Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q1690231 Português

Leia o artigo de Maurício Moraes publicado no site da Agência Lupa em janeiro de 2020 e responda à questão.


#Verificamos: É falso que polícia prendeu cerca de 200 pessoas por causarem incêndios na Austrália

Circula pelas redes sociais um post com a informação de que quase 200 pessoas foram presas na Austrália por causarem deliberadamente incêndios florestais. Segundo o texto, isso provaria que o fogo não está ligado à mudança climática do planeta. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

(...)

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Em um balanço divulgado na segunda-feira (6), a polícia do estado australiano de New South Wales afirmou que 24 pessoas foram acusadas de provocar incêndios desde o dia 8 de novembro. A área tem sido uma das mais afetadas pelo fogo, que começou a atingir o país em setembro. A onda de incêndios devastou 63 mil metros quadrados e já matou mais de 20 pessoas.

Embora a polícia informe que tomou ações legais contra 183 pessoas por causa dos incêndios, apenas 13% delas foram acusadas de provocar o fogo intencionalmente. Outras 53 responderão por não obedecerem a proibição de acender fogo em áreas abertas. Além disso, 47 moradores acenderam cigarros ou fósforos e os descartaram no solo. A pena por incendiar a vegetação pode chegar a 21 anos de prisão.

Além disso, a existência de alguns focos de incêndio causados intencionalmente não significa que as mudanças climáticas não tiveram influência na crise ambiental vivida no país. O próprio Bureau de Meteorologia do Governo Australiano admite que as mudanças climáticas têm influenciado a frequência e a gravidade dos incêndios.

Segundo o Bureau, estão sendo observadas “condições mais extremas” durante o verão, além de um início prematuro da temporada de queimadas. “Essas tendências em direção a condições mais perigosas para incêndios florestais são, pelo menos parcialmente, atribuíveis a mudança climática causada por humanos, incluindo o aumento nas temperaturas”, diz texto publicado pela instituição.

De acordo com o Serviço Rural de Incêndios de New South Wales, às 7 horas desta quarta-feira (8) – horário local – havia 121 focos de incêndio no estado, dos quais 59 não estavam controlados.

Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2020/01/08/verificamos-policia-prendeu-200-pessoas-incendios-australia/

Considere as seguintes afirmativas sobre os articuladores discursivos no texto e assinale a alternativa correta.


I - Em “Embora a polícia informe que tomou ações legais contra 183 pessoas por causa dos incêndios (...)”, a palavra em destaque reforça um argumento que questiona o grau de intencionalidade dos incêndios na Austrália.

II - Em “Além disso, a existência de alguns focos de incêndio causados intencionalmente (...).”, a palavra destacada introduz um novo argumento ao texto, que mostra a importância da ação humana para a propagação dos incêndios.

III - No penúltimo parágrafo, “Segundo” poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “Em segundo lugar”.

IV - No último parágrafo, “De acordo com” traz elementos de autoridade para confirmar a argumentação construída anteriormente no texto.

Alternativas
Q1688690 Português

TEXTO IV


Conhecimento prévio


Entenda por que aquilo cada um já sabe é a ponte para saber mais


Elisângela Fernandes


    Virou quase uma obrigação. Não há (ou pelo menos não deveria haver) professor que inicie a abordagem de um conteúdo sem antes identificar o que sua turma efetivamente conhece sobre o que será tratado. Apesar de corriqueira nos dias de hoje, a prática estava ausente da rotina escolar até o início do século passado. Foi Jean Piaget (1896-1980) quem primeiro chamou a atenção para a importância daquilo que, no atual jargão da área, convencionou chamar-se de conhecimento prévio.

    As investigações do cientista suíço foram feitas sob a perspectiva do desenvolvimento intelectual. Para entender como a criança passa de um conhecimento mais simples a outro mais complexo, Piaget conduziu um trabalho que durou décadas no Instituto Jean-Jacques Rousseau e no Centro Internacional de Epistemologia Genética, ambos em Genebra, Suíça. Ao observar exaustivamente como os pequenos comparavam, classificavam, ordenavam e relacionavam diferentes objetos, ele compreendeu que a inteligência se desenvolve por um processo de sucessivas fases. Dependendo da qualidade das interações de cada sujeito com o meio, as estruturas mentais - condições prévias para o aprendizado, conforme descreve o suíço em sua obra - vão se tornando mais complexas até o fim da vida. Em cada fase do desenvolvimento, elas determinam os limites do que os indivíduos podem compreender.

    Dessa perspectiva, fica claro que o cerne de sua investigação relaciona-se à capacidade de raciocínio. Por não estudar o processo do ponto de vista da Educação formal, Piaget não se interessava tanto pelo conhecimento como conteúdo de ensino. Na década de 1960, esse tema mereceu a atenção de outro célebre pensador da Psicologia da Educação, o americano David Ausubel (1918-2008). "Ele foi possivelmente um dos primeiros a usar a expressão conhecimento prévio, hoje consagrada entre os professores", diz Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do ensino de Ciências e Biologia do Instituto Oswaldo Cruz.

    De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe - a ideia-âncora, na sua denominação - é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio. Para o americano, o conjunto de saberes que a pessoa traz como contribuição ao aprendizado é tão essencial que mereceu uma citação contundente, no livro Psicologia Educacional: "O fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-o de acordo".

    Ao enfatizarem aspectos distintos do conhecimento prévio, as visões de Piaget e Ausubel se complementam. "Para aprender algo são necessárias estruturas mentais que deem conta de novas complexidades e também conteúdos anteriores que ajudam a assimilar saberes", diz Fernando Becker, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). (...)


Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/1510/conhecimento-previo. Acesso em 12/09/2020. (com adaptações) 


Ao observar exaustivamente como os pequenos comparavam, classificavam, ordenavam e relacionavam diferentes objetos, ele compreendeu que a inteligência se desenvolve por um processo de sucessivas fases ...”. As orações sublinhadas formam
Alternativas
Q1688681 Português

TEXTO II


O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras

fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado

para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato

de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.


Manoel de Barros

Disponível em -Memórias Inventadas – As Infâncias de

Manoel de Barros – Manoel de Barros – Editora Planeta, 2008, p.45.

Nos versos “Queria que a minha voz tivesse um formato de canto¹/ Porque eu não sou da informática²:...”, as orações grifadas são classificadas como
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Q1688675 Português

TEXTO I


O que será de nós, os maus alunos?


Por Beatriz Vargas Dorneles* 


   O livro de Álvaro Marchesi é instigador em vários sentidos, a começar pelo título. Trata-se de uma obra que retoma os problemas de aprendizagem em suas múltiplas perspectivas, mostrando que é possível estabelecer políticas efetivas para enfrentar o fracasso escolar. O autor descreve as diferentes funções cognitivas que os alunos precisam desenvolver para aprender bem; as formas de ensinar que têm sido eficazes; as constituições familiares que, em sua diversidade, facilitam ou dificultam o acompanhamento escolar; as evidências de que a responsabilidade pelo fracasso escolar é multidimensional.

   Trabalhando com as compensações entre os vários níveis de fatores que interferem na aprendizagem (social, cultural, familiar, escolar e individual), Marchesi destaca que as políticas educacionais que realmente queiram evitar o fracasso escolar devem atuar em todas as dimensões concomitantemente. Seus reflexos são baseados em autores contemporâneos de diferentes áreas, que servem como suporte para a ideia central do livro: considerando a multidimensionalidade do fenômeno, é preciso encontrar soluções multifacetadas. Essas soluções passam por uma melhor qualificação e atualização de saberes, pela construção

      de uma rede de apoio aos alunos, formada pela família e pela escola, e por uma reorganização interna da escola a partir de suas formas de ensino até suas possibilidades de avaliação.

   É sempre instigador pensarmos que, apesar de haver uma enorme quantidade de pesquisas sobre o tema fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas décadas. Álvaro Marchesi ajuda-nos a entender a razão desse fato. As políticas de atendimento às crianças que não aprendem tendem a valorizar um só nível de intervenção, deixando os outros níveis de lado. O autor insiste na ideia de que, considerando que este é um fenômeno multidimensional, somente políticas de intervenção que englobem vários níveis e que tenham continuidade poderão efetivamente diminuir o fracasso escolar em nossa sociedade.

   Unindo pesquisa na área com possibilidades de intervenção objetiva, o autor oferece-nos uma radiografia do fracasso escolar, com todas as suas nuances, mas também com uma possibilidade de enfrentamento do problema em toda a sua complexidade, o que o torna único no tratamento do tema.


(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS.

Disponível em http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/leitura_inter pretacao_e_producao_de_textos/Le_PT_A14_J_1_.pdf. Acesso em

14/09/2020.

Em “É sempre instigador pensarmos que, apesar de haver uma enorme quantidade de pesquisas sobre o tema do fracasso escolar, tão pouco tenha mudado nas últimas décadas”, a oração destacada está estabelecendo no período uma ideia de
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Q1688662 Português

TEXTO III


Disponível em https://br.pinterest.com/pin/474496510725744918/?nic_v2=1a40pilnE.

No período “...imprimir mais dinheiro do que livros é uma monstruosidade!”, a oração destacada pode ser classificada como
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Q1688659 Português

TEXTO II


Disponível em https://br.pinterest.com/ppdcasper2018/governamentais/

Em “Mais de 49 mil pessoas são atropeladas¹ por ano² no Brasil”, os termos grifados exercem as funções sintáticas de
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Q1687893 Português

Ler a vida

(Marina Colasanti)


Quinta-Feira, 20 de agosto de 2020


Faço, toda manhã, exercícios respiratórios diante da janela aberta. E tenho o privilégio de ver o mar. Pois, manhã destas estava eu inspirando e expirando, quando reparei num barco de pesca parado em meio ao azul. Olhei para cima. Cormorões em bando revoluteavam. Pensei que os pescadores haviam lido aquelas asas e sabido através delas que um cardume nadava naquele exato ponto.

Toda manhã, tendo cumprido o dever dos exercícios, rego as plantas do terracinho do quarto e deixo o olhar escorrer sobre os prédios. Pois já fazem algumas manhãs que meus olhos encontram uma jovem mulher, de biquíni e grávida, andando em marcha apertada na laje do seu edifício. Calça tênis. Leio no seu andar o começo de uma devoção que nunca terminará, devoção ao filho que ainda nem nasceu. É por ele, para que nasça sadio apesar dela estar trancada em casa, que toda manhã toma o elevador e caminha, empenhada, sob o sol.


Tudo na vida é leitura, para quem tem olhos.


Num esforço de sobrevivência, os bebês precisam aprender a ler o mundo muito antes de identificar as letras. É preciso distinguir os objetos, identificar sua função e saber como essa função se encaixa no cotidiano. Interpretar o rosto dos outros humanos é imprescindível, sem o que corre-se o risco de confundir uma reprimenda com um carinho — e a reprimenda pode ser protetiva. É importante ler chama e gelo, chuva e vento, mar e floresta.

Sabemos que bebês que têm mais estímulos desenvolvem-se mais plenamente. O que são estímulos? São aulas de leitura da vida.

Pergunto-me como meu amigo Yllen Kerr, se vivo estivesse, leria o medonho incêndio do Pantanal. Foi premiado por uma série de reportagens sobre aquela imensa planície, inundada na maior parte do ano, seca somente durante quatro meses. Fotografou onças e aves, serpentes e jacarés para ilustrar as reportagens. Hoje choraria, tenho certeza, vendo os restos queimados de tantos animais. Não sei se leria nas chamas o aquecimento global, a alteração do regime de chuvas devido ao desmatamento, ou a pouca água dos rios permitindo a maior seca dos últimos 30 anos. Talvez, arguto que era, lesse esses três fatores juntos.


Cada um lê de acordo com os olhos que tem. 


Vi em uma revista que Dior acabou de lançar novo modelo de bolsa. O modelo, dizia a legenda da foto, tem preços “a partir de 19 mil reais”. A revista listava o nome de três ou quatro proprietárias brasileiras desta joia. Certamente, elas leram a chegada da nova bolsa como um apelo de elegância desejável. Eu, ao contrário, li como extrema deselegância exibir bolsa deste preço em país tão miserável. Não importa quanto a pessoa ganha, importa quanto os outros não ganham. Não importa se a usuária já colabora de alguma maneira com obras beneficentes, o que mais importa é que 19 mil reais correspondem a 33 auxílios emergenciais.


(...)


Mas a leitura da vida não se faz só com os próprios olhos, entram na receita a sensibilidade e os conhecimentos que se têm.

FONTE: https://www.marinacolasanti.com/2020/08/ler-vida.html

Em “É por ele, para que nasça sadio apesar dela estar trancada em casa, que toda manhã toma o elevador e caminha, empenhada, sob o sol”, o termo em destaque, em relação à oração anterior, estabelece ideia de:
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Q1687892 Português

Ler a vida

(Marina Colasanti)


Quinta-Feira, 20 de agosto de 2020


Faço, toda manhã, exercícios respiratórios diante da janela aberta. E tenho o privilégio de ver o mar. Pois, manhã destas estava eu inspirando e expirando, quando reparei num barco de pesca parado em meio ao azul. Olhei para cima. Cormorões em bando revoluteavam. Pensei que os pescadores haviam lido aquelas asas e sabido através delas que um cardume nadava naquele exato ponto.

Toda manhã, tendo cumprido o dever dos exercícios, rego as plantas do terracinho do quarto e deixo o olhar escorrer sobre os prédios. Pois já fazem algumas manhãs que meus olhos encontram uma jovem mulher, de biquíni e grávida, andando em marcha apertada na laje do seu edifício. Calça tênis. Leio no seu andar o começo de uma devoção que nunca terminará, devoção ao filho que ainda nem nasceu. É por ele, para que nasça sadio apesar dela estar trancada em casa, que toda manhã toma o elevador e caminha, empenhada, sob o sol.


Tudo na vida é leitura, para quem tem olhos.


Num esforço de sobrevivência, os bebês precisam aprender a ler o mundo muito antes de identificar as letras. É preciso distinguir os objetos, identificar sua função e saber como essa função se encaixa no cotidiano. Interpretar o rosto dos outros humanos é imprescindível, sem o que corre-se o risco de confundir uma reprimenda com um carinho — e a reprimenda pode ser protetiva. É importante ler chama e gelo, chuva e vento, mar e floresta.

Sabemos que bebês que têm mais estímulos desenvolvem-se mais plenamente. O que são estímulos? São aulas de leitura da vida.

Pergunto-me como meu amigo Yllen Kerr, se vivo estivesse, leria o medonho incêndio do Pantanal. Foi premiado por uma série de reportagens sobre aquela imensa planície, inundada na maior parte do ano, seca somente durante quatro meses. Fotografou onças e aves, serpentes e jacarés para ilustrar as reportagens. Hoje choraria, tenho certeza, vendo os restos queimados de tantos animais. Não sei se leria nas chamas o aquecimento global, a alteração do regime de chuvas devido ao desmatamento, ou a pouca água dos rios permitindo a maior seca dos últimos 30 anos. Talvez, arguto que era, lesse esses três fatores juntos.


Cada um lê de acordo com os olhos que tem. 


Vi em uma revista que Dior acabou de lançar novo modelo de bolsa. O modelo, dizia a legenda da foto, tem preços “a partir de 19 mil reais”. A revista listava o nome de três ou quatro proprietárias brasileiras desta joia. Certamente, elas leram a chegada da nova bolsa como um apelo de elegância desejável. Eu, ao contrário, li como extrema deselegância exibir bolsa deste preço em país tão miserável. Não importa quanto a pessoa ganha, importa quanto os outros não ganham. Não importa se a usuária já colabora de alguma maneira com obras beneficentes, o que mais importa é que 19 mil reais correspondem a 33 auxílios emergenciais.


(...)


Mas a leitura da vida não se faz só com os próprios olhos, entram na receita a sensibilidade e os conhecimentos que se têm.

FONTE: https://www.marinacolasanti.com/2020/08/ler-vida.html

O texto se vale de uma linguagem formal. Entretanto, em alguns momentos, a autora lança mão de certos usos informais, diferentes do que preceitua a gramática normativa. Assim, se a passagem “(...). Pois já fazem algumas manhãs que meus olhos encontram uma jovem mulher (...)” fosse reescrita segundo a gramática padrão da língua, mantendo-se o sentido original, teríamos:
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Q1687862 Português

Texto para a questão.


Considerando a fala de Mafalda no segundo quadrinho, se o termo isso fosse substituído pela expressão essas atitudes, segundo a gramática normativa, teríamos:
Alternativas
Q1687861 Português

Texto para a questão.


Em “Tome, pensei em ficar com o troco da padaria para comprar bala, mas não consegui”, os termos em destaque estabelecem ideia de, respectivamente:
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Q1687712 Português
Em “Agora, vamos cortar essas árvores¹, transformar em celulose e papel pra imprimir o novo código florestal²!”, os termos grifados exercem as funções sintáticas de
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Q1687709 Português

TEXTO I 


Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano


Por Élio Gasda*


   A desumanização é um processo que reduz a essência humana no indivíduo até eliminá-la. Desumanizar é eliminar restrições morais à crueldade. Agressões a animais despertam mais comoção e revolta do que a violência e a morte de crianças. Pessoas tratam seus bichos de estimação como filhos e apoiam linchamentos, chacinas e tortura. Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano. Uma sociedade desumanizada é aquela que define um grupo humano como não-humano, e que permite que esse grupo seja eliminado ou tenha negado seus direitos. Descartar pessoas tornou-se um fenômeno. 

   Sociedade desumana trata atos desumanos com banalidade. Um ato mau torna-se banal quando é vivenciado como se fosse comum. Monstruosidades tornam-se fatos corriqueiros por meio da superficialidade do agente e da descartabilidade da vítima. Quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ceda ao mal. (...) 

   O servilismo também ajuda a entender a desumanização. O adesismo de parcelas da sociedade, mesmo aquelas formadas nos princípios morais, é um fato. Um povo torna-se cúmplice da loucura do sistema na medida em que partilha das suas mentiras. Além de ser enganado, se recusar em saber a verdade. Ao formatar os seres humanos, o sistema os desumaniza para apenas encaixá-los na sua engrenagem. Os efetivamente responsáveis que se sentem culpados pelos tempos sombrios (Hannah Arendt) são poucos. 

   A voz da consciência nos interpela sobre a responsabilidade de nossos atos. Podemos ouvir essa voz? Ainda temos acesso ao acervo de princípios éticos que nos alerta sobre o processo de desumanização em curso? Não precisamos mais fechar os ouvidos para a voz de uma consciência que incorporou o discurso da sociedade respeitável, a voz das “pessoas de bem”. São “humanos direitos” que não têm remorso. A desumanização não se origina do desconhecimento, mas da irreflexão. Entre todas as características, a mais determinante da desumanização é a incapacidade de pensar, de distinguir o certo do errado, a verdade da mentira. A superficialidade dos discursos medíocres avaliza a maldade. Acreditar é mais fácil do que pensar. É difícil pensar por si mesmo. A maioria repete o que lhes é dito. Conformistas, não aprenderam a duvidar. Resignados à ignorância dos lugares comuns. 

   Ubi dubium ibi libertas (onde há dúvida, há liberdade). Pensar é sair da mesquinhez do cotidiano, é refletir sobre os acontecimentos e dar significados. É buscar a verdade dos fatos por vias racionais. São muitas as informações, mas não se pensa sobre elas. O pensamento é diálogo silencioso consigo mesmo. Não é passividade, mas ação revolucionária. A desumanização impõe o desafio de educar para o pensamento imune aos clichês. Transmitir conhecimentos é imprescindível, mas educar para o pensamento é uma urgência. 

   O ódio desumaniza. No livro 1984 de George Orwell, os agentes do Grande Irmão assistiam sessões de ódio coletivo. Aparecia na tela a figura humana a odiar, e todos se sentiam transtornados por ela. A mídia parece servir-se dos mesmos procedimentos. Como definir aqueles que celebram a barbárie em um país que trata pessoas pior do que animais? Quem os ensinou a odiar? O ódio afeta o cérebro, emburrece. Quem odeia não tolera divergências. Não existem adversários, todos são inimigos. O ódio não faz parte da essência humana. Aprende-se a odiar (Mandela). (...) 

   Para você, quanto vale a vida dos ninguéns? “Menos do que a bala que os mata?” (Eduardo Galeano). Se eu não me importo com ninguém, alguém se importará comigo? Ninguém se humaniza desumanizando o outro. Somente psicopatas torcem para que pessoas morram ou sofram. Quem te deu o salvo-conduto para desejar a morte de alguém? Porque Jesus não foi. “É amando que o humano dá o melhor de si” (Nietzsche). Nada acima do ser humano. Nenhum ser humano abaixo de outro. 


Disponível em https://domtotal.com/noticia/1166208/2017/06/desumanizacao-em-tempos-sombrios/. Acesso em 28/09/2020. 


Analise sintaticamente os períodos a seguir:


I. “Um povo torna-se cúmplice da loucura do sistema na medida em que partilha das suas mentiras”.

II. “Os efetivamente responsáveis que se sentem culpados pelos tempos sombrios (Hannah Arendt) são poucos.


Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação das orações destacadas.

Alternativas
Q1687704 Português

TEXTO I 


Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano


Por Élio Gasda*


   A desumanização é um processo que reduz a essência humana no indivíduo até eliminá-la. Desumanizar é eliminar restrições morais à crueldade. Agressões a animais despertam mais comoção e revolta do que a violência e a morte de crianças. Pessoas tratam seus bichos de estimação como filhos e apoiam linchamentos, chacinas e tortura. Desumano é quem perdeu a capacidade de ver o outro como ser humano. Uma sociedade desumanizada é aquela que define um grupo humano como não-humano, e que permite que esse grupo seja eliminado ou tenha negado seus direitos. Descartar pessoas tornou-se um fenômeno. 

   Sociedade desumana trata atos desumanos com banalidade. Um ato mau torna-se banal quando é vivenciado como se fosse comum. Monstruosidades tornam-se fatos corriqueiros por meio da superficialidade do agente e da descartabilidade da vítima. Quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ceda ao mal. (...) 

   O servilismo também ajuda a entender a desumanização. O adesismo de parcelas da sociedade, mesmo aquelas formadas nos princípios morais, é um fato. Um povo torna-se cúmplice da loucura do sistema na medida em que partilha das suas mentiras. Além de ser enganado, se recusar em saber a verdade. Ao formatar os seres humanos, o sistema os desumaniza para apenas encaixá-los na sua engrenagem. Os efetivamente responsáveis que se sentem culpados pelos tempos sombrios (Hannah Arendt) são poucos. 

   A voz da consciência nos interpela sobre a responsabilidade de nossos atos. Podemos ouvir essa voz? Ainda temos acesso ao acervo de princípios éticos que nos alerta sobre o processo de desumanização em curso? Não precisamos mais fechar os ouvidos para a voz de uma consciência que incorporou o discurso da sociedade respeitável, a voz das “pessoas de bem”. São “humanos direitos” que não têm remorso. A desumanização não se origina do desconhecimento, mas da irreflexão. Entre todas as características, a mais determinante da desumanização é a incapacidade de pensar, de distinguir o certo do errado, a verdade da mentira. A superficialidade dos discursos medíocres avaliza a maldade. Acreditar é mais fácil do que pensar. É difícil pensar por si mesmo. A maioria repete o que lhes é dito. Conformistas, não aprenderam a duvidar. Resignados à ignorância dos lugares comuns. 

   Ubi dubium ibi libertas (onde há dúvida, há liberdade). Pensar é sair da mesquinhez do cotidiano, é refletir sobre os acontecimentos e dar significados. É buscar a verdade dos fatos por vias racionais. São muitas as informações, mas não se pensa sobre elas. O pensamento é diálogo silencioso consigo mesmo. Não é passividade, mas ação revolucionária. A desumanização impõe o desafio de educar para o pensamento imune aos clichês. Transmitir conhecimentos é imprescindível, mas educar para o pensamento é uma urgência. 

   O ódio desumaniza. No livro 1984 de George Orwell, os agentes do Grande Irmão assistiam sessões de ódio coletivo. Aparecia na tela a figura humana a odiar, e todos se sentiam transtornados por ela. A mídia parece servir-se dos mesmos procedimentos. Como definir aqueles que celebram a barbárie em um país que trata pessoas pior do que animais? Quem os ensinou a odiar? O ódio afeta o cérebro, emburrece. Quem odeia não tolera divergências. Não existem adversários, todos são inimigos. O ódio não faz parte da essência humana. Aprende-se a odiar (Mandela). (...) 

   Para você, quanto vale a vida dos ninguéns? “Menos do que a bala que os mata?” (Eduardo Galeano). Se eu não me importo com ninguém, alguém se importará comigo? Ninguém se humaniza desumanizando o outro. Somente psicopatas torcem para que pessoas morram ou sofram. Quem te deu o salvo-conduto para desejar a morte de alguém? Porque Jesus não foi. “É amando que o humano dá o melhor de si” (Nietzsche). Nada acima do ser humano. Nenhum ser humano abaixo de outro. 


Disponível em https://domtotal.com/noticia/1166208/2017/06/desumanizacao-em-tempos-sombrios/. Acesso em 28/09/2020. 


Em “Sociedade desumana trata atos desumanos com banalidade, o termo destacado exerce, na oração, função sintática de
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Q1687622 Português
Erupções de água: como os gêiseres se formam?

    Um gêiser é uma fonte termal que ________ água periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor para o ar. Ele costuma aparecer em regiões próximas aos locais onde existem vulcões ativos ou onde há muito calor subterrâneo. O nome gêiser é derivado de Geysir, o nome de uma fonte localizada na Islândia. Em islandês, geysir significa jorrar.
    O gêiser surge quando a água da superfície (chuva ou neve derretida) penetra no subsolo e entra em contato com rochas vulcânicas muito quentes. Aí, a água vai aquecendo aos poucos. Quando atinge 100 graus Celsius, a pressão aumenta e parte da água é transformada rapidamente em vapor. No estado gasoso, a água ocupa um volume até 1.500 vezes maior – por isso, tende a escapar para fora dos reservatórios. Depois, a pressão alivia e o sistema subterrâneo volta a encher de água, que vaporiza e ganha força para uma nova erupção!
    As erupções da maioria dos gêiseres ocorrem com espaçamentos irregulares. As pausas podem durar minutos e até anos. O período de duração da erupção também é diferente: pode variar de segundos a horas. A altura da coluna ________ entre um metro e 100 metros, e a quantidade de água que é jorrada varia de poucos litros até dezenas de milhares de litros. Tudo isso depende da temperatura, da quantidade e da velocidade das correntes de água subterrânea e do tamanho do gêiser.
    O surgimento do gêiser depende de vários fatores naturais, como quantidade, temperatura, distribuição e movimento das águas infiltradas e das rochas que abrigam a água. Assim, o regime periódico de um gêiser só se mantém se as erupções não destruírem as condições para que as próximas ocorram. Poucos lugares reúnem as características necessárias.
    Em todo o planeta, existem menos de mil gêiseres. O Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming (Estados Unidos), abriga mais de 300 deles. A maioria dos gêiseres conhecidos está localizada na Nova Zelândia, Islândia, Japão, Chile, Rússia e Estados Unidos. Também há gêiseres no Peru, Açores, Quênia, Bolívia e México.

https://recreio.uol.com.br/natureza/... - adaptado
Em “Quando atinge 100 graus Celsius, a pressão aumenta e parte da água é transformada rapidamente em vapor.”, a oração sublinhada expressa ideia de:
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Q1687406 Português
Assinale a alternativa em que o sujeito do verbo destacado é indeterminado:
Alternativas
Q1687402 Português
O trecho “que nos enchem de ansiedade e medo." (linhas 12 e 13) exerce função sintática, no contexto em que está inserido, de:
Alternativas
Q1687395 Português
Sobre as possíveis transitividades que o verbo “Há” (linha 1) pode assumir, analise:
(__) É verbo transitivo direto em: “Os barões do café houveram grandes riquezas antes da queda da Bolsa em 1929.”;
(__) É verbo pronominal em: “Rubião tinha vexame, por causa de Sofia; não sabia haver-se com senhoras”;
(__) É verbo transitivo indireto em: “Não há contê-los nos seus repentes.”;
(__) É verbo transitivo direto em: “Foi difícil haver as malas perdidas na viagem”.
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, a sequência correta das proposições acima é, respectivamente:
Alternativas
Q1687394 Português
“Pode ser um diagnóstico médico preocupante ou providências que gostaria que fossem tomadas no fim da sua vida.” (linhas 6 a 9). 
A partícula “que” destacada exerce a seguinte função morfológica:
Alternativas
Q1687393 Português
“Pode ser um diagnóstico médico preocupante ou providências que gostaria que fossem tomadas no fim da sua vida.” (linhas 6 a 9). 
É correto afirmar que a partícula “que” destacada introduz uma:
Alternativas
Q1687345 Português
“O Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (HRCPP) utilizou pela primeira vez, nesta semana, a técnica de agulhamento pré-operatório para o tratamento de tumores renais complexos.” (linhas 1 a 5).
É CORRETO afirmar que o período é:
Alternativas
Respostas
28101: B
28102: D
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