Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 53.172 questões

Q3902211 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



A falta de saneamento básico não é uma novidade na realidade brasileira. Desde recursos colocados em prática por povos originários, a fim de separar a água para consumo e locais para dejetos, passando pela construção dos Arcos da Lapa, o primeiro aqueduto do país, até chegarmos aos sistemas de esgoto atuais, é notório que boa parte da população não consegue ter acesso aos sistemas de saneamento. Atualmente, existem no Brasil cerca de 100 milhões de brasileiros que não possuem rede de esgoto e 35 milhões sem acesso à água tratada, de acordo com o Instituto Trata Brasil. Uma das principais consequências desse cenário é o surgimento de doenças, algumas delas fatais, entre essa população.


Define-se como saneamento básico “o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas”, de acordo com a Lei 11.445/07. Basicamente, trata-se de um direito, garantido pela Constituição, ao acesso à água potável e a um sistema eficaz de descarte e tratamento de dejetos, como fezes e urina.


Segundo o Dr. Marcelo de Carvalho Ramos, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), médico infectologista e que retornou recentemente de um projeto da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), após ter atuado durante seis meses na província de Nampula, em Moçambique, o acesso ao saneamento básico é um dos principais meios de prevenir o aparecimento de um grande número de doenças. “Com o saneamento básico se consegue prevenir doenças, principalmente, porque interrompemos um ciclo de transmissão que chamamos de fecal-oral. O acesso à água de boa qualidade e em quantidade adequada, juntamente com o encaminhamento correto das fezes, são fundamentais para diminuir a quantidade de doenças. Pois [o saneamento] evita a transmissão e a aquisição delas, uma vez que a água é um veículo importante para transmissão de diversas doenças”, diz.


De fato, de acordo com o Ministério da Saúde (DATASUS, 2021), em 2021, foram registradas cerca de 130 mil internações causadas pelas doenças de veiculação hídricas, ou seja, provocadas por contaminação da água. Mas quais são essas doenças e quais os riscos que a população sem acesso ao saneamento básico corre em relação a sua saúde? “As principais doenças causadas pela falta de saneamento básico são: doenças diarreicas por Escherichia coli, Hepatite A, cólera, leptospirose, febre tifoide, verminoses, giardíase, amebíase, dengue, chikungunya e contaminação por metais pesados como mercúrio”, explicou a Dra. Cláudia Maruyama, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.


ODr. Alexandre Schwarzbold, infectologista, professor de medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica mais em detalhe a ocorrência de leptospirose. “Trata-se de uma bactéria que é transmitida a partir do contato com a urina dos ratos. Então, nesses lugares onde não há saneamento, a água entra em contato com a urina dos roedores que contaminada pela bactéria leptospira pode ser transmitida aos humanos. Essa contaminação da água com a urina se dá principalmente depois de enchentes e períodos de chuvas, e acaba aumentando a chance de infectar pessoas”, diz.


Para o Dr. Marcelo, as diarreias, que podem ter diversas causas, são as principais enfermidades relacionadas a esse contexto de falta de saneamento. “Eu citaria principalmente as diarreias causadas por vírus, como o rotavírus, que podem ser transmitidas pela água. O tratamento adequado [da água] evitaria esse tipo de doença. Existem também uma infinidade de bactérias que podem causar a diarreia. As mais conhecidas são as salmonelas e as shigellas. Há também os protozoários, como por exemplo as giárdias. Podemos falar também dos coccídios, como o cryptosporidium, que causam diarreia principalmente em crianças. E também pelos vermes, como é o caso da estrongiloidíase, por exemplo. Na verdade, ele penetra pela pele e assim provoca diarreia. As fezes contaminadas, com ovos de strongyloides, se desenvolvem em larvas no solo, e se não têm umdestino adequado, vão infectar novos indivíduos. Assim, eu diria que no reino dos microorganismos e até dos vermes existe uma infinidade de doenças que podem ser transmitidas pela falta de saneamento”, conclui.


É importante lembrar que a diarreia ainda é uma causa importante de mortalidade, principalmente entre crianças. Dados de 2018 do Ministério da Saúde mostram que houve quase 80 mil internações causadas por diarreia e que as regiões com maior mortalidade são o Nordeste e o Norte do país.


Outras doenças que assolam o país são as que são transmitidas tendo mosquitos como vetores. Dengue e chikungunya infectam milhares de brasileiros todos os anos, levando, muitas vezes, a óbitos. Até o mês de março de 2023 foram 117 mortes por dengue e 6 por chikungunya. Embora não tenha o mesmo ciclo oral-fecal que a maioria das doenças causadas por falta de saneamento básico, essas enfermidades são transmitidas através de mosquitos que se desenvolvem em água parada.


Segundo o Dr. Marcelo, “esses locais servem de criadouros para os vetores, que são os mosquitos. Eles vão transmitir a doença de uma pessoa para a outra. Então o saneamento e a limpeza do ambiente são fatores que vão contribuir bastante para evitá-las. Mesmo que não sejam doenças que são transmitidas pela água ou que passam de indivíduo a indivíduo pelas fezes. O ambiente limpo é fundamental para evitar o criadouro desses vetores, uma vez que eles se estabelecem geralmente num ambiente úmido e mal capinado”.


(Adaptado de: Equipe do Portal Drauzio Varella. Quais doenças podem ser causadas pela falta de saneamento básico? Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/quais-doencas-podem-ser-causadas-pela-falta-de-saneamento-basico/. Acesso em: 20 fev. 2024).

Sobre os recursos linguísticos usados no trecho “Mesmo que não sejam doenças que são transmitidas pela água ou que passam de indivíduo a indivíduo pelas fezes. O ambiente limpo é fundamental para evitar o criadouro desses vetores, uma vez que eles se estabelecem geralmente num ambiente úmido e mal capinado”, considere as afirmativas a seguir.

I. O pronome “eles” foi usado para evitar a repetição da expressão “indivíduo a indivíduo”, citada anteriormente.

II. A conjunção “e”, ao ligar as expressões “ambiente úmido e mal capinado”, apresenta um efeito de sentido de oposição.

III. A expressão “mesmo que” pode ser substituída pela locução “ainda que”, porque ambas apresentam equivalência semântica.

IV. O termo “para” pode ser substituído pela expressão “a fim de”, porque ambos têm sentido de finalidade.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3902210 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



A falta de saneamento básico não é uma novidade na realidade brasileira. Desde recursos colocados em prática por povos originários, a fim de separar a água para consumo e locais para dejetos, passando pela construção dos Arcos da Lapa, o primeiro aqueduto do país, até chegarmos aos sistemas de esgoto atuais, é notório que boa parte da população não consegue ter acesso aos sistemas de saneamento. Atualmente, existem no Brasil cerca de 100 milhões de brasileiros que não possuem rede de esgoto e 35 milhões sem acesso à água tratada, de acordo com o Instituto Trata Brasil. Uma das principais consequências desse cenário é o surgimento de doenças, algumas delas fatais, entre essa população.


Define-se como saneamento básico “o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas”, de acordo com a Lei 11.445/07. Basicamente, trata-se de um direito, garantido pela Constituição, ao acesso à água potável e a um sistema eficaz de descarte e tratamento de dejetos, como fezes e urina.


Segundo o Dr. Marcelo de Carvalho Ramos, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), médico infectologista e que retornou recentemente de um projeto da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), após ter atuado durante seis meses na província de Nampula, em Moçambique, o acesso ao saneamento básico é um dos principais meios de prevenir o aparecimento de um grande número de doenças. “Com o saneamento básico se consegue prevenir doenças, principalmente, porque interrompemos um ciclo de transmissão que chamamos de fecal-oral. O acesso à água de boa qualidade e em quantidade adequada, juntamente com o encaminhamento correto das fezes, são fundamentais para diminuir a quantidade de doenças. Pois [o saneamento] evita a transmissão e a aquisição delas, uma vez que a água é um veículo importante para transmissão de diversas doenças”, diz.


De fato, de acordo com o Ministério da Saúde (DATASUS, 2021), em 2021, foram registradas cerca de 130 mil internações causadas pelas doenças de veiculação hídricas, ou seja, provocadas por contaminação da água. Mas quais são essas doenças e quais os riscos que a população sem acesso ao saneamento básico corre em relação a sua saúde? “As principais doenças causadas pela falta de saneamento básico são: doenças diarreicas por Escherichia coli, Hepatite A, cólera, leptospirose, febre tifoide, verminoses, giardíase, amebíase, dengue, chikungunya e contaminação por metais pesados como mercúrio”, explicou a Dra. Cláudia Maruyama, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.


ODr. Alexandre Schwarzbold, infectologista, professor de medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica mais em detalhe a ocorrência de leptospirose. “Trata-se de uma bactéria que é transmitida a partir do contato com a urina dos ratos. Então, nesses lugares onde não há saneamento, a água entra em contato com a urina dos roedores que contaminada pela bactéria leptospira pode ser transmitida aos humanos. Essa contaminação da água com a urina se dá principalmente depois de enchentes e períodos de chuvas, e acaba aumentando a chance de infectar pessoas”, diz.


Para o Dr. Marcelo, as diarreias, que podem ter diversas causas, são as principais enfermidades relacionadas a esse contexto de falta de saneamento. “Eu citaria principalmente as diarreias causadas por vírus, como o rotavírus, que podem ser transmitidas pela água. O tratamento adequado [da água] evitaria esse tipo de doença. Existem também uma infinidade de bactérias que podem causar a diarreia. As mais conhecidas são as salmonelas e as shigellas. Há também os protozoários, como por exemplo as giárdias. Podemos falar também dos coccídios, como o cryptosporidium, que causam diarreia principalmente em crianças. E também pelos vermes, como é o caso da estrongiloidíase, por exemplo. Na verdade, ele penetra pela pele e assim provoca diarreia. As fezes contaminadas, com ovos de strongyloides, se desenvolvem em larvas no solo, e se não têm umdestino adequado, vão infectar novos indivíduos. Assim, eu diria que no reino dos microorganismos e até dos vermes existe uma infinidade de doenças que podem ser transmitidas pela falta de saneamento”, conclui.


É importante lembrar que a diarreia ainda é uma causa importante de mortalidade, principalmente entre crianças. Dados de 2018 do Ministério da Saúde mostram que houve quase 80 mil internações causadas por diarreia e que as regiões com maior mortalidade são o Nordeste e o Norte do país.


Outras doenças que assolam o país são as que são transmitidas tendo mosquitos como vetores. Dengue e chikungunya infectam milhares de brasileiros todos os anos, levando, muitas vezes, a óbitos. Até o mês de março de 2023 foram 117 mortes por dengue e 6 por chikungunya. Embora não tenha o mesmo ciclo oral-fecal que a maioria das doenças causadas por falta de saneamento básico, essas enfermidades são transmitidas através de mosquitos que se desenvolvem em água parada.


Segundo o Dr. Marcelo, “esses locais servem de criadouros para os vetores, que são os mosquitos. Eles vão transmitir a doença de uma pessoa para a outra. Então o saneamento e a limpeza do ambiente são fatores que vão contribuir bastante para evitá-las. Mesmo que não sejam doenças que são transmitidas pela água ou que passam de indivíduo a indivíduo pelas fezes. O ambiente limpo é fundamental para evitar o criadouro desses vetores, uma vez que eles se estabelecem geralmente num ambiente úmido e mal capinado”.


(Adaptado de: Equipe do Portal Drauzio Varella. Quais doenças podem ser causadas pela falta de saneamento básico? Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/quais-doencas-podem-ser-causadas-pela-falta-de-saneamento-basico/. Acesso em: 20 fev. 2024).

Em relação aos recursos linguístico-semânticos empregados em “Pois [o saneamento] evita a transmissão e a aquisição delas, uma vez que a água é um veículo importante para transmissão de diversas doenças”, considere as afirmativas a seguir.

I. O termo “pois” introduz uma oração com sentido explicativo em relação ao enunciado anterior.

II. O pronome “delas” faz referência direta ao termo “doenças” citado anteriormente.

III. A expressão “uma vez que” introduz uma oração que indica a consequência de uma ação apresentada anteriormente.

IV. A palavra “para” tem papel de concluir uma informação apresentada anteriormente.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Bibliotecário |
Q3888601 Português

Leia o texto para responder à questão.



Amenizar a dor



    Com o acelerado envelhecimento da população mundial, governos devem estar mais atentos à assistência médica na fase final da vida.


    Sistemas de saúde podem, sim, aliviar a dor até a chegada desse momento, com os cuidados paliativos – o conjunto de serviços prestados por equipe multidisciplinar (medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional etc.) que visam tratar sintomas e melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares.


    Mas a Organização Mundial da Saúde estima que só 1 em cada 10 pessoas que precisam desses cuidados no mundo tenha acesso a eles.


    No Brasil, a atenção das políticas públicas ao tema é incipiente. Desde 2002, existe o Programa Nacional de Assistência à Dor e Cuidados Paliativos e, desde lá, foram criadas portarias com foco em oncologia.


    Só em 2018, uma resolução dispôs diretrizes para a organização dos cuidados paliativos no SUS. Mais importante: estabeleceu que qualquer pessoa afetada por doença aguda ou crônica potencialmente terminal, não só câncer, é elegível para o acesso ao serviço.


    Espera-se que o incremento da política de cuidados paliativos torne o fim da vida de muitos brasileiros mais humanizado e menos dolorido.



(Editorial. Folha de S.Paulo, 19.12.2023. Adaptado)

As equipes multidisciplinares dedicam-se __________ melhora da qualidade de vida de pacientes e familiares, estando atentas ________ demandas de cada caso. Não podem abster-se, portanto, ________ cuidados paliativos compatíveis _______ cada situação vivenciada.



De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com: 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Bibliotecário |
Q3888600 Português

Leia o texto para responder à questão.



Amenizar a dor



    Com o acelerado envelhecimento da população mundial, governos devem estar mais atentos à assistência médica na fase final da vida.


    Sistemas de saúde podem, sim, aliviar a dor até a chegada desse momento, com os cuidados paliativos – o conjunto de serviços prestados por equipe multidisciplinar (medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional etc.) que visam tratar sintomas e melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares.


    Mas a Organização Mundial da Saúde estima que só 1 em cada 10 pessoas que precisam desses cuidados no mundo tenha acesso a eles.


    No Brasil, a atenção das políticas públicas ao tema é incipiente. Desde 2002, existe o Programa Nacional de Assistência à Dor e Cuidados Paliativos e, desde lá, foram criadas portarias com foco em oncologia.


    Só em 2018, uma resolução dispôs diretrizes para a organização dos cuidados paliativos no SUS. Mais importante: estabeleceu que qualquer pessoa afetada por doença aguda ou crônica potencialmente terminal, não só câncer, é elegível para o acesso ao serviço.


    Espera-se que o incremento da política de cuidados paliativos torne o fim da vida de muitos brasileiros mais humanizado e menos dolorido.



(Editorial. Folha de S.Paulo, 19.12.2023. Adaptado)

A concordância nominal e a concordância verbal atendem à norma-padrão em:
Alternativas
Q3888014 Português
Um dos problemas mais frequentes na produção de um texto é a possível ambiguidade de algum termo; assinale a frase abaixo em que há ambiguidade provocada pela má colocação de um dos seus termos.
Alternativas
Q3888011 Português
Assinale a frase, baseada no romance Dom Casmurro, que mostra erro de concordância da palavra “meio”.
Alternativas
Q3884584 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


"Fala, amendoeira"


     Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caеm. E como o cronista lhe perguntasse -fala, amendoeira! -por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares a árvore pareceu explicar-lhe:

     - Não vés? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

     -E vais outoneando sozinha?

    - Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

    - Somos todos assim. 

    -Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

    - Não me entristeça.

   - Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 13-14)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q3884583 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


"Fala, amendoeira"


     Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caеm. E como o cronista lhe perguntasse -fala, amendoeira! -por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares a árvore pareceu explicar-lhe:

     - Não vés? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

     -E vais outoneando sozinha?

    - Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

    - Somos todos assim. 

    -Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

    - Não me entristeça.

   - Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 13-14)
É adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:
Alternativas
Q3799321 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco."

As duas ocorrências do "que" no período acima se classificam, respectivamente, como
Alternativas
Q3799320 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"A votação foi realizada depois que a ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política - dando, assim, apoio suficiente para a medida ser aprovada."

O termo destacado no período acima apresenta papel semântico de
Alternativas
Q3799319 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei."

O termo destacado no período acima exerce função sintática de 
Alternativas
Q3799316 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"De acordo com a UE, 81% dos hábitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação."

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento destacado no período acima tenha sido realizada de acordo com a norma culta, não leve em conta qualquer alteração de sentido.
Alternativas
Q3799315 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada."

A locução conjuntiva destacada no período acima é equivalente a
Alternativas
Q3799311 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"A política tem como objetivo reverter o declínio dos hábitats naturais (1) da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2 (2)."

Os termos destacados no período acima em (1) e (2) desempenham função sintática, respectivamente, de
Alternativas
Q3799310 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor."

No período acima há
Alternativas
Q3799304 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030."

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento destacado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta, não leve em conta possíveis alterações de sentido.
Alternativas
Q3799302 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Países da União Europeia aprovam lei histórica para restauração de ecossistemas


Os países da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira (17) uma política emblemática para restaurar ecossistemas, após meses de atraso.

A chamada lei de restauração da natureza está entre as maiores medidas ambientais da União Europeia. Ela exige, entre outros pontos, que os Estados-membros introduzam medidas de restauração de um quinto de suas terras e mares até 2030.

Os ministros do Meio Ambiente dos países do bloco apoiaram a política em uma reunião em Luxemburgo, o que significa que agora ela pode ser transformada em lei.

A votação foi realizada depois que a A ministra do Meio Ambiente da Áustria, Leonore Gewessler, dos Verdes, desafiou seus parceiros de coalizão conservadores, comprometendo-se a apoiar a política dando, assim, − apoio suficiente para a medida ser aprovada.

"Sei que enfrentarei oposição na Áustria em relação a isso, mas estou convencida de que este é o momento de adotar essa lei", disse Gewessler à imprensa.

A política tem como objetivo reverter o declínio dos habitats naturais da Europa e inclui metas específicas, por exemplo, para restaurar as terras de turfa para que possam absorver as emissões de CO2.

De acordo com a UE, 81% dos habitats da região são classificados como tendo saúde precária e até 70% dos solos se encontram em mau estado de conservação.

A iniciativa da ministra austríaca irritou o Partido Popular, conservador, do chanceler Karl Nehammer, que se opõe à lei. A ministra do partido para assuntos da UE, Karoline Edtstadler, afirmou que o voto favorável de Gewessler seria inconstitucional.

A Bélgica, que detém a presidência rotativa da União Europeia e preside as reuniões de ministros, disse que a disputa do governo austríaco não afetaria a legalidade do voto dos ministros do bloco.

Os países da UE e o Parlamento Europeu negociaram um acordo sobre a lei no ano passado, mas ela foi alvo de críticas de alguns governos nos últimos meses, em meio a protestos de agricultores contrários às regulamentações europeias.

Finlândia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia e Suécia votaram contra a lei na segunda-feira. A Bélgica se absteve.

Os países da UE haviam planejado aprovar a política em março, mas cancelaram a votação depois que a Hungria inesperadamente retirou seu apoio, eliminando a pequena maioria a favor. 

Pelo texto, entre outros pontos, os países serão forçados a manter inalteradas as suas áreas de espaços verdes e arborizados nas cidades em 2030, em relação a como estavam em 2021. Há, contudo, algumas exceções, válidas para lugares em que os espaços verdes já constituem 45% dos ecossistemas urbanos.

A lei aprovada também prevê eliminar obstáculos (por exemplo, algumas pequenas barragens obsoletas) nos rios, para atingir pelo menos 25 mil km de hidrovias até 2030, para uma melhor "conectividade natural".

No mesmo período, os Estados deverão ter adotado medidas que permitam o desenvolvimento de vários indicadores florestais, com o objetivo de plantar pelo menos três bilhões de árvores até 2030.

As nações têm até 2050 para aplicarem medidas de restauração em todas as áreas exigidas na lei. O texto oferece, porém, uma flexibilidade para os países cuja maior parte de seu território é coberta por um único tipo de ecossistema, como os países escandinavos.

Nesses lugares, deverão ser tomadas medidas para alcançar "tendências crescentes", até o final de 2030, para dois dos três indicadores previstos na lei. Além disso, nesses casos, o texto define metas populacionais para aves.

A norma prevê que 30% das zonas úmidas drenadas utilizadas na agricultura devem ser restauradas até 2030, para atingir 40% em 2040 e 50% em 2050, com o objetivo de reativar os sumidouros naturais de carbono.

Peça-chave do Acordo Verde Europeu, esta legislação passou por uma longa e complexa negociação no Parlamento.

Na avaliação inicial, os eurodeputados eliminaram um artigo relativo às terras agrícolas. Esse tópico, posteriormente, foi restabelecido, ainda que de forma simplificada.

A meta de expandir as zonas de "alta diversidade" para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar.

Também foi incluído um mecanismo para suspender a aplicação das disposições do texto em caso de circunstâncias "excepcionais", sobretudo em caso de "consequências graves sobre a disponibilidade de terras necessárias para garantir uma produção suficiente para  o consumo da UE".

Esse "freio emergencial" pode ser ativado pela Comissão Europeia o − braço executivo da EU por um período − máximo de um ano.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 17 jun. 2024. 
"A meta de expandir as zonas de 'alta diversidade' para 10% das terras agrícolas do bloco foi rejeitada pela oposição dos eurodeputados de direita, que a viam como uma ameaça à segurança alimentar."

O termo destacado no período acima exerce função sintática de
Alternativas
Q3798323 Português
Pertencem à classe dos pronomes as palavras que denotam seres ou se referem a eles, considerando-os pessoas do discurso ou relacionando-se a elas. Sabendo disso, assinale abaixo a única alternativa cuja palavra em destaque é um pronome e está empregada em função de adjunto adnominal.
Alternativas
Q3798316 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


QUATRO SÉCULOS DE MUDANÇAS


Por José Pio Martins


Nos últimos 323 anos, desde o início do século 18, o mundo passou pelas maiores transformações de todos os tempos. O século 18 foi o mais revolucionário, o 19 foi o mais inventivo, o 20 foi o mais violento, e o 21 deve ser o de maiores transformações. Anteriormente ao século 18, houve a Revolução Inglesa, com ápice em 1688, que impôs o fim da soberania dos reis e passou a perseguir a ordem liberal, a economia capitalista e o regime político fundado na democracia. No ano de 1776, consolidou-se a Revolução Americana, que libertou os Estados Unidos do jugo da Inglaterra e, em 1789, o mundo viu a Revolução Francesa completar três eventos históricos suficientes para considerar o século 18 como o mais revolucionário.

Na sequência, o mundo adentrou o século 19, consolidando a Revolução Industrial, que, entre 1815 e 1840, produziu transformações econômicas iniciadas com a máquina a vapor, a estrada de ferro, o trem de ferro e o navio a vapor. Entre 1750 e 1840 houve a consagração da Revolução Industrial, que foi ampliada pela segunda revolução tecnológica moderna, com a invenção do motor a combustão interna, os veículos automotores, a indústria do petróleo, a água tratada encanada, o telefone e, principalmente, a maior de todas as invenções: a eletricidade; e o século 19 mereceu o título de o mais inventivo.

Seguindo, entramos no século 20, que, embora tenha sido um tempo de inovações e tecnologias disruptivas, foi o século mais sanguinário. Milhões de vidas humanas foram exterminadas em guerras e revoluções políticas. O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos na gestão de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981, Zbigniew Brzezinski (1928-2017), publicou o relatório As Megamortes, no qual ele listou 243 conflitos militares no século 20, que resultaram em 187 milhões de mortes.

Esse número foi revisado para 237 milhões de mortes, pois inicialmente constavam 20 milhões de mortes no período de Mao Tsé-Tung de 1949 a 1976, dado este alterado para 70 milhões de mortes na China comunista de Mao. Apesar de violento, o século 20 foi inventivo com o rádio (1920), o avião a jato (1939), o computador (1945), o telefone celular (1973), a internet (1989) e outros tantos mais.

E chegamos ao século 21, atualmente em sua terceira década, e vemos a aceleração da quarta revolução tecnológica moderna em setores como biotecnologia, inteligência artificial, farmacologia, máquinas inteligentes, robôs cognitivos, metamateriais, cura de doenças etc. Ele caminha para ser o século de maiores transformações, inclusive na área demográfica, que pode levar a população mundial aos 9,4 bilhões de habitantes até 2050 e ver esse número cair para pouco mais da metade em 2100, ficando em torno de 4,7 bilhões. 0 assunto é complexo, mas o fato é que esses quatro últimos séculos dividiram-se em maravilhas cientificas criadoras de alegria e bem-estar, de um lado, e sofrimento e sangue, de outro lado. O mundo floresceu em riquezas sob a genialidade humana, mas também gerou enormes guetos de pobreza e morte sob a estupidez dessa mesma humanidade.


Revista Humanitas. Nº 177 − agosto de 2024 (adaptado)
Sobre o período "entramos no século 20, que, embora tenha sido um tempo de inovações e tecnologias disruptivas, foi o século mais sanguinário", é correto afirmar que ele é composto por
Alternativas
Q3740562 Português
Escolha a alternativa que apresenta uma locução adjetiva. 
Alternativas
Respostas
12801: C
12802: A
12803: E
12804: A
12805: C
12806: B
12807: B
12808: D
12809: A
12810: D
12811: A
12812: A
12813: B
12814: C
12815: B
12816: A
12817: C
12818: A
12819: A
12820: D