Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 38.333 questões

Q2015365 Português
Assinale a alternativa que está de acordo com a norma culta da língua portuguesa:
Alternativas
Q2014123 Português
Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase apresentada.
As pessoas acidentadas foram encaminhadas a diferentes clinicas _______. 
Alternativas
Q2014007 Português
Indique a opção que apresenta uma concordância verbal indevida.
Alternativas
Q2013298 Português
Suponha o texto abaixo escrito hipoteticamente por um aluno.
“Toda a humanidade estaria condenada ao sofrimento se houvesse um juízo para as vicissitudes do amor”. Assim, começou a carta que recebi de minha doce amada a quem havia feito sofrer recentemente. Não precisava ela de o lembrar a mim. Em nosso último encontro, às margens do Rio Ipiranga, gritei efusivamente: - Digo ao teu coração que parto agora! Ali naquela hora sei que o ferimento provocado interessou sua alma de tal modo que ela sucumbiu. A vida é suas decisões já me dizia meu velho pai! O que se há de fazer? Agora é deixar as lágrimas correrem e esperar outro amor se aproximar.
Analise as afirmativas abaixo feitas sobre o texto.
    1. O texto está coeso e é coerente.     2. O aluno possui bom vocabulário.     3. Há alguns desvios de regência verbal, mas que em nada prejudicam a mensagem do enunciador.     4. Não há erros de concordância verbal e/ou nominal.     5. O texto, fazendo referência irônica a fato histórico, faz uso inapropriado da língua e fere o princípio da autoria.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 
Alternativas
Q2013294 Português
Compare as frases abaixo:
    1. Estavas triste. / Estavas em casa.     2. Andei muito preocupado. / Andei muito hoje.     3. Fiquei pesaroso. / Fiquei na minha sala.
Assinale a alternativa correta em relação as frases.
Alternativas
Q2013293 Português
Analise as afirmativas abaixo a respeito da regência verbal.
1. Em “Na tua comunidade não há quem ensine?“, a regência do verbo “ensinar” está correta como intransitivo. 2. Em “Ele percebeu, então, que falara demais a ponto de lhe interessar, e olhou-a rapidamente de lado.“, há problemas com a regência do verbo “interessar” já que no sentido usado deveria reger objeto direto obrigatoriamente 3. Em “Admiras-te, tu, de não seres obedecida? Ora, pois, obedeça ao amor e verás!“, o verbo “obedecer” está corretamente empregado nas duas vezes em que aparece, pois, embora seja transitivo indireto, admite voz passiva. 4. Em “Naquele momento, avisaram-no que chegaria mais merenda na escola. Ele esperou.“, os verbos “avisar” e “esperar” estão corretamente empregados, sendo que o último está em sua acepção intransitiva. 5. Em “O meio mais seguro que dispomos para viajar ainda é a bicicleta, quer queiram ou não!“, a regência do verbo “dispor” atende à norma- -padrão, já a do “querer”, por ter seu objeto direto implícito, apresenta erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q2013286 Português
Leia o texto.

Mas, quando [Ambrósio] lia, os olhos divagavam pelas páginas e o coração penetrava-lhe o sentido, enquanto a voz e a língua descansavam. Nas muitas vezes em que me achei presente – a ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha -, sempre o via ler em silêncio e nunca doutro modo. Assentava-me e permanecia em longo silêncio – quem é que ousaria interrompê-lo no seu trabalho tão aplicado? -, afastando-me finalmente. Imaginava que, nesse curto espaço de tempo, em que, livre do bulício dos cuidados alheios, se entregava a aliviar a sua inteligência, não se queria ocupar de mais nada. Lia em silêncio, para se precaver, talvez, contra a eventualidade de lhe ser necessário explicar a qualquer discípulo, suspenso e atento, alguma passagem que se oferecesse mais obscura no livro que lia. Vinha assim a gastar mais tempo neste trabalho e a ler menos tratados do que desejaria. Ainda que a razão mais provável de ler em silêncio poderia ser para conservar a voz, que facilmente lhe enrouquecia. Mas, fosse qual fosse a intenção com que o fazia, só podia ser boa, como feita por tal homem.
Santo Agostinho – Confissões (excerto)
Leia a frase abaixo:
“A ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha”.
Analise as afirmativas abaixo, considerando a morfossintaxe da frase.
1. O sujeito da primeira oração está determinado por artigo. 2. O predicado da primeira oração é nominal. 3. É um período composto por coordenação, sendo a segunda oração uma coordenada aditiva. 4. O termo “lhe” é um adjunto adnominal, pois pode ser substituído por um pronome possessivo. 5. O pronome relativo “quem” exerce a função sintática de sujeito da oração a que pertence.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q2013285 Português
Leia o texto.

Mas, quando [Ambrósio] lia, os olhos divagavam pelas páginas e o coração penetrava-lhe o sentido, enquanto a voz e a língua descansavam. Nas muitas vezes em que me achei presente – a ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha -, sempre o via ler em silêncio e nunca doutro modo. Assentava-me e permanecia em longo silêncio – quem é que ousaria interrompê-lo no seu trabalho tão aplicado? -, afastando-me finalmente. Imaginava que, nesse curto espaço de tempo, em que, livre do bulício dos cuidados alheios, se entregava a aliviar a sua inteligência, não se queria ocupar de mais nada. Lia em silêncio, para se precaver, talvez, contra a eventualidade de lhe ser necessário explicar a qualquer discípulo, suspenso e atento, alguma passagem que se oferecesse mais obscura no livro que lia. Vinha assim a gastar mais tempo neste trabalho e a ler menos tratados do que desejaria. Ainda que a razão mais provável de ler em silêncio poderia ser para conservar a voz, que facilmente lhe enrouquecia. Mas, fosse qual fosse a intenção com que o fazia, só podia ser boa, como feita por tal homem.
Santo Agostinho – Confissões (excerto)
Assinale a alternativa correta em relação à análise morfossintática do termo, analisando o contexto em que se insere no texto.
Alternativas
Q2013247 Português

Abaixo, apresenta-se um fragmento de entrevista da BBC News – intitulada 'Geração digital': por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais, publicada em 30/10/2020 – com o neurocientista francês Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”. Considere-o para responder a questão.


BBC News Mundo: Todas as telas são igualmente prejudiciais?

Desmurget: Ninguém diz que a “revolução digital” é ruim e deve ser interrompida. Eu próprio passo boa parte do meu dia de trabalho com ferramentas digitais. E quando minha filha entrou na escola primária, comecei a ensiná-la a usar alguns softwares de escritório e a pesquisar informações na internet.

Os alunos devem aprender habilidades e ferramentas básicas de informática? Claro. Da mesma forma, pode a tecnologia digital ser uma ferramenta relevante no arsenal pedagógico dos professores? Claro, se faz parte de um projeto educacional estruturado e se o uso de um determinado software promove efetivamente a transmissão do conhecimento.

Porém, quando uma tela é colocada nas mãos de uma criança ou adolescente, quase sempre prevalecem os usos recreativos mais empobrecedores. Isso inclui, em ordem de importância: televisão, que continua sendo a tela número um de todas as idades (filmes, séries, clipes, etc.); depois os videogames (principalmente de ação e violentos) e, finalmente, na adolescência, um frenesi de autoexposição inútil nas redes sociais.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-54736513
Assinale a alternativa INCORRETA em relação a este fragmento: “Porém, quando uma tela é colocada nas mãos de uma criança ou adolescente, quase sempre prevalecem os usos recreativos mais empobrecedores”.
Alternativas
Q2007241 Português
Leia o texto abaixo, escrito hipoteticamente por um aluno.

“O mundo está um caos social. A beleza deu lugar a escuridão, assim os homens enxergam como a vida pode ser pacata e bela. Todas às vezes quando me deparo em uma situação de perigo percebo poder fazer o mundo melhor e a vida mais tranquila que me fará também uma pessoa honesta e sem preconceito. Embora tenha consciência posso ser um agente social para evitar a pandemia que assola o mundo nos dias de hoje.
Assinale a alternativa correta, considerando a sintaxe de concordância verbal ou nominal.
Alternativas
Q2007233 Português
Leia o texto que é um excerto do conto “Amor” de Clarice Lispector.

O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão – e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre a morfossintaxe do texto.
(  ) Na frase: “As gemas amarelas escorriam” um artigo e um adjetivo têm função sintática de adjunto adnominal. (  ) Nas três vezes em que a partícula “se” aparece na última frase do texto ela não exerce função sintática alguma, pois trata-se de partícula expletiva. (  ) O verbo “parecer” na terceira frase do texto tem sujeito oracional. (  ) A palavra “periclitantes” é adjetivo e exerce a função sintática de predicativo do sujeito. (  ) Nas duas primeiras vezes em que aparece no texto, a palavra “que” é pronome relativo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2006851 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:

Eu nasci há dez mil anos atrás

Eu nasci há dez mil anos atrás

e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais


Eu vi Cristo ser crucificado

O amor nascer e ser assassinado

Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,

Eu vi,

Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho

Vi Maomé cair na terra de joelhos

Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho

Eu vi,


Eu vi as velas se acenderem para o Papa

Vi Babilônia ser riscada do mapa

Vi conde Drácula sugando o sangue novo

e se escondendo atrás da capa

Eu vi,

Eu vi a arca de Noé cruzar os mares

Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares

Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta

pro quilombo dos palmares

Eu vi,


Eu vi o sangue que corria da montanha

quando Hitler chamou toda a Alemanha

Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha


Eu li,

Eu li os símbolos sagrados de Umbanda

Eu fui criança para poder dançar ciranda

E, quando todos paraguejavam contra o frio,

eu fiz a cama na varanda


Eu tava junto com os macacos na caverna

Eu bebi vinho com as mulheres na taverna

E quando a pedra despencou da ribanceira

Eu também quebrei a perna

Eu também,

Eu fui testemunha do amor de Rapunzel

Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu

E pra aquele que provar que eu estou mentindo

eu tiro o meu chapéu

Raul Seixas

Em ocasiões em que o verbo se repetia no próximo verso, o autor suprimia o sujeito “Eu”, como no trecho abaixo:
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho Vi Maomé cair na terra de joelhos
No primeiro verso o sujeito apresenta-se como sujeito simples, sendo esta função desempenhada pelo pronome pessoal “Eu”. No segundo verso, apesar de ficar subentendido também tratar-se da mesma pessoa que está relatando, qual o sujeito gramatical do verbo naquele contexto?
Alternativas
Q2006848 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:

Eu nasci há dez mil anos atrás

Eu nasci há dez mil anos atrás

e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais


Eu vi Cristo ser crucificado

O amor nascer e ser assassinado

Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,

Eu vi,

Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho

Vi Maomé cair na terra de joelhos

Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho

Eu vi,


Eu vi as velas se acenderem para o Papa

Vi Babilônia ser riscada do mapa

Vi conde Drácula sugando o sangue novo

e se escondendo atrás da capa

Eu vi,

Eu vi a arca de Noé cruzar os mares

Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares

Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta

pro quilombo dos palmares

Eu vi,


Eu vi o sangue que corria da montanha

quando Hitler chamou toda a Alemanha

Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha


Eu li,

Eu li os símbolos sagrados de Umbanda

Eu fui criança para poder dançar ciranda

E, quando todos paraguejavam contra o frio,

eu fiz a cama na varanda


Eu tava junto com os macacos na caverna

Eu bebi vinho com as mulheres na taverna

E quando a pedra despencou da ribanceira

Eu também quebrei a perna

Eu também,

Eu fui testemunha do amor de Rapunzel

Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu

E pra aquele que provar que eu estou mentindo

eu tiro o meu chapéu

Raul Seixas

A forma verbal destacada abaixo é uma flexão em terceira pessoa do singular do verbo haver e nesse contexto apresenta sujeito:
Eu nasci há dez mil anos atrás
Alternativas:
Alternativas
Q2005950 Português
Leia o texto abaixo para responder a próxima questão:

IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO ESCRITA

     É sensível no mundo contemporâneo a importância da comunicação escrita no dia a dia. Não é nenhum segredo que as melhores posições - em todas as profissões - são dadas aos melhores comunicadores. Para estar sempre à frente é preciso falar, e principalmente escrever bem.
     Hoje em dia nos comunicamos cada vez mais através da Internet, e-mail, fax, memorandos e cartas, e um texto bem escrito pode ser fundamental em muitas situações. O estudante ou profissional, seja ele de qualquer área, precisa conhecer bem seu idioma e as normas de escrita para que assim possa elaborar textos concisos e bem estruturados que transmitam de forma clara seu objetivo, ponto de vista ou intenção.
     Escrever sempre foi uma habilidade vital nos negócios.
     Em 1988 uma pesquisa feita no EUA mostrou que 79% dos executivos entrevistados citaram a escrita como uma das habilidades mais negligenciadas no mundo empresarial, contudo uma das mais importantes para produtividade.
     Em 1992, uma pesquisa feita pela Associated Press com 402 companhias mostrou que os executivos identificaram a redação como a habilidade mais valorizada em um empregado, mas disseram que 80% dos seus empregados em todos os níveis precisavam melhorar seus textos.
     Uma pesquisa feita em 2003 mostrou que muitos vestibulandos encontram grandes dificuldades em passar a resolução dos exercícios para o papel, muitas vezes são ótimos em questões de múltipla escolha, mas possuem baixo desempenho em questões dissertativas, pois conhecem a matéria, sabem as respostas dos exercícios, mas não conseguem respondê-las de forma clara.
     Pesquisas atuais dão resultados semelhantes - a mensagem é, se você quiser ter sucesso, você tem de saber escrever bem.
Texto retirado do site Mundo Vestibular
Assinale a alternativa que apresente a classificação sintática INCORRETA entre parênteses: 
Alternativas
Q2005936 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Preconceito de linguagem


   Na Romênia, segundo dizem os jornais franceses, que agora muito se interessam por tudo quanto diz respeito aos moldo-valáquios, na Romênia há certas palavras que em todas as outras línguas cultas têm significação nobre e que entre os romenos têm significação pejorativa. Chamar, por exemplo, a algum romeno marquês, ou condessa a alguma romena, é cometer injúria e grande. Entre eles, não se diz príncipe em romaico, porque esta palavra tem a significação analógica de jogral; de sorte que adotaram lá a palavra francesa prince, para designar qualquer membro da família real. A palavra rei também é injuriosa. Tanto assim que, na tradução do livro bíblico dos Reis, escrevem os romenos Livro dos Imperadores!

  Em português há também palavras de significação primitivamente honesta e que entretanto agora não podem ser pronunciadas diante de pessoas de respeito. No norte de Minas, por exemplo, como no Norte de todo o país, chamar dama a uma senhora é arriscar a pele. Dama, lá por aquelas plagas, é “mulher perdida”.

  A palavra moça pode ser pronunciada diante de quem quer que seja. “Esta menina está ficando moça” — “Sua filha é uma bela moça” — são expressões correntes. Entretanto, querendo alguém referir-se à amásia de alguém diz: “A moça de Fulano”!

  Rapariga! É uma das palavras mais lindas da nossa língua. Em Minas, entretanto, rapariga aplica-se mais às mulheres do serviço doméstico, isto é, amas, cozinheiras, arrumadeiras, etc. Aqui, já vai tendo significação pejorativa: casa de raparigas é o mesmo que bordel. Ora, é um absurdo isso. Rapariga é simplesmente feminino de rapaz. Seria encantador poder toda gente dizer, como ainda há dias ouvi dizer a um espírito eminente, que me dá a honra da sua amizade: “V. não imagina que rapariga valente é minha mulher”.

  Mãe! Não se discute a beleza desta suavíssima palavra. Pois também a palavra mãe vai assumindo significação equívoca. Em certas locuções é um vocábulo pelo menos suspeito. Os jornais já começam a substituí-lo por progenitora. É incrível! Que qualquer palavra possa derrancar com o tempo compreende-se; mas a palavra mãe? O noticiário elegante tem receio de dizer: “Faz anos hoje a Sra. Dona Fulana, muito digna mãe do nosso amigo Sr. Beltrano”. Em vez de mãe, escrevem progenitora, que é uma palavra erudita, seca, como todas as coisas eruditas, fria e pernóstica.

 Mãe é alguma coisa tépida, doce, nobre como o colo materno. Progenitora é simplesmente uma delicadeza de moleque bem-falante. Mãe, colegas, mãe! Devemos escrever “a mãe do Sr. Fulano”, da mesma forma que escrevemos “O pai do Sr. Beltrano” e “o filho de Dona Sicrana”. Ninguém diz na intimidade — “vou beijar minha progenitora”, mas simplesmente — “vou beijar minha mãe”.

  É para desejar que os jornais abandonem de uma vez a palavra progenitora, que é, etimologicamente, muito mais grosseira do que mãe. Progenitora compõe-se do prefixo pro e da raiz genite, de gigno, gignis, genui, genitum, gignere, que quer dizer gerar. De maneira que, posta em bom vernáculo, progenitora é a pró ou antegeradora do Sr. Fulano. Não sei onde está a delicadeza desta expressão…. Por conseguinte, de uma vez para sempre, estabeleçamos que os homens têm virtuosas e dignas mães, e não ridículas e pernósticas progenitoras.

Antônio Torres

As conjunções são importantes ferramentas de coesão textual e sem elas não seria possível dar unidade e construir um texto significativo. Observe as orações abaixo e assinale a alternativa em que a conjunção destacada apresenta classificação semântica correta entre parênteses:
Alternativas
Q2001901 Português
     Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa.
     O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se.
     A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano!

Rachel de Queiroz. Um ano de menos.
In: O Cruzeiro, Rio de Janeiro, dez./1951 (com adaptações). 

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se seguem. 
No trecho “os que hão de esperar nas filas” (último parágrafo), o termo “hão” corresponde a uma forma abreviada de haverão e, como tal, diz respeito ao tempo futuro. 
Alternativas
Q2001900 Português
     Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa.
     O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente, que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar, sumir-se.
     A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se, sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim, como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer, inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As missas de sétimo dia, as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano!

Rachel de Queiroz. Um ano de menos.
In: O Cruzeiro, Rio de Janeiro, dez./1951 (com adaptações). 

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se seguem. 
O segmento “que será ela no dia seguinte” (penúltimo período do segundo parágrafo) consiste em uma oração adjetiva com sentido explicativo, o que justifica seu isolamento entre vírgulas no texto. 
Alternativas
Q2001893 Português
Texto CB1A1-I

    As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
    Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
    Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.

Internet: <www.cut.org.br> (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.

Seria mantida a correção gramatical do último período do segundo parágrafo caso a forma verbal “era” fosse flexionada no plural — eram —, dada a possibilidade de concordância verbal com a expressão de porcentagem que aparece logo em seguida.
Alternativas
Q2001892 Português
Texto CB1A1-I

    As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
    Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
    Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.

Internet: <www.cut.org.br> (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.

O vocábulo “obtidos” (terceiro período do primeiro parágrafo) e o vocábulo “crescido” (primeiro período do segundo parágrafo) constituem adjetivos nos contextos sintáticos em que se inserem, haja vista a concordância dos referidos termos, respectivamente, com “dados” (terceiro período do primeiro parágrafo) e com “número” (primeiro período do segundo parágrafo). 
Alternativas
Q2001787 Português
Atenção: Leia o poema para responder a questão. 


Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém. 

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei. 

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes! 

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). 

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

(Augusto Branco)

e amigos que eu nunca mais vi.  

Substituindo o pronome relativo "que" por outro, e respeitando a regência verbal, a forma adequada é:

Alternativas
Respostas
18201: D
18202: C
18203: C
18204: E
18205: E
18206: D
18207: D
18208: A
18209: C
18210: A
18211: E
18212: E
18213: C
18214: B
18215: A
18216: E
18217: E
18218: E
18219: E
18220: C