Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3422770 Português

Analise as sentenças abaixo e indique a alternativa em que a regência do verbo "esquecer-se" está aplicada corretamente.

Alternativas
Q3422766 Português

Leia o trecho a seguir:

 

"O governo            a necessidade de investimentos em infraestrutura, mas ainda não               medidas concretas para resolver o problema."

 

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do trecho.

Alternativas
Q3422467 Português
Células podem indicar chave para frear efeitos do envelhecimento


Elas estão espalhadas por todo o nosso corpo — do cérebro ao fígado —, e atuam liberando moléculas prejudiciais que degradam os tecidos, afetando a cognição, aumentando a fragilidade e enfraquecendo o sistema imunológico. E seu número aumenta à medida que envelhecemos.

Estamos nos referindo às células senescentes, muitas vezes, chamadas de "células zumbis".

Com a idade, elas passam por um processo de senescência, um estado em que não crescem e não se dividem, no entanto resistem em morrer e liberam uma combinação prejudicial de sinais biológicos nocivos.

Quando uma pessoa é jovem, o sistema imunológico elimina células senescentes. Mas muitas conseguem perseverar, contribuindo para problemas de saúde e doenças associadas ao avanço da idade.

Há mais de uma década, várias equipes de cientistas pesquisam formas de destruir estas células, e assim, deter os problemas do envelhecimento.

As doenças, as lesões e os outros fatores de estresse danificam as células de todo o nosso corpo.

Idealmente, nosso sistema imunológico elimina as células danificadas por meio de um processo chamado apoptose.

Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes.

Nas dezenas de ensaios clínicos realizados em células senescentes atualmente, os pesquisadores usam desde medicamentos — novos e adaptados — até biomarcadores e ferramentas genéticas para reprogramar e matar estas células, na esperança de acabar com as doenças associadas ao avanço da idade.

"Sabemos que as pessoas envelhecem em ritmos diferentes, e que a idade cronológica de uma pessoa nem sempre coincide com a sua idade biológica", explicou Jennifer Sauver, principal autora do estudo.

"Descobrimos que um grupo de diversas proteínas liberadas pelas células zumbis funciona como biomarcadores da senescência e prevê resultados relacionados à saúde em adultos mais velhos."

Os pesquisadores também descobriram que medir estes biomarcadores no sangue ajuda a prever a mortalidade, para além da combinação da idade cronológica, do sexo e da presença de uma doença crônica.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nn0v2g45mo. adaptado.
Descobrimos 'que um grupo de diversas proteínas liberadas pelas células zumbis funciona como biomarcadores da senescência' e prevê resultados relacionados à saúde em adultos mais velhos.
A expressão destacada trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3422396 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.


(Lygia Fagundes Telles)
Tendo em foco o excerto: "Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça (...)", assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, uma conjunção condicional - um pronome relativo - conjunção conformativa.
Alternativas
Q3422121 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo


Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage. 


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


 “A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.


Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2023/03/lingua-nativa-influencia-na-conectividade-do-cerebro-conclui-estudo.ghtml

A expressão “não apenas … mas também”, que ocorre em “As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais (...)”, é empregada como um recurso de coesão sequencial, que imprime ao contexto em que ocorre o sentido de:
Alternativas
Q3422039 Português
Qual alternativa apresenta um adjunto adverbial de modo
Alternativas
Q3422037 Português
Sobre concordância nominal, analisar os itens abaixo:

I. Meu marido prefere usar blusas azul-marinho.
II. Agora que eu devolvi o seu dinheiro, estamos quite.
III. Alface é boa para acalmar.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q3421930 Português
A respeito da concordância verbal, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Necessitam-se de funcionários extras para o período de Natal.
( ) Mais de um atleta sofreu lesões durante o jogo.
( ) Sou eu que cozinho a comida na minha casa.
Alternativas
Q3421928 Português
De acordo com a regência verbal dos diferentes sentidos de “assistir”, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

• As enfermeiras foram as primeiras a assistir ______ paciente acidentado.
• Ontem fomos ao cinema assistir ______ mais recente filme de Quentin Tarantino.
• Assiste _____ todos o direito de defesa. 
Alternativas
Q3421836 Português
Na seguinte frase "Ainda nesta mesma semana, planejo organizar minhas finanças e encontrar maneiras de economizar", a função desempenhada pela vírgula        
Alternativas
Q3421774 Português
Analise as sentenças a seguir quanto aos elementos em destaque:

I. Candidatei-me ao conselho da universidade, já que ninguém se dispôs.
II. Continuaremos batalhando em prol dos trabalhadores, não obstante as críticas e as sabotagens.
III. O acampamento foi cancelado, porquanto os escoteiros se perderam na mata.
IV. O evento será ao ar livre, contanto que não chova.

A alternativa que apresenta elementos de sentidos e funções correspondentes, que substituem, correta e respectivamente, as expressões em destaque nas sentenças dadas é (em caso de encontro entre preposição e artigo ao substituir, considere que ocorre contração):
Alternativas
Q3421772 Português
Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo



Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage.


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério  esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.


Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.



Revista Superinteressante. Adaptado.
Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/com portamento/noticia/2023/03/lingua-nativainfluencia-na-conectividade-do-cerebro-concluiestudo.ghtml>

A expressão “não apenas … mas também”, que ocorre em “As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais (...)”, é empregada como um recurso de coesão sequencial, que imprime ao contexto em que ocorre o sentido de: 

Alternativas
Q3421770 Português
Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo



Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage.


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério  esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.


Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.



Revista Superinteressante. Adaptado.
Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/com portamento/noticia/2023/03/lingua-nativainfluencia-na-conectividade-do-cerebro-concluiestudo.ghtml>

Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.

A locução em destaque no excerto apresentado é típica das orações subordinadas adverbiais que exprimem, em relação à oração principal à qual se relacionam, um valor:
Alternativas
Q3421568 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo


Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage.


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander. Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em 

A expressão “não apenas … mas também”, que ocorre em “As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais (...)”, é empregada como um recurso de coesão sequencial, que imprime ao contexto em que ocorre o sentido de: 
Alternativas
Q3421567 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.

Conforme a função que desempenha e sua composição interna, a classificação gramatical da locução “à medida que” é: 
Alternativas
Q3421566 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.

A locução em destaque no excerto apresentado é típica das orações subordinadas adverbiais que exprimem, em relação à oração principal à qual se relacionam, um valor: 
Alternativas
Q3421521 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR


Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.


(Lygia Fagundes Telles)
Os conectores assinalados em: "nem comigo nem com ninguém!" / "Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio." são semanticamente:
Alternativas
Q3421518 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR


Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.


(Lygia Fagundes Telles)
"Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!". Sobre o excerto, é correto afirmar:
Alternativas
Q3421517 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR


Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.


(Lygia Fagundes Telles)
O inusitado do título deve-se:
Alternativas
Q3421427 Português
Na frase "Tenha sempre por perto pessoas legais, mas priorize as leais" de Carol Aleixo o sujeito da primeira e da segunda oração são classificados como:
Alternativas
Respostas
15441: D
15442: A
15443: D
15444: C
15445: A
15446: C
15447: A
15448: D
15449: B
15450: B
15451: C
15452: A
15453: D
15454: A
15455: A
15456: D
15457: A
15458: D
15459: C
15460: B