Questões de Concurso
Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português
Foram encontradas 4.586 questões
Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.
Texto 01 – A chave do Coração
Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.
Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].
Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.
MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.
Marque a alternativa, cujas palavras no contexto são atributos do sujeito.
Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.
Texto 01 – A chave do Coração
Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.
Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].
Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.
MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.
Em relação ao enunciado “Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades”, analise as proposições a seguir e marque a alternativa adequada:
I- A oração principal é formada por um verbo que indetermina o sujeito.
II- A construção linguística “as saudades” complementa o sentido da flexão verbal “chegam”.
III- “As Saudades” funciona sintaticamente como objeto indireto.
É CORRETO afirmar apenas:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Como manter a calma?
1------ Na incerteza e no perigo, estar ansioso ou “morrendo de medo” é perfeitamente normal e assumir essa
condição traz calma, ponto básico para um melhor enfrentamento. Administrar os sentimentos é muito mais produtivo
do que negá-los. Eu senti um pouco de pânico nas 24 horas de espera do resultado do teste do Covid? Claro que
senti. E estava cheia de razão. Nos últimos três dias antes da viagem, tive dor de cabeça. E vinha a dúvida: estresse
5 dos preparativos ou eu havia contraído o vírus? Estava preocupada, mas encarei a preocupação como normal. E
aqui alerto: esse bordão repetido à exaustão de que “tudo vai ficar bem” pode ser muito mais penoso do que falar
sobre o que nos apavora.
------- Se na vida normal o excesso de positivismo pode ser frustrante, nos cenários “anormais”, é um desastre.
Fernando Pessoa já denunciava esse desconforto com o “Poema em Linha Reta”: “nunca conheci quem tivesse
10 levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Assumir o que sentimos nos alivia e liberta.
E esse bem é estendido ao outro que ao ouvir a nossa confissão se sente acompanhado. Saber que o outro
compreende/compartilha o nosso sofrimento traz conexão, afinidade, empatia.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/como-manter-a-calma/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
Sobre a organização sintática do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Apelidos: dupla identidade.
Os apelidos são uma maneira poderosa de botar as pessoas nos seus devidos lugares. Essa frase é da escritora Doris Lessing e chamou minha atenção porque diz justamente o contrário do que eu sempre pensei de apelidos. Sempre achei que fossem um carinho, um atalho para a intimidade ou ao menos um meio mais rápido de chamar alguém: em vez de João Carlos, Joca; em vez de Maria Aparecida, Cida; em vez de Adalberto, Beto. Nenhuma má intenção.
O que Doris Lessing quis lembrar é que apelidos nem sempre são afetuosos. A maioria dos apelidos nascem na infância e são dados por outras crianças que, como todos sabem, de anjo só têm a cara. Crianças adoram pegar no pé das outras, e aí que começa o batismo de fogo.
Uma banana-split todo dia na hora do recreio, Gordo. Vai ser Gordo o resto da vida, mesmo que venha a ser jóquei, faquir, homem elástico: vai morrer Gordo.
Se for loiro, é Xuxa. Se a voz for engraçada, é Fanho. Se não for filho único, é Mano, Mana, Maninha. Irmãos de quem, eu conheço?
Fui colega de um cara bárbaro que se chamava Antônio, mas se alguém o chamasse assim, ele nem levantava os olhos. É o Verde. Uma mãe e um pai colocam um nome lindo no filho e não pega.
FHC, PC, ACM, agora é a mania transformar pessoas em siglas. Sorvetão era o apelido de uma paquita chamada Andrea: Sorvetão! E Caetano Veloso inova mais uma vez, registrando seus filhos como Zeca e Tom, que jamais serão apelidados.
Muita gente, secretamente, detesta a própria alcunha, mas são obrigados a resignar-se, sob o risco de perder a identidade. Qual é o nome de Bussunda, do Tiririca, do Chitãozinho e Xororó? Anônimos Cláudios, Ricardos e Fernandos. Nomes que só existem em cartório.
Apelido gruda, cola, vira marca registrada. Tem negro que é Alemão, tem grandão que é Fininho, tem careca que é Cabeleira, tem ateu que é Cristo, tem moreno que é Ruivo, tem albino que é Tição. Apelido não tem lógica. Tem história.
Doris Lessing, quando criança, tinha um apelido para sua segunda personalidade: chamava a si mesmo de Tigger. Doris era o nome para consumo externo, para denominar a menina boazinha que aparentava ser. Tigger era o que ela era em segredo: sarcástica, atrevida, extrovertida. Com esse depoimento, Doris Lessing mostrou a verdadeira utilidade dos apelidos em vez daquela coisa antipática de “colocar as pessoas em seus devidos lugares”. O bom do apelido é que ele nos dá permissão para sermos vários: Afonso Henrique combina com gravata, mas que tem mais a ver com bermuda. Está aí uma maneira sutil de legalizar o nosso outro eu, o que ficou sem registro.
Fonte: MEDEIROS, Martha. Trem Bala, fev, 1998, p. 49,50.
Identifique a alternativa com o mesmo tipo de sujeitos de: “Fui colega de um cara bárbaro (...)":
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.
VÍNCULOS DO TEMPO
O ritmo frenético não justifica deixar de fazer o que é relevante.
É preciso ir devagar se quisermos ir longe, diz o ditado, com a sabedoria das constatações simples, aquelas que nascem da observação da natureza. Os Índios, por exemplo, são mestres no ofício de tirar lições de vida a partir das circunstâncias que lhes cercam e determinam sua existência. O céu, o tio, a floresta, as estações, tudo para os Índios tem um valor que nós, habitantes da cidade, com frequência subestimamos - o valor sublime daquilo que nos é dado pelo universo. Como o tempo.
Apesar de tentarmos controlá-lo com ponteiros ou telas digitais, o tempo não é mensurável por um único padrão. Ele acelera e desacelera de acordo com nosso estado de espirito. Há o tempo medido pela urgência, quando um prazo se impõe. Há o tempo do lazer, da conversa agradável, que se dissipa num piscar de olhos. Há o tempo preguiçoso, que escore por entre os dedos desperdiçado coma água preciosa. Há o tempo de festa e o tempo de luto, cada um dura quanto deve durar, mais curto e intenso para uns, mais longo e diluído para outros. É subjetiva, portanto, a percepção do tempo, esse “tambor de todos os ritmos”, na definição precisa de Caetano Veloso.
Nas últimas décadas, nos acostumamos a um ritmo frenético, inimaginável para nossos pais e avós. Os avanços da tecnologia multiplicaram nossas obrigações. ironicamente, cada facilidade a que temos acesso corresponde a uma dificuldade extra, uma tarefa adicional. O celular, por exemplo, nos franqueia o contato imediato cor o mundo, mas demanda atenção a inúmeros grupos, nem todos realmente importantes. Com tantas facilidades ao nosso dispor, ficou mais complicado conciliar todas as esferas da vida - trabalho, estudo, família, amigos, lazer. Assim, engolidos pela rotina, vamos passando os dias sem dedicar um minuto a nós mesmos ou negligenciando os que nos são mais próximos.
Até que ponto, no entanto, as múltiplas distrações da vida moderna são desculpa para não fazermos o que mais importa?
Algumas pessoas têm um admirável talento para fazer o tempo render, a convicção de que quinze minutos da agenda é tempo precioso. Fazem tudo com consciência, aproveitam cada reunião, cada conversa, para extrair o máximo do momento. Além de excelentes administradores do tempo, são notáveis gestores da informação que recebem - o que também os faz economizar tempo para apreciá-lo da maneira que se deve.
Conheço executivos que só comissionam trabalhos a quem “não tem tempo”. Sabem que os profissionais mais demandados produzirão o tempo extra que for necessário. Sim, porque é possível fazer o próprio tempo.
O distanciamento social mudou um pouco nossa relação com o tempo. Reduzimos a marcha, o que nos deu a oportunidade de rever a maneira como o desfrutamos. É esse o momento de encarar aquele projeto pessoal tantas vezes adiado. Pode ser o que for: testar uma receita nova, planejar uma viagem dos sonhos para quando tudo isso passar, se dedicar a montar a árvore genealógica da família, ler aquele clássico com calma que ele merece. E, sobretudo, conviver mais com quem amamos. Aliás, é sempre bom lembrar que o tempo compartilhado com alguém é a mais poderosa força criadora de vínculos.
FONTE: DINIZ, Lucília. Vaja, 14/04/21,
No quinto parágrafo, a elipse do sujeito, no segundo período, provoca uma falha no terceiro de:
Leia o trecho a seguir da música "Eduardo e Mônica" da banda Legião Urbana:
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Um carinha do cursinho do Eduardo que disse Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir
<http://www.legiaourbana.com.br/dois.html > Acesso em 26.10.2021.
Existem na língua portuguesa diferentes casos em que é correto o uso da vírgula antes do "e". Escolha a alternativa que melhor disserta sobre o emprego da vírgula no último verso:
As questões de 01 a 03 dizem respeito à Charge. Leia-a atentamente antes de respondê-las.
(Charge)
Sobre o sujeito da primeira fala da Charge, assinale a alternativa correta:
A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Pane em aplicativos cria alerta para o aumento do vício nas redes sociais
Por Gabriel Batistella Chames

(Disponível em: https://jovempan.com.br/noticias/tecnologia/pane-em-aplicativos-cria-alerta-parao-aumento-do-vicio-nas-redes-sociais-brasil-e-o-5o-pais-que-mais-usa-smartphone.html – texto
adaptado especialmente para esta prova).
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
O TEMPO NÃO ESPERA NINGUÉM
Quando será que a vida vai ser boa?
Quanto tempo perdido esperando à toa?
Quando eu pagar as contas
Ou aquele trabalho, enfim, rolar
Será que vai melhorar?
Não existe um trilho, um mapa
Que nos leve pra esse lugar
Sentido, verdades, destinos
Por que e aonde a gente quer chegar?
A felicidade está no caminho
Aproveite todos os momentos que você tem
Ainda mais se tiver alegrias pra compartilhar com alguém
O tempo não espera ninguém
(...)
Michel Telo / Teofilo Telo (Adaptado)
( ) Em “A desavença política apalpava-lhe a consciência”, temos a presença de dois objetos para o verbo “apalpar”. Ambos são diretamente ligados a ele.
( ) Em “O presidente do partido, naquele momento mostrou-se avesso à ideia”, temos um sujeito simples e o uso correto da vírgula.
( ) Em “Os partidos anônimos esperam a sua vez”, há, pelo menos, dois adjuntos adnominais.
( ) Em “Em Portugal, meu jovem, as eleições são sérias”, há um vocativo, um adjunto adverbial e um predicado nominal.
( ) Em “Naquele dia, porém, ocorreu em uma praça pública apenas discursos inflamados de discórdia”, as vírgulas separam conjunção deslocada e há um erro de concordância verbal.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
“A incapacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes aumenta o número de pessoas desempregadas.”
Sobre essa frase, assinale a alternativa correta.
INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente para respondê-las.
TEXTO 1
China torce por Brasil no vôlei para terminar em 1º no quadro de medalhas
