Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

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Q369784 Português
Julgue os próximos itens, relativos às ideias expressas no texto ao lado e a aspectos linguísticos desse texto.

O referente do sujeito da oração “e garante o seu valor” (l.21) é “marca” (l.20).
Alternativas
Q369740 Português
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue os próximos itens.

A forma verbal “Existiam” (l.14) poderia ser corretamente substituída por Haviam.
Alternativas
Q367920 Português
CIDADE URGENTE

    Os problemas da expansão urbana estão na conversa cotidiana dos milhões de brasileiros que vivem em grandes cidades e sabem “onde o sapato aperta”. São reféns do metrô e do ônibus, das enchentes, da violência, da precariedade dos serviços públicos. No vestibular, todo estudante depara com a “questão urbana” e os pesquisadores se debruçam sobre o assunto, que também é parte significativa da pauta dos meios de comunicação.
    Não poderia ser diferente: com 85% da população nas cidades (chegará a 90% ao final desta década), quem pode esquecer a relevância do tema? 
    Parece incrível, mas os grandes operadores do sistema econômico e político tratam os problemas das cidades como grilos que irritam ao estrilar. Passados os incômodos de cada crise, quem ganha dinheiro no caos urbano toca em frente seus negócios e quem ganha votos, sua campanha. Só alguns movimentos populares e organizações civis - Passe Livre, Nossa São Paulo e outros - insistem em plataformas, debates e campanhas para enfrentar os problemas e encontrar soluções sustentáveis. 
    A criação do Ministério das Cidades, no governo Lula, fazia supor que o Brasil enfrentaria o desafio urbano, integrando as políticas públicas no âmbito municipal, estabelecendo parâmetros de qualidade de vida e promovendo boas práticas. Passados quase 12 anos, o ministério é mais um a ser negociado nos arranjos eleitorais.
    A gestão é fragmentada, educação para um lado e saúde para outro, habitação submetida à especulação imobiliária, saneamento à espera de recursos que vão para as grandes obras de fachada, transporte inviabilizado por um século de submissão ao mercado do petróleo. A fragmentação vem do descompasso entre União, Estados e municípios, desunidos por um pacto antifederativo, adversários na disputa pelos tributos que se sobrepõem nas costas dos cidadãos. 
    (....) Uma nova gestão urbana pode nascer com a participação das organizações civis e movimentos sociais que acumularam experiências e conhecimento dos moradores das periferias e usuários dos serviços públicos. Quem vive e estuda os problemas, ajuda a achar soluções. 

Marina Silva, Folha de São Paulo, 7/1/2014.


Sobre a estrutura sintática do período “Quem vive e estuda problemas, ajuda a achar soluções” a única alternativa com uma afirmação correta é
Alternativas
Q2958784 Português

Para responder às questões de 1 a 10, leia o texto abaixo.


Cientistas descobrem 'superantibiótico' em sangue de pandas

Composto mostrou potencial contra variantes de microorganismos resistentes a medicamentos.

03 de janeiro de 2013 | 8h 57


Cientistas da Universidade Agrícola de Nanjing, na China, descobriram no sangue de um panda gigante um poderoso antibiótico capaz de matar bactérias e fungos.

Segundo afirmam os especialistas, a substância encontrada na corrente sanguínea desses mamíferos poderia ser a base para a criação de uma nova geração de medicamentos antibacterianos.

Ao analisar o DNA do panda, os pesquisadores encontraram o composto, denominado cathelicidin-AM, que "revelou uma atividade potencial antimicrobiana contra um amplo espectro de micro-organismos, incluindo bactérias e fungos, tanto em suas versões comuns como nas variantes resistentes aos medicamentos", disse o médico Xiuwen Yan, responsável pelo estudo.

O cathelicidin-AM é liberado pelo sistema imunológico desse tipo de urso em estado selvagem, especialmente para protegê-los de infecções.


Preservação

Os pandas gigantes estiveram à beira da extinção e hoje existem em torno de 1,6 mil exemplares nas florestas.

Yan, entretanto, descartou os temores de que, com a descoberta, possa haver uma caça maciça aos animais.

Ele explica que sua equipe de cientistas conseguiu sintetizar artificialmente o composto químico em laboratório, por meio da decodificação dos genes e, assim, produzindo uma molécula conhecida como peptídeo.

A ideia agora é desenvolver a substância como um novo remédio contra superbactérias ou como antisséptico para limpar superfícies e utensílios.

Os cientistas, entretanto, acreditam que ainda haja outros compostos a serem descobertos no genoma dos pandas.

Após a destruição dos bosques de bambu na China e no Sudeste Asiático, habitat natural desses animais, o número de ursos diminuiu consideravelmente.

Apesar de grandes somas de dinheiro investidas em projetos de preservação, houve pouco progresso nos últimos anos.

Segundo especialistas, os pandas dificilmente se reproduzem em cativeiro, além de apresentar um comportamento individual, o que dificulta a conservação da espécie.

(Disponível em www.estodao.com.br)

Releia, agora, o penúltimo parágrafo do texto:


"Apesar de grandes somas de dinheiro investidas em projetos de preservação, houve pouco progresso nos últimos anos."


O sujeito da oração em destaque pode ser classificado como:

Alternativas
Q2884137 Português

Para responder às questões 6 e 7, observe a charge abaixo

Considere as afirmativas a seguir.

I. Sintaticamente, o sujeito da oração na lousa é classificado como simples.

II. O verbo empregado na oração escrita na lousa é transitivo direto.

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q2882813 Português
  
Jaleco branco, nariz vermelho, cavaquinho
Esse “médico” receita risos para crianças doentes.

    Jakub*, 9 anos, está apavorado. O tumor no seu cérebro foi diagnosticado recentemente e agora ele está em pé com a mãe no corredor do setor de oncologia do Hospital Motol, em Praga, esperando a internação. Está assustado com a reviravolta em sua vida, com os tratamentos médicos que virão, com o hospital.

    De repente, os profundos olhos castanhos se acendem e ele dá um sorriso. Pelo corredor vem um grupo de pessoas de jaleco branco e nariz de palhaço, com chapéus e óculos engraçados. Debaixo da vestimenta hospitalar, podem-se ver roupas igualmente engraçadas e coloridas. Alguns tocam cavaquinho e um deles torce um balão no formato de espada e o entrega a Jakub. Os pequenos pacientes de câncer, atraídos pela música, saem dos quartos do hospital para entrar na festa, batendo os pés e batucando na mobília.

     Há um palhaço específico – o líder – que chama a atenção de Jakub. É um homem alto e mais velho que usa uma calçadeira em vez de gravata. Fala com outro palhaço com forte sotaque estrangeiro que as crianças acham irresistivelmente engraçado. Riem. Por pouco tempo, pelo menos, esquecem que estão gravemente doentes.

     O estrangeiro é Gary Edwards, um americano cuja paixão é levar risos e diversão a crianças em hospitais. “A ideia é despertar o interesse pela vida. Isso faz parte do processo curativo.”

    Edwards, 60 anos, americano de Ohio, estava destinado a se tornar médico, mas sua vida mudou de repente. “Fiz a escola preparatória para o curso de medicina, mas sempre estive envolvido com a música e, aos 14 anos, já tocava em shows”, diz ele. “Aí vendi uma canção e ganhei um bom dinheiro. A música sempre foi o meu primeiro amor e por isso decidi estudá-la.”

     Na faculdade, escreveu um musical para uma escola de palhaços e, em troca, recebeu uma bolsa de dois anos. Em 1976, Edwards entrou na renomada Escola Dell Arte de Teatro Físico, em Blue Lake, na Califórnia. Enquanto estudava lá, visitou um hospital, uma prisão e um orfanato, vestido de palhaço, como “experimento social”. As visitas ao hospital foram as que mais lhe interessaram e que mais se mostraram promissoras, mas a hora dos palhaços hospitalares ainda não chegara.

    Nos vinte anos seguintes, como palhaço, ele viajou pelo mundo, levando a vida de um nômade circense. Na década de 1990, começou a dar aulas para formar palhaços e também ajudou a treinar alguns grupos que visitavam hospitais. Nessa época, escreveu comédias e musicais e fez apresentações em teatros e festivais da Europa à China e nas Américas do Norte e do Sul. Em 1998, foi à República Tcheca pela primeira vez e lá se instalou. Foi onde conheceu a mulher com quem se casaria.

     Na República Tcheca, ninguém ouvira falar de palhaços hospitalares, e Edwards se dispôs a mudar isso. “Havia muitos médicos que não conseguiam colocar humor e tratamento de saúde na mesma frase”, diz Edwards. Era comum médicos e enfermeiros temerem que os palhaços atrapalhassem o serviço. “Por sorte, o meu primeiro contato foi com a Dra. Ivana Korinkova, que trabalhava com tratamento psicossocial no Hospital Motol. Ela entendeu imediatamente o que eu tentava fazer, apresentou-me a médicos do país inteiro e me ajudou a explicar o que eu queria.”

    Devagar e sempre, ele convenceu os hospitais e, nos anos seguintes, viajou pelo país visitando enfermarias pediátricas, levando apenas o nariz de palhaço e o cavaquinho. Em 2001, fundou a entidade sem fins lucrativos Health Clown Association, na esperança de atrair mais gente para fazer as visitas com ele e encontrar doadores e patrocinadores que ajudassem a cobrir as despesas.

     Hoje a associação emprega 82 palhaços, a maioria deles atores profissionais. Edwards lhes ensina a arte de ser palhaço. Todo mês, são feitas cerca de 280 visitas a 62 hospitais de todo o país. Além de enfermarias pediátricas, eles visitam idosos internados sem previsão de alta.

   Nos últimos anos, Edwards ajudou a desenvolver o humor em projetos de assistência médica na Eslováquia, na Nova Zelândia, na Polônia, na Palestina e na Croácia, além da República Tcheca. Ensinou a arte do palhaço hospitalar em outros países também, como Alemanha, Hungria, Eslovênia, Áustria e Suíça. Hoje trabalha com a Red Noses Clown Doctors International para ajudar a desenvolver projetos de palhaços hospitalares no mundo inteiro. Também participa de seminários de assistência médica para enfermeiros e alunos de medicina, tanto na República Tcheca quanto na Eslováquia, ensinando a usar o humor.

O sujeito da oração “O papel dos palhaços da saúde ao melhorar o estado psíquico de crianças doentes, principalmente das que sofrem de enfermidades graves e crônicas, é incomensurável.” (14º§) é

Alternativas
Q2779420 Português

O Homem Nu

(Fernando Sabino)

Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.

“... Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador...”

O sujeito da passagem destacada é classificado como

Alternativas
Q2736302 Português

Leia atentamente os seguintes períodos:

 I. “Desmancham-se as brumas/nos prados celestiais...”  II. “Naquele momento começaram a feri-la no corpo e na alma...”  III. “Nunca havia tempo suficiente para os momentos íntimos...”  Em relação à classificação do sujeito nas orações dos três períodos, pode-se afirmar que o sujeito é inexistente:

Alternativas
Q1663524 Português

Internet: <https://www4.serpro.gov.br/inclusao> (com adaptações).

De acordo com as ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.


Em “concentra-se” (l.15), o emprego do pronome “se” indica que o sujeito da forma verbal é indeterminado.

Alternativas
Q1638695 Português
Com relação à sentença a seguir, é CORRETO afirmar:
“Diante desse cenário, são essenciais a construção, a compreensão e a comunicação de estratégias corporativas que assegurem resultados capazes de atender às expectativas do Estado, do Congresso Nacional e da sociedade em relação à atuação e ao papel conferido, ao longo da história, ao Tribunal de Contas da União.” Fonte: <http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/planejamento_gestao/planejamento2011/index.html>.
Alternativas
Q1636258 Português

Leia o Texto para responder a questão.


Texto 

O novo ativista digital


    O paulista Renan Fernandes, de 22 anos, é um observador atento da conjuntura política e social do país. Participa das discussões no centro acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde cursa o 5° ano. Ele dá aulas voluntariamente no cursinho pré-vestibular para estudantes carentes que funciona na faculdade. No dia 13 de junho, quando 5 mil manifestantes protestavam nas ruas do centro de São Paulo, ele era um deles. “Sou usuário do transporte público e queria ajudar a lutar por uma tarifa mais justa”, afirma Fernandes. Ele diz ter sido atingido por uma bala de borracha disparada pelos policiais, afirma que viu uma amiga ser ferida pelos projéteis e outra queimar as mãos, depois de ser atingida por uma bomba de gás lacrimogêneo. Revoltado, organizou um abaixo-assinado na internet para protestar contra a ação violenta da polícia. Em menos de uma hora, o texto ganhou quase 1.000 assinaturas. Hoje, está com quase 6 mil. Se chegar à marca dos 7.500, Fernandes promete entregar o documento ao governador do Estado, Geraldo Alckmin. Fernandes diz que, mesmo que os policiais não sejam punidos, o importante é protestar. “Quero espalhar informação e conscientizar as pessoas”, afirma.

    Os milhares de manifestantes que ganharam as ruas do Brasil nas últimas semanas são parecidos com Fernandes. São jovens que descobriram na internet uma ferramenta poderosa para lançar e organizar protestos: contra a má qualidade dos serviços públicos, contra a corrupção, contra a violência da polícia e, sobretudo, contra tudo o que eles consideram abaixo de suas elevadas expectativas em relação à situação econômica e social do Brasil.

     Os jovens se tornaram mais exigentes por dois motivos. Primeiro, porque aumentou o nível de escolaridade. Eles estão mais instruídos. Segundo dados do INEP, o Instituto de Pesquisas do Ministério da Educação, entre os jovens de 18 e 24 anos, aqueles que cursavam o nível superior passaram de 15%, em 2002, para 29,9%, em 2011. O segundo motivo é a crise econômica. O crescimento brasileiro, que chegou a ser de 7% ao ano, caiu para menos de 1% no ano passado, arrastando com ele a possibilidade de melhoria rápida no padrão de vida dos brasileiros, sobretudo os mais jovens. O país não conseguiu cumprir a expectativa de realização pessoal criada entre os jovens urbanos.

    Há dois anos, na Espanha, o movimento Indignados promoveu uma série de protestos contra as altas taxas de desemprego no país – e aproveitou para pedir o fim da corrupção e melhorias na educação, saúde, cultura. Reivindicações muito parecidas com as do movimento americano Occupy Wall Street. “As multidões têm hoje instrumentos para se organizar e se reunir quase instantaneamente, pelas redes sociais como o Twitter e o Facebook”, afirma o sociólogo espanhol Manuel Castells, “O novo espaço público, formado pela interseção do universo virtual com o local, gerou um contrapoder: pela primeira vez na história, as forças de mudança reúnem força e condições de encurralar o poder."

    A força contestadora da juventude – no Brasil, na Turquia, nos Estados Unidos, na Espanha – é historicamente a força motriz de um processo de saudável renovação social. “Os jovens estão em busca de independência e esbarram nos limites da família, das instituições, da sociedade. É natural que tentem derrubá-los”, diz a educadora Ana Karina Brenner, pesquisadora do Observatório Jovem do Rio de Janeiro, da Universidade Federal Fluminense. No Brasil, organizaram-se clandestinamente e marcharam para derrubar a ditadura militar. Nos anos 1980, num mundo marcado pela competição entre capitalismo e socialismo, os sonhos da juventude se tornaram mais materialistas. Os jovens queriam exercer suas competências e ascender economicamente. Nos Estados Unidos, ficaram conhecidos como yuppies. No Brasil, queriam o direito de votar para presidente e mobilizaram a sociedade numa das maiores campanhas já realizadas no país, as Diretas Já.

    De lá para cá, o país tem vivido um longo ciclo de normalização política e econômica, que coincidiu com o surgimento da internet. A rede chegou para mudar radicalmente a forma como vivemos e nos relacionamos. A geração surgida dessas novas circunstâncias parece acreditar ser possível lutar pelo bem comum sem abrir mão de suas ambições individuais. “Por ter crescido num ambiente de estabilidade política e econômica, esse jovem está imbuído de um espírito público de melhorias”, afirma Drica Guzzi, coordenadora de projetos da Escola do Futuro da USP.

    Alfabetizados num mundo regido pela rapidez da internet, conectados globalmente, esses jovens mudaram a forma de fazer política e de engajar-se em causas sociais. Disseminam, pelo Twitter, dicas de como se portar numa passeata. “Eles têm ferramentas para se colocar como protagonistas e provocar microrrevoluções. Associadas, elas causam grandes mudanças.”

     “Eles são regidos por uma nova maneira de pensar e agir, influenciada pela tecnologia”, afirma o publicitário Rony Rodrigues, presidente da Box 1824, empresa de pesquisa especializada em tendências de consumo e comportamento jovem.

    A facilidade para disseminar campanhas pelas redes sociais também é motivo de preocupação. Em meio a tantas informações e apelos, será que os jovens conseguem se aprofundar nas discussões? O perigo é acabar encampando causas sem entender os reais interesses por trás do movimento.

    Ainda é cedo para saber se esse vazio do engajamento digital prevalecerá. Um dos levantamentos mais extensos já feitos sobre o assunto sugere perspectivas otimistas. A equipe liderada pelo educador americano Joseph Kahne analisou a participação virtual e real de 3 mil jovens americanos entre 15 e 25 anos. Os resultados sugerem que, entre aqueles que participavam de alguma atividade política ou social nas redes sociais, 96% também tomavam parte em formas tradicionais de engajamento, vinculadas a instituições. “O ativismo digital é uma maneira complementar de trabalhar por mudanças”, diz Kahne.

(Marcela Buscato e Fillipe Mauro, com Júlia Korte, Luís Antônio Giron e Mariana Tessitore. Época. 31/07/2013. Adaptado)

“[...] Sou usuário do transporte público e queria ajudar a lutar por uma tarifa mais justa”. Neste excerto, a forma verbal da segunda oração expressa um caso típico de omissão do sujeito. Isso significa que:
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Ano: 2013 Banca: CEPUERJ Órgão: CREFITO-2ª Região(RJ)
Q1232518 Português
O Lixo
(Luís Fernando Veríssimo)
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente... - Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo... - O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela? 
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso? 
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
 “.. o particular se torna público... “
Na passagem em destaque, o predicado da oração tem igual classificação em:
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Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: TRE-AM
Q1211902 Português
Ao longo do texto, percebe-se a ocorrência de diferentes tipos de sujeito. Assinale a opção em que ocorre erro na análise da classificação do tipo de sujeito dos verbos em destaque.  
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: PC-RJ
Q1195423 Português
Considere o verso abaixo para responder à questão seguinte.
l . "A esperança vem do sul" ll . "vem no café que produzimos"
Com base no contexto em que estão inseridos, é correto afirmar sobre a análise dos sujeitos do verbo "vem" nas duas ocorrências que:
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Ano: 2013 Banca: CLICK Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC
Q1182952 Português
“O homem caminhava sozinho pela rua e estava cantando, pulando e sorrindo.” Na frase acima o homem, sujeito das orações, realizou quantas ações: 
Alternativas
Q929579 Português
Assinale a alternativa que indica corretamente o núcleo do sujeito sintático da expressão grifada em: “O que se chama erroneamente de saúde coletiva, envolvendo o acesso generalizado ao consumo dos chamados bens e serviços de saúde, deve ser chamado pelo seu verdadeiro nome: assistência médica” (linhas 14-16)
Alternativas
Q922068 Português
Em “Os dois conversam na hora do almoço, lamentam a dívida alta, resolvem tomar uma atitude” (linhas 06-07), os sujeitos das orações em sequência:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UNIFAP Órgão: UNIFAP Prova: UNIFAP - 2013 - UNIFAP - Administrador |
Q897480 Português

                       Uma educação que nos torna medíocres

                          Lya Luft (Revista Veja) com adaptações


"Queremos, aceitamos, pão e circo, a Copa, a Olimpíada, a balada, o joguinho, o desconto, o prazo maior para nossas dívidas, o não saber de nada sério: a gente não quer se incomodar. Ou pior: nós temos a sensação de que não adianta mesmo"


Leio com tristeza sobre o quanto países como Coréia do Sul e outros estimulam o ensino básico, conseguem excelência em professores e escolas, ótimas universidades, num crescimento real, aquele no qual tudo se fundamenta: a educação, a informação, a formação de cada um.

Comparados a isso, parecemos treinar para ser medíocres. Como indivíduos, habitantes deste Brasil, estamos conscientes disso, e queremos — ou vivemos sem saber de quase nada? Não vale, para um povo, a desculpa do menino levado que tem a resposta pronta: “Eu não sabia”, “Não foi por querer”.

Pois, mesmo com a educação — isto é a informação — tão fraquinha e atrasada, temos a imprensa para nos informar. A televisão não traz só telenovelas ou programas de auditório: documentários, reportagens, notícias, nos tornam mais gente: jornais não têm só coluna policial ou fofocas sobre celebridades, mas nos deixam a par e nos integram no que se passa no mundo, no país, na cidade.

Alienação é falta grave: omissão traz burrice, futilidade é um mal. Por omissos votamos errado ou nem votamos, por desinformados não conhecemos os nossos direitos, por fúteis não queremos lucidez, não sabemos da qualidade na escola do filho, da saúde de todo mundo, da segurança em nossas ruas.

O real crescimento do país e o bem da população passam ao largo de nossos interesses. Certa vez escrevi um artigo que deu título a um livro: “Pensar é transgredir”. Inevitavelmente me perguntam: “Transgredir o quê?”. Transgredir a ordem da mediocridade, o deixa pra lá, o nem quero saber nem me conte, que nos dá a ilusão de sermos livres e leves como na beira do mar, pensamento flutuando, isso é que é vida. Será? Penso que não, porque todos, todos sem exceção, somos prejudicados pelo nosso próprio desinteresse. 

Nosso país tem tamanhos problemas que não dá para fingir que está tudo bem, que somos os tais, que somos modelo para os bobos europeus e americanos, que aqui está tudo funcionando bem, e que até crescemos. Na realidade, estamos parados, continuamos burros, doentes, desamparados, ou muito menos burros e doentes e desamparados do que poderíamos estar. Já estivemos em situação pior? Claro que sim.

Já tivemos escravidão, a mortalidade infantil era assustadora, os pobres sem assistência, nas ruas reinava a imundície, não havia atendimento algum aos necessitados (hoje há menos do que deveria, mas existe). Então, de certa forma, muita coisa melhorou. Mas poderíamos estar melhores, só que não parecemos interessados.

Queremos, aceitamos, pão e circo, a Copa, a Olimpíada, a balada, o joguinho, o desconto, o prazo maior para nossas dívidas, o não saber de nada sério: a gente não quer se incomodar. Ou pior: nós temos a sensação de que não adianta mesmo. Mas na verdade temos medo de sair às ruas, nossas casas e edifícios têm porteiro, guarda, alarmes e medo.

Nossas escolas são fraquíssimas, as universidades péssimas, e o propósito parece ser o de que isso ainda piore. Pois, em lugar de estimularmos os professores e melhorarmos imensamente a qualidade de ensino de nossas crianças, baixamos o nível das universidades, forçando por vários recursos a entrada dos mais despreparados, que naturalmente vão sofrer ao cair na realidade. Mas a esses mais sem base, porque fizeram uma escola péssima ou ruim, dizem que terão tutores no curso superior para poder se equilibrar e participar com todos.

Porque nós não lhes demos condições positivas de fazer uma boa escola, para que pudessem chegar ao ensino superior pela própria capacidade, queremos band-aids ineficientes para fingir que está tudo bem. Não se deve baixar o nível em coisa alguma, mas elevar o nível em tudo.

Todos, de qualquer origem, cor, nível cultural e econômico ou ambiente familiar, têm direito à excelência que não lhes oferecemos, num dos maiores enganos da nossa história.

Não precisamos viver sob o melancólico império da mediocridade que parece fácil e inocente, mas trava nossas capacidades, abafa nossa lucidez, e nos deixa tão agradavelmente distraídos.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ricardosetti/politica-cia/lya-luft-mediocres-distraidosok/Acesso em 23/09/2013

No fragmento “Queremos, aceitamos, pão e circo, a Copa, a Olimpíada, a balada, o joguinho, o desconto, o prazo maior para nossas dívidas, o não saber de nada sério: a gente não quer se incomodar” (...). A terminação dos verbos “sabemos”, “aceitamos” e “temos”, evidencia que:
Alternativas
Q877174 Português

Considere as afirmações sobre o trecho em destaque a seguir.

Todos os remédios para hipertensão dilatam artérias. Os mais antigos, como os diuréticos, por exemplo, ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. (linhas 34 a 37).

I - A primeira frase do trecho é composta por duas orações.

II - O verbo dilatar é um verbo de ligação.

III- A expressão a reatividade dos vasos é objeto direto do verbo reduzir.

IV - O núcleo do sujeito do verbo dilatar é remédios.


Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2013 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2013 - UFC - Técnico em Contabilidade |
Q847632 Português
No trecho: " Significa fazer coisas que dão uma sensação de recompensa" (linhas 12-13), a forma verbal grifada se justifica porque o sujeito:
Alternativas
Respostas
4321: E
4322: E
4323: B
4324: A
4325: A
4326: B
4327: A
4328: C
4329: E
4330: B
4331: D
4332: A
4333: C
4334: E
4335: C
4336: A
4337: D
4338: X
4339: A
4340: C