Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Questões Discursivas

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Q1039819 Português
Assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: CREMESP Prova: FCC - 2016 - CREMESP - Copeiro |
Q1034004 Português
Em reunião realizada na capital de Ruanda, no leste da África, as nações do mundo ...I... em cortar cerca de 80% das emissões dos gases HFCs, o que ...II... o aquecimento global em 0,5 grau Celsius ainda neste século. Os países ...III... estabilizando suas emissões de HFCs e farão cortes de 80% ou mais até a metade deste século. (Adaptado de: Folha de S.Paulo, 16/10/16. Mundo, A19)
Preenchem corretamente as lacunas I, II e III da notícia acima, nesta ordem:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: CREMESP Prova: FCC - 2016 - CREMESP - Copeiro |
Q1033998 Português

Por que o cão que insiste em enterrar ossos? Na verdade, ele age assim porque ancestrais que ...I... comida lhe ...II... esse instinto. Enquanto outros exemplares menos precavidos eram mais atingidos pela fome, os mais bem nutridos ...III... se defender e se reproduzir melhor.

(Adaptado de: ROSSI, Alexandre. Disponível em: http://www.scielo.br)


Completam corretamente as lacunas I, II e III, nessa ordem:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: CREMESP Prova: FCC - 2016 - CREMESP - Copeiro |
Q1033994 Português
Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.

        Uma pesquisa feita em uma universidade mostrou que cães têm a capacidade de distinguir palavras de um vocabulário e captar a entonação da fala dos donos usando regiões cerebrais semelhantes àquelas usadas por seres humanos.
         Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram a atividade do cérebro dos cães em aparelhos de ressonância magnética. Eles ouviam então gravações de vozes de seus donos ou treinadores usando várias combinações de vocabulário e entonação, ou elogiando ou de modo neutro.
       "A imagem por ressonância magnética fornece um método inofensivo de medição de que os cães gostam", diz a coautora do estudo.
       Independentemente da entonação, cães reconheceram cada palavra como algo distinto e o fizeram de uma forma similar aos seres humanos, usando o lado esquerdo do cérebro.
       Os pesquisadores descobriram ainda que os cães processam a entonação separadamente do vocabulário, nas regiões auditivas no lado direito do cérebro, o que também acontece com humanos.
       Os pesquisadores observaram que o elogio ativa o "centro de recompensa" do cérebro dos cães – a região que responde a estímulos de prazer. Mas o centro de recompensa só era ativado quando o cão ouvia palavras de louvor com entonação adequada.
       Isso mostra que, para os cães, um elogio pode funcionar como recompensa, mas funciona melhor ainda se as palavras e a entonação baterem. Ou seja, os animais não só separam o que dizemos e como dizemos, mas também podem combinar os dois para uma melhor interpretação do que aquelas palavras realmente querem dizer.
        Os resultados indicam que os mecanismos neurais para processar palavras evoluíram bem antes do que se imaginava. "O que torna as palavras singularmente humanas não é a capacidade neural para processá-las", dizem os autores. Seres humanos são únicos na sua capacidade de inventar palavras.
(Adaptado de: NETO, Ricardo Bonalume. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia)  
Ao se reescrever uma passagem do texto, foi observado o respeito às normas de concordância em:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: CREMESP Prova: FCC - 2016 - CREMESP - Copeiro |
Q1033991 Português
Está plenamente correta a concordância, a ortografia e a acentuação da frase que se encontra em:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRA-GO Prova: Quadrix - 2016 - CRA-GO - Motorista |
Q1020142 Português

Para responder a questão, leia os quadrinhos a seguir.



Das palavras a seguir, retiradas do primeiro quadrinho, qual delas introduz uma subordinação?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRA-GO Prova: Quadrix - 2016 - CRA-GO - Motorista |
Q1020141 Português

Para responder a questão, leia os quadrinhos a seguir.



Assinale a alternativa que contenha um trecho com verbo de ligação, no contexto em que aparece.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRA-GO Prova: Quadrix - 2016 - CRA-GO - Motorista |
Q1020140 Português
Tomada de decisão

   O que um administrador faz é tomar decisões. No seu dia a dia, dentre outras funções e atividades secundárias, o que um gestor da pequena empresa faz é apurar as informações provenientes dos relatórios e identificar a melhor alternativa.
    O planejamento é crucial para uma decisão concisa e adequada, o que, porém, não garante o acerto. Existirá sempre uma probabilidade de erro e, dessa maneira, o risco deve ser administrado da melhor maneira possível.
   Em um contexto corporativo, muitos observam somente seus objetivos para tomar suas decisões – o que é um procedimento aceitável, desde que se deseje administrar sempre com o foco no curto prazo, como um bombeiro ao apagar um incêndio. Os gestores devem se preocupar com o longo prazo, com decisões que irão render frutos no futuro e, dessa maneira, que colaborem para relações mais lucrativas e projetos mais estáveis.
     Temos 4 regras primordiais para o processo decisório:
     1. Tenha vontade de decidir;
     2. Não tome decisões desnecessárias;
     3. Procure não decidir precocemente;
     4. Evite chegar a uma conclusão tarde demais.
   Identificamos que uma simples decisão de comprar um produto à vista ou a prazo pode prejudicar a organização. Internalizar tais questões e abranger toda a organização nesse processo poderá facilitar o trabalho do administrador da pequena empresa, contudo a palavra final é sempre dele.
  Decisões muito precoces podem prejudicar a organização, ou por revelarem estratégias corporativas para os concorrentes, ou por deixarem vazar alguma informação sigilosa.
    Em contrapartida, decisões tomadas tarde demais também podem prejudicar a organização. O gestor da pequena empresa deve estar antenado com o mercado para novas tecnologias e processos, para qual tendência de consumo ele está se dirigindo.
     O administrador que objetiva somente o lucro de sua organização está com o que especialistas denominam visão estratégica míope, ou seja, com dificuldades de estabelecer projetos de longo prazo. Para colher bons frutos, o administrador deve plantar boas sementes na época correta, como contratar profissionais competentes, ter um produto de qualidade e se posicionar ativamente no mercado.
   Tais decisões irão desencadear um processo de agregação de valor e maior entrada de recursos de maneira secundária e, com certeza, serão mais lucrativas a longo prazo. Portanto, o administrador deve ponderar como tal processo pode ser construído, para que suas decisões sejam elaboradas com argumentos concretos.
(www.portaleducacao.com.br)
Releia e analise esta passagem do texto:
Para colher bons frutos, o administrador deve plantar boas sementes na época correta [...]
Com relação à regência dos verbos "colher" e "plantar", no contexto em que eles aparecem na passagem acima, assinale a alternativa totalmente correta.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRA-GO Prova: Quadrix - 2016 - CRA-GO - Motorista |
Q1020137 Português
Tomada de decisão

   O que um administrador faz é tomar decisões. No seu dia a dia, dentre outras funções e atividades secundárias, o que um gestor da pequena empresa faz é apurar as informações provenientes dos relatórios e identificar a melhor alternativa.
    O planejamento é crucial para uma decisão concisa e adequada, o que, porém, não garante o acerto. Existirá sempre uma probabilidade de erro e, dessa maneira, o risco deve ser administrado da melhor maneira possível.
   Em um contexto corporativo, muitos observam somente seus objetivos para tomar suas decisões – o que é um procedimento aceitável, desde que se deseje administrar sempre com o foco no curto prazo, como um bombeiro ao apagar um incêndio. Os gestores devem se preocupar com o longo prazo, com decisões que irão render frutos no futuro e, dessa maneira, que colaborem para relações mais lucrativas e projetos mais estáveis.
     Temos 4 regras primordiais para o processo decisório:
     1. Tenha vontade de decidir;
     2. Não tome decisões desnecessárias;
     3. Procure não decidir precocemente;
     4. Evite chegar a uma conclusão tarde demais.
   Identificamos que uma simples decisão de comprar um produto à vista ou a prazo pode prejudicar a organização. Internalizar tais questões e abranger toda a organização nesse processo poderá facilitar o trabalho do administrador da pequena empresa, contudo a palavra final é sempre dele.
  Decisões muito precoces podem prejudicar a organização, ou por revelarem estratégias corporativas para os concorrentes, ou por deixarem vazar alguma informação sigilosa.
    Em contrapartida, decisões tomadas tarde demais também podem prejudicar a organização. O gestor da pequena empresa deve estar antenado com o mercado para novas tecnologias e processos, para qual tendência de consumo ele está se dirigindo.
     O administrador que objetiva somente o lucro de sua organização está com o que especialistas denominam visão estratégica míope, ou seja, com dificuldades de estabelecer projetos de longo prazo. Para colher bons frutos, o administrador deve plantar boas sementes na época correta, como contratar profissionais competentes, ter um produto de qualidade e se posicionar ativamente no mercado.
   Tais decisões irão desencadear um processo de agregação de valor e maior entrada de recursos de maneira secundária e, com certeza, serão mais lucrativas a longo prazo. Portanto, o administrador deve ponderar como tal processo pode ser construído, para que suas decisões sejam elaboradas com argumentos concretos.
(www.portaleducacao.com.br)
No segundo parágrafo do texto, aparecem as palavras "existirá" e "deve". Com relação a sua concordância verbal, analise as afirmativas a seguir.
I. No contexto em que aparece, a forma verbal "existirá" está na terceira pessoa do singular porque é impessoal. II. Se o substantivo "probabilidade" fosse flexionado no plural, além de outras modificações necessárias no trecho, o verbo "existirá" também seria flexionado no plural. III. A forma verbal "deve" concorda corretamente com o núcleo de seu sujeito, que é o substantivo "maneira".
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1017199 Português
Assinale a opção que analisa CORRETAMENTE o período “Se não existe sanção social, se perdemos o mecanismo de prêmios e punições, o crime fica naturalizado.”
Alternativas
Q1017198 Português

Com base na composição do período “Não existem seres humanos corruptos, mas uma sociedade corrupta na qual os seres humanos (dispostos à corrupção) agem”, analise as afirmações a seguir e assinale a opção CORRETA.


I. O período é classificado como composto por coordenação, pois encontram-se duas orações de sentido completo e independente articuladas por conjunção coordenativa adversativa. Por isso, pode-se afirmar que se tem uma oração principal e uma oração coordenada sindética adversativa;

II. O período é composto por coordenação e subordinação, em virtude de a oração coordenada sindética adversativa apresentar em seu interior uma oração subordinada adjetiva que atua sobre a expressão “os seres humanos”, restringindo o seu sentido nesse contexto, pois seleciona uma parte do todo;

III. O período é composto por coordenação e subordinação, em virtude de encontrarem-se três orações como componentes desse período: uma oração principal, uma oração coordenada sindética adversativa e uma oração subordinada adverbial locativa.

Alternativas
Q1017195 Português

Acerca da análise da composição morfossintática de trechos do texto, julgue as afirmações a seguir e assinale a opção CORRETA.


I. No trecho “A lei e o olhar social influem positivamente em nossa conduta”, tem-se uma oração simples, com o verbo na terceira pessoa do plural, concordando com o sujeito, que é composto, por possuir dois núcleos;

II. No trecho “Devemos estar convencidos e convencer de que a corrupção também é um crime”, o sujeito da oração principal é do tipo desinencial, uma vez que ele aparece a partir das pistas linguísticas apontadas pela oração subordinada;

III. No trecho “Foram feitas diversas experiências para mostrar sob quais circunstâncias as pessoas se mostram mais predispostas a agir em benefício do bem comum”, o sujeito da oração principal se encontra posposto ao verbo.

Alternativas
Q1016780 Português

   Dez casos de racismo que envergonhou o futebol.

    Arouca

      Em jogo do Santos contra o Mogi Morim pelo Campeonato Paulista, o volante santista marcou um golaço na vitória por 5 a 2. Mas a alegria foi substituída pela indignação. Torcedores do time rival o chamaram de macaco e um outro lhe disse que deveria procurar uma seleção africana para jogar. Arouca, no dia seguinte, clamou por punição exemplar. "A impunidade e a conivência das autoridades com as pessoas que fazem esse tipo de coisa são tão graves quanto os próprios atos em si. Somente discursos e promessas não resolvem a falta de educação e de humanidade de alguns", escreveu.

     Boateng

     Foi num amistoso do Milan, onde jogava, com o pequeno Pro Patria, da terceira divisão italiana. A torcida rival começou a entoar cantos racistas contra o meia Kevin Prince-Boateng. Revoltado, o jogador alemão, de origem ganesa, chutou a bola em direção aos torcedores, tirou a camisa e voltou para o vestiário, recusando-se a continuar jogando. Os demais jogadores do Milan foram solidários ao colega e também abandonaram a partida, que foi paralisada. Indignado, Boateng desabafou no Twitter: "É uma vergonha que essas coisas ainda aconteçam. 0 racismo tem que acabar, para sempre".

    Daniel Alves

    Numa das edições do clássico entre Real Madrid e Barcelona, no Santiago Bernabeu, o lateral da seleção brasileira ouviu, nos minutos finais do jogo, sons de imitações de macacos vindos das arquibancadas. A situação não foi inédita para o jogador. Ele chegara a afirmar, em outro episódio, que era uma "luta perdida". 

   Balotelli

   Durante a Euro 2012, em jogo da Croácia contra a Itália, em Poznan, o alvo foi o atacante italiano, de origem ganesa. Uma banana foi arremessada para o campo por torcedores croatas. A rede Futebol Contra o Racismo na Europa, que trabalha junto da Uefa e tem dois "monitores internacionais" em cada partida, escreveu em sua página no Twitter que seus membros apontaram "entre 300 e 500 torcedores croatas" envolvidos em ataques raciais a Balotelli.

    Márcio Chagas da Silva

    O árbitro Márcio Chagas da Silva, que apitou o jogo entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, encontrou seu carro danificado e com bananas no capô e no cano de descarga após a partida, válida pelo Campeonato Gaúcho. "Um grupo de torcedores se manifestou de forma racista desde o início, com gritos de 'macaco', 'teu lugar é na selva', 'volta pro circo' e coisas desse tipo", contou. Dez anos antes ele já tinha sido vítima de j preconceito no mesmo estádio, na Serra gaúcha.

    Tinga

    Durante o jogo do Cruzeiro no Peru, contra o Real Garcilaso, o volante brasileiro foi hostilizado por uma parte do estádio, que reproduzia chiados de macacos sempre que ele pegava na bola. O caso repercutiu. A presidente Dilma Rousseff comentou no Twitter e deu todo apoio ao jogador. "Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso, hoje, o Brasil inteiro está fechado com o Tinga. Acertei com a ONU e com a Fifa que a nossa Copa das Copas também será a Copa contra o racismo. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito", escreveu a presidente, fazendo da expressão “fechado com Tinga” uma das mais retuitadas.

Fonte: http://infograficos.oglobo.globo.com/esportes/dezcasos-de-racismo-que-envergonham-o-futebol/arouca-12082.html#description_text

Em: “Ao sair do jogo (,..)”(parágrafo sexto), o fragmento dá ideia de:
Alternativas
Q1016778 Português

   Dez casos de racismo que envergonhou o futebol.

    Arouca

      Em jogo do Santos contra o Mogi Morim pelo Campeonato Paulista, o volante santista marcou um golaço na vitória por 5 a 2. Mas a alegria foi substituída pela indignação. Torcedores do time rival o chamaram de macaco e um outro lhe disse que deveria procurar uma seleção africana para jogar. Arouca, no dia seguinte, clamou por punição exemplar. "A impunidade e a conivência das autoridades com as pessoas que fazem esse tipo de coisa são tão graves quanto os próprios atos em si. Somente discursos e promessas não resolvem a falta de educação e de humanidade de alguns", escreveu.

     Boateng

     Foi num amistoso do Milan, onde jogava, com o pequeno Pro Patria, da terceira divisão italiana. A torcida rival começou a entoar cantos racistas contra o meia Kevin Prince-Boateng. Revoltado, o jogador alemão, de origem ganesa, chutou a bola em direção aos torcedores, tirou a camisa e voltou para o vestiário, recusando-se a continuar jogando. Os demais jogadores do Milan foram solidários ao colega e também abandonaram a partida, que foi paralisada. Indignado, Boateng desabafou no Twitter: "É uma vergonha que essas coisas ainda aconteçam. 0 racismo tem que acabar, para sempre".

    Daniel Alves

    Numa das edições do clássico entre Real Madrid e Barcelona, no Santiago Bernabeu, o lateral da seleção brasileira ouviu, nos minutos finais do jogo, sons de imitações de macacos vindos das arquibancadas. A situação não foi inédita para o jogador. Ele chegara a afirmar, em outro episódio, que era uma "luta perdida". 

   Balotelli

   Durante a Euro 2012, em jogo da Croácia contra a Itália, em Poznan, o alvo foi o atacante italiano, de origem ganesa. Uma banana foi arremessada para o campo por torcedores croatas. A rede Futebol Contra o Racismo na Europa, que trabalha junto da Uefa e tem dois "monitores internacionais" em cada partida, escreveu em sua página no Twitter que seus membros apontaram "entre 300 e 500 torcedores croatas" envolvidos em ataques raciais a Balotelli.

    Márcio Chagas da Silva

    O árbitro Márcio Chagas da Silva, que apitou o jogo entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, encontrou seu carro danificado e com bananas no capô e no cano de descarga após a partida, válida pelo Campeonato Gaúcho. "Um grupo de torcedores se manifestou de forma racista desde o início, com gritos de 'macaco', 'teu lugar é na selva', 'volta pro circo' e coisas desse tipo", contou. Dez anos antes ele já tinha sido vítima de j preconceito no mesmo estádio, na Serra gaúcha.

    Tinga

    Durante o jogo do Cruzeiro no Peru, contra o Real Garcilaso, o volante brasileiro foi hostilizado por uma parte do estádio, que reproduzia chiados de macacos sempre que ele pegava na bola. O caso repercutiu. A presidente Dilma Rousseff comentou no Twitter e deu todo apoio ao jogador. "Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso, hoje, o Brasil inteiro está fechado com o Tinga. Acertei com a ONU e com a Fifa que a nossa Copa das Copas também será a Copa contra o racismo. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito", escreveu a presidente, fazendo da expressão “fechado com Tinga” uma das mais retuitadas.

Fonte: http://infograficos.oglobo.globo.com/esportes/dezcasos-de-racismo-que-envergonham-o-futebol/arouca-12082.html#description_text

Leia o fragmento seguinte e responda a questão: “Ele chegara a afirmar, em outro episódio, que era uma “luta perdida”.”


Analisa, inadequadamente, a estrutura do fragmento a alternativa:

Alternativas
Q1015945 Português

                                    Ética de princípios.

                                                                                                                 Rubem Alves

      AS DUAS ÉTICAS: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos - a que os filósofos dão o nome de ética contextual.

      Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre os estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe ... Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...

      Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?”

      Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer? Se o médico for um adepto da ética estrelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: “Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer ...”. Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.

      A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: “Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano - 'A senhora breve estará curada ...' -, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?” E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer ...”. Aí, então, os dois conversarão longamente - como se estivessem de mãos dadas ... - sobre a morte que os dois haverão de enfrentar.

      Com o sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade. Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará?

      Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço do amor?” 

A afirmativa que apresenta análise incorreta ocorre em:
Alternativas
Q1015943 Português

                                    Ética de princípios.

                                                                                                                 Rubem Alves

      AS DUAS ÉTICAS: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos - a que os filósofos dão o nome de ética contextual.

      Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre os estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe ... Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...

      Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?”

      Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer? Se o médico for um adepto da ética estrelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: “Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer ...”. Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.

      A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: “Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano - 'A senhora breve estará curada ...' -, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?” E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer ...”. Aí, então, os dois conversarão longamente - como se estivessem de mãos dadas ... - sobre a morte que os dois haverão de enfrentar.

      Com o sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade. Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará?

      Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço do amor?” 

A concordância do verbo da segunda oração em: “(...) são questões resolvidas que não requerem decisões: (...)” dá-se:
Alternativas
Q1015942 Português

                                    Ética de princípios.

                                                                                                                 Rubem Alves

      AS DUAS ÉTICAS: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos - a que os filósofos dão o nome de ética contextual.

      Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre os estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe ... Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...

      Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?”

      Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer? Se o médico for um adepto da ética estrelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: “Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer ...”. Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.

      A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: “Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano - 'A senhora breve estará curada ...' -, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?” E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer ...”. Aí, então, os dois conversarão longamente - como se estivessem de mãos dadas ... - sobre a morte que os dois haverão de enfrentar.

      Com o sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade. Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará?

      Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço do amor?” 

Assinale a alternativa em que o sujeito está posposto ao predicado.
Alternativas
Q1015940 Português

                                    Ética de princípios.

                                                                                                                 Rubem Alves

      AS DUAS ÉTICAS: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos - a que os filósofos dão o nome de ética contextual.

      Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre os estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe ... Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...

      Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?”

      Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer? Se o médico for um adepto da ética estrelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: “Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer ...”. Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.

      A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: “Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano - 'A senhora breve estará curada ...' -, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?” E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer ...”. Aí, então, os dois conversarão longamente - como se estivessem de mãos dadas ... - sobre a morte que os dois haverão de enfrentar.

      Com o sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade. Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará?

      Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço do amor?” 

Analise o excerto e assinale a alternativa que contém afirmações corretas sobre: “Também tenho medo de morrer...”


I- Apalavra “também” denota inclusão.

II- O sujeito da oração é determinado.

III- O verbo “ter” é transitivo direto e indireto.

IV- “de morrer” é complemento nominal.

Alternativas
Q1015934 Português

                                    Ética de princípios.

                                                                                                                 Rubem Alves

      AS DUAS ÉTICAS: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos - a que os filósofos dão o nome de ética contextual.

      Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre os estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe ... Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...

      Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?”

      Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer? Se o médico for um adepto da ética estrelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: “Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer ...”. Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.

      A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: “Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano - 'A senhora breve estará curada ...' -, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?” E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer ...”. Aí, então, os dois conversarão longamente - como se estivessem de mãos dadas ... - sobre a morte que os dois haverão de enfrentar.

      Com o sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade. Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará?

      Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço do amor?” 

Identifique a alternativa em que ocorreu falha de regência verbal.
Alternativas
Q1015932 Português

                                    Ética de princípios.

                                                                                                                 Rubem Alves

      AS DUAS ÉTICAS: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos - a que os filósofos dão o nome de ética contextual.

      Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre os estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe ... Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...

      Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?”

      Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer? Se o médico for um adepto da ética estrelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: “Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer ...”. Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.

      A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: “Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano - 'A senhora breve estará curada ...' -, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?” E ele dirá: “Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer ...”. Aí, então, os dois conversarão longamente - como se estivessem de mãos dadas ... - sobre a morte que os dois haverão de enfrentar.

      Com o sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade. Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará?

      Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço do amor?” 

Identifique a alternativa em que o “como” tem ideia de causa.
Alternativas
Respostas
42661: E
42662: B
42663: B
42664: B
42665: A
42666: D
42667: B
42668: B
42669: C
42670: B
42671: C
42672: B
42673: E
42674: B
42675: A
42676: D
42677: B
42678: A
42679: A
42680: B