Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Leia o excerto de Fiquei afásica, artigo de divulgação científica, publicado na Roseta (em 2022), revista de popularização da ciência, e responda às questões de 10 a 15.
Texto 4:
Fiquei afásica
O cérebro de uma pessoa afásica trabalha de forma diferente de uma pessoa não afásica, o que afeta, na maioria das vezes, o uso linguístico.
Lou-Ann Kleppa
Perdi as palavras de um dia
pro outro
Não uso mais “enfim”, “sabe?”
Entendo o que me dizem, mas
se tento falar
Só sai TISSA TISSA TISSA TÁ
Fiquei afásica
Perdi o controle da escolha
Só me resta o gesto
Não uso mais “obrigado”, “até”
O som que sai não é sequer uma palavra
dessa língua
Só sai TISSA TISSA TISSA TÁ
Fiquei afásica
Depois do AVC
minha vida para/pa-ra-li-sou
Sou paciente, passiva, sujeito sem ação
Quero voltar pra mim
inventar nova comunicação
Por enquanto só sai TISSA TISSA TISSA TÁ
Fiquei afásica
Você já tentou passar um dia inteiro sem dizer qualquer palavra? A não ser que você esteja socialmente isolado ou tenha feito voto de silêncio, se você conseguir desenvolver suas atividades rotineiras sem dizer uma palavra ao longo de 24h, então isso foi uma opção e provavelmente não uma imposição. Agora imagine uma pessoa que, da noite pro dia, não seja mais capaz de usar as palavras da sua língua materna.
Para preservar a identidade da pessoa afásica, chamaremos de Liliane uma moça que, aos 33 anos de idade, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC, popularmente conhecido como derrame). Este episódio neurológico fez com que um pedacinho do hemisfério esquerdo do cérebro de Liliane parasse de receber fluxo de sangue. E isto deixou duas sequelas marcantes nela: os membros do lado direito do corpo perderam força e mobilidade e a linguagem dela foi afetada.
A perna direita arrastava na caminhada e a mão direita não segurava mais objetos (escrever com caneta ou lápis deixou de ser possível), mas isso não a impedia de digitar no celular. Perceba que Liliane conseguiu se adaptar a uma limitação do seu corpo digitando no celular com a mão esquerda.
A princípio, sua linguagem falada se reduzia a um automatismo: espontaneamente (quando não lia ou repetia palavras), ela só produzia TISSA (TÁ). Chegaram até a chamá-la de Ticiane, tão característico tinha virado o TISSA dela. “Oi, tudo bem?” “TISSA.” “Aceita mais uma fatia de bolo?” “TISSA”, Liliane procurou tratamento fonoaudiológico e entendeu que sua dificuldade não era mecânica: era a linguagem dela que estava afetada.
Gestos como descascar frutas, cortar alimentos ou desenhar algo podem estar preservados. O problema não é articulatório (localizado na boca ou na mão), mas afeta as funções da linguagem no cérebro.
Liliane procurou um grupo de extensão universitária e foi acolhida num grupo interdisciplinar em que atuavam fonoterapeutas, terapeutas ocupacionais e linguistas. Lá ela conheceu pessoas com os mais diversos tipos de afasias e seus acompanhantes. Alino grupo, ela entendeu que a afasia é uma decorrência de lesão cerebral. [...]
Há casos de pessoas com afasia que acompanham um grupo como esses por 10 anos, por exemplo. Voltar não só para a linguagem, mas para as atividades linguageiras e se sentir aceito na sociedade novamente demanda tempo e paciência. [...]
Ao saber que, conforme o regime dos verbos ou dos nomes, os termos regentes e os regidos estabelecem entre si relações de dependência, relacione, no seguinte quadro, a correspondência entre os termos em destaque e a descrição da regência empregada.
( ) “dizer qualquer palavra” |
1. Regência de um constituinte locativo abstrato, encabeçado pela preposição em. |
( ) “arrastava na caminhada” |
2. Regência de um objeto direto. |
( ) “se adaptar a uma limitação” |
3. Regência nominal. |
( ) “aceito na sociedade” |
4. Regência de um objeto indireto. |
Marque a alternativa com a sequência CORRETA.
Sobre os termos que constituem uma oração, segundo nos ensina Cegalla, analise as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de sua significação.
( ) Os termos essenciais de uma oração são representados pelo sujeito (ser do qual se diz alguma coisa) e pelo predicado (aquilo que se declara do sujeito, ou melhor, é o termo que contém a declaração, referida, em geral, ao sujeito).
( ) O complemento nominal e o agente da passiva são considerados termos integrantes da oração. O primeiro é reclamado pela significação transitiva, incompleta de certos substantivos, adjetivos e advérbios; o segundo é o complemento de um verbo na voz passiva.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Pode faltar ovo no Brasil? Entenda a escassez em diversos países do mundo
Dos Estados Unidos, passando pela Europa e chegando à Nova Zelândia, o mundo enfrenta, neste início de ano, uma escassez global de ovos de galinha.
O curioso é que há explicações distintas para essa falta em diferentes partes do mundo.
A falta de ovos nos Estados Unidos se deve, principalmente, a um surto devastador de influenza aviária.
Segundo reportagem do jornal The Washington Post, citando dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o atual surto de gripe aviária já levou à morte mais de 44 milhões de aves poedeiras, ou cerca de 4% a 5% do plantel norte-americano.
"A gripe é o fator mais importante afetando o preço dos ovos", disse Maro Ibarburu, analista de mercado do Egg Industry Center da Universidade Estadual de Iowa, ao Washington Post. "Neste surto, em termos de aves poedeiras, nós perdemos dez milhões de aves a mais do que no último surto, em 2015."
Desde fevereiro de 2022, a epidemia de influenza aviária já atingiu, ao menos, quarenta e sete estados americanos. Iowa, maior estado produtor de ovos dos EUA, é o mais prejudicado.
Na Europa, além da gripe aviária, a alta dos custos dos grãos e da energia elétrica, em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, também afeta a oferta de ovos.
No Reino Unido, por exemplo, as principais redes de supermercado, como Tesco, Lidl e Asda, chegaram a impor limites de compra aos consumidores ao longo de 2022.
Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do conselho administrativo de Instituto Ovos Brasil, tranquiliza os consumidores brasileiros: "por aqui, não devem faltar ovos. Mas uma produção menor em 2023 deve manter os preços elevados", alerta o executivo.
"Sofremos o problema do custo com mais força em 2020 devido à seca", lembra Santin.
De acordo com o executivo, é esse pico do preço do milho lá atrás, em 2020, que explica a queda na produção de ovos no país em 2022, que deverá se repetir em 2023.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64217978. Adaptado.
Há explicações distintas para essa falta em diferentes partes do mundo.
Em relação ao sujeito da oração:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Pode faltar ovo no Brasil? Entenda a escassez em diversos países do mundo
Dos Estados Unidos, passando pela Europa e chegando à Nova Zelândia, o mundo enfrenta, neste início de ano, uma escassez global de ovos de galinha.
O curioso é que há explicações distintas para essa falta em diferentes partes do mundo.
A falta de ovos nos Estados Unidos se deve, principalmente, a um surto devastador de influenza aviária.
Segundo reportagem do jornal The Washington Post, citando dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o atual surto de gripe aviária já levou à morte mais de 44 milhões de aves poedeiras, ou cerca de 4% a 5% do plantel norte-americano.
"A gripe é o fator mais importante afetando o preço dos ovos", disse Maro Ibarburu, analista de mercado do Egg Industry Center da Universidade Estadual de Iowa, ao Washington Post. "Neste surto, em termos de aves poedeiras, nós perdemos dez milhões de aves a mais do que no último surto, em 2015."
Desde fevereiro de 2022, a epidemia de influenza aviária já atingiu, ao menos, quarenta e sete estados americanos. Iowa, maior estado produtor de ovos dos EUA, é o mais prejudicado.
Na Europa, além da gripe aviária, a alta dos custos dos grãos e da energia elétrica, em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, também afeta a oferta de ovos.
No Reino Unido, por exemplo, as principais redes de supermercado, como Tesco, Lidl e Asda, chegaram a impor limites de compra aos consumidores ao longo de 2022.
Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do conselho administrativo de Instituto Ovos Brasil, tranquiliza os consumidores brasileiros: "por aqui, não devem faltar ovos. Mas uma produção menor em 2023 deve manter os preços elevados", alerta o executivo.
"Sofremos o problema do custo com mais força em 2020 devido à seca", lembra Santin.
De acordo com o executivo, é esse pico do preço do milho lá atrás, em 2020, que explica a queda na produção de ovos no país em 2022, que deverá se repetir em 2023.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64217978. Adaptado.
A falta de ovos se deve, principalmente, a um surto devastador de influenza aviária.
Em relação ao predicado, afirma-se que o mesmo é a expressão:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
As estrelas órfãs que vagam pelas galáxias
As estrelas órfãs, ao contrário das mais conhecidas, não residem em uma galáxia. Elas perambulam há bilhões de anos por aglomerados que reúnem milhares de galáxias, segundo um novo estudo realizado com imagens do telescópio espacial Hubble.
Estudar essas "almas perdidas" é importante, segundo a astrônoma espanhola Mireia Montes, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.
Montes pesquisa a luz fraca emitida pelas estrelas errantes, chamada de luz intra-aglomerado. Ela explicou à BBC News Mundo que esse brilho suave pode revelar não só a estrutura dos aglomerados de galáxias, mas também a natureza de um dos maiores mistérios do universo: a matéria escura.
Montes explica que, "nos aglomerados de galáxias, que são as maiores estruturas ligadas pela gravidade, as galáxias - podem ser centenas a milhares delas - encontram-se em um espaço astronomicamente pequeno".
A cientista afirma que, por estarem tão juntas, as galáxias interagem gravitacionalmente entre si. E, nessas interações, algumas estrelas são arrancadas das suas posições e acabam habitando o espaço intergaláctico.
Montes compara essas interações com as forças da maré entre a Terra e a Lua. "Na Terra, ao sentir a força da maré, não se observa muita coisa, exceto a subida do mar. Mas, no caso das galáxias, que não são sólidas, essas forças arrancam as estrelas das galáxias."
Com o passar do tempo, as interações criam uma luz muito difusa, que chamamos de luz intra-aglomerado.
"Eu comparo, guardadas as devidas as proporções, ao ato de escrever na lousa com um giz", explica Montes. "Esse pó é liberado pouco a pouco, graças à fricção do giz com a lousa."
https://www.bbc.com/portuguese/geral-64308461. Adaptado.
As estrelas órfãs, ao contrário das mais conhecidas, não residem 'em uma galáxia'.
Sintaticamente, a expressão destacada na frase é:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
As estrelas órfãs que vagam pelas galáxias
As estrelas órfãs, ao contrário das mais conhecidas, não residem em uma galáxia. Elas perambulam há bilhões de anos por aglomerados que reúnem milhares de galáxias, segundo um novo estudo realizado com imagens do telescópio espacial Hubble.
Estudar essas "almas perdidas" é importante, segundo a astrônoma espanhola Mireia Montes, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.
Montes pesquisa a luz fraca emitida pelas estrelas errantes, chamada de luz intra-aglomerado. Ela explicou à BBC News Mundo que esse brilho suave pode revelar não só a estrutura dos aglomerados de galáxias, mas também a natureza de um dos maiores mistérios do universo: a matéria escura.
Montes explica que, "nos aglomerados de galáxias, que são as maiores estruturas ligadas pela gravidade, as galáxias - podem ser centenas a milhares delas - encontram-se em um espaço astronomicamente pequeno".
A cientista afirma que, por estarem tão juntas, as galáxias interagem gravitacionalmente entre si. E, nessas interações, algumas estrelas são arrancadas das suas posições e acabam habitando o espaço intergaláctico.
Montes compara essas interações com as forças da maré entre a Terra e a Lua. "Na Terra, ao sentir a força da maré, não se observa muita coisa, exceto a subida do mar. Mas, no caso das galáxias, que não são sólidas, essas forças arrancam as estrelas das galáxias."
Com o passar do tempo, as interações criam uma luz muito difusa, que chamamos de luz intra-aglomerado.
"Eu comparo, guardadas as devidas as proporções, ao ato de escrever na lousa com um giz", explica Montes. "Esse pó é liberado pouco a pouco, graças à fricção do giz com a lousa."
https://www.bbc.com/portuguese/geral-64308461. Adaptado.
Com o passar do tempo, as interações criam 'uma luz muito difusa'.
A expressão destacada na frase é, sintaticamente:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
As estrelas órfãs que vagam pelas galáxias
As estrelas órfãs, ao contrário das mais conhecidas, não residem em uma galáxia. Elas perambulam há bilhões de anos por aglomerados que reúnem milhares de galáxias, segundo um novo estudo realizado com imagens do telescópio espacial Hubble.
Estudar essas "almas perdidas" é importante, segundo a astrônoma espanhola Mireia Montes, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.
Montes pesquisa a luz fraca emitida pelas estrelas errantes, chamada de luz intra-aglomerado. Ela explicou à BBC News Mundo que esse brilho suave pode revelar não só a estrutura dos aglomerados de galáxias, mas também a natureza de um dos maiores mistérios do universo: a matéria escura.
Montes explica que, "nos aglomerados de galáxias, que são as maiores estruturas ligadas pela gravidade, as galáxias - podem ser centenas a milhares delas - encontram-se em um espaço astronomicamente pequeno".
A cientista afirma que, por estarem tão juntas, as galáxias interagem gravitacionalmente entre si. E, nessas interações, algumas estrelas são arrancadas das suas posições e acabam habitando o espaço intergaláctico.
Montes compara essas interações com as forças da maré entre a Terra e a Lua. "Na Terra, ao sentir a força da maré, não se observa muita coisa, exceto a subida do mar. Mas, no caso das galáxias, que não são sólidas, essas forças arrancam as estrelas das galáxias."
Com o passar do tempo, as interações criam uma luz muito difusa, que chamamos de luz intra-aglomerado.
"Eu comparo, guardadas as devidas as proporções, ao ato de escrever na lousa com um giz", explica Montes. "Esse pó é liberado pouco a pouco, graças à fricção do giz com a lousa."
https://www.bbc.com/portuguese/geral-64308461. Adaptado.
Montes compara essas interações com as forças 'da maré' entre a Terra e a Lua.
A expressão destacada no texto, morfologicamente, trata-se de:
Ora, as transformações por que passou a Arquitetura religiosa, juntamente com a civil, durante esse longo período, obedeceram a um processo evolutivo normal, de natureza, por assim dizer, fisiológica.
COSTA, Lúcio. A arquitetura dos jesuítas no Brasil. ARS. São Paulo, v. 8, 2010, p. 128, com adaptações.
O termo sublinhado representa, no período ao qual se refere, um
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Benefícios da atividade física para quem tem deficiência
Passaram-se muitos dias depois de 3 de dezembro, data instituída pela ONU (Organizações das Nações Unidas) como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Fato que não impede de citar a atividade física como boa solução ao público PcD (Pessoa com deficiência). Quem garante é a professora do curso de Educação Física do CEUB (Centro Universitário de Brasília) Hetty Lobo.
Questionada sobre qual atividade é ou não recomendada, Lobo admite que tudo varia de acordo com a necessidade da pessoa. E não deixou de citar quais são as modalidades que fazem sucesso entre o público paralímpico.
"Depende da patologia e do grau de comprometimento, considerando os diversos contextos em que a atividade física estabelece uma relação de interação social também, além do aspecto da saúde.
Como exemplos, podemos citar a ginástica artística, a dança, os jogos e os esportes realizados na terra e na água e suas devidas adaptações para maior conforto aos praticantes paralímpicos.
Podemos citar, também, as atividades do goalball, o atletismo e o futebol de cinco", explica Hetty Lobo com exclusividade para o Sport Life.
A docente do CEUB discorre que esse estímulo é vital para que uma pessoa portadora de necessidade especial possa desfrutar de uma vida saudável e que precisa haver a eliminação de obstáculos diários.
"No caso de pessoas com deficiência, em particular, o estímulo, a educação e o lazer ativo na infância e na adolescência são pressupostos para uma vida adulta com mais saúde e qualidade. Para que isso aconteça, a eliminação de barreiras de todas as naturezas e a criação de oportunidades de participação em igualdade de condições com as demais pessoas são necessárias", completa Hetty.
Benefícios da atividade física para quem tem deficiência (msn.com). Adaptado.
A atividade física estabelece uma relação de interação social também, além do aspecto da saúde.
O sujeito da frase é a expressão:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Benefícios da atividade física para quem tem deficiência
Passaram-se muitos dias depois de 3 de dezembro, data instituída pela ONU (Organizações das Nações Unidas) como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Fato que não impede de citar a atividade física como boa solução ao público PcD (Pessoa com deficiência). Quem garante é a professora do curso de Educação Física do CEUB (Centro Universitário de Brasília) Hetty Lobo.
Questionada sobre qual atividade é ou não recomendada, Lobo admite que tudo varia de acordo com a necessidade da pessoa. E não deixou de citar quais são as modalidades que fazem sucesso entre o público paralímpico.
"Depende da patologia e do grau de comprometimento, considerando os diversos contextos em que a atividade física estabelece uma relação de interação social também, além do aspecto da saúde.
Como exemplos, podemos citar a ginástica artística, a dança, os jogos e os esportes realizados na terra e na água e suas devidas adaptações para maior conforto aos praticantes paralímpicos.
Podemos citar, também, as atividades do goalball, o atletismo e o futebol de cinco", explica Hetty Lobo com exclusividade para o Sport Life.
A docente do CEUB discorre que esse estímulo é vital para que uma pessoa portadora de necessidade especial possa desfrutar de uma vida saudável e que precisa haver a eliminação de obstáculos diários.
"No caso de pessoas com deficiência, em particular, o estímulo, a educação e o lazer ativo na infância e na adolescência são pressupostos para uma vida adulta com mais saúde e qualidade. Para que isso aconteça, a eliminação de barreiras de todas as naturezas e a criação de oportunidades de participação em igualdade de condições com as demais pessoas são necessárias", completa Hetty.
Benefícios da atividade física para quem tem deficiência (msn.com). Adaptado.
Uma pessoa portadora de necessidade especial possa 'desfrutar' de uma vida saudável.
O verbo destacado na frase trata-se de um verbo:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Benefícios da atividade física para quem tem deficiência
Passaram-se muitos dias depois de 3 de dezembro, data instituída pela ONU (Organizações das Nações Unidas) como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Fato que não impede de citar a atividade física como boa solução ao público PcD (Pessoa com deficiência). Quem garante é a professora do curso de Educação Física do CEUB (Centro Universitário de Brasília) Hetty Lobo.
Questionada sobre qual atividade é ou não recomendada, Lobo admite que tudo varia de acordo com a necessidade da pessoa. E não deixou de citar quais são as modalidades que fazem sucesso entre o público paralímpico.
"Depende da patologia e do grau de comprometimento, considerando os diversos contextos em que a atividade física estabelece uma relação de interação social também, além do aspecto da saúde.
Como exemplos, podemos citar a ginástica artística, a dança, os jogos e os esportes realizados na terra e na água e suas devidas adaptações para maior conforto aos praticantes paralímpicos.
Podemos citar, também, as atividades do goalball, o atletismo e o futebol de cinco", explica Hetty Lobo com exclusividade para o Sport Life.
A docente do CEUB discorre que esse estímulo é vital para que uma pessoa portadora de necessidade especial possa desfrutar de uma vida saudável e que precisa haver a eliminação de obstáculos diários.
"No caso de pessoas com deficiência, em particular, o estímulo, a educação e o lazer ativo na infância e na adolescência são pressupostos para uma vida adulta com mais saúde e qualidade. Para que isso aconteça, a eliminação de barreiras de todas as naturezas e a criação de oportunidades de participação em igualdade de condições com as demais pessoas são necessárias", completa Hetty.
Benefícios da atividade física para quem tem deficiência (msn.com). Adaptado.
Podemos citar, também, as atividades do goalball, o atletismo e o futebol de cinco.
O predicado da frase é a expressão:
O segundo tempo começou
Por Fernando Mantovani
- Se o ano passa rápido, o segundo semestre definitivamente voa. Por isso mesmo, esse é o
- momento ideal para que profissionais revejam os planos de carreira construídos para 2023,
- realizem os ajustes necessários e ________ em prática iniciativas dedicadas a acelerar sua
- evolução.
- Embalados pela Copa do Mundo Feminina, tal qual uma partida de futebol, é possível chegar
- a dezembro com bons motivos para comemorar. Isso depende, é claro, de muito esforço e foco
- na reta final. Como diz o ditado, não ____ terceiro tempo.
- Analisar o próprio desenvolvimento e agir no sentido de melhorá-lo é um grande desafio
- para qualquer profissional. Afinal, é muito mais fácil (e menos doloroso) enxergar os pontos
- positivos e negativos dos outros e dar bons conselhos do que investir em si mesmo, sem ter um
- chefe, cliente ou prazo para nos “empurrar” adiante.
- Para esse processo dar certo, o primeiro passo é ter um plano de carreira atualizado. No
- cenário ideal, esse documento foi feito no início do ano e será revisitado agora. É importante que
- ele contenha objetivos no curto, médio e longo prazo e a estratégia para alcançá-los. As
- informações do plano também devem ser apoiadas em uma reflexão sincera sobre a trajetória
- já realizada (experiência acadêmica e corporativa) e o perfil profissional (técnico, generalista,
- comunicativo, introvertido etc.).
- É necessário responder a algumas perguntas-chave antes de iniciar a atualização (ou
- elaboração, quem sabe) do seu plano de carreira. Uma delas é a clássica, porém não menos
- relevante, “aonde quero chegar?”, imaginando o tipo de empresa, cargo ou área desejada. Aqui,
- sonhar é válido; delirar, não tanto. Considero delírio almejar, por exemplo, uma ascensão a um
- nível hierárquico muito acima do atual em um curto prazo. A possibilidade de frustração é
- imensa.
- Outra questão básica é “como posso chegar lá?”. Essa resposta varia tanto quanto a
- criatividade e a disponibilidade de energia, bem como o tempo e a capacidade de investimento
- financeiro do profissional. Há muitas ações que contribuem para impulsionar o crescimento na
- carreira, tais como cursos de idioma, especializações, networking, mentoria, terapia, entre
- muitas outras. Até uma viagem ou hobby podem contribuir, a depender do objetivo de cada um.
- O principal é entender que iniciativas são relevantes para o propósito estabelecido. Se a
- rede de contatos profissionais e pessoais está bem nutrida, apostar em um curso pode ser mais
- interessante. Se o segundo idioma estiver em dia, um mentor talvez seja uma boa pedida. E
- assim por diante.
- Por fim, é fundamental identificar “quais recursos já tenho e quais preciso ter”. Aqui, me
- refiro às competências e às habilidades técnicas e socioemocionais. Essa resposta é o que fará o
- plano de carreira se tornar factível ou não. Simplesmente não é viável que alguém com inglês
- básico tenha como meta trabalhar em uma organização na Inglaterra ainda neste semestre.
- Entre o presente e o futuro, ____ degraus a serem galgados, e raramente se pula direto da base
- ao topo, lembre-se disso.
(Disponível em: exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/o-segundo-tempo-comecou – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03, 07 e 37.
O segundo tempo começou
Por Fernando Mantovani
- Se o ano passa rápido, o segundo semestre definitivamente voa. Por isso mesmo, esse é o
- momento ideal para que profissionais revejam os planos de carreira construídos para 2023,
- realizem os ajustes necessários e ________ em prática iniciativas dedicadas a acelerar sua
- evolução.
- Embalados pela Copa do Mundo Feminina, tal qual uma partida de futebol, é possível chegar
- a dezembro com bons motivos para comemorar. Isso depende, é claro, de muito esforço e foco
- na reta final. Como diz o ditado, não ____ terceiro tempo.
- Analisar o próprio desenvolvimento e agir no sentido de melhorá-lo é um grande desafio
- para qualquer profissional. Afinal, é muito mais fácil (e menos doloroso) enxergar os pontos
- positivos e negativos dos outros e dar bons conselhos do que investir em si mesmo, sem ter um
- chefe, cliente ou prazo para nos “empurrar” adiante.
- Para esse processo dar certo, o primeiro passo é ter um plano de carreira atualizado. No
- cenário ideal, esse documento foi feito no início do ano e será revisitado agora. É importante que
- ele contenha objetivos no curto, médio e longo prazo e a estratégia para alcançá-los. As
- informações do plano também devem ser apoiadas em uma reflexão sincera sobre a trajetória
- já realizada (experiência acadêmica e corporativa) e o perfil profissional (técnico, generalista,
- comunicativo, introvertido etc.).
- É necessário responder a algumas perguntas-chave antes de iniciar a atualização (ou
- elaboração, quem sabe) do seu plano de carreira. Uma delas é a clássica, porém não menos
- relevante, “aonde quero chegar?”, imaginando o tipo de empresa, cargo ou área desejada. Aqui,
- sonhar é válido; delirar, não tanto. Considero delírio almejar, por exemplo, uma ascensão a um
- nível hierárquico muito acima do atual em um curto prazo. A possibilidade de frustração é
- imensa.
- Outra questão básica é “como posso chegar lá?”. Essa resposta varia tanto quanto a
- criatividade e a disponibilidade de energia, bem como o tempo e a capacidade de investimento
- financeiro do profissional. Há muitas ações que contribuem para impulsionar o crescimento na
- carreira, tais como cursos de idioma, especializações, networking, mentoria, terapia, entre
- muitas outras. Até uma viagem ou hobby podem contribuir, a depender do objetivo de cada um.
- O principal é entender que iniciativas são relevantes para o propósito estabelecido. Se a
- rede de contatos profissionais e pessoais está bem nutrida, apostar em um curso pode ser mais
- interessante. Se o segundo idioma estiver em dia, um mentor talvez seja uma boa pedida. E
- assim por diante.
- Por fim, é fundamental identificar “quais recursos já tenho e quais preciso ter”. Aqui, me
- refiro às competências e às habilidades técnicas e socioemocionais. Essa resposta é o que fará o
- plano de carreira se tornar factível ou não. Simplesmente não é viável que alguém com inglês
- básico tenha como meta trabalhar em uma organização na Inglaterra ainda neste semestre.
- Entre o presente e o futuro, ____ degraus a serem galgados, e raramente se pula direto da base
- ao topo, lembre-se disso.
(Disponível em: exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/o-segundo-tempo-comecou – texto adaptado especialmente para esta prova).
A respeito do fragmento “A possibilidade de frustração é imensa”, analise as assertivas a seguir:
I. O predicado da oração é nominal.
II. O verbo “é” classifica-se como um verbo de ligação.
III. A oração apresenta um sujeito composto, pois tem dois núcleos do sujeito.
IV. O vocábulo “frustração” representa um núcleo do sujeito.
Quais estão corretas?
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
Fonte: Carlos Drummond de Andrade, Poema Amar.
No verso "Amar solenemente as palmas do deserto", identifique a função sintática desempenhada pela expressão "as palmas do deserto" na frase.
Texto para as questões de 1 a 5.
1 ____ Todos conhecemos as propriedades alucinógenas das drogas psicodélicas, mas os medicamentos comuns podem
ser igualmente potentes. Do paracetamol a anti‑histamínicos, estatinas, medicamentos para asma e antidepressivos, existem
evidências de que eles podem nos tornar impulsivos, irritados ou inquietos, diminuir nossa empatia por estranhos e até
4 manipular aspectos fundamentais de nossas personalidades (como, por exemplo, o quão neuróticos somos).
A pesquisa sobre esses efeitos não poderia estar em um momento melhor. O mundo está passando por uma crise
de excesso de medicação, com os Estados Unidos comprando 49.000 toneladas de paracetamol por ano — o equivalente
7 a cerca de 298 comprimidos de paracetamol por pessoa — e o americano médio consumindo US$ 1.200 (R$ 5.000) em
medicamentos prescritos no mesmo período.
E, à medida que a população global envelhece, nossa sede de drogas está prestes a ficar ainda mais fora
10 de controle; no Reino Unido, uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos de idade já toma oito medicamentos
por semana.
Beatrice Golomb, que lidera um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, suspeitou que havia
13 uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás, depois de uma série de descobertas
misteriosas. Mas a descoberta mais perturbadora de Golomb não é o quão impactantes as drogas comuns podem ser sobre
quem somos — é a falta de interesse em descobrir esse impacto.
16 ___ Isso é algo que Dominik Mischkowski, um pesquisador da dor na Universidade de Ohio, também notou. “Existe
uma lacuna notável na pesquisa, na verdade, quando se trata dos efeitos dos medicamentos na personalidade e no
comportamento”, diz. “Sabemos muito sobre os efeitos fisiológicos desses medicamentos. Mas não entendemos como eles
19 influenciam o comportamento humano.”
A pesquisa de Mischkowski descobriu um efeito colateral surpreendente do paracetamol. Há muito tempo, os
cientistas sabem que a droga reduz a dor física ao diminuir a atividade em certas áreas do cérebro, como o córtex insular,
22 que desempenha um papel importante em nossas emoções. Acontece que essas áreas também estão envolvidas em nossa
experiência de dor social — e, curiosamente, o paracetamol pode nos fazer sentir melhor após uma rejeição.
Pesquisas recentes revelaram que o paracetamol reduz significativamente nossa capacidade de sentir empatia
25 positiva — um resultado com implicações em como a droga está moldando as relações sociais de milhões de pessoas todos
os dias. Embora o experimento não tenha olhado para a empatia negativa — que diz respeito a quando sentimos e nos
identificamos com a dor de outras pessoas —, Mischkowski suspeita que ela também seria mais difícil de ser sentida depois
28 de tomar o medicamento.
Tecnicamente, o paracetamol não está mudando nossa personalidade, porque os efeitos duram apenas algumas
horas e a minoria das pessoas o toma continuamente. Mas Mischkowski enfatiza que precisamos ser informados sobre as
31 maneiras como isso nos afeta, para que possamos usar nosso bom senso. “Assim como devemos estar cientes de que não
devemos dirigir se estivermos sob a influência de álcool, não devemos tomar paracetamol e nos colocarmos em uma situação
que exige que sejamos emocionalmente sensíveis — como em uma conversa séria com um parceiro ou colega de trabalho.”
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
As concordâncias verbal e nominal do texto seriam mantidas caso se substituísse
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".
Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.
Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?
O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.
Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.
O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.
Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.
Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.
De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.
"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.
https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.
Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde.
Assinale a opção CORRETA quanto à sintaxe.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".
Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.
Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?
O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.
Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.
O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.
Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.
Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.
De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.
"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.
https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.
Um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades.
O sujeito da frase em questão é:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'
"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.
Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.
Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.
A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro.
Sintaticamente, é correto afirmar que o:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'
"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.
Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.
Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.
A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.
Além de 'reciclar' as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica 'recuperará' quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis.
Os verbos destacados na frase, quanto às suas regências são, respectivamente:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'
"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.
Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.
Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.
A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.
A ROSI, 'empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação', espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
A expressão destacada é, sintaticamente: