Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3893091 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.



Meu filho, você não merece nada



Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor. 



BRUM, Eliane. Revista Época. Disponível em:

<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca>.Acesso em: 07 out. 2023. 

No período “Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada.”, a palavra “que” ocorre três vezes, sendo que, na primeira ocorrência, ela é um pronome relativo, introduzindo uma oração subordinada adjetiva 
Alternativas
Q3893085 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.



Texto 2



A variação linguística é uma realidade que, embora razoavelmente bem estudada pela sociolinguística, pela dialetologia e pela linguística histórica, provoca, em geral, reações sociais muito negativas. O senso comum tem escassa percepção de que a língua é um fenômeno heterogêneo que alberga grande variação e está em mudança contínua. Por isso, costuma folclorizar a variação regional, demoniza a variação social e tende a interpretar as mudanças como sinais de deterioração da língua.  


O senso comum não se dá bem com a variação linguística e chega, muitas vezes, a explosões de ira e a gestos de grande violência simbólica diante de fatos de variação. Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua – um ensino que garanta o domínio das práticas socioculturais de leitura, da escrita e da fala nos espaços públicos.


E esse domínio inclui o das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas – isto é, as variedades escritas e faladas que devem ser identificadas como constitutivas da chamada norma culta. Isso pressupõe, inclusive, uma ampla discussão sobre o próprio conceito de norma culta e suas efetivas características no Brasil contemporâneo.



ZILLES, A. M; FARACO, C. A. Apresentação. In: ZILLES, A. M; FARACO, C.

A. (org.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino.  

São Paulo: Parábola, 2015. [Adaptado]. 

Considere o seguinte período do texto: “A variação linguística é uma realidade que, embora razoavelmente bem estudada pela sociolinguística, pela dialetologia e pela linguística histórica, provoca, em geral, reações sociais muito negativas”. A oração subordinada destacada indica o valor semântico de 
Alternativas
Q3893011 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.



Meu filho, você não merece nada 



Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor. 


BRUM, Eliane. Revista Época. Disponível em:

<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca>.Acesso em: 07 out. 2023.

No período “Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada.”, a palavra “que” ocorre três vezes, sendo que, na primeira ocorrência, ela é um pronome relativo, introduzindo uma oração subordinada adjetiva 
Alternativas
Q3893005 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2 


A variação linguística é uma realidade que, embora razoavelmente bem estudada pela sociolinguística, pela dialetologia e pela linguística histórica, provoca, em geral, reações sociais muito negativas. O senso comum tem escassa percepção de que a língua é um fenômeno heterogêneo que alberga grande variação e está em mudança contínua. Por isso, costuma folclorizar a variação regional, demoniza a variação social e tende a interpretar as mudanças como sinais de deterioração da língua.


O senso comum não se dá bem com a variação linguística e chega, muitas vezes, a explosões de ira e a gestos de grande violência simbólica diante de fatos de variação. Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua – um ensino que garanta o domínio das práticas socioculturais de leitura, da escrita e da fala nos espaços públicos.


E esse domínio inclui o das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas – isto é, as variedades escritas e faladas que devem ser identificadas como constitutivas da chamada norma culta. Isso pressupõe, inclusive, uma ampla discussão sobre o próprio conceito de norma culta e suas efetivas características no Brasil contemporâneo.


ZILLES, A. M; FARACO, C. A. Apresentação. In: ZILLES, A. M; FARACO, C.

  A. (org.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino.  

São Paulo: Parábola, 2015. [Adaptado].

Considere o seguinte período do texto: “A variação linguística é uma realidade que, embora razoavelmente bem estudada pela sociolinguística, pela dialetologia e pela linguística histórica, provoca, em geral, reações sociais muito negativas”. A oração subordinada destacada indica o valor semântico de 
Alternativas
Q3892968 Português
Analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(__)O primeiro período do (3º§) possui duas orações
(__)No trecho: "Atualmente, sabe-se que" − temos uma vírgula separando termo adverbial de tempo e um exemplo de ênclise.
(__)A oração: "a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade," − é subordinada substantiva objetiva direta.
(__)A expressão: "um bem social para o consumo" exerce função sintática de aposto.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo. 
Alternativas
Q3892967 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136). 


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação

Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) -

(https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) −

(Acesso 10.11.2023)
Analise as assertivas a seguir:

I.A oração que dá título ao texto é simples e sintetiza o foco temático textual.
II.Entre os componentes linguísticos da frase nominal: "Os meios de comunicação e a informação", temos exemplo de concordância nominal no masculino plural e no feminino singular; uma preposição essencial imposta pela regência nominal e dois substantivos polissílabos oxítonos.
III.No primeiro período do (1º§), há elementos que situam o leitor cronologicamente; o uso da crase é imposto pela regência nominal.
IV.O núcleo do sujeito da oração: "A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões" − é representado por um substantivo polissílabo proparoxítono; o núcleo do objeto direto é representado por substantivos ligados por conjunção coordenativa aditiva.
V.O termo trissílabo proparoxítono do trecho: "com o tímido aparecimento da televisão no Brasil" representa o vício de linguagem denominado barbarismo por silabada.
VI.A colocação do pronome "Isso" do trecho: "Isso significava utilizar os meios de comunicação" − exemplifica uma próclise.

Marque a alternativa com a opção de assertivas corretas.
Alternativas
Q3892966 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136). 


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação

Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) -

(https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) −

(Acesso 10.11.2023)
Sobre os componentes estruturais do texto, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3892936 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA:
Alternativas
Q3892935 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA:
Alternativas
Q3892933 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Sobre o período: "Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes", marque a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3892932 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Sobre os componentes linguísticos textuais, analise as assertivas:

I.No trecho: "As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia ..." - temos, respectivamente: preposição essencial imposta pela regência nominal; exemplo de pronome oblíquo em posição de próclise; uma conjunção subordinativa integrante.
II.A estrutura da frase interrogativa: "E nós, onde estamos?" - permite entender que a voz do texto, juntamente com alguém, está numa posição parada, sem movimento.
III.No período: "Um deles, meu conhecido , cujo hobby é tocar piano " − as vírgulas separam expressão com função sintática de aposto; o substantivo trissílabo paroxítono "piano" exerce função sintática de objeto direto.
IV.A expressão: "sem incomodar vizinhos" − tem o mesmo sentido contextual de: "sem que os vizinhos sejam incomodados".

Marque a alternativa com a opção CORRETA:
Alternativas
Q3892931 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso):

(__)No período com pontuação que remete a um questionamento: "Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais?" - temos várias orações coordenadas assindéticas.
(__)O sujeito simples da oração: "Isso não me incomoda" é representado pelo pronome demonstrativo dissílabo paroxítono.
(__)A oração: "Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento" - está escrita com os termos essenciais explícitos e dispostos na ordem direta.
(__)O período: "Ou sozinhos, mas apaziguados?" é composto por duas orações coordenadas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3892929 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA:
Alternativas
Q3892883 Português
Analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(__)O primeiro período do (3º§) possui duas orações
(__)No trecho: "Atualmente, sabe-se que" − temos uma vírgula separando termo adverbial de tempo e um exemplo de ênclise.
(__)A oração: "a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade," − é subordinada substantiva objetiva direta.
(__)A expressão: "um bem social para o consumo" exerce função sintática de aposto.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q3892882 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136).


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) - (https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) − (Acesso 10.11.2023)
Sobre os componentes estruturais do texto, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3892881 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136).


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) - (https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) − (Acesso 10.11.2023)
Analise as assertivas a seguir:

I.A oração que dá título ao texto é simples e sintetiza o foco temático textual.
II.Entre os componentes linguísticos da frase nominal: "Os meios de comunicação e a informação", temos exemplo de concordância nominal no masculino plural e no feminino singular; uma preposição essencial imposta pela regência nominal e dois substantivos polissílabos oxítonos.
III.No primeiro período do (1º§), há elementos que situam o leitor cronologicamente; o uso da crase é imposto pela regência nominal.
IV.O núcleo do sujeito da oração: "A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões" − é representado por um substantivo polissílabo proparoxítono; o núcleo do objeto direto é representado por substantivos ligados por conjunção coordenativa aditiva.
V.O termo trissílabo proparoxítono do trecho: "com o tímido aparecimento da televisão no Brasil" representa o vício de linguagem denominado barbarismo por silabada.
VI.A colocação do pronome "Isso" do trecho: "Isso significava utilizar os meios de comunicação" − exemplifica uma próclise.

Marque a alternativa com a opção de assertivas corretas.
Alternativas
Q3892863 Português
Analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(__)O primeiro período do (3º§) possui duas orações
(__)No trecho: "Atualmente, sabe-se que" − temos uma vírgula separando termo adverbial de tempo e um exemplo de ênclise.
(__)A oração: "a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade," − é subordinada substantiva objetiva direta.
(__)A expressão: "um bem social para o consumo" exerce função sintática de aposto.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q3892862 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136).


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) - (https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) − (Acesso 10.11.2023)
Analise as assertivas a seguir:

I.A oração que dá título ao texto é simples e sintetiza o foco temático textual.
II.Entre os componentes linguísticos da frase nominal: "Os meios de comunicação e a informação", temos exemplo de concordância nominal no masculino plural e no feminino singular; uma preposição essencial imposta pela regência nominal e dois substantivos polissílabos oxítonos.
III.No primeiro período do (1º§), há elementos que situam o leitor cronologicamente; o uso da crase é imposto pela regência nominal.
IV.O núcleo do sujeito da oração: "A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões" − é representado por um substantivo polissílabo proparoxítono; o núcleo do objeto direto é representado por substantivos ligados por conjunção coordenativa aditiva.
V.O termo trissílabo proparoxítono do trecho: "com o tímido aparecimento da televisão no Brasil" representa o vício de linguagem denominado barbarismo por silabada.
VI.A colocação do pronome "Isso" do trecho: "Isso significava utilizar os meios de comunicação" − exemplifica uma próclise.

Marque a alternativa com a opção de assertivas corretas.
Alternativas
Q3892861 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136).


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) - (https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) − (Acesso 10.11.2023)
Sobre os componentes estruturais do texto, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3892841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS 


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade. 

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Sobre o período: "Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes", marque a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Respostas
15681: D
15682: B
15683: D
15684: B
15685: B
15686: A
15687: D
15688: C
15689: C
15690: B
15691: C
15692: B
15693: C
15694: A
15695: A
15696: B
15697: C
15698: D
15699: C
15700: D