-online-durante-a-noite-ou-de-madrugada/
"O aparelho também é muito utilizado para buscar atendimento, isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso."

Com base nos tipos de predicado presentes nesse período, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Respostas
321: A
322: B
323: A
324: C
325: A
326: D
327: B
328: A
329: B
330: D
331: D
332: E
333: B
334: E
335: C
336: E
337: C
338: E
339: C
340: B