Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3255435 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 
Analise as funções desempenhadas pela palavra "que" na frase: "Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio" e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3255431 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 

Analise a concordância verbal e nominal na frase:


"Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia."


Assinale a alternativa que explica corretamente a relação entre os elementos envolvidos na concordância dessa frase.

Alternativas
Q3255300 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A primeira cidade dos EUA com maioria árabe Dearborn se tornou a primeira cidade de maioria árabe dos Estados Unidos em 2023. Com cento e dez mil habitantes, ela abriga o Museu Nacional Árabe-Americano e a maior mesquita da América do Norte.

A cidade é governada por um dos poucos prefeitos árabes e muçulmanos dos Estados Unidos. Dearborn também foi a primeira cidade americana a transformar o fim do jejum do Ramadã em feriado oficial para os funcionários municipais e é um dos poucos lugares do país onde uma mesquita foi autorizada a transmitir a chamada para a prece islâmica pelos seus alto-falantes.

Por tudo isso, Dearborn oferece aos visitantes uma oportunidade tentadora de viajar ao Oriente Médio sem sair dos Estados Unidos, explorando como os árabes-americanos formaram a cidade e o país.

Segundo o curador do Museu Histórico de Dearborn, Jack Tate, a cidade era pouco mais que um terreno rural escassamente povoado até o início do século 20.

Mas tudo mudou nos anos 1920, quando o fabricante de carros e futuro magnata dos negócios Henry Ford transferiu a sede da sua companhia − a Ford − para Dearborn. 

"Naquela época, era uma comunidade pequena e monótona", explica Tate. "E, quando abriu a fábrica, pessoas vieram de todas as partes dos Estados Unidos, de todo o mundo, para trabalhar para a Ford. Foi o grande início da migração do Oriente Médio para cá."

Quando Ford criou seus famosos automóveis Modelo T, em 1908, ele precisava de pessoas para construí-los.

Ondas de trabalhadores de lugares que hoje pertencem ao Líbano, Síria, Iraque, Iêmen e aos Territórios Palestinos logo começaram a chegar à região de Detroit, em busca de novos empregos e altos salários.

No início dos anos 1920, a maior parte dos trabalhadores da linha de montagem do Modelo T da Ford era de origem árabe. E, quando Henry Ford mudou a fábrica para Dearborn, muitos dos seus funcionários o seguiram.

A mudança transformou o pacato vilarejo na sede da maior instalação industrial do mundo. E, mais do que isso, ela possibilitou que Dearborn passasse a abrigar a maior concentração de árabes-americanos dos Estados Unidos.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckr5d1k70ero.adaptado.
No início dos anos 1920, a maior parte dos trabalhadores da linha de montagem do Modelo T da Ford "era" de origem árabe.
Em relação à concordância, o verbo destacado na frase refere-se ao vocábulo: 
Alternativas
Q3255294 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A primeira cidade dos EUA com maioria árabe Dearborn se tornou a primeira cidade de maioria árabe dos Estados Unidos em 2023. Com cento e dez mil habitantes, ela abriga o Museu Nacional Árabe-Americano e a maior mesquita da América do Norte.

A cidade é governada por um dos poucos prefeitos árabes e muçulmanos dos Estados Unidos. Dearborn também foi a primeira cidade americana a transformar o fim do jejum do Ramadã em feriado oficial para os funcionários municipais e é um dos poucos lugares do país onde uma mesquita foi autorizada a transmitir a chamada para a prece islâmica pelos seus alto-falantes.

Por tudo isso, Dearborn oferece aos visitantes uma oportunidade tentadora de viajar ao Oriente Médio sem sair dos Estados Unidos, explorando como os árabes-americanos formaram a cidade e o país.

Segundo o curador do Museu Histórico de Dearborn, Jack Tate, a cidade era pouco mais que um terreno rural escassamente povoado até o início do século 20.

Mas tudo mudou nos anos 1920, quando o fabricante de carros e futuro magnata dos negócios Henry Ford transferiu a sede da sua companhia − a Ford − para Dearborn. 

"Naquela época, era uma comunidade pequena e monótona", explica Tate. "E, quando abriu a fábrica, pessoas vieram de todas as partes dos Estados Unidos, de todo o mundo, para trabalhar para a Ford. Foi o grande início da migração do Oriente Médio para cá."

Quando Ford criou seus famosos automóveis Modelo T, em 1908, ele precisava de pessoas para construí-los.

Ondas de trabalhadores de lugares que hoje pertencem ao Líbano, Síria, Iraque, Iêmen e aos Territórios Palestinos logo começaram a chegar à região de Detroit, em busca de novos empregos e altos salários.

No início dos anos 1920, a maior parte dos trabalhadores da linha de montagem do Modelo T da Ford era de origem árabe. E, quando Henry Ford mudou a fábrica para Dearborn, muitos dos seus funcionários o seguiram.

A mudança transformou o pacato vilarejo na sede da maior instalação industrial do mundo. E, mais do que isso, ela possibilitou que Dearborn passasse a abrigar a maior concentração de árabes-americanos dos Estados Unidos.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckr5d1k70ero.adaptado.
A mudança "transformou" o pacato vilarejo na sede da maior instalação industrial do mundo.
O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3255259 Português
Leia a crônica para responder à questão.

Minhas janelas

    Em geral as pessoas possuíram automóveis e se recordam de todos eles. Eu possuí janelas e ajuntei para a lembrança um sortido patrimônio de paisagens. Minha primeira providência em casa nova é instalar meus instrumentos de trabalho ao lado duma janela: mesa, máquina de escrever, dicionários, paciência. Além de pequenos objetos familiares: um globo de lata, uma galinha de barro e três cachimbos que há muitos anos esperam aparecer em mim o homem tranquilo e experiente que fuma cachimbo. A janela também faz parte do equipamento profissional do escritor. Sem janelas, a literatura seria irremediavelmente hermética, feita de incompreensíveis pedaços de vida, lágrimas e risos loucos.
    Tive muitas janelas, e nenhuma delas mais generosa e plena do que esta de que me despeço na manhã de hoje. Amanhã cedo mudarei de casa, de janela, e até de alma, pois o meu modo de ver e viver já não será o mesmo fatalmente.
    Quando menino, nunca olhei pela janela, mas fazia parte da paisagem de um quintal com os mamoeiros bicados pelos passarinhos, as galinhas neuróticas em assembleia permanente, o canto intermitente do tanque. Criança do meu tempo, do tempo das casas, só chegava à janela em dia de chuva, amassando o nariz contra a vidraça para ver o mistério espetacular das águas desatadas e as poças onde os moleques pobres e livres podiam brincar com euforia.
Portanto, só à medida que ganhamos corpo e tempo, vamos aprendendo a conhecer a importância das janelas. Morei em vários lugares e vi muitas coisas. Vi as luminárias inquietantes dos transatlânticos; as traineiras* indo e vindo; um afogado dando à praia ao amanhecer; operários equilibrando-se em andaimes incríveis; o féretro passando; a moça saindo para as núpcias; a mãe voltando com o filho da maternidade; o bêbado matinal; o mendigo irrompendo pela rua... Vi através de minhas janelas todas as formas inumeráveis da vida, e a noite que chegava para engolfar o mundo em escuridão.
    Nos últimos anos, encontrei Ipanema e só tenho trocado de moradia no mesmo bairro. Não quero mais ir, quero ficar; não quero mais procurar, quero conhecer o que já encontrei; para quem sou, as alegrias e tristezas que já tenho estão de bom tamanho.
    Vou perder dentro de poucas horas esta magnífica janela, incomparavelmente a melhor peça deste apartamento. Peço, pois, um minuto de silêncio em derradeira homenagem aos telhados de limo lá embaixo, às minhas gaivotas, aos meus barcos; dou adeus para o meu mar noturno e adeus para este mar cheio de luz.

(Paulo Mendes Campos. Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7120/minhas-janelas Crônica publicada em 09.07.1960. Texto adaptado)

*Traineira: pequena embarcação de pesca.
Assinale a alternativa que está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal. 
Alternativas
Q3255216 Português

Leia a manchete.


Diabetes pode impactar também a saúde bucal; entenda (Terra).


Quanto à concordância verbo-nominal da palavra "diabetes", verifica-se que, de acordo com as normas gramaticais:

Alternativas
Q3255211 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Leia o texto publicado em 10/11/2024.


Saúde realiza oficina sobre direitos dos migrantes no SUS


A ação aconteceu na 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, neste sábado (9), em Brasília


Neste sábado (9), o Ministério da Saúde realizou uma oficina sobre os direitos dos migrantes no Sistema Único de Saúde - SUS. A ação aconteceu em Brasília, durante a 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia - COMIGRAR, que promoveu uma Feira de Serviços com instituições públicas e organizações internacionais para fornecer suporte e informações sobre o acesso à saúde, mercado de trabalho e assistência jurídica.


As atividades contaram com o apoio das Secretarias de Atenção Primária a Saúde - SAPS, de Vigilância em Saúde e Ambiente - SVSA, de Atenção Especializada à Saúde - SAES e Saúde Indígena - SESAI da pasta. Na presença do Zé Gotinha, foram distribuídos materiais didáticos e realizadas palestras e outras ações culturais. Serviços de saúde também foram ofertados no evento.


A assessora técnica da SAPS, Sabrina Rodrigues, exaltou a importância do COMIGRAR. "Esse evento é fundamental para que o Ministério da Saúde consiga acolher as demandas das pessoas migrantes, refugiadas e apátridas. E, a partir daí, construir políticas públicas de saúde, considerando as necessidades dessa população", explicou.


Pela SAES, a assessora técnica Danielle Zacarias acredita que o crescimento dos fluxos migratórios internacionais realça a responsabilidade de qualificar os gestores e trabalhadores de saúde. "É necessário promover uma organização de redes de serviços inclusivos e humanizados que devem compreender que as especificidades culturais, de crenças e religiosidades, hábitos alimentares e nutricionais além de aspectos de linguagem e comunicação das pessoas migrantes devem fazer parte do processo de cuidado e assistência à população migrante", pontuou.


Independente da nacionalidade, todos têm direito a receber os cuidados pelo SUS, que é universal. Em abril deste ano, o Ministério da Saúde lançou uma nota técnica para orientar gestores e profissionais da rede a oferecer a assistência mais adequada aos migrantes, refugiados e apátridas. Voltado especialmente para a atenção primária, o documento define o que caracteriza essa população, além de vítimas de tráfico de pessoas. Segundo o Sistema de Informações em Saúde da Atenção Básica - Sisab, 512.517 migrantes foram cadastrados nas equipes da atenção primária de 2013 a 2023.


Durante a conferência, a SVSA levantou propostas para a construção da Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas, que teve uma nova portaria publicada para a estruturação por meio de um grupo de trabalho. O assessor da SVSA, Igor Rodrigues, comentou sobre a iniciativa: "Estamos acompanhando os encaminhamentos da plenária final da COMIGRAR. As propostas levantadas e as escutas realizados pelo MS durante a conferência serão subsídio para o fortalecimento do SUS, bem como para construção da Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas".


Alberto Navarro, delegado nacional de Saúde das Populações Migrantes, é venezuelano e chegou ao Brasil como refugiado político. Segundo ele, o SUS impactou positivamente sua vida. "Quando cheguei aqui, estava muito machucado. Receber esse atendimento primário foi muito importante. Tenho certeza que em outros países eu sequer teria atenção. Na minha atual posição, é importante trabalhar pela conscientização dos gestores locais e profissionais de saúde para que esses atendimentos continuem e melhorem cada vez mais", disse.


Sobre a conferência


Realizada há 10 anos, a primeira Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia - COMIGRAR foi um marco importante para a criação da Lei de Migrações vigente. Neste ano, a segunda edição trouxe o tema "Cidadania e Movimento". A abertura aconteceu nesta sexta (8), na Universidade de Brasília - UnB, e contou com a presença de delegados e representantes de todo país, das mais diversas comunidades migrantes, para discutir e propor políticas públicas voltadas aos migrantes, refugiadas e apátridas no Brasil.


No primeiro dia, temas como igualdade de acesso a serviços públicos, inclusão socioeconômica, promoção do trabalho decente, combate a violações de direitos, governança e participação social, regularização migratória, além de interculturalidade e diversidade foram abordados.


A COMIGRAR é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública - MJSP, em parceria com a UnB, órgãos governamentais e organizações internacionais. Aberta ao público, a conferência deve receber até 700 participantes por dia. O evento acontece até amanhã (10).


Ana Freire


Ministério da Saúde


https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/202 4/novembro/saude-realiza-oficina-sobre-direitos-dosmigrantes-no-sus


https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/saude -realiza-oficina-sobre-direitos-dos-migrantes-no-sus 

No texto jornalístico "Saúde realiza oficina sobre direitos dos migrantes no SUS", uma informação bastante relevante é sobre o tempo entre a primeira e a segunda Conferência: "Realizada há 10 anos, a primeira Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia - COMIGRAR foi um marco importante para a criação da Lei de Migrações vigente".


A concordância verbal na oração "há 10 anos" segue a mesma regra de:

Alternativas
Q3255118 Português
Leia a crônica para responder à questão.

Minhas janelas

    Em geral as pessoas possuíram automóveis e se recordam de todos eles. Eu possuí janelas e ajuntei para a lembrança um sortido patrimônio de paisagens. Minha primeira providência em casa nova é instalar meus instrumentos de trabalho ao lado duma janela: mesa, máquina de escrever, dicionários, paciência. Além de pequenos objetos familiares: um globo de lata, uma galinha de barro e três cachimbos que há muitos anos esperam aparecer em mim o homem tranquilo e experiente que fuma cachimbo. A janela também faz parte do equipamento profissional do escritor. Sem janelas, a literatura seria irremediavelmente hermética, feita de incompreensíveis pedaços de vida, lágrimas e risos loucos. 
    Tive muitas janelas, e nenhuma delas mais generosa e plena do que esta de que me despeço na manhã de hoje. Amanhã cedo mudarei de casa, de janela, e até de alma, pois o meu modo de ver e viver já não será o mesmo fatalmente.
    Quando menino, nunca olhei pela janela, mas fazia parte da paisagem de um quintal com os mamoeiros bicados pelos passarinhos, as galinhas neuróticas em assembleia permanente, o canto intermitente do tanque. Criança do meu tempo, do tempo das casas, só chegava à janela em dia de chuva, amassando o nariz contra a vidraça para ver o mistério espetacular das águas desatadas e as poças onde os moleques pobres e livres podiam brincar com euforia.
    Portanto, só à medida que ganhamos corpo e tempo, vamos aprendendo a conhecer a importância das janelas. Morei em vários lugares e vi muitas coisas. Vi as luminárias inquietantes dos transatlânticos; as traineiras* indo e vindo; um afogado dando à praia ao amanhecer; operários equilibrando-se em andaimes incríveis; o féretro passando; a moça saindo para as núpcias; a mãe voltando com o filho da maternidade; o bêbado matinal; o mendigo irrompendo pela rua... Vi através de minhas janelas todas as formas inumeráveis da vida, e a noite que chegava para engolfar o mundo em escuridão.
    Nos últimos anos, encontrei Ipanema e só tenho trocado de moradia no mesmo bairro. Não quero mais ir, quero ficar; não quero mais procurar, quero conhecer o que já encontrei; para quem sou, as alegrias e tristezas que já tenho estão de bom tamanho.
    Vou perder dentro de poucas horas esta magnífica janela, incomparavelmente a melhor peça deste apartamento. Peço, pois, um minuto de silêncio em derradeira homenagem aos telhados de limo lá embaixo, às minhas gaivotas, aos meus barcos; dou adeus para o meu mar noturno e adeus para este mar cheio de luz.

(Paulo Mendes Campos. Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7120/minhas-janelas Crônica publicada em 09.07.1960. Texto adaptado)

*Traineira: pequena embarcação de pesca.
Observe as frases.

•  Sem o nosso poder de ver o mundo pelas janelas, a literatura seria irremediavelmente hermética.
•  Vou perder dentro de poucas horas esta magnífica janela; peço, pois, um minuto de silêncio.

Assinale a alternativa em que essas frases estão reescritas de forma a apresentar ideias pertinentes ao texto original.
Alternativas
Q3255015 Português

Circula em redes sociais, o seguinte poema de Silas Fonseca:



Imagem associada para resolução da questão



O texto é desenvolvido com o jogo de palavras e sobre isso pode-se afirmar que:


I. o substantivo "livro", designando objeto de leitura, é acompanhada de artigo "o"; ambos (substantivo e artigo) são flexíveis e mantêm relação de concordância nominal.


II. no verso "Não me livro", a palavra "livro" é o verbo "livrar", que mantém relação com o sujeito "eu" (implícito) e com o pronome pessoal "me".


III. o termo "livre" é um qualificador do "eu" que fala no texto.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3254806 Português
Os trechos são copiados do texto jornalístico "Paulista se acha melhor que resto do Brasil por herança europeia e passado bandeirante, diz sociólogo" do site do jornal BBC News Brasil.

Identifique o trecho que apresenta erro de concordância verbal.
Alternativas
Q3254649 Português
Uma das manchetes apresenta falha na concordância verbal. Identifique-a.
Alternativas
Q3254516 Português
No Art. 5º do Código de Defesa do Consumidor e normas correlatas, de 2017, está determina o seguinte sobre o direito do consumidor:

§ 2º O exercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos acessórios, sem qualquer ônus para o consumidor.

O verbo implicar no contexto acima:
Alternativas
Q3254389 Português
O texto é de divulgação cultural no site do governo paulista.

Encontro Paulista de Hip Hop

O evento acontece tradicionalmente em novembro e tem como objetivo divulgar e debater a cultura Hip Hop nas suas diversas expressões. O público alvo, em sua grande maioria, são jovens das mais diversas localidades do Estado. São realizados encontros regionais no interior e litoral e a etapa estadual é realizada na Capital.
Durante os encontros acontecem debates, oficinas, workshops, exposições e shows, entre outros.
https://www.cultura.sp.gov.br/category/programas/evento s/

O verbo "ser" aparece em três pontos do texto. Verifique as afirmações sobre ele.

I. No trecho "O público alvo, em sua grande maioria, são jovens das mais diversas localidades do Estado", o verbo ser está no plural por concordar com o sujeito "jovens".
II. Em "São realizados encontros regionais no interior e litoral", o verbo ser está no plural por concordar com a expressão "encontros regionais".
III. Em "a etapa estadual é realizada na Capital", o verbo ser concorda com o sujeito "a etapa estadual".

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3253850 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Leia o texto publicado em 10/11/2024.

Saúde realiza oficina sobre direitos dos migrantes no SUS

A ação aconteceu na 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, neste sábado (9), em Brasília

Neste sábado (9), o Ministério da Saúde realizou uma oficina sobre os direitos dos migrantes no Sistema Único de Saúde - SUS. A ação aconteceu em Brasília, durante a 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia - COMIGRAR, que promoveu uma Feira de Serviços com instituições públicas e organizações internacionais para fornecer suporte e informações sobre o acesso à saúde, mercado de trabalho e assistência jurídica.

As atividades contaram com o apoio das Secretarias de Atenção Primária a Saúde - SAPS, de Vigilância em Saúde e Ambiente - SVSA, de Atenção Especializada à Saúde - SAES e Saúde Indígena - SESAI da pasta. Na presença do Zé Gotinha, foram distribuídos materiais didáticos e realizadas palestras e outras ações culturais. Serviços de saúde também foram ofertados no evento.

A assessora técnica da SAPS, Sabrina Rodrigues, exaltou a importância do COMIGRAR. "Esse evento é fundamental para que o Ministério da Saúde consiga acolher as demandas das pessoas migrantes, refugiadas e apátridas. E, a partir daí, construir políticas públicas de saúde, considerando as necessidades dessa população", explicou. 

Pela SAES, a assessora técnica Danielle Zacarias acredita que o crescimento dos fluxos migratórios internacionais realça a responsabilidade de qualificar os gestores e trabalhadores de saúde. "É necessário promover uma organização de redes de serviços inclusivos e humanizados que devem compreender que as especificidades culturais, de crenças e religiosidades, hábitos alimentares e nutricionais além de aspectos de linguagem e comunicação das pessoas migrantes devem fazer parte do processo de cuidado e assistência à população migrante", pontuou.

Independente da nacionalidade, todos têm direito a receber os cuidados pelo SUS, que é universal. Em abril deste ano, o Ministério da Saúde lançou uma nota técnica para orientar gestores e profissionais da rede a oferecer a assistência mais adequada aos migrantes, refugiados e apátridas. Voltado especialmente para a atenção primária, o documento define o que caracteriza essa população, além de vítimas de tráfico de pessoas. Segundo o Sistema de Informações em Saúde da Atenção Básica - Sisab, 512.517 migrantes foram cadastrados nas equipes da atenção primária de 2013 a 2023.

Durante a conferência, a SVSA levantou propostas para a construção da Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas, que teve uma nova portaria publicada para a estruturação por meio de um grupo de trabalho. O assessor da SVSA, Igor Rodrigues, comentou sobre a iniciativa: "Estamos acompanhando os encaminhamentos da plenária final da COMIGRAR. As propostas levantadas e as escutas realizados pelo MS durante a conferência serão subsídio para o fortalecimento do SUS, bem como para construção da Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas".

Alberto Navarro, delegado nacional de Saúde das Populações Migrantes, é venezuelano e chegou ao Brasil como refugiado político. Segundo ele, o SUS impactou positivamente sua vida. "Quando cheguei aqui, estava muito machucado. Receber esse atendimento primário foi muito importante. Tenho certeza que em outros países eu sequer teria atenção. Na minha atual posição, é importante trabalhar pela conscientização dos gestores locais e profissionais de saúde para que esses atendimentos continuem e melhorem cada vez mais", disse.

Sobre a conferência

Realizada há 10 anos, a primeira Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia - COMIGRAR foi um marco importante para a criação da Lei de Migrações vigente. Neste ano, a segunda edição trouxe o tema "Cidadania e Movimento". A abertura aconteceu nesta sexta (8), na Universidade de Brasília - UnB, e contou com a presença de delegados e representantes de todo país, das mais diversas comunidades migrantes, para discutir e propor políticas públicas voltadas aos migrantes, refugiadas e apátridas no Brasil.

No primeiro dia, temas como igualdade de acesso a serviços públicos, inclusão socioeconômica, promoção do trabalho decente, combate a violações de direitos, governança e participação social, regularização migratória, além de interculturalidade e diversidade foram abordados.

A COMIGRAR é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública - MJSP, em parceria com a UnB, órgãos governamentais e organizações internacionais. Aberta ao público, a conferência deve receber até 700 participantes por dia. O evento acontece até amanhã (10).

Ana Freire

Ministério da Saúde

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/202 4/novembro/saude-realiza-oficina-sobre-direitos-dosmigrantes-no-sus 
No texto jornalístico "Saúde realiza oficina sobre direitos dos migrantes no SUS", uma informação bastante relevante é sobre o tempo entre a primeira e a segunda Conferência: "Realizada há 10 anos, a primeira Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia - COMIGRAR foi um marco importante para a criação da Lei de Migrações vigente".
A concordância verbal na oração "há 10 anos" segue a mesma regra de:
Alternativas
Q3253759 Português
Leia a manchete, publicada em 25/06/2024 no jornal Correio Braziliense.
'Música brasileira tem importância da qual não nos damos conta', diz Yamandu Costa

Identifique a alternativa que apresenta análise falsa sobre a locução "da qual". 
Alternativas
Q3253681 Português
O texto, a seguir, é de campanha publicitária para agendar uma avaliação auditiva gratuita.

Imagem associada para resolução da questão
Fonte: Revista Bella Mooca, Ano 8, N. 44, ag./set. 2024, p. 30.

No texto, a concordância verbal na frase "Você, um familiar ou amigo: ( ) ouve, mas não entende?":
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Oficial de Justiça |
Q3253544 Português
Leia o texto para responder à questão.

O verdadeiro sentido da vida

    Na estúpida corrida para bater recordes de acumulação de riquezas, o verdadeiro sentido da vida tende a ficar para trás. Continua gozando de maior respeito um homem rico do que um sábio. O primeiro é mais visível, possui acessórios caros; impõe-se pela capacidade de comprar soluções; o segundo, por evitar comprá-las, pois não gera problemas. Um mede seu êxito pelo tamanho da inveja que suscita; o outro, pela arte de insuflar satisfação, pois ele compreendeu que não é feliz quem mais tem, mas quem mais se satisfaz com o que tem.
    O novo milênio deverá promover o resgate da sabedoria entre os seres humanos e, portanto, a capacidade de viver de forma harmoniosa em relação tanto aos semelhantes quanto à natureza. Sinais dessa mudança se notam pela preocupação ainda tímida, mas já evidente, da “responsabilidade social”, algo humano e ambientalmente correto que começa a ser compreendido como fator fundamental e indissociável das atividades econômicas.
    Embora o lucro continue a ser condição básica, pois sem ele nenhuma empresa consegue permanecer em atividade, surge com vigor nas grandes corporações, e até nas pequenas empresas, a necessidade da ação correta, aquela que distribui não apenas dividendos, mas ajudas ao desenvolvimento humano.
    O desempenho de uma empresa passou a ser avaliado, com intensidade crescente nos meios mais atentos, por um conjunto de valores não apenas econômicos e não necessariamente materiais. Hoje, e ainda mais no futuro, a importância e as perspectivas de longevidade da empresa se atrelam ao respeito de interesses difusos e à superação de sofrimentos humanos.
    Mais vale uma empresa com um lucro modesto, mas com papel definido de utilidade social, do que uma empresa com um monumental lucro sem méritos sociais. A primeira terá vida mais fácil que a outra, gozando de simpatia, de apoio, de gratidão – valores imateriais que conspiram hoje, e conspirarão ainda mais no futuro, para o sucesso.
    Quem compreender isso é um afortunado que distribuirá meios para uma vida melhor.

(Vittorio Medioli. Em: https://www.otempo.com.br/opiniao, 28.09.2024. Adaptado)
A regência nominal atende à norma-padrão em: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Oficial de Justiça |
Q3253539 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão.

    Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores de romance dizem o mesmo. Enganam-se ambos. O amor dos quinze anos é uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho, sempre com os olhos fitos na ave-mãe, que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amor intenso, como a segunda o que é voar para longe.
    Teresa de Albuquerque devia ser, porventura, uma exceção no seu amor.
    O magistrado e sua família eram odiosos ao pai de Teresa, por motivos de litígios, em que Domingos Botelho lhe deu sentença contra. Afora isso, ainda no ano anterior dois criados de Tadeu de Albuquerque tinham sido feridos na celebrada pancadaria da fonte. É, pois, evidente que o amor de Teresa, declinando de si o dever de obtemperar e sacrificar-se ao justo azedume do pai, era verdadeiro e forte.
    E esse amor era singularmente discreto e cauteloso. Viram-se e falaram-se três meses, sem darem rebate à vizinhança, e nem sequer suspeitas às duas famílias. O destino que ambos se prometiam era o mais honesto: ele ia formar- -se para poder sustentá-la, se não tivessem outros recursos; ela esperava que seu velho pai falecesse para, senhora sua, lhe dar, com o coração, o seu grande patrimônio. Espanta discrição tamanha na índole de Simão Botelho, e na presumível ignorância de Teresa em coisas materiais da vida, como são um patrimônio!

(Camilo Castelo Branco. Amor de Perdição, 1994. Adaptado)
A frase está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal em: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Oficial de Justiça |
Q3253534 Português
Leia o texto para responder à questão.

Descobrindo nosso planeta: os mistérios do oceano

    Há alguns dias, o mundo soube de uma nova montanha na Terra. Com 3109 metros de altura, ela é quase oito vezes mais alta que o icônico Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Mas não é tão fácil de ser vista, por estar escondida no nosso oceano. Seu cume fica quase mil metros abaixo da superfície do mar, de modo que toda a montanha fique em escuridão absoluta, e, mesmo assim, ela abriga vida marinha abundante, que está intacta durante séculos. A descoberta ocorreu durante uma expedição para explorar as águas internacionais da Cordilheira de Nazca, uma cadeia montanhosa no Sudeste do Pacífico, usando tecnologias sofisticadas de mapeamento do fundo do mar a partir de um navio de pesquisa.
    Explorar as profundezas marítimas é tarefa difícil, por ser um lugar inóspito para humanos – com altas pressões, um ambiente corrosivo de água salgada e sem luz. Não à toa, mais pessoas estiveram por mais tempo na superfície lunar iluminada pelo sol do que no ponto mais profundo do oceano do nosso planeta.
    Há 170 anos acreditava-se que não havia vida na profundeza oceânica em razão da ausência de luz solar. Hoje, sabemos que não só existe vida, como essa vida marinha existe nos ambientes mais extremos. As fontes hidrotermais habitadas por organismos a mais de três quilômetros de profundidade, descobertas em 1977 por cientistas, hospedam vida que obtém energia a partir de reações químicas, em vez da luz solar. No ano passado, foi descoberto um novo ecossistema animal prosperando em cavidades abaixo dessas fontes. Com tanto para explorar, não nos espanta que tantas novas espécies marinhas sejam encontradas com frequência. Neste ano, apenas nas Cordilheiras de Salas y Gomez e Nazca foram descobertas cerca de 170 novas espécies. Cientistas seguem a procurar outras para serem somadas às cerca de 240 mil espécies marinhas já identificadas, entre 2,2 milhões estimadas pelo Censo Oceânico.

(Janaína Bumbeer e Jyotika Virmani. Em: https://www.estadao.com.br, 16.09.2024. Adaptado)
Garantindo-se o sentido original e o atendimento à norma-padrão, assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída por “devido à”.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Oficial de Justiça |
Q3253533 Português
Leia o texto para responder à questão.

Descobrindo nosso planeta: os mistérios do oceano

    Há alguns dias, o mundo soube de uma nova montanha na Terra. Com 3109 metros de altura, ela é quase oito vezes mais alta que o icônico Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Mas não é tão fácil de ser vista, por estar escondida no nosso oceano. Seu cume fica quase mil metros abaixo da superfície do mar, de modo que toda a montanha fique em escuridão absoluta, e, mesmo assim, ela abriga vida marinha abundante, que está intacta durante séculos. A descoberta ocorreu durante uma expedição para explorar as águas internacionais da Cordilheira de Nazca, uma cadeia montanhosa no Sudeste do Pacífico, usando tecnologias sofisticadas de mapeamento do fundo do mar a partir de um navio de pesquisa.
    Explorar as profundezas marítimas é tarefa difícil, por ser um lugar inóspito para humanos – com altas pressões, um ambiente corrosivo de água salgada e sem luz. Não à toa, mais pessoas estiveram por mais tempo na superfície lunar iluminada pelo sol do que no ponto mais profundo do oceano do nosso planeta.
    Há 170 anos acreditava-se que não havia vida na profundeza oceânica em razão da ausência de luz solar. Hoje, sabemos que não só existe vida, como essa vida marinha existe nos ambientes mais extremos. As fontes hidrotermais habitadas por organismos a mais de três quilômetros de profundidade, descobertas em 1977 por cientistas, hospedam vida que obtém energia a partir de reações químicas, em vez da luz solar. No ano passado, foi descoberto um novo ecossistema animal prosperando em cavidades abaixo dessas fontes. Com tanto para explorar, não nos espanta que tantas novas espécies marinhas sejam encontradas com frequência. Neste ano, apenas nas Cordilheiras de Salas y Gomez e Nazca foram descobertas cerca de 170 novas espécies. Cientistas seguem a procurar outras para serem somadas às cerca de 240 mil espécies marinhas já identificadas, entre 2,2 milhões estimadas pelo Censo Oceânico.

(Janaína Bumbeer e Jyotika Virmani. Em: https://www.estadao.com.br, 16.09.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a flexão do termo destacado em negrito para o plural implica flexão do verbo sublinhado, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Respostas
16581: C
16582: C
16583: E
16584: C
16585: D
16586: A
16587: E
16588: C
16589: B
16590: D
16591: A
16592: C
16593: D
16594: D
16595: B
16596: E
16597: D
16598: A
16599: B
16600: A