Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q2439684 Português
Há erro na concordância nominal na seguinte alternativa:
Alternativas
Q2439633 Português
Observe as assertivas a seguir:

I. Estávamos dispostos à doar todo o prêmio.
II. Alugam-se quartos para jovens universitários.
III. Tudo o que mais amava, sua filha, sua mãe e seu irmão estavam distantes.
IV. Precisa-se de atores idosos para integrar a companhia teatral.

Assinale a alternativa que contempla as assertivas cujas concordâncias nominais e verbais estejam corretas. 
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Q2439552 Português
Mulheres fortes estão em todo lugar


Ao mostrar a determinação, resiliência e adaptabilidade de mulheres de diferentes origens, provamos que as mulheres não apenas são capazes de prosperar em qualquer ambiente, mas também são agentes indispensáveis de mudança Iona Szkurnik | 29 de fevereiro de 2024


        Como mulher navegando pelas diversas adversidades e escolhas da vida, compreendi a profunda importância da determinação, da resiliência e da adaptabilidade. Essas qualidades não são apenas traços admiráveis; são ferramentas indispensáveis na trajetória pela liberdade e pelo empoderamento. Em um mundo repleto de preconceitos inconscientes e barreiras sistêmicas, é essencial para as mulheres utilizar essas habilidades para romper os tetos de vidro impostos sobre nós. As histórias de todas as mulheres fortes e lutadoras que eu conheço passam por essas características.

          A determinação, uma forma de perseverança inabalável para alcançar objetivos de longo prazo apesar dos contratempos, é um pilar do empoderamento. Ao longo da História, inúmeras mulheres exibiram uma garra extraordinária. Vemos algumas delas retratadas em livros e filmes, mas essas mulheres existem à nossa volta também.

      Pegue o exemplo de Maria Toledo, que deixou a carreira em Direito para empreender em Moda. Contra a corrente, ela abriu sua própria marca de sapatos aos 22 anos, foi agente crucial no desenvolvimento da cena da moda carioca nos anos 2000 e teve uma colaboração relevante com os primórdios da Reserva. Maria entendeu que quebrar barreiras significava sair do Rio e ir para São Paulo, onde os gigantes da indústria estão. Sua paixão por sapatos a levou a Schutz, uma das 20 marcas do maior grupo de moda do país.

        A fusão da Arezzo&Co e grupo Soma anunciada no início de fevereiro criou um gigante da moda com R$12 bilhões em faturamento, R$1,5 bi em EBITDA e R$750 milhões de lucro líquido. Não era assim quando Maria largou tudo para trás ao se mudar sozinha para São Paulo. Há 13 anos na capital paulista, ela vem traçando uma bela carreira, hoje à frente da marca Arezzo Brizza. Se esse spin-off aconteceu e ela é a “CEO da marca” é porque conquistou a confiança de Luciana Wodzik, CEO do grupo Arezzo&Co, uma das referências em gestão e liderança no mercado.

         Infelizmente, ainda é raro ter uma mulher apoiando e confiando na outra dentro do mesmo grupo. Exemplos como o da Maria Toledo e Luciana Wodzik devem ser ressaltados e compartilhados para inspirar e estimular mais mulheres a segurar a porta para a outra passar. Sua resiliência diante de desafios aquém do próprio controle, sua liderança centrada nas pessoas e seu senso de dono feroz fazem com que a adaptabilidade seja praticada e aprimorada a cada curva que a vida faz. Maria lidera com proximidade e transparência porque entende que a prioridade número um são pessoas – gestão, treinamento, ajustes, estratégia, tudo que faz é centrado em pessoas. E isso requer muita adaptabilidade sem perder a determinação.

         A resiliência, a capacidade de se recuperar de contratempos e desafios, é outra habilidade crítica para as mulheres que buscam o empoderamento. Roseane Vitória, uma jovem de 21 anos de Diamantina, Minas Gerais, é uma das finalistas no processo altamente seletivo da Universidade de Stanford. Roseane sonha em “ajudar as pessoas” e em “resolver problemas reais”. A sua capacidade de enfrentar todo e qualquer desafio sem perder de vista seu sonho ou a ternura nas palavras, me impactaram profundamente. Ao entrevistá-la essa semana como parte do meu voluntariado para selecionar brasileiros de alto potencial para ingressar na faculdade americana, Roseane comprovou que mulheres fortes estão em todo lugar.

       Ao completar o ensino médio no ano da pandemia, seus planos de ensino superior foram pelos ares. Com uma irmã debilitada e a mãe cuidadora de idosos, além de um irmão adotivo, Roseane prioriza sustentar a família com seus três empregos, sete dias por semana. Sua jornada serve como um testemunho do poder da resiliência para superar adversidades e perseguir o sucesso.

        Ela é um exemplo de como muitas de nós nos colocamos em segundo lugar e muitas vezes nos perdemos com as obrigações que tomamos para si. Deixamos nosso sonho “para depois” durante anos a fio. Roseane não quer deixar isso acontecer. Quebrar barreiras para ela é, aos 21 anos, estar aplicando para Stanford, se permitindo seguir seu rumo.

       Esses exemplos de força e determinação quebram preconceitos inconscientes que limitam o potencial das mulheres. Ao mostrar a determinação, a resiliência e a adaptabilidade de mulheres de diferentes origens, idades, talentos e crenças, desafiamos estereótipos e redefinimos normas sociais. Provamos que as mulheres não apenas são capazes de prosperar em qualquer ambiente, mas também são agentes indispensáveis de mudança.

         É chover no molhado dizer que a jornada ao empoderamento está longe de ser fácil. As mulheres continuam a enfrentar barreiras sistêmicas e preconceitos arraigados que impedem nosso progresso. É crucial para cada uma de nós cultivar e nutrir nossa determinação, resiliência e adaptabilidade enquanto navegamos por esse terreno desafiador. Parece piegas, mas precisamos acreditar que juntas podemos desmantelar as barreiras que nos seguram e criar um mundo em que cada mulher tenha a oportunidade de alcançar seu potencial.

         Estejamos no início, no meio, no ápice, ou desacelerando, o caminho para o empoderamento é pavimentado com determinação, resiliência e adaptabilidade. Ao abraçar essas habilidades e aprender com os exemplos de mulheres fortes, podemos romper preconceitos inconscientes e forjar um futuro mais equitativo para todos. Enquanto continuo minha jornada, sou inspirada pelo espírito indomável das mulheres que se recusam a ser limitadas pelas expectativas da sociedade. Com empatia e ternura, continuaremos a desafiar as expectativas e a traçar nossos próprios destinos.


SZKURNIK, Iona. Mulheres fortes estão em todo lugar. Forbes
Brasil, 29 de fevereiro de 2024. Disponível em:
https://forbes.com.br/forbes-mulher/2024/02/mulheres-fortesestao-em-todo-lugar/. Acesso em: 29 fev. 2024. Adaptado. 

Em qual dos trechos abaixo a(s) vírgula(s) foi(ram) empregada(s) para isolar uma estrutura de aposto?  
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Q2438347 Português
Leia o Texto 2 e responda à questão.

Texto 2


Geração TikTok: nova geração não consegue ouvir músicas com mais de 3 minutos

Geração TikTok e a audição ansiosa: o que mudou no mundo da música?

       De acordo com as principais plataformas de streaming de música (Amazon Music, Deezer e Spotify), a Geração TikTok, ou seja, a Geração Z, considera músicas com mais de 3 minutos muito longas. No geral, as canções com até 2 minutos e 30 segundos são as mais consumidas por esse público.
          Esse fenômeno já ganhou um nome, “audição ansiosa”, e está mudando a forma como os artistas produzem suas músicas. Agora, quem não cria uma canção que vai direto ao ponto perde ouvintes nos primeiros segundos — algo que pode parecer muito estranho para o público da época de Faroeste Caboclo, November Rain e Stairway to Heaven.
      O motivo dessa preferência por músicas menores parece ser um reflexo das redes sociais, especialmente o TikTok. Há tempos, os conteúdos nas redes sociais são apresentados de forma extremamente rápida.
        Por exemplo, o Twitter aceita pouco texto, o TikTok aceita vídeos de no máximo 3 minutos, o WhatsApp e as plataformas de streaming de vídeo e música possuem a opção de reprodução acelerada. Por isso, os tutoriais de 15 minutos do YouTube estão perdendo espaço para conteúdo de 15 segundos no TikTok. Como resultado, a Geração Z está mais ansiosa e não tem paciência para apreciar músicas mais longas.


PONTES, Márcio Miranda. Geração TikTok e a audição ansiosa: o que
mudou no mundo da música? Disponível em:
<https://www.sabra.org.br/site/geracao-tiktok>. Acesso em: 9 fev.
2024. [Adaptado]. 
No último parágrafo, o primeiro período sintático compõe-se da coordenação assindética de orações justapostas e relacionadas, semântica e discursivamente, pelas noções de: 
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Q2438344 Português
Leia o Texto 1 e responda à questão. 


Texto 1


    O ano é 1975, são cinco horas da manhã e meu pai veio me acordar para viajarmos para a praia. A ansiedade por esta viagem impediu que eu tivesse uma boa noite de sono. Viajar para a praia na década de 1970 era uma grande aventura, que começava pelo carro que levava seis pessoas e mais a bagagem. Até hoje não consigo entender como isto era possível – quatro filhos mais pai e mãe dentro de uma Variant.
    Nesta época, meu sonho de consumo era ter um kichute, um tênis de beleza duvidosa, que era a sensação de minha geração. Fazíamos as pesquisas da escola em enciclopédias – a Barsa e a Delta Larousse – e não tínhamos a possibilidade de usar a estratégia Ctrl C/Ctrl V, era tudo copiado na mão mesmo.
      Escrevíamos cartas para nos comunicar com os amigos distantes e alguns ainda tinham o hábito de fazer diários. Na faculdade, usávamos o sistema Comut para conseguir um artigo que poderia levar meses para chegar em nossas mãos e a internet ou os primórdios dela era discada.
     Se você se identificou com estas lembranças, provavelmente faz parte da Geração Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) ou da Geração X (1965-1980) que viajava no “chiqueirinho” do Fusca (parte traseira do carro) e não sabia por que os automóveis vinham com cinto de segurança.
     Cada época é marcada por determinados acontecimentos culturais, políticos, sociais e econômicos que impactam o contexto de vida, a visão de mundo e a forma de se relacionar das pessoas que nascem e vivem em determinado período. Essa é a ideia que embasa a divisão por grupos geracionais.
     Não há um consenso sobre o ano em que começa e termina cada um, mas uma divisão possível para esses grupos é, além dos Baby Boomers e da Geração X, a Geração Y ou Millennials (1981-1996), a Geração Z (1997-2010) e, ainda, a Geração Alfa, que compreende os nascidos a partir de 2010. 


TOURINHO FILHO, Hugo. Conflito de gerações e a arte de ensinar na sociedade contemporânea. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/ conflito-de-geracoes-e-a-arte-de-ensinar-na-sociedade-contemporanea/. Acesso em: 9 fev. 2024. [Adaptado]. 
No primeiro parágrafo, os algarismos que fazem referência aos anos citados no trecho em questão (1975 e 1970, respectivamente) funcionam, dentro dos períodos oracionais em que ocorrem, respectivamente, como: 
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Q2438318 Português
Conforme Cegalla, em “Novíssima Gramática da Língua Portuguesa”, a regência nominal do termo “feliz” pode requisitar o uso das seguintes preposições, EXCETO: 
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Q2438288 Português
Por trás das palavras

                                                                                                                                       Por Cláudio Moreno

01.png (761×704)


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o fragmento adaptado “Cada sinônimo carrega consigo outros conteúdos”, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) O sujeito da oração é classificado como simples.
( ) O predicado da oração é classificado como nominal.
( ) O verbo “carrega” é classificado como verbo de ligação.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
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Q2437825 Português
Mãe de planta: saiba o significado e os benefícios de se tornar uma


       Mãe de planta é uma palavra que serve para definir pessoas, homens e mulheres, que descobriram no hobby da jardinagem um novo prazer. Seja cultivando flores e plantas dentro de casa ou cuidando de um belo jardim.

          Além disso, ser mãe de planta é um jeito carinhoso de referir-se a quem cuida com amor e carinho de um ser vivo como se fosse um filho biológico. Exemplos similares são: mãe de pet, mãe de cachorro e mãe de gato, que já fazem parte do vocabulário e do cotidiano de muitos brasileiros.

           Um dos principais motivos que levam as pessoas a se tornarem mãe de plantas é que o cultivo de flores proporciona uma sensação de bem-estar dentro de casa. Com alguns poucos vasos, é possível criar um ambiente aconchegante, fresco e repleto de energias positivas para relaxar no dia a dia.

         Outro fator que contribui para o aumento do número de pais e mães de plantas é o efeito terapêutico que os cuidados com o jardim proporcionam. Cultivar pequenas flores, hortaliças e plantas em casa ajuda a:

• controlar a ansiedade;

• aliviar o estresse;

• lidar com a depressão;

• promover o relaxamento do corpo e da mente;

• evitar doenças como Alzheimer;

• melhorar a concentração;

• entre outros.



(Texto adaptado. Disponível em: https://blog.cobasi.com.br/mae-de-planta/)

“_______ comprovam os ______ benefícios de termos plantas em ______ casas.


Assinale a alternativa em que as palavras preenchem corretamente as lacunas da frase”.

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Q2427500 Português

        Em abril de 1968, um grupo de cientistas de dez países se juntou para estudar o futuro da humanidade. O grande assunto da época era o crescimento populacional: naquela década, a taxa média de natalidade havia ultrapassado a marca de cinco filhos por mulher, a maior já registrada.


        O grupo, que ficou conhecido como clube de Roma (a primeira reunião ocorreu na capital italiana), passou quatro anos debruçado sobre essa e outras questões, e, em 1972, transformou as conclusões em livro: Os limites do crescimento. A obra usava dados históricos e modelos matemáticos para mostrar como, além de aumentar as emissões de CO2 e esquentar a atmosfera, o forte crescimento da população — que acontecia devido à alta natalidade combinada à “redução, muito bem-sucedida, na taxa de mortalidade global” — poderia ter outras consequências catastróficas, como o esgotamento dos recursos naturais. E apresentava duas possíveis soluções: ou a humanidade diminuía voluntariamente seu ritmo de crescimento, ou o próprio planeta acabaria fazendo isso, reduzindo a população por meio de um colapso ambiental.


Os limites do crescimento tiveram enorme repercussão — foi traduzido para dezenas de idiomas e vendeu mais de 30 milhões de exemplares pelo mundo —, mas suas advertências não foram ouvidas. A população global, que, em 1972, era de 3,8 bilhões, mais que dobrou: em 2022, a Terra cruzou a marca de 8 bilhões de habitantes. 


        Hoje, o aquecimento global e outros problemas ambientais são temas dominantes e urgentes. Todo ano, a organização americana Global Footprint Network calcula o chamado dia da sobrecarga da Terra, a data em que ultrapassamos a capacidade do planeta de reequilibrar seus sistemas ecológicos e regenerar recursos naturais.  


        Esse indicador é calculado desde 1971; naquele ano, a humanidade atravessou o limite em dezembro. Já em 2023, isso aconteceu em 2 de agosto. Isso significa que, no ano de 2022, usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar. 


        Ao mesmo tempo, há algo diferente acontecendo. Nada menos que 124 países estão com natalidade inferior a 2,1 filhos por mulher. Essa é a chamada “taxa de reposição”, que, segundo a ONU, é necessária para manter a população estável (2 pessoas novas substituem os pais, e o 0,1 adicional compensa o número de indivíduos que não geram descendentes). 


Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto anterior. 


No primeiro período do terceiro parágrafo, a flexão da forma verbal “tiveram” na terceira pessoa do plural justifica-se pela concordância verbal com título no plural.  

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Q2427498 Português

        Em abril de 1968, um grupo de cientistas de dez países se juntou para estudar o futuro da humanidade. O grande assunto da época era o crescimento populacional: naquela década, a taxa média de natalidade havia ultrapassado a marca de cinco filhos por mulher, a maior já registrada.


        O grupo, que ficou conhecido como clube de Roma (a primeira reunião ocorreu na capital italiana), passou quatro anos debruçado sobre essa e outras questões, e, em 1972, transformou as conclusões em livro: Os limites do crescimento. A obra usava dados históricos e modelos matemáticos para mostrar como, além de aumentar as emissões de CO2 e esquentar a atmosfera, o forte crescimento da população — que acontecia devido à alta natalidade combinada à “redução, muito bem-sucedida, na taxa de mortalidade global” — poderia ter outras consequências catastróficas, como o esgotamento dos recursos naturais. E apresentava duas possíveis soluções: ou a humanidade diminuía voluntariamente seu ritmo de crescimento, ou o próprio planeta acabaria fazendo isso, reduzindo a população por meio de um colapso ambiental.


Os limites do crescimento tiveram enorme repercussão — foi traduzido para dezenas de idiomas e vendeu mais de 30 milhões de exemplares pelo mundo —, mas suas advertências não foram ouvidas. A população global, que, em 1972, era de 3,8 bilhões, mais que dobrou: em 2022, a Terra cruzou a marca de 8 bilhões de habitantes. 


        Hoje, o aquecimento global e outros problemas ambientais são temas dominantes e urgentes. Todo ano, a organização americana Global Footprint Network calcula o chamado dia da sobrecarga da Terra, a data em que ultrapassamos a capacidade do planeta de reequilibrar seus sistemas ecológicos e regenerar recursos naturais.  


        Esse indicador é calculado desde 1971; naquele ano, a humanidade atravessou o limite em dezembro. Já em 2023, isso aconteceu em 2 de agosto. Isso significa que, no ano de 2022, usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar. 


        Ao mesmo tempo, há algo diferente acontecendo. Nada menos que 124 países estão com natalidade inferior a 2,1 filhos por mulher. Essa é a chamada “taxa de reposição”, que, segundo a ONU, é necessária para manter a população estável (2 pessoas novas substituem os pais, e o 0,1 adicional compensa o número de indivíduos que não geram descendentes). 


Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto anterior. 


O segundo período do terceiro parágrafo é formado de três orações e uma delas, classificada como subordinada adjetiva explicativa, apresenta uma informação a respeito da população global em 1972. 

Alternativas
Q2427496 Português

        Em abril de 1968, um grupo de cientistas de dez países se juntou para estudar o futuro da humanidade. O grande assunto da época era o crescimento populacional: naquela década, a taxa média de natalidade havia ultrapassado a marca de cinco filhos por mulher, a maior já registrada.


        O grupo, que ficou conhecido como clube de Roma (a primeira reunião ocorreu na capital italiana), passou quatro anos debruçado sobre essa e outras questões, e, em 1972, transformou as conclusões em livro: Os limites do crescimento. A obra usava dados históricos e modelos matemáticos para mostrar como, além de aumentar as emissões de CO2 e esquentar a atmosfera, o forte crescimento da população — que acontecia devido à alta natalidade combinada à “redução, muito bem-sucedida, na taxa de mortalidade global” — poderia ter outras consequências catastróficas, como o esgotamento dos recursos naturais. E apresentava duas possíveis soluções: ou a humanidade diminuía voluntariamente seu ritmo de crescimento, ou o próprio planeta acabaria fazendo isso, reduzindo a população por meio de um colapso ambiental.


Os limites do crescimento tiveram enorme repercussão — foi traduzido para dezenas de idiomas e vendeu mais de 30 milhões de exemplares pelo mundo —, mas suas advertências não foram ouvidas. A população global, que, em 1972, era de 3,8 bilhões, mais que dobrou: em 2022, a Terra cruzou a marca de 8 bilhões de habitantes. 


        Hoje, o aquecimento global e outros problemas ambientais são temas dominantes e urgentes. Todo ano, a organização americana Global Footprint Network calcula o chamado dia da sobrecarga da Terra, a data em que ultrapassamos a capacidade do planeta de reequilibrar seus sistemas ecológicos e regenerar recursos naturais.  


        Esse indicador é calculado desde 1971; naquele ano, a humanidade atravessou o limite em dezembro. Já em 2023, isso aconteceu em 2 de agosto. Isso significa que, no ano de 2022, usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar. 


        Ao mesmo tempo, há algo diferente acontecendo. Nada menos que 124 países estão com natalidade inferior a 2,1 filhos por mulher. Essa é a chamada “taxa de reposição”, que, segundo a ONU, é necessária para manter a população estável (2 pessoas novas substituem os pais, e o 0,1 adicional compensa o número de indivíduos que não geram descendentes). 


Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto anterior. 


O sintagma “Os limites do crescimento” exerce a mesma função sintática tanto no primeiro período do segundo parágrafo quanto no primeiro período do terceiro parágrafo. 

Alternativas
Q2427495 Português

        Em abril de 1968, um grupo de cientistas de dez países se juntou para estudar o futuro da humanidade. O grande assunto da época era o crescimento populacional: naquela década, a taxa média de natalidade havia ultrapassado a marca de cinco filhos por mulher, a maior já registrada.


        O grupo, que ficou conhecido como clube de Roma (a primeira reunião ocorreu na capital italiana), passou quatro anos debruçado sobre essa e outras questões, e, em 1972, transformou as conclusões em livro: Os limites do crescimento. A obra usava dados históricos e modelos matemáticos para mostrar como, além de aumentar as emissões de CO2 e esquentar a atmosfera, o forte crescimento da população — que acontecia devido à alta natalidade combinada à “redução, muito bem-sucedida, na taxa de mortalidade global” — poderia ter outras consequências catastróficas, como o esgotamento dos recursos naturais. E apresentava duas possíveis soluções: ou a humanidade diminuía voluntariamente seu ritmo de crescimento, ou o próprio planeta acabaria fazendo isso, reduzindo a população por meio de um colapso ambiental.


Os limites do crescimento tiveram enorme repercussão — foi traduzido para dezenas de idiomas e vendeu mais de 30 milhões de exemplares pelo mundo —, mas suas advertências não foram ouvidas. A população global, que, em 1972, era de 3,8 bilhões, mais que dobrou: em 2022, a Terra cruzou a marca de 8 bilhões de habitantes. 


        Hoje, o aquecimento global e outros problemas ambientais são temas dominantes e urgentes. Todo ano, a organização americana Global Footprint Network calcula o chamado dia da sobrecarga da Terra, a data em que ultrapassamos a capacidade do planeta de reequilibrar seus sistemas ecológicos e regenerar recursos naturais.  


        Esse indicador é calculado desde 1971; naquele ano, a humanidade atravessou o limite em dezembro. Já em 2023, isso aconteceu em 2 de agosto. Isso significa que, no ano de 2022, usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar. 


        Ao mesmo tempo, há algo diferente acontecendo. Nada menos que 124 países estão com natalidade inferior a 2,1 filhos por mulher. Essa é a chamada “taxa de reposição”, que, segundo a ONU, é necessária para manter a população estável (2 pessoas novas substituem os pais, e o 0,1 adicional compensa o número de indivíduos que não geram descendentes). 


Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto anterior. 


A expressão “da época” (segundo período do primeiro parágrafo) funciona como complemento nominal de “assunto”. 

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Q2427453 Português


Texto 11A1


        Trabalho e educação são atividades especificamente humanas. Isso significa que, rigorosamente falando, apenas o ser humano trabalha e educa. Assim, a pergunta sobre os fundamentos ontológicos da relação trabalho-educação traz imediatamente à mente a questão: quais são as características do ser humano que lhe permitem realizar as ações de trabalhar e de educar? Ou: o que é que está inscrito no ser do humano que lhe possibilita trabalhar e educar?


        Perguntas desse tipo pressupõem que o ser humano esteja previamente constituído como ser que possui propriedades que lhe permitem trabalhar e educar. Pressupõe-se, portanto, uma definição de ser humano que indique em que ele consiste, isto é, sua característica essencial a partir da qual se possa explicar o trabalho e a educação como atributos desse ser. E, nesse caso, fica aberta a possibilidade de que trabalho e educação sejam considerados atributos essenciais do ser humano, ou acidentais.


        Na definição de ser humano mais difundida (animal racional), o atributo essencial é dado pela racionalidade, consoante o significado clássico de definição estabelecido por Aristóteles: uma definição dá-se pelo gênero próximo e pela diferença específica. Pelo gênero próximo, indica-se aquilo que o objeto definido tem em comum com outros seres de espécies diferentes (no caso em tela, o gênero animal); pela diferença específica, indica-se a espécie, isto é, o que distingue determinado ser dos demais que pertencem ao mesmo gênero (no caso do ser humano, a racionalidade). Consequentemente, sendo o ser humano definido pela racionalidade, é esta que assume o caráter de atributo essencial desse ser.


        Ora, assim entendido o ser humano, vê-se que, embora trabalhar e educar possam ser reconhecidos como atributos humanos, eles o são em caráter acidental, e não substancial. Com efeito, o mesmo Aristóteles, considerando como próprio do ser humano o pensar, o contemplar, reputa o ato produtivo, o trabalho, como uma atividade não digna de seres humanos livres.


        Diversamente, Bergson, ao analisar o desenvolvimento do impulso vital na obra Evolução criadora, observa que “torpor vegetativo, instinto e inteligência” são os elementos comuns às plantas e aos animais. E, definindo a inteligência pela fabricação de objetos, fenômeno identificado como comum aos animais, encontra no ser humano a particularidade da fabricação de objetos artificiais, o que lhe permite avançar à seguinte conclusão: “Se pudéssemos nos despir de todo orgulho, se, para definir nossa espécie, nos ativéssemos estritamente ao que a história e a pré-história nos apresentam como a característica constante do ser humano e da inteligência, talvez não disséssemos Homo sapiens, mas Homo faber. Em conclusão, a inteligência, encarada no que parece ser o seu empenho original, é a faculdade de fabricar objetos artificiais, sobretudo ferramentas para fazer ferramentas, e de diversificar ao infinito a fabricação delas.”.


Demerval Saviani. Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos. Internet: (com adaptações). 

Julgue o item subsequente, a respeito do modo de encadeamento e de retomada das ideias ao longo do texto 11A1.


No primeiro parágrafo, o pronome “lhe” funciona, nas suas duas ocorrências, como objeto indireto e seu emprego substitui o das expressões ao ser humano e ao humano, respectivamente. 





Alternativas
Q2427452 Português


Texto 11A1


        Trabalho e educação são atividades especificamente humanas. Isso significa que, rigorosamente falando, apenas o ser humano trabalha e educa. Assim, a pergunta sobre os fundamentos ontológicos da relação trabalho-educação traz imediatamente à mente a questão: quais são as características do ser humano que lhe permitem realizar as ações de trabalhar e de educar? Ou: o que é que está inscrito no ser do humano que lhe possibilita trabalhar e educar?


        Perguntas desse tipo pressupõem que o ser humano esteja previamente constituído como ser que possui propriedades que lhe permitem trabalhar e educar. Pressupõe-se, portanto, uma definição de ser humano que indique em que ele consiste, isto é, sua característica essencial a partir da qual se possa explicar o trabalho e a educação como atributos desse ser. E, nesse caso, fica aberta a possibilidade de que trabalho e educação sejam considerados atributos essenciais do ser humano, ou acidentais.


        Na definição de ser humano mais difundida (animal racional), o atributo essencial é dado pela racionalidade, consoante o significado clássico de definição estabelecido por Aristóteles: uma definição dá-se pelo gênero próximo e pela diferença específica. Pelo gênero próximo, indica-se aquilo que o objeto definido tem em comum com outros seres de espécies diferentes (no caso em tela, o gênero animal); pela diferença específica, indica-se a espécie, isto é, o que distingue determinado ser dos demais que pertencem ao mesmo gênero (no caso do ser humano, a racionalidade). Consequentemente, sendo o ser humano definido pela racionalidade, é esta que assume o caráter de atributo essencial desse ser.


        Ora, assim entendido o ser humano, vê-se que, embora trabalhar e educar possam ser reconhecidos como atributos humanos, eles o são em caráter acidental, e não substancial. Com efeito, o mesmo Aristóteles, considerando como próprio do ser humano o pensar, o contemplar, reputa o ato produtivo, o trabalho, como uma atividade não digna de seres humanos livres.


        Diversamente, Bergson, ao analisar o desenvolvimento do impulso vital na obra Evolução criadora, observa que “torpor vegetativo, instinto e inteligência” são os elementos comuns às plantas e aos animais. E, definindo a inteligência pela fabricação de objetos, fenômeno identificado como comum aos animais, encontra no ser humano a particularidade da fabricação de objetos artificiais, o que lhe permite avançar à seguinte conclusão: “Se pudéssemos nos despir de todo orgulho, se, para definir nossa espécie, nos ativéssemos estritamente ao que a história e a pré-história nos apresentam como a característica constante do ser humano e da inteligência, talvez não disséssemos Homo sapiens, mas Homo faber. Em conclusão, a inteligência, encarada no que parece ser o seu empenho original, é a faculdade de fabricar objetos artificiais, sobretudo ferramentas para fazer ferramentas, e de diversificar ao infinito a fabricação delas.”.


Demerval Saviani. Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos. Internet: (com adaptações). 

Julgue o item subsequente, a respeito do modo de encadeamento e de retomada das ideias ao longo do texto 11A1.


No último parágrafo do texto, o termo que funciona como sujeito das orações expressas pelas formas verbais “observa” (primeiro período) e “encontra” (segundo período) está elíptico. 

Alternativas
Q2417905 Português
Cartas de amor


         Eu era aluno do Júlio de Castilhos e estudava à tarde (as manhãs, naquela época, estavam reservadas às turmas femininas). Um dia cheguei para a aula, coloquei meus livros na carteira e ali estava, bem no fundo, um papel cuidadosamente dobrado. Era uma carta; dirigida não a mim, mas “ao colega da tarde”. E era uma carta de amor. De amor não; de paixão. Paixão fogosa, incontida, transbordante, a carta de uma alma sequiosa de afeto. À qual o jovem escritor não teve a menor dificuldade de responder.

           Iniciou-se assim uma correspondência que se prolongou pelo ano letivo, não se interrompendo nem com as provas, nem com as férias de julho. À medida que o ano ia chegando a seu fim, os arroubos epistolares iam crescendo. Cheguei à conclusão de que precisava conhecer a minha misteriosa correspondente, aquela bela da manhã que me encantava com suas frases.

         Mas... Seria realmente bela? A julgar pela letra, sim; eu até a imaginava como uma moça esguia, morena, de belos olhos verdes. Contudo, nem mesmo os grandes especialistas em grafologia estão imunes ao erro, e um engano poderia ser trágico. Além disto, eu já tinha uma namorada que não escrevia, mas era igualmente fogosa.

          Optei, portanto, pelo mistério, pelo “nunca te vi, sempre te amei”. A minha história de amor continuou somente na fantasia. Que é o melhor lugar para as grandes histórias de amor.


(SCLIAR, Moacyr. “Cartas de amor”. In: Minha mãe não entende nada. 2. ed. Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 85-86.)

“Eu era aluno do Júlio de Castilhos”.


Assinale a alternativa em que há o mesmo tipo de sujeito do fragmento acima.

Alternativas
Q2416388 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


    A conexão do aluno deve ser com a escola, não com o celular. Esse é o lema da Prefeitura do Rio de Janeiro para o início do ano letivo na rede municipal. A volta às aulas traz novidades: o uso do telefone está proibido.
    Desde agosto do ano passado, os estudantes só podiam pegar aparelhos nos intervalos. Mas agora um decreto do prefeito Eduardo Paes ampliou essa proibição — o celular está vetado no horário de aula, durante o recreio e fora da sala quando houver explanação do professor e realização de trabalhos individuais ou em grupo.
    Os smartphones devem ficar na mochila ou na bolsa, desligados ou em modo silencioso. Sequer a vibração é permitida. Exceções estão previstas para casos específicos, como alunos com deficiência ou em situações de força maior – como doença.
    Os pais aprovaram a intervenção. Não à toa, a consulta pública realizada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio, entre dezembro e janeiro, recebeu 10.437 contribuições, sendo 83% favoráveis à proibição.


EDITORA 3. Celular na escola: usar ou não usar? Eis a questão resolvida pelo
Rio de Janeiro. Disponível em: <https://istoe.com.br/celular-na-escola-usar-ounao-usar-eis-a-questao-resolvida-pelo-rio-de-janeiro/>. Acesso em: 9 fev.
2024. [Adaptado].
Em “A volta às aulas traz novidades: o uso do telefone está proibido”, em relação à primeira, a segunda oração é classificada, pela gramática normativa, como subordinada substantiva
Alternativas
Q2416385 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1

     Geração Alpha é o nome dado para quem nasceu desde 2010, e ainda vai nascer até 2025. Eles sucedem a Geração Z, que veio à luz entre 1997 e 2009. Enquanto boa parte da Geração Z não teve contato com smartphones nos primeiros anos da infância, os alphas passaram por sua lavagem cerebral, digamos assim, logo na saída do útero.
     Nos EUA, 90% das crianças com 1 ano têm contato com tablets e smartphones. E uma pesquisa, de 2019 com 3 mil crianças ao redor do mundo, detectou que a profissão mais desejada pelos pequenos ao crescer era a de YouTuber.
     Além disso, os alphas também são mais propensos a crescer em configurações familiares menos tradicionais, com famílias inter-raciais, homoafetivas ou com mães e pais solos – uma revolução de proporções históricas.
     A moda de dividir os seres humanos em safras, diga-se, pegou quando os nascidos nos EUA na prosperidade do pósguerra, entre 1946 e 1964, ganharam o rótulo de baby boomers (explosão de bebês). As outras denominações (Geração X, Y, Z, alpha) foram vindo na sequência.
     Mas vale lembrar que isso não é ciência. Não é possível dizer que alguém nascido em 1998 difere grande coisa de quem veio ao mundo em 1995. Porém, a divisão tem sua utilidade na hora de analisar tendências da sociedade para o longo prazo. 


CARBINATTO, Bruno. O que é a geração Alpha? Disponível em:
https://vocesa.abril.com.br/coluna/guru/o-que-e-ageracao-alpha. Acesso em: 6
de fev. 2024. [Adaptado].

No trecho “Geração alpha é o nome dado para quem nasceu desde 2010, e ainda vai nascer até 2025”, o pronome “quem” é retomado pelo mecanismo denominado de
Alternativas
Q2415730 Português

Julgue o item subsequente.


A sintaxe, parte importante da gramática, tem seu foco de estudo voltado para a disposição e a associação de palavras em uma frase. Esse processo visa principalmente, as orações e os períodos.

Alternativas
Q2415714 Português

Julgue o item subsequente.


O verbo atribui ao sujeito do enunciado uma ação ou estado, por exemplo: "falei", "triste", "acordei" e "feliz". Desse modo, observa-se que a marca composicional da categoria se dá com ação (verbo), a qual se materializa a partir do sujeito do enunciado.

Alternativas
Respostas
15121: D
15122: A
15123: D
15124: C
15125: B
15126: A
15127: D
15128: A
15129: A
15130: C
15131: C
15132: E
15133: E
15134: C
15135: E
15136: A
15137: B
15138: B
15139: C
15140: E