Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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No Rio de Janeiro, moradores da Penha transformaram a praça em necrotério improvisado, expondo à luz do dia aquilo que o genocídio negro institucionalizado que o Estado insiste em varrer para as sombras.
I. No período analisado, há três orações;
II. O termo “que o Estado” poderia ser retirado do período para melhorar a construção sintático-semântica;
III. O termo “à luz do dia” exerce função sintática de adjunto adverbial no período;
IV. A vírgula que intercala o termo “No Rio de Janeiro” é desnecessária no período.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas apenas:
I. Na oração em análise, temos um sujeito simples em que o núcleo, morfologicamente, é um pronome indefinido.
II. Quanto ao predicado, temos um predicado verbal.
III. Na oração em análise, o verbo, quanto à transitividade, classifica-se como verbo transitivo direto.
IV. O verbo copulativo “vira” liga o sujeito ao predicativo do sujeito.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:

Disponível em: https://www.petlove.com.br/dicas/ dezembro-verde-conscientizacao-ao-nao-abandono-de-animais. Acesso em: 30 de setembro de 2025. (Texto adaptado).
De acordo com o texto, o movimento “Dezembro verde”, existe há 11 anos. A expressão em destaque pode ser reescrita por meio do emprego do verbo “fazer”, substituindo o verbo “existir”. Desse modo, determine a alternativa que apresenta a reescrita da expressão conforme as regras de concordância verbal.
Disponível em: https://fnpeti.org.br/noticias/2019/05/23/campanhacontra-o-trabalho-infantil-comeca-em-todo-o-pais/. Acesso em: 12 de outubro de 2025.
Indique a alternativa que apresenta o plural da oração “Criança não deve trabalhar”.
“Foi entregue aos avaliadores uma síntese dos dados, favorável às conclusões, e anexaram se lhe comentários técnicos.”
Indique a frase CORRETA em que o “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito.
O Texto II serve de base para à questão abaixo.
Julián Fuks
Colunista do UOL
21/01/2023 06h00
Era a primeira noite franca depois de muitos dias de chuva. Casualmente, olhamos para o alto e surpreendemos as estrelas, um céu tão cheio de astros quanto estávamos cheios de desejos. As meninas decidiram fazer pedidos, eе Penélope, a menor, tomou a dianteira: quero todo mundo em casa. Pensei no ano duro que deixamos para trás, feito de pressas, fugas, perdas, e senti seu anseio justo e certeiro. Tulipa, a maior, sem baixar a cabeça, mas fechando os olhos com força, não fez bem um pedido, e sim uma exigência para si mesma: quero aprender logo, hoje, amanhã ou depois de amanhã, a escrever todas as palavras. Nada pude responder, não me cabia invadir a intimidade de seu pedido, ouvi-lo era já um excesso. Mas pensei no que havia de ternura e beleza naquela vontade, e na avidez com que ela tem delineado letras em qualquer papel, ou soletrado nomes em sussurros para ninguém. Está começando a aprender a escrever, e já entendeu que as palavras podem ser estranhas, esquivas, insensatas, incertas, que é preciso olhá-las com desconfiança, que podem se reger por leis obscuras que nunca conhecemos por completo. Nada pude dizer, mas pensei naquele momento que essa é também a minha ânsia, que quero aprender logo a escrever todas as palavras. Que essa é tarefa para muitos amanhãs, e que será sorte se ela e eu preservarmos tal desejo a vida inteira.
[...]
Você, Tulipa, já conhece essa vastidão do tempo, e por isso posso escrever este texto confiando que você o lerá amanhã, aos seus quinze, ou vinte, ou trinta anos. Talvez eu não tenha nada a lhe oferecer num amanhã tão longínquo, talvez não lhe interesse amanhã nenhum conselho, mas ainda assim o ofereço, como um pai envelhecido. Paciência, filha, é preciso paciência para chegar a escrever todas as palavras. Calma, filha, é possível ter calma porque as palavras não têm pressa, não fogem, não se perdem.
Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2023/01/21/sobre-criancas-palavras-estrelas-conselho-a-quem-comeca-a-escrever.htm
O Texto II serve de base para à questão abaixo.
Julián Fuks
Colunista do UOL
21/01/2023 06h00
Era a primeira noite franca depois de muitos dias de chuva. Casualmente, olhamos para o alto e surpreendemos as estrelas, um céu tão cheio de astros quanto estávamos cheios de desejos. As meninas decidiram fazer pedidos, eе Penélope, a menor, tomou a dianteira: quero todo mundo em casa. Pensei no ano duro que deixamos para trás, feito de pressas, fugas, perdas, e senti seu anseio justo e certeiro. Tulipa, a maior, sem baixar a cabeça, mas fechando os olhos com força, não fez bem um pedido, e sim uma exigência para si mesma: quero aprender logo, hoje, amanhã ou depois de amanhã, a escrever todas as palavras. Nada pude responder, não me cabia invadir a intimidade de seu pedido, ouvi-lo era já um excesso. Mas pensei no que havia de ternura e beleza naquela vontade, e na avidez com que ela tem delineado letras em qualquer papel, ou soletrado nomes em sussurros para ninguém. Está começando a aprender a escrever, e já entendeu que as palavras podem ser estranhas, esquivas, insensatas, incertas, que é preciso olhá-las com desconfiança, que podem se reger por leis obscuras que nunca conhecemos por completo. Nada pude dizer, mas pensei naquele momento que essa é também a minha ânsia, que quero aprender logo a escrever todas as palavras. Que essa é tarefa para muitos amanhãs, e que será sorte se ela e eu preservarmos tal desejo a vida inteira.
[...]
Você, Tulipa, já conhece essa vastidão do tempo, e por isso posso escrever este texto confiando que você o lerá amanhã, aos seus quinze, ou vinte, ou trinta anos. Talvez eu não tenha nada a lhe oferecer num amanhã tão longínquo, talvez não lhe interesse amanhã nenhum conselho, mas ainda assim o ofereço, como um pai envelhecido. Paciência, filha, é preciso paciência para chegar a escrever todas as palavras. Calma, filha, é possível ter calma porque as palavras não têm pressa, não fogem, não se perdem.
Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2023/01/21/sobre-criancas-palavras-estrelas-conselho-a-quem-comeca-a-escrever.htm
“Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna o grande ainda menor. O ex-pequeno , logo promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se o seu sofrimento tiver boa memória.”
Observando-se os períodos e as orações do trecho acima, pode-se afirmar que a cronista escreveu: