Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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“Fosse por estarem num ponto elevado em relação à cidade, como em Canudos, fosse pelas lembranças da vitória contra os religiosos, os novos moradores começaram a chamar o lugar de Favela.” (Linhas 21-23)
Em “os novos moradores começaram a chamar o lugar de Favela”, as expressões sublinhadas (“o lugar” e “de Favela”) exercem, respectivamente, as funções sintáticas de:
“Fosse por estarem num ponto elevado em relação à cidade, como em Canudos, fosse pelas lembranças da vitória contra os religiosos, os novos moradores começaram a chamar o lugar de Favela.” (Linhas 21-23)
Em “Fosse por estarem num ponto elevado em relação à cidade, como em Canudos,...” , o conectivo sublinhado expressa ideia de:

Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.
No período “Hoje eu preciso que vocês resolvam uma coisa muito importante.” (linhas 5 e 6), a segunda oração está subordinada à primeira, pois funciona como complemento do verbo “preciso”.
(__)Na frase nominal exclamativa: "Bom-dia, jovens estudiosos!" - temos um vocativo (chamamento) representado por "jovens estudiosos".
(__)A frase: "Os cavalheiros são gentis até mesmo como cavaleiros" - está estruturada com parônimos.
(__)Na frase: "Eu almoço satisfeito, porque este almoço está muito bem feito" - temos homônimos com a mesma grafia e com pronúncias diferentes - são homônimos homógrafos heterófonos.
(__)Na frase: "Leve os garotos agora, porque o trânsito está leve" - temos homônimos perfeitos (iguais na grafia e na pronúncia).
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA da sua análise:
Para responder à questão, considere o excerto abaixo.

Para responder à questão, considere o excerto abaixo.

I. Se a forma verbal de “haver” [2] for substituída pela de “existir”, esta deverá ser flexionada no plural, obrigatoriamente.
II. Se a forma verbal de “ter” [4] for substituída pela de “haver”, esta deverá ser flexionada no singular, obrigatoriamente.
III. Se a forma verbal de “haver” [2] for substituída pela de “existir”, esta deverá ser flexionada no singular, facultativamente.
IV. Se a forma verbal de “ter” [4] for substituída pela de “haver”, esta deverá ser flexionada no plural, facultativamente.
Entre afirmativas, estão corretas
Para responder à questão, considere o excerto abaixo.

Leia o texto abaixo e responda à questão.


Considerando as informações do texto e as questões morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.
A função sintática desempenhada pelo termo sublinhado na oração “e o professor regente estimula o respeito social” (linhas 10 e 11) seria alterada, caso a autora tivesse optado pela seguinte redação: e o respeito social é estimulado pelo professor regente.

Considerando as informações do texto e as questões morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na linha 1, a forma verbal “conquistem” poderia ter sido empregada na terceira pessoa do singular para concordar com o sujeito “A busca”.
Os jornais
Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
– Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz...” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:
“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, no Méier, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, 23 anos de idade, aproveitou‐se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada para abraçá‐la alegremente, dando‐lhe beijos na garganta e na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou‐se para o seu marido, beijando‐o longamente na boca e murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’. Na manhã seguinte Augusto Ramos foi visto saindo de sua residência às 7:45 da manhã, isto é, dez minutos mais tarde do que o habitual, pois se demorou, a pedido de sua esposa, para consertar a gaiola de um canário‐da‐terra de propriedade do casal.”
– A impressão que a gente tem, lendo os jornais – continuou meu amigo – é que “lar” é um local destinado principalmente, à prática de “uxoricídio”. E dos bares, nem se fala. Imagine isto:
“Ontem, cerca de 10 horas da noite, o indivíduo Ananias Fonseca, de 28 anos, pedreiro, residente à rua Chiquinha, sem número, no Encantado, entrou no bar ‘Flor Mineira’, à rua Cruzeiro, 524, em companhia de seu colega Pedro Amância de Araújo, residente no mesmo endereço. Ambos entregaram‐se a fartas libações alcoólicas e já se dispunham a deixar o botequim quando apareceu Joca de tal, de residência ignorada, antigo conhecido dos dois pedreiros, e que também estava visivelmente alcoolizado. Dirigindo‐se aos dois amigos, Joca manifestou desejo de sentar‐se à sua mesa, no que foi atendido. Passou então a pedir rodadas de conhaque, sendo servido pelo empregado do botequim, Joaquim Nunes. Depois de várias rodadas, Joca declarou que pagaria toda a despesa. Ananias e Pedro protestaram, alegando que eles já estavam na mesa antes. Joca, entretanto, insistiu, seguindo‐se uma disputa entre os três homens, que terminou com a intervenção do referido empregado, que aceitou a nota que Joca lhe estendia. No momento em que trouxe o troco, o garçom recebeu uma boa gorjeta, pelo que ficou contentíssimo, o mesmo acontecendo aos três amigos que se retiraram do bar alegremente, cantarolando sambas. Reina a maior paz no subúrbio Encantado, e a noite bastante fresca, tendo dona Maria, sogra do comerciante Adalberto Ferreira, residente à rua Benedito, 14, senhora que sempre foi muito friorenta, chegando a puxar o cobertor, tendo depois sonhado que seu netinho lhe oferecia um pedaço de goiabada.”
E meu amigo:
– Se um repórter redigir essas duas notas e levá‐las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida...
(BRAGA, Rubem. 50 crônicas escolhidas. 3ª edição – Rio de Janeiro: BestBolso, 2011.)
