Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Texto CG1A1-I
Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater, isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico. Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para Fredegunda.
Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso, seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a questão muito grave.
Mayke De Jong, Nos limites do parentesco: legislação anti-incesto
na Alta Idade Média ocidental (500-900). In: Jan Bremmer (Org.).
De Safo a Sade. Momentos na história da sexualidade.
Campinas: Papirus, 1995, p. 56-7 (com adaptações).
Em relação às estruturas morfossintáticas do texto CG1A1-I, julgue o próximo item.
No segundo período do segundo parágrafo, o termo
“impossível” concorda com “acusar”.
I. Cada um dos alunos devem solicitar o desconto. II. A provisão era alguns quilos de feijão.
Qual é a função sintática da construção linguística sublinhada no trecho apresentado?
Maconha causa prejuízos cognitivos persistentes, mostra estudo
“Revisão sistemática englobando dados de mais de 43 mil indivíduos mostra que uso de maconha afeta memória, atenção e aprendizado verbal de forma persistente.”
MACONHA causa prejuízos cognitivos persistentes, mostra
estudo. Scientific American Brasil, 31 de janeiro de 2022.
Disponível em: https://sciam.com.br/maconha-causa-prejuizos-cognitivos-persistentes-mostra-estudo/. Acesso em: 08 mar. 2022.
Leia o fragmento a seguir.
“Como estamos no mês em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer, que foi dia 4 de fevereiro, é muito importante fazermos aqui um alerta no que se refere à relação da obesidade com o câncer.”
RAUEN, Eduardo. Entenda a relação entre obesidade e câncer. Forbes Brasil, 10 de fevereiro de 2022. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2022/02/eduardo-rauen-entenda-a-relacao-entre-obesidade-e-cancer/. Acesso em: 07 mar. 2022.
O conectivo “Como”, que introduz o parágrafo, confere à oração em que ele ocorre uma ideia de:


Esse segmento do texto mostra dois períodos com um ponto entre os dois. Se substituíssemos, de forma adequada, esse ponto por um elemento de ligação, o conectivo mais adequado para isso seria:




Texto CB2A1-I
Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda, a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a viabilizadora de bons resultados.
O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para sustentar uma comunicação de fato eficiente.
Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações, depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus desafios de atração e retenção de talentos. O resultado é uma desvalorização da área de recursos humanos, que é um dos pilares para a produtividade e sustentabilidade de qualquer empresa.
O suporte da tecnologia ganha um papel cada vez mais estratégico para apoiar a tomada de decisão, que precisa ser cada vez mais humanizada. Não se trata de usar a tecnologia para automatizar e otimizar processos em uma estrutura “robotizada”, mas de ampliar o uso de ferramentas que humanizem as relações a partir de dados mais ricos e informações mais completas e valiosas, para buscar o melhor tanto para os colaboradores quanto para a própria empresa.
Em 2022, o foco deve ser encontrar soluções que possam resolver os desafios da gestão de capital humano das organizações. Mesmo com toda a tecnologia existente, a ideia não é substituir pessoas, mas conferir-lhes poder para que suas tomadas de decisões sejam ainda melhores. É a tecnologia viabilizando relações mais humanas, precisas, por meio de dados reais, confiáveis. Esse é o caminho para o futuro. Robson Campos.
Internet: <www.abeinfobrasil.com.br>
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o seguinte item.
No segundo período do segundo parágrafo, a flexão das
formas verbais “É” e “seja” na terceira pessoa do singular
justifica-se pela concordância com “toda a comunicação da
companhia com seus colaboradores”, termo que funciona
como sujeito de ambas as orações.
Texto para o item.


Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com>
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O termo “Todavia” (linha 33) introduz oração com
sentido conclusivo.
Texto para o item.


Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com>
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Na linha 27, o termo “escreveram” está flexionado no
plural porque concorda com a expressão “Schünemann
e as outras pesquisadoras”, que exerce a função de
sujeito.
Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.
O termo “melhor” (linha 25) exerce a função de
complemento verbal de “falarem” (linha 24).
Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam
mantidos caso o termo “diferentes” (linha 10) fosse
flexionado no singular — escrevendo-se diferente —,
desde que o termo “nos” (linha 9) fosse suprimido.
