Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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( ) Apenas duas alterações deveriam ser feitas, obrigatoriamente, para a manutenção da correção da frase. ( ) Somente os adjuntos adnominais que constituem o sujeito deveriam sofrer ajuste de concordância. ( ) Quatro alterações deveriam ser feitas para a correta adequação da frase.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Considere as seguintes afirmativas sobre a tira de
Fernando Gonsales:
I - A conjunção se estabelece uma relação de
condição entre a guerra nuclear e a piora de
vida para as baratas.
II - Difícil é objeto direto de vai ficar e indica o
estado de vida das baratas após a guerra.
III - A conjunção mas introduz uma consequência
que a falta de lixo trará à vida das baratas.
IV - No último quadro, quem é sujeito da oração
que tem o lixo como objeto direto.
É correto apenas o que se afirma em:
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita do
texto do segundo quadro adequada à norma culta da
língua portuguesa.
Texto IX
“Quem desejar compreender como se relacionam as orações será mais prudente se fizer o percurso da subordinação para a coordenação. Por que nessa ordem e não ao inverso, como é o usual? Porque a subordinação é, dos dois procedimentos, o mais coerente, constituindo-se também em etapa necessária para a compreensão do outro.”
(CARONE, Flávia de Barros. Subordinação e coordenação: contrastes e confrontos. 1ª ed, São Paulo: Ática, 1988, p. 45)
No excerto: “(I) Fabiano meteu a faca na bainha, (II) guardou-a no cinturão, (III) acocorou-se, (IV) pegou no
pulso do menino, (V) que se encolhia, os joelhos encostados ao estômago, frio como um defunto.”
5 ° parágrafo), a numeração indica o início de orações que exemplificam os processos sintáticos referidos na
metalinguagem acima. Conforme a sugestão do texto metalinguístico, o professor na aula de língua
portuguesa, deverá começar os estudos pelo tipo de oração numerada com o
Leia o Texto VII para responder à questão.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
— Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinhos e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.
Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados ao estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinha Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre peito, moles, finos como cambitos. Sinhá Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 37ª, São Paulo: Record, 1977, p. 10-11)
Para que a descrição morfossintática dessa frase fique correta, as lacunas I, II e III, devem ser preenchidas, respectivamente, com



NÃO: JÁ NÃO FALO DE TI. (Cecília Meireles).
Não: já não falo de ti, já não sei de saudades.
Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens,
de palavras adormecidas, em altas prateleiras,
até que o pó desfaça o pobre desespero sem força,
que um dia, pode ser, parece tão terrível.
A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.
Resplandecem os azulejos e tudo quanto posso ver.
O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário
cismar. Talvez se as pálpebras pudessem
inventar outros sonhos, não de vida...
Ah! rompem-se na noite ardentes violas,
pelo ar e pelo frio subitamente roçadas.
Por onde pascerão, nestes céus invioláveis,
nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...
Não só de amor a noite transborda mas de terríveis
crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.
Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,
e os homens da lei sonolentos movem letras
sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...
Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?
Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos
da álgebra e da geometria.
Texto

Disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=49936. Acesso em 13/05/2020.
I. Foi usado como verbo transitivo direto e o pronome oblíquo lhe é o seu objeto direto. II. Foi usado como verbo transitivo indireto e o pronome lhe é o seu objeto indireto. III. É intransitivo, portanto, o pronome lhe não pode ser seu complemento. IV. Foi usado equivocadamente como verbo transitivo indireto, já que sua regência oficial é ser transitivo direto.
É correto o que se afirma
Twitter, a praça do ódio

Leia o fragmento do romance “Nunca houve um castelo” da autora Martha Batalha para responder a questão.
“Depois da terceira dose, de encontrar Tavinho e perdê-lo outra vez, de se tornar novidade e déjà-vu para os homens, e de provocar uma briga entre uma condessa italiana e sua namorada socialite, Estela entendeu que a essência das festas é feita de solidão e liberdade.”
(BATALHA, Martha. Nunca houve um castelo. Companhia das letras. 1ª ed. São Paulo. P. 105)
Transformando-se o período acima em uma estrutura subordinativa adverbial concessiva, temos como adequada a opção:
Memórias de um aprendiz de escritor

Em relação às palavras ou às expressões grifadas nas orações a seguir e sua função sintática, assinale F para falso e V para verdadeiro:
( ) “Verdade é uma palavra muito relativa” (L. 11-12) – Predicativo
( ) “Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante” (L. 18) – Objeto indireto
( ) “Daí a pouco o vizinho via o escritor” (L. 52-53) – Sujeito
( ) “Ele vira, realmente, o avião cair.” (L. 35) – Adjunto adnominal
( ) “quando apareceu ele, o Mentiroso.” (L. 21-22) – Aposto
Assinale a opção que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Memórias de um aprendiz de escritor

“E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista.” (L. 37-38)
A oração destacada nessa frase traz uma ideia de
Memórias de um aprendiz de escritor


A fala “Combateremos a sombra. Com crase e sem crase”, indica, nesse contexto, que
( ) Quando o verbo pede complemento verbal antecedido por preposição, ele é chamado transitivo indireto.
( ) Quando o verbo é intransitivo, ele não pede objeto; quando o verbo é transitivo direto, ele pede objeto direto; quando é transitivo direto e indireto, ele pede objeto direto e objeto indireto, simultaneamente; quando o verbo é transitivo indireto, ele pede objeto indireto.
( ) O predicativo do sujeito aparece nos verbos transitivos diretos e indiretos.
( ) Os pronomes o, a, os, as, substituem o objeto direto; lhe e lhes, o objeto indireto.
