Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A importância da validação emocional mútua
Ignorar os sentimentos de quem está ao redor é um caminho rápido para o isolamento em qualquer esfera da vida. A validação emocional consiste em reconhecer a experiência do outro sem necessariamente concordar com ela, promovendo um espaço de acolhimento. Sem esse suporte básico, as pessoas sentem que suas emoções não possuem importância, o que gera mágoa profunda e persistente.
Praticar a empatia cognitiva ajuda a entender o ponto de vista alheio sem julgamentos precipitados ou defesas armadas antecipadamente. Quando validamos a dor ou a alegria de um amigo, reforçamos que aquela conexão é prioridade em nossa rotina diária. Esse investimento afetivo cria uma rede de apoio sólida que resiste às pressões da vida moderna de forma equilibrada e resiliente.
SILVA, Patrick. Comportamentos que fazem você afastar pessoas ao seu redor sem notar, segundo a psicologia das relações. Correio Braziliense, 15 fev. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-afastar-pessoas-ao-seu-redor-sem-notar-segundo-a-psicologi a-das-relacoes/. Acesso em: 18 fev. 2026.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A importância da validação emocional mútua
Ignorar os sentimentos de quem está ao redor é um caminho rápido para o isolamento em qualquer esfera da vida. A validação emocional consiste em reconhecer a experiência do outro sem necessariamente concordar com ela, promovendo um espaço de acolhimento. Sem esse suporte básico, as pessoas sentem que suas emoções não possuem importância, o que gera mágoa profunda e persistente.
Praticar a empatia cognitiva ajuda a entender o ponto de vista alheio sem julgamentos precipitados ou defesas armadas antecipadamente. Quando validamos a dor ou a alegria de um amigo, reforçamos que aquela conexão é prioridade em nossa rotina diária. Esse investimento afetivo cria uma rede de apoio sólida que resiste às pressões da vida moderna de forma equilibrada e resiliente.
SILVA, Patrick. Comportamentos que fazem você afastar pessoas ao seu redor sem notar, segundo a psicologia das relações. Correio Braziliense, 15 fev. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/comportamentos-que-faz em-voce-afastar-pessoas-ao-seu-redor-sem-notar-segundo-a-psicologi a-das-relacoes/. Acesso em: 18 fev. 2026.
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
Memórias sem imaginação
Fiquei entusiasmadíssimo com recursos da internet, quando finalmente comecei a me valer deles, tempos atrás. Pois não é que de repente passei a ter acesso a imagens e sons de um passado que dava por perdido? Ruas antigas, objetos da casa desaparecida, ingênuos anúncios, canções marcantes, utensílios domésticos carregados de magia - tudo se estampava agora em imagens nitidas e voltava em sons precisos, por meio de plataformas eletrônicas. O mundo das imagens e das ondas sonoras da minha infância e de antes dela estava ali, a um toque do milagre digital.
Mas de repente... Mas de repente comecei a me afogar nesse repertório inesgotável de sensações, que eu podia repetir tanto quanto quisesse. E comecei a dar pela falta de um elemento fundamental para a vida da memória afetiva: o imaginário nosso que parte dela. A força mecânica das coisas recuperadas num buscador digital não trazia consigo a alma da minha imaginação, aquela de quando eu ia me lembrando de algo contando apenas com minha memória interiorizada, sem signos ostensivos. De repente, exposição iluminada das coisas mágicas do meu passado era solar demais, impunha suas imagens à minha imaginação, a riqueza do passado me aparecia agora esbanjada, perdulária, barateada... Faltava às lembranças digitalizadas a hesitação na escolha dos detalhes, a invenção necessária para cobrir lacunas, a dificuldade laboriosa da tentativa de remontagem das antigas experiências. Faltava, em cada imagem exibida e inconteste, a construção compensatória do meu imaginário.
Não estou sendo ingrato. Aos canais de música não tenho como agradecer por abrir um leque incomensurável das composições que o mundo já conheceu e está conhecendo. Mas no campo da memória pessoal, a contundência dos arquivos implacáveis da internet suprime os vazios humanizantes da nossa memória que, segundo Bergson, corta e costura o passado segundo convocações do presente - convocações pessoais e intransferíveis. Colocando diante de nós as marcas físicas de nosso passado, а digitalização computacional suprime as franjas e as sombras que eram parte fundamental de cada lembrança afetiva. Para me proporcionar todas as visões do passado, o computador precisa que eu escancare os olhos e me deixe cegar com tanta iluminação. Fica comigo, no entanto, a saudade da memória que eu praticava misturando lembrança e imaginação, me valendo da riqueza comovente dos vazios que eu me esmerava em preencher. Fica comigo a memória da memória que era a minha.
(Almino Valares, a editar)

Analise o emprego do pronome relativo nos fragmentos abaixo relacionados, de forma a identificar a função sintática assumida por ele.

Os pronomes relativos em destaque assumem, respectivamente, as funções sintáticas de:
“Não se levam para a cova maldições dos parentes e amigos deserdados; só carregamos lamentações e bênçãos daqueles a quem não pagamos mais a casa.”
Leia o texto abaixo, para responder à questão
TEXTO I
Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância
Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China
Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.
Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]
No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.
Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.
Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.
“[...] O resultado: “companheiros digitais” que (1) prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções.
[...] A leitura ajuda a explicar por que (2) a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho.
[...] Nada disso, no entanto, significa que (3) as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde (4) também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais.
[...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que (5) a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. [...]”
Indique a alternativa que faz a correspondência CORRETA entre a classificação dos itens gramaticais e da oração por eles introduzida.
Leia o texto abaixo, para responder à questão
TEXTO I
Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância
Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China
Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.
Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]
No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.
Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.
Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.
Avalie a veracidade das proposições sobre os elementos de conexão da parte introdutória do texto.
I - No 1º parágrafo, em: “era esperado que assim fosse”, o “assim” funciona anafórica e cataforicamente, pois o conteúdo mencionado sobre o alcance obtido pelos brinquedos inteligentes na China é esclarecido posteriormente: tais brinquedos deixam de ser apenas curiosidade tecnológica, tornando-se hábito de quarto infantil.
II - No final do 1º parágrafo, em: “a promessa empolga famílias e empresas, mas acende ...”, o sintagma “a promessa” constitui um recurso lexical que se utiliza da derivação deverbal para sintetizar o conteúdo precedente, referindo-se ao anseio da funcionária doméstica dos Jetsons.
III - No encadeamento das ideias para formar o texto, um mesmo conteúdo é tomado como referente de elementos de coesão distintos. Assim, no 1º parágrafo, o “assim” consiste em uma pró-forma referencial ou “advérbio pronominal”, enquanto “a onda” é um sintagma nominal, que encapsula ou resume um conteúdo e tem também caráter lexical.
IV - Os elementos de coesão sequencial – “Ainda que” (na frase parentética) e “mas” (na conclusão do primeiro parágrafo) – são de mesma natureza formal e semântica, estabelecendo relação de contraste entre orações coordenadas no texto.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Analise as assertivas que seguem, com base no fragmento do Texto I:
“Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria.”
I - A palavra "que" é um pronome relativo.
II - A palavra "que" introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva.
III - O termo "que" é classificado como conjunção integrante.
IV - O pronome "ele" funciona como complemento do verbo “acelerou”.
V - O pronome "ele" exerce a função sintática de sujeito da oração subordinada.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Considerando o Texto I, analise as assertivas que seguem.
I - No trecho “Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor” (4º parágrafo), o substantivo aceleração retoma o fenômeno físico mencionado anteriormente no texto, garantindo coesão referencial e continuidade temática.
II - Em “passando de um tom avermelhado para um azul intenso”, observa-se o uso de um adjunto adverbial de tempo, que expressa o momento em que a mudança ocorreu, marcando o processo gradativo descrito.
III - O uso dos substantivos aceleração, cometa, coloração luz solar e reforça a coerência temática do período, pois contribui para a construção de um campo semântico ligado à observação astronômica e aos fenômenos físicos.
É CORRETO o que se afirma em: