Questões de Concurso
Sobre substantivos em português
Foram encontradas 4.356 questões
Nessa frase, o vocábulo “palavrão”, formado com o sufixo -ão, perdeu o valor de aumentativo, passando a significar “palavra chula”. Indique a opção em que todas as palavras receberam um novo significado na forma aumentativa:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Na oração "Ela fez uma Medeia apenas razoável", o vocábulo "apenas" é classificado como artigo indefinido.
II. A grafia do verbo seguinte está incorreta: bravèjar.
III. Na oração "Este carro é do meu vizinho", o vocábulo "meu" é classificado como interjeição.
IV. Na oração "Fizera uma bela casa na praia", o vocábulo "bela" é classificado como substantivo coletivo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Na oração "Estão fazendo uma casa", o vocábulo "uma" é classificado como substantivo masculino. II. A grafia do verbo seguinte está incorreta: súbir. III. Na oração "Sua atitude é de mulher traída", o vocábulo "atitude" é classificado como interjeição. IV. Na oração "Deus fez o mundo em seis dias", o vocábulo "fez" é classificado como substantivo feminino.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. No período "Há pessoas que são muito dadas", o vocábulo "são" é classificado como interjeição.
II. No trecho "Sua beleza era de ficar boquiaberto", o vocábulo "ficar" é classificado como substantivo.
III. A grafia do vocábulo seguinte está incorreta: açúcar.
IV. Na oração "A filha do maestro não era para música", o vocábulo "maestro" é classificado como conjunção.
Marque a alternativa CORRETA:
Por que a educação moderna criou adultos
que se comportam como bebês
Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura. Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais. (...) “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo. (...) Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são.”
O que aconteceu nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa postal. Paravam na rua para cumprimentálo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo. Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los. “Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele a ÉPOCA. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro.”
A reação ao discurso do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. (...)
Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). (...)
Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.
Camila Guimarães e Luiza Karam in Revista Época 13/07/2012
O alto preço de viver longe de casa
Voar: a eterna inveja e frustração que o homem carrega no peito a cada vez que vê um pássaro no céu. Aprendemos a fazer um milhão de coisas, mas voar… Voar a vida não deixou. Talvez por saber que nós, humanos, aprendemos a pertencer demais aos lugares e às pessoas. E que, neste caso, poder voar nos causaria crises difíceis de suportar, entre a tentação de ir e a necessidade de ficar.
Muito bem. Aí o homem foi lá e criou a roda. A Kombi. O patinete. A Harley. O Boeing 737. E a gente descobriu que, mesmo sem asas, poderia voar. Mas a grande complicação foi quando a gente percebeu que poderia ir sem data para voltar.
E assim começaram a surgir os corajosos que deixaram suas cidades de fome e miséria para tentar alimentar a família nas capitais, cheias de oportunidades e monstros. Os corajosos que deixaram o aconchego do lar para estudar e sonhar com o futuro incrível e hipotético que os espera. Os corajosos que deixaram cidades amadas para viver oportunidades que não aparecem duas vezes. Os corajosos que deixaram, enfim, a vida que tinham nas mãos, para voar para vidas que decidiram encarar de peito aberto.
A vida de quem inventa de voar é paradoxal, todo dia. É o peito eternamente dividido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.
E começamos a viver um roteiro clássico: deitar na cama, pensar no antigo-eterno lar, nos quilômetros de distância, pensar nas pessoas amadas, no que eles estão fazendo sem você, nos risos que você não riu, nos perrengues que você não estava lá para ajudar. (...)
Mas será que a gente aprende? A ficar doente sem colo, a sentir o cheiro da comida com os olhos, a transformar apartamentos vazios na nossa casa, transformar colegas em amigos, dores em resistência, saudades cortantes em faltas corriqueiras?
Será que a gente aprende? A ser filho de longe, a amar via Skype, a ver crianças crescerem por vídeos, a fingir que a mesa do bar pode ser substituída pelo grupo do whatsapp, a ser amigo através de caracteres e não de abraços, a rir alto com HAHAHAHA, a engolir o choro e tocar em frente?
Será que a vida será sempre esta sina, em qualquer dos lados em que a gente esteja? Será que estaremos aqui nos perguntando se deveríamos estar lá e vice versa? Será teste, será opção, será coragem ou será carma?
Será que um dia saberemos, afinal, se estamos no lugar certo? Será que há, enfim, algum lugar certo para viver essa vida que é um turbilhão de incertezas que a gente insiste em fingir que acredita controlar?
Eu sei que não é fácil. E que admiro quem encarou e encara tudo isso, todo dia. (...)
O preço é alto. A gente se questiona, a gente se culpa, a gente se angustia. Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem que a gente embarque. Alguns não vão. Mas nós, que fomos, viemos e iremos, não estamos livres do medo e de tantas fraquezas. Mas estamos para sempre livres do medo de nunca termos tentado. Keep walking.
Ruth Manus 14/06/2015 Disponível em:emais.estadão.com.br
Keep walking: continue andando
O alto preço de viver longe de casa
Voar: a eterna inveja e frustração que o homem carrega no peito a cada vez que vê um pássaro no céu. Aprendemos a fazer um milhão de coisas, mas voar… Voar a vida não deixou. Talvez por saber que nós, humanos, aprendemos a pertencer demais aos lugares e às pessoas. E que, neste caso, poder voar nos causaria crises difíceis de suportar, entre a tentação de ir e a necessidade de ficar.
Muito bem. Aí o homem foi lá e criou a roda. A Kombi. O patinete. A Harley. O Boeing 737. E a gente descobriu que, mesmo sem asas, poderia voar. Mas a grande complicação foi quando a gente percebeu que poderia ir sem data para voltar.
E assim começaram a surgir os corajosos que deixaram suas cidades de fome e miséria para tentar alimentar a família nas capitais, cheias de oportunidades e monstros. Os corajosos que deixaram o aconchego do lar para estudar e sonhar com o futuro incrível e hipotético que os espera. Os corajosos que deixaram cidades amadas para viver oportunidades que não aparecem duas vezes. Os corajosos que deixaram, enfim, a vida que tinham nas mãos, para voar para vidas que decidiram encarar de peito aberto.
A vida de quem inventa de voar é paradoxal, todo dia. É o peito eternamente dividido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.
E começamos a viver um roteiro clássico: deitar na cama, pensar no antigo-eterno lar, nos quilômetros de distância, pensar nas pessoas amadas, no que eles estão fazendo sem você, nos risos que você não riu, nos perrengues que você não estava lá para ajudar. (...)
Mas será que a gente aprende? A ficar doente sem colo, a sentir o cheiro da comida com os olhos, a transformar apartamentos vazios na nossa casa, transformar colegas em amigos, dores em resistência, saudades cortantes em faltas corriqueiras?
Será que a gente aprende? A ser filho de longe, a amar via Skype, a ver crianças crescerem por vídeos, a fingir que a mesa do bar pode ser substituída pelo grupo do whatsapp, a ser amigo através de caracteres e não de abraços, a rir alto com HAHAHAHA, a engolir o choro e tocar em frente?
Será que a vida será sempre esta sina, em qualquer dos lados em que a gente esteja? Será que estaremos aqui nos perguntando se deveríamos estar lá e vice versa? Será teste, será opção, será coragem ou será carma?
Será que um dia saberemos, afinal, se estamos no lugar certo? Será que há, enfim, algum lugar certo para viver essa vida que é um turbilhão de incertezas que a gente insiste em fingir que acredita controlar?
Eu sei que não é fácil. E que admiro quem encarou e encara tudo isso, todo dia. (...)
O preço é alto. A gente se questiona, a gente se culpa, a gente se angustia. Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem que a gente embarque. Alguns não vão. Mas nós, que fomos, viemos e iremos, não estamos livres do medo e de tantas fraquezas. Mas estamos para sempre livres do medo de nunca termos tentado. Keep walking.
Ruth Manus 14/06/2015 Disponível em:emais.estadão.com.br
Keep walking: continue andando
Leia o texto.
O Orgulho e a Vaidade
O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso
próprio mérito; a vaidade, a consciência (certa ou
errada) da evidência do nosso próprio mérito para os
outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso,
pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso
sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência
do nosso mérito para os outros, sem a consciência
do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse
racional, não haveria explicação alguma. Contudo,
o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais
tarde uma interior; a noção de efeito precede, na
evolução da mente, a noção de causa interior desse
mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por
aquilo que não é, a ser tido em menor conta por
aquilo que é. É a vaidade em ação.
Fernando Pessoa, in “Da Literatura Europeia”
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).
( ) Na frase “não haveria explicação alguma”, se a palavra explicação fosse pluralizada, o verbo também deveria ser, pois este deve concordar com a palavra que o completa.
( ) No período sublinhado no texto, a preposição “a” poderia ser trocada pela expressão “do que” sem ferir a norma culta.
( ) Na frase “É a vaidade em ação.”, a palavra sublinhada é substantivo abstrato.
( ) A palavra “orgulho” é substantivo comum, mas a palavra “orgulhoso” é adjetivo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Quando falamos de preservação do meio ambiente,
além da preservação das florestas, oceanos e tudo o
que faz parte da paisagem natural, é importante
também pensarmos nas cidades, principalmente nas
grandes cidades.
O ritmo acelerado de crescimento das cidades deixou
muitos rastros de desrespeito às pessoas e ao meio
ambiente.
Mas, atualmente, as cidades estão cada vez mais
envolvidas no sentido de pensar em soluções
sustentáveis para melhoria da qualidade de vida e
respeito à natureza e é justamente daí que sai o
conceito de cidades sustentáveis, ou seja, são
aquelas cidades que adotam práticas eficientes
voltadas para a melhoria da qualidade de vida da
população e desenvolvimento econômico, sem se
esquecer da preservação do meio ambiente.
http://www.smartkids.com.br/trabalho/cidades-sustentaveis.
Acesso em 18 dez 2017. Fragmentado e Adaptado
Quando falamos de preservação do meio ambiente,
além da preservação das florestas, oceanos e tudo o
que faz parte da paisagem natural, é importante
também pensarmos nas cidades, principalmente nas
grandes cidades.
O ritmo acelerado de crescimento das cidades deixou
muitos rastros de desrespeito às pessoas e ao meio
ambiente.
Mas, atualmente, as cidades estão cada vez mais
envolvidas no sentido de pensar em soluções
sustentáveis para melhoria da qualidade de vida e
respeito à natureza e é justamente daí que sai o
conceito de cidades sustentáveis, ou seja, são
aquelas cidades que adotam práticas eficientes
voltadas para a melhoria da qualidade de vida da
população e desenvolvimento econômico, sem se
esquecer da preservação do meio ambiente.
http://www.smartkids.com.br/trabalho/cidades-sustentaveis.
Acesso em 18 dez 2017. Fragmentado e Adaptado
Como surgiu a noite
No começo do mundo só havia o dia. A noite estava adormecida nas profundezas do rio com Boiúna, cobra grande que era senhora do rio. A filha de Boiúna, uma bela, tinha se casado com um rapaz de um vilarejo nas margens do rio. Seu marido, um jovem muito bonito, não entendia porque ela não queria dormir com ele. A filha de Boiúna respondia sempre:
– É porque ainda não é noite.
– Mas não existe noite. Somente dia! – ele respondia. Até que um dia a moça disse-lhe para buscar a noite na casa de sua mãe Boiúna. Então, o jovem esposo mandou seus três fiéis amigos ir pegar a noite nas profundezas do rio. Boiúna entregou-lhes a noite dentro de um caroço de tucumã*, como se fosse um presente para sua filha.
Os três amigos estavam carregando a tucumã quando começaram a ouvir barulho de sapinhos e grilos que cantam à noite. Curiosos, resolveram abrir a tucumã para ver que barulho era aquele. Ao abri-la, a noite soltou-se e tomou conta de tudo. De repente, escureceu.
A moça, em sua casa, percebeu o que os três amigos fizeram. Então, decidiu separar a noite do dia, para que esses não se misturassem. Pegou dois fios. Enrolou o primeiro, pintou-o de branco e disse:
– Tu serás cujubin, e cantarás sempre que a manhã vier raiando. Dizendo isso, soltou o fio, que se transformou em pássaro e saiu voando. Depois, pegou o outro foi, enrolou-o, jogou as cinzas da fogueira nele e disse:
– Tu serás coruja, e cantarás sempre que a noite chegar. Dizendo isso, soltou-o, e o pássaro saiu voando.
Então, todos os pássaros cantaram a seu tempo e o dia passou a ter dois períodos: manhã e noite.
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/folclore/como-surgiunoite>.Acesso 20 dez 2017.
(*) Tucumã: s.m. palmeira frutífera dos sertões de
cujo fruto se faz vinho.
