Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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I- No primeiro e segundo parágrafos do texto, predominam estruturas coordenadas seja de termos (buzinas, explosões, batidos, apitos) ou de orações (ônibus passam, farfalham, tilintam, rosnam; bondes chiam e estridem / Disparam lotações, voam automóveis, motocicletas, lambretas, um ciclista desliza milagrosamente no caos e dobra, lépido, a primeira esquina.), em consonância com o propósito de descrever diferentes cenários.
II- Em uma linguagem mais objetiva, a frase que inicia o quarto parágrafo assim poderia ser escrita: “Para uma cidade gigantesca não há água, transporte ou comida que cheguem”; porém o efeito de sentido não é o mesmo. A repetição da negação (não..., não..., não...), que incide sobre todo o período, além da repetição das orações adjetivas, dá um tom mais contundente à informação.
III- No quinto parágrafo do texto, seguindo com o propósito de enfatizar uma informação, o autor toma como tópico um termo da oração precedente e insere um comentário. Nessa estrutura em forma de adendo, ao termo “presença” segue-se uma oração adjetiva explicativa “que nem a nossa cara, nem nosso nome, nem nossa voz conseguem afirmar”.
É CORRETO o que se afirma em
(1) Aposto
(2) Oração Adjetiva explicativa
(3) Oração Adjetiva restritiva
“[...] Chegar até aqui, porém, não foi fácil porque percalços variados surgiram no caminho. [...] O caso mais grave ocorreu em Manaus. [...] Em outros estados, o mau exemplo veio de cima. Em Serra do Navio (AP), o secretário de Saúde, Randolpho Scooth, que não é médico ( ), recebeu uma das 89 doses enviadas ao município. No fim do ano de 2020, ele havia feito postagens criticando a CoronaVac, justamente o imunizante que tomou. Agora furou a fila para se imunizar antes de pessoas que teriam mais direito que ele ( ).
“Trabalhamos para que não haja obstáculos que atrasem o avanço da vacinação” ( ), diz a Veja a subprocuradora-geral Célia Delgado, coordenadora do gabinete de acompanhamento da pandemia na Procuradoria-Geral da República. Na quarta-feira 3, a Anvisa retirou a exigência de testes da fase 3 no Brasil, o que abriu caminho para a aprovação do imunizante russo Sputnik V ( ) e [...]
Cabe ao país evitar que prospere a máxima do personagem Macunaíma, o herói sem caráter ( ), da obra homônima de Mario de Andrade: “Pouca saúde, muita saúva, os males do Brasil são”. Enquanto a ciência viabilizou imunizantes em tempo recorde, e os órgãos de investigação apertam o cerco às formigas, os gestores públicos devem manter o foco: acelerar a vacinação para pavimentar a estrada que nos conduzirá no fim do pesadelo ( ).
A sequência numérica CORRETA é
Compare a versão original do período que inicia o 2º parágrafo do texto e a paráfrase correspondente, com atenção para o trecho em destaque.
Versão original:
“Essa ressalva é necessária porque eventos como os desastres ambientais em Minas só SE entendem adequadamente quando SE compreende a relação entre a sociedade humana e a natureza que a envolve.”
Paráfrase:
“Essa ressalva é necessária porque eventos como os desastres ambientais em Minas só são entendidos adequadamente quando a relação entre a sociedade humana e a natureza que a envolve é compreendida.”
Considerando a alternância das estruturas, como se classifica sintaticamente o item SE, da versão original, em cada uma das ocorrências?
I. Ansiedade não tratada pode gerar transtornos para o próprio paciente, uma vez que o bem-estar fica comprometido (1). [...]
II. Apesar de a depressão ser uma doença séria e muito estudada (2), diversas questões a respeito desse quadro permanecem sem uma resposta definitiva. Um exemplo dessas dúvidas que ainda ecoam é “O que realmente causa o surgimento da depressão nos indivíduos?”. Mesmo que as hipóteses sejam diversas (3), já se sabe, contudo, que a doença pode ter até mesmo uma propensão genética para ocorrer.
(Segredos da Mente - ano 3, n. 5, 2018)
Métodos eficazes para afastar os transtornos da mente e prevenir a necessidade do uso de medicação
PILATES: Desde que não haja nenhuma outra contraindicação médica (I), qualquer pessoa é livre para realizar a prática, desde crianças acima de 7 anos de idade até idosos. “O pilates aperfeiçoa a respiração e potencializa a capacidade respiratória. [...] Além de ser um exercício físico (II), é um exercício mental, tendo como objetivo principal trabalhar o corpo associado à mente”, explica o fisioterapeuta e professor de pilates Vinícius Zacarias.
ACUPUNTURA: Nesse tipo de tratamento, agulhas finas são aplicadas na pele em pontos específicos, e deve ser realizado por profissionais especializados na prática. A base do tratamento é que todas as doenças começam com um desequilíbrio energético em algum ponto. Quando não tratado (III), esse desequilíbrio evolui para uma doença. Quando o problema já está instalado, como um transtorno de ansiedade, a acupuntura vai auxiliar no tratamento, reequilibrando o paciente. O método também é uma ótima terapia de prevenção, pois trabalha os pequenos desequilíbrios de energia quando não há doenças (IV). O tratamento leva em média três meses para apresentar resultados. Porém, esse tempo pode variar (V), já que cada organismo é único e responde de uma maneira (VI).
Há oração adverbial expressando uma condição para a realização do que se afirma na oração principal em
AGORAÉ ASSIM
Adaptadas à cartilha antivírus, escolas brasileiras reabrem seus portões, dando a largada para sanar as lacunas do ano que passou e com o imenso desafio de atrair a atenção da garotada que perdeu o hábito de estudar.
Nesses últimos tempos, aconteceu de tudo na vida estudantil. Muita gente confinada por causa da pandemia se viu de repente sem aula. Aí veio o ensino 100% remoto, depois a fase híbrida, com uma parte da lição na escola e a outra em casa, até que chegaram as férias. E essas foram únicas, com pais, professores e alunos compartilhando a sensação de que a montanha-russa acadêmica acabou por comprometer a aquisição de conhecimento e daquelas habilidades socioemocionais que se aprendem nas trocas humanas. A situação enche a todos de ansiedade e dúvidas sobre o que está por vir no ano letivo que se inicia agora para boa parte dos 47,3 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. [...]
Todas as proposições abaixo relacionadas fornecem explicações sobre aspectos linguísticos do texto. Indique a única em que não há correspondência entre a explicação e o fenômeno descrito.
Assinale a opção que contém a explicação ADEQUADA para o uso da vírgula no trecho acima.
Assinale a alternativa que preenche respectivamente as lacunas do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão de concordância e de emprego do sinal indicativo de crase.
___________ inadequações nos sistemas e, ____________ pelo encarregado as inconsistências, decidiu-se encaminhar _____________ todas as prestadoras de serviços solicitação para dar informações __________ empresa.
Leia o texto, para responder à questão.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Considere as passagens:
• Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
• Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona...
Os termos destacados estabelecem relações de sentido, respectivamente, de
Leia o texto, para responder à questão.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Considere as passagens.
⋅ Tirar cochilos durante o dia pode ajudar a preservar a saúde do cérebro e evitar quadros de demência, como sugeriram pesquisadores britânicos e uruguaios... (1º parágrafo)
⋅ ... os pesquisadores explicam o declínio no volume do cérebro conforme envelhecemos. (4.° parágrafo)
Os termos destacados expressam, correta e respectivamente, sentidos de
I. “Os espermatozoides também possuem mitocôndrias.”
II. “E essa pode ser uma das razões pelas quais temos somente o mtDNA materno.”
Nessas sentenças, os verbos “possuir” e “ter” apresentam, respectivamente, as regências: