Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3378417 Português
Leia o fragmento seguinte para responder à questão:

Fosse por estarem num ponto elevado em relação à cidade, como em Canudos, fosse pelas lembranças da vitória contra os religiosos, os novos moradores começaram a chamar o lugar de Favela.” (Linhas 21-23) 

Em “os novos moradores começaram a chamar o lugar de Favela”, as expressões sublinhadas (“o lugar” e “de Favela”) exercem, respectivamente, as funções sintáticas de:
Alternativas
Q3378414 Português
Leia o fragmento seguinte para responder à questão:

Fosse por estarem num ponto elevado em relação à cidade, como em Canudos, fosse pelas lembranças da vitória contra os religiosos, os novos moradores começaram a chamar o lugar de Favela.” (Linhas 21-23) 

Em “Fosse por estarem num ponto elevado em relação à cidade, como em Canudos,...” , o conectivo sublinhado expressa ideia de:
Alternativas
Q3374399 Português

ANDRADE, Carlos Drummond de. Para gostar de ler. v. 2. Crônicas.
São Paulo: Ática, 1995, pp. 54-7, com adaptações.

Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir. 


No período “Hoje eu preciso que vocês resolvam uma coisa muito importante.” (linhas 5 e 6), a segunda oração está subordinada à primeira, pois funciona como complemento do verbo “preciso”.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2023 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3283262 Português
Assinale a única alternativa que está de acordo com as normas de regência da língua culta:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2023 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3283259 Português
Analise as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso).

(__)Na frase nominal exclamativa: "Bom-dia, jovens estudiosos!" - temos um vocativo (chamamento) representado por "jovens estudiosos".

(__)A frase: "Os cavalheiros são gentis até mesmo como cavaleiros" - está estruturada com parônimos.

(__)Na frase: "Eu almoço satisfeito, porque este almoço está muito bem feito" - temos homônimos com a mesma grafia e com pronúncias diferentes - são homônimos homógrafos heterófonos.

(__)Na frase: "Leve os garotos agora, porque o trânsito está leve" - temos homônimos perfeitos (iguais na grafia e na pronúncia).


Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA da sua análise:
Alternativas
Q3253148 Português
NUNCA É TARDE PARA NOS TORNAR QUEM DESEJAMOS SER: O EXEMPLO DE CONCEIÇÃO EVARISTO


Uma das escritoras mais importantes do país, ela se consagrou depois dos 60 anos e hoje expande nosso conhecimento sobre identidade e cultura negra.


Morena (20/07/2023 - 18:06)


    O envelhecimento no mundo em que vivemos é malvisto. Há até um nome para a discriminação que pessoas acima de 50 anos costumam sofrer durante o processo de envelhecer: etarismo. Em 2017, quando passei no vestibular para a Universidade Federal Fluminense, aos 26 anos, me sentia uma espécie de extraterrestre entre dezenas de pessoas entre 17 e 20 anos de idade que estudavam comigo. Ao contrário da maioria, eu trabalhava em tempo integral, dependia do trabalho para obter o meu sustento e não podia me dedicar integralmente aos estudos. Esta sensação de ser velha na faculdade fazia com que eu me sentisse “fora de lugar” naquele ambiente. E cedo demais percebesse que o mundo te olha diferente quando você não faz as coisas “na hora certa”.

    Foi bem nesta fase que conheci mais a fundo a obra da escritora Conceição Evaristo. Lendo sobre sua trajetória descobri que, antes de se tornar uma escritora premiada, até os 20 e poucos anos de idade, Evaristo era empregada doméstica e conciliava seus estudos com o trabalho. Antes de ler sobre sua vida, tinha vergonha de ter sido auxiliar de creche, vendedora, garçonete e de ter começado a trabalhar antes de ingressar no ensino superior. Achava que chegar tão tarde à formação acadêmica era um demérito, de alguma forma. Aquela sensação de desajuste que nos causa uma profunda vergonha foi sumindo conforme conhecia mais sobre a escrevivência que a escritora propunha com seu trabalho literário.

    A escrevivência é a escrita que nasce das experiências de subjetividades de mulheres negras, segundo a autora. Esta perspectiva me fez reavaliar muitas coisas. Quer dizer então que eu poderia escrever sobre minha experiência e expressar de forma autoral minha própria visão de mundo? Me pareceu incrível a percepção de que a experiência poderia ser uma vantagem na minha trajetória, não mais uma fonte inesgotável de constrangimento. De fato, havia muita história para contar e meus horizontes sobre o que eu poderia ser se expandiram.

    Conceição Evaristo formou-se no Curso Normal aos 25 anos em 1971, trabalhou como professora na rede pública de educação no Rio e em Niterói, após passar em concursos. Formouse em Letras na UFRJ na década de 1990, quando também estreou na literatura através dos Cadernos Negros, publicação pioneira de literatura afro-brasileira organizada pelo grupo Quilombhoje. Daí para frente fez mestrado, doutorado, deu aula em universidade, :inclusive internacionais. Em 2003 publicou Ponciá Vivêncio, seu primeiro romance, e em 2015 ganhou o Prêmio Jabuti aos 69 anos de idade. 

    A mineira filha de dona Joana é reconhecidamente uma das escritoras mais importantes do nosso país, suas obras são verdadeiras aulas sobre identidade e cultura negra. Além de sua produção literária, Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo. Afinal de contas, nunca estaremos atrasadas para nos tornar quem desejamos ser.


Texto adaptado do site: https://istoe.com.br/mulher/noticia/nunca-etarde-para-nos-tornar-quem-desejamos-ser-o-exemplo-deconceicao-evaristo/, acesso em 20 de julho de 2023.
No que tange à sintaxe da oração, a expressão sublinhada, no período abaixo, classifica-se como: “O envelhecimento no mundo em que vivemos é malvisto”.
Alternativas
Q3253144 Português
NUNCA É TARDE PARA NOS TORNAR QUEM DESEJAMOS SER: O EXEMPLO DE CONCEIÇÃO EVARISTO


Uma das escritoras mais importantes do país, ela se consagrou depois dos 60 anos e hoje expande nosso conhecimento sobre identidade e cultura negra.


Morena (20/07/2023 - 18:06)


    O envelhecimento no mundo em que vivemos é malvisto. Há até um nome para a discriminação que pessoas acima de 50 anos costumam sofrer durante o processo de envelhecer: etarismo. Em 2017, quando passei no vestibular para a Universidade Federal Fluminense, aos 26 anos, me sentia uma espécie de extraterrestre entre dezenas de pessoas entre 17 e 20 anos de idade que estudavam comigo. Ao contrário da maioria, eu trabalhava em tempo integral, dependia do trabalho para obter o meu sustento e não podia me dedicar integralmente aos estudos. Esta sensação de ser velha na faculdade fazia com que eu me sentisse “fora de lugar” naquele ambiente. E cedo demais percebesse que o mundo te olha diferente quando você não faz as coisas “na hora certa”.

    Foi bem nesta fase que conheci mais a fundo a obra da escritora Conceição Evaristo. Lendo sobre sua trajetória descobri que, antes de se tornar uma escritora premiada, até os 20 e poucos anos de idade, Evaristo era empregada doméstica e conciliava seus estudos com o trabalho. Antes de ler sobre sua vida, tinha vergonha de ter sido auxiliar de creche, vendedora, garçonete e de ter começado a trabalhar antes de ingressar no ensino superior. Achava que chegar tão tarde à formação acadêmica era um demérito, de alguma forma. Aquela sensação de desajuste que nos causa uma profunda vergonha foi sumindo conforme conhecia mais sobre a escrevivência que a escritora propunha com seu trabalho literário.

    A escrevivência é a escrita que nasce das experiências de subjetividades de mulheres negras, segundo a autora. Esta perspectiva me fez reavaliar muitas coisas. Quer dizer então que eu poderia escrever sobre minha experiência e expressar de forma autoral minha própria visão de mundo? Me pareceu incrível a percepção de que a experiência poderia ser uma vantagem na minha trajetória, não mais uma fonte inesgotável de constrangimento. De fato, havia muita história para contar e meus horizontes sobre o que eu poderia ser se expandiram.

    Conceição Evaristo formou-se no Curso Normal aos 25 anos em 1971, trabalhou como professora na rede pública de educação no Rio e em Niterói, após passar em concursos. Formouse em Letras na UFRJ na década de 1990, quando também estreou na literatura através dos Cadernos Negros, publicação pioneira de literatura afro-brasileira organizada pelo grupo Quilombhoje. Daí para frente fez mestrado, doutorado, deu aula em universidade, :inclusive internacionais. Em 2003 publicou Ponciá Vivêncio, seu primeiro romance, e em 2015 ganhou o Prêmio Jabuti aos 69 anos de idade. 

    A mineira filha de dona Joana é reconhecidamente uma das escritoras mais importantes do nosso país, suas obras são verdadeiras aulas sobre identidade e cultura negra. Além de sua produção literária, Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo. Afinal de contas, nunca estaremos atrasadas para nos tornar quem desejamos ser.


Texto adaptado do site: https://istoe.com.br/mulher/noticia/nunca-etarde-para-nos-tornar-quem-desejamos-ser-o-exemplo-deconceicao-evaristo/, acesso em 20 de julho de 2023.
A oração sublinhada no período abaixo classifica-se como: “Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo”.
Alternativas
Q3247830 Português
    No luto, ninguém aguenta sua tristeza, a sua falta de vontade. Nem passou um mês da perda e os amigos já querem que você saia. Já querem que você converse animadamente. Já querem o seu riso de volta. Não entendem o processo. Não respeitam a solidão.

    O que mais você escuta é que deve seguir adiante. Para onde? Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu. Não tem como tratar a morte de um ente querido, como se fosse um simples aborrecimento.

    Nossa vida não é mais a mesma, não tem como seguir como era antes. Quando morre quem você ama, quem você era morre junto. Você já é uma outra pessoa. Nem você mais se conhece.

    No luto, você vê que é uma mentira social, que as pessoas se habituam com a dor. Pois você sofre cada vez mais de saudade. O sofrimento de um mês da perda não muda depois de cinco anos, aliás só aumenta, pois você vai percebendo que a falta do ente querido é irreversível.

    Você cuida do canteiro estreito de uma lápide por não poder mais cuidar da extensão infinita de uma vida. No luto não dói somente o passado, mas o futuro que não ocorreu.

    “A morte desconstrói as nossas crenças, as nossas certezas, as nossas convicções. Você deixou de existir para alguém. E essa pessoa continua cada vez mais viva dentro de você.”

Fabrício Carpinejar 19/09/2023


(Disponível em https://www.em.com.br/app/noticia/ pensar/2023/09/15. Acesso em 13/10/2023)
Quanto à estrutura sintática do período “O que mais você escuta é que deve seguir adiante.”, é correto afirmar que
Alternativas
Q3247827 Português
    No luto, ninguém aguenta sua tristeza, a sua falta de vontade. Nem passou um mês da perda e os amigos já querem que você saia. Já querem que você converse animadamente. Já querem o seu riso de volta. Não entendem o processo. Não respeitam a solidão.

    O que mais você escuta é que deve seguir adiante. Para onde? Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu. Não tem como tratar a morte de um ente querido, como se fosse um simples aborrecimento.

    Nossa vida não é mais a mesma, não tem como seguir como era antes. Quando morre quem você ama, quem você era morre junto. Você já é uma outra pessoa. Nem você mais se conhece.

    No luto, você vê que é uma mentira social, que as pessoas se habituam com a dor. Pois você sofre cada vez mais de saudade. O sofrimento de um mês da perda não muda depois de cinco anos, aliás só aumenta, pois você vai percebendo que a falta do ente querido é irreversível.

    Você cuida do canteiro estreito de uma lápide por não poder mais cuidar da extensão infinita de uma vida. No luto não dói somente o passado, mas o futuro que não ocorreu.

    “A morte desconstrói as nossas crenças, as nossas certezas, as nossas convicções. Você deixou de existir para alguém. E essa pessoa continua cada vez mais viva dentro de você.”

Fabrício Carpinejar 19/09/2023


(Disponível em https://www.em.com.br/app/noticia/ pensar/2023/09/15. Acesso em 13/10/2023)
Assinale a alternativa em que a mudança de posição de palavras altera o sentido da frase. 
Alternativas
Q3218172 Português
Para responder à questão, considere o excerto abaixo.

O mito do herói concentra-se em vitórias sobre características as quais[1] estão exclusivamente na personagem. Como se a própria deficiência fosse algo a ser vencido, ultrapassado. Ignora-se a vasta quantidade de barreiras que estão ao redor da pessoa e cuja[2] eliminação promove a inclusão. Lucas poderia já ser uma criança plena e feliz, bem antes de ter passado pela cirurgia.
No contexto em que são empregados, os elementos linguísticos [1] e [2] pertencem
Alternativas
Q3215770 Português

 Para responder à questão, considere o excerto abaixo.



No contexto em que é empregado, o elemento linguístico [3] é
Alternativas
Q3215769 Português

 Para responder à questão, considere o excerto abaixo.



Considerando a tradição gramatical, analise as afirmativas abaixo, a respeito do uso das formas verbais [2] e [4] no excerto.
I. Se a forma verbal de “haver” [2] for substituída pela de “existir”, esta deverá ser flexionada no plural, obrigatoriamente.
II. Se a forma verbal de “ter” [4] for substituída pela de “haver”, esta deverá ser flexionada no singular, obrigatoriamente.
III. Se a forma verbal de “haver” [2] for substituída pela de “existir”, esta deverá ser flexionada no singular, facultativamente.
IV. Se a forma verbal de “ter” [4] for substituída pela de “haver”, esta deverá ser flexionada no plural, facultativamente.
Entre afirmativas, estão corretas
Alternativas
Q3215319 Português

  Leia o texto abaixo e responda à questão.



O elemento linguístico [3] é utilizado para introduzir
Alternativas
Q3214062 Português
Professor e estudantes criam jornal digital


CRUZ, Íris. Disponível em: <https://www.educacao.df.gov.br/professor-e- estudantes-criam-jornal-digital-em taguatinga/>. Acesso em: 19 out. 2023, com adaptações.

Considerando as informações do texto e as questões morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir. 


A função sintática desempenhada pelo termo sublinhado na oração “e o professor regente estimula o respeito social” (linhas 10 e 11) seria alterada, caso a autora tivesse optado pela seguinte redação: e o respeito social é estimulado pelo professor regente. 

Alternativas
Q3214059 Português
Professor e estudantes criam jornal digital


CRUZ, Íris. Disponível em: <https://www.educacao.df.gov.br/professor-e- estudantes-criam-jornal-digital-em taguatinga/>. Acesso em: 19 out. 2023, com adaptações.

Considerando as informações do texto e as questões morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir. 


Na linha 1, a forma verbal “conquistem” poderia ter sido empregada na terceira pessoa do singular para concordar com o sujeito “A busca”. 

Alternativas
Q3105959 Português
Festa de aniversário


Leonora chegou-se para mim, a carinha mais limpa deste mundo:
– Engoli uma tampa de Coca-Cola.
Levantei as mãos para o céu: mais esta, agora! Era uma festa de aniversário, o aniversário dela própria, que completava seis anos de idade. Convoquei imediatamente a família:
– Disse que engoliu uma tampa de Coca-Cola.
A mãe, os tios, os avós, todos a cercavam, nervosos e inquietos.
– Abra a boca, minha filha. Agora não adianta: já engoliu. Deve ter arranhado. Mas engoliu como? Quem é que engole uma tampa de cerveja? De cerveja não: de Coca-Cola. Pode ter ficado na garganta – urgia que déssemos uma providência, não ficássemos ali, feito idiotas. Tomei-a ao colo: – Vem cá, minha filhinha, conta só para mim. Você engoliu coisa nenhuma, não é isso mesmo?
– Engoli sim, papai – ela afirmava com decisão.
Consultei o tio, baixinho:
– O que é que você acha?
Ele foi buscar uma tampa de garrafa, separou a cortiça do metal:
– O que você engoliu: isto... ou isto?
– Cuidado que ela engole outra – adverti.
– Isto – e ela apontou com firmeza a parte de metal.
Não tinha dúvida: pronto-socorro. Dispus-me a carregá-la, mas alguém sugeriu que era melhor que ela fosse andando: auxiliava a digestão.
No hospital, o médico limitou-se a apalpar-lhe a barriguinha, cético:
– Dói aqui, minha filha?
Quando falamos em radiografia, revelou-nos que o aparelho estava com defeito: só no pronto-socorro da cidade.
Batemos para o pronto-socorro da cidade. Outro médico nos atendeu com solicitude.
– Vamos já ver isto.
Tirada a chapa, ficamos aguardando ansiosos a revelação. Em pouco o médico regressava:
– Engoliu foi a garrafa.
– A garrafa?! – exclamei. Mas era uma gracinha dele, cujo espírito passava ao largo da minha aflição: eu não estava para graças. Uma tampa de garrafa! Certamente precisaria operar – não haveria de sair por si mesma.
O médico pôs-se a rir de mim:
– Não engoliu coisa nenhuma. O senhor pode ir descansado.
– Engoli – afirmou a menininha.
Voltei-me para ela:
– Como é que você ainda insiste, minha filha?
– Que eu engoli, engoli.
– Pensa que engoliu – emendei.
– Isso acontece – sorriu o médico – até com gente grande. Aqui já teve um guarda que pensou ter engolido o apito.
– Pois eu engoli mesmo – comentou ela, intransigente.
– Você não pode ter engolido – arrematei, já impaciente. – Quer saber mais que o médico?
– Quero. Eu engoli, e depois desengoli – esclareceu ela.
Nada mais havendo a fazer, engoli em seco, despedi-me do médico e bati em retirada com toda a comitiva.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro, RJ. 1962. Adaptado.) 
Em “– Engoli uma tampa de Coca-Cola.” (2º§), é possível identificar o mesmo tipo de sujeito presente em, EXCETO: 
Alternativas
Q3105958 Português
Festa de aniversário


Leonora chegou-se para mim, a carinha mais limpa deste mundo:
– Engoli uma tampa de Coca-Cola.
Levantei as mãos para o céu: mais esta, agora! Era uma festa de aniversário, o aniversário dela própria, que completava seis anos de idade. Convoquei imediatamente a família:
– Disse que engoliu uma tampa de Coca-Cola.
A mãe, os tios, os avós, todos a cercavam, nervosos e inquietos.
– Abra a boca, minha filha. Agora não adianta: já engoliu. Deve ter arranhado. Mas engoliu como? Quem é que engole uma tampa de cerveja? De cerveja não: de Coca-Cola. Pode ter ficado na garganta – urgia que déssemos uma providência, não ficássemos ali, feito idiotas. Tomei-a ao colo: – Vem cá, minha filhinha, conta só para mim. Você engoliu coisa nenhuma, não é isso mesmo?
– Engoli sim, papai – ela afirmava com decisão.
Consultei o tio, baixinho:
– O que é que você acha?
Ele foi buscar uma tampa de garrafa, separou a cortiça do metal:
– O que você engoliu: isto... ou isto?
– Cuidado que ela engole outra – adverti.
– Isto – e ela apontou com firmeza a parte de metal.
Não tinha dúvida: pronto-socorro. Dispus-me a carregá-la, mas alguém sugeriu que era melhor que ela fosse andando: auxiliava a digestão.
No hospital, o médico limitou-se a apalpar-lhe a barriguinha, cético:
– Dói aqui, minha filha?
Quando falamos em radiografia, revelou-nos que o aparelho estava com defeito: só no pronto-socorro da cidade.
Batemos para o pronto-socorro da cidade. Outro médico nos atendeu com solicitude.
– Vamos já ver isto.
Tirada a chapa, ficamos aguardando ansiosos a revelação. Em pouco o médico regressava:
– Engoliu foi a garrafa.
– A garrafa?! – exclamei. Mas era uma gracinha dele, cujo espírito passava ao largo da minha aflição: eu não estava para graças. Uma tampa de garrafa! Certamente precisaria operar – não haveria de sair por si mesma.
O médico pôs-se a rir de mim:
– Não engoliu coisa nenhuma. O senhor pode ir descansado.
– Engoli – afirmou a menininha.
Voltei-me para ela:
– Como é que você ainda insiste, minha filha?
– Que eu engoli, engoli.
– Pensa que engoliu – emendei.
– Isso acontece – sorriu o médico – até com gente grande. Aqui já teve um guarda que pensou ter engolido o apito.
– Pois eu engoli mesmo – comentou ela, intransigente.
– Você não pode ter engolido – arrematei, já impaciente. – Quer saber mais que o médico?
– Quero. Eu engoli, e depois desengoli – esclareceu ela.
Nada mais havendo a fazer, engoli em seco, despedi-me do médico e bati em retirada com toda a comitiva.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro, RJ. 1962. Adaptado.) 
Dentre os excertos a seguir, é possível identificar uma relação de oposição em:
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Q3105827 Português

Os jornais


    Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:

   – Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam notícias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz...” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:   


  “Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, no Méier, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, 23 anos de idade, aproveitou‐se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada para abraçá‐la alegremente, dando‐lhe beijos na garganta e na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou‐se para o seu marido, beijando‐o longamente na boca e murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’. Na manhã seguinte Augusto Ramos foi visto saindo de sua residência às 7:45 da manhã, isto é, dez minutos mais tarde do que o habitual, pois se demorou, a pedido de sua esposa, para consertar a gaiola de um canário‐da‐terra de propriedade do casal.”

    – A impressão que a gente tem, lendo os jornais – continuou meu amigo – é que “lar” é um local destinado principalmente, à prática de “uxoricídio”. E dos bares, nem se fala. Imagine isto:  

    “Ontem, cerca de 10 horas da noite, o indivíduo Ananias Fonseca, de 28 anos, pedreiro, residente à rua Chiquinha, sem número, no Encantado, entrou no bar ‘Flor Mineira’, à rua Cruzeiro, 524, em companhia de seu colega Pedro Amância de Araújo, residente no mesmo endereço. Ambos entregaram‐se a fartas libações alcoólicas e já se dispunham a deixar o botequim quando apareceu Joca de tal, de residência ignorada, antigo conhecido dos dois pedreiros, e que também estava visivelmente alcoolizado. Dirigindo‐se aos dois amigos, Joca manifestou desejo de sentar‐se à sua mesa, no que foi atendido. Passou então a pedir rodadas de conhaque, sendo servido pelo empregado do botequim, Joaquim Nunes. Depois de várias rodadas, Joca declarou que pagaria toda a despesa. Ananias e Pedro protestaram, alegando que eles já estavam na mesa antes. Joca, entretanto, insistiu, seguindo‐se uma disputa entre os três homens, que terminou com a intervenção do referido empregado, que aceitou a nota que Joca lhe estendia. No momento em que trouxe o troco, o garçom recebeu uma boa gorjeta, pelo que ficou contentíssimo, o mesmo acontecendo aos três amigos que se retiraram do bar alegremente, cantarolando sambas. Reina a maior paz no subúrbio Encantado, e a noite bastante fresca, tendo dona Maria, sogra do comerciante Adalberto Ferreira, residente à rua Benedito, 14, senhora que sempre foi muito friorenta, chegando a puxar o cobertor, tendo depois sonhado que seu netinho lhe oferecia um pedaço de goiabada.”

    E meu amigo:

   – Se um repórter redigir essas duas notas e levá‐las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida...


(BRAGA, Rubem. 50 crônicas escolhidas. 3ª edição – Rio de Janeiro: BestBolso, 2011.)

Considerando que as orações finais expressam o fim ou finalidade do acontecimento da oração principal, isto é, um efeito visado, um propósito, assinale, a seguir, o fragmento que mostra a ocorrência da oração referente a tal elucidação.
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Q3105353 Português
Real digital se chamará Drex, confirma Banco Central

Nova tecnologia deverá chegar a correntistas apenas no fim de 2024.


        Moeda virtual que equivalerá ao dinheiro em circulação, o real digital se chamará Drex, confirmou nesta segunda-feira (7) o Banco Central (BC). O nome foi confirmado pelo economista do BC Fabio Araujo, coordenador da iniciativa, em live semanal da autoridade monetária no YouTube.

        Segundo o BC, cada letra do real digital equivale a uma característica da ferramenta. O “D” representa a palavra digital; o “R” representa o real; o “E” representa a palavra eletrônica; e o “X” passa a ideia de modernidade e de conexão, além de repetir a última letra do Pix, sistema de transferência instantânea criado em 2020.

    O Drex, informou o BC, facilitará a vida dos brasileiros. “A solução, anteriormente referida por Real Digital, propiciará um ambiente seguro e regulado para a geração de novos negócios e o acesso mais democrático aos benefícios da digitalização da economia a cidadãos e empreendedores”, destacou o órgão.

    Diferentemente das criptomoedas, cuja cotação é atrelada à demanda e à oferta e tem bastante volatilidade, o Drex terá o mesmo valor do real. Cada R$ 1 valerá 1 Drex, com a moeda digital sendo garantida pelo Banco Central, enquanto as criptomoedas não têm garantia de nenhuma autoridade monetária.

    Moeda de atacado, não de varejo, o Drex não será acessado diretamente pelos correntistas, mas por meio de carteiras virtuais atreladas a uma instituição de pagamento, como bancos e correspondentes bancários. O cliente depositará nessas carteiras o correspondente em reais e poderá fazer transações com a versão digital da moeda.

    Na prática, o Drex funcionará como um primo do Pix, mas com diferentes finalidades e escalas de valores. Enquanto o Pix obedece a limites de segurança e é usado, na maior parte das vezes, para transações comerciais, o Drex poderá ser usado para comprar imóveis, veículos e até títulos públicos. 

        Em testes desde o início do ano, o real digital deve estar disponível para a população só no fim de 2024. Em março, o BC escolheu a plataforma a ser usada nas transações. Nos últimos meses, a autoridade monetária habilitou 16 consórcios para desenvolverem ferramentas e instrumentos financeiros que serão testados no novo sistema.

    Previstos para começarem em setembro, os testes com os consórcios ocorrerão com operações simuladas e testarão a segurança e a agilidade entre o real digital e os depósitos tokenizados (ativos reais convertidos em digitais) das instituições financeiras.

    Os ativos a serem usados no projeto-piloto serão os seguintes: depósitos de contas de reservas bancárias, de contas de liquidação e da conta única do Tesouro Nacional; depósitos bancários à vista; contas de pagamento de instituições de pagamento; e títulos públicos federais. Os testes serão feitos em etapas, com as transações simuladas com títulos do Tesouro Nacional sendo feitas apenas em fevereiro do próximo ano.

(Conselho Federal dos Representantes Comerciais – CONFERE. Acesso em: 09/09/2023.)
Sobre a expressão “à vista” em “Os ativos a serem usados no projeto-piloto serão os seguintes: depósitos de contas de reservas bancárias, de contas de liquidação e da conta única do Tesouro Nacional; depósitos bancários à vista; contas de pagamento de instituições de pagamento; e títulos públicos federais.” (9º§), é correto afirmar que se classifica como expressão adverbial de 
Alternativas
Respostas
18681: C
18682: A
18683: C
18684: E
18685: C
18686: D
18687: C
18688: D
18689: C
18690: A
18691: A
18692: A
18693: A
18694: A
18695: C
18696: E
18697: C
18698: D
18699: D
18700: B