Questões de Concurso
Sobre substantivos em português
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Jonh Locke disse que, ao vivermos em sociedade, somos de certa forma obrigados a nos moldar a seus contornos.
Assinale a expressão que contenha um substantivo e um adjetivo, respectivamente.
Na frase, o número de substantivo próprio é de:
Leia o texto para responder à questão.
Auxiliar de transporte
O Movimento Maio Amarelo está completando dez anos. Uma década de ousadia de convocar toda a sociedade a refletir sobre um tema que quase ninguém, até então, havia parado para pensar. Ousadia de querer mobilizar um País inteiro, que no início do movimento já passava de 200 milhões de habitantes. E de acreditar que uma ONG pudesse ser ouvida e acreditada na proposta de alertar a todos que a dura e cruel realidade de mortes e feridos diariamente no trânsito poderia mudar.
Nascia, em 2014, o que hoje já é considerada a maior mobilização social em torno da causa segurança no trânsito. A maioria das pessoas se identifica com o propósito do movimento e sua missão de salvar vidas no trânsito. Essa identificação acontece porque a maioria dos brasileiros conhece ou teve algum familiar que sofreu um acidente, mas poucos cidadãos param para pensar em como poderiam ajudar a melhorar os índices, que continuam, como em 2014, estarrecedores: 88 pessoas morrem todo dia no Brasil.
Alertamos muitos brasileiros que suas atitudes fazem toda a diferença para trazer mais segurança viária para toda a sociedade. Esse propósito foi facilmente incorporado, no início, pelos órgãos gestores, e, em seguida, por outras ONGs que também trabalhavam na conscientização do cidadão comum com o objetivo de que o Brasil saia do ranking dos países mais violentos no trânsito do mundo. Quando o cidadão se depara com os números de acidentes de trânsito no Brasil e entende que nenhuma guerra mata mais do que nosso trânsito, ele compreendeu a mensagem do Maio Amarelo: tenha atenção pela vida.
Nesta celebração de dez anos, nosso desejo é que cada pessoa faça do mês de maio o ponto de partida para que péssimos hábitos sejam transformados, como se distrair no trânsito com o celular, não usar ou mesmo deixar de cobrar do outro o uso do cinto no banco traseiro e do passageiro, exceder os limites de velocidade, ou, ainda mais grave, beber álcool e dirigir. É urgente que se mudem comportamentos, para sermos exemplos de atenção pela vida!
(Embaixador Paulo Guimarães CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária. O Estado de S.Paulo, 26 de abril de 2023. Adaptado)
Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.

(Disponível em: CAMARGO, Diones. A mulher arrastada. 1. ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) ‘alcunha’ e ‘camburão’ são gírias.
( ) ‘alcunha’ é substantivo feminino. Denominação ou qualificativo, por vezes depreciativo, que se usa em lugar do nome próprio de alguém, ou em acréscimo deste, ou em lugar do nome designativo de um grupo de pessoas, um povo etc. Sinônimos: agnome, antonomásia, apelido, apodo, cognome, codinome, epíteto, vulgo.
( ) ‘camburão’ é substantivo masculino. Carro de polícia com compartimento traseiro fechado, para transporte de pessoas presas ou detidas. Sinônimos: tintureiro, viúva-alegre.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Considerando o texto, analise as proposições abaixo:
1- O plural de “lava-rápido”, que aparece no primeiro quadrinho, é “lava-rápidos”.
2- O vocábulo “pobrezinho”, que aparece no segundo quadrinho, apresenta em sua estrutura morfológica um prefixo e um sufixo.
3- O vocábulo “pobrezinho”, que aparece no segundo quadrinho, classifica-se morfologicamente como substantivo.
4- O “a” que aparece na expressão “lavagem a seco”, no segundo quadrinho, deve receber o acento indicativo de crase.
5- O vocábulo “criança”, no último quadrinho, é um substantivo sobrecomum.
Está ou estão correta(s).
Tolerância
Tolerância é uma palavra que se usa muito no dia a dia, em sociedades como a nossa em que o reconhecimento das diferenças é importante. Isto é, a aceitação de que as pessoas – não por serem como são, mas por não serem como nós somos-, não são necessariamente piores. Elas são apenas diferentes.
Claro que podem ser piores ou melhores, mas a diferença é um fato. A aceitação do pluralismo no campo da política, da religião, da paixão por clubes de futebol nos leva a exaltar a tolerância, que desde o século XVIII vem sendo vista como uma grande virtude social.
Tolerar é aceitar o diferente na condição em que ele está.
Eu não gosto tanto da expressão tolerância, porque dá impressão de que ela autoriza alguém a não ser como eu, quase como dizer: “eu tolero você, mesmo que você não seja como eu; tudo bem…você não é tão inteligente…” Essa tolerância é um pouco arrogante desse ponto de vista.
Eu gosto mais de outra expressão: acolhimento. Em vez de tolerar alguém, seria melhor que eu acolhesse, que significa receber de mim a ideia de que a outra pessoa não é como eu, mas isso não significa que ela é pior, que ela é exótica. Ela é apenas diferente.
Acolhimento é uma abertura da mente. E a mente inteligente está sempre aberta para trazer para dentro de nós a possibilidade de se interessar por aquilo que não é como nós somos ou como já sabemos. Eu prefiro acolhimento à tolerância.
Por Mario Sergio Cortella – do livro “Pensar bem nos faz bem! – filosofia, religião, ciência E educação”.
Considere o fragmento abaixo retirado do texto, para responder à questão:
“Tolerância é uma palavra que se usa muito no dia a dia, em sociedades como a nossa em que o reconhecimento das diferenças é importante. Isto é, a aceitação de que as pessoas – não por serem como são, mas por não serem como nós somos-, não são necessariamente piores. Elas são apenas diferentes”.
1- Na expressão “ dia a dia”, o “ a” deve receber acento indicativo de crase.
2- No trecho “ o reconhecimento das diferenças é importante”, o predicado é nominal e o termo “importante” funciona sintaticamente como predicativo do sujeito.
3- A palavra “reconhecimento” é objeto direto da forma verbal são.
4- Nas palavras “dia, aceitação, pessoas e piores”, há, pelo menos, um ditongo.
5- “Tolerância” é um substantivo abstrato, simples e comum. São verdadeiras:
A disciplina do amor
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
Lygia Fagundes Teles
Assinale a expressão que contenha apenas substantivos. (obs.: considere os elementos de ligação.)

Leia o trecho da Obra de Machado de Assis “DomCasmurro” pararesponder a pergunta:
José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases. Levantou-se para ir buscar o gamão, que estava no interior da casa. Cosi-me muito à parede, e vi-o passar comas suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaque e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. A gravata de cetim preto, comum arco de aço por dentro, imobilizava-lhe o pescoço; era então moda. O rodaque de chita, veste caseira e leve, parecia nele uma casaca de cerimônia. Era magro, chupado, com um princípio de calva; teria os seus cinquenta e cinco anos. Levantou-se com o passo vagaroso do costume, não aquele vagar arrastado dos preguiçosos, mas um vagar calculado e deduzido, um silogismo completo, a premissa antes da consequência, a consequência antes da conclusão. Um dever amaríssimo! As expressões sublinhadas são respectivamente:
Pandemia faz acelerar rejeição à globalização.
O mundo já vinha experimentando políticas protecionistas e guerras comerciais que fizeram com que especialistas alertassem para uma trajetória de desglobalização nos últimos anos. Depois de atingir o pico no início dos anos 2000, o comércio global e o investimento direto estrangeiro tiveram uma diminuição como proporção do PIB mundial a partir da crise de 2008. Agora, a pandemia de coronavírus casada com a maior recessão desde a crise de 1929 deve aprofundar a tendência do que alguns chamam de “slowbalization”, ou a desaceleração da globalização como conhecida até hoje.
A interrupção no processo de globalização já aconteceu antes na história, mas desde o fim da Segunda Guerra Mundial até a crise econômica de 2008 o mundo vinha aumentando o intercâmbio de bens, investimentos, serviços e tecnologia. A assinatura de um primeiro acordo comercial entre Washington e Pequim no final de 2019 lançou esperanças de que 2020 fosse mais próspero para o comércio internacional, mas a crise atual indica que o mundo verá a disrupção das atuais cadeias globais de produção impulsionada por políticas protecionistas, busca por uma produção regionalizada e intensificação das tensões geopolíticas.
O Fundo Monetário Internacional projeta uma queda de 11% no comércio mundial neste ano, sem plena recuperação em 2021. A Organização Mundial do Comércio tem cenários mais sombrios: nas estimativas otimistas, o comércio cairá 13%. Nas pessimistas, um terço do comércio mundial deve ser perdido neste ano. As projeções sobre fluxo de investimento também indicam perdas de dois dígitos.
Ao atingir a China no final do ano passado, o coronavírus causou a paralisação do país apontado como “fábrica global”, em razão da sua importância na exportação e nas cadeias de produção. Wuhan, cidade onde a propagação do coronavírus foi inicialmente identificada, é sede de produção chinesa para automóveis e aço, além de concentrar multinacionais. centenas de empresas Com fábricas fechadas, circulação de pessoas limitada e demanda interna paralisada, o primeiro sinal vindo da China foi preocupante para a cadeia de produção global. As importações chinesas caíram 4% em janeiro e fevereiro, comparado com o mesmo período do ano anterior, enquanto as exportações caíram 17%.
A crise também escancarou uma dependência acentuada da China que acendeu sinais de alerta. Em 2018, o gigante asiático foi responsável por 43% dos equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, de todo o mundo. A preocupação com um eventual apagão na produção chinesa fez crescer as tendências de regionalização e de busca por parcerias mais próximas.
Barry Eichengreen, economista e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, afirma que algumas vantagens competitivas de países de baixa renda – como especialidade em operações de montagem e fornecimento de insumos – serão perdidas “à medida que países avançados começarem a encurtar e remodelar suas cadeias de produção”.
“É improvável que os apelos a um novo compromisso pela globalização ganhem força depois da pandemia de COVID-19. Os que desejam ver a globalização preservada devem concentrar esforços em minimizar as disrupções causadas pelo período de desglobalização que virá e em preparar o terreno para um processo mais sustentável depois disso”, escreveu o economista Mohamed A. El-Erian, principal conselheiro econômico da Allianz e membro do comitê externo criado pelo FMI para resposta à crise causada pelo Coronavírus, em artigo para o site Project Syndicate.
Para o economista, o pé no freio na integração internacional será adotado simultaneamente por governos, empresas e pelas famílias. Do lado corporativo, argumenta El-Erian, a valorização de cadeias de suprimento global deve dar lugar a uma abordagem mais localizada, ao passo que governos irão se esforçar para garantir uma produção segura de produtos de interesse nacional.
O movimento dos países até agora foi o de autoproteção. O governo americano entrou em rota de colisão com aliados, ao invocar a Lei de Proteção de Defesa para manter no país e evitar exportação de equipamentos de proteção médicos. A ação americana foi criticada por parceiros como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e por analistas, que vislumbram não apenas o risco de retaliação como também acham que isso servirá de estímulo para que outras nações pensem em nacionalizar a produção feita por empresas dos EUA com operação no exterior. Na União Europeia, há recomendação para que governos tenham uma dose extra de vigilância para proteger a indústria estratégica de eventuais investimentos estrangeiros feitos neste momento que possam colocar em risco áreas essenciais para a região.
Para o especialista em comércio Douglas Irwin, do Peterson Institute for International Economics, o risco de uma “reação exagerada” e propensa ao protecionismo por parte dos países é agravado pelo vácuo de liderança no sistema comercial global, com os Estados Unidos longe de desempenharem o papel que tiveram em outros momentos de crise. Com o pano de fundo do vírus, a tensão entre EUA e China voltou a entrar em ritmo de escalada.
Analistas apontam que é cedo para estimar o impacto real da disrupção causada pela crise – e a janela de projeções dos organismos internacionais, que têm traçado mais de um cenário possível, confirmam as incertezas. O comum acordo, no entanto, é de que o panorama global irá mudar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
ESTADÃO Conteúdo. Revista IstoÉ Digital. “Pandemia faz acelerar rejeição à globalização.”. (São Paulo, 2020). Disponível em: < https://istoe.com.br/pandemia-faz acelerar-rejeicao-a-globalizacao/>. Acesso em: 31 ago. 2023. ADAPTADO.

