Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.
A forma verbal “há” (.8) poderia ser substituída por fazem,
sem prejuízo da correção gramatical do texto.
Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.
A substituição de “a que” (.5) por onde manteria a correção
gramatical e os sentidos originais do texto.
Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.
A inserção de uma vírgula logo após “professor” (.1) alteraria
os sentidos originais do texto.
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item que se segue.
O sujeito da forma verbal ‘sacia’ (.17) é a oração ‘quem
lambe pão pintado’ (
18).
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item que se segue.
Infere-se do texto que “formações apressadas, reflexões
apressadas, ideias apressadas” ( .6 e 7) são consequências
negativas de uma vida apressada.
Crianças têm uma importante lição a ensinar: o hábito – e a falta de medo – de fazer perguntas
Por Marina Martini
Acho que uma das grandes contradições da nossa vida – e uma grande perda, em consequência – é o fato de que, quando mais precisamos aprender, mais temos vergonha de aprender. Já reparou? Quando somos pré-adolescentes, adolescentes, ou até mesmo jovens adultos, passamos por um período da vida em que reprimimos (a ponto de nos esquecermos dele) um dos hábitos mais saudáveis e fundamentais que cultivamos ao longo da infância: o de perguntar. Crianças, apontamos o dedo para tudo, querendo saber o que é, para que serve, como funciona.
(...)
Mas algo acontece ali pelos nossos nove, dez anos de idade. Desenvolvemos algo que normalmente nos acompanha ao longo da adolescência e até boa parte do início da vida adulta: a vergonha de não saber. Morremos de medo de admitir nossa ignorância a respeito deste ou daquele assunto – e preferimos sufocar ou ignorar perguntas que julgamos bobas ou “burras”. Às vezes, para não nos sentirmos deixados para trás, somos capazes de fingir que entendemos alguma coisa que, na verdade, deixou nossa mente borbulhando de dúvidas; ou que conhecemos um artista, um filme ou um lugar que foi citado numa conversa, simplesmente porque todos os outros participantes parecem conhecer (bem, talvez eles também estejam fingindo).
(...)
Tenho a sensação de que, para a maioria das pessoas, esse medo aos poucos vai passando – perto dos 30 anos, eu percebo que tenho muito menos vergonha da minha própria ignorância do que tinha aos 14 ou 21. Mas o problema está justamente aí: eu provavelmente nunca precisei tanto da ajuda dos outros, do conhecimento dos outros, da sabedoria dos outros, quanto dos 10 aos 25 anos de idade. A carência de conhecimento vai além daquele de que precisamos para ser aprovados nas séries escolares, no vestibular ou nas disciplinas da faculdade – o que mais faz falta é a sabedoria sobre a vida, sobre a carreira, sobre relacionamentos, sobre o futuro, sobre o mundo! Quanta ajuda eu poderia ter tido – e quão mais fácil minha adolescência podia ter sido – se eu tivesse sido menos tímida e mais humilde para perguntar? Humilde, sim – porque o que mais se vê são jovens arrogantes, que sequer se percebem arrogantes, mas que, do alto de seus 16 ou 17 anos, julgam saber mais que os pais, os professores, os avós, que, oras, aos 50 ou 70 anos, só podem ter mesmo ideias ultrapassadas e que não mais se aplicam a esse mundo.
Não podemos ter medo de aprender – seja lá a faixa etária em que estivermos. Eu quero dizer “não ter medo” em um sentido bastante amplo: não apenas não ter medo de dizer “não sei”, “não conheço”, “não li”, “não assisti”, “nunca ouvi falar”; não apenas não ter medo de fazer perguntas que parecem estúpidas à primeira vista ou de pedir ajuda quando necessário; não apenas não ter medo de pedir que um professor ou treinador repita uma informação ou uma série de instruções – mas também não ter medo de fazer uma análise sincera de seu conhecimento e sua sabedoria, e admitir quando houver lacunas a ser preenchidas. Não ter medo de conversar de verdade com seu chefe, seu professor (até mesmo com seus pais – quanta gente só conversa o estritamente necessário com pai e mãe?): eles são pessoas como você, e podem ficar felizes em dividir um pouco do conhecimento que têm.
(...)
Adaptado de:<https://www.revistaversar.com.br/criancas-e-suas-licoes/>
Leia o texto para responder a questão
BANHO-MARIA
Roseana Murray
Amor não deve ser mantido
em banho-maria
pois seus poderes
de luz e encantamento
se esvaem neste lento cozinhar
amor pede fogo alto
grossas chamas
sol intenso
e muita pimenta
amor pede tempero forte
pede tudo em exagero
mel de se lambuzar
Considerando, a seguir, os versos do poema, marque a alternativa correta.
“Amor não deve ser mantido
em banho-maria
pois seus poderes
de luz e encantamento
se esvaem neste lento cozinhar”
Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.
A oração “que promovem a saúde mental” (linhas 40 e
41) indica explicação em relação à oração antecedente.
Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.
Manteria a correção gramatical do período a inserção de
O conceito de saúde como sujeito da forma verbal
“Trata‐se” (linha 5), desde que fosse feita a devida
adaptação de letra maiúscula para minúscula no verbo.
Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.
Na linha 4, a forma “quando” pode ser substituída por
enquanto, sem que isso prejudique a correção
gramatical e os sentidos originais do texto.
Leia o texto para a questão.
Bem no fundo
(Paulo Leminski)
No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data, aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso, maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada, e nada mais
mas problemas não se resolvem, problemas têm família grande, e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
Disponível em: http://www.revistabula.com/385-15-melhores-poemas-de-paulo-leminski/. Acesso em 22 de Dezembro de 2017
Leia o texto para responder a questão.
O essencial
Há certas coisas que são essenciais na vida. Muitos poderão achar que exagero, que a vida segue sua marcha sem a necessidade delas. Discordo. Viver a vida sem elas é coisa de gente atrasada, de gente que ainda não descobriu como separar o bom do ruim.
Veja as lágrimas. Assistia a um filme bobinho e num certo momento elas despencaram; até tentei segurá-las, mas incrivelmente não foi possível. Um instante mágico, na visão de Adélia Prado1 , um momento de acarinhar eternidades* guardadas na memória. Se você não se deixa emocionar por coisas bobinhas, um filme, uma música, um livro, você não está vivendo bem, está desperdiçando momentos preciosos de sua existência; ou carece de eternidades, o que é muito pior.
* eternidades: tudo o que você viveu e que a memória gravou, porque valeu a pena.
(Sergio Geia. www.cronicadodia.com.br. Adaptado)
1 Adélia Prado: escritora brasileira.
I. No trecho “No ensino médio, os alunos têm de estar juntos, na escola, aprendendo a dialogar.”, a acentuação do verbo destacado tem a função de indicar que ele está no plural, concordando com o sujeito composto pelos núcleos “ensino médio” e “escola”.
II. No trecho “o limite legal para cursos presenciais, que podem oferecer no máximo 20% da carga horária em EAD,” a expressão destacada é classificada como Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.
III. No trecho “foi extremamente prejudicial para o ensino presencial”, a expressão destacada é classificada sintaticamente como Objeto Indireto.
IV. No trecho “se, por meio da tecnologia, envolver estudantes de várias partes do país.”, o termo destacado é uma Conjunção Subordinativa Condicional.
Para responder a questão , leia com atenção a tira
abaixo de “Hagar, o Horrível” do cartunista Dik Browne.

I. No primeiro balão do primeiro quadrinho, na expressão entre aspas, a expressão “você” é classificada sintaticamente como um vocativo, pois refere-se diretamente ao interlocutor.
II. O verbo “dar” no segundo balão é um Verbo Transitivo Direto e Indireto.
III. A oração “Quando eu nasci” deve ser classificada como uma Oração Adjetiva Restritiva.
IV. A expressão “duas semanas depois”, no segundo quadrinho, é um Adjunto Adverbial.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, as lacunas do texto a seguir.
Aquele recado era para _________ transmitir ao meu colega assim que ele ________ à empresa. ________ ele não veio para o trabalho naquele dia.
Leia o texto para responder à questão.
Marco Civil da Internet:
cinco anos de evolução nos direitos digitais
Acesso à internet como um direito universal e essencial;
sistemas jurídicos para assegurar a liberdade de expressão e
impedir a censura; proteção de dados pessoais e privacidade
reconhecidas como direito do internauta; dever dos provedores de acesso à internet de tratarem de forma isonômica
quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo ou
aplicação e independentemente de questões econômicas,
políticas ou religiosas – a neutralidade da rede. Essas são
algumas conquistas do Marco Civil da Internet (MCI), de 24
de abril de 2014, que completou cinco anos.
Ao longo de todo o processo de construção da lei, que se iniciou com uma consulta pública aberta em 2009, com ampla participação social, a proposta ganhou robustez em virtude de amplos e democráticos debates. Aliás, é importante frisar que uma das conquistas do MCI foi a garantia de que a governança da internet se dará por mecanismos multissetoriais, com representação de governos, empresas, academia e terceiro setor, de modo a viabilizar que as diretrizes estratégicas para o desenvolvimento e uso da internet no Brasil sejam definidas em ambiente democrático.
(Flávia Lefèvre. www.cartacapital.com.br, 25.04.2019. Adaptado)



