Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q2160256 Português
Observe o fragmento de texto abaixo e as lacunas que devem ser preenchidas por formas verbais: 
    O professor de hoje é estratégico em suas práticas.    Os alunos ___ melhores taxas de retenção quando são apresentados a materiais educacionais mais curtos em relação aos mais longos. O aprendizado rápido, combinado com diversas estratégias de ensino, não __ apenas um desejo, mas uma necessidade real. O processamento passivo de quantidades significativas de informações nas aulas não se _______ necessariamente em aprendizado bem-sucedido e desempenho acadêmico excepcional.     É por isso que tudo o que um professor faz em sala de aula – seja um debate, um vídeo ou uma apresentação usando um aplicativo educacional – deve ser diagnosticado e estratégico. Cada atividade, independentemente do nível de diversão ou seriedade, _______________ no momento certo na matriz de aprendizagem para que os alunos aprendam e se lembrem dela.
(Texto adaptado – Disponível em: https://www.cypherlearning.com/pt-br)
As lacunas do trecho acima ficam, correta e respectivamente, preenchidas por:
Alternativas
Q2160224 Português
Formação do professor é o maior desafio para uso de tecnologia, mostra estudo

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(Disponível em: https://porvir.org/formacao-do-professor-e-o-maior-desafio-para-uso-de-tecnologia-mostra-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta concordância verbal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 20, 33 e 38. 
Alternativas
Q2160223 Português
Formação do professor é o maior desafio para uso de tecnologia, mostra estudo

20_.png (749×702)

(Disponível em: https://porvir.org/formacao-do-professor-e-o-maior-desafio-para-uso-de-tecnologia-mostra-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise o trecho adaptado a seguir:
“O instituto – que estuda o potencial disruptivo da aprendizagem online, principalmente do ensino híbrido, há mais de oito anos nos Estados Unidos – distribuiu sua pesquisa online em amostras de escolas”.
Se as palavras “instituto” e “pesquisa” fossem flexionadas no plural, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?  
Alternativas
Q2160221 Português
Formação do professor é o maior desafio para uso de tecnologia, mostra estudo

20_.png (749×702)

(Disponível em: https://porvir.org/formacao-do-professor-e-o-maior-desafio-para-uso-de-tecnologia-mostra-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Tendo em vista o fragmento adaptado “As pesquisadoras não compararão diretamente os dados”, analise o trecho abaixo:
No fragmento adaptado, o sujeito é classificado como _________. Já o predicado é classificado como _________. Além disso, o verbo “compararão” representa um _________ e o termo “diretamente” é um _________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.  
Alternativas
Q2160167 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

Tubarão raro descoberto em praia grega pode ser brinquedo de plástico




(Annie Roth. THE NEW YORK TIMES. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/03/tubarao-rarodescoberto-em-praia-grega-pode-ser-brinquedo-de-plastico.shtml
"Não parecia certo", disse David Ebert (1), autor do livro "Sharks of the World" (2). Segundo ele, vários aspectos do tubarão encontrado na Grécia eram incomuns. (L.31-32)
Os termos sublinhados no período acima e indicados como (1) e (2) desempenham, respectivamente, função sintática de
Alternativas
Q2160064 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Se for para ter horário de verão, que seja permanente 




(Marcelo Leite. Jornalista de ciência e ambiente, autor de “Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira”. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2023/03/se-for-parater-horario-de-verao-que-seja-permanente.shtml.)

...que serve de pretexto para o atentado contra biorritmos. (L.42- 43)


O termo sublinhado no período acima desempenha função sintática de

Alternativas
Q2160062 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Se for para ter horário de verão, que seja permanente 




(Marcelo Leite. Jornalista de ciência e ambiente, autor de “Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira”. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2023/03/se-for-parater-horario-de-verao-que-seja-permanente.shtml.)

Rubio voltou à carga reativando sua proposta no Senado. Há legislação similar tramitando na Câmara e, uma vez aprovada também pelos deputados, irá para sanção de Joe Biden. (L.50-53)
Em relação ao segmento acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Há seis orações no segmento. II. Há mais de uma oração adverbial. III. Há uma oração subordinada adjetiva.
Assinale
Alternativas
Q2160014 Português
Há ERRO de regência em: 
Alternativas
Q2159926 Português
 Há um ERRO de regência em: 
Alternativas
Q2159693 Português

Texto 2


Línguas que não sabemos que sabíamos Mia Couto


    Num conto que nunca cheguei a publicar acontece o seguinte: uma mulher, em fase terminal de doença, pede ao marido que lhe conte uma história para apaziguar as insuportáveis 


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COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?: e outras intervenções. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. pp.11-12. Adaptado.

Considerando os trechos extraídos dos Textos 1e 2, os termos sublinhados são exemplos de conector com valor temporal, EXCETO
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Q2159677 Português

Texto 1


Professora e linguista com 70 anos no serviço público vê equívoco em termo 'linguagem neutra'


Maria Helena de Moura Neves, 91, atua como docente da pós-graduação em linguística e língua portuguesa na Unesp e defende linguagem inclusiva


Emerson Vicente


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Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ educacao/2022/03/professora-e- linguista-com-70- anos-no-servico-publico-ve-equivoco-em-termo-linguagemneutra.shtml Acesso em 27 dez. 2022. Adaptado.

Considere o trecho abaixo para responder à questão.
Também segue atualizada em debates em torno da língua portuguesa, como no do uso da linguagem neutra, que entende não ser o termo apropriado, apesar de "louvável". (Linhas 5-9)
O termo sublinhado em Também segue atualizada em debates em torno da língua portuguesa funciona como 
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Q2159488 Português
BASTA DE TANTA RAIVA

Não é fácil controlar a irritação profunda, mas uma nova leva de recursos tecnológicos está ajudando a reduzir a frequência e a intensidade das explosões
Diego Alejandro

    SENTIR RAIVA é uma situação comum. Quem vive em uma grande cidade, corre contra prazos no trabalho e se equilibra para cuidar dos filhos e pagar as contas dificilmente passa dias sem experimentar momentos de irritação profunda. Os motivos variam de gravidade. Pode ser o trânsito parado, o eletrodoméstico que quebrou – e ninguém consertou –, ou a perda de um relatório completo porque o computador pifou. Dependendo do dia, uma faísca dessas pode ser o estopim para explosões memoráveis.
    Elas fazem parte das manifestações emocionais de todos nós, e estranho seria nunca as ter apresentado. A raiva, goste-se ou não, é um dos motores que nos levam a reagir contra circunstâncias que causam desconforto ou agridem princípios. “Ela é um dos sentimentos mais relevantes do ser humano”, diz o psiquiatra Eduardo Martinho Jr., da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O problema está na medida. Quando vai além do que seria esperado tanto em intensidade quanto em frequência, tem-se uma grande questão a ser resolvida.
   Entende-se por episódios fora de controle aqueles que prejudicam a vida social, afetiva e profissional. Até recentemente, a única forma de enfrentá-los era a terapia presencial e medicações quando necessárias. O avanço das ferramentas digitais, contudo, mudou o cenário radicalmente. Sessões on-line, aplicativos e recursos de realidade virtual estão tornando o tratamento mais acessível e eficaz, para a alegria dos pacientes e de quem está ao redor.
      Não é, enfim, nada fácil conviver com pessoas irascíveis. A pandemia impulsionou o uso desses atalhos eletrônicos. A impossibilidade de realizar sessões de terapia presencialmente, por exemplo, aumentou sua migração para o mundo digital. No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário. Um trabalho que acaba de ser publicado por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, mostra que terapias rápidas, de um mês apenas, feitas pela internet, ajudam no controle da raiva desadaptativa, caracterizada por comportamentos não condizentes com as situações e que acabam por prejudicar o paciente. A investigação comparou dois métodos: um deles tem por objetivo aumentar a capacidade do indivíduo de perceber e aceitar os próprios sentimentos sem julgá-los ou agir sobre eles, e outro auxilia na reinterpretação de pensamentos e situações, identificando caminhos alternativos às explosões. Quando ambas as técnicas foram aplicadas, os participantes saíram-se melhor.
      Nos Estados Unidos, a tecnologia ajudou na criação, pelo U.S. Departament of Veterans Affairs, de um programa para smartwatches, capaz de captar sinais fisiológicos de que ataques de raiva estão a caminho, oferecer intervenções autoguiadas curtas de respiração profunda e relaxamento muscular e de entrar em contato com o terapeuta do usuário. Na Coreia do Sul, pesquisadores da Universidade de Yonsei provaram a eficiência da realidade virtual a partir de uma experiência com sessenta jovens. Os pacientes foram expostos a ambientes projetados para provocar raiva. Assim, houve um modo de treiná-los no universo virtual para saber como reagiriam em situações reais. Funcionou.
       No Brasil, o manejo da raiva é incipiente. Existe um centro – na Psiquiatria da USP – para atender pacientes com transtorno explosivo intermitente, definido por crises que se tornam intensas e acontecem pelo menos duas vezes por semana ao longo de três meses. Contudo, também lá houve a constatação de que a terapia virtual, adotada na pandemia, funciona. “O maior ganho é a ampliação do acesso ao tratamento, inclusive para pessoas de outros estados”, diz a psicóloga Carolina Bernardo. Em 2020, ela e outros profissionais do serviço lançaram o livro Como Lidar com a Raiva e o Transtorno Explosivo Intermitente: Guia Prático para Pacientes, Familiares e Profissionais da Saúde, o primeiro do tipo no Brasil e à venda na Amazon. O futuro do gerenciamento de emoções promete outras novidades animadoras e relaxantes também. Um conselho: segure a onda, e calma.

(Fonte: Revista Veja, Editora Abril, edição 2823, ano 56, nº 1, 11 jan. 2023, p. 62-63)
Há oração sem sujeito em:
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Q2159487 Português
BASTA DE TANTA RAIVA

Não é fácil controlar a irritação profunda, mas uma nova leva de recursos tecnológicos está ajudando a reduzir a frequência e a intensidade das explosões
Diego Alejandro

    SENTIR RAIVA é uma situação comum. Quem vive em uma grande cidade, corre contra prazos no trabalho e se equilibra para cuidar dos filhos e pagar as contas dificilmente passa dias sem experimentar momentos de irritação profunda. Os motivos variam de gravidade. Pode ser o trânsito parado, o eletrodoméstico que quebrou – e ninguém consertou –, ou a perda de um relatório completo porque o computador pifou. Dependendo do dia, uma faísca dessas pode ser o estopim para explosões memoráveis.
    Elas fazem parte das manifestações emocionais de todos nós, e estranho seria nunca as ter apresentado. A raiva, goste-se ou não, é um dos motores que nos levam a reagir contra circunstâncias que causam desconforto ou agridem princípios. “Ela é um dos sentimentos mais relevantes do ser humano”, diz o psiquiatra Eduardo Martinho Jr., da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O problema está na medida. Quando vai além do que seria esperado tanto em intensidade quanto em frequência, tem-se uma grande questão a ser resolvida.
   Entende-se por episódios fora de controle aqueles que prejudicam a vida social, afetiva e profissional. Até recentemente, a única forma de enfrentá-los era a terapia presencial e medicações quando necessárias. O avanço das ferramentas digitais, contudo, mudou o cenário radicalmente. Sessões on-line, aplicativos e recursos de realidade virtual estão tornando o tratamento mais acessível e eficaz, para a alegria dos pacientes e de quem está ao redor.
      Não é, enfim, nada fácil conviver com pessoas irascíveis. A pandemia impulsionou o uso desses atalhos eletrônicos. A impossibilidade de realizar sessões de terapia presencialmente, por exemplo, aumentou sua migração para o mundo digital. No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário. Um trabalho que acaba de ser publicado por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, mostra que terapias rápidas, de um mês apenas, feitas pela internet, ajudam no controle da raiva desadaptativa, caracterizada por comportamentos não condizentes com as situações e que acabam por prejudicar o paciente. A investigação comparou dois métodos: um deles tem por objetivo aumentar a capacidade do indivíduo de perceber e aceitar os próprios sentimentos sem julgá-los ou agir sobre eles, e outro auxilia na reinterpretação de pensamentos e situações, identificando caminhos alternativos às explosões. Quando ambas as técnicas foram aplicadas, os participantes saíram-se melhor.
      Nos Estados Unidos, a tecnologia ajudou na criação, pelo U.S. Departament of Veterans Affairs, de um programa para smartwatches, capaz de captar sinais fisiológicos de que ataques de raiva estão a caminho, oferecer intervenções autoguiadas curtas de respiração profunda e relaxamento muscular e de entrar em contato com o terapeuta do usuário. Na Coreia do Sul, pesquisadores da Universidade de Yonsei provaram a eficiência da realidade virtual a partir de uma experiência com sessenta jovens. Os pacientes foram expostos a ambientes projetados para provocar raiva. Assim, houve um modo de treiná-los no universo virtual para saber como reagiriam em situações reais. Funcionou.
       No Brasil, o manejo da raiva é incipiente. Existe um centro – na Psiquiatria da USP – para atender pacientes com transtorno explosivo intermitente, definido por crises que se tornam intensas e acontecem pelo menos duas vezes por semana ao longo de três meses. Contudo, também lá houve a constatação de que a terapia virtual, adotada na pandemia, funciona. “O maior ganho é a ampliação do acesso ao tratamento, inclusive para pessoas de outros estados”, diz a psicóloga Carolina Bernardo. Em 2020, ela e outros profissionais do serviço lançaram o livro Como Lidar com a Raiva e o Transtorno Explosivo Intermitente: Guia Prático para Pacientes, Familiares e Profissionais da Saúde, o primeiro do tipo no Brasil e à venda na Amazon. O futuro do gerenciamento de emoções promete outras novidades animadoras e relaxantes também. Um conselho: segure a onda, e calma.

(Fonte: Revista Veja, Editora Abril, edição 2823, ano 56, nº 1, 11 jan. 2023, p. 62-63)
As vírgulas foram usadas com a mesma função: separar os adjuntos adverbiais intercalados ou invertidos, EXCETO em:
Alternativas
Q2159486 Português
BASTA DE TANTA RAIVA

Não é fácil controlar a irritação profunda, mas uma nova leva de recursos tecnológicos está ajudando a reduzir a frequência e a intensidade das explosões
Diego Alejandro

    SENTIR RAIVA é uma situação comum. Quem vive em uma grande cidade, corre contra prazos no trabalho e se equilibra para cuidar dos filhos e pagar as contas dificilmente passa dias sem experimentar momentos de irritação profunda. Os motivos variam de gravidade. Pode ser o trânsito parado, o eletrodoméstico que quebrou – e ninguém consertou –, ou a perda de um relatório completo porque o computador pifou. Dependendo do dia, uma faísca dessas pode ser o estopim para explosões memoráveis.
    Elas fazem parte das manifestações emocionais de todos nós, e estranho seria nunca as ter apresentado. A raiva, goste-se ou não, é um dos motores que nos levam a reagir contra circunstâncias que causam desconforto ou agridem princípios. “Ela é um dos sentimentos mais relevantes do ser humano”, diz o psiquiatra Eduardo Martinho Jr., da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O problema está na medida. Quando vai além do que seria esperado tanto em intensidade quanto em frequência, tem-se uma grande questão a ser resolvida.
   Entende-se por episódios fora de controle aqueles que prejudicam a vida social, afetiva e profissional. Até recentemente, a única forma de enfrentá-los era a terapia presencial e medicações quando necessárias. O avanço das ferramentas digitais, contudo, mudou o cenário radicalmente. Sessões on-line, aplicativos e recursos de realidade virtual estão tornando o tratamento mais acessível e eficaz, para a alegria dos pacientes e de quem está ao redor.
      Não é, enfim, nada fácil conviver com pessoas irascíveis. A pandemia impulsionou o uso desses atalhos eletrônicos. A impossibilidade de realizar sessões de terapia presencialmente, por exemplo, aumentou sua migração para o mundo digital. No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário. Um trabalho que acaba de ser publicado por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, mostra que terapias rápidas, de um mês apenas, feitas pela internet, ajudam no controle da raiva desadaptativa, caracterizada por comportamentos não condizentes com as situações e que acabam por prejudicar o paciente. A investigação comparou dois métodos: um deles tem por objetivo aumentar a capacidade do indivíduo de perceber e aceitar os próprios sentimentos sem julgá-los ou agir sobre eles, e outro auxilia na reinterpretação de pensamentos e situações, identificando caminhos alternativos às explosões. Quando ambas as técnicas foram aplicadas, os participantes saíram-se melhor.
      Nos Estados Unidos, a tecnologia ajudou na criação, pelo U.S. Departament of Veterans Affairs, de um programa para smartwatches, capaz de captar sinais fisiológicos de que ataques de raiva estão a caminho, oferecer intervenções autoguiadas curtas de respiração profunda e relaxamento muscular e de entrar em contato com o terapeuta do usuário. Na Coreia do Sul, pesquisadores da Universidade de Yonsei provaram a eficiência da realidade virtual a partir de uma experiência com sessenta jovens. Os pacientes foram expostos a ambientes projetados para provocar raiva. Assim, houve um modo de treiná-los no universo virtual para saber como reagiriam em situações reais. Funcionou.
       No Brasil, o manejo da raiva é incipiente. Existe um centro – na Psiquiatria da USP – para atender pacientes com transtorno explosivo intermitente, definido por crises que se tornam intensas e acontecem pelo menos duas vezes por semana ao longo de três meses. Contudo, também lá houve a constatação de que a terapia virtual, adotada na pandemia, funciona. “O maior ganho é a ampliação do acesso ao tratamento, inclusive para pessoas de outros estados”, diz a psicóloga Carolina Bernardo. Em 2020, ela e outros profissionais do serviço lançaram o livro Como Lidar com a Raiva e o Transtorno Explosivo Intermitente: Guia Prático para Pacientes, Familiares e Profissionais da Saúde, o primeiro do tipo no Brasil e à venda na Amazon. O futuro do gerenciamento de emoções promete outras novidades animadoras e relaxantes também. Um conselho: segure a onda, e calma.

(Fonte: Revista Veja, Editora Abril, edição 2823, ano 56, nº 1, 11 jan. 2023, p. 62-63)
Em: “No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário.”, a oração destacada exerce a função de
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Q2159372 Português
TEXTO

FALE COM ESTRANHOS
Duda Monteiro de Barros

   No mundo menor e mais falante de antigamente, puxar conversa com estranhos era praticamente uma obrigação e passar uma corrida de táxi inteira sem dirigir uma palavra ao motorista pregava no passageiro a pecha de mal-educado. Aos poucos, no entanto, o desconhecido foi ficando distante, desinteressante e até ameaçador, situação expressa na rima “stranger danger” (estranhos representam perigo), inculcada na cabeça das crianças nos Estados Unidos através de livros, filmes e conselhos de pais e professores. O normal agora é o silêncio imperar, estimulado pelo atrativo da tela do smartphone, nas filas, nos elevadores, nas salas de espera e no transporte público, um comportamento que o enclausuramento das pessoas durante a pandemia contribuiu para enraizar, ao encolher as habilidades sociais.
   Hoje em dia, travar contato com alguém fora do círculo de amizades e do ambiente de trabalho é uma aventura que poucos estão dispostos a enfrentar – isso não é bom. “Conversar com desconhecidos pode ensinar coisas novas, fazer de você um cidadão melhor, um pensador melhor e uma pessoa melhor”, ensina o jornalista americano Joe Keohane, autor de “O Poder dos Estranhos”, uma ampla pesquisa sobre “os benefícios de se conectar em um mundo desconfiado”.
   Segundo Keohane, criar vínculos, ainda que passageiros, com desconhecidos faz o indivíduo furar a bolha de convívio usual e deparar com ideias e realidades distintas das que está acostumado. A designer carioca Júlia Sampaio, 34 anos, confessa que nunca foi do tipo que puxa assunto na fila do banco, mas aprendeu, aos poucos, que conversar com anônimos pode facilitar a vida e tornar situações muito mais prazerosas. “Adoro viajar sozinha e descobri que travar amizade com outras pessoas dá um upgrade na experiência. Fiz amigos que mantenho até hoje e sempre tento me aproximar de quem vejo que também está só”, diz Júlia. “O contato com o diferente sempre foi primordial para o desenvolvimento das culturas e sociedades. Quando você dialoga com o outro, torna-se mais empático e tolerante”, confirma o antropólogo Bernardo Conde, professor da PUC-Rio.
    Essas conexões casuais, chamadas de “laços fracos”, têm a capacidade de diminuir o sentimento de solidão e melhorar o humor tanto de quem aborda quanto de quem é abordado. Isso porque neurotransmissores com funções ligadas à sensação de liberdade, como dopamina, serotonina e ocitocina, são liberados quando o ser humano se relaciona socialmente. “A porção frontal do nosso cérebro só foi capaz de evoluir por causa das interações interpessoais”, explica a neurocientista Cláudia Feitosa Santana.
     Além de agradáveis, os papos com estranhos podem ser úteis. O comissário de bordo baiano Mário Lourenço, 23 anos, lembra com nostalgia do dia em que se envolveu em um papo com um concorrente na fila de uma entrevista de emprego internacional e trocaram contatos. O outro candidato foi aprovado e Lourenço não, mas não deixaram de se comunicar. “No ano seguinte, fui selecionado pela mesma empresa e me mudei para Dubai, onde o colega estava morando. Ele foi me receber e me mostrou a cidade. Teria me sentido perdido e sozinho sem isso”, afirma Lourenço.
    Não se trata de forçar conversa e invadir o espaço alheio – é indispensável que o outro se mostre aberto ao contato. Uma dica para entabular uma interação do tipo que começa e acaba na espera para embarcar no avião é iniciar com assuntos triviais e a partir daí buscar interesses em comum. Boa notícia: a reação mais comum é a reciprocidade, como mostra um experimento realizado pelos cientistas comportamentais Nicholas Epley e Juliana Schroeder, da Universidade de Chicago. Eles reuniram um grupo de pessoas e pediram que elas quebrassem a norma social do silêncio em ônibus e salas de espera. Os participantes foram a campo com certo receio de ser rejeitados, mas o resultado foi o exato oposto: a maioria constatou que os estranhos foram receptivos, curiosos e agradáveis. A conclusão dos especialistas foi que existe um “profundo mal-entendido nas relações sociais”. Desfazê-lo passa por respirar fundo, abrir um sorriso e fazer um comentário agradável para a pessoa sentada ao lado no metrô. Se ela responder, a viagem provavelmente vai passar mais rápido. Estranhos, afinal, não são sinônimos de perigo.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/comportamento/por-que-conversar-com-estranhos-pode-melhorar-o-bem-estar/ Acesso em: 16 fev. 2023 (Adaptado)
Admite-se mais de uma concordância para o verbo destacado em:
Alternativas
Q2159085 Português
Em: “O jovem Abravanel pediu para Carlos Alberto parar o carro.”, o termo destacado exerce a função de
Alternativas
Q2159005 Português
Assinalar a alternativa em que a frase está CORRETA quanto à concordância nominal:
Alternativas
Q2158999 Português
Considerando-se as relações sintáticas, o termo sublinhado na frase corresponde a um:
Na reunião, Ana não fez nenhuma referência ao assunto.
Alternativas
Q2158995 Português
       Em nosso país, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registra cerca de 14 mil casos de suicídio por ano. Entre os jovens de 15 e 29 anos, o suicídio é considerado a quarta maior causa de morte.
 
    O Setembro Amarelo, uma campanha antiestigma de conscientização para prevenção do suicídio, traz ____ tona temas relacionados ____ saúde mental, tão necessários para quebrar paradigmas enraizados na sociedade, como o de que a vulnerabilidade é negativa, ou seja, que o correto é ser sempre forte.
 
    Exemplo disso é a chamada positividade tóxica, que busca focar somente nas coisas boas, não encarando os problemas e não validando sentimentos como tristeza, por exemplo.

       Essa prática acontece nos mais diversos ambientes, tanto físicos quanto digitais, e é capaz de adoecer as pessoas, podendo levá-las a desenvolver quadros de ansiedade e depressão.

     Com crianças e jovens não é diferente. Esse público também sofre com cobranças externas, seja na relação familiar ou na escola, local onde podem sofrer bullying, por exemplo.

    Da mesma forma, elas sofrem com cobranças internas, como conflitos intrapessoais ou ao fazer comparação com colegas e familiares, sentindo-se inferiores e atrasadas.

      Como se não bastassem tais situações, o uso das redes sociais agrava ainda mais esse problema, já que as redes mostram, em sua maioria, somente o que é bom e belo.

     Não ____ toa, uma nova rede social vem ganhando força entre os jovens, o Be Real (“Seja Real”, traduzindo para o português). Semelhante ao Instagram, ____ proposta do Be Real é publicar o que se está fazendo no momento. Em contrapartida, a publicação é feita tal como ela é, independentemente de ser “instagramável” ou não.

        A rede social é ainda mais ousada ao não incluir filtros para edição de fotos nas opções para o usuário. Interessante, não é mesmo? Afinal, a vida real não tem filtro.
 
    Várias podem ser as causas que podem levar ao suicídio, como a passagem por momentos difíceis como o luto, traumas emocionais, conflitos familiares e problemas de saúde mental. E, o Setembro Amarelo é uma oportunidade de dar foco ____ um assunto que ainda é tabu e carece de informações confiáveis e seguras.
(Fonte: A Mais Educação - adaptado.)
Considerando-se o período “Em contrapartida, a publicação é feita tal como ela é, independentemente de ser “instagramável” ou não.”, se a palavra sublinhada for pluralizada, quantas outras palavras deverão ser modificadas para fins de concordância?
Alternativas
Q2158893 Português
Assinalar a alternativa que apresenta a análise INCORRETA, entre parênteses, do conectivo “que”:
Alternativas
Respostas
25601: E
25602: E
25603: D
25604: D
25605: B
25606: B
25607: D
25608: D
25609: C
25610: B
25611: E
25612: A
25613: C
25614: D
25615: D
25616: D
25617: D
25618: C
25619: D
25620: A