Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Considerando o estudo de regência verbal e nominal, aspectos gramaticais e a charge a seguir, assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego dos termos regentes e seus termos regidos.

Leia o poema de Ferreira Gullar, em seguida, assinale a alternativa correta a respeito das regras de concordância.
NÃO HÁ VAGAS
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
- porque o poema, senhores,
está fechado:
"não há vagas"
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira
Gullar, Ferreira.In: Toda Poesia. Rio de Janeiro,
Civilização Brasileira, 1970
A concordância é um mecanismo linguístico comum aos textos que se expressam no padrão culto e divide-se em verbal, concordância entre sujeito e predicado, e nominal, concordância em gênero e número entre o substantivo e seus determinantes.
A partir das informações apresentadas, assinale a alternativa correta de acordo com a concordância verbal e nominal.
Leia esta tira, de Quino:

No 2° quadrinho da tira se lê: "... bombas de
grande poder foram lançadas pela aviação
de...” , a respeito da oração, marque a
alternativa incorreta.
Leia o texto que segue e assinale a alternativa correta.
Investimento
De acordo com as últimas estatísticas para fins didáticos, é profundamente errado, e antipedagógico, ensinar às crianças a não mentir. Está provado que vencer na vida depende essencialmente de uma boa cara-de-pau.
Os institutos Gallup e Poli, reunidos, mostram que a mentira aumenta na medida da importância do posto hierárquico ocupado pela pessoa e que um presidente da república de um grande país mente mais que o presidente da república de um pequeno país, na proporção direta da diferença de poderio econômico dos dois países.
Os famosos institutos de pesquisa acima citados foram mais além: mostraram que, só na guerra do Vietnam, os líderes americanos mentiram mais que outros líderes de todas as outras guerras conhecidas até hoje.
Millor Fernandes
Analise as seguintes frases tiradas do texto 2:
I. “a atriz Ísis Valverde desabafou”, linhas 50 e 51.
II. “diz a professora de mitologia Helenice Hartmann”, linhas 78 e 79.
III. “sugere o filósofo francês André Comte-Sponville”, linhas 108 e 109.
Com base na estrutura sintática das frases, é correto dizer-se que há sujeito em
Os cabeças-sujas e seu mundinho
A pessoa que joga lixo na rua, na calçada ou na praia se revela portadora de uma disfunção mental e social que a inabilita para o sucesso no atual estágio da civilização.
Que tipo de gente joga lixo na rua, pela janela do carro ou deixa a praia emporcalhada quando sai? Uma das respostas corretas é: um tipo que está se tornando mais raro. Sim. A atual geração de adultos foi criança em um tempo em que jogar papel de bala ou a caixa vazia de biscoitos pela janela do carro quase nunca provocava uma bronca paterna. Foi adolescente quando amassar o maço vazio de cigarros e chutá-lo para longe não despertava na audiência nenhuma reação especial, além de um “vai ser perna de pau assim na China”. Chegou à idade adulta dando como certo que aquelas pessoas de macacão com a sigla do Serviço de Limpeza Urbana estampada nas costas precisam trabalhar e, por isso, vamos contribuir sujando as ruas. Bem, isso mudou. O zeitgeist, o espírito do nosso tempo, pode não impedir, mas, pelo menos, não impele mais ninguém com algum grau de conexão com o atual estágio civilizatório da humanidade a se livrar de detritos em lugares públicos sem que isso tenha um peso, uma consequência. É feio. É um ato que contraria a ideia tão prevalente da sustentabilidade do planeta e da preciosidade que são os mananciais de água limpa, as porções de terra não contaminadas e as golfadas de ar puro.
E, no entanto, as pessoas ainda sujam, e muito as cidades impunemente.
Só no mês de janeiro, 3000 toneladas de lixo foram recolhidas das praias cariocas – guimbas de cigarro, palitos de picolé, cocô de cachorro e restos de alimento. Empilhadas, essas evidências de vida pouco inteligente lotariam cinco piscinas olímpicas. Resume o historiador Marco Antônio Villa: “Ao contrário de cidadãos dos países desenvolvidos, o brasileiro só vê como responsabilidade sua a própria casa e não nutre nenhum senso de dever sobre os espaços que compartilha com os outros – um claro sinal de atraso”.
O flagrante descaso com o bem público tem suas raízes fincadas na história, desde os tempos do Brasil colônia. No período escravocrata, a aristocracia saía a passear sempre com as mãos livres, escoltada por serviçais que não só carregavam seus pertences como limpavam a sujeira que ia atirando às calçadas. Não raro, o rei Dom João VI fazia suas necessidades no meio da rua, hábito também cultivado pelo filho, Pedro I, e ainda hoje presente. Foi com a instauração da República que o Estado assumiu, de forma sistemática, o protagonismo no recolhimento do lixo, mas isso não significou, nem de longe, nenhuma mudança de mentalidade por parte dos brasileiros. Cuidar da sujeira continuou a ser algo visto como aquilo que cabe a terceiros – jamais a si mesmo.
Existe uma relação direta entre o nível de educação de um povo e a maneira como ele lida com o seu lixo. Não por acaso, o brasileiro está em situação pior que o cidadão do Primeiro Mundo quando se mede a montanha de lixo nas ruas deixada por cada um deles.
Desde a Antiguidade, as grandes cidades do mundo, que já foram insalubres um dia, só conseguiram deixar essa condição à custa de um intenso processo de urbanização, aliado à mobilização dos cidadãos e a severas punições em forma de multa. “A concepção do bem público como algo valoroso nunca é espontânea, mas, sim, fruto de um forte empenho por parte do Estado e das famílias”, diz o filósofo Roberto Romano.
(Veja 09/03/2011, pág. 72 / com adaptações)
No filão dos filmes sobre o crime organizado no Brasil, 400 Contra Um descreve a gênese do Comando Vermelho que, em tese, teria nascido da convivência entre presos políticos e comuns na Ilha Grande. (...) O resto não está à altura e padece daquela estetização da violência que aspira o sucesso de público e o impacto da denúncia social. Não se sabe se acertará muito qualquer desses dois alvos. (O Estado de S.Paulo, 6 de agosto de 2010, p. D8. Adaptado)
Do ponto de vista das regras da gramática normativa, percebe-se um problema de regência quanto ao emprego do verbo “aspirar”, no fragmento. Essa falha pode ser reconhecida
Leia o texto seguinte para responder à questão.
DA REDAÇÃO – Escolher a profissão dos sonhos faz parte do passado para muita gente, que acabou optando por cursar uma faculdade visando principalmente ao mercado de trabalho. É o caso do Direito, onde um número significativo fará o curso não para atuar em tribunais, mas conhecer legislação e poder utilizar aquele conhecimento em um concurso público.
A propósito do fragmento “No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional”, afirma-se:
I. falta o sinal de crase na expressão “segue a carreira de advogado”; II. o emprego do futuro do presente, em “encontrará”, está inadequado; III. falta o sinal de crase na expressão “em relação a qualidade”; IV. a vírgula colocada depois de “advogado” não deveria existir.Está correto o contido em
Leia o texto seguinte para responder à questão.
DA REDAÇÃO – Escolher a profissão dos sonhos faz parte do passado para muita gente, que acabou optando por cursar uma faculdade visando principalmente ao mercado de trabalho. É o caso do Direito, onde um número significativo fará o curso não para atuar em tribunais, mas conhecer legislação e poder utilizar aquele conhecimento em um concurso público.
(a) Uma pesquisa com 600 crianças e adolescentes mostra que a publicidade tem função pedagógica – e prova que a garotada vê comerciais com um inteligente ceticismo.
(Veja, 18 de agosto de 2010, p. 117)
(b) Morador de Bruxelas, morto em junho, teria contraído bactéria resistente a antibióticos no país asiático após o acidente e a hospitalização. (Folha de S.Paulo, 16 de agosto de 2010, on line)
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas desta versão do texto (b).
Morador de Bruxelas, morto em junho, teria contraído__________ bactéria resistente__________ vacina aplicada, no país asiático, após o acidente e____________ hospitalização.


