Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Leia o Texto 1:
América Latina tem número recorde de migrantes menores de idade, alerta Unicef
Menores de 11 anos representam 91% das crianças e adolescentes que frequentemente viajam desacompanhados
Nova York – A América Latina e o Caribe estão enfrentando “uma das maiores e mais complexas crises” de migração infantil do mundo, com quantidades recordes de crianças cruzando seus principais pontos de trânsito, alertou o Unicef nesta quarta-feira (6).
Cerca de 25% dos migrantes na região são menores de idade, em comparação com 15% globalmente, de acordo com um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, que aponta a pobreza, a violência e a degradação do meio ambiente como causas do êxodo em massa.
Os menores de 11 anos representam 91% das crianças e adolescentes que frequentemente viajam desacompanhados pelos três principais pontos de trânsito de migração: a perigosa e inóspita selva do Darién, entre Colômbia e Panamá, o norte da América Central e o México, de acordo com o relatório “O rosto em transformação da infância migrante na América Latina e no Caribe”.
A situação da infância migrante na região “não tem parâmetro por sua complexidade e magnitude”, alertou o diretor-regional do Unicef para a América Latina e o Caribe, Gary Conille, durante coletiva de imprensa.
Trata-se, disse ele, de um “problema continental”, que exige uma “resposta unificada”.
A pobreza, as consequências socioeconômicas da pandemia de covid-19, a violência de quadrilhas armadas, os impactos de desastres naturais, exacerbados pelas mudanças climáticas, e o desejo de se reunir com suas famílias explicam esse êxodo.
Os menores desacompanhados correm mais riscos de serem alvo de traficantes, criminosos, quadrilhas organizadas e outras pessoas que desejam explorá-los, feri-los, se viajarem sozinhos ou em pequenos grupos, segundo o relatório.
Independentemente de serem migrantes ou solicitantes de asilo, “estas crianças estão expostas a um enorme nível de riscos” e o “tratamento deveria ser padronizado, sistemático”, disse Conille.
Nos primeiros seis meses de 2023, mais de 40.000 menores e adolescentes cruzaram a selva do Darién. Por sua vez, o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos registrou no primeiro semestre deste ano 83.000 menores, em comparação com 149.000 em 2021 e 155.000 no ano seguinte.
Fonte: https://odia.ig.com.br/mundo-e-ciencia/2023/09/6704354-america-latinatem-numero-recorde-de-migrantes-menores-de-idade-alerta-unicef.html. Acesso em 06/09/2023
“Grande parte dos arqueólogos admite que o amendoim é um alimento básico para algumas culturas”.
Assinale a alternativa correta quanto ao fragmento classificado como oração subordinada substantiva objetiva direta
Texto CB2A1-II
Se eu tivesse que resumir, em uma palavra, os talentos próprios de nossa espécie, eu diria “aprender”. Nós não somos apenas o Homo sapiens, mas também o Homo docens — a espécie que ensina a si própria. A maior parte das coisas que conhecemos sobre o mundo não nos foi dada por nossos genes: tivemos que aprendê-las, a partir do ambiente e com aqueles que nos cercam. A história da humanidade é de constante autorreinvenção: desde fazer fogo e projetar instrumentos de pedra até agricultura, explorações e fissão nuclear. Na raiz de todas essas realizações, jaz um mesmo segredo: a extraordinária capacidade de nosso cérebro para formular hipóteses e selecionar aquelas que combinam com nosso ambiente.
Aprender é o triunfo de nossa espécie. Em nosso cérebro, bilhões de parâmetros estão livres para se adaptar a nosso ambiente, a nossa língua, a nossa cultura, a nossos pais, a nossa comida... Em nossa espécie, a contribuição do aprendizado é particularmente grande porque nossa infância é muito mais extensa do que a de outros mamíferos. E, como temos um dom único para a língua e para a matemática, nosso mecanismo de aprendizado é capaz de navegar por vastos espaços de hipóteses que se recombinam, formando conjuntos potencialmente infinitos — ainda que sempre baseados em fundamentos fixos e invariáveis herdados de nossa evolução.
Stanislas Dehaene. É assim que aprendemos:
por que o cérebro funciona melhor do que qualquer máquina (ainda...).
Tradução: Rodolfo Ilari. São Paulo: Editora Contexto, 2022, 17-8 (com adaptações).
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-II, julgue o item seguinte.
No segmento “jaz um mesmo segredo” (último período do
primeiro parágrafo), o termo “um mesmo segredo” funciona
sintaticamente como complemento direto da forma verbal
“jaz”, que se caracteriza como impessoal.
Texto CB2A1-II
Se eu tivesse que resumir, em uma palavra, os talentos próprios de nossa espécie, eu diria “aprender”. Nós não somos apenas o Homo sapiens, mas também o Homo docens — a espécie que ensina a si própria. A maior parte das coisas que conhecemos sobre o mundo não nos foi dada por nossos genes: tivemos que aprendê-las, a partir do ambiente e com aqueles que nos cercam. A história da humanidade é de constante autorreinvenção: desde fazer fogo e projetar instrumentos de pedra até agricultura, explorações e fissão nuclear. Na raiz de todas essas realizações, jaz um mesmo segredo: a extraordinária capacidade de nosso cérebro para formular hipóteses e selecionar aquelas que combinam com nosso ambiente.
Aprender é o triunfo de nossa espécie. Em nosso cérebro, bilhões de parâmetros estão livres para se adaptar a nosso ambiente, a nossa língua, a nossa cultura, a nossos pais, a nossa comida... Em nossa espécie, a contribuição do aprendizado é particularmente grande porque nossa infância é muito mais extensa do que a de outros mamíferos. E, como temos um dom único para a língua e para a matemática, nosso mecanismo de aprendizado é capaz de navegar por vastos espaços de hipóteses que se recombinam, formando conjuntos potencialmente infinitos — ainda que sempre baseados em fundamentos fixos e invariáveis herdados de nossa evolução.
Stanislas Dehaene. É assim que aprendemos:
por que o cérebro funciona melhor do que qualquer máquina (ainda...).
Tradução: Rodolfo Ilari. São Paulo: Editora Contexto, 2022, 17-8 (com adaptações).
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-II, julgue o item seguinte.
No início do último período do segundo parágrafo, o
vocábulo “como” introduz uma oração que expressa
circunstância de causa em relação à oração que a sucede.
Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões.
Assinale a alternativa verdadeira a respeito da função sintática:
Das alternativas abaixo, qual apresenta a classificação correta dos termos integrantes da oração?
Considerando as relações de concordância verbal estabelecidas no texto CB1A1-I, julgue o próximo item.
A forma verbal que inicia o último período do segundo
parágrafo está na voz passiva pronominal e sua flexão na
terceira pessoa do plural justifica-se pelo fato de o sujeito ser
composto.
Considerando as relações de concordância verbal estabelecidas no texto CB1A1-I, julgue o próximo item.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma
verbal “serve” (segundo período do último parágrafo) fosse
flexionada na terceira pessoa do plural — servem —, dada a
possibilidade de concordância verbal com o termo mais
próximo, “gasodutos”.
Considerando as relações de concordância verbal estabelecidas no texto CB1A1-I, julgue o próximo item.
No segundo período do segundo parágrafo, a supressão do
segmento “um grupo de” ensejaria que a forma verbal “haja”
fosse flexionada no plural — hajam —, para a adequada
concordância com o termo “variáveis”.
A respeito das relações de subordinação presentes no texto CB1A1-I, julgue o item subsequente.
No segundo período do segundo parágrafo, o vocábulo
“Embora” introduz oração que se classifica como adverbial
consecutiva.
I. Este filme é impróprio para crianças.
II. Ele é insensível à desigualdade.
Em relação à regência nominal, assinale a alternativa que apresenta os termos regentes e seus respectivos termos regidos nas sentenças dadas.
I. “eles ressaltam que a inteligência artificial não está pronta para ser implementada na triagem de mamografia.”
II. “mulheres com idades entre 40 e 80 anos que se submeteram à mamografia na Suécia foram aleatoriamente escolhidas para análise de inteligência artificial.”
Nas sentenças dadas, a colocação dos pronomes “eles” e “se” configura, respectivamente:
I. “o uso de inteligência artificial no rastreamento de câncer de mama é preciso, eficiente e seguro”
II. “a pesquisa mostrou que a inteligência artificial detectou 20% mais cânceres”
Em relação à regência, os verbos “é” e “mostrou”, nas sentenças dadas, são, respectivamente:
I. Quando fomos à praia, dormimos em um chalé.
II. Iremos à festa, contanto que Maria não tenha outro compromisso.
III. Poderá sair com seus amigos, desde que volte cedo para casa. As sentenças dadas são constituídas por orações principais e orações subordinadas adverbiais.
Apresentam orações subordinadas que exprimem sentido condicional apenas a(s) sentença(s):
I. “os pesquisadores buscam recursos para iniciar estudos em humanos”
II. “O imunizante também mostrou eficácia na proteção de grávidas”
Em relação à regência, os verbos “buscam” e “mostrou” são, respectivamente:
“Se os tubarões fossem homens”, perguntou ao sr. K. a filha da sua senhoria, “eles seriam mais amáveis com os peixinhos?” “Certamente”, disse ele. “Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um dentre eles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói. Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isto seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior frequência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.”.
BRECHT, Bertolt. Se os tubarões fossem homens. In: _____. Histórias do sr. Keuner. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Ed. 34. 2008. Considere o trecho a seguir:
Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas.
Em relação ao sujeito, termo essencial dessa oração, assinale a alternativa correta: